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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Gestão de riscos para reduzir desastres naturais e construir cidades resilientes / Andréia dos Santos Cunha. Esta pesquisa tem como objetivo compreender como a gestão de riscos para a redução de desastres é importante para a construção de uma cidade resiliente.

Tema

Delimitação do Tema

No terceiro capítulo, com base no conceito de desastres e cidades resilientes, é feita uma análise da evolução da gestão de riscos para a redução de desastres a nível internacional, começando pela Agenda 2030 e pelos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável e depois no quadro de Yokohama . , o Quadro de Hyogo, o Quadro de Sendai para a Redução de Desastres, o Acordo de Paris e a Nova Agenda Urbana. Em seguida, ainda no terceiro capítulo, analisa-se a evolução normativa da gestão de riscos para redução de desastres no Brasil, bem como a criação da Proteção Civil, até a publicação do marco regulatório em 2012, quando a Política entra em vigor. Defesa Nacional e Defesa Civil, que deram um grande contributo para este tema.

Justificativa

O segundo motivo é que Petrópolis, ao lado dos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, se destacaram pelos impactos dos deslizamentos, enchentes e enchentes (com mortes) ocorridos em janeiro de 2011, após ser atingido pelo maior desastre natural de todos os tempos. no Brasil, também, pois apresenta do total do município) e do total do município) residentes no grupo de risco. É importante lembrar que em 2022 a região serrana foi alvo de novos grandes deslizamentos devido às fortes chuvas, por isso permanecem locais com grandes expansões de áreas de risco.

Tabela 1- População em Área de Risco por Unidade da Federação 2010 - Região Sudeste
Tabela 1- População em Área de Risco por Unidade da Federação 2010 - Região Sudeste

Problemática

Objetivos

Objetivo Geral

Objetivos específicos

Metodologia

Enquadramento da pesquisa na linha de pesquisa de Direito da Cidade

Contudo, a evolução social e o crescimento das cidades trouxeram um aumento dos riscos coletivos e uma nova perspectiva sobre a possibilidade de os indivíduos tomarem decisões sobre os riscos. No momento em que os riscos se tornam reais – por exemplo, sob a forma de um ataque terrorista – deixam de ser riscos e tornam-se catástrofes.

Riscos da expansão urbana na sociedade industrial moderna

A partir da segunda metade do século XX, as cidades passaram por grandes transformações, dando grandes passos no processo de urbanização, principalmente com o surgimento do regime fordista de acumulação. No Brasil, as favelas surgiram no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro, cujos principais motivos foram: marcar o início do crescimento desordenado das cidades.

Definição de Risco

A expansão desordenada do território urbano é, portanto, uma das principais causas do risco de desastres nas áreas urbanas, mas esta relação inerente entre desastres e áreas de risco é bastante recente, como será mostrado a seguir. Falta de programas educacionais que incluam elementos conceituais e conhecimentos sobre risco de desastres em seu currículo; o grau de preparação da população para lidar com situações de desastre.

Figura 2 - Fórmula para gestão de risco
Figura 2 - Fórmula para gestão de risco

Capacidade de Proteção ecológica como método para gestão de riscos

Após esta análise é possível determinar um limite teórico mínimo da capacidade de suporte do ecossistema urbano. Existem dois métodos básicos utilizados para avaliar a capacidade de proteção ecológica: métodos de avaliação matemática e o modelo ecológico.

Desastres Naturais

A proteção civil do estado do Rio de Janeiro também aponta que o maior risco de desastres hidrológicos naturais ocorre entre dezembro e fevereiro. Cheia de 2001 Capital Rio de Janeiro, Petrópolis, Paracambi, Duque de Caxias, Belford Roxo, Niterói, Japeri, Bom.

Figura 4 - Principais Desastres no Brasil
Figura 4 - Principais Desastres no Brasil

Cidade resilente

Todas as instituições relevantes para a resiliência de uma cidade são fortalecidas para que tenham as capacidades necessárias para desempenhar as suas funções. A ligação social e a cultura de ajuda mútua são fortalecidas através de canais de comunicação comunitários, educativos e multimédia. A resposta eficaz a catástrofes é garantida através do estabelecimento e da actualização regular de planos de preparação, da ligação a sistemas de alerta precoce e do aumento das capacidades de emergência e de gestão através de exercícios de preparação pública.

Evolução internacional

A partir daí, a ideia de gestão de riscos e prevenção de desastres começou a se espalhar e a ganhar força. Em 1999, foi organizado um fórum para encerrar a década e foi criado o UNISDR, actualmente UNDRR, o Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. Reduzir substancialmente o risco de catástrofes e a perda de vidas, meios de subsistência e saúde, bem como os recursos económicos, físicos, sociais, culturais e ambientais de pessoas, empresas, comunidades e países.

Figura 9 - Acordos celebrados para gerenciamento de desastres
Figura 9 - Acordos celebrados para gerenciamento de desastres

Desenvolvimento Sustentável

O desenvolvimento sustentável pode ser alcançado através de uma série de políticas que possam simultaneamente garantir um aumento do rendimento nacional e o acesso aos direitos sociais básicos (segurança económica, acesso aos cuidados de saúde e à educação) e reduzir o impacto do aumento da produção e do consumo no ambiente. Com a ideia de desenvolvimento sustentável, a capacidade de suporte ecológico tornou-se objeto de muitos estudos, a fim de compreender como seria possível alcançar o desenvolvimento sustentável. Portanto, o desenvolvimento sustentável preocupa-se em gerar riqueza, mas a diferença está no objetivo de distribuí-la, para melhorar a qualidade de vida de toda a população, tendo em conta a qualidade ecológica do planeta. 2021, pág. 44).

O Escritório da ONU para redução de riscos de desastres – UNDRR

Objectivo Estratégico 2: Reforçar a governação para a redução do risco de catástrofes aos níveis global, regional, nacional e local. Objectivo Estratégico 3: Catalisar investimentos e acções de redução do risco de catástrofes através de parcerias e envolvimento com as partes interessadas. Todas as atividades da ONU destinadas a reduzir os riscos de catástrofes são realizadas através da UNDRR.

Acordos Internacionais

  • Agenda 2030
  • Estratégia e Plano de ação de Yokohama
  • O Marco de Hyogo
  • O Marco de Sendai
  • O acordo de Paris sobre o Clima
  • Nova Agenda Urbana

Em 2000, os estados membros das Nações Unidas adoptaram a Estratégia Internacional para o Risco de Desastres (EIRD/ISDR) como um mecanismo para continuar a Década Internacional da Redução de Desastres Naturais (IRDN) 1990-1999. Conheça o risco e tome medidas: Identifique, avalie e monitorize os riscos de desastres e melhore os avisos e alarmes; O Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (Quadro de Sendai) foi o primeiro grande acordo na agenda de desenvolvimento pós-2015 e oferece aos Estados-Membros ações concretas para proteger os ganhos de desenvolvimento do risco de desastres.

Figura 10- Resiliência e Desenvolvimento sustentável
Figura 10- Resiliência e Desenvolvimento sustentável

Campanha Construindo cidades resilientes

Construindo cidades resilientes: minha cidade está se preparando

Garantir que todos os departamentos compreendam o seu papel na redução e preparação do risco de desastres. Preparar avaliações de risco e utilizá-las como base para planos de desenvolvimento urbano e tomada de decisões. A segunda fase da campanha, que começou em 2016, centra-se na implementação de planos de redução do risco de catástrofes e visa garantir que os compromissos dos governos sejam integrados no contexto local.

Figura 15- Processo de Implantação Plano Cidade Resiliente
Figura 15- Processo de Implantação Plano Cidade Resiliente

MCR – 2030: Making Cities Resilient

Para o efeito, a protecção civil nacional, através do seu ponto de contacto nacional para a campanha, o Tenente-Coronel BM Watanabe, e com representantes das Coordenações Regionais de Protecção Civil (REDECs), bem como os responsáveis ​​pelos projectos e produtos desenvolvidos pela o SUOP, estão a organizar ciclos de reuniões em cada região, de forma a apresentar a importância de cada medida e proporcionar/facilitar as condições necessárias à sua implementação. 2. – Orientar os coordenadores municipais de proteção e proteção civil que já se candidataram para desenvolver atividades do MCR2030. Aspecto essencial 3: Fortalecer a capacidade financeira para a resiliência. Aspecto essencial 4: Promover um planeamento flexível do desenvolvimento urbano.

Figura 17 - Etapas MCR 2030
Figura 17 - Etapas MCR 2030

Normas Técnicas e Indicadores

Indicadores de resiliência urbana

Percentagem de áreas naturais dentro da cidade sujeitas a avaliação ecológica dos seus serviços de proteção. Despesas anuais para atualização e manutenção de ativos de serviços urbanos como percentagem do orçamento total da cidade. Despesas anuais de planejamento de gestão de emergências como porcentagem do orçamento total da cidade.

Figura 22 - ISO 37123 como meio de certificação de resiliência
Figura 22 - ISO 37123 como meio de certificação de resiliência

Certificação ABNT para cidades resilientes

Para manter o certificado, a cidade deverá fazer uma solicitação de renovação anual por meio do processo de manutenção da certificação. Segundo informações da ABNT, o primeiro certificado de resiliência urbana de acordo com a ISO 37123 foi emitido no dia para a Prefeitura de São José dos Campos, tornando São José dos Campos a primeira cidade brasileira a receber esse tipo de certificação. Em todos os casos, a certificação desenvolvida pela ABNT divide a classificação em quatro níveis para cada norma: Bronze, Prata, Ouro e Platina, dependendo do número de indicadores certificados.

Figura 24 - Níveis de certificação e quantidade de indicadores necessários
Figura 24 - Níveis de certificação e quantidade de indicadores necessários

Gestão dos Riscos para Redução de desastres no Brasil

Previsão Constitucional

Contudo, é importante lembrar que o desenvolvimento urbano e a promoção das funções sociais da cidade são promovidos pelo município, através do plano diretor, que deve implementar programas e estratégias para lidar com desastres no nível municipal. 5 A Polícia Militar é responsável pelo policiamento aberto e pela manutenção da ordem pública; Os bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, são responsáveis ​​pela execução das atividades de defesa civil. Desta forma, em caso de desastre, cabe à Defesa Civil, vinculada ao Corpo de Bombeiros do Estado onde ocorreu a tragédia, prestar atendimento à população atingida.

Evolução normativa e criação da Defesa Civil

1993 O Decreto nº 895 reorganiza o Sistema Nacional de Defesa Civil (SINDEC) e amplia as atribuições e o número de órgãos federais no Conselho Nacional de Defesa Civil (CONDEC). Também realizou a elaboração de planos de emergência e a criação do que hoje é denominado Centro Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC). Nesse período, foram desenvolvidos o Sistema Nacional de Defesa Civil (SINDEC), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), a redação da Política Nacional de Defesa Civil (BRASIL, 2007), a conceituação básica e a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres ( Cobrade) (BRASIL, 2012c), bem como o desenvolvimento de diretrizes, metas e do plano diretor de defesa civil.

Foto 4 - Desastre Serra das Araras 1967
Foto 4 - Desastre Serra das Araras 1967

Lei 12.608/2012: Marco regulatório da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil -

A primeira mudança foi em relação à nomenclatura do Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), que passou a ser denominado Sistema Nacional de Defesa e Defesa Civil (Sinpdec) para se adequar aos padrões internacionais de Defesa e Defesa Civil (CNM, 2015). IV - incluir a redução do risco de desastres e as ações de proteção e defesa civil entre os elementos da gestão do território e do planejamento da política setorial; I - criar órgãos municipais de proteção civil, de acordo com os procedimentos determinados pelo órgão central do Sistema Nacional de Proteção e Proteção Civil;

Figura 26- Fases de atuação Defesa Civil
Figura 26- Fases de atuação Defesa Civil

Estudo de Caso a partir dos Indicadores ISO 37123

  • Meio Ambiente e Mudanças Climáticas: 8.4. Frequência anual dos eventos de
  • Meio Ambiente e Mudanças Climáticas: 8.7. Frequência anual de eventos de
  • Finanças: 9.1 Despesas anuais com atualização e manutenção dos ativos de serviços
  • Finanças: 9.2. Despesas anuais com atualização e manutenção de infraestruturade
  • Finanças: 9.5. Despesas anuais com planejamento do gerenciamento de emergências
  • Segurança: 15.1. Porcentagem da população da cidade coberta por sistemas de alerta
  • Planejamento urbano: 21.1 Porcentagem da área da cidade coberta por mapas de

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como o gasto anual com manutenção e atualização dos ativos de serviços urbanos como percentual do orçamento total da cidade. Despesas anuais com atualização e manutenção da infraestrutura de águas pluviais como percentual do orçamento total da cidade. O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como despesas anuais de planeamento de gestão de emergências como uma percentagem do orçamento total da cidade.

Gráfico 1 - Frequência anual de Tempestade Extrema em Petrópolis
Gráfico 1 - Frequência anual de Tempestade Extrema em Petrópolis

Resultado dos indicadores

Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defesa-civil/defesa-civil-no-brasil-e-no-mundo-1/cidades_resilientes_campanha_anterior_material.pdf. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/protecao-e-defence-civil/Caderno_GIRD10__.pdf. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/protecao-e-defesa-civil-sedec.

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Tabela 1- População em Área de Risco por Unidade da Federação 2010 - Região Sudeste
Figura 5 - Regiões de provável inundação ERJ
Figura 4 - Principais Desastres no Brasil
Figura 6- Época de maior incidência de Inundação no ERJ
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Referências

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