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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Texto

O processo de referência como estratégia para ajudar o leitor a construir significados de leitura / Vanísia Cristina Pereira. Portanto, o objetivo central da pesquisa é relacionar o processo de referenciação como estratégia para ajudar o leitor a construir sentido na leitura.

Tabela 1 –  Propostas  de  atividades  da  seção  estudo  do  texto  ...................................................................................................................
Tabela 1 – Propostas de atividades da seção estudo do texto ...................................................................................................................

A Linguística textual

Dessa forma, nasce o interesse por um projeto de reconstrução do texto como um sistema unificado, estável e abstrato. Quando percebemos os interlocutores como sujeitos ocupantes de lugares sociais, vemos que texto e realidade não se confundem; os objetos do texto não constituem objetos no mundo.

Texto e Gêneros textuais

As práticas linguísticas são materializadas através delas, ou seja, os gêneros textuais correspondem às práticas linguísticas. Os gêneros estão presentes em todas as circunstâncias da vida em que as ações humanas são mediadas pelo discurso, a abordagem dos gêneros textuais tem se comprovado.

Leitura nos Parâmetros Curriculares Nacionais

O leitor não extrai informações, mas as produz e dessa forma deve haver uma negociação entre os dados textuais, a forma como eles são organizados e articulados no texto e o conhecimento e posicionamento do leitor durante a leitura: “O significado ( . . ) é construído pela tentativa de interpretação do leitor, não apenas com base no que está escrito, mas no conhecimento que ele traz para o texto” (BRASIL, 1998, p. 44). Parece que este ‘texto’ nada mais era do que uma construção teórica abstrata e genérica e as mudanças quase sempre não iam muito além dos rótulos.

Leitura (s) na sala de aula

Portanto, somos guiados por Lois (2010), além de refletir sobre o conceito de leitura, para aprofundar nossa compreensão sobre as práticas de leitura em sala de aula. As práticas de leitura e escrita integram a vida dos sujeitos e se desenvolvem como parte de como as pessoas dão sentido à sua experiência no processo de socialização.

Leitura e compreensão

Leitura e compreensão: processos de ação, interação e negociação

Smith ressalta ainda que é preciso ir além do texto, ou seja, é preciso usar a imaginação e fazer previsões. Marcuschi (2008, p. 233) também entende a leitura como uma atividade interativa e colaborativa e defende que a compreensão é “uma construção de significados baseada em atividades inferenciais”.

Sistemas de conhecimento que possibilitam o processamento textual

A compreensão e o reconhecimento dessas estratégias tornam-se um mecanismo valioso no processo de leitura e compreensão de um texto. As atividades de leitura do PDL foram analisadas com base na categorização proposta por Marcuschi (1996), conforme Tabela (5). A maioria das atividades revela “uma maneira muito limitada e deficiente de ver a função da linguagem e do texto” (MARCUSCHI, 2008, p. 267).

Essas atividades devem possibilitar a leitura além dos elementos superficiais do texto e auxiliar o leitor na construção de novos significados. A seguir, refletimos sobre a construção do referente como auxílio à construção de sentido e sugerimos atividades de leitura que o incluíssem. Há um reconhecimento de que as atividades de leitura devem ser dinâmicas, sociais e dialógicas e relacionadas com práticas sociais.

É uma (re)categorização que permite imprimir pistas (impressões, intenções, valores e posicionamentos) que orientam o leitor na construção de significados e, portanto, na interpretação do texto. Defendemos também a inclusão de estratégias de referenciação nas atividades de leitura para auxiliar na compreensão do texto. Portanto, para que o aluno perceba a importância da construção de significados, é necessário que as atividades de leitura o conduzam ao horizonte máximo, ou seja, atividades que não se reduzam à repetição nem se limitem à paráfrase, atividades que explorem as fronteiras entre examinar as linhas da história. e levar em consideração tanto o texto quanto o conhecimento contextual e pragmático do mundo do leitor.

Figura 1. Capa do livro “Português: uma língua brasileira” (MENNA; FIGUEIREDO; VIEIRA, 2012)
Figura 1. Capa do livro “Português: uma língua brasileira” (MENNA; FIGUEIREDO; VIEIRA, 2012)

Da Referencia à Referenciação: breve histórico

De acordo com a abordagem referencial da semântica formal, a referência baseia-se na relação entre a linguagem e as coisas do mundo às quais ela é capaz de referir, mais precisamente o referente. A referência passa a ser vista como uma atividade discursiva e os referentes passam a ser vistos como objetos de discurso que são elaborados pelos interlocutores nessa atividade. A referência não é mais a atividade de “rotular” um mundo existente e designado indexicamente, mas sim uma atividade discursiva de tal forma que os referentes se tornam objetos de discurso e não realidades independentes.

Isso não significa que tudo se torne uma panaceia subjetivista, mas que a discretização do mundo através da linguagem seja um fenômeno discursivo. Entendido como um estudo que “envolve aspectos cruciais tanto para a compreensão da função da linguagem como também da organização dos textos e de seus discursos” (MARCUSCHI, 2007, p. 70), vemos que a referenciação desempenha um papel importante no processamento de texto, como f. por exemplo A relação entre os objetos de discurso e o mundo não é clara, ela é (re)construída no momento da interação verbal, onde os sujeitos têm a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos e percepções.

Estratégias de referenciação: a construção de referentes textuais

Reativação Referencial

  • Formas remissivas – o papel da anáfora

Segundo Koch (2014, p. 33-34), as formas gramaticais remissivas são aquelas que não possuem autonomia referencial - apenas se relacionam concretamente, ou seja, não dão instruções de significado, mas apenas instruções de conexão e podem ser vinculadas ou livre As flexões gramaticais anexadas são aquelas que seguem o nome, o precedem e também o(s) modificador(es) antes do nome dentro do grupo de nomes. Formas gramaticais remissivas livres são aquelas que não acompanham um nome dentro de um grupo nominal, mas podem ser utilizadas para se referir a um ou mais constituintes do universo textual.

No estudo da coesão textual clássica, as formas lexicais remissivas diferiam das formas gramaticais, pois eram vistas não apenas como portadoras de instruções de ligação, mas também porque tinham um significado expansivo, ou seja, designavam referentes extralinguísticos. Aceita-se que “os referentes não estão sujeitos, no caso da relação anafórica, a condições verdadeiras” (KLEIBER, 1994, p. 11 apud KOCH; MARCUSCHI, 1998).

Natureza da investigação

Então, esta pesquisa representa uma tentativa de estudar a leitura dentro da sala de aula, a partir das ações dos participantes, para isso utilizamos a descrição, que vai além do simples resumo dos fatos externos do pesquisador. Quando ouvimos, por exemplo, “pesquisa etnográfica em sala de aula”, devemos entender que se trata de uma pesquisa qualitativa interpretativa, que utiliza métodos desenvolvidos na tradição etnográfica, como a observação, especialmente para geração e análise de dados. Segundo Teresa Haguette (1987, p.77), “a observação participante pode ser considerada a técnica menos estruturada de captação de dados, mas é uma imersão na cultura do outro, no seu habitat, para compreender a sua lógica, a sua ordem simbólica. ".

A opção pela observação participante nos deu a oportunidade de refletir sobre diversos aspectos que interferem em nossas práticas docentes e nas relações estabelecidas com os sujeitos envolvidos nesse processo. Portanto, é útil compreender os fatores que influenciam suas relações com os estudos e a leitura.

Etapas metodológicas

Avaliação microetnográfica

Objetivo São os Ps que indagam sobre conteúdos inscritos objetivamente no texto (o que, quem, quando, como, onde...) em pura atividade de decodificação. Metalinguística São os Ps que fazem perguntas formais, geralmente sobre a estrutura ou léxico do texto, bem como sobre partes do texto. Marcuschi (2008) mostra que as questões centradas no texto estão relacionadas à explicitação do texto ou examinam questões formais, geralmente relativas à estrutura do texto ou léxico, bem como partes do texto.

Porém, também são questões que não avaliam a compreensão leitora e há casos em que não é necessária a leitura do texto para responder a esta questão, pois as respostas se encontram em conhecimentos prévios. Esse tipo de questão visa possibilitar a perspectiva da leitura para o horizonte máximo, ou seja, a compreensão textual.

Intervenção e Proposta didático-metodológica

Marcuschi argumenta que a abordagem LD está sendo realizada de forma mais adequada do que nas décadas de 1980 a 1990 – período em que o autor realizou análises aprofundadas sobre o assunto – mas ainda há “falta de clareza sobre o tipo de exercícios que deveriam ser realizados são feitos em caso de entendimento (..) e falta de clareza sobre os processos envolvidos” (MARCUSCHI, 2008, p. 267). Bem, se você pensa que o texto é um artefato linguístico formado pela combinação de letras (ou sons) que formam palavras que rotulam coisas no mundo real e formam sentenças que têm um significado literal, então o texto existe.

Avaliação microetnográfica

Avaliação da escola

A sala de informática não pode ser utilizada durante as aulas, pois não acomoda nem metade da turma. A biblioteca e a sala de leitura também são pequenas e não têm espaço suficiente para acomodar uma turma inteira. Em conversa entre esta pesquisadora e a diretora, a professora responsável pela biblioteca e o agente de leitura, foi relatada a compreensão da importância da biblioteca na escola, cuja principal função deveria ser constituir um centro cultural que favorecesse a aproximação de disciplinas e a criação de oportunidades de formação pessoal e profissional, bem como, claro, ajudar a desenvolver hábitos de leitura.

Além disso, a facilitadora de leitura indicou que durante a implantação do projeto Leitura Escolar – Fundação Ayrton Senna houve alguns obstáculos: o projeto não chegou aos 6º e 7º anos; exigia o uso da Internet (não há na escola) e deveria ser preenchido após o expediente. O agente de Leitura anunciou que devido à insuficiência de espaço e à quantidade de computadores, apenas dez alunos participaram do projeto.

Avaliação do aluno

Em relação à participação em programas sociais como o Bolsa Família, 24% dos estudantes disseram não saber responder, 38% disseram que participam e 38% disseram que não. Quanto às práticas de estudo, 45% dos estudantes relataram que estudam apenas para fazer provas e exames; 38%. Em relação à quantidade de livros em casa, 41% dos alunos afirmaram não ter outros livros além dos didáticos; 15% relataram possuir poucos livros (1 a 10); 38% afirmaram ter de 10 a 20 livros e apenas 6% afirmaram ter mais de 20 livros em casa.

Também foram questionados se conversam sobre livros com os pais ou responsáveis ​​e apenas 15% dos alunos disseram que sempre conversam sobre livros, 53% disseram que conversam ocasionalmente e 32% disseram que sim. Embora a maioria dos alunos afirme receber incentivo para ler, muitos estudantes não conversam com seus responsáveis ​​sobre sua leitura.

Avaliação do livro didático

  • Caracterização do livro didático
  • A importância do livro didático nas aulas de Língua Portuguesa e o papel do
  • O PNLD e os critérios de escolha do livro pela escola
  • A estrutura do livro didático
  • A leitura no livro didático
  • A análise das atividades de leitura

Ainda engajados na leitura, os autores dizem que trabalham a partir de duas abordagens: compreendendo o conteúdo do texto e atentando-se aos recursos expressivos do texto e às características de cada gênero ou tipo. Vemos estas duas abordagens reflectidas nos objectivos anteriormente descritos das secções 'Estudo do texto' e 'Linguagem e fontes expressivas'. Inicialmente temos dúvidas na seção ‘Estudo de Texto’ e logo em seguida temos dúvidas na seção ‘Linguagem e Recursos Expressivos’.

É, portanto, contrário às orientações dos PCN, que alertam que o texto não deve ser utilizado como pretexto para o ensino de estruturas gramaticais. Conforme descrito anteriormente, os autores afirmam que a seção ‘Linguagem e recursos expressivos’ trabalha com os recursos utilizados na construção do texto com o objetivo de promover a reflexão sobre a intencionalidade do autor em relação ao que escreve.

Intervenção e proposta didático-metodógica

Etapas da proposta de intervenção

  • Reflexões sobre os conceitos de leitura (s) e leitor
  • Atividade avaliativa inicial: Análise de tirinhas
  • Sugestões de atividades

Em nossa análise verificamos que as atividades de leitura propostas no PDL, independentemente do gênero textual escolhido, seguem a legalidade na forma como são propostas. Apesar disso, realizamos uma atividade com o objetivo de avaliar a percepção do aluno sobre as práticas de leitura no ambiente escolar. Portanto, acreditamos que a atividade de leitura inclui vários momentos e aquela que se destina à pré-leitura é adequada para fins de construção de significados, pois contribui para a motivação dos alunos para a leitura, para a ativação de conhecimentos prévios e também incentiva a formação de hipóteses sobre o que será lido.

Porém, apesar dos avanços, nossa realidade atual mostra que o processo de ensino da leitura não está gerando os efeitos de aprendizagem desejados. Vimos que uma das causas desse efeito negativo é a forma como as atividades de leitura são conduzidas na escola. O LD analisado não fornece subsídios que auxiliem o professor no desenvolvimento da compreensão leitora dos alunos.

Uma investigação dos mecanismos de referência e intertextualidade na atividade de leitura de histórias em quadrinhos.

Imagem

Tabela 1 –  Propostas  de  atividades  da  seção  estudo  do  texto  ...................................................................................................................
Figura 1. Capa do livro “Português: uma língua brasileira” (MENNA; FIGUEIREDO; VIEIRA, 2012)
Mapa  Ordem do expor  X
Tabela 1 - Propostas de atividades da seção estudo do texto  CONCEPÇÃO

Referências

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