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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Representações cartográficas como ferramenta de coleta de dados na prática de avaliação da aprendizagem em geografia. Discutir o papel das representações cartográficas como ferramenta de coleta de dados no processo de ensino-aprendizagem em geografia;

Tipo da pesquisa

Os estudos de caso tentam representar os pontos de vista diferentes e por vezes contraditórios presentes numa situação social. Os relatórios de estudos de caso utilizam linguagem e forma mais acessíveis do que outros relatórios de pesquisa (LÜDKE AND ANDRÉ, 1986, p. 18-20).

Caracterização dos sujeitos da pesquisa

Os sujeitos professores

Nessa abordagem, os dados são transmitidos à comunidade por meio de processos de argumentação ou diálogo para compreender suas percepções da realidade e orientá-la durante o processo de transformação da situação em estudo. De forma dinâmica, as ações são realizadas por meio de reuniões e encontros onde participam pessoas de diversos grupos envolvidos no problema observado, pois neste estudo podem mesclar os elementos da pesquisa-ação com outras técnicas qualitativas, como observação, entrevistas. , entre outros.

Os sujeitos alunos

Além disso, esta escolha está vinculada à abordagem dos professores da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – FFP/UERJ, a partir da implementação de projetos do curso de licenciatura em Geografia presentes em ambas as instituições escolares. Justifica-se também pelo interesse e disponibilidade dos professores em participar de atividades relacionadas a esta pesquisa, o que cria uma relação harmoniosa com a possibilidade de novas formas de continuidade do estudo e também uma rica troca de conhecimentos sobre a prática docente entre o pesquisador e o professores selecionados.

Os espaços de investigação

O município de São Gonçalo

Os principais fatores que levaram São Gonçalo a uma potência industrial, não só em nível estadual, mas também em nível nacional, foram: a proximidade com a antiga capital do antigo estado do Rio de Janeiro, Niterói, cidade com a qual São Gonçalo Fronteiras de Gonçalo; Sua geografia, com superfície plana de 45 km², sendo considerada propícia para uma atividade industrial de proporções merecidas (Federação das Indústrias do Estado da Guanabara, 1969); o preço médio da terra em Gonçalo, mais barato que o da capital, Niterói (IBGE 1957) e uma grande disponibilidade regional de mão de obra gratuita em decorrência das pequenas propriedades rurais que existiam no município e cidades vizinhas. O principal motivo foi a não inclusão de São Gonçalo no projeto nacional de industrialização através de empresas estatais promovidas pelo governo federal na época (meados da década de 1950), tendo o município uma infraestrutura antiga e já insegura que não conseguia suporte mais longo. o fluxo intenso que surge como resultado do tremendo crescimento econômico-industrial e populacional.

O bairro da Trindade

Pode-se observar um grande número de vetores nocivos ao meio ambiente, desde o despejo de esgoto sanitário, lixo e entulho nos rios que correm pelo bairro, até o despejo destes em terrenos baldios. Outro ponto a ser destacado é a implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) junto ao CIEP 439 que receberá todo o esgoto de Trindado além dos bairros vizinhos.

As escolas pesquisadas

Etapas de levantamento das informações

  • Pesquisa bibliográfica
  • Questionários
  • Observação
  • Entrevista
  • Análise das atividades didáticas

As representações cartográficas são uma importante ferramenta na coleta de informações para o processo de ensino-aprendizagem em Geografia. As observações de aula ocorreram com dois professores da Rede Estadual de São Gonçalo – RJ, e tiveram como objetivo identificar a presença da cartografia nas atividades avaliativas e a forma como as representações cartográficas são utilizadas em sala de aula.

Apontamentos sobre a educação geográfica

Dessa forma, discute os objetivos do ensino de geografia, sistematizados na formação de uma consciência espacial para leitura de mundo, por meio da assimilação pelos alunos de um conjunto de conceitos e para uma seleção e organização de conteúdos significativos e socialmente relevantes. ... O desenvolvimento da consciência cívica espacial consiste, assim, em favorecer uma visão crítica e mais complexa do mundo e contribuir para a leitura do quotidiano dos alunos com o objectivo de alcançar um espaço mais democrático através da formação de uma cidadania crítico-participativa.

A avaliação da aprendizagem em Geografia: desafios, perspectivas e

Os pais dos alunos também contribuem para fortalecer esse pensamento, pois se interessam pelos resultados finais dos filhos sem se preocuparem com a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação ocupa um momento de destaque nas escolas, pois é percebida por muitos como um fim e não como um meio, tornando-se mais importante do que o próprio processo de ensino-aprendizagem. Esse planejamento é essencial para que o processo de avaliação seja bem organizado e auxilie no processo de ensino-aprendizagem.

Ou seja, se o professor não tiver clareza sobre “O que é avaliação?”, “Por que devemos avaliar?” ou “Como devemos avaliar?”, certamente o processo ensino-ensino será prejudicado. Por fim, a relação entre a questão dos instrumentos de recolha de dados e as suas implicações no processo de avaliação da aprendizagem são temas que serão discutidos na próxima secção.

A construção de instrumentos para a coleta de dados para a avaliação

Uma ferramenta de recolha de dados deve conter apenas o conteúdo essencial que constitui uma determinada entidade. Ou seja, conteúdos secundários não devem ser utilizados em práticas avaliativas para verificar se o aluno não está distraído. Existem muitas maneiras de tornar um instrumento inadequado para a prática de coleta de dados para avaliação. Quanto à sistemática que um instrumento de coleta de dados deve ter para avaliação da aprendizagem, Luckesi (2011) afirma que o educador não pode elaborar as questões a partir de uma seleção aleatória e arbitrária do conteúdo que será avaliado.

A escolha de um instrumento de coleta de dados, levando em consideração a sistematicidade dos conteúdos abordados, pode ser um passo importante para a superação do autoritarismo presente em algumas avaliações em nossas escolas. Portanto, a importância de um instrumento de coleta de dados para avaliação da aprendizagem está relacionada à sua capacidade de fornecer informações sobre o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, por meio dele é possível tomar consciência do que foi aprendido e do que não foi aprendido. . ensinar e redirecionar o aluno quando necessário.

As representações cartográficas como um instrumento de coletas de

As representações cartográficas podem contribuir muito para o processo de aprendizagem a partir do momento em que priorizam a análise das questões espaciais. O acesso e a utilização dos produtos criados pelas geotecnologias tornam-se essenciais, pois possibilitam abordagens mais significativas para os alunos e priorizam o processo de ensino e aprendizagem de geografia. Dado que o verdadeiro objectivo da avaliação é diagnosticar problemas relevantes para o processo de aprendizagem, e sempre que esses problemas necessitem de ser redireccionados para a sala de aula, é imperativo identificar os erros dos alunos para que os problemas que surjam possam ser resolvidos.

A avaliação, que é utilizada em momentos individuais, para efeitos de classificação, está muito distante da avaliação como elemento complementar do processo de aprendizagem. Um calendário fixo muitas vezes prejudica a avaliação como processo de ensino e aprendizagem, tudo é apressado para cumprir os prazos (PR14) (FERREIRA, 2016).

As representações cartográficas nas práticas avaliativas das

O mapa mental torna-se importante para explorar o conhecimento que os alunos possuem sobre a realidade e os fenômenos que serão representados, por meio do qual o professor poderá compreender as dificuldades ao longo do processo de aprendizagem. No primeiro encontro com a professora 04 percebeu-se que a Cartografia é vista mais como um conteúdo da Geografia do que como uma linguagem a ser desenvolvida com os alunos. Considerando as horas observadas pelo professor 05 no CIEP 408, ficou claro que os alunos são muito dispersos e participam pouco durante a explicação do conteúdo.

Esse modelo envolveu os alunos na construção de um no bairro Trindade, utilizando embalagens recicláveis. Através da produção do texto, os alunos descobriram uma consciência crítica dos assuntos abordados pelo professor através da construção de maquetes.

Entrevista com as professoras

Na sala seguinte para a Ásia, o título provisório era “A Face Asiática”. Regionalizei a Ásia, mostrando as diferenças regionais e ajudando o aluno a saber como encontrar o seu caminho. Para o professor 04 não existe nenhuma limitação que impossibilite o uso da cartografia em sala de aula. Quanto aos recursos didáticos que utiliza para trabalhar a Cartografia no ensino de Geografia, a professora 05 revela aspectos importantes da construção de maquetes com os alunos, que foram analisados ​​pela pesquisadora durante as observações em sala de aula.

Ao utilizar recursos cartográficos em sala de aula, a professora 04 disse que utiliza basicamente mapas e globos, mas o CIEP 439 possui uma grande variedade de materiais disponíveis no laboratório de Geografia. E podemos usar esse recurso em sala de aula, e você pode mostrar para o aluno, por exemplo.

Atividades em sala de aula: uma proposta de avaliação da

Atividades didáticas do CIEP 408 - Sérgio Cardoso

A primeira atividade, que desenvolvemos com os alunos do 6º ano do ensino fundamental, teve como objetivo diagnosticar as ideias cartográficas e a percepção espacial que cada aluno tem sobre seu bairro e o entorno da escola, por meio da criação de uma representação cartográfica dessa vivência. espaço. Por fim, com base na exibição de mapas mentais, avaliamos os elementos que os alunos percebem no espaço de convivência. O objetivo desta atividade17 foi localizar o bairro escolar no mapa do município de São Gonçalo e representar os espaços nos quais os alunos reproduzem suas relações cotidianas, ou seja, espaços de educação, lazer, atividades religiosas e culturais.

Por fim, os alunos compararam o mapa mental que haviam feito espontaneamente com esta representação do bairro do Google Maps. Quando perguntado: "O que você gostaria de mudar?" os alunos apontaram a construção de áreas de lazer, a busca.

Atividades didáticas do CIEP 439 – Luiz Gonzaga Junior

Ao final da aula, os alunos foram orientados a trazer para a próxima aula uma embalagem de produtos que sua família utiliza diariamente. As atividades, desenvolvidas com alunos do 6.º ano do ensino básico e baseadas em jogos de geografia, utilizaram imagens de satélite obtidas no Google Earth e tiveram como objetivo proporcionar atividades práticas que incentivassem a participação dos alunos através de jogos e desafios como a discussão de conteúdos de geografia, articulados com cidade de São Gonçalo. Apesar dessas dificuldades, os alunos conseguiram montar as peças com base no conhecimento de outras figuras, o que facilitou a dinâmica.

Além disso, a partir da criação das representações cartográficas, os alunos participaram ativamente do processo de construção do conhecimento, acompanhando cada etapa da criação de um mapa, que inclui as noções de: proporcionalidade; coordenação de pontos de vista; Com base na realidade que os rodeia, os alunos observaram, descreveram, representaram e analisaram os elementos que compõem o espaço.

Referências

Documentos relacionados

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Comunicação Social Programa de Pós-Graduação