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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese, requisito parcial para obtenção do título de Doutor, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Relações entre desempenho cognitivo, força palmar e alterações vasculares em idosos / Cláudia Moraes Mansano.- 2020. Dissertação apresentada, como condição parcial para obtenção do título de doutor, no programa de pós-graduação em ciências médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro .

Tese (Doutorado em Ciências Médicas) - Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre força máxima de preensão manual (FPM) e desempenho cognitivo em idosos, e, segundo, avaliar o envelhecimento como fator de alterações específicas no desempenho cognitivo, força de preensão manual, função vascular e seus correlatos. Os indivíduos foram submetidos a testes cognitivos, medidas de força de preensão manual (FPM) e hemodinâmica central por meio de tonometria de aplanação (Sphygmocor) e velocidade de onda de pulso (VOP; . Complior-SP).

As medições da força de preensão manual podem ser úteis na triagem de baixo desempenho cognitivo. AVD Atividade na vida diária AVC Acidente vascular cerebral PBF Baixa força de preensão CEP Comitê de Ética em Pesquisa CV Coeficiente de variação DAP Doença arterial periférica DC Doença cardiovascular DCI Cardiopatia isquêmica. HGS Força de preensão manual HA Hipertensão arterial HAS Hipertensão arterial sistólica HO Hipotensão ortostática HPP Hipotensão pós-prandial.

PWV-CF-N Velocidade normalizada da onda de pulso carotídeo-femoral PWV-N Velocidade normalizada da onda de pulso.

Figura 1 - Projeção da população (revisão 2013).
Figura 1 - Projeção da população (revisão 2013).

Envelhecimento Populacional

Uma vida mais longa oferece oportunidades aos indivíduos e à sociedade, pois permite que as pessoas desenvolvam novas atividades e contribuam ainda mais para a comunidade. Os idosos têm peculiaridades conhecidas – mais doenças crónicas e fragilidades, mais custos, menos recursos sociais e financeiros. Com tantas situações desfavoráveis, o cuidado ao idoso deve ser estruturado de forma diferente daquele prestado aos adultos mais jovens(24).

Estudos mostram que o cuidado deve ser organizado de forma integrada, e o cuidado deve ser coordenado ao longo de todo o processo de cuidado em uma lógica de rede, desde a entrada no sistema até o cuidado no final da vida(25). O envelhecimento da população brasileira é um fato ligado à urbanização, às mudanças sociais e econômicas e à globalização, que afetam a forma como as pessoas vivem, trabalham e se alimentam. Como consequência, aumentou a prevalência da obesidade e do sedentarismo, importantes factores de risco para doenças crónicas não transmissíveis (26).

Hipertensão Arterial Sistólica no Idoso

A VOP carótido-femoral é considerada o padrão-ouro para avaliação, mas é um tanto difícil e cara de medir. Por outro lado, a pressão de pulso é fácil de medir. A pressão arterial sistólica e a pressão de pulso estão associadas a eventos cardiovasculares importantes, independentemente da pressão arterial diastólica e da pressão arterial média, e que esta relação é afetada pelo envelhecimento, indicando uma importância prognóstica adicional de alterações vasculares intrínsecas que podem representar alterações relacionadas à idade (33 , 34). Essa perda de extensibilidade e elasticidade das artérias reduz sua capacitância com o aumento da velocidade da onda de pulso.

A rigidez da parede dos vasos tende a aumentar a pressão sistólica, e o aumento da velocidade da onda de pulso mantém a PAD dentro dos valores normais ou pode até diminuí-la (31). Portanto, a pressão arterial sistólica e a pressão de pulso foram estabelecidas como preditores adequados de eventos em idosos. Desde o final da década de 1990, estudos têm demonstrado os benefícios do tratamento da PA (35). Vários aspectos relacionados à fisiologia do envelhecimento são relevantes em idosos com hipertensão.

Por esse motivo, a avaliação clínica da pressão arterial adquire diversas características para identificação: pseudo-hipertensão, quando há suspeita do diagnóstico e o pulso radial permanece facilmente palpável, apesar do elevado nível de compressão devido à inflação do manguito do esfigmomanômetro (manobra do pulso de Osler). O próprio estudo SHEP (Programa de Hipertensão Sistólica no Idoso) mostrou alterações temporárias na PA de até 42%.

Cognição e Hipertensão

Numa revisão que examinou 11 estudos publicados entre 1996 e 2006, constatou-se que na maioria deles havia uma associação positiva entre hipertensão e declínio cognitivo (57). Na mesma linha, Tzourio, Dufouil, Ducimetie're, Alpe´rovitch e o EVA Study Group (1999), num estudo longitudinal de base populacional de quatro anos com 1.373 idosos, encontraram um risco de declínio cognitivo correspondente a 4,3 vezes (IC naqueles sem tratamento anti-hipertensivo e 1,9 vezes naqueles em tratamento (59). Por outro lado, Posner et al. 2002) concluíram em um estudo longitudinal com 1.259 idosos hipertensos livres de demência que a hipertensão não estava associada a alterações na memória, linguagem ou função cognitiva geral durante o período de acompanhamento de sete anos (61).

Além disso, o cérebro é um dos órgãos-alvo mais importantes para os quais a hipertensão arterial é particularmente prejudicial, contribuindo para resultados negativos da doença. Segundo Levine et al, pacientes com pressão arterial sistólica e pressão de pulso mais elevadas têm maior probabilidade de apresentar pior desempenho cognitivo após AVC, mas fatores sociodemográficos e clínicos podem explicar essas associações. Um ponto de grande importância é o nível de escolaridade, que pode ser uma variável que pode influenciar o padrão de desempenho normal em testes cognitivos (59).

Há também necessidade de novos trabalhos teóricos ou práticos que liguem a HAS às funções cognitivas em pacientes idosos, com foco na prevenção do declínio cognitivo e na redução dos níveis elevados de pressão arterial em pacientes idosos. A combinação desses fatores, atuando principalmente nos miócitos e na camada médio-intimal das artérias, leva ao aumento da rigidez ventricular e vascular, fenômeno relacionado ao processo de envelhecimento cardiovascular (8). Formas indiretas de analisar esse processo de envelhecimento têm sido amplamente estudadas, incluindo a velocidade da onda de pulso (VOP), considerada o padrão ouro para avaliar a rigidez arterial.

Com o fenômeno do envelhecimento vascular, observa-se aumento da VOP e reflexão precoce da onda, que atinge o coração na sístole. Isso gera aumento da pressão sistólica com conseqüente aumento da carga de trabalho cardíaco (77, 78). A relação entre rigidez arterial e pressão arterial é mais complexa e atualmente é considerada bidirecional, pois um aumento na pressão de distensão dos vasos leva a um aumento na rigidez arterial e, inversamente, um aumento na rigidez pode levar a um aumento na rigidez arterial em PAS.

Atrofia muscular progressiva, fraqueza funcional, descalcificação dos ossos, aumento da espessura da parede dos vasos sanguíneos, aumento da gordura corporal total e diminuição da capacidade de coordenação são algumas das alterações morfológicas e fisiológicas criadas durante o processo de envelhecimento (81, 82). Portanto, a mesma neurodegeneração relacionada à idade que contribui para a diminuição da força de preensão manual (FPM) também pode estar associada ao comprometimento cognitivo. Descobertas inconsistentes sobre a direção da associação entre FPM e função cognitiva levaram a recomendações de estudos para examinar a associação bidirecional entre FPM e função cognitiva (103).

Objetivo geral

Ferman TJ, Smith GE, Boeve BF, Graff-Radford NR, Lucas JA, Knopman DS, et al. DESENHO DE PESQUISA: Rigidez arterial, desempenho cognitivo e força de preensão manual em idosos (idade > 70 anos).

Figura 3 - Fluxograma do estudo
Figura 3 - Fluxograma do estudo

Objetivo específico

Casuística

Os participantes foram recrutados nas clínicas médicas do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e por meio de convites a membros da comunidade em igrejas e no projeto de extensão para idosos da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Os testes vasculares, cognitivos e de força de preensão manual foram realizados nos laboratórios do Departamento de Clínica Médica da FCM da UERJ, no mesmo hospital. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido previamente aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE).

Cálculo amostral

Questões éticas

Desenho do estudo

  • Avaliação das características demográficas, clínicas e estilo de vida
  • Método de avaliação funcional – Inventário de depressão de Beck
  • Antropometria
  • Pressão arterial casual
  • Determinação de Parâmetros Hemodinâmicos Centrais
  • Velocidade da Onda de Pulso (VOP)

Peso corporal, altura, circunferência da cintura e quadril foram verificados por meio de avaliação antropométrica. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado dividindo-se o peso corporal (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). Após realizar seis medições em intervalos de um minuto enquanto o paciente estava sentado, uma medição foi realizada enquanto o paciente estava em pé.

A análise das ondas de pulso da artéria radial foi realizada por tonometria de aplanação para derivar as pressões arteriais centrais e outros parâmetros hemodinâmicos utilizando o sistema SphygmoCor (Atcor Medical, Sydney, Austrália). A pressão sistólica aórtica (PSao), pressão diastólica aórtica (PDao), pressão de pulso aórtica (PPao), aumento de pressão (AP - pressão de aumento) e índice de aumento (AIx) foram derivados da análise da forma de onda do pulso. A diferença de pressão entre o primeiro componente e a pressão máxima durante a sístole (aumento de pressão, AP) é identificada como a onda de pressão refletida no período da sístole.

O índice de aumento (AIx) é então definido como a relação entre o aumento da pressão e a pressão de pulso central, expresso em porcentagem, e também reflete a rigidez vascular (Figura 5). Além disso, como Aix é influenciado pela frequência cardíaca, foi derivado um índice de aumento normalizado para uma frequência cardíaca de 75 batimentos/min (índice de aumento em 75 – AIx75). Dados de alta qualidade, definidos como dados com índice de qualidade superior a 90%, foram derivados de um algoritmo que incluía altura média de pulso, variação da altura de pulso, variação diastólica e velocidade máxima de subida da onda periférica.

Legenda: Imagem da onda de pulso aórtica (direita) derivada da onda de pulso radial (esquerda) usando o sistema SphygmoCor. As ondas de pulso de todos os pacientes foram obtidas por via transcutânea com o aparelho COMPLIOR SP (Alam Medical, França), utilizando transdutores colocados sobre a artéria carótida direita e simultaneamente sobre a artéria femoral direita. Legenda: Ondas de pulso carotídeas (superior) e femorais (inferior) adquiridas pelo COMPLIOR-SP para medir a VOP central e periférica.

O subteste Raciocínio Matricial consiste em um livro de estímulos com quatro tipos de tarefas de raciocínio não-verbal: conclusão de padrões, classificação, analogia e raciocínio serial. Com o auxílio de um dinamômetro, modelo SAEHAN CORPORATION 973, Yangdeok-Dong (PO-BOX 426 Masan FreeTrade Zone) Masan 630-728, Coreia do Sul, o profissional tem a oportunidade de iniciar a mensuração da força de preensão manual. Para iniciar o teste, inicialmente foi realizada uma demonstração do aparelho e realizado um pré-teste para que o indivíduo se familiarizasse com ele (125).

Figura 4: Onda de pulso aórtica.
Figura 4: Onda de pulso aórtica.

Análise estatística

Imagem

Figura 1 - Projeção da população (revisão 2013).
Figura 2 - Projeção da população (revisão 2018)
Figura 3 - Fluxograma do estudo
Figura 4: Onda de pulso aórtica.
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Referências

Documentos relacionados

O objetivo do presente estudo foi avaliar o estado nutricional de pacientes com diferentes graus de DPOC e estudar a relação entre o índice de massa corporal e a função pulmonar em uma