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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tensões, estratégias e realinhamentos: a luta das mães estudantes trabalhadoras pelo direito ao ensino superior / Cibele da Silva Henriques. Esta tese tem como objetivo promover a visibilidade das tensões, estratégias e rearranjos tecidos por alunas negras mães trabalhadoras bolsistas dos cursos de Pedagogia e Serviço Social da UFRJ para resolver o “conflito” entre trabalho, educação e vida familiar.

O Trabalho e as Relações Sociais no Capitalismo

Tais pressupostos foram fundamentais para a constituição do modo de produção capitalista e, consequentemente, para a nova forma de organização da vida social baseada na crescente apropriação privada da terra, da renda e do capital. Vale ressaltar que o processo de produção de “valor agregado” absoluto é baseado na quantidade de trabalho adicional ou.

As Relações Sociais de Gênero e a Divisão Sexual do Trabalho

Costa (2002) observa que no Brasil as práticas protecionistas para as mulheres trabalhadoras tiveram pouco apoio das autoridades públicas. Assim, a luta das mulheres trabalhadoras para permanecer no mercado de trabalho no Brasil foi diferente. 2 DO TRABALHO DOMÉSTICO À ENSINO SUPERIOR: A LONGA LUTA DAS MULHERES NEGRAS PELO DIREITO À EDUCAÇÃO NO BRASIL.

E também para as trabalhadoras negras que lutaram pelo direito ao ensino superior no Brasil. A construção social do lugar das mães negras trabalhadoras no ensino superior. Portanto, precisamos pensar sobre que tipo de ensino superior queremos para a classe trabalhadora, especialmente para as mulheres trabalhadoras negras.

Menciona que tal insistência criou condições díspares para as mulheres negras que trabalham em termos de obtenção de oportunidades educacionais (IPEA, 2013). Além disso, mães negras trabalhadoras e estudantes universitários procuraram o reconhecimento estatal das suas reivindicações. Portanto, o horizonte da luta das mulheres negras trabalhadoras pelo direito ao ensino superior inclui o enfrentamento do “conflito” entre trabalho, educação e vida familiar.

O Trabalho Feminino no Brasil: a construção social da mulher

A luta das Mulheres Trabalhadoras pela permanência no mercado de

A prioridade da participação das mulheres na política não era, portanto, divulgar as tensões que rodeavam a reconciliação da vida familiar e profissional das mulheres. No Brasil, houve resistência das mulheres em relação à opressão fabril, não sendo discutida a questão da conciliação “trabalho e família”. O direito das mulheres negras à educação no Brasil não foi, portanto, uma luta das mulheres da elite, do poder público, pelo contrário, foi um embate travado diariamente pelos trabalhadores negros e uma agenda de luta dos movimentos negros.

Homem negro não tem lugar na escola”: a construção do processo de negação do direito das mulheres negras à educação no Brasil. Esse fato abriu um novo cenário para as mulheres negras trabalhadoras no país, pois a normatização da educação como um “bem público25” disponível para toda a população brasileira permitiu o retorno das mulheres negras às escolas.

A Educação das Mulheres Trabalhadoras no Brasil: um direito a ser

No caso dos trabalhadores domésticos negros, a necessidade de permanecer no mercado de trabalho desde a abolição da escravatura tem sido fundamental para a sua sobrevivência. Destaca que as lutas dos trabalhadores domésticos têm girado historicamente em torno da valorização do trabalho doméstico e da obtenção de “visibilidade e plena cidadania para os trabalhadores domésticos” (Ibidem, 2012, p. 94). No entanto, o referido autor alerta que a luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores domésticos está a criar polémica.

Além disso, as trabalhadoras domésticas negras desejam que a sociedade reconheça o valor social desta profissão, que carrega consigo resquícios da escravidão. Assim, a construção de oportunidades para as trabalhadoras domésticas negras no ensino fundamental e médio, ao lado da prática do trabalho doméstico, decorreu de pressões internacionais, mas principalmente das lutas dos movimentos sociais, dos movimentos negros e dos movimentos sindicais no cenário político brasileiro. .

Da Capacitação Popular à Universidade: a luta das mulheres negras

O quadro a seguir elaborado por Borges & Mayorga (2012) mostra a trajetória dos movimentos negros no cenário político e social brasileiro na busca pelo direito à igualdade racial, bem como sua articulação com outros atores políticos para implementar medidas positivas para a inclusão da população negra jovens nas universidades públicas. Apenas dez anos após o estabelecimento das ações afirmativas e das lutas dos movimentos negros, o governo federal, com a Lei nº. introduziu oficialmente a política de cotas nas universidades federais. Em relação ao ingresso das trabalhadoras domésticas no ensino superior, pudemos verificar a quantidade de jovens no ambiente doméstico utilizando dados do “Arquivo da Mulher Negra: Um Retrato das Condições de Vida da Mulher Negra no Brasil” elaborado pelo IPEA (2013). ). o trabalho diminuiu, o que nos leva à hipótese de que essas mulheres tiveram outras oportunidades, especialmente na área da educação, com a certificação de competências (EJA), pelo ENEM, bem como com a consolidação do sistema de cotas nas universidades federais.

Esses combatentes são exemplos para os movimentos negros, especialmente para os ativistas negros que ainda lutam por um trabalho livre de opressão de classe, de gênero, racial e étnica, bem como pelo direito ao ensino superior no Brasil. Posteriormente, analisaremos como se criou a construção social de um lugar para trabalhadoras universitárias negras, que são mães e lutam diariamente pelo direito ao ensino superior, bem como à permanência na universidade, no contexto negativo do REUNI.

A Reforma Neoliberal na Educação Superior no Brasil

Este processo de Reforma Neoliberal do Ensino Superior instaurado por FHC, enraizado pelo governo Lula e atualmente continuado pela Presidente Dilma Rousseff, foi concretizado legalmente. A tabela abaixo traz uma breve sistematização do conjunto de leis, decretos e medidas provisórias realizadas entre 2001 e 2015, pressupondo o processo de Reforma Neoliberal do Ensino Superior no Brasil. Portaria nº 861/2004 Institui o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior - SINAES, com o objetivo de assegurar processo de avaliação nacional das instituições de ensino superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus alunos (artigo 1º).

Assegura a execução das funções de regulação, fiscalização e avaliação das instituições de ensino superior e dos cursos superiores de graduação e sucessivos do sistema federal de ensino (artigo 1º) 2. O programa de apoio aos planos de reestruturação e expansão das universidades federais tem por objetivo reunir esforços de consolidação da política nacional de expansão do ensino superior público, com a qual o Ministério da Educação cumpre o papel imposto pelo Plano Nacional de Educação (Lei n.º que estipula a oferta de ensino superior a pelo menos 30% dos jovens com 18 anos para 24 até o final da década (REUNI, 2007).

O REUNI na UFRJ

A adesão da UFRJ ao REUNI não foi, portanto, um processo isento de resistências e de fato aceito por toda a comunidade acadêmica esmagada pelas decisões do Presbitério que, apesar de não serem explícitas, apoiou a reestruturação e expansão em troca dos recursos financeiros. prometido pelo MEC para a UFRJ, um valor 20% a mais do orçamento total destinado à UFRJ, conforme previsto no § 1º do artigo Leher (2007) alerta, porém, que a promessa do MEC de aumento de recursos financeiros para as IFES não foi nada mais do que um engano, pois no § 3º do artigo tal plano foi apresentado ao MEC, apesar de elencar as necessidades da UFRJ quanto à implementação dos objetivos traçados pelo REUNI, a saber: construção e adaptação de infraestrutura e equipamentos necessários para transportar definir os objetivos do programa; aquisição de bens e serviços necessários ao funcionamento dos novos regimes académicos; A estimativa de financiamento e custos de pessoal relativos à expansão das atividades em decorrência do plano de reestruturação foi desmontada pelo MEC, que não transferiu o montante de recursos financeiros solicitado pela UFRJ nem o que havia estabelecido (20%), como já mencionado no § 3e do art.

Leher (2007) alerta que mesmo com o repasse de 20% do orçamento total previsto para o IFES, no caso da UFRJ, esse montante de recursos financeiros não cobrirá o custo total do processo de expansão e reestruturação da UFRJ. , ele dá um exemplo de que nenhuma das duas cobriria os custos decorrentes do objetivo estabelecido pelo MEC à UFRJ, que era aumentar a capacidade instalada para atender um maior número de alunos no período noturno, ou seja, um total superior a 100%, com uma data prevista de conclusão do curso em torno de 4 a 5 anos. Leher (2007) afirma que esta racionalização de recursos financeiros associada ao tema da flexibilidade tem levado a uma “flexibilidade dos currículos”, bem como à redução do tempo de conclusão de alguns cursos, que duram de 4 a 5 anos até 3 anos.

A Construção Social do Lugar das Mulheres Mães Trabalhadoras

De acordo com o “Dossiê mulheres negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil” 44, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), tendo 2009 como ano base, nesse período as mulheres negras correspondiam a ¼ da população População brasileira. O referido “Dossiê” reitera que a participação das mulheres negras (50%) em 2009 era maior que a das mulheres brancas (49,3%) no mercado de trabalho. Por fim, qual o lugar das mulheres negras na política do ensino superior em relação ao REUNI.

Tais questões estão latentes hoje à medida que mulheres negras trabalhadoras ganham acesso ao ensino superior por meio de ações afirmativas e é necessário pensar em como podemos proporcionar uma permanência na universidade que não envolva apenas mera assistência financeira, mas principalmente através de uma leitura crítica do cotidiano. . vida e obra das mulheres negras na sociedade brasileira. Segundo o “Dossiê Mulheres Negras: Retrato das Condições de Vida das Mulheres Negras no Brasil”, havia aproximadamente 70 mil mulheres negras a mais do que mulheres brancas em 2008.

DANDARAS E MAHINS NA UFRJ: as condições de vida e trabalho

DANDARAS E MAHINS NA UFRJ: condições de vida e trabalho de estudantes mães negras bolsistas de Pedagogia e cursos. Desse universo, selecionamos 21 estudantes que tinham como pré-requisito o perfil analisado, ou seja, mães estudantes negras que trabalhavam com bolsas dos cursos de Pedagogia e Serviço Social da UFRJ. Para tanto, analisaremos as condições de vida, educação e trabalho das alunas mães negras bolsistas dos cursos de Pedagogia e Serviço Social da UFRJ, que recebem o Bolsa Assistência e/ou o Benefício Moradia (que inclui Bolsa Manutenção no valor de R$ 400,00).

O Gráfico 3, ilustrado a seguir, apresenta o número de alunas mães trabalhadoras bolsistas dos cursos de Pedagogia e Serviço Social por turno. O gráfico acima nos mostra um panorama da distribuição das alunas mães trabalhadoras com bolsa de turismo nos cursos de Pedagogia e Serviço Social. O Quadro 4 apresenta um panorama de como as alunas mães trabalhadoras bolsistas ingressam nos cursos de Pedagogia e Serviço Social da UFRJ.

Alunos mães trabalhadoras bolsistas dos cursos de Pedagogia e Serviço Social Articulação Interinstitucional: Unidades acadêmicas com DAE/UFRJ.

Referências

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