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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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O objetivo desta monografia é a adequação do Habeas Corpus nas punições disciplinares militares, mais precisamente no âmbito federal, ou seja, no âmbito das FA. O objetivo é estudar a finalidade do texto constitucional ao proibir a aplicação da instituição do habeas corpus aos militares que cometem crimes ou infrações militares.

GENERALIDADE

É importante ressaltar que o habeas corpus também pode ser utilizado como meio de controle das ações da Administração Pública, quando estas afetarem de alguma forma o alcance do direito de viajar do indivíduo. A indiscutibilidade do habeas corpus é clara, pois está ligado à permanência da civilização, que se baseia na liberdade.

NOÇÕES HISTÓRICAS DO HABEAS CORPUS

O âmbito de atuação do instituto do habeas corpus pode ser reduzido, como acontece nas situações do Estado de Sítio e do Estado de Proteção, mas nunca pode ser suspenso ou excluído do ordenamento jurídico, por se tratar de cláusula permanente (art. 60, § 4º, IV, CRFB/88)6. Somente em 1816, com a nova lei inglesa de Habeas corpus, a proteção da liberdade individual foi ampliada.

A HISTÓRIA DO HABEAS CORPUS NO BRASIL

Com a edição do Código de Processo Penal de 1832, o habeas corpus apareceu explicitamente no Brasil, no artigo 340: 'Todo cidadão que entender que está preso ou restringido ilegalmente tem o direito de requerer a soltura. habeas corpus a seu favor”. 18 previu habeas corpus preventivo, inclusive contra autoridades administrativas, e estendeu aos estrangeiros o direito de requerer habeas corpus.

CONCEITO E ESPÉCIES

C ONCEITO

Instrumento processual que tem por finalidade eliminar expressa e simplesmente qualquer ameaça ou restrição efectiva e ilícita à liberdade de circulação de uma pessoa. Fica estabelecido, portanto, que a instituição do habeas corpus é um recurso jurídico que tem por finalidade proteger a liberdade de circulação e os direitos dela decorrentes contra qualquer ilegalidade, desvio ou abuso de poder, que possam ser cometidos principalmente por autoridades públicas.

E SPÉCIES ( FORMAS )

  • Habeas corpus Preventivo
  • Habeas corpus Liberatório ou Repressivo
  • Liminar em Habeas Corpus

Nesse sentido, os tribunais entendem que, mesmo que não seja demonstrado justo medo da violência, não é censurável a concessão de habeas corpus preventivo, que se limita a confirmar as garantias constitucionais do movimento. Embora a legislação não o disponha, a jurisprudência e a doutrina confirmam a possibilidade de expedição de habeas corpus. A soltura dependerá da ausência de outro motivo para a prisão; Caso seja concedido habeas corpus preventivo, será expedido salvo-conduto; Caso seja interposto habeas corpus com pedido de arbitragem de fiança, o efeito será a arbitragem da mesma;

NATUREZA JURÍDICA E PREVISÃO LEGAL

Conforme observado na doutrina e na jurisprudência, o habeas corpus pode ser invocado por qualquer pessoa, a qualquer momento e em qualquer nível de jurisdição, sempre que a liberdade de locomoção de alguém seja prejudicada ou ameaçada de dano, por abuso ou ilegalidade. Partimos da premissa de que a instituição do habeas corpus é o meio relevante para o controle da Administração Pública. Da decisão do juiz que deferir ou recusar a ordem de habeas corpus cabe recurso em sentido estrito, nos termos do artigo X, do artigo 581.º, do CPP.

LEGITIMIDADE

A menos que se trate de coação decorrente de autoridade não competente para o efeito ou quando a coação for contrária à lei. Não há obstáculo à sua utilização por menor ou deficiente mental, mesmo que seja representado ou assistido por outra pessoa. O habeas corpus é aplicável quando a coação provém de particular, pois a Carta Magna fala não só de abuso de poder, mas também de ilegalidade.

DA COMPETÊNCIA

É essencial identificar claramente a autoridade coerciva porque a jurisdição para julgar o pedido de habeas corpus varia dependendo de quem determina a coerção ilegal que é a causa da ação. Juízes e tribunais singulares poderão conhecer, apreciar e julgar os pedidos de habeas corpus originalmente interpostos e, em caso de recurso, que poderá ser ex officio ou voluntário, caberá ao órgão competente julgar.34. Em regra, caberá à autoridade judiciária imediatamente superior àquela que exerce ou prestes a exercer a coação ilegal conhecer do pedido de habeas corpus.

DA EXECUÇÃO

O pedido de habeas corpus deverá conter: o nome da pessoa que sofre ou é ameaçada de violência ou coação, e o nome de quem pratica a violência, coação ou ameaça; uma declaração sobre o tipo de coerção ou, no caso de uma simples ameaça de coerção, sobre as razões em que se baseia o medo; a assinatura do iniciador ou de alguém a seu pedido, quando não saiba ou não possa escrever, e a indicação do seu local de residência. Observe-se ainda a competência do STF para habeas corpus no recurso ordinário nos termos do artigo 102, II, (a), da CRFB/88. Em caso de empate na decisão do habeas corpus, independentemente de se tratar de ação originária, recurso constitucional ordinário, recurso especial ou extraordinário, deverá ser declarada a decisão que for mais favorável ao paciente.

LEGALIDADE DO CERCEAMENTO DA LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO

A importância do habeas corpus nas punições disciplinares militares, especificamente nas infrações disciplinares, é o destaque deste trabalho. Artigo 5º da CRFB/88, que exclui a liberdade de locomoção nos casos de infração militar ou crime estritamente militar definido em lei, complementado pelo § 2º do artigo 142 da CRFB/88, que proíbe o habeas corpus em relação às penas disciplinares militares. Os argumentos utilizados na defesa da propriedade do habeas corpus para crimes militares são mais fortes e têm maior substância jurídica.

142, § 2º da Constituição, a impossibilidade de interposição de habeas corpus em relação às penas disciplinares militares limita-se ao exame formal da lei. I – Inaplicabilidade do habeas corpus em relação às penas disciplinares: C.F., art. Habeas – Corpus na infração disciplinar militar. O Capítulo 3 divide os dois capítulos anteriores e analisa a relevância do habeas corpus nas punições disciplinares militares e o alcance da vedação contida no § 2º do art. 142 da CRFB/88.

No que diz respeito ao alcance do habeas corpus como recurso jurídico, conclui-se que não há contraindicações.

BREVE HISTÓRICO DO SURGIMENTO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.24

HIERARQUIA E DISCIPLINA

H IERARQUIA

O dever-poder de punir é consequência da hierarquia em que a autoridade, militar ou civil, deve atuar para manter a ordem e cumprir os deveres prescritos.

D ISCIPLINA

A Lei a que se refere a Carta Magna é o Estatuto Militar – Lei nº. chamados militares.

TRANSGRESSÃO MILITAR

Aceitação do princípio bis in idem nas relações de direito penal e disciplinar militar, §2º do artigo 42 do Estatuto dos Militares (Lei 6.880, de 9 de dezembro de 1980), in verbis: no âmbito de crimes e contravenções militares ou infrações disciplinares, se são da mesma natureza, aplicando-se apenas a pena relativa ao crime. Sendo o crime militar definido como um crime específico que só pode ser cometido por militares, seria um tipo de crime funcional. 14 do Regulamento Disciplinar Militar explica: “Quando a conduta cometida for definida por lei como crime ou contravenção, não será designada como infração disciplinar”.

COMPETÊNCIA PARA APLICAÇÃO DE SANSÃO DISCIPLINAR

Como podemos perceber, o próprio RDE faz uma distinção ao afirmar que se a conduta constitui crime ou contravenção, não se caracteriza como infração disciplinar. O objetivo dos Regulamentos Disciplinares do Exército (R-4) é especificar violações disciplinares e estabelecer padrões relativos a punições disciplinares, conduta militar do pessoal alistado, recursos e recompensas. O governo pode anular as suas próprias ações se estas estiverem repletas de defeitos que as tornem ilegais, porque os direitos não fluem delas; ou retirá-los, por motivos de conveniência ou oportunidade, tendo em conta os direitos adquiridos, e em todos os casos sujeitos a recurso judicial.

POSICIONAMENTO PERANTE A CONSTITUICÃO

O parecer apresentado no artigo 2º, parágrafo único, inciso I, da lei nº, quando afirma que “nos processos administrativos serão respeitados os critérios para agir de acordo com a lei e a lei”. Tendo em conta o disposto no artigo 5.º, alínea LXI, da Constituição da República de 1988, que estipula que os crimes militares e os crimes militares devem ser definidos por lei, respeitando assim o princípio da reserva legal e que o Regulamento Disciplinar do Exército são o Decreto da Presidência da República e por acaso reconheço a inconstitucionalidade formal do mesmo, conforme consta no início e expedi o habeas corpus preventivo. Mais do que respaldar o princípio da aceitação das leis pela Constituição, a expressão “na lei” traz consigo o princípio da reserva legal, que obriga o indivíduo a fazer ou deixar de fazer algo apenas com base no ordenamento jurídico.

ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

O artigo 5º da CRFB/88 é consequência de uma evolução social e política que proclamou o direito fundamental à liberdade dos cidadãos e limitou o papel do Estado na liberdade individual, limite típico de um Estado constitucional. A hierarquia e a disciplina devem ser preservadas, pois são princípios essenciais das corporações militares, mas os direitos e garantias fundamentais consagrados no art. 5e, da CF, são normas de aplicação imediata (art. 5º, § 1º, da CF), que devem ser garantidas a todos os cidadãos (civis ou militares, brasileiros ou estrangeiros), sem qualquer discriminação na busca pelo fortalecimento da Estado de Direito, escolhido pela República Federativa do Brasil, art.

CONFLITO APARENTE DA NORMA CONSTITUCIONAL

A Constituição Federal garante, como direito fundamental, a avaliação do Poder Judiciário sobre qualquer dano ou ameaça a um direito: “a lei não excluirá do julgamento do Poder Judiciário dano ou ameaça a um direito”66 e, imediatamente, proíbe essa segurança ao militar, estabelecendo um aparente conflito entre as normas constitucionais.

ABUSO DE PODER E ILEGALIDADE

A BUSO DE PODER

O abuso de poder pode ocorrer de diversas formas: seja quando o agente age em nome da lei, mas não está autorizado por ela; seja quando parece extremamente restritivo para as funções que descreve; ou quando dentro da lei, porém, age na perversão de suas intenções. É também dizer que qualquer excesso ou desvio é um abuso de poder, mas nem sempre é assim. E traz a definição do Marques de São Vicente:68 “é o ato de autoridade que, pelo abuso de competência que a lei lhe atribuiu, ordena ou permite o que proíbe, ou impõe as condições que a lei ordenou a ser cumprida em sua ação”.

I LEGALIDADE

OPINIÕES A RESPEITO DO CABIMENTO OU NÃO DO HABEAS

D O NÃO CABIMENTO

Segundo o princípio da legalidade, que reina no ordenamento jurídico nacional, absolutamente “não haverá crime sem lei prévia, nem punição sem punição legal prévia”. Por si só, os artigos acima mencionados legitimam a inadequação deste instrumento constitucional sob a égide do “Princípio da derrogação parcial das liberdades políticas e dos direitos fundamentais”74 devido às atribuições específicas atribuídas aos membros das Forças Armadas. O que causa discussão e surpresa é a ampliação da possibilidade de prisão militar.77 Proibir o uso de habeas corpus nesses casos78 é, sem dúvida, uma forma absoluta e injustificável de ataque ao Estado de Direito.

D O CABIMENTO

II – O habeas corpus não se aplica se a pena já tiver sido cumprida, uma vez que este instituto visa proteger a liberdade de circulação. Para tanto, o Capítulo 1 tratou do habeas corpus e destacou que o referido instituto constitui uma ampla e ilimitada “ação constitucional” contra atos ilícitos e abusivos. Quanto ao enfoque do habeas corpus, após análise de todos os tópicos contidos nesta monografia, conclui-se que a expressão constante do § 2º do artigo 142 da CRFB “.. habeas corpus não se aplica às penas disciplinares militares” é completamente equivocada, considerando que o habeas corpus é uma ferramenta contra a ilegalidade e o abuso de poder e não contra a punição.

Referências

Documentos relacionados

(...) em qualquer caso de abuso de poder, sofrendo o indivíduo coação ou violência à liberdade de ir, ficar e vir, ESTÁ INDICADO, CONSTITUCIONALMENTE, O USO