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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Essas práticas são tão conhecidas que o próprio ex-secretário adjunto de Segurança Pública do Rio de Janeiro as afirma. 2 Folheto turístico elaborado pelo Ministério do Turismo, Governo do Estado do Rio de Janeiro e moradores de Santa Marta.

Figura 1: Delimitação da Favela Santa Marta realizada pelo IBGE  Fonte: IBGE 2013
Figura 1: Delimitação da Favela Santa Marta realizada pelo IBGE Fonte: IBGE 2013

As técnicas e a geografia: uma contribuição de Milton Santos e

Num texto de 1953, intitulado “A questão da técnica”, o autor tenta explicar a técnica não como uma ferramenta a ser utilizada pelo homem, embora possa sê-lo, mas sobretudo. Desse modo, passaremos à questão da técnica como essência e esta “se mostra no que chamamos de composição” (HEIDEGGER, 2006, p. 26).

As técnicas do poder em Foucault

Surge uma guerra racial e a formação de uma organização não mais tripartida da sociedade, “mas uma percepção e distribuição binária da sociedade e das pessoas: de um lado alguns, de outro lado, os injustos e os justos, os senhores e eles. que a ele se submeteram, os ricos e os pobres” (FOUCAULT, 1999, p. 86). O discurso da contra-história é um discurso revolucionário baseado na luta racial e na promoção de uma sociedade binária.

Violência e poder em Hannah Arendt

A hierarquia de gerações, enfraquecida em locais onde o tráfico armado de drogas está presente, é fortalecida em Santa Marta com a implantação da UPP. Marta com a polícia antes da UPP A relação entre os moradores do Santa Marta e a polícia depois da UPP. Qual foi a relação entre os moradores do Santa Marta e a polícia durante a presença de traficantes armados?

Antes da implantação da UPP, havia em Santa Marta a sensação de que éramos constantemente vigiados por traficantes armados.

Gráfico 1: Integração da Santa Marta com o restante da cidade  Fonte: Andrada, 2013
Gráfico 1: Integração da Santa Marta com o restante da cidade Fonte: Andrada, 2013

Biopolítica no Rio de Janeiro: homo sacer, espaço translúcido, direito

A fragmentação do tecido sociopolítico-espacial na cidade do Rio de

Esses prédios de apartamentos na cidade do Rio de Janeiro concentram-se na Barra da Tijuca (embora possam aparecer em menor número em outras partes da cidade) e começam a fragmentar o tecido urbano à medida que diminuem a circulação e os encontros com pessoas diversas. O número de mortes violentas e tiros disparados nas favelas do Rio é proporcionalmente muito maior em comparação com outros locais da cidade. Lembre-se que as favelas são espaços da cidade e, mesmo que não seja essa a intenção do autor, o termo “fragmentação” reforça algo quebrado.

É necessário, portanto, para qualquer discussão sobre UPPs, enfatizar que as favelas são espaços dentro da cidade. Nas entrevistas realizadas, os moradores foram questionados se a UPP havia aumentado a integração do Santa Marta com o restante da cidade, e muitos responderam que o Santa Marta já mantinha uma integração muito forte com a cidade do Rio de Janeiro mesmo na época dos traficantes armados. . Tanto antes como depois, notou-se que os entrevistados consideraram a favela integrada de alguma forma com o resto da cidade.

O significado das favelas

Com isso os soldados ocuparam o Morro da Providência, que continha em sua encosta uma planta chamada favela, esta é a mesma planta que os soldados encontraram na guerra da palha. A partir de então, o morro passou a ser conhecido como Morro da Favela, e as características de sua edificação incluíam o nome favela, que se espalhou pelo restante da cidade a partir da segunda década do século XX (ABREU, 1994). É o Morro da Favella, que já existe com o nome de Morro da Providência, que entra para a história pela sua ligação com a Guerra de Canudos, cujos ex-combatentes ali se estabeleceram com o objetivo de pressionar o Ministério da Guerra a retirar seus salários a serem pagos tarde.

Neste sentido, Valladares também nos lembra isso. Na verdade, a leitura de textos escritos no início do século XX nos leva a relacionar o Morro da Providência, no Rio de Janeiro, com a cidade de Canudos, no sertão baiano. Na verdade, as duas histórias se sobrepõem, pois eram ex-combatentes da Guerra de Canudos que se estabeleceram no Morro da Providência, doravante denominado Morro da Favella. No Rio de Janeiro, os militares foram desmobilizados da Guerra de Canudos e instalados no Morro da Providência, ao mesmo tempo que se colocavam em posição estratégica em relação ao Ministério da Guerra, permaneciam sujeitos a ele na expectativa de receberem o devido salário. (2005), pág. 29).

O tráfico de drogas e a relação de poder com a favela

As regras que o Comando Vermelho estabelece na favela são semelhantes às que vigoravam no presídio na época de sua criação, o que, mesmo de forma distorcida, pode significar uma melhoria na ordem social na favela. Vejamos alguns dos pontos em comum nas origens do Comando Vermelho no espaço prisional e nas regulamentações de poder que governarão o espaço da favela, que é dominado por traficantes de drogas minimamente organizados ou pelo menos hierárquicos. Aqueles que garantem a segurança da favela e garantem a integridade de suas filhas e filhos contra abusos neste espaço.

A esfera de influência deste domínio do tráfico de pessoas ultrapassa a área da favela e ganha espaço além desta fronteira, formando um verdadeiro território em rede. Fica claro que a relação de poder do traficante na favela tem certa legitimidade no atendimento de algumas necessidades do morador, principalmente pela ausência do poder público. Por fim, não podemos esquecer que os traficantes de drogas têm grande poder sobre as associações de moradores, o que já causou polêmica e mortes no Rio de Janeiro, inclusive na favela Santa Marta, em um dos casos mais divulgados e com maiores consequências relatado por Leeds de todos os tempos.

A polícia e sua atuação nas favelas

Lemgruber, que reflete sobre os problemas da polícia no Rio de Janeiro, afirma que uma das explicações. Durante o primeiro mandato do governador Leonel Brizola, foram feitas tentativas de melhorar o sistema policial e correcional em termos de direitos humanos e de estabelecer um melhor relacionamento entre a polícia militar e a favela. A corrupção também é outro sinal da imagem da polícia carioca que foi construída ao longo do tempo.

No meio da comunidade estão os postos de polícia comunitários – os PPCs [OPDs] – que são uma comunidade apenas no nome. Mais de um entrevistado negou que houvesse qualquer tratamento descuidado nas favelas ou hostilidade da população em relação às “entradas” policiais nos morros. A restauração da imagem da polícia é uma prioridade para Silva Filho (2002) e é fundamental para reduzir o número de homicídios no Brasil e no Rio de Janeiro.

A constituição da UPP

Se no primeiro capítulo desta dissertação propusemos a análise das Unidades de Polícia Pacíficas como técnica instrumental de um estado biopolítico e no segundo capítulo investigamos a favela e seus atores, que formam uma complicada relação de poder repleta de significados para a cidade. , no capítulo agora Depois de iniciado, analisaremos a ponta do iceberg, ou seja, a parte visível e prática dos gatilhos provocados pela UPP do Santa Marta. Serão então analisados ​​os números da criminalidade na favela Santa Marta no período anterior e posterior à UPP, utilizando dados fornecidos pelo ISP e com o auxílio de dados de entrevistas realizadas na favela, que contaram com a cooperação dos moradores e da polícia, em 2012. A UPP Santa Marta conta com aproximadamente 110 policiais (possui quadro flexível em função de feriados e férias, mas sempre com mais de 100 policiais) distribuídos em cinco pontos fixos e um grupo tático rotativo que são: 1) Sede da UPP, localizada no zona superior direita do Santa Marta, conta com dois policiais.

A UPP instalou mais nove câmeras no Santa Marta (figura 8) com o discurso de segurança, mas que inicialmente gerou protesto de algumas pessoas que, com o apoio da associação de moradores e do grupo ECO, formularam um cartaz de protesto porque falta de privacidade gerada pelos novos dispositivos instalados (figura 9). A partir dos transtornos causados ​​a um determinado número de moradores que se sentiam incomodados com as câmeras por estarem assistindo e se sentiam sem privacidade, esta pesquisa questionou por meio de entrevistas se os moradores do Santa Marta se sentiam seguros. A partir de agora, será analisada a criminalidade no Santa Marta no período Pré e Pós-UPP, utilizando dados do ISP e também entrevistas com moradores, com o objetivo de analisar a sensação de risco de se tornar vítima de um crime em ambos os períodos. estar em Santa Marta, para revelar. nomeado.

Figura 2: Mapa georeferenciado dos limites geográficos da UPP Santa Marta  Fonte: ISP
Figura 2: Mapa georeferenciado dos limites geográficos da UPP Santa Marta Fonte: ISP

A criminalidade na Santa Marta no período Pré-UPP e Pós-UPP

No período anterior à UPP não havia denúncias de estupro, mas no período pós-UPP aumentaram para uma média de 2 por ano, com um total de 8 registros. Os roubos de edifícios comerciais e de veículos diminuíram para zero, e os roubos de veículos caíram de 3,5 por ano para 0,75. O maior número é representado por armas confiscadas, que caíram de 19 por ano para 0 após a instalação da UPP.

A conversão de veículos também caiu consideravelmente, pois passou de 3,5 por ano para 0,25. A taxa de pessoas desaparecidas aumentou consideravelmente, de 0,5 por ano no período anterior à UPP para 3,25 por ano após a sua criação. O índice de auto-resiliência, que ocorre quando criminosos morrem em conflito com a polícia, cai de 3 por ano para 0 após a implantação da UPP.

Tabela 2: Registro de Crimes Contra o Patrimônio   Fonte: ISP
Tabela 2: Registro de Crimes Contra o Patrimônio Fonte: ISP

UPP e prevenção da violência na Santa Marta

Perspectiva culturalista em três dimensões: tráfico, consumismo e

O presidente da associação de moradores Santa Marta e morador da favela desde que nasceu (51 anos), José Mário Hilário, afirma que “os jovens que hoje crescem no morro não têm mais contato com o tráfico de drogas e armas como antes, e se daqui a dez anos serão adolescentes com perspectivas muito diferentes daquelas que não tiveram esta oportunidade antes”. Após a implantação da UPP Santa Marta, o que se observou foi uma diminuição da cultura do tráfico armado, o que mudou completamente a sua glamourização. A maioria dos entrevistados (73%) indicou que a possibilidade de os jovens se envolverem em crimes era alta ou muito alta antes da instalação da UPP.

Dos entrevistados, 83% afirmaram que há pouca ou nenhuma influência que os jovens das favelas têm para se envolverem no crime após a instalação da UPP. Após a instalação da UPP Santa Marta, nas atas das reuniões da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), é solicitada com urgência a proibição dos bailes funk, solicitando inclusive que o comandante da UPP aja dessa forma em relação o problema". José Mariano Beltrame, o comandante do segundo BPM, coronel Antonio Henrique da Silva Oliveira e o comandante da UPP Dona Marta, capitão Andrada, isso aconteceu porque retratou a preocupação e a insatisfação da população do entorno com a volta do baile funk.

Figura 10: Pichação fazendo referência à facção criminosa em muro da  Santa Marta  Fonte: Andrada, 2013
Figura 10: Pichação fazendo referência à facção criminosa em muro da Santa Marta Fonte: Andrada, 2013

Perspectiva Institucionalista

Os princípios dados aos policiais que ingressam na UPP Santa Marta são os mencionados acima e correspondem à linha que, como visto no capítulo anterior, se afasta do cotidiano dos policiais nas favelas com a presença de drogas armadas. tráfico. Antes da UPP, 37% dos entrevistados avaliaram a relação entre os moradores do Santa Marta e a polícia como ruim ou péssima, 30% como normal e 33%. Dos entrevistados, 20% avaliaram a relação entre os moradores do Santa Marta e a polícia como ruim ou muito ruim, 33% como normal e 47% como boa ou muito boa.

Santa Marta não tem relatos de corrupção, embora existam alguns relatos oficiais de abuso de poder e ataques a alguns moradores. Outra consequência importante da presença ostensiva da polícia em Santa Marta no combate e prevenção ao crime pode ser observada no número de pessoas que abandonaram o crime após a UPP. Vale ressaltar também que a presença constante da polícia fez com que um grupo de lideranças e moradores de Santa Marta conseguisse criar uma cartilha sobre os direitos e deveres dos cidadãos na abordagem policial.

Gráfico 6: Relação da polícia com a Santa Marta
Gráfico 6: Relação da polícia com a Santa Marta

Perspectiva redistributiva

As UPPs representam uma mudança em alguns aspectos importantes das políticas públicas do Rio de Janeiro. A situação atual no Rio de Janeiro mostra um aumento generalizado nos preços dos imóveis por diferentes razões. 30 Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Aluguel e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Rio de Janeiro.

Medo do crime na cidade do Rio de Janeiro: Uma análise sob a perspectiva das crenças de perigo. Donos do morro: Uma avaliação exploratória dos efeitos das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro. Crianças do Tráfico: Um Estudo de Caso de Crianças na Violência Armada Organizada no Rio de Janeiro.

Figura 12: Laje do Michael Jackson e o ponto de apoio para visita turística na Santa Marta
Figura 12: Laje do Michael Jackson e o ponto de apoio para visita turística na Santa Marta

Imagem

Figura 1: Delimitação da Favela Santa Marta realizada pelo IBGE  Fonte: IBGE 2013
Gráfico 1: Integração da Santa Marta com o restante da cidade  Fonte: Andrada, 2013
Figura 2: Mapa georeferenciado dos limites geográficos da UPP Santa Marta  Fonte: ISP
Figura 3: Mapa da área de atuação da UPP  Fonte: ISP
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Referências

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