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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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SERÁ INDICADA PELA SECRETARIA DO MESTRADO EM CIÊNCIAS JURÍDICAS DA UNIVALI APÓS DEFESA NO CONSELHO. Dissertação (Mestrado em Jurisprudência) – Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Jurisprudência, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí (SC).

ETIMOLOGIA - A PALAVRA PRINCÍPIO E A NECESSÁRIA PRÉ- COMPREENSÃO DO TEMA

Terceiro, observou que os juristas usam a palavra Princípio para se referirem a normas de natureza programática. Quarto, eles também usam a palavra para se referir a normas cuja posição hierárquica das fontes do direito é muito elevada.

BREVE HISTÓRICO

Para Flórez-Valdéz, os princípios são induzidos pela abstração ou pelas sucessivas generalizações baseadas no próprio direito positivo. Na ascensão da doutrina pós-positivista, começou a ser reconhecida a normatividade dos Princípios, que “colocam os princípios em categorias.

PRINCÍPIOS, REGRAS E NORMATIVIDADE

  • Critérios distintivos - princípios ‘versus’ regras
  • Funções dos princípios e sua eficácia
  • Hierarquia (diferenciação qualitativa) entre princípios e regras De outra parte, a relação de hierarquia (em Cruz) ou
  • Classificações de princípios

Proximidade’ com a ideia de direito: princípios são ‘normas’. obrigações juridicamente vinculativas enraizadas nas exigências da “justiça”. As regras transmitem mandatos definitivos, enquanto os princípios são mandatos de otimização.

CONCEITUAÇÃO ATUAL DE PRINCÍPIO

Bonavides, também examinado por Espíndola, reconheceu e apoiou a proposição de que os Princípios são normas jurídicas e são “pontos de partida que abrem o desenvolvimento jurídico de um problema”. Sua definição é que os Princípios são valores superiores encontrados na sociedade e colocados como raiz e meta do sistema constitucional.

APORTE TEÓRICO INICIAL

  • Giddens
  • Sérgio Urquhart Cademartori
  • Tocqueville
  • Friedrich Müller
  • Bobbio
  • Ferrajoli

Esta divergência manifesta-se basicamente em três níveis: entre as normas ordinárias e as atividades (administrativas) do Estado; O progresso do Estado de direito e da democracia substancial, difícil e cansativo, consiste obviamente em muito mais do que o crescimento de promessas, o desenvolvimento de garantias.

PONDERAÇÕES E PROPOSTA CONCEITUAL

Destes elementos destacados surge agora uma tentativa de proposta conceitual (levando em conta o conhecimento geral da democracia), mas para este trabalho consistirá em uma base do que se acredita e sobre a qual estão as considerações e argumentos dos demais tópicos que compõem este relatório de pesquisa. Estes marcos/condições de legitimidade podem ser identificados com base na leitura principiológica que iluminou os primeiros passos deste relatório, tendo em conta o contexto democrático amostrado neste capítulo. No entanto, eles existem e é esta a realidade com a qual temos de conviver, visto que o Supremo Guardião da Constituição infelizmente adotou tal ferramenta.

JURISPRUDÊNCIA COMO FONTE DE DIREITO

Sem querer polemizar com esta conhecida expressão, que tem muitos significados - tendo o cuidado de não ignorar estas considerações - continuaremos a utilizar a expressão 'fontes do direito' no seu sentido tradicional, mesmo que não seja para causar confusão neste momento. apontar. Esta é apenas uma maneira de chegar ao cerne deste estudo. Nota-se que o referido autor, magistrado catarinense inativo, trabalha com a “criação judicial do direito”, o que permite, com base em suas pesquisas, considerar que a jurisprudência estaria melhor como uma ação direta ou imediata. fonte do direito como secundária. Dado que a jurisprudência surge da interpretação, da integração das leis - e em alguns casos do costume, da analogia, dos princípios jurídicos gerais -, o que aproxima a previsão geral e abstrata da norma dos casos concretos e há necessidade de contextualização ao facto de um determinado segmento de jurisprudência ser útil ou apropriado para resolver um litígio ou mesmo para apresentar um argumento, alguém pode concluir que não é suficientemente independente para ser uma fonte de direito – neste aspecto.

ENUNCIADOS DA SÚMULA “TRADICIONAL”

Como vimos, o panorama da jurisprudência como fonte do direito não é claro nem produto final, pois é construído por diferentes argumentos em classificações diferentes e muitas vezes conflitantes. Um exemplo é a afirmação do Supremo Tribunal Federal de que “a má aplicação de precedente não é causa de recurso extraordinário porque não é um estado de direito”. Recentemente, no julgamento de uma ação por descumprimento da norma fundamental, foi possível colher as impressões atuais de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal a respeito do regime de declarações do sistema anterior.

ENUNCIADOS DA SÚMULA VINCULANTE

Previsão normativa

Criou o dispositivo constitucional da Declaração Coletiva com efeito vinculativo. Alexandre de Moraes bem estabeleceu que a lei nº. A Lei 9.868/99 já previa a prorrogação do efeito vinculante para a ADIn, entendendo que “inclusive a interpretação nos termos da Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução do texto têm efeitos vinculantes em relação às autoridades judiciárias e federais, estaduais e municipais”. administrações públicas. Por outro lado, Alexandre de Moraes entendeu que uma vez estabelecido o efeito vinculativo em relação a um caso concreto, ficará excluída “incluindo a possibilidade de controlo disperso por outras autoridades judiciais”.

Procedimento

Pode-se argumentar que o raciocínio já foi reiterado pelo STF em decisões anteriores, porém, é importante que – dado o peso de uma declaração vinculante – o raciocínio também tenha sido resultado de dois terços dos ministros e não de uma aglutinação de fundamentos divergentes, cujo resultado chega a oito juízes e nasce este novo “super”. Sobre os argumentos que formam a motivação, o fundamento, Mônica Elias de Lucca Pasold registrou e é bom sempre lembrar – em relação às decisões judiciais – que: “A argumentação sempre foi e é uma ferramenta hábil para alcançar legitimidade”. Sem pretender incluir esse outro ramo do tema, dados os limites deste estudo, observo que “a decisão judicial ou ato administrativo que conflitar com a Declaração de Súmula Vinculante, negar-lhe validade ou aplicá-la de forma irregular, será passível de recurso para o Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo de fontes ou outros meios aceitáveis ​​de oposição”.

Natureza jurídica do Enunciado Vinculante

Uma moção para alterar, revisar ou revogar uma declaração sumária vinculativa não permite a suspensão de um processo que trate do mesmo assunto. Fornecidas ou não as fontes, com base no resumo, este adquire validade normativa. Estranhamente, autores como Tavares entendem que “nem ADPF nem ADIn serão cabíveis em caso de precedente vinculante”.

ACESSO À JUSTIÇA

Os defensores do precedente vinculante foram rápidos em negar o prejuízo ao princípio do livre acesso à justiça, sob o argumento simplista de que a propositura de uma ação não estava impedida. Na verdade, felizmente, uma petição inicial não pode/deve ser rejeitada sob o fundamento de que a questão subjacente seria discutível devido às disposições da Declaração de Súmula Vinculante. Carmen Lucia Antunes Rocha (1996, p.10) [..] assevera a autora, a instituição do precedente vinculante – e deixe-me acrescentar, das decisões definitivas de mérito – não: [. .] respeito à possibilidade constitucionalmente prevista como direito fundamental do cidadão de participar da formação do Direito (art.

A ISONOMIA E A SEGURANÇA

O Judiciário deve respeito a quem nele confia, mesmo que a esperança de vitória seja vã ou romântica. Afinal, tudo se resume a saber se o Brasil precisa se adaptar às dimensões do seu Judiciário e se o Judiciário precisa se adaptar às dimensões do Brasil. podem aplicar a mesma lei de maneira diferente a casos absolutamente idênticos, no mesmo momento histórico. Os precedentes vinculantes surgem da necessidade de fortalecer a ideia de uma interpretação jurídica única para um mesmo texto constitucional ou jurídico, para garantir a segurança jurídica e o princípio da igualdade, uma vez que os órgãos do Poder Judiciário não devem aplicar as leis e normativos. trata de casos específicos para criar ou aumentar desigualdades arbitrárias, portanto todos os mecanismos constitucionais devem ser utilizados para dar às normas jurídicas uma interpretação única e igualitária.

O SUPRIMENTO DAS LACUNAS

Ao tratar da natureza do precedente vinculante, já foram feitas pesquisas para levar em conta que suas decisões passaram a ser consideradas norma primária e não emanam do legislador. Eros Grau no XVIII Colóquio Internacional de Semiótica e Direito: .. a atribuição de força vinculativa às decisões em causa implica a imposição de uma espécie de censura ou limitação ao exercício, por “outros órgãos do poder judiciário”, da função de intérprete do direito autêntico. O conteúdo dessa imposição nada mais é do que o seguinte: “demais órgãos do Poder Judiciário” estão proibidos de exercer sua função de autênticos intérpretes da lei no que diz respeito às matérias que o STF, por maioria de dois terços, especificar.

A PARALISAÇÃO DO DIREITO

Por outro lado, existe a visão de que um entendimento cristalizado e vinculante, especialmente no Supremo Tribunal Federal, pode – mesmo sem alterar seu texto – gerar interpretações que certamente deverão evoluir com a dinâmica da vida, dos fatos e do direito. Na medida em que o direito não pode ser desindexado das estruturas da sociedade, de cujo contexto o actor jurídico não se pode isolar - uma vez que é inexoravelmente influenciado por elas - a "aplicação" de um precedente não deve ter o poder de refutar/restringir /aprisionar a hermenêutica da atividade do jurista. Este processo visa (e proporciona) uma padronização de significado – uma espécie de consenso chantageado – pois tem relação direta com um fator de poder normativo.

O LEGISLADOR E O EFEITO VINCULANTE

Somente através da Emenda da Constituição (na qual se baseou a decisão) seria permitido, portanto, voltar a legislar especificamente sobre este ponto, sem que daí resultasse a inconstitucionalidade do plano, reconhecida pela Declaração de Súmula Vinculante. Entendemos que as consequências vinculantes também se aplicam ao legislador, que não poderá editar nova norma com prescrições idênticas às declaradas inconstitucionais, ou mesmo norma que se afaste da decisão do Supremo Tribunal Federal; ou o mesmo. O Supremo Tribunal tornar-se-ia, portanto, um verdadeiro “poder constituinte de segundo grau” ou “poder de reforma constitutiva”.

A INDEPENDÊNCIA DO JUIZ E O EFEITO VINCULANTE

Autoridade do Supremo

Em sua obra O Poder dos Juízes, Dallari estudou um argumento para fortalecer o Supremo Tribunal Federal, que via seu trabalho como “prejudicado”. Outro problema relativo à autoridade do Supremo Tribunal (e da justiça em geral) nem sequer foi abordado por estes reformistas até agora. É verdade que alguns dos mais proeminentes juristas brasileiros foram ministros do Supremo Tribunal Federal, mas a mesma posição tem sido ocupada por figuras com mínima expressão jurídica.

Independência do juiz

Na mesma linha, Dallari entende que “um juiz que não consegue decidir de acordo com sua livre convicção não atua mais como juiz, independentemente de a coação vir de fora ou do próprio poder judiciário”. Costa, por outro lado, lembra que não é propriamente novidade que a jurisprudência dos tribunais superiores queira que sejam atribuídos poderes vinculativos, mas afirma que "isso implica a institucionalização da interferência hierárquica na interpretação judicial e significa, portanto, limitar a independência dos juiz inferior." Há quem defenda que "não seria justo falar da liberdade ilimitada do juiz (princípio da livre crença) em detrimento dos princípios da segurança jurídica e da igualdade material ou material".

O Juiz continua a interpretar

Ao final, Alexandre de Moraes ensina que “[..] cada juiz, ao analisar um caso individual, julgará por si mesmo se determinado sumário é utilizado ou mesmo a possibilidade de destacar novos pontos característicos que não são analisados ​​no sumário, ou mesmo a necessidade de alteração da súmula devido ao desenvolvimento da lei, à semelhança do que acontece no direito norte-americano, quando um juiz utiliza o mecanismo processual de distinção (distinguir entre um caso concreto e um precedente judicial) para provar que não é uma questão de aplicação de um certo precedente na hipótese considerada”. Além disso, a possibilidade de erro no julgamento do Supremo Tribunal, que em última instância é dirigido pelo povo, não pode ser ignorada – embora pareça rara. Agora, se essa decisão do Supremo Tribunal fosse vinculativa, os inspectores corruptos hoje estariam no paraíso porque nenhum juiz ou tribunal poderia condená-los até que tivessem praticado um acto oficial.

O processo e a legitimidade democrática da decisões judiciais Importante questão que vem à mente quando se trabalha

E até há algum tempo este anúncio era mais uma ficção, pois não se esperava que muitos tivessem acesso aos diários jurídicos em papel e os navegassem (centenas de páginas todos os dias). Essa virtude também não pode ser atribuída com certeza ao Supremo Tribunal Federal, é algo para se pensar. Contudo, esta participação de terceiros e eventual abordagem da argumentação em outro evento em que não houve participação concreta não é considerada democrática, uma vez que aquelas conversas que ocorriam com aparente contradição de afirmações – mas focadas em assuntos concretos – tornaram-se posteriores. abstrata e genérica numa Declaração Vinculativa, pode ser considerada uma participação efetiva e democrática do cidadão na realização dos seus direitos.

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE SÚMULA?

1. Esta lei regulamenta a edição, revisão e anulação de declaração sumária vinculativa do Supremo Tribunal Federal e dá outras providências. 6. A proposta de alteração, revisão ou cancelamento de declaração sumária obrigatória não autoriza a suspensão de processos em que se discuta o mesmo assunto. O procedimento para edição, revisão ou cancelamento de declaração sumária com efeito vinculante obedecerá, subsidiariamente, ao disposto no Regimento do Supremo Tribunal Federal.

Referências

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