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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Reflexões da formação docente: uso de tecnologias digitais na prática profissional / Clarisse de Mendonça e Almeida. Os professores desenvolvem diferentes estratégias e metodologias no processo de ensino e aprendizagem dependendo do percurso formativo.

Educação e tecnologias digitais

Este é um caminho que ultrapassa a formalidade e as limitações das instituições de ensino, mas é legitimado pelo intercâmbio entre diferentes atores e pelas possibilidades de aquisição de conhecimento que advém das tecnologias digitais. Ou seja, estamos falando de um processo educativo que ultrapassa a formalidade e o enquadramento das instituições educativas, mas é legitimado pelo intercâmbio entre diferentes atores e pelas possibilidades de aquisição de conhecimentos que surgem das tecnologias digitais.

Docência e competências digitais

Imigrantes e nativos digitais

A categoria de nativos digitais (PRENSKY, 2001) é uma geração de indivíduos nascidos a partir de 1990 que se comunicam simultaneamente com diversas mídias, aprendem através da lógica não linear dos hipertextos e. Os educadores nascidos após 1990, embora possam ser categorizados como nativos digitais segundo a classificação de Prensky (2001), seriam formados para o exercício profissional por meio de processos por vezes ultrapassados ​​e tradicionais e não mais relacionados ao comportamento e.

Novas exigências para a formação docente

Adaptando-se às “necessidades atuais da sociedade”, as lacunas que se abrem pelas novas experiências – aqui, neste caso pela proximidade das tecnologias digitais – parecem ser algo indissociável da prática docente (MASETTO, 2012). ) dada a sua importância social e política (CUNHA, 2013). O primeiro passo pode ser a necessidade de uma melhor compreensão da formação de professores do ponto de vista da atitude perante as tecnologias digitais que consideramos naturais para esta geração e para a realidade em que vivemos.

Os saberes dos professores

Segundo Pimenta (2007), é na sala de aula, como espaço de autoestudo, reflexão e prática, que muito conhecimento é legitimado. E isso vai ao encontro dos temas previamente pensados ​​sobre as competências digitais e a experiência e escolhas de cada pessoa sobre o que se faz com esta proximidade. É um conhecimento que se cria no dia a dia, nas escolhas e na liberdade de cada pessoa.

É na formação inicial que se inicia o processo de construção da identidade do professor (NÓVOA, 1995; PERRENOUD, 2000) e de aquisição dos conhecimentos necessários ao exercício profissional. O chamado conhecimento docente é entendido como aquele que não provém de uma única fonte, mas é alimentado por múltiplas fontes de formação que ajudam a desenhar, por exemplo, as representações da vida escolar, a definição do ensino e da aprendizagem e o papel da o aluno e o professor (PERRENOUD, 1999). A todo momento, o lugar do ensino vai sendo substituído e repensado, alimentado pelas múltiplas fontes que compõem o saber docente.

Quando propomos uma relação entre o pensamento de Tardiff (2012) e Freire (1996), o conhecimento educacional é construído como conhecimento construído na intersecção com a sala de aula e os sujeitos.

Reflexões sobre a formação docente do futuro

Nessa trajetória penetram inúmeras influências como, por exemplo, as emergentes da realidade dos sujeitos envolvidos em relação aos conceitos atuais de tempo e espaço e às práticas sociais que envolvem o uso de tecnologias digitais. Portanto, surge a necessidade de refletir, conforme proposto nesta investigação, o que seria o ensino que se constitui por meio de modelos de ensino a distância de acordo com a realidade hiperconectada da sociedade atual. Referindo-nos mais especificamente a esta investigação, propomos uma abordagem de ensino que corresponda ao contexto contemporâneo de hiperconexão, apoiado nas tecnologias digitais e nas consequências de tal experiência.

A formação é responsável por desenvolver uma racionalidade crítica que apoie os professores na identificação dos problemas que enfrentam, contextualizando-os e delineando processos de ação que os afetem positivamente. O próximo ponto desta reflexão nos leva ao debate sobre a flexibilidade curricular que se aproxima da realidade tecnologicamente enfatizada e interligada de professores e alunos. O acesso aos dispositivos tecnológicos não é suficiente se não considerarmos a experiência de uma forma que a torne mais significativa e coerente, incluindo repensar o que se espera do professor no seu papel.

A análise de conteúdo teve como objetivo enriquecer a experiência de pesquisa deste estudo ao utilizar a frequência com que determinados itens são percebidos entre as respostas (BARDIN, 2011).

Figura 1: Procedimentos da pesquisa
Figura 1: Procedimentos da pesquisa

Etapa da entrevista semiestruturada

A análise do conteúdo coletado por meio de entrevistas semiestruturadas gerou as questões necessárias para a elaboração de um questionário que foi enviado on-line para uma maior parcela dos respondentes. Tal como no caso específico desta investigação, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com recurso a ferramentas de comunicação assíncrona, pretendendo-se optar por uma forma eficiente de recolha de dados escritos, ricos e detalhados entre aqueles que não têm possibilidade de comparecer presencialmente. -entrevista presencial. (GIBSON, 2019). O primeiro eixo centrou-se essencialmente na relação entre estes professores e as ferramentas digitais durante o curso de licenciatura a distância.

O segundo eixo questionou sobre o possível impacto que a utilização destas ferramentas digitais teve na formação e na prática, permitindo-lhes partilhar experiências negativas ou positivas. Como o tipo de curso que você escolhe (ensino a distância) influencia de alguma forma o uso de ferramentas digitais durante sua atividade educacional? Na busca por potenciais entrevistados, os coordenadores dos cursos de formação a distância do estado do Rio de Janeiro que atendiam à necessidade da pesquisa foram contatados via e-mail, mensagens do Facebook e WhatsApp, para que pudessem compartilhar as intenções da pesquisa junto aos egressos existentes. estudantes e, assim, recrutar potenciais respondentes.

Com os nomes dos potenciais entrevistados em mãos, iniciou-se a fase de apresentação pessoal do pesquisador e dos objetivos da pesquisa.

Etapa do questionário

Insumos para a elaboração do questionário

Embora houvesse claramente uma percepção de que nem todos os potenciais possíveis decorrentes da utilização de recursos digitais foram plenamente realizados. Ficou claro que as implicações dessa temática não se esgotaram no momento da formação, levando-os a construir caminhos para o uso e incorporação de recursos digitais durante a prática profissional a partir de então. Neste ponto, no questionário para o macrogrupo, desdobramos questões sobre a possibilidade de utilização ou não de recursos digitais nas aulas que os participantes sugeriram, e questões sobre quais recursos utilizam e para quais finalidades.

As habilidades desenvolvidas são diversas, desde ser engenhoso em uma apresentação de slides, mas também usar vídeos sobre um tema, usar o celular em sala de aula como diferencial em pesquisas, fotografar experimentos, criar grupos de WhatsApp com alunos para tirar dúvidas, usar Datashow nas aulas , crie blogs e fóruns, plataformas com atividades e muitas outras possibilidades. A questão das competências digitais levou-nos posteriormente a desenvolver questões no questionário sobre as dificuldades – e como compensar esse défice de formação – relativamente à utilização de recursos digitais na sala de aula. As sessões síncronas foram assim multiplicadas e distribuídas através de meios de videoconferência, tentando transferir as ações inicialmente pensadas para o ensino presencial para o cenário remoto.

Segundo a UNESCO, países de todo o mundo encerraram atividades presenciais e a maioria optou por utilizar recursos digitais gratuitos e plataformas de ligação remota, bem como iniciativas de apoio ao estudo através da televisão e da rádio, para continuarem a sua formação académica. calendário.

O questionário estruturado

Acreditava-se que desta forma seria possível detectar quais elementos foram decisivos na trajetória de formação de professores de forma que resultasse na definição e integração da tecnologia na prática de sala de aula, evidenciando possíveis padrões de formação e experiências que poderiam ser repetidas. O objetivo foi mapear se existe realmente um processo de start-up que decorre de forma familiar ou é acompanhado de contratempos. 7 – Se você não tem problemas em usar ferramentas digitais com seus alunos, qual o motivo?

O objetivo era entender se a proximidade dos alunos e de outros professores levaria à colaboração para trabalhar com ferramentas digitais. 11 – Durante a pandemia e o encerramento das instituições de ensino, foi obrigado na sua prática profissional a trabalhar com ferramentas digitais com as quais não estava familiarizado, no chamado ‘ensino emergencial a distância’. Mas tive que aprender a usar diversas ferramentas digitais que não conhecia e aplicá-las aos alunos;

Com o questionário já revisado e definido, iniciou-se a fase quantitativa para enviá-lo ao grupo “macro” de egressos formados em cursos a distância e já atuantes em regime presencial, para verificar se as hipóteses inicialmente levantadas, eram relevantes.

Resultados dos questionários

Quanto à questão de quais ferramentas digitais o entrevistado teve acesso durante a formação, percebemos – confirmando os resultados das entrevistas semiestruturadas – que os recursos que poderiam ser incluídos no modelo de ensino a distância não são totalmente utilizados. Quanto aos objetivos traçados com a utilização de ferramentas digitais em suas aulas, os resultados nos fornecem informações adequadas para novas discussões. Uma proporção menor, mas ainda sujeita a consideração, afirma não estar familiarizada com ferramentas digitais.

Pesquisas mostram que a falta de investimento em tecnologias e equipamentos nas instituições de ensino resulta muitas vezes no manuseio e utilização de recursos próprios do professor ou do aluno (como notebooks e celulares). Entre as respostas às últimas questões, ainda há um claro problema em encontrar instituições de ensino públicas ou privadas que invistam integralmente em equipamentos de qualidade ou na Internet que possam dar conta das possibilidades de ensino através de ferramentas digitais. Há também uma variedade de integrações reconhecidas, como o uso de plataformas, redes sociais, aplicativos e podcasts na prática educacional.

Os professores tiveram que aceitar o seu desconhecimento sobre as diversas ferramentas digitais e aprender a enfrentar as novas exigências que lhes são impostas (FERRI et al, 2020, ASSUNAÇÃO FLORES, 2020, Comissão Europeia, 2021).

Gráfico 4 – Faixa etária dos entrevistados
Gráfico 4 – Faixa etária dos entrevistados

Impressões e indagações para o futuro

Porém, há preocupação dos entrevistados, principalmente em interagir com outras pessoas envolvidas no desenvolvimento de práticas que incluem o uso de aplicativos, redes sociais e vídeos para apoiar o processo de ensino-aprendizagem. Embora a formação tenha utilizado fóruns, e-mails e sessões de videoconferência, a experiência de ensino parece ser diferente quando se dá aulas presenciais. Sob influência de intercâmbios com outros professores e alunos, há predomínio no uso de redes sociais, aplicativos, podcasts e plataformas educacionais, o que por si só já demonstraria maior interação e comunicação entre as partes, diferente do que é vivenciado durante a formação.

Embora os entrevistados desenvolvam estratégias de ensino utilizando interfaces digitais, eles não as exploram em sua totalidade e em suas possibilidades. 3 – O ensino a distância – apoiado pela tecnologia – tem de alguma forma inspirado você a desenvolver estratégias de ensino em suas aulas presenciais utilizando uma ferramenta digital. 6 - De que forma o tipo de curso que escolhe (ensino a distância) influencia de alguma forma a utilização de ferramentas digitais durante a sua atividade educativa?

1 - “Tive acesso ao uso de fóruns em pouquíssimos assuntos, pouco uso de vídeos do YouTube, produzimos um wiki e um blog”. Durante o processo de graduação não fui formado nesse sentido, não me preparou para ser um profissional que trabalha com o uso da tecnologia em sala de aula, me preparou para ser pedagogo, desenvolveu em mim as competências necessárias para isso. 6 – “Durante minha atividade docente em sala de aula, quase não utilizo, mas incentivo os alunos a utilizarem sempre videoaulas para esclarecer eventuais dúvidas”.

Imagem

Figura 1: Procedimentos da pesquisa
Gráfico 4 – Faixa etária dos entrevistados
Gráfico 5 – Instituição onde os entrevistados cursaram  a licenciatura
Gráfico 6 – Ano de término da licenciatura a distância
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Referências

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Erick Felinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ, Brasil Francisco Rüdiger, Pontifícia Universidade Católica e Universidade Federal do Rio Grande do Sul