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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Na cultura e na economia

Breve histórico da expansão do tabagismo

  • No mundo
  • No Brasil

No início do século XX, alguns investigadores concluíram que a nicotina era responsável pelo uso compulsivo de produtos do tabaco. Quando os primeiros portugueses chegaram ao país, no início do século XVI, encontraram o cultivo do fumo em quase todas as tribos indígenas.

Aspectos econômicos do tabagismo no Brasil

Como resultado, as autoridades governamentais têm utilizado uma série de estratégias e medidas no campo econômico, que juntas contribuem para medidas de controle do tabaco no Brasil. As complicações do tabaco são a maior causa de doenças e mortes evitáveis ​​em todo o mundo.

Figura 1- Quantidade das exportações brasileiras de tabaco.
Figura 1- Quantidade das exportações brasileiras de tabaco.

Na propaganda

Como alternativa à regulamentação da publicidade, as empresas tabaqueiras expandiram o seu marketing nos pontos de venda. Outra ação importante foi a inclusão de advertências sanitárias, com fotografias marcantes, nas embalagens dos produtos de tabaco a partir de 2001.

Figura 4 - Propaganda Virginia Slims®.
Figura 4 - Propaganda Virginia Slims®.

Na saúde pública

Controle do Tabagismo

Contudo, a ação governamental em nível federal só começou a ser institucionalizada em 1985, com a criação do Grupo Consultivo Brasileiro para o Controle do Tabaco (GACT) e em 1986, com a criação do Programa Nacional de Controle do Tabaco. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) visa reduzir a prevalência do tabagismo em nosso país e, consequentemente, a morbimortalidade por doenças relacionadas ao tabaco.

Na legislação

Lei nº. A Lei 9.294, de 15 de julho de 1996, proibiu o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em espaços coletivos, privados ou públicos, como repartições públicas, hospitais e centros de saúde, salas de aula, bibliotecas, espaços de trabalho coletivo e salas de teatro e cinema - exceto nas salas dedicadas exclusivamente a esse fim, devidamente isoladas e com ventilação adequada. Especificamente para o estado do Rio de Janeiro, em 17 de agosto de 2009, a Lei nº. A Lei nº 5.517 proibiu o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em locais de uso coletivo. , público ou privado.

Teoria das Representações Sociais

Moscovici introduz a teoria das representações sociais, enfatizando a existência de uma sociedade pensante, que absorve e produz conhecimento, através de indivíduos e grupos que pensam de forma autônoma e a todo momento produzem e comunicam representações. Estas constelações intelectuais, uma vez estabelecidas, fazem-nos esquecer que são o nosso trabalho, que têm um começo e que terão um fim, que a sua existência no exterior traz a marca de uma passagem pelo interior do psiquismo individual e social . Ao nomear algo, libertamo-lo de um anonimato inquietante, para lhe fornecer uma genealogia e incluí-lo num complexo de palavras específicas, para realmente localizá-lo na matriz identitária da nossa cultura.”

Segundo Sá (1998, p. 69), identificar o processo de ancoragem na formação das representações sociais é uma tarefa complexa “pela dificuldade intrínseca de sua identificação, o que exigiria a realização de pesquisas históricas sobre a vida e o pensamento popular, para as quais sejam confiáveis fontes não são fáceis de encontrar. É o conhecimento que os indivíduos de uma determinada sociedade ou grupo social desenvolvem sobre parte ou toda a sua existência.

Abordagem Estrutural das Representações Sociais

Sá diz que a dimensão do “campo de representação” é um aspecto privilegiado na teoria do núcleo central. O que parece mais importante (..) é que as noções de núcleo central ou princípio organizador definem essencialmente “uma estrutura que organiza os elementos da representação e lhes dá significado”. O núcleo central, que determina o significado, a constância e a permanência, resistirá então à mudança, pois qualquer modificação do núcleo central provoca uma transformação completa da representação.

Além do sistema central, existe o sistema periférico, constituído por elementos periféricos posicionados em torno do núcleo central e caracterizado por ser determinado de forma mais individual e contextualizada. Isto acontece porque, diferentemente da estabilidade do núcleo central, os elementos periféricos constituem o aspecto móvel e evolutivo da representação.

As relações entre práticas e representações sociais

E forneceu um critério claro e objetivo para o estudo comparativo das representações sociais, que foi utilizado no estudo empírico desta tese. A suposta influência das representações sociais nas práticas traduz-se em: o que faço depende do que penso, do que acredito, do que “calculo”. É apropriado tomar as representações como condição das práticas, e as práticas como agente de transformação das representações”.

No que diz respeito à teoria das representações sociais, trata-se de uma forma de pensamento socialmente construída, baseada na tradição e no senso comum, mas também informada pela ciência contemporânea, que ainda é divulgada diariamente pela mídia. Seguem-se assim o objetivo geral e os objetivos específicos estabelecidos para a investigação empírica, que visam ter em conta a atual situação social de clara restrição pública à prática do tabagismo, através das representações sociais do tabagismo que hoje são utilizadas pelos fumadores, por exemplo. não fumantes no Rio de Janeiro.

Objetivo geral

Objetivos específicos

Participantes

Coleta de Dados

Questionário

O questionário foi desenvolvido a partir de revisão bibliográfica sobre tabagismo por meio da leitura de artigos, dissertações, teses, livros e sites. O participante clicou no link da pesquisa e foi redirecionado para a primeira página com a pesquisa ao acessar este endereço.

Evocação Livre

Análise dos Dados

Questionário

Análise das evocações

Permite-nos identificar três zonas de frequência: uma onde existem muito poucas palavras para a mesma frequência; nessa onda as palavras são poucas em número para a mesma frequência; e a área onde o número de palavras é muito importante para a mesma frequência. O núcleo central recebe esse nome porque inclui as palavras mais frequentes com a ordem média de recordação mais baixa. ABRIC (2003b p. 64), afirma que “nem tudo que se encontra nesta casa é central, mas o núcleo central está nesta casa”.

A zona de contraste revela as palavras menos frequentes, mas que são facilmente evocadas e, portanto, importantes para os sujeitos que as evocam. A segunda periferia contém as palavras menos frequentes e menos importantes, condições que permitem que seja considerada a própria periferia da representação.

Aspectos Éticos

Os resultados obtidos de cada um dos instrumentos utilizados na recolha e análise de dados serão apresentados separadamente, mas quando for apresentado o segundo conjunto de resultados, tentar-se-á articulá-los com os primeiros blocos de modo a criar uma produção de discussão conjunta. das duas ordens de prova alcançadas. Inicialmente serão apresentados os resultados do método de evocação de palavras e em seguida os resultados estatísticos da frequência de respostas dos sujeitos ao questionário propriamente dito.

Caracterização dos participantes

Em termos de idade, pouco menos de dois terços dos participantes tinham entre 35 e 49 anos, enquanto pouco mais de um terço tinha entre 50 e 65 anos. É importante ressaltar que embora a maioria esteja na faixa etária que conviveu com o tabagismo sob as restrições impostas pela publicidade e pela prática, isso se deve basicamente à influência dos não fumantes, como é o caso dos fumantes e ex-fumantes. , -fumantes a relação é invertida, ou seja, são em sua maioria oriundos do período anterior. Em termos de ocupação, percebe-se que a maioria dos participantes possui emprego estável, sendo 33,6% trabalhadores de colarinho branco e 29,8% empregados registrados, perfazendo um total de 63,4% da amostra, conforme mostra a Tabela 5.

No que diz respeito às crianças, como mostra a Tabela VII, não há grandes diferenças globais. Em relação à religião, conforme mostra a Tabela 8, há grande diversidade na distribuição dos participantes, sendo a religião católica a que apresenta maior concentração com 38,8%.

Tabela 1 - Distribuição dos participantes de acordo com o sexo.  N=500.  Rio de  Janeiro, 2014
Tabela 1 - Distribuição dos participantes de acordo com o sexo. N=500. Rio de Janeiro, 2014

Resultados da análise das Evocações

  • Evocações dos Fumantes
  • Evocações dos Ex-Fumantes
  • Evocações dos não Fumantes
  • Comparação entre as evocações

Tabela 4 - Quadrantes de distribuição das noções livres sobre o termo “fumar ou fumar”, expressas por ex-fumantes. Observa-se que dentre os seis temas do quadrante superior esquerdo, três deles provavelmente constituem elementos centrais na representação social do tabagismo para ex-fumantes no Rio de Janeiro: mau cheiro, câncer e prazer. Fumar é, portanto, visto pelos ex-fumantes como um vício, um vício que provoca mau cheiro devido ao fumo e causa doenças como o câncer, portanto prejudica a saúde, mas por outro lado é fonte de prazer.

Ainda para complementá-los, há uma falta de respeito/educação que reflete a nova situação dos ex-fumantes – agora fumantes passivos. Da análise desta tabela de quatro casas, podemos deduzir que os ex-fumantes representam o tabagismo principalmente como um vício que causa dependência e gera despesas; visto como um ato de desrespeito/educação que é perturbador, pois produz fumaça que causa mau cheiro e mau hálito que prejudica a saúde, causa doenças como câncer e doenças respiratórias (dificuldades respiratórias) que podem levar à morte.

Resultados das respostas ao Questionário

As experiências pessoais com o fumo

A única questão a salientar é que a frequência de não fumadores é absoluta no grupo de fumadores e ex-fumadores e quase absoluta (98,3) no grupo de não fumadores. Metade dos não fumantes disseram gostar mais dos não fumantes do que dos fumantes – pelo menos no primeiro contato. Observa-se que quase a totalidade dos não fumantes (92,8%) manifesta alguma preocupação quando pessoas próximas fumam.

A maioria dos não fumantes classificou o desconforto como moderado a grave, enquanto a maioria dos ex-fumantes o classificou como pouco ou inexistente. Novamente usando uma escala Likert, foi solicitado aos não fumantes e ex-fumantes que indicassem o quanto costumam reclamar com as pessoas próximas quando fumam, e aos fumantes que indicassem o quanto as pessoas próximas a eles reclamam quando fumam.

Tabela 10 - Distribuição das respostas dos fumantes à quantidade de cigarros que  fumam; se pararam de fumar em algum momento – por quantas vezes; quando foi a
Tabela 10 - Distribuição das respostas dos fumantes à quantidade de cigarros que fumam; se pararam de fumar em algum momento – por quantas vezes; quando foi a

As causas e consequências do tabagismo

Quase todos os ex-fumadores e não-fumadores afirmaram que fumar faz muito mal à saúde dos fumadores, enquanto 68% dos fumadores fizeram a mesma avaliação. É interessante notar que as advertências de saúde eram mais propensas a serem dadas entre os não fumantes. Ex-fumadores e não fumadores deram respostas muito semelhantes, com a maioria a indicar (61% em média) que fumar é muito prejudicial para a saúde dos fumadores passivos.

Se compararmos este resultado com o da tabela 26, vemos que os fumadores avaliam o grau de ameaça à sua saúde da mesma forma que ex-fumadores e não fumadores avaliam a saúde dos fumadores passivos. Vários malefícios foram citados, sendo as doenças respiratórias e "iguais aos fumantes" os mais comuns - sendo este último mais comum entre ex-fumantes e não fumantes.

Tabela 22 - Distribuição de frequências dos fumantes, ex-fumantes e não fumantes  sobre a principal explicação para a prática de fumar
Tabela 22 - Distribuição de frequências dos fumantes, ex-fumantes e não fumantes sobre a principal explicação para a prática de fumar

A propaganda incentivadora do tabagismo

Analisando por grupo, observa-se que ex-fumantes e não-fumantes obtêm mais impacto emocional das propagandas de cigarros do que os fumantes. Parece que a maioria dos fumadores classifica o impacto das advertências de saúde num nível mais baixo, enquanto os ex-fumadores e não fumadores as classificam num nível mais elevado. Analisando por grupo, observa-se que ex-fumantes e não-fumantes inferem maior credibilidade às advertências sanitárias nos cigarros do que os fumantes.

Observa-se, portanto, que ex-fumantes e não fumantes obtêm maior impacto emocional das advertências sanitárias. Analisando os grupos, nota-se que quase todos os ex-fumadores e não fumadores consideram esta medida legal justa. Analisando os grupos, nota-se que quase todos os ex-fumadores e não fumadores consideram esta medida legal justa.

Analisando por grupos, observa-se que a maioria dos ex-fumantes e não-fumantes considera esta medida legal justa.

Tabela 32 - Distribuição de frequências das respostas dos fumantes, ex-fumantes e  não fumantes se lembram das propagandas favoráveis ao ato de fumar
Tabela 32 - Distribuição de frequências das respostas dos fumantes, ex-fumantes e não fumantes se lembram das propagandas favoráveis ao ato de fumar

Imagem

Figura 2- Faturamento com exportação do tabaco no Brasil.
Figura 1- Quantidade das exportações brasileiras de tabaco.
Figura 4 - Propaganda Virginia Slims®.
Figura 5 - Propaganda Carlton®, 1969.
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Referências

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Tendo além dos conceitos éticos a preocupação em não usar animais nas formas de experimentação com a contenção, manipulação e a desnecessária exposição a raio x, busca-se alternativas