Delimitação e Princípios
Sem prejuízo de outras garantias garantidas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: .. a) em relação à causa de fatos ocorridos antes da entrada em vigor da lei por ela introduzida ou aumentado;. Sem prejuízo de outras garantias garantidas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: .. a) bens, rendimentos ou serviços uns dos outros;
SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL NO CTN
Devido ao intervalo de quase 22 anos entre a publicação do Código Tributário Nacional de 1966 e a Constituição Federal de 1988, na verdade foi esta última que acabou ficando com a primeira. Portanto, da leitura conjunta dos artigos 146 da Constituição Federal com os títulos, capítulos e seções do Código Tributário Nacional, resulta que este último é responsável pela determinação dos tributos, suas espécies, fatos geradores relevantes, bases de cálculo e contribuintes, os característica de obrigação tributária, avaliação, crédito, prescrição e caducidade.
TRIBUTO
- Classificação dos Tributos
- Espécies de Tributos
Pagamento em dinheiro significa que o pagamento do imposto só pode ser feito em dinheiro, ou seja, dinheiro ou cheque. O imposto distingue-se da multa porque esta última tem a hipótese de ato ilícito, enquanto a hipótese da incidência do imposto é sempre algo lícito. Nada mais precisa ser solicitado para determinar o fato gerador em questão.
Portanto, a lei que determina o imposto deve ser uma lei em sentido estrito e deve conter os seus elementos essenciais. A regra geral é que o direito consuetudinário é o instrumento adequado para a criação do imposto: quando a Constituição utiliza o termo “lei”, puro e simples, sem quaisquer adjetivos, refere-se ao direito consuetudinário, e não ao direito complementar. Por meio de redação instituída em 1966, o CTN classificou os tributos em três modalidades: tributos são tributos, encargos e contribuições de melhoria (art. 5º).
A Lei nº 39/2002, que discutia a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), teria dividido a teoria, dada a singularidade do imposto ora proposto. A partir do conceito jurídico fica claro que o fato de a arrecadação do imposto ser independente de atividades específicas do Estado o distingue de outros tipos de impostos. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas contribuições, decorrem do exercício regular do poder de polícia, ou da efetiva ou potencial utilização de emprego público específico e divisível. , fornecido ou colocado à disposição do contribuinte.
Independentemente da denominação sob a qual seja constituído, o nome do imposto não é relevante para qualificá-lo.
IMPOSTOS
A posse decorre do conceito de possuidor, como sendo aquele que exerce efectivamente, pleno ou não, qualquer dos poderes associados à propriedade (artigo 1.196 do Código Civil), o que não ocorre com o mero possuidor, que, apurado - se estiver em relação de dependência com outra pessoa, mantém a posse em seu nome e de acordo com suas ordens ou instruções (art. 1.198, Código Civil). Nestes termos, o bem imóvel inclui o terreno e tudo o que nele esteja natural ou artificialmente incorporado (art. 79.º do Código Civil), sendo que os edifícios que se encontrem separados do terreno, mas mantenham a sua unidade, tenham sido transferidos para outro local. não perder esse bem, e materiais temporariamente separados de uma edificação para ali serem reaproveitados (art. 81 do Código Civil). A jurisprudência reconheceu a validade do antigo Decreto Legislativo 57/66 (art. 15), que estabelecia a incidência do ITR para imóveis localizados em áreas urbanas quando utilizados para fins vegetais, agrícolas, pecuários ou exploração agroindustrial.
É proprietário quem tem a faculdade de usar, usufruir e dispor da coisa, e o direito de recuperá-la do poder de quem a possui ou possui ilegalmente (art. 1.228 do Código Civil). Impostos: Federais, estaduais e municipais. Pág. 264. . enfiteuse) ficará obrigado a cumprir os tributos e gravames reais incidentes sobre o imóvel (art. 682 do antigo Código Civil). O superior também pode atuar como contribuinte, pois é responsável pelas taxas e impostos incidentes sobre o imóvel (art. 1.371, Código Civil).
É senhorio quem exerce efectivamente ou deixa de exercer integralmente qualquer poder inerente ao imóvel; o que não acontece no caso do titular que conserva a posse em seu nome e de acordo com as suas ordens ou instruções, quando se encontra numa relação de dependência de outrem (artigo 1198.º do Código Civil). Estas pessoas colectivas (titular, titular de domínio útil, possuidor) são consideradas contribuintes na medida em que revelem capacidade económica efectiva, devendo salientar-se as seguintes situações especiais: .. a) o usufrutuário (artigo 718.º do Código Civil) é um contribuinte, porque tem o direito de possuir, usar, administrar e perceber os frutos do imóvel;
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA
- Propriedade
- Posse
- Domínio útil
- Bem imóvel
- Zona urbana
Nos Municípios, em relação à propriedade e patrimônio territorial urbano, o fato gerador é a titularidade, domínio útil ou posse de imóvel por natureza ou por acesso físico, conforme definido na lei civil, situado na zona urbana do Município. 5º - O imposto sobre a propriedade urbana e a propriedade territorial tem como facto gerador a titularidade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis por natureza ou por acesso físico, definidos na lei civil, construídos ou não, situados na zona urbana de o Município .59. O imposto, da competência dos Municípios, sobre imóveis e bens territoriais urbanos incide sobre a titularidade, domínio útil ou posse de bens imóveis por natureza ou por acesso físico, nos termos da lei civil, situados na zona urbana. do Município. .(CTN).
Em termos de forma como a propriedade é adquirida, também pode ser classificada como original ou derivada. Para a teoria objetiva da posse de Ihering, adotada pelo código civil, só há posse onde pode haver propriedade. Um dos efeitos mais importantes decorrentes da posse é o direito à usucapião, uma vez que a usucapião pressupõe a posse continuada.
Embora o atual Código Civil (Lei Federal 10.406, de 01/10/02) tenha proibido a criação de enfiteusas e subenfiteusas (art. 2.038), que é substituído pelo direito de superfície (art. 1.369), o direito adquirido às enfiteusas permanece em vigor sob aplicação dos efeitos fiscais resultantes. O imposto, que incumbe aos municípios, sobre a propriedade e a propriedade territorial urbana tem como facto gerador o direito de propriedade, domínio útil ou posse de bens imóveis por natureza ou por acesso físico, nos termos da lei civil, situados na zona urbana área do município.
FATO GERADOR
Feitas essas necessárias considerações sobre os institutos de direito civil presentes na hipótese de ocorrência do IPTU, passamos à análise a seu respeito especificamente no capítulo seguinte. O critério quantitativo diz respeito aos elementos que o legislador inseriu em consequência das regras fiscais e que, no seu conjunto, permitem determinar o conteúdo da disposição que o contribuinte deve cumprir. Qualquer esforço retórico seria inútil para demonstrar a extraordinária importância do exame detalhado do critério quantitativo, bastando assinalar que ele é a chave para determinar o objeto da parcela, ou seja, qual valor o sujeito ativo pode exigir. e que o contribuinte deve pagar.
Para fazer uma conexão com o Direito Penal, a diferença entre hipótese de incidência e evento incitante é a mesma que existe entre a hipótese concebida como crime penal e o crime quando se materializa uma ação ou omissão ocorrida no mundo dos fatos. A característica saliente da hipótese de ocorrência é que ela se refere a um evento futuro que ainda não ocorreu. Feitas essas considerações, uma vez que os fatos que geram a ocorrência do IPTU já foram discutidos mais detalhadamente na hipótese de ocorrência, será repetitivo abordá-los novamente.
Relevante é a relação que o evento desencadeador tem com outras categorias do Sistema Tributário Nacional, como por exemplo com a autuação. O fato gerador do IPTU ocorrerá com a titularidade, domínio útil ou posse do imóvel, localizado na zona urbana do Município, consubstanciado em ficção jurídica, no primeiro dia do ano-calendário (1º de janeiro).
BASE DE CÁLCULO
Na determinação da base de cálculo não é levado em consideração o valor dos bens móveis que se encontrem permanente ou temporariamente retidos no imóvel para efeito de seu uso, aproveitamento, aparência ou conveniência. A determinação do valor de mercado pode ser efectuada pela Câmara Municipal de acordo com normas e métodos específicos, tendo em conta as características de toda a área urbana, dependendo de vários elementos (preço actual das transacções e ofertas de venda no mercado imobiliário , custos de produção, arrendamentos atuais, superfície dos blocos ou quadras; logradouros públicos; profundidade, solo encravado; antecedentes internos; antiguidade do imóvel; reconstrução, ampliação, etc.) 81. Este procedimento deve culminar na publicação de um Plano de valores genérico , que constitui um parâmetro para efeito de considerar o valor adequado.
Na verdade, é uma base calculada de regulamentação para permitir a mensuração e determinação de valores de propriedades específicas, que estarão sujeitas a autuações fiscais. É vedado ao município tomar como base de cálculo a área do imóvel ou a condição econômica de seu proprietário 83, uma vez que é comum que o valor venéreo se limite à materialidade do imposto (proprietário do imóvel). revelando a sua capacidade económica, que não se trata apenas de capacidade financeira.
ALÍQUOTA
O imóvel localizado em área de preservação ambiental (art. 225, § 1º. III, CF), contido em Unidades de Uso Sustentável em propriedades privadas, também pode levar à perda de seu valor econômico se estiver sujeito a regras impostas pelo poder público , levando à desigualdade em relação aos proprietários sem restrições. Portanto, é necessário reduzir a carga fiscal e harmonizar os direitos de propriedade sem os requisitos de protecção ambiental.
LANÇAMENTO
SUJEITO ATIVO
SUJEITO PASSIVO
89. enfiteose) será obrigado a cumprir impostos e encargos reais que incidem sobre a propriedade (artigo 682 do antigo Código Civil). A posse pode ter sido adquirida primeiro (arts e 1.263, Código Civil), ou derivada, por tradição real ou simbólica, consensual, por constituição e adesão possessiva. 1.412 a 1.416, Código Civil) não são contribuintes porque usam as coisas e só percebem seus frutos quando as necessidades deles e de sua família assim o exigem; e moram na casa de outra pessoa sem remuneração e não têm direito de propriedade ou mesmo posse dela.
O fato de terem sido obrigados a arcar com a carga tributária não os qualifica como contribuintes, especialmente porque os acordos privados não podem se opor ao erário (art. 123, CTN). O direito tributário nacional está organizado em forma de sistema, pois suas normas são coordenadas entre si e princípios coerentes e harmoniosos estão subordinados entre si. Levando-se em conta a divisão dos sistemas tributários legais em rígidos ou flexíveis, em termos de tributos, o sistema tributário nacional é rígido, pois a constituição federal enumera um a um todos os impostos e contribuições que os políticos podem de sua competência (também distribuídos na CF ), estabelecer e exigir dos respectivos contribuintes.
Contudo, o sistema tributário nacional é categórico no sentido de que os conceitos devem ser “importados” do direito civil. Direito tributário: base constitucional da tributação, definição dos tributos e suas espécies, conceito e classificação dos tributos, doutrina, prática e jurisprudência.