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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES COMEC Colégio Municipal Estephania de Carvalho. O Colégio Municipal Estephania de Carvalho (COMEC), localizado no bairro Laranjal, em São Gonçalo, é nosso principal local de memória para estudar. Em síntese, a dissertação a ser apresentada tem como foco a formação em pesquisa desenvolvida no Colégio Municipal Estephania de Carvalho (COMEC), localizado no bairro Laranjal, em São Gonçalo.

Om Estephania de Carvalho har vi: Estephania de Carvalho, liv og arbejde (1991); Fra Júlio Lima-skolen til Estephania de Carvalho Municipal College (1986); og Gonçalenses Adotivos (1996).

Figura 1 - Fotografia dos livros encontrados do MEMOR
Figura 1 - Fotografia dos livros encontrados do MEMOR

Lampejos de memórias e história

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Gonçalo corresponde hoje a 5% da área da região metropolitana do Rio de Janeiro. Neste trabalho podemos ter uma visão historiográfica ampla da cidade de São Gonçalo de forma crítica e relevante.

Tabela 1 - Quadro sinótico de São Gonçalo
Tabela 1 - Quadro sinótico de São Gonçalo

Reflexões sobre o conceito “destacados educadores”

Então percebemos que através dessas histórias de vida é possível escrever outra história, neste caso sobre a educação no Rio Grande do Sul, como dos “excelentes educadores”. Portanto, os “educadores de destaque” são “aqueles educadores cujas histórias de vida construídas foram selecionadas porque se destacaram como pessoas que influenciaram comunidades e gerações e escreveram a história da educação no Rio Grande do Sul” (ABRAHÃO, 2004 p.22).

A aproximação com a escola

Para entrar nas áreas internas da escola era necessário conversar com um homem que vigiava a entrada. Por fim, após as oficinas, foram realizados mais quatro encontros para preparação de uma apresentação, que aconteceu no dia 29 de setembro, aniversário da escola. Todas as imagens dos ambientes escolares e dos alunos desta obra são autorizadas pela direção escolar e pelos responsáveis ​​de cada um dos alunos.

Registro a experiência como algo muito bom de se fazer, pois contei com o apoio dos professores da escola. Por fim, propomos um debate sobre a história do nome da escola e do bairro onde ela está inserida. Como resultado, lemos um texto resumido sobre a história da escola, com informações retiradas do livro “Da Escola Júlio Lima ao Colégio Estephania de Carvalho”, bem como a biografia do próprio Júlio Lima da mesma fonte.

Esta oficina foi realizada com os seguintes objetivos: estudar a história de vida do patrono da escola; compreender porque Estephania de Carvalho pode ser considerada uma educadora de destaque; conhecer as contribuições do educador para a cidade; e relacionar a história do patrono da escola com a própria escola. Depois de responder informações básicas, onde ela nasceu, qual era sua escolaridade, se era casada e tinha filhos, entre outras coisas, voltamos para a sala de aula e lemos a biografia de Estephania, texto escrito por Salvador Mata e Silva (1986), presente no livro já aqui apresentado: da Escola Júlio Lima ao Colégio Estephania de Carvalho. Na semana do aniversário da escola (após o intervalo do semestre) voltei para fazer uma apresentação juntos para toda a escola - foi assim que foi feito.

Já no primeiro dia de regresso, partilhámos com os alunos a informação de que daqui a cinco dias será o aniversário da escola, e perguntámos-lhes o que gostariam de celebrar esta data e apresentá-la a toda a comunidade escolar. Legendas: (a), (b) e (c) – momentos com o grupo participante das oficinas, antes e depois da apresentação geral; d) e (e) – salão lotado, na apresentação da comemoração do aniversário da escola.

Tabela 2 - Encontros e oficinas
Tabela 2 - Encontros e oficinas

Compreendendo os processos vividos

Ele disse que estudar a história da escola e da Estephanie contribuiria não só com a matéria dele mas com todo o resto, ele me apresentou duas opções para ajudar, a primeira seria ministrar uma aula para as atividades do 7º ano; e a segunda seria no período noturno, dentro da turma de aceleração (jovens e adultos). Trazer o pensamento de um pesquisador que lida com a construção de pesquisas qualitativas e com estratégias de interpretação e análise dos dados coletados para garantir a qualidade da pesquisa em educação, que busca uma perspectiva diferente daquela que valoriza as quantidades de pessoas ou respostas como referência para análise. Vale ressaltar que Fontoura utilizou essa metodologia inicialmente em pesquisas na área da saúde, e em trabalhos posteriores adaptou o método também na área da educação.

Notamos que esta é uma etapa muito demorada, pois cada hora de gravação exigiu aproximadamente 5 horas de trabalho, portanto neste sentido é necessária paciência e muita atenção, e idealmente do próprio autor. faça a transcrição. O segundo passo é a leitura criteriosa de todo o material transcrito/produzido, considerando necessário haver profundidade na análise, pois a cada nova leitura é destacada a presença de novos conteúdos que serão problematizados. Trata-se de uma metodologia que entende a narrativa como uma articulação de cenas, que ganham sentido na própria narrativa a partir da perspectiva de uma versão de si mesma: "compreensão cênica significa compreender a história não como uma história linear e cumulativa, mas como um repertório de cenas " (MARINAS, 2007, p.118).

É um momento de verificação em que extrapolamos com percepção coerente e séria os pontos gerais que divergiram ao longo da narrativa do orador. Abrahão (2011, p. 169) contribui para o debate sobre a compreensão cênica, argumentando que ela “privilegia, em vez da estrutura padronizada da história, o significado original dos textos ou os elementos profundos de seus significados ocultos”, além de que “o entendendo que a origem e a profundidade do sentido dos textos é algo que construímos pari passu, dia a dia”. Ressaltamos novamente que aceitamos a ideia de que cada pesquisa é única, em que formas de fazer/pensar ciência são colocadas em prática de acordo com os conceitos e perspectivas do pesquisador.

Cenas e temas: experiências de pesquisa-formação vividas no COMEC

Cena 1: o contexto dos encontros

Em meio a tudo isso, assim como a cidade, também temos consciência de que a escola é mediadora de uma sociedade desigual e cheia de contradições. A estratégia de tirar os alunos da sala de aula e levá-los para produzir em outros ambientes foi mais favorável à animação, concentração e participação dos alunos. Para nós, o local também é uma base para redescobrir a vida, na perspectiva de que possamos ressignificar nossas histórias a cada dia e renovar nosso cotidiano.

A leitura, a produção e o debate foram bases que construíram terreno fértil, pois era necessário criar um ambiente de compreensão, segurança e aprendizagem para a valorização e construção coletiva da história da escola, da vida de Estephania de Carvalho, bem como redefinindo as histórias de vida dos alunos. Em seu estudo, Tavares (2008) contribui para a percepção de que o lugar e a cidade já estão incluídos no currículo escolar instituído em São Gonçalo, principalmente no primeiro segmento da educação básica, sendo eles próprios teorizados nos livros didáticos. Mas tal como o autor, “não queríamos apenas discutir a cidade didática, sem aura, definida pelos livros didáticos”, o nosso propósito “era a cidade vivida, vivenciada e percebida por professores e alunos” (ibidem, p.3).

Esse sentido de problematização da vida dos estudantes e de seu campo de vivência fez parte dos objetivos das oficinas. Nesse contexto, partimos de uma trajetória que está em construção, considerando o fato de que as narrativas de histórias de vida se consolidam a cada dia no campo das humanidades. Contudo, podemos apontar que antes disso, no Brasil, o grande pioneiro na área foi Paulo Freire, através de suas práticas pedagógicas que levaram em conta a história, o conhecimento e a cultura de jovens e adultos no processo de ensino-aprendizagem . educação dialogicamente (BRAGANÇA, 2016, p. 210).

Cena 2: imagens do cotidiano no tríplice presente

Um olhar sensível sobre os problemas e as histórias de vida dos alunos permite falar sobre o futuro, sobre seus desejos, planos, ajudá-los a realizar seus sonhos, estimular um olhar sobre a escola - que apesar de todos os problemas - ainda é um lugar de transformações e oportunidades. Na coluna “escola”, muitos alunos optaram por incluir o próprio nome, o que revela uma espécie de identificação do aluno com a escola, algo que chega a se aproximar de uma forma de orgulho por fazer parte do corpo discente, segundo seus depoimentos. A oficina “Os lugares de lembrança: Meu bairro, minha escola” possibilitou a leitura do lugar como potencial de ressignificação de histórias e memórias.

Lugares de memórias: meu bairro, minha escola”, o que se tornou uma curiosidade ou conhecimento rumores validados por informações históricas. Se a oficina ‘Nomes e Lugares’ serviu de prólogo para problematizar os nomes por trás da história do bairro do Laranjal e o nome da própria escola, então por sua vez a oficina ‘Os Lugares de Memória: Meu Bairro, minha escola’. que nos aprofundamos na história da escola. Algumas datas apareceram na cartela do bingo e foram contextualizadas como momentos importantes para o estudo da história da escola e da vida de Estephania de Carvalho.

A oficina “Quem foi Estephania de Carvalho?” Serviu para contar mais sobre a vida desse destacado educador. Muito merecidamente, tem o seu “busto” na praça principal da cidade e no Colégio Municipal Estephania de Carvalho. Leva-nos a crer que, sim, Estephania de Carvalho foi uma pessoa e profissional que pôde inspirar a história da cidade e da escola.

Tabela 5 - Perspectivas dos(as) alunos(as)
Tabela 5 - Perspectivas dos(as) alunos(as)

Cena 3: imagens implícitas

Contudo, sentimo-nos felizes e realizados por juntos podermos construir e remarcar um pedaço da história da COMEC e da própria Estephania de Carvalho. Andando entre a história da escola e a biografia de Estephania de Carvalho, reescrevemos, ressignificamos e entrelaçamos vidas, passadas, presentes e futuras. Partindo da relação entre a universidade e a escola primária, esta investigação quis ser realizada através de oficinas, momentos de partilha de experiências, remarcando as histórias de vida dos alunos, da escola e de Estephanie de Carvalho, ao mesmo tempo que avaliava aqueles envolvidos no treinamento em pesquisa. processo.

Trabalhar com histórias de vida e uma abordagem (auto)biográfica é sempre uma tentativa de ruptura com o tempo cronológico; é desacelerar e considerar nossas decisões e ações (LAROSSA, 2002). Conhecemos mais sobre o perfil dos alunos parceiros desta oficina e suas histórias de vida. Queremos dar um novo sentido à história da escola e à história de vida de Estephanie de Carvalho, contextualizada no presente.

O foco na destacada professora Estephania de Carvalho permitiu entrelaçar sua história de vida e seu legado com a história de vida dos alunos e a história da escola. Histórias de vida em formação: tornando-se fluxo de formação pesquisa-ação-existencial. A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CURSO DE MESTRADO ACADÊMICO EM EDUCAÇÃO.

Imagem

Figura 1 - Fotografia dos livros encontrados do MEMOR
Tabela 1 - Quadro sinótico de São Gonçalo
Figura 2 - São Gonçalo visto no mapa do estado do Rio de Janeiro
Figura 3 - São Gonçalo e suas divisas
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Referências

Documentos relacionados

Hércules da Silva Xavier Ferreira, doutorando em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e Francisco Ramos de Farias, professor do Programa de