Este trabalho teve como objetivo analisar o crescente aumento da violência policial na cidade de São Gonçalo – RJ. Com o desenvolvimento municipal, São Gonçalo passou a desempenhar um papel importante em relação à região metropolitana do Rio de Janeiro. Todo esse crescimento populacional estava relacionado ao número de indústrias e ao protagonismo econômico de São Gonçalo no estado do Rio de Janeiro.
Um deles foi o transporte marítimo que ligava as cidades de São Gonçalo a Niterói e Rio de Janeiro.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Toda pessoa tem o direito de circular livremente e escolher sua residência dentro de um Estado. Toda pessoa tem o direito de deixar o país em que se encontra, inclusive o seu próprio país, e o direito de retornar ao seu país. Toda pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e receber asilo em outros países.
Toda pessoa tem o direito de participar na gestão dos assuntos públicos do seu país, quer diretamente, quer através de representantes livremente escolhidos. Todas as pessoas têm direito à igualdade de acesso às funções públicas no seu país. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições de trabalho justas e satisfatórias e à proteção contra o desemprego.
4. Toda pessoa tem o direito de constituir sindicatos com outras pessoas e de aderir a sindicatos para proteger os seus interesses.
Trechos da Constituição Federal de 1988
Portali G https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/policiais-nao-conseguem-conter-populacao-e- akuzuar-de-assassinato-e-linchado-no-maranhao.ghtml. Esquerda Diário https://www.esquerdadiario.com.br/Falta-de-medicos-leva-a-morte-de-jovem-em-hospital-no-RN. Jornal Extra https://extra.globo.com/casos-de-policia/guerra-do-rio/acoes-policiais-causaram-maior-parte- do-fechamento-de-escolas-no-rio-21831288.html.
Jornal Extra https://extra.globo.com/noticias/rio/fico-sem-comer-para-dar-aos-meus-filhos-relata-morador- da-baixada-apos-bolsonaro-dizer-que-nao- ha-fome-no-brasil-23821071.html. São Gonçalo https://www.osaogoncalo.com.br/seguranca-publica/74984/pms-sao-condenados-por-chacina-de-jovens-em-carro-no-rio. Considerando o aumento assustador da violência institucional e criminal apresentado por esta pesquisa e que é naturalmente percebido pela sociedade, especialmente pelas pessoas que vivem nas periferias, onde a incidência desta violência atinge números alarmantes, torna-se necessário refletir sobre os direitos humanos e as medidas estatais. como forma de prevenir e reduzir esta violência.
O workshop tentará apresentar as contradições do Estado brasileiro, que faz parte das principais convenções e acordos internacionais de direitos humanos, mas apesar de a constituição de 1988 ser baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (1948), continua a emular um modelo de segurança que não respeita e viola direitos e é contra os acordos internacionais.
A - Metodologia
Compare as “regras” de uma guerra internacional com as ações da polícia na chamada guerra ao tráfico de drogas. Compreender que a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os acordos e protocolos adicionais são concebidos principalmente para proteger as pessoas que não participam em conflitos.
Tabela
Convenções de Genebra
Portanto, o fato de nesta década o Brasil vivenciar um crescimento significativo de uma parcela da população que apoia a bandeira do Exército no poder, estimula e encoraja-nos a refletir sobre a visibilidade e a invisibilidade da ditadura civil-militar no ensino desta disciplina. . Como ponto de partida para esta proposta de aula, tentaremos analisar algumas imagens sobre o período da ditadura que nos levaram a refletir sobre o contexto histórico da época. O crescimento do número de pessoas que recorreram às redes sociais e a alguns protestos populares em 2018 e 2019 para defender a intervenção militar para resolver os problemas do país levanta preocupações sobre o papel do ensino histórico no Brasil.
Conhecer as formas de luta e resistência e os caminhos percorridos até o retorno da democracia no Brasil; Compreender a relação entre a polícia e os movimentos sociais e a importância desses movimentos na luta pelo exercício da cidadania e da democracia no Brasil. A professora inicia a aula dividindo a turma em cinco grupos, cada um deles impresso aleatoriamente com uma imagem (foto) sobre um ato de violência cometido pelo Estado durante o período da ditadura militar, que deve ser analisada por meio de perguntas sobre quem Vai responder. são perguntados no quadro.
Após a explicação dos grupos, o professor deverá apresentar dados sobre as imagens e fazer as intervenções necessárias para uma melhor compreensão da importância da participação popular no contexto de derrubada da ditadura e construção de um Estado de Direitos no Brasil.
Leis sobre a liberdade de imprensa
II - o estabelecimento de meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de proteção contra programas de rádio e televisão ou programas que contrariem o disposto no artigo. 5. Os meios de comunicação social não podem, directa ou indirectamente, estar sujeitos a monopólio ou oligopólio.
Texto: Imprensa Alternativa
A riqueza da imprensa alternativa na década de 1970 remete à diversidade do movimento social e político da época. Por um lado, os jornais alternativos de esquerda representavam a procura de novos espaços por parte de jornalistas que se sentiam bloqueados na sua actividade crítica na chamada grande imprensa; de outro, a necessidade – que afetou muitos intelectuais, artistas e estudantes da época – de construção de espaços de “resistência” ao regime militar. Além desta imprensa alternativa de esquerda, que reunia jornalistas independentes, activistas políticos e intelectuais, outro tipo de publicação alternativa era igualmente importante: os jornais associados aos movimentos sociais.
A imprensa feminista, a chamada “imprensa negra”, os jornais do movimento estudantil, as publicações voltadas à defesa da causa indígena, os jornais pertencentes a grupos homossexuais, os jornais de bairro, etc. era desse tipo. Neste conjunto, um tipo específico merece destaque pela sua importância política: os jornais ligados a movimentos políticos minoritários (mulheres, negros e homossexuais). Esta imprensa representa uma novidade em relação a outros tipos de publicações existentes – mesmo a imprensa alternativa de esquerda.
Jornais ligados a diversas correntes do movimento negro autodenominavam-se “imprensa negra”.
Capas dos Jornais Alternativos
Esta oficina buscará refletir sobre a violência policial na cidade de São Gonçalo em diferentes períodos históricos. Atualmente, o índice de violência institucional (policial) e criminal continua a crescer e pode ser verificado no aumento do número de assaltos a transeuntes e carros, nas “ordens” de fechamento de escolas e empresas dadas por traficantes de drogas, e na número de mortes e tiroteios em diferentes bairros da cidade. Segundo o aplicativo Fogo Cruzado31, a cidade liderou o número de tiroteios na região da capital fluminense em 2019, com 800 tiroteios registrados.
Considerando os estudantes da cidade como sujeitos históricos que vivenciam essa realidade de violência local, a oficina tentará explorar o universal, ou seja, a violação de direitos em nível estadual e nacional, a partir de experiências locais, que eles vivenciam ou serão apresentadas. em suas vidas diárias. e analisados através das fontes históricas que embasam esta pesquisa. Para iniciar esta oficina, o professor deverá discutir a violência policial e as violações dos direitos humanos como um dos principais temas da atualidade em São Gonçalo. A problematização deve ser incentivada com a análise coletiva de alguns gráficos a serem apresentados pelo Datashow com questionamentos e provocações que provocam uma análise crítica e uma percepção da cidade como um dos principais focos de violência policial e criminal no estado do Rio . de Janeiro.
Antes de iniciar as análises, o professor deverá explicar que a principal fonte dessas análises será o aplicativo Fogo Cruzado, que é alimentado, entre outras coisas, por dados informativos que chegam através da própria população.
Gráficos
A - Metodologia
Reportagens do jornal O São Gonçalo
Os alunos devem, portanto, ser incentivados a refletir sobre a estrutura interna e a função específica de cada uma dessas forças policiais – polícia militar e polícia civil. A conjugação histórica de elementos como a falta de investimento do Estado, a militarização das suas estruturas, a falta de controlo externo e o uso constante da força, contribuem para que a sociedade tenha uma imagem muito negativa da polícia. Criado por Dom João em 1808, as Intenções Gerais da Polícia da Corte e do Estado do Brasil (REZNIK, 2009), o desembargador Paulo Fernandes Viana teve como primeiro inspetor geral da polícia, que agora entre suas atribuições o poder tinha . para decidir quais atos serão considerados criminosos.
O objetivo desta oficina é que os alunos conheçam um pouco mais sobre a história dessas duas instituições e consigam distinguir as responsabilidades de cada uma das forças policiais do estado do Rio de Janeiro. A partir daí, o professor deverá colocar no meio da sala diversas tiras coloridas de papelão, com abreviaturas e nomes virados de cabeça para baixo, relacionados ao trabalho de cada um dos policiais. Cada grupo deverá escolher três policiais e os alunos deverão descobrir o significado (no caso de abreviaturas) e a importância daquela subdivisão ou estrutura para o trabalho policial.
Neste ponto, o professor deve mediar para que os alunos apresentem sua percepção quanto ao funcionamento de cada uma das unidades e divisões internas da polícia por eles analisadas.
Sugestão de siglas e palavras)
Após a discussão dos alunos, cada grupo deve partilhar a palavra e dizer a qual das duas forças policiais se refere, colocando-os no topo do círculo a que acreditam pertencer. Esta segunda atividade consiste na criação de uma linha de investigação para solucionar dois casos famosos e de grande repercussão na história da polícia carioca: “O Crime do Sacopã” e “Fera da Penha” (REZNIK, 2009). Num primeiro momento, o professor explicará aos alunos que cada grupo deverá tentar resolver um caso policial específico que lhes será apresentado num envelope, com algumas pistas e informações sobre o caso.
O professor não precisa mencionar que se trata de casos reais investigados pela polícia do RJ. Cada grupo analisará e criará uma hipótese para um dos dois casos, portanto, como a turma será dividida em quatro grupos, teremos um caso investigado por dois grupos diferentes. Neste ponto, o professor deve dizer que os casos analisados são baseados em casos reais (REZNIK, 2009).
Após a apresentação dos grupos, ao final deste trabalho, o professor poderá descrever as orientações para a investigação propriamente dita dos casos, que ficarão à disposição dos professores, em forma de apêndice. lista de pistas, envolvidos e formulário para preenchimento do Caso I – Crime de Sacopã).
O crime de Sacopã”: morte de Afrânio Arsênio Lemos Linha de investigação
A Fera da Penha: morte da menina de 4 anos Linha de investigação
No caso da Polícia Civil, a região com maior efetivo fica na cidade de Barreirinhas, a duas horas e meia da cidade. Três pessoas morreram e um bebê de um ano e nove meses foi baleado na noite desta terça-feira (13) em uma operação da Polícia Militar na comunidade Quarenta e Oito, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Naquele mesmo dia, no Rio de Janeiro, uma mulher deu à luz um filho no corredor.
As operações policiais levaram ao encerramento de mais de metade das escolas que não abriram devido à violência entre 15 de Agosto e 14 de Setembro. Em 233 ocasiões – ou 54% do total – as unidades não abriram as portas devido à ação policial. Os cinco amigos eram moradores da zona norte do Rio de Janeiro e se reuniram para comemorar o novo emprego de Roberto, recebendo seu primeiro salário como auxiliar de supermercado.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o julgamento no II Tribunal do Júri durou mais de 20 horas e terminou às 2h desta manhã.