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Teses-Octavio - Início e Cap 1

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Academic year: 2023

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O tema central da pesquisa é o estudo das instituições e suas relações com o processo de crescimento econômico e mudanças estruturais. Estas relações incluem inovação, formas de organização empresarial e políticas macroeconómicas que determinam diferentes padrões de crescimento económico e competitividade.

RESUMO

ABSTRACT

INTRODUÇÃO

No Capítulo 1 é discutido o processo de crescimento econômico dentro da teoria econômica moderna, com o objetivo de explicar como as instituições são vistas dentro de cada abordagem analisada. O objectivo deste capítulo é demonstrar como, à medida que se avança de uma abordagem para outra, aumenta a importância teórica e analítica das instituições na definição do processo de crescimento económico.

1 - TEORIAS DE CRESCIMENTO ECONÔMICO E INSTITUIÇÕES

Este argumento estabelece os pilares de um novo enfoque na interpretação do processo de desenvolvimento económico, com o objectivo de investigação crescente e inovadora. Dados os limites paradigmáticos da economia dominante, assume-se que a estática quantitativa do crescimento económico é sinónimo do processo de desenvolvimento económico.

1.1.2 - Uma aproximação conceitual das instituições

Portanto, é necessário construir uma grande ponte entre a compreensão das formas de crescimento e a dimensão complexa do processo de desenvolvimento económico, que deve incluir as instituições. Daí o importante papel das mudanças na formação de novas dinâmicas no processo de crescimento.

25 O modelo de crescimento de Lucas (1988, p.39) é “(..) um sistema de equações diferenciais com soluções, que imitam algumas das principais características do comportamento econômico observadas na economia mundial. É um sistema com certa taxa de crescimento populacional, mas que é influenciado por fatores exógenos.

1.3 - Crescimento econômico nos evolucionários

1.3.1 - A importância do conceito de “mudança”

31 Segundo Nelson (1987, p.7), a complexidade envolvida no processo de mudança tecnológica gera significativas diferenças inter-regionais, interindustriais e intersetoriais. Vale a pena dizer que o processo de inovação e o crescimento económico resultante surgem e desenvolvem-se numa instância essencialmente microeconómica.

1.3.2 - Fundamentos do modelo evolucionário

A questão é: em que condições os inovadores e os imitadores terão os mesmos custos totais por unidade de produção, incluindo custos de P&D e produção. Porém, pela equação (13) pode-se observar que a intensidade de P&D pode ser alta mesmo onde o progresso técnico é lento, mas para isso é necessário que a relação L/(1 - δ) - que é uma medida da capacidade de que o inovador obtenha o retorno das suas despesas em I&D — é elevado.

1.4 - O modelo de crescimento dos regulacionistas

Equação de produtividade Equação de investimento Equação de consumo Formação de salários reais Identidade contábil Identidade contábil. Portanto, um regime de crescimento ou acumulação é definido pelas diversas combinações possíveis entre o crescimento da produtividade e os regimes de procura.

1.5 - Teorias institucionalistas de crescimento

Observe que esta configuração é semelhante ao caso híbrido clássico, mas por razões opostas. Esta afirmação é definitiva no que diz respeito à explicação das dimensões reais do processo de crescimento económico, cujas dimensões históricas e institucionais são decisivas.

Pela mesma razão, as ciências sociais têm maior dificuldade em progredir do que as ciências naturais. Isto permite-nos concluir, de uma forma muito geral e não quantitativa, que o progresso técnico é mais fácil de alcançar do que o progresso na eficiência institucional.51.

34;(..) as instituições não são neutras e podem fornecer explicações para trajetórias específicas ou equilíbrios delas resultantes” (Zysman, 1994, p. 268). 69 Zysman (1994, p. 268) destaca que: “O conceito de base de fornecimento nos permite ver como diferentes conjuntos de tecnologias se desenvolvem em uma região ou país e como acessá-los na continuidade das trajetórias de desenvolvimento.

2 - AS ABORDAGENS INSTITUCIONALISTAS

Na segunda parte são discutidos alguns dos principais pontos do pensamento de Veblen, apontados de comum acordo por todas as principais escolas institucionalistas como precursores do referido legado. A amplitude e complexidade do pensamento institucionalista, que não pode ser herança de uma “visão” única e exclusiva, dá à teia de múltiplas concepções a possibilidade de avançar para uma “teoria da dinâmica das instituições”.

2.1 - A discussão do método institucionalista

Exemplos são a nova economia institucional, os neo-institucionalistas, os neo-Schumpeterianos ou evolucionistas, os reguladores, a economia das convenções e outras, que permitiram avanços teóricos, que ora rivalizam, ora se complementam, sem perder o caráter institucional. .

2.2 - Veblen e o legado do antigo institucionalismo

A evolução da estrutura social tem sido um processo de seleção natural de instituições” (Veblen apud Hodgson, 1993a, p. 17). Este é um conceito completo de evolução, onde todos os elementos podem mudar num processo de causalidade cumulativa.

O institucionalismo radical não se baseia na teoria do valor-trabalho, mas partilha alguns pontos críticos com o marxismo em relação à teoria económica neoclássica, não tendo nada em comum com o 'novo institucionalismo' de Oliver E. Na realidade, a "cegueira" é o fruto ou parte de um processo de mudança e adaptação permanente, realizado em meio à incerteza. 16.

2.3.1- A noção de processo e a “causação circular”

Em vez disso, definem-na como a “ciência da oferta social”, onde as necessidades e os recursos humanos são o produto de processos sociais historicamente determinados e dependem qualitativamente do progresso tecnológico.

2.3.2 - Sobre emulação e enabling facts

Este fenómeno garante que não haja ruptura da ordem estabelecida, evitando que os “dominados” se revoltem. 25 Uma observação interessante de Dugger (1988, p. 8) sobre o comportamento dos “emuladores” é que: “A emulação tem um forte efeito incapacitante nas camadas mais baixas de uma sociedade estratificada.

2.3.3 - Igualdade

Isto permite o progresso de uma comunidade, que acontecerá de baixo para cima e não o contrário. O caráter evolutivo de Veblen ou não não pode ser vinculado à inexistência de uma “teoria do progresso”. Sua teoria é mais do que '(..) uma teoria existencial de causa e efeito da ação humana, do vôo cego, e não uma teoria teleológica. teoria do progresso” (Dugger, 1988, p. 12).

2.3.4 - Democracia

Dugger confunde uma teoria evolucionista com fim teleológico, confunde a perspectiva finalista do processo histórico com evolução, revelando uma incompreensão do caráter evolutivo da obra de Veblen.

2.3.5 - Radical versus incremental

2.4 - A abordagem neo-institucionalista

Embora os institucionalistas diverjam sobre o quanto e o que é importante na análise neoclássica do funcionamento do mecanismo de mercado puro na alocação de recursos, todos concordam que os mercados são organizados por instituições e dão efeito àqueles que os moldam (Samuels, 1995, pág.571). Além disso, o conceito de mercado é uma metáfora para as instituições que o formam, estruturam e funcionam através dele (Samuels, 1995, p. 572).

Fornece uma visão institucional, delineada com base no comportamento organizacional e centrada nos custos de transação. Desta forma, faz-se a ligação entre os três conceitos fundamentais da Nova Economia Institucional: racionalidade limitada, oportunismo e custos de transação.

2.5.1 - O princípio da racionalidade limitada

Implícito nesta ideia está que a única razão pela qual os países industrializados desenvolvidos têm sistemas económicos de mercado com empresas multi-membros é para reduzir os elevados custos de transacção criados por três forças: especificidade dos recursos, racionalidade limitada e oportunismo.53 Assim, o problema é a criação da ação coletiva e da estruturação de acordos contratuais apropriados para reduzir os custos de transação são elementos proeminentes que orientam o comportamento e definem as instituições. completo), a própria organização interna poupa os atributos da racionalidade limitada, toma decisões em circunstâncias em que os preços deixam de existir. Este argumento explica que as hipóteses comportamentais da nova economia institucional são descritas de forma mais realista do que as utilizadas na análise económica tradicional.

2.5.2 - A hipótese de comportamento oportunista

Se relacionarmos o oportunismo com a organização interna da empresa, vemos que ele se manifesta na falta de sinceridade e honestidade nas transações. A combinação de racionalidade limitada e incerteza, à qual se acrescenta, no segundo caso, o oportunismo e a idiossincrasia, resulta na “organização interna” da empresa.

2.5.3 - O conceito de custos de transação

Contudo, o sistema não suporta esta possibilidade e está irreparavelmente sujeito à ocorrência de custos de transação positivos. A racionalidade limitada e o oportunismo geram custos de transação, forçando as empresas a reorganizar-se para fazer face à situação.

No que diz respeito às diferenças entre os tipos de gestão, Masahiko Aoki (apud Williamson, 1995, p. 32) – que distingue as formas ocidentais de hierarquia (forma H) em relação às japonesas (forma J)61 – tenta fazer alguns progressos. Além disso, pensar em formas de organização em “desequilíbrio” pode ser muito importante em termos de tempo real de reação (responsividade).

2.5.5 - Os “novos” institucionalistas são novos ou velhos?

O conceito de poder, central para outras abordagens institucionalistas (como em Veblen e Commons), é tratado a partir da perspectiva da empresa, que se manifesta como uma relação de superioridade económica.66 A conclusão de Williamson é que a ideia de poder é muito pouco tem a ver com a contribuição para o estudo dos contratos e das organizações, sendo pouco significativa a sua importância analítica, o que obviamente não está sujeito a acordo com outras abordagens institucionalistas.

Aglietta pretende compreender as transformações do capitalismo no século XX através das duas “separações” no seu processo constitutivo: a mercadoria e o trabalho assalariado. Essas duas formas constitutivas - e separadas - do sistema produzem formas sociais, que se entrelaçam e, transitoriamente, geram uma série de regularidades, aqui chamadas de “regime de crescimento”.70 Disso podem ser extraídos três princípios sobre o caráter metodológico da Escola de Regulamento.

2.6.1 - Os “princípios” da Teoria da Regulação

O progresso no sentido de uma maior clareza na relação entre as instituições foi prosseguido através do desenvolvimento de ideias de regime de acumulação, modo de regulação e formas institucionais de estrutura. Isto explica a visão dos reguladores sobre o papel das instituições no processo de regulação e crise do capitalismo.

2.6.2 - Os regulacionistas e os institucionalistas

Para Villeval (1995, p. 487), a Teoria da Regulação e o institucionalismo antigo repousam “numa filosofia pragmatista, numa perspectiva holística, histórica e evolutiva”. A resposta constituirá uma importante área de pesquisa para a Teoria da Regulação nos próximos anos.

2.7 - As instituições e os evolucionários

A diferença de linguagem sobre o processo de crescimento económico através de conceitos evolutivos relativamente aos da teoria do equilíbrio é entendida inadequadamente como uma oposição entre descrição e teoria. 83 Nelson (1995, p. 51), usando a expressão “equilíbrio seletivo único”, diz que “qualquer característica de ‘otimização’ do que existe deve ser entendida como míope e localizada, associada ao equilíbrio particular que a produziu.

Portanto, “(..) o desempenho do crescimento agregado da economia está fortemente relacionado com as variações dominantes entre o agregado” (Nelson, 1995, p. 72). 91 Nelson (1995, p. 72) observa que: “(..) certas variáveis ​​crescem ao longo do tempo, em particular a produção por trabalhador e os salários reais.

2.7.2 - Características de uma “teoria evolucionária”

Conceitos como a evolução de tecnologias, empresas ou instituições não são facilmente aplicados ao conceito de gerações (Nelson, 1995, p. 54). 97 Nelson (1995, p. 56) diz que escolheu o termo 'evolucionário' para '(..) definir uma classe de teorias, modelos ou argumentos que possuem as seguintes características.

As questões consideradas relevantes são: as instituições assumem o mesmo papel (como gens) que as organizações. Por exemplo, William Lazonick (citado em Nelson 1995) argumenta que as organizações de trabalho, tais como as instituições de formação laboral, que funcionaram bem na indústria britânica no final do século XIX, tornaram-se um obstáculo para o século XX.

2.7.4 - Evolução das instituições econômicas

108 Nas suas próprias palavras, Nelson (1995, p. 82) afirma que: “Para resumir a vasta variedade de coisas que têm sido chamadas de instituições, há várias questões-chave que acredito que qualquer teoria séria da evolução institucional deve abordar. No entanto, parece haver forças que impedem ou revertem a evolução institucional em certas direções” (Nelson, 1995, p. 83).

2.8 - Considerações finais

Neste sentido, “(..) [é] absurdo afirmar que o processo de evolução institucional 'otimiza': a própria noção de otimização pode ser incoerente num grupo onde o leque de possibilidades não está bem definido. Desta combinação de abordagens, temos a riqueza e a complexidade do pensamento institucionalista, que, heuristicamente, não pode pretender estar cativo a uma visão única.

3 - TECNOLOGIA E MUDANÇA INSTITUCIONAL: O CASO DOS

Para os reguladores, quem faz essa mediação, quem dá “vida” a um determinado padrão de comportamento ou regulação, são as formas institucionais de estrutura; para os neo-Schumpeterianos, as rotinas e o processo de inovação realizam essa mediação. Em outras palavras, o conceito de paradigma tecnológico ou paradigma tecnoeconômico surge de um processo de elaboração teórica, que compatibiliza elementos comuns às abordagens institucionalistas analisadas no Capítulo 2.

3.1 - Uma comparação do paradigma

Em resumo, podemos dizer que enquanto os reguladores priorizam aspectos institucionais que garantem a funcionalidade do regime de acumulação, os neo-Schumpeterianos priorizam a inovação tecnológica que provoca o surgimento de uma rede institucional alternativa compatível com as novas tecnologias. 10 O que os liga é o “casamento” entre as mudanças técnicas e o sistema de gestão social da economia, que resulta das mudanças sociais e institucionais, que é o regime regulatório.

3.2 - Mudanças no paradigma tecno-econômico

A emergência de um “novo” paradigma ocorre num mundo ainda dominado pelo “velho”, onde vantagens incomparáveis ​​num e depois em vários sectores impõem o seu domínio. É impossível desalojar o “velho” sem uma mudança radical no senso comum de que as vantagens do “novo”, num aspecto fundamental, vieram para ficar.

3.3 - O paradigma tecnológico de Dosi

Desta forma, o novo paradigma técnico-económico inclui: uma nova forma de organização da empresa e da fábrica; novo perfil de mão de obra especializada; novos produtos adequados ao fator principal; novas tendências em inovações radicais e incrementais; novo padrão para locação de investimentos em escala nacional e internacional; a nova onda de investimentos em infra-estruturas para atenuar as externalidades criadas pelo novo paradigma; À medida que passamos do “velho” para o “novo”, as mudanças estruturais na economia aprofundam-se, reajustando o comportamento social, político e institucional para garantir um “clima de confiança”.

3.3.1 - A especificidade dos “processos” de mercado

Estas estão relacionadas com outras duas definições complementares: estratégias estruturalmente estáveis ​​e mecanismos de seleção. O problema da mudança e da estabilidade dinâmica diz respeito ao processo de aprendizagem, aos mecanismos de selecção e à estrutura institucional da economia.

3.3.2 - Sobre comportamento individual versus coletivo

Tais características criam o ambiente para o surgimento do primeiro elemento de “padrões de mudança”, que é a “natureza do processo de aprendizagem” do progresso tecnológico. Neste sentido, quem organiza a produção e as vendas são “instituições”, que também variam ao longo do tempo e entre setores.

E é o próprio processo de crescimento, dentro de uma determinada configuração, que leva o sistema aos seus respectivos limites críticos. O processo de transição e procura tem naturalmente uma dimensão microeconómica, que inclui também o surgimento e crescimento de novas indústrias, a adaptação lenta (ou traumática) das existentes, o surgimento de novas empresas incorporando diferentes 'racionalidades', a adopção de novas técnicas, processos produtivos e envolve experimentação de novos processos de trabalho” (Dosi e Orsenigo, 1988, p. 31).

3.4 - Considerações finais

O esgotamento do atual paradigma técnico-económico desdobrou-se na transição para a constituição de um “novo”, ainda em formação. O esquema analítico do paradigma tecnológico, ao servir como ilustração, e não como “roteiro para atingir um fim”, explica a importância das instituições na modelagem de novos níveis tecnológicos.

4 - INSTITUIÇÕES E ECONOMIA BRASILEIRA

Uma análise da economia brasileira sob uma perspectiva institucionalista deve lidar com os aspectos tecnológicos, organizacionais e institucionais de sua estrutura econômica e social. A tradição heterodoxa da economia brasileira começou com a contribuição da CEPAL, que trouxe, em termos institucionalistas, alguns avanços na descrição do papel.

Argumentando que a economia brasileira passou por fases institucionais bem definidas - da década de 1930 até meados da década de 1950, quando terminou a fase inicial do processo de substituição de importações; do período Plano de Metas (1955-62) até a fase do “milagre” e a crise dos anos 1980; A partir da década de 1950, devido à maior abertura às importações, o país passou a elevar setores de maior complexidade tecnológica, como bens de consumo duráveis ​​e bens intermediários, a um estágio mais avançado da base tecnológica global. 3 A estratégia da política industrial foi o investimento direto.

Neste caso, as empresas estatais do Brasil às vezes atuaram como “inovadoras” em indústrias na fronteira tecnológica. Entre 1950 e 1980, as empresas estatais gozaram de certas vantagens em relação às privadas, que advinham do acesso preferencial ao Estado, da grande influência na definição das políticas na sua área e do apoio público aos seus projectos de investimento, tornando-as verdadeiras “máquinas de acumulação”. (Castro, 1997, p. 199).

4.1.2 - A montagem do “frágil” ambiente para a inovação

Isto marcou o fim de uma época, interrompendo não apenas um “processo evolutivo”, mas destruindo as convenções que descreviam o comportamento microeconómico dos agentes e o subsequente espírito animal de uma época. Esta discrepância revelou uma grande lacuna institucional a preencher, para permitir o apoio a uma política de crescimento industrial e tecnológico.

4.1.3 - Os anos 80 e a “dissolução das convenções”

Um dos aspectos mais óbvios da incerteza dos sistemas nacionais de I&D surgiu no início da década de 1980, quando uma grande parte dos esforços privados internos de I&D e da procura privada de serviços tecnológicos se tornaram claras, revelando a dependência da C&T, do Estado e das empresas estatais. .9 Além disso, além da fragilidade das empresas na inovação, cuja dependência do Estado era quase absoluta, havia inconsistência.

Também marcou o fim das “convenções” relativas à visão de crescimento e estabilidade da industrialização acelerada do período 1950-80. Esta estratégia acabou por funcionar como um mecanismo para aumentar a instabilidade e a estagnação das decisões empresariais, agravada pela falta de um programa de crescimento económico.

15 O “retrocesso” a que se referem Coutinho e Ferraz (1994, p. 127) deveu-se a: “(..) (a) oscilação e crise do sistema de C&T; (b) o colapso dos investimentos das empresas públicas e o consequente enfraquecimento dos seus centros de I&D; (c) desmantelamento de estruturas, estagnação e até declínio das despesas tecnológicas do sector privado, que já eram bastante escassas. 20 Segundo a conclusão do estudo de Coutinho e Ferraz (1994, p. 138), a necessidade de reestruturar a economia brasileira em uma rede de reintegração implica não apenas “(..) reverter a tendência de retirada das atividades tecnológicas no Brasil.

4.2.1 - O novo paradigma no contexto latino-americano

Parece que os desenvolvimentos resultantes ainda não foram percebidos de forma adequada para reestruturar a economia brasileira. Além das mudanças organizacionais, outros fatores ajudam a compreender as mudanças no ambiente institucional, como a integração descentralizada, os processos de aprendizagem e melhoria contínua, a flexibilidade e adaptabilidade e as redes de competitividade estrutural entre empresas.

Referências

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