Este estudo pretende contribuir com o tema, pois visa examinar a violência nos acampamentos de verão. Moraes (1906) diz que justamente por isso o papel do médico nas colônias de férias era crucial. Conforme descrito anteriormente, os acampamentos de verão surgiram como uma arma para prevenir e reduzir problemas de saúde pública.
Hoje em dia encontramos muitos objetivos nos acampamentos de verão dependendo dos pressupostos da instituição (SILVA; BRETAS; CALDAS, 2013). A educação física nos acampamentos de verão também tem uma natureza associada a problemas de saúde.
A complexidade, a classificação e a definição de violência
Apresentaremos aqui uma classificação ampla, através dos conceitos de: Violência estrutural, violência institucional, violência criminal e violência simbólica. Nota-se que esse tipo de violência é geralmente praticado pelos próprios agentes e serviços públicos, que na verdade deveriam proteger e defender os cidadãos (BRASIL, 2002). Esse tipo de violência permeia a compreensão da violência estrutural que afronta, corrompe e impulsiona os indivíduos.
As consequências da Violência
A violência entre crianças e adolescentes
Segundo Charlot (2002), devemos considerar três tipos de violência escolar: violência escolar; violência escolar e violência na escola. A violência simbólica na escola geralmente ocorre por parte da escola, o que Charlot (2002) chama de violência simbólica institucional. São caracterizados como atos ou atos de violência: Física – contra o outro ou contra o grupo, contra si mesmo (suicídio, homicídio, espancamentos, despejos, roubos, agressões, lesões, espancamentos, estupros, agressões sexuais, exibicionismo, porte de armas que machucam , sangra e mata; drogas [uso, fornecimento, venda, distribuição de álcool, tabaco, maconha, cocaína, crack, merla, anfetamina e outros]).
A violência entre crianças e adolescentes relacionada com a atividade
Educação; Profissão; Renda; Educação; Profissão; Número de acampamentos de verão em que você trabalhou; e outras informações. Consideramos também as características dos Campos de Verão que encontramos a partir das derivações desta categoria. Afirmaram que as crianças vêem os Campos de Verão como uma escola e muitos não vão gostar de estar lá.
Esta segunda categoria também discute a influência da duração dos acampamentos de verão no desempenho dos professores. Podemos dizer que no nosso estudo encontramos alguns vestígios de violência simbólica presentes nos acampamentos de verão. Não estamos dizendo que é necessário que as crianças vivam um episódio de violência durante os acampamentos de verão ou durante o recreio.
O que os profissionais de educação física produzem nas colónias de férias são bens que dependem cada vez mais do número de crianças/clientes. Podemos dizer que os acampamentos de verão envolvem práticas que reproduzem os interesses da indústria capitalista e que perpetuam esta indústria. Nos acampamentos de verão, um entrevistado relacionou a violência escolar à violência que ocorre durante os acampamentos de verão.
Silva (2012) afirma que a organização de colónias de férias é fruto da indústria do entretenimento e de práticas funcionalistas. Pode-se dizer que os momentos em que as crianças são livres ou podem escolher são preocupantes para os professores dos Campos de Verão. Talvez seja por isso que a maioria das crianças não gostaria de ir para um acampamento de verão.
Mais que energia, uma aventura para o corpo: acampamentos escolares de verão na América do Sul FORMULÁRIO DE CONSENTIMENTO GRATUITO E ESCLARECIDO Pesquisa: Violência em acampamentos de verão na cidade do Rio de Janeiro.
Coleta de dados
Caracterização da amostra
Com o objetivo de caracterizar a amostra, aplicou-se um questionário socioeconômico com os seguintes itens: idade, sexo, naturalidade, nacionalidade, autodeclaração da cor da pele, religião, bairro, cidade, filhos, estado civil, profissão, escolaridade, tipo de curso universitário frequentado (público ou privado), rendimento familiar, contribuição para o rendimento familiar, áreas em que atua como profissional, número de Campos de Férias em que trabalhou e respetiva função em cada um deles (ANEXO B). Quanto ao estado civil, 9 (90%) dos entrevistados são solteiros, enquanto apenas 1 (10%) declarou-se casado, conforme mostra o gráfico I. O Gráfico II aponta que 9 (90%) dos participantes residem na Cidade do Rio. de Janeiro, enquanto apenas 1 (10%) reside em Niterói.
O Gráfico IV informa que 3 (30%) dos entrevistados possuem renda familiar entre 2 e 3 salários mínimos, 2 (20%) dos entrevistados possuem renda familiar entre 3 e 4 salários mínimos. É importante ressaltar que 1 (10%) entrevistado deixou esta questão em branco, conforme gráfico IV. O Gráfico V nos mostra que 4 (40%) dos entrevistados não contribuem para a renda familiar, 3 (30%) dos entrevistados contribuem integralmente para a renda familiar, enquanto 1 (10%) dos entrevistados contribui parcialmente para a família . renda.
É importante dizer que 2 (20%) dos entrevistados deixaram esta questão em branco, conforme mostra o gráfico V. O gráfico VI nos mostra que 5 (50%) dos professores de Educação Física entrevistados, cursavam faculdade em universidade privada enquanto outros 5 (50%) dos professores entrevistados cursavam faculdade em universidade pública. O Quadro VII apresenta as atividades profissionais dos entrevistados além da sua participação em Campos de Férias.
O Gráfico VIII apresenta o número de colónias de férias em que os entrevistados trabalharam: 2 (20%) dos profissionais entrevistados trabalharam em 1 ou 2 colónias de férias, 2 (20%) dos profissionais trabalharam em 3 ou 4 colónias, 2 (20) . %) dos entrevistados afirmaram ter participado em 5 ou 6 campos de verão, 2 (20%) dos entrevistados trabalharam em 7 ou 8 campos de verão e 2 (20%) dos profissionais trabalharam em mais de 8 campos de verão.
Entrevista semiestruturada
Além disso, esse tipo de entrevista permite que dúvidas que não ficaram claras sejam esclarecidas caso algum informante tenha problemas (BONI; QUARESMA, 2005; MINAYO, 2004). Flick (2004) também fala sobre o grande interesse dos estudos qualitativos neste tipo de entrevista, ele afirma que o sucesso da entrevista semiestruturada ocorre porque há maior probabilidade de o entrevistado expressar seus pontos mais profundos nesta situação do que em ' uma entrevista fechada ou um questionário. Portanto, a entrevista semiestruturada é uma ferramenta ideal para estudos qualitativos, pois favorece a descrição dos fenômenos sociais e possibilita a explicação e compreensão de sua totalidade (TRIVIÑOS, 1987).
May (2004, p.148) também destaca que esse tipo de entrevista permite que as pessoas respondam dentro de seus próprios conceitos, pois o entrevistador deve fazer com que a entrevista pareça um diálogo informal, o que é mais difícil de fazer no caso de entrevistas presenciais. entrevistas presenciais padronizadas. O entrevistador, que pode solicitar esclarecimentos e elaborações das respostas dadas, pode registrar informações qualitativas sobre o tema em questão. Isso permite que ele tenha mais espaço para sondar além das respostas e assim criar um diálogo com o entrevistado.
Fujisawa (2000) afirma que a entrevista deve ser orientada por cenários, cuja organização pode ser flexível e ampliada. Assim, o roteiro desempenha papel fundamental na coleta de dados, pois além de coletar informações básicas na busca dos objetivos do estudo, também auxilia o pesquisador a se organizar no processo de interação com o entrevistado (MANZINI, 2003).
Análise de dados
Mas além disso, a análise de conteúdo já não é considerada exclusivamente num âmbito descritivo (cf. censos jornalísticos do início do século), pelo contrário, tem consciência de que a sua função ou objetivo é a inferência. A análise de conteúdo não é um instrumento, mas sim um conjunto de ferramentas caracterizadas por uma grande diversidade de formas e adaptáveis a um campo de aplicação muito amplo. Podemos dizer que a análise de conteúdo se baseia em diversas técnicas que são parciais, mas ao mesmo tempo se complementam.
Bardin (2011) apresenta seis diferentes técnicas de análise de conteúdo que podem ser utilizadas, são elas: análise de avaliação, análise de pronúncia, análise de discurso proposicional, análise de expressão, análise relacional e análise categorial. A análise avaliativa visa mensurar as atitudes do orador em relação aos objetivos de seu discurso. Este tipo de análise exige saber como e a partir de que estrutura argumentativa se expressam as questões e ações dos agentes.
A análise das relações visa extrair do texto as relações entre os elementos da mensagem, buscando a associação entre os elementos do texto, e focando a atenção na relação que eles possuem (BARDIN, 2011). A leitura flutuante visa criar intimidade entre o pesquisador e os dados por meio de um processo de relacionamento exaustivo entre eles. A seguir, determinamos os indicadores a partir de clipes de texto e em seguida criamos um novo documento (já que o original foi editado) para facilitar a visualização dos clipes de texto e indicadores.
O tema é a unidade de sentido que se desprende naturalmente do texto analisado segundo os critérios relativos à teoria que serve de guia à leitura” (BARDIN, 2011, p. 135).
Considerações acerca do método
De certa forma, as práticas acabam sendo introduzidas e construindo um quadro social onde os atores demonstram suas ações e pensamentos. Este conceito está relacionado aos efeitos das práticas de um grupo através de suas atividades práticas. Ao mesmo tempo em que as práticas são criadas, elas também geram uma reação em seus criadores (D'ANDREA, 2000; COULON, 2005).
É uma abordagem que compreende o comportamento humano através de um dado-chave, conceituado pelo ato social, como um comportamento observável e inobservável (atividade oculta). A pesquisa interacionista procura descobrir os significados que os atores atribuem às suas ações. O foco da etnografia interacionista é a descoberta de um sistema de símbolos que dê sentido ao que os indivíduos estudados pensam ou dizem (ANGROSINO, 2009).
A primeira categoria denominada “Caracterização da violência infantil na visão dos professores” é construída a partir das unidades de registro que se referem à conceituação da violência para os professores entrevistados; os tipos de violência mais comuns encontrados nas colónias de férias segundo os entrevistados; intervenção de professores em episódios de violência entre crianças durante colónias de verão; e os momentos em que os professores apontaram onde perceberam mais episódios de violência. A segunda categoria denominada “Acampamento de verão na perspectiva de professores e gestores” tem como objetivo discutir como os professores consideram os acampamentos de verão. Os professores também comentaram que a forma como as crianças veem as colônias são motivos de alguns atos.
Para eles, este é um fato que viola a intervenção do professor ao mediar um ato de violência entre crianças ou qualquer ato relacionado à educação.
Caracterização da violência entre as crianças na visão dos professores
Considerando esta informação, podemos dizer que a violência simbólica que ocorre durante os acampamentos de verão é uma reprodução do que acontece na escola. Segundo o pensamento de Marx e a fala do entrevistado P1, as colônias de férias assumem um caráter mercadológico. O objetivo geral deste trabalho foi compreender a violência em quatro colônias de férias no município do Rio de Janeiro.
Nesta categoria pudemos interpretar diversos relatos de violência ocorridos em acampamentos de verão e descritos por professores. Nesta categoria admitimos que os Campos de Férias e os seus conteúdos são bens que dependem cada vez mais do número de crianças/clientes. Além disso, parece que a gestão dos Campos de Verão não considera como alguns professores gostariam de trabalhar.
Esta foi a intenção original deste estudo, analisar as opiniões de todos os intervenientes nos campos de férias: crianças e professores. Isto porque o excedente de crianças por turma é uma necessidade para a gestão dos acampamentos de verão, para que sejam gerados cada vez mais lucros. Qual atividade de acampamento de verão você acha que apresenta mais manifestações de violência entre crianças? aulas de judô, gincanas, futebol, vôlei, ginástica, etc.).
A Colônia de Férias na perspectiva de professores e gestores