Trabalhei com jovens da favela Morro da Mangueira em um centro cultural13 muito próximo da comunidade. Conta com investimentos da chamada psiquiatria do desenvolvimento, voltada à educação preventiva e terapêutica.
Let’s play that
Você sabe que uma flor se curva quando o vento quer, e você deve ser assim: tão cheio de profunda confiança. Para mim o que é preciso não é a pessoa do outro, mas o espaço: a possibilidade da dialética do desejo, a.
O Encontro com o CEACA- Vila e a Favela do Morro dos Macacos
Outro caso diz respeito a um menino que ficou traumatizado ao ver a execução. Acredito que este seja um importante relato de experiência de intervenção, onde o OCM trabalha com jovens do Morro dos Macacos.
Confrontando o Caos, A-colhendo Dissonâncias
I Mov. Prestíssimo molto agitado
Com essa vitalidade, o bebê aos poucos começa a se separar do ambiente e a aprender sobre o seu exterior, ou seja, o princípio da realidade. Na transição da relação para o uso do objeto, o bebê conceberá o princípio da realidade externa.
II Mov. – Allegro molto vivace
Carolyne puxa o bonde da Adriele para o lado Tuany balança E o Andinho no passo mando um papo Sem hesitar O bonde da amizade conquistou seu coração. Esta abordagem valoriza igualmente a concretização da vida criativa e da amizade como prática de resistência aos jogos de poder/verdade.
III Mov. – Moderato ma non troppo
Se, com base nessas considerações, voltarmos à questão do trabalho inicial com os jovens no MM, quais seriam as fantasias em jogo nos momentos de “ataque” na oficina. Eu, apenas mais um professor, colocaria os jovens indisciplinados na lista (negra), ou seja, de acordo com a lógica da instituição.
Da Pantera ao Anjo, Do Anjo à Pantera (e por que não Anjo e Pantera?)
Devir-Anjo e Devir-Pantera?
52 “Dir-se-á que tornar-se animal é uma questão de magia: 1) porque implica uma primeira relação de aliança com um demônio; A legitimação de uma pantera feita, de acolher a manifestação agressiva na sua positividade, da mesma pulsão vital que serve para separar as suas formas de se perceberem e de se sentirem jovens, de construir modelos/compreensões de poder celebrar o poder em vez da falta, de ver o horizonte. novos sons todos os dias. Durante a actividade do KKM, muitos discursos, muitos relatórios comoveram-me e colocaram-me em minoria56.
57 Foi uma feliz coincidência quando em Mil Platôs li a nota de rodapé acima sobre as panteras negras sugerindo uma permanência na negritude em suas ações.
Música e Série Harmônica
Neste caso, quando falamos de música, vale pensar ‘o que a música pode fazer?’; Parece que todo um quadro de forças singulares gira em torno do que chamamos de música. Ressaltamos com o autor acima, a importância de outra pergunta, ao invés de: “que música é essa?”, seria melhor pesquisar: “o que ela pode fazer?” Existem músicas que fazem você pensar, olhar, dançar, cantar, chorar e, finalmente, aquelas que fazem você ouvir. E quanto à pesquisadora-analista — que potência de escutar universos tão únicos provocaria movimentos/sons em sua vida.
E é a partir das forças de ativação do poder da audição e do movimento que ela é capaz – a música – que estamos sempre construindo o nosso plano de composição na clínica.
Da “Favela Terrível” à Favela Formas de Vida e Criatividade
Lembremos que a favela MM foi considerada pela grande mídia a mais violenta da cidade do Rio de Janeiro.63. Burgos (2012) nos conta que um dos fenômenos mais interessantes para a pesquisa urbana no Rio de Janeiro, e ainda pouco estudado, é o fato de a forma favela resistir ao processo de modernização econômica que a cidade sofreu ao longo do século XX. Por quanto; alerta que moradores de favelas do Rio de Janeiro são vistos tanto como reféns quanto como vítimas de criminosos e seus cúmplices.
O distanciamento social continua se espalhando nas relações entre os moradores da favela e os moradores da cidade do Rio de Janeiro, principalmente na parte considerada mais nobre; Zona Sul.
O Diabo na Música: o problema do trítono
Todos estão muito tensos e subi a Rua Armando de Albuquerque, dessa vez, do outro lado, evitando passar em frente à UPP – zona de conflito. Foi terrível, de repente, a bomba quebrou o vidro da janela e ficou no meio da sala soltando aquele gás terrível, minha avó se sentiu muito mal, falei com a polícia e eles me perguntaram que roupa eu estava usando quando bateram no meu casa, e eu não sabia, que roupa eu estava vestindo?!" - ela disse indignada. Ao pesquisar esse episódio online da época, no site da rádio BAND News FM (2012), ouvi a fala de um morador de MM, que pediu para não ser identificado, que foi ao ar com o seguinte depoimento: pessoas diretamente relacionadas com a polícia, que vende comida; outras pessoas que, por exemplo, vendem açaí; morador que tem o hábito de dar refrigerante, café, suco..., o chefe da droga não gosta disso.
No projeto que desenvolvi na Mangueira, como vimos, ficou clara a preocupação constante dos jovens e moradores com as operações policiais nas favelas, o que criou, na época, um modo de subjetividade permanentemente de plantão, constantemente alerta aos perigos. pode vir inesperadamente do meio ambiente.
A UPP do Morro dos Macacos
Em relação à UPP MM, e aqui não entraremos em detalhes, pois não é esse o nosso objetivo, os moradores costumam reclamar do comportamento abusivo dos policiais que circulam pelo território de forma rude e intimidadora. Em MM, os jovens estão sujeitos a muitas regras ditadas arbitrariamente pela polícia; Os moradores não poderão mais organizar bailes funk e quaisquer outras atividades culturais deverão ser aprovadas pela UPP. Seu efeito deverá ser de médio e longo prazo, o de ampliar o controle da cidade, e não é descabido imaginar que uma das consequências da UPP poderia ser a expulsão dos atuais moradores de favelas das áreas mais valorizadas do país. cidade, cidade, não pela mão brutal do Estado, mas pela mão invisível do mercado.
É assim que Dona Anna relata que com a legalização da água - instituída com a chegada da UPP - deixaram de contribuir financeiramente para a associação de moradores: "recebemos uma pequena contribuição que facilitou a solução de qualquer problema de falta de água aqui na Colina.
Os Dispositivos de Criminalização e a Vida Coletiva
Lembro-me agora de uma mensagem que li recentemente, pintada com spray nas paredes de um prédio alto na cidade do Rio: “O que você faria se não tivesse medo?” A influência do medo é uma paixão e, como tal, é um dos afetos que temos quando não podemos ser a causa suficiente de uma afeição; pode prevalecer em relação às nossas ideias sobre o contemporâneo e impedir que ocorram transformações a partir delas. Por quanto; Apesar do rico convívio que o MM oferece, sustentar esta ativação em todo o grupo não é uma tarefa fácil.
E como direcionar as forças desta esperança para que a busca pela intensidade aconteça no contexto da criação de uma vida ativa.
A Clínica Crítica
Uma das afirmações que me marcou positivamente - no sentido em que pude perceber minha contribuição - foi: "aprendemos que a psicanálise, tal como concebida pelo próprio Freud desde o seu início, é uma teoria que sempre esteve em construção e não uma teoria sistema teórico fechado em si mesmo." Esta proposta de discutir conceitos a partir de uma análise crítica dos contextos históricos de cada perspectiva psicológica e/ou psicanalítica parece-me essencial na contemporaneidade para que possamos avançar no terreno ainda inusitado e instável das propostas de novas práticas clínicas, que rompem com a fronteira individual/coletiva; o que inclui o tão necessário diálogo com outras disciplinas. Mas a transição de uma “clínica clássica” para as atuais “práticas emergentes” não garantiu a sua evolução sócio-política, segundo o autor, uma vez que encontramos tanto uma simples adaptação flexível para alcançar novos mercados (a classe popular), como para o desenvolvimento de ações verdadeiramente inovadoras, que favoreçam a autonomia dos cidadãos e das comunidades. É nesta luta que encontramos o que ficou de fora, o que pode contribuir positivamente para a compreensão/ampliação das forças que encontramos no campo - um exercício diário de uma prática aberta a muitas vozes.
Contudo, não pretendemos formar nenhum modelo clínico a priori – neste campo entendemos que não existem modelos; Se chamo (e provisoriamente...) a prática desenvolvida com jovens de micropolítica musical e/ou clínica do compositor, é apenas para ligá-la à criação em linguagem musical, fugindo à lógica de uma clínica baseada apenas no uso da palavra. isto é, a linguagem da representação verbal.
Linhas de Composição da Vida: holding & conatus
É pela potência sintônica dos encontros repetidos na relação mãe-bebê que se constrói a linha da existência, produzindo subjetividade nessa relação. O bebê não ouve nem registra a comunicação, mas apenas os efeitos de confiabilidade; Isso é algo que fica registrado ao longo do desenvolvimento. Pode acontecer que os órgãos que se reúnem tenham relações compostas de acordo com a lei (conveniência); mas também pode acontecer que quando as duas relações não são compatíveis, um dos dois corpos esteja determinado a destruir a relação com o outro (desconforto).
Um bom encontro corporal é aquele em que o corpo que se conecta, se mistura com o nosso, se combina com ele, ou seja, cria a sua relação característica com a relação característica do nosso corpo.
Plano de Composição da Natureza
Consistindo em um “mundo de percepção” e um “mundo de ação”, o Umwelt ou “mundo do eu” de um organismo cria ou interpreta o ambiente de maneira subjetiva e não é diretamente acessível à observação externa. O que é um objeto importante ou importante no mundo de um organismo é o que afeta seu funcionamento no meio ambiente. A incompressibilidade da água é condição necessária para a construção de uma bolsa nadadora muscular em um animal marinho.
Cada animal, como cada instrumento, é capaz de emitir um certo número de sons, que entram em relação contrapontística com os sons de outros animais” (UEUKÜLL, 1982, p. 200).
Plano de Composição Musical
Como vimos desde o início, o “barulho e o caos” que permeia a nossa oficina na construção de um plano de composição musical perturba outras práticas disciplinares na instituição. Mas o que acontece se considerarmos os efeitos de um acontecimento como se fossem as suas causas? Proporcionou-nos o surgimento de um futuro-criança que atravessa tudo em expansão, através de novas sonoridades criadas no jogo lúdico da criação e na arte da improvisação.
O devir-criança do músico duplica o devir da criança a partir do nada, num bloco indissolúvel. Um jovem pinta outro quadro muito forte; a de um homem apontando os braços para um menino - e escrevendo: "não-violência". Essa música surgiu como uma paródia musical, versão de um trecho da letra e melodia de uma música do grupo Os Paralamas do Sucesso.
Trauma & Escuta Musical
Espaço Angélico: devir-pantera-anjo & criança
Criar um espaço potencial com a juventude em nosso plano de composição musical significou buscar destruir – com golpes de martelo – como sugeriu Nietzsche (2011) – os pesados valores do sistema neocapitalista, mesmo forjado para moldar consumidores de sua produção de mercadorias. máquinas. A primeira fala abrange três metamorfoses e através delas observo as transformações pelas quais os grupos passaram no trabalho que fazemos com os jovens pobres na OCM - criando um ethos, um lar para novos valores. No trabalho com jovens pobres em MM, as três transformações citadas estiveram presentes, compreendendo caminhos que se interligaram e se interligaram.
Ao espaço angélico, sugerido pelo poeta, nos aproximamos do espaço potencial concebido por Winnicott (1975), é um espaço intermediário - no qual podemos considerar o tempo como Aión - uma terceira área do experimento onde se localizam os fenômenos transitórios . .
Linhas e Paisagens Sonoras do Desejo
- I Platô Composição Musical
- II Platô Paródia Musical
- III Platô Composição Musical
- IV Platô Composição Musical
- V Platô Composição Musical
Era um poema narrativo sobre um episódio melancólico, histórico, fantástico ou sobrenatural. Para Abdala Júnior (2007), as baladas populares descortinam fatos do passado, coexistindo canções plurais movidas por vozes coletivas, vozes surgindo do chão e canções individuais valendo-se do testemunho de vozes do coletivo. A relação do poema com a matemática parece anunciar a busca destes jovens por uma razão sensível para formar um sentido de coletividade e compreensão das questões individuais/sociais.
Lourinha Bombril – versão – Dudinha tem olhos azuis Cibele tem cabelo bombástico Luísa tem sotaque sulista E Isabelle está fora do Brasil Ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali , ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali, ali Dudinha fala alemão Cibele fala no pé Isabelle cozinha feijão.
O Grupo Amizade Certa e o I Platô Composição Musical
II Platô Composição Musical