A cor não ajuda mais, você está indo direto!”: Um estudo das percepções sociais dos efeitos da mobilidade social das mulheres negras nos tempos modernos. A cor não ajuda mais, você está indo direto!”: Um estudo das percepções sociais dos efeitos da mobilidade social das mulheres negras no.
Sobre as representações sociais
As gêneses da Teoria das Representações Sociais
As representações coletivas caracterizam-se por serem homogêneas e vivenciadas por todos os membros do grupo. Tal como os mundos primitivo e civilizado, os mundos das crianças e dos adultos diferem nos seus modelos de representação, sendo a maior diferença entre estes mundos a sua forma de pensar.
A Teoria das Representações Sociais
Processos de formação das representações sociais
- Objetivação
- Ancoragem
Conforme explicado anteriormente, a ancoragem e a objetivação não são fenômenos sequenciais, mas Vala (2000) mostra como diferenciar o processo de ancoragem se ocorre antes ou depois da objetivação. Numa outra forma de encarar este processo de transformação do desconhecido em conhecido – em que a ancoragem ocorre após a objectivação – a ancoragem refere-se à função e à eficácia social das representações.
As representações sociais e suas funções
Podemos dizer, portanto, que a representação dá origem a um sistema de expectativas e expectativas, que leva a uma ação sobre a realidade, que seria a seleção e filtragem da informação, para que esteja de acordo com a realidade social daquele indivíduo. Por meio deles, é possível que os indivíduos justifiquem seu comportamento para explicar suas ações em determinada ocasião, bem como seus posicionamentos.
Teorias complementares à grande teoria
Funções de orientação: As representações sociais orientam, ou melhor, orientam o comportamento e a prática, podendo intervir diretamente nas expectativas das pessoas em relação à realidade. Assim, para Jodelet (2001, p. 22), as representações sociais são “uma forma de conhecimento, elaborada e compartilhada socialmente, com finalidade prática e que contribui para a construção de uma realidade comum a um grupo social”.
Movimento histórico mantenedor da estagnação da mobilidade social da
Acho que é histórico, certo? Acho que é uma história que se passa desde o início do século XIX, quando o escravo foi libertado. E acho que é por causa disso, por causa de uma história que se autoperpetua e fica mais difícil a cada dia.
As três faces mantenedoras da estagnação social da mulher negra
A alienação social ocorre numa combinação entre a falta de representação das mulheres negras como residentes da classe média e a baixa autoestima desse grupo. Eu acho que tudo é mais difícil para a mulher negra, a conquista é difícil, entrar na faculdade, permanecer na faculdade, porque muita gente tem que trabalhar, além de tentar entrar na faculdade, [...] eu acho que isso tem que ser feito com isso, portanto, o investimento deve ser muito maior. A falta de representatividade do grupo de mulheres negras seria um fator influenciador na criação de uma autoestima positiva, criada pela dificuldade delas em mudar efetivamente seu status social e ingressar na classe média.
Então, quer dizer, é difícil para essa pessoa, para esse indivíduo ver, por exemplo, uma mulher negra administrando uma empresa, num cargo de comando na política nacional, enfim, exercendo uma posição de liderança, né? ele olha e diz: “Eu quero ser”. Sempre tive essa coisa: “Então seus avós vieram do nada e a gente já está com tudo. Meu pai era assim: “Vou construir a minha vida, quero um futuro para mim.
2 RELEVÂNCIA DAS TRÊS FACES DA ESTAGNAÇÃO DA MOBILIDADE SOCIAL NO COTIDIANO DOS NEGROS DE CLASSE MÉDIA.
Estranhamento Social
Passei muito tempo pesquisando e perguntando qual era a nossa profissão, [...] fiquei inquieto, porque a situação era muito chata para mim. É porque depende também de como a outra pessoa lida com isso, sabe, o que pode ser uma estranheza interessante - “estou interessado” - ou pode ser uma estranheza que quer te excluir daquele espaço, da relação. Eu estava andando por Icaraí aqui, aqui nessa calçada, e aí veio esse menininho de bicicleta – eu sempre sorrio, né?
Então, eu acho que no começo essa coisa de mulher negra com ritmo, mulher sambando, eu não me encaixo nisso. Acho que uma mulher negra de classe baixa é, em última análise, vulnerável a assédio, talvez negativo. Acho que falam da sensualidade da mulher negra com menos cuidado do que se fosse um elogio.
E esse austríaco a certa altura me perguntou se eu queria continuar nesta vida, mas ele perdeu a cabeça quando disse: “Gostaria muito de casar com você porque acho que você é como uma peça de museu”.
Fragilidade na identidade étnica
Insegurança
Acho que é bom para mim e acho que meio que confirma que posso, acho que também tem a ver com a cor da pele. Acho que você não precisa mostrar o que você é pela cor, mas sim pelas suas atitudes, pela sua postura. O que considero mais sério aqui são as estratégias emocionais que você deve montar para evitar fazer parte de um ciclo de discriminação.
Mas quando penso em mim, acho que há algo de afirmação, acho que temos que nos afirmar constantemente, em diferentes espaços, como: na escola dos nossos filhos, no local de trabalho. Então penso em me colocar em salas e tentar estar presente nelas, mesmo que sinta um pouco de medo. Eu tenho uma estratégia, que não sei se é estratégia, mas é permanecer neste lugar.
Porque eu estava com uma expressão do tipo: "Tenho certeza de que vale a pena ouvir isso?"
Falta de representatividade
Embora hoje eu fale menos sobre isso do que antes, mesmo que apenas como forma de proteção. Pois caso contrário posso cair no lugar de mérito, pelo qual sou abençoado, há algo perto de mim. Essa sensação de estar sozinha, de ser uma “cota” naquele espaço reforça ainda mais a dificuldade dessas mulheres se sentirem imersas nessa classe social e efetivamente parte daquele grupo econômico, mas também de seu grupo de origem, como mencionou a entrevistada no. . 3: "Não consigo me encaixar de forma alguma."
Em algumas viagens sou o único negro e nunca estive na Europa, nos Estados Unidos. Opa, então é onde eu vou ficar também, é onde vou me sentir mais confortável. Mas acho que nós, que somos minoria no momento, vamos gerar frutos que serão educados de acordo com as nossas crenças.
Isso, estou numa posição agora onde se eu puder contratar, eu opto por contratar, claro que vou continuar olhando as competências, claro, mas também percebo que provavelmente seria um pouco mais difícil.
Pré-requisitos de aceitação
E aí eu acho que o fato de você poder comprar já muda as coisas, sabe. Acho que às vezes é muito mais para determinadas áreas porque tenho relacionamento com pessoas que ocupam cargos que são importantes para elas. E acho que também é importante para mim ter uma formação académica no ensino superior.
Quando estou normal, com roupa de trabalho, acho que sou mais bem aceito. Então eu acho que você sempre tem que se capacitar, se aprimorar, se informar, se preservar num ambiente que não é só aquisitivo, né. Meu pai dizia uma frase horrível, muito machista, mas que acho que reflete muito o que todo mundo está pensando: “Cor não ajuda mais, você vai direto”.
Então eu acho que o principal é você investir em conhecimento, em informação, para você poder circular de todas as formas.
A mulher negra e o embranquecimento
Acho que é você quem afirma constantemente sua negritude, por ex. porque geralmente somos uma minoria né, tanto no local de trabalho quanto às vezes nos espaços que você visita, eu acho que você tende ou as pessoas esperam que você seja branco, vamos dizer assim, né, nos seus hábitos, nas coisas você gosta, certo. A aplicação teórica do discurso de que “somos todos iguais” de certa forma apaga esta importante discussão, que não deve ser ignorada, pois na prática há diferenças de tratamento, de perspectivas. Em relação a qualquer tema que seja considerado racismo, as pessoas tendem a dizer que não é racismo, é uma questão social, é a desigualdade social que o gera.
Acho que em algum momento, acho que por imaturidade, eu quis não aparecer, ser só mais uma pessoa. Mas acho que ser mulher nesse ambiente é a atitude que você tem, ou não, como você se coloca ali. Cuidado nesse sentido para você não se distanciar de questões que são nossas, pessoas negras, porque na maioria das vezes você interage com pessoas brancas, não é, e aí eu acho que é um desafio, ficar conectado com seus problemas.
Então eu acho que a gente vê os negros – sejam mulheres ou homens – já outros, ocupando a classe média, a classe alta, sem serem jogadores de futebol, sem serem músicos.
A visibilidade da mulher negra e as políticas afirmativas
Mas acho que nesse sentido o governo também aumenta ainda mais a questão do preconceito. Não acho que haja algo que me impeça de ter uma classificação tão boa quanto qualquer outra pessoa em um concurso público. Acho que acentua muito mais a sua tez, esse é o meu primeiro pensamento, acentua muito mais a sua tez.
Acho que enfatizo isso, isso grita: “Você é negro, você é diferente, então você precisa disso. Acho que isso fala muito mais a favor das condições dos negros, que são muito mais pobres. E por isso penso que em conjunto com outras medidas podem ter influência nesta realidade.
Isso me fez mudar para pensar melhor do que realmente pensava que não era.
O cabelo crespo, a mulher negra e a sociedade
Então eu acho que o cabelo é o carro-chefe de toda mulher, principalmente das negras que não tem cabelo né (Entrevistada #4). Teve uma ocasião muito tendenciosa no meu trabalho em Bangu, uma mulher virou para mim – eu tinha uma trança rasta – e disse: “Ah, isso parece sujo. E alguém se levanta, vem até mim e diz: “Gosto mais de você quando você tem um tipo de cabelo diferente”.
Este fenômeno de mobilidade social das mulheres negras caracteriza-se como uma mudança numa dimensão social de grande importância não só para a população negra, mas para a sociedade. Considerando que “as RS refletem diferentes posições sociais” (CAMPOS, 2005, p. 91), revela como as mulheres negras se sentiam e eram mais empoderadas. Marias que venceram na vida: uma análise sobre a ascensão das mulheres negras pela escolarização em Salvador/BA.
Convido você a ser voluntária na pesquisa “Os Efeitos da Mobilidade Social das Mulheres Negras na Contemporaneidade: Um Estudo das Representações Sociais”, que tem como objetivo identificar e identificar na representação social que cerca as mulheres negras de classe média os possíveis efeitos de natureza psicossocial causados pela ascensão social desta mulher.