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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Texto

O conto de fadas, objeto principal desta pesquisa, será apresentado na seção 1.2, segunda seção secundária que pertence à seção de pressupostos teóricos. Primeiramente, na primeira seção secundária (seção 2.1) serão apresentados os pressupostos metodológicos, que segundo Bortoni-Ricardo (2008) serão de natureza qualitativa, construídos como uma pesquisa-ação, mas também terão caráter documental, proposta de caracterização por Cellard (2008).

Gêneros discursivos

Os gêneros discursivos e as práticas sociais

Marcuschi (2008, p. 154) complementa essa ideia ao afirmar que “é impossível não comunicar verbalmente através de um gênero, assim como é impossível não comunicar verbalmente através de um texto”. Concretamente, sobre o uso dos gêneros, o autor diz que “quando dominamos um gênero textual, não dominamos a forma linguística, mas a forma de atingir linguisticamente objetivos específicos em situações individuais (MARCUSCHI, 2010, p. 31).

O conto de fadas

Da realidade à fantasia

Estas narrativas conseguem, portanto, continuar a ser fortes representantes do que se vive e de como vivemos neste século. O sucesso dessas histórias pode ser atribuído à possibilidade que criam de relacionar fantasia e realidade.

A infância e o universo mágico dos contos de fadas

Bettelheim (2015, p. 16) apresenta a informação de que “é característico dos contos de fadas colocar um dilema existencial de forma curta e contundente. Mas o modo como essas histórias se desenrolam é tão estranho ao modo como a mente da criança pré-púbere funciona quanto os acontecimentos sobrenaturais dos contos de fadas.

Os gêneros discursivos em sala de aula

É nesse sentido que Koch (2011, p. 15), valendo-se de uma ideia diretamente relacionada ao conceito bakhtiniano de gênero discursivo, afirma isso. Muito mais do que simplesmente preocupar-se com a apresentação da estrutura e composição dos textos, o trabalho com os gêneros discursivos deve ajudar o aluno a desenvolver uma visão crítica que se relaciona diretamente com as situações sociais em que esses gêneros se desenvolvem.

A linguística textual e suas contribuições para a leitura

A abordagem sociocognitiva-interacionista do texto

Como prevê a abordagem sócio-cognitivo-interacionista, as atividades de leitura levam em conta as experiências e o conhecimento do mundo do leitor. A atividade de leitura a partir desta abordagem se transforma em uma atividade crítica onde o aluno/leitor deve estar ativamente envolvido para chegar às suas conclusões sobre o material lido.

A leitura em sala de aula

Koch e Elias (2014, pp. 9-10) apresentam os conceitos de leitura “focada no autor” e leitura “focada no texto”, e ambos descrevem bem a realidade da sala de aula. Tudo é dito no que é dito” e o leitor só precisa “conhecer o significado das palavras e estruturas do texto” (KOCH e ELIAS, 2014, p. 10).

A sequência didática

  • Inserção da sequência didática no contexto educacional brasileiro
  • A análise linguística
  • A mediação pedagógica
  • Descrição da proposta de intervenção

O tema central da série didática é “Da ​​fantasia à realidade: o desenvolvimento da leitura do mundo a partir da leitura dos contos de fadas”. No que diz respeito ao gênero conto de fadas em si, três fatores foram levados em consideração na aplicação da sequência didática. O objetivo aqui é estabelecer a existência de uma situação inicial, de um conflito gerador, de um clímax e de um desfecho nos contos de fadas.

Contras das Fadas‖ – o texto está disponível no livro Reading and Understanding Text Meanings (Koch e Elias).

Figura 1 – Esquema da sequência didática, conforme o grupo de Genebra
Figura 1 – Esquema da sequência didática, conforme o grupo de Genebra

Pressupostos metodológicos

O trabalho de pesquisa em educação deve ser percebido como uma oportunidade para aumentar a qualidade do processo de aprendizagem. O professor que conseguir vincular o trabalho de pesquisa ao seu trabalho pedagógico, ao tornar-se um professor que pesquisa sua própria prática ou das práticas pedagógicas com as quais convive, estará no caminho de se aprimorar profissionalmente ao desenvolver uma melhor compreensão de sua atuação como comunicador. conhecimento e seu processo interacional com os alunos. Já apresentados os pressupostos teóricos na seção anterior, esta seção destacará as diretrizes metodológicas que norteiam o percurso da pesquisa, as referências que darão origem aos dados a serem analisados, bem como informações sobre caracterização e procedimentos de pesquisa.

Dessa forma, acabou também por ser caracterizada como pesquisa-ação, que segundo Tripp (2005, p. 447) “é uma forma de pesquisa-ação que utiliza técnicas de pesquisa estabelecidas para informar a ação que está ocorrendo. exercício".

O contexto de pesquisa

Além disso, para atingir os objetivos esperados, verificou-se que o que deveria ser desenvolvido paralelamente na sequência didática proposta não estava suficientemente apresentado nos materiais disponibilizados pela rede educacional. A implementação da série didática implicará a utilização de projetor, pois a escola dispõe deste equipamento, ainda que em mau estado de conservação. É importante informar aqui que embora o desenvolvimento do trabalho com a turma tenha sido autorizado pela direção escolar, eles não podem aparecer na análise da aplicação da sequência didática, assim como não puderam e não aparecerão em outras desta pesquisa, todas as atividades realizadas pelos alunos, nem mesmo fotos e outras informações específicas sobre elas.

Será aqui apresentada a análise do caderno pedagógico em língua portuguesa, bem como a análise da aplicação da série didática.

Análise do caderno pedagógico da SME-RJ

A questão número três exige um trabalho de compreensão muito limitado, pois a resposta está escrita de forma objetiva no texto. A questão número quatro acaba sendo relacionada ao texto apenas como pretexto para abordar a função da elipse, que nada tem de específico ao texto que está sendo trabalhado. A questão número doze envolve um interessante nível de complexidade que traz para o trabalho a compreensão da necessidade do aluno “ativar” conhecimentos externos ao texto para desenvolver sua resposta.

A questão número catorze pede ao aluno que diga se uma afirmação da Tia Anastacia é um facto ou uma opinião.

Figura 3 – Reprodução da página 6 do caderno pedagógico
Figura 3 – Reprodução da página 6 do caderno pedagógico

Análise da aplicação da sequência didática

Dados da apresentação da situação

Dessa forma, fazer pranchas tratando de emoções e sentimentos descritos em contos de fadas, trabalhar com fotos e desenhos para criar histórias em quadrinhos e trabalhar no Twitter com o cotidiano das princesas acabou ficando com outro grupo. estudantes. Havia muita dúvida entre os alunos sobre o que seria a peça teatral e, para conscientizá-los do que se tratava, exibiram para a turma um vídeo do YouTube e projetaram no quadro. Se falarmos especificamente do género em questão, o conto de fadas, procurámos saber que tipo de contacto os alunos já tiveram com os textos deste género, gostem ou não, procurámos obter informações de modo a ajudar a transmitir uma proposta de trabalho nos módulos seguintes.

Quando a maior parte da turma falou sobre contos de fadas, mencionaram os filmes feitos a partir das histórias, mostrando que eram mais acessíveis pela linguagem cinematográfica do que pelo próprio texto escrito.

Dados do módulo de reconhecimento e da produção inicial

Quanto ao tema em si, a conversa começou com os alunos falando sobre outros filmes que conheciam e/ou já tinham visto que são adaptações de contos de fadas. A maior surpresa foi que entre os alunos, alguns dos meninos, dos que já tinham visto, não reconheceram essa adaptação como um conto de fadas, como se o simples fato de se tratar de um conto de fadas impossibilitasse que gostassem. isto. Os alunos foram então convidados a responder em duplas um pequeno exercício de compreensão, destinado a refletir sobre as características composicionais e estruturais do conto de fadas a partir da análise da história que ouviram.

Da mesma forma que aconteceu com a “Gata Borralheira”, a história de “Joãozinho e Mariazinha” só foi contada aos alunos.

Figura 11 – Reprodução do conto ―A Gata Borralheira‖: primeira parte
Figura 11 – Reprodução do conto ―A Gata Borralheira‖: primeira parte

Dados do módulo dois

Então, enfurecida, ela se vestiu de uma senhora muito velha e feia e foi até a Branca de Neve. Muito chorosos, os anões colocaram Branca de Neve numa caixa de vidro, rodeada de flores. O príncipe levou Branca de Neve para seu castelo, onde se casaram e viveram felizes para sempre.

Na história da Branca de Neve, qual a razão pela qual ela sobreviveu e foi morar com os sete anões.

Dados do módulo três

A orientação deste módulo, incluindo as atividades nele realizadas, serviu de fonte de ideias para a execução da obra “E se fosse verdade”, que constituiu a exposição final, composta por histórias em quadrinhos feitas com fotografias e desenhos e que teve como principal abordagem trazer os contos de fadas para um contexto de realidade. As histórias aqui consideradas são os contos de fadas com os quais se estabelece a intertextualidade, e não a história em quadrinhos em si. Puderam perceber que, naquele texto, em que elementos dos contos de fadas foram transportados para o universo de outro gênero discursivo, essas mudanças tinham uma razão clara para sua ocorrência, que atendia a um propósito específico do autor.

Para dar continuidade ao módulo, foi apresentada uma nova história em quadrinhos, ‘Invenções para Contos de Fadas’, com a mesma proposta da primeira.

Figura 22 – Reprodução do texto ―‘Contras‘ de Fadas‖: primeira parte
Figura 22 – Reprodução do texto ―‘Contras‘ de Fadas‖: primeira parte

Dados do módulo quatro

Utilizando a associação dessa ação com a figura do vilão da história da Branca de Neve, falou-se muito sobre o quanto ela estava errada, além dos alunos que a apresentaram. Como havia duas crianças no texto, perguntou-se aos alunos se isso era realmente uma preocupação para as pessoas dessa faixa etária ou se era outro grupo de pessoas que se preocupava em consumir produtos dietéticos para não engordar. O tema acabou voltando um pouco à discussão levantada após a leitura da primeira tirinha, e os alunos falaram sobre o preconceito em relação ao excesso de peso.

Após esse primeiro momento, que mostrou que o contexto de produção nem sempre é igual ao contexto de utilização, os alunos foram instigados a debater a representação da figura feminina nos contos de fadas.

Figura 29 – Reprodução do texto ―Espelho meu‖
Figura 29 – Reprodução do texto ―Espelho meu‖

Dados da produção final e da circulação do gênero

Além do texto previsto para esta fase da série didática, o momento de sua produção final também foi o momento de os alunos entregarem o trabalho produzido para a exposição que permitiu a divulgação do gênero. Houve dias em que mais de um aluno contou sua história aos alunos. Nas aulas de língua portuguesa, os professores devem ajudar os alunos a desenvolver as suas competências de posicionamento para que saibam gerir a sua carga de ideologia quando confrontados com textos.

Houve também uma preocupação constante em possibilitar aos alunos a reflexão sobre a situação social em que se encontram, bem como sobre outras situações possíveis.

Imagem

Figura 1 – Esquema da sequência didática, conforme o grupo de Genebra
Figura 2 – Esquema da sequência didática adaptada por Costa-Hübes
Figura 3 – Reprodução da página 6 do caderno pedagógico
Figura 4 – Reprodução da página 7 do caderno pedagógico
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Referências

Documentos relacionados

A análise é intercalada com elicitação, pois problemas são descobertos quando os requisitos são elicitados. Uma lista de verificação de problemas (checklist) poderá ser usada