• Nenhum resultado encontrado

universidade do vale do itajaí - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade do vale do itajaí - Univali"

Copied!
95
0
0

Texto

Portanto, entende-se que é necessário modificar os modelos, métodos e estratégias de ensino utilizados no processo de ensino e aprendizagem no ensino superior. A estratégia de ensino-aprendizagem baseada em problemas (Aprendizagem Baseada em Problemas - PBL) constitui-se, diante das necessidades de alcance das características supracitadas, uma metodologia de trabalho que contém potencialidades, que oportuniza a qualificação do processo de ensino-aprendizagem.

Objetivo Geral

De acordo com Gülsençen e Kubat (2006), este método tem se mostrado bem-sucedido em comparação aos currículos tradicionais em termos de motivação interna e retenção de longo prazo do conhecimento adquirido.

Objetivos Específicos

Justificativa

Em seguida serão discutidas as bases teóricas relacionadas à aprendizagem ativa, sua definição e principais características; aprendizagem baseada em problemas, com histórias e abordagens-chave; qual é o problema". Esta fundamentação teórica fornece uma base para métodos de aprendizagem ativos, com foco na metodologia de aprendizagem baseada em problemas.

Aprendizagem Ativa

Portanto, quando o aluno é estimulado por meio de diferentes métodos de ensino e são oferecidos instrumentos para avançar no desenvolvimento de competências, é sinal de que a aprendizagem ativa faz parte do planejamento do professor. Moran (2000) afirma que educação é colaborar para que todos os agentes (alunos e professores – nas escolas e nas organizações) façam dos processos de aprendizagem uma constante em suas vidas.

Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL)

Navarro (2006) confirma a ideia do referido autor de que a aprendizagem baseada em problemas representa uma estratégia eficaz e flexível que, a partir das ações dos alunos, pode melhorar a qualidade da aprendizagem universitária em diversos aspectos. Savery (2006, p. 17) rebate afirmando que a aprendizagem baseada em problemas parece ser mais do que uma moda passageira na educação, mas esta abordagem de ensino tem sólidos fundamentos filosóficos e epistemológicos.

O Problema

Seja motivador, desperte o interesse do aluno pela discussão: um bom problema deve apresentar situações sobre as quais o aluno já tenha algum conhecimento prévio. Os autores supracitados também destacam algumas desvantagens da metodologia, como (i) professores que não conseguem lecionar; (ii) recursos humanos; (iii) modelos/funções e (iv) sobrecarga de informação.

Abordagem Pedagógica

A aprendizagem baseada em problemas cumpre essa premissa ao usar casos para os alunos buscarem soluções. A utilização de problemas concretiza essa proposição, permitindo que os alunos vivenciem o que os espera em sua vida profissional.

O Papel do Professor e do Estudante no PBL

Segundo Dewey (apud GADOTTI, 2008), a aprendizagem ocorre por meio de conexões feitas com o que os indivíduos fazem. Usando o PBL como estratégia educacional, as experiências de trabalho em grupo lideradas por professores permitem que os alunos desenvolvam habilidades necessárias na vida profissional por meio da resolução de problemas, tomada de decisões e avaliação de processos.

Processo de Aprendizagem do PBL

  • Efeitos cognitivos do PBL
  • Aprendizagem baseada em problemas para grandes grupos
  • Treinamento metodológico para exercício das competências para o PBL
  • PBL em diversas áreas do conhecimento

É um processo educacional natural por meio do qual os alunos aprendem a resolver situações-problema reais, enfrentando-as. O PBL proporciona um ambiente de aprendizagem rico no qual os alunos identificam o que precisa ser estudado e aprendido e exploram os problemas que enfrentam (GIBBS, 1992 e FORSYTHE, 2002). Mais do que uma metodologia, o PBL se configura como uma estratégia educacional, oferecendo aos alunos um processo de aprendizagem autodirigido, no qual eles constroem ativamente seu conhecimento e é a partir de problemas e da colaboração que os alunos aprendem de forma contextualizada e formulam seu próprio processo de aprendizagem. objetivos e conhecimentos únicos apropriados.

Os alunos que participam deste método tendem a ter fortes habilidades na aplicação do conhecimento e no desenvolvimento da comunicação entre pares, uma vez que o PBL exige a discussão de um tópico com outros alunos (FORSYTHE, 2002). Em relação ao avanço da tecnologia, Araújo e Rodrigues (2009) argumentam que o fácil acesso permite que os alunos façam mais pesquisas.

Figura 1: Como ocorre o processo de aplicação do PBL.
Figura 1: Como ocorre o processo de aplicação do PBL.

Dificuldades do Uso do Método

Os alunos sofrem com a falta de conhecimento prévio e não estão acostumados com esse sistema de trabalho. A transformação do papel dos professores na metodologia PBL, que pretende ser um ‘facilitador de conhecimento’, é difícil de concretizar na prática; Os alunos podem ter dificuldade em realizar trabalhos em equipe, principalmente em grupos onde os alunos determinam e não têm controle direto do professor.

Alguns professores tendem a ser muito diretivos e quando direcionam os alunos para uma determinada direção, mesmo que indiretamente, distorcem a metodologia PBL. Os aspectos considerados elementos limitantes para a utilização da metodologia PBL podem ser organizados em quatro áreas principais: o professor, o aluno, os recursos humanos e materiais necessários e a metodologia em si (GÁLVEZ et al., 2007).

Delineamento da Pesquisa

Demilitação da População e Amostra

Instrumento e Coleta de Dados

O questionário desenvolvido por Miles, Bigs e Schubert (1986) foi utilizado como base e, com algumas modificações, reaplicado pelos autores Jennings (2000 e 2002), Chang (2003) e Chang et al (2005), que verificaram as habilidades e habilidades. conhecimentos adquiridos através de metodologias ativas, incluindo o método de casos, simulações e projetos. Miles, Bigs e Schubert (1986), em estudo comparando os resultados de estudantes de simulação de negócios com o método de caso para o ensino de um curso de política comercial, verificaram uma série de fatores facilitadores identificados pelos estudantes e descritos na Tabela 8 abaixo. Tabela 8: Fatores que facilitam a utilização do método de caso para ensino Fonte: Baseado em milhas; Bigs e Schubert (1986).

Tabela 9: Fatores que determinam a utilização do método de caso para ensino Fonte: Baseado em Jennings (1996). Tabela 10: Fatores que determinam a utilização do método de caso para ensino Fonte: Baseado em Orlandsky (1986).

Aplicação do estudo

Os resultados do estudo de Orlandsky (1986) revelaram que os participantes da investigação, 291 formandos da Darden High School, estavam satisfeitos com a sua educação e sentiram que o tempo e o esforço envolvidos na aprendizagem através do método de caso valeram a pena. Com base nos estudos já realizados sobre diferentes tipos de métodos ativos, decidiu-se utilizá-los também para a aprendizagem baseada em problemas. Desta forma, utilizou-se o questionário final com as adaptações necessárias em relação ao assunto tratado: aprendizagem baseada em problemas, incluindo algumas questões que os autores interromperam na pesquisa bibliográfica.

A aplicação do método e da pesquisa foi realizada pela pesquisadora e o tempo disponível foi o mesmo para o desenvolvimento de cada fase do estudo conforme tabela 09.

Técnica de Análise de Dados

Neste capítulo os dados serão avaliados e os resultados obtidos na coleta de dados serão discutidos. Os dados obtidos também são apresentados em relação à percepção dos alunos do curso de Administração quanto à utilização da aprendizagem baseada em problemas como metodologia ativa de aprendizagem nas disciplinas do segundo semestre de 2011.

Análise Descritiva da População Pesquisada

Inicialmente é apresentado o perfil dos respondentes, bem como o gênero, o período e o campus universitário onde estudam. Em seguida, é verificado o campus de cada aluno participante da atividade PBL, pois a pesquisa foi realizada em dois campi da UNIVALI. Quanto ao perfil dos alunos participantes da pesquisa, pode-se dizer que: 60% são mulheres, 39% estão no 7º período do curso e 69% estudam no campus Biguaçu.

Posteriormente, os dados obtidos serão apresentados em relação à percepção dos alunos sobre a utilização da aprendizagem baseada em problemas como metodologia ativa de aprendizagem no curso de Administração.

Gráfico 2: Distribuição dos discentes segundo o período  Fonte: A autora
Gráfico 2: Distribuição dos discentes segundo o período Fonte: A autora

Análise Descritiva da Percepção dos Estudantes

A partir dos dados coletados, pode-se dizer que o resultado foi satisfatório, como no trabalho de Escrivão Filho e Ribeiro (2007), onde o PBL foi aplicado em quatro aulas de administração, nas quais 90% dos alunos avaliaram a experiência de forma positiva. caminho. Seguiu-se a mesma análise, mas com dados desagregados por resposta dos alunos de cada campus, Biguaçu e Itajaí. De acordo com os valores apresentados acima, a mesma análise foi realizada na soma de todas as respostas dos alunos, só que desta vez as dimensões da percepção dos alunos de Biguaçu e Itajaí foram verificadas separadamente.

Conforme mostra o Gráfico 5, mais da metade dos alunos que participaram da pesquisa em Biguaçú sentiram que o PBL facilitou moderadamente a aprendizagem, 25% viram que a metodologia facilitou muito a aprendizagem e 20% sentiram que poucos intermediários. Assim como os fatores atenuantes, foram identificadas três dimensões para a percepção dos estudantes sobre as limitações de aprendizagem com o método: pouco (valor mínimo até o quartil inferior), moderado (quartil inferior até o quartil superior) e grande. (do quartil superior ao valor máximo).

Gráfico 4: Percepção dos Fatores Facilitadores do aprendizado utilizando PBL  Fonte: A autora
Gráfico 4: Percepção dos Fatores Facilitadores do aprendizado utilizando PBL Fonte: A autora

Análise Univariada

Análise Fatorial dos Dados

Somente no 6º e 7º períodos os respondentes consideraram a metodologia PBL como um pequeno alívio no processo de aprendizagem nos três fatores. Os 4º, 6º e 7º períodos tiveram respondentes que consideraram a metodologia PBL como poucas limitações durante o processo de aprendizagem nos três fatores: falta de informação, perda de tempo e inexperiência. Pouco Facilitador – Somente na 6ª (9%) e 7ª (12,5%) etapas os respondentes consideraram a metodologia PBL como pouco facilitadora para a aprendizagem nos três fatores: falta de informação, perda de tempo e falta de experiência.

Muito Facilitadora – Apenas os alunos da 4ª (23%) e 7ª (10%) etapas tiveram respondentes que perceberam a metodologia PBL como muito facilitadora para a aprendizagem nos três fatores: falta de informação, perda de tempo e inexperiência. Pouco restritivo – Na quarta (16%), sexta (9%) e sétima (5%) fases, os entrevistados consideraram a metodologia pouco restritiva nos três fatores: falta de informação, perda de tempo e inexperiência.

Gráfico 8: Respondentes que consideraram a metodologia do PBL pouco facilitadora.
Gráfico 8: Respondentes que consideraram a metodologia do PBL pouco facilitadora.

Análises Univariadas Facilitadores – ANOVA

Relação das dimensões fatores facilitadores vs. soma total respostas

Relação da fase dos alunos vs. soma total das respostas

Verifica-se que p é portanto maior que α (α = 0,05), portanto aceita-se H0 e conclui-se que não há diferença na comparação simultânea de médias, não houve significância. O Gráfico 15 mostra que não houve diferenças significativas nas percepções dos alunos entre as fases.

Análises da relação das fases dos alunos vs. fatores facilitadores

De qualquer forma, podemos perceber que a maioria dos alunos na análise descritiva, que incluiu todos os fatores, conforme mostra o gráfico 17, percebeu pouco o fator trabalho em grupo como um alívio durante o processo de aprendizagem. Para finalizar a análise ANOVA dos fatores por estágio, é apresentada a relação entre o estágio dos alunos e o último fator facilitador decisivo: Habilidades individuais. Para o fator habilidade individual, houve declínio na percepção dos alunos sobre o fator que facilita a aprendizagem.

Tal como acontece com o fator trabalho em equipe, as habilidades individuais foram ligeiramente apontadas como facilitadoras durante o exercício PBL, conforme mostrado no Gráfico 18. Na análise realizada nos Facilitadores, a única ANOVA que mostrou diferença entre as médias foi a proporção de Facilitadores. dimensões definidas pelo autor, com a soma de todas as respostas dos alunos.

Gráfico 17: Fase dos alunos com o fator determinante: Trabalho em grupo.
Gráfico 17: Fase dos alunos com o fator determinante: Trabalho em grupo.

Análises Univariadas Limitantes – ANOVA

Análises da relação das dimensões fatores limitantes vs. soma total respostas

Relação da fase dos alunos vs. soma total das respostas

Verifica-se que p = 0,21497 é portanto maior que α (α = 0,05), aceitando assim H0 e concluindo que não há diferença na comparação simultânea de médias, não houve significância. Pode-se concluir que os alunos, além de ansiosos pelo contato com a prática, apresentam mais problemas porque no início do curso estão ansiosamente abertos a novas experiências e desafios. Apesar do resultado da 3ª fase, não houve diferença significativa entre as fases em termos de percepção dos alunos.

Análises da relação das fases dos alunos vs. fatores limitantes

Diante dessas necessidades, o objetivo principal desta pesquisa foi avaliar a utilização da metodologia de aprendizagem baseada em problemas em cursos de graduação em administração. Trabalhar com a descoberta de estratégias de ensino-aprendizagem na área da saúde: problematização e APRENDIZAGEM PROBLEMA. Aprendizagem baseada em problemas em uma plataforma de ensino a distância com suporte a estilos de aprendizagem: uma análise do desempenho dos alunos de engenharia.

John Dewey e as raízes filosóficas da aprendizagem baseada em problemas In: Aprendizagem baseada em problemas: anatomia de uma abordagem educacional. Aprendizagem baseada em problemas (PBL): uma implementação no ensino de engenharia na voz dos atores.

Gráfico 21: Fase dos alunos com o fator determinante: Falta de informação.
Gráfico 21: Fase dos alunos com o fator determinante: Falta de informação.

Imagem

Figura 1: Como ocorre o processo de aplicação do PBL.
Figura 2: Passos do processo de aprendizagem do esquema convencional.
Figura 3: Passos do processo de aprendizagem no PBL.
Figura 4: Características do PBL e seus processos cognitivos  Fonte: Adaptada de Moust, Van Berkel e Schmidt (2005, p
+7

Referências

Documentos relacionados

Com isso, facilitou a investigação acerca da percepção dos alunos com necessidades especiais, dos professores e do profissional de psicopedagogia sobre o papel do diagnóstico