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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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PROTEÇÃO JURÍDICA DO IDOSO PERANTE O PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E SEU DIREITO À ALIMENTAÇÃO NO ORDEM JURÍDICO BRASILEIRO. O objetivo desta monografia é a proteção jurídica do idoso, levando em consideração o princípio da dignidade da pessoa humana e do seu direito à alimentação no ordenamento jurídico brasileiro.

BREVE HISTÓRICO DOS DIREITOS HUMANOS

O Estatuto do Idoso veio complementar o PNI, pois previa a garantia dos direitos sociais de forma menos abrangente. Santos196 lembra que o Estatuto do Idoso utilizou todas as normas e conceitos existentes sobre o direito à alimentação previsto no Código Civil (artigos 1.694 a 1.710), na Lei Alimentar, na Constituição Federal (artigo 229) e no Código. de Processo Civil (arts.

CONSIDERAÇOES ACERCA DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA

A IDADE COMO FATOR DE STATUS SOCIAL NAS SOCIEDADES

Middleton, apud Balandier enfatiza: “A distribuição de autoridade se expressa na forma de antiguidade, que se baseia em princípio nas diferenças de geração e idade”. Em resumo, temos aqui duas situações extremas: numa, as relações etárias são tomadas para começar, na outra, a concentração de classes etárias aumenta o abuso de autoridade.

BREVE RELATO DO CONTEXTO DO IDOSO NAS CULTURAS MUNDIAIS

A Lei 8.842, que criou a política nacional do idoso e instituiu o Conselho Nacional do Idoso, considera idoso para seus fins a pessoa com mais de sessenta anos de idade. Há artigos do Estatuto do Idoso em que o legislador define idoso como a pessoa com idade “igual ou superior a 60 (sessenta) anos152” e outros em que o idoso é definido como “a pessoa com mais de 60 (sessenta) anos”. anos. 153 anos". Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, o Estatuto do Idoso considera o idoso como prioridade absoluta e torna dever de todos prevenir ameaças ou violações dos seus direitos.

Pena: reclusão de seis meses a um ano e multa; .. f) apropriar-se ou desviar bens, rendimentos, pensões ou quaisquer rendimentos do idoso. O artigo 13 do Estatuto atribuiu ao Ministério Público a responsabilidade de promover e fiscalizar ações alimentares em favor dos idosos em razão da proteção integral que lhes é concedida, conforme previsto no artigo 74, inciso II, da Lei 10.741/03.

AS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS ACERCA DO IDOSO

BREVE EVOLUÇÃO HISTÓRICA ACERCA DOS ALIMENTOS

Cahali81 observa que no direito romano a obrigação de alimentação baseava-se em diversas causas: a) na convenção; Segundo Segrè82, no direito romano, a obrigação de fornecer alimentos foi originalmente criada em relações clientelistas e de clientelismo e não se baseava originalmente em relações familiares. Não há um momento histórico preciso em que os laços familiares começaram a dar origem ao reconhecimento da pensão alimentícia.

Silvio Rodrigues84 ensina que os romanos chamavam a comida de officium pietatis, ideia que aproxima a obrigação alimentar da ideia de caridade. A obrigação alimentar entre tio e sobrinho ou padrinho e afilhado foi questionada em decorrência da ligação espiritual entre eles.

CONCEITO DE ALIMENTOS E REQUISITOS

No que diz respeito aos planos de saúde, o Estatuto do Idoso estabeleceu a proibição da discriminação dos idosos com base na idade, conforme definido no parágrafo 3º do artigo. Devem ser implementadas comodidades urbanas destinadas aos idosos e eliminadas as barreiras que dificultam o acesso dos idosos a qualquer local. Nestas circunstâncias, o Ministério Público deve intervir imediatamente para proteger os idosos em situação de risco.

Conforme mencionado anteriormente, o PNI difere muito do Estatuto do Idoso pela sua eficácia, pois o estatuto possui disposições específicas acompanhadas de sanções para quem descumprir o que a lei determina. Se a família do idoso necessitado comprovar as condições para o pagamento da pensão, o idoso ou o seu tutor deverá apresentar pedido de alimentos no tribunal de família, sendo o valor mensal determinado pelo juiz.

A ABRANGÊNCIA DO DIREITO A ALIMENTOS

A FORMA DA PRESTAÇÃO DOS ALIMENTOS

A pessoa obrigada a fornecer alimentos pode atribuir ao filho uma pensão ou fornecer-lhe alojamento e apoio, sem prejuízo da obrigação de fornecer o necessário à sua educação, quando for menor. Ressalte-se que o referido artigo prevê duas formas de pensão alimentícia, permitindo ao devedor examinar a forma menos onerosa de cumprimento de sua obrigação, optando assim por uma ou outra. Exemplo de circunstância que leva o tribunal a determinar a forma de pagamento devida é, por exemplo,114 se existir incompatibilidade entre o fornecedor de alimentos e a pessoa servida, não podendo o tribunal obrigar o segundo a cumprir o primeiro a viver juntos . sob o mesmo teto, o que levaria a novos atritos.

Desde que não haja circunstância que obrigue o juiz a determinar a forma de pagamento devida naquele caso, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 1.701. A seguir, será identificada a distinção entre o dever de alimentos decorrente do dever de sustento e assistência e o de parentesco.

O DEVER DE ALIMENTOS EM RAZÃO DO DEVER DE SUSTENTO E

Os pais devem apoio aos seus filhos quando estes são menores e, quando estes crescem, pode haver obrigações de apoio à criança. O atual Código Civil reduziu a capacidade civil de 21 para 18 anos (artigo 5.º), pelo que houve alteração da obrigação alimentar em consequência da obrigação de apoio inerente ao poder familiar. Contudo, Salem e Matias122 referem que esta obrigação deve ser alargada até aos 24 anos do aluno “mais velho”, pelo que se o filho continuar os estudos depois de passar a capacidade civil, a obrigação de apoio dos pais deverá continuar.

Além disso, afirmam que a jurisprudência tem levado em conta que os pais devem estender a pensão alimentícia, e observam que esta obrigação não decorre do poder parental, mas sim do parentesco. Salém e Matias124 interpretam que a provisão de alimentos para a criação e educação dos filhos menores não resulta do parentesco, mas sim do poder nacional, portanto é dever dos pais gerir a educação e criação dos filhos menores independentemente da situação financeira do menor até que este atinja o estado civil pleno.

O DEVER DE ALIMENTOS EM RAZÃO DO PARENTESCO

VI - mobilização da opinião pública para a participação dos diversos segmentos da sociedade no cuidado ao idoso. As entidades responsáveis ​​pelo cuidado de idosos devem registar-se no Conselho Municipal do Idoso e Vigilância de Saúde e cumprir os seguintes requisitos: instalações físicas em condições habitáveis, higiénicas, saudáveis ​​e seguras; os objetivos prescrevem. Pena: reclusão de seis meses a um ano e multa; .. h) manter cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios, rendimentos ou pensões de idoso, para efeitos de garantia do pagamento de dívidas.

O que difere a ação alimentar da Lei 10.741/03 daquela prevista no Código Civil é o fato de que, com base no estatuto, exceto que o idoso pode escolher qualquer um dos fornecedores que lhe fornecerá os alimentos (filhos, netos, irmãos e irmãs), também podem reclamar o montante total que for suficiente para satisfazer as suas necessidades206, uma vez que a dívida alimentar dos idosos é solidária. Além disso, os idosos ainda podem reclamar o montante total suficiente para satisfazer as suas necessidades, uma vez que a dívida alimentar dos idosos é solidária.

CONSEQÜENCIAS JURÍDICAS DO NÃO PAGAMENTO DE ALIMENTOS: A

A Carta Magna prevê alguns artigos, como o da previdência social (art. 201), que garante um salário mínimo mensal aos idosos que comprovem não ter meios de se sustentar ou de fazer com que a família o faça (art. 203). ). , inciso V e art. 204), proteção ao idoso, defesa de sua dignidade e garantia do direito à vida (art. 230, caput), direito ao transporte gratuito (voto facultativo para maiores de setenta anos (art. se, porém, for um feriado da data em que completa 60 anos e falece no dia seguinte, quando já tiver mais de 60 anos. O autor do crime não sofrerá pena agravada, pois, ao aplicar a teoria da atividade à questão do no momento do crime, não tinha na altura mais de 60 anos. No entanto, considera que não há razão para o legislador se referir aos idosos como tendo mais de sessenta anos e, por vezes, também como tendo mais de 60 anos.

O conceito que mais favorece o sujeito do crime é o de idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Portanto, nos casos em que as leis mencionam idosos como aqueles com mais de 60 (sessenta) anos, ampliando o alcance da norma, é necessário incluir aqueles que têm 60 (sessenta) anos.

DIREITOS ASSEGURADOS AO IDOSO

  • D O DIREITO À VIDA
  • D A LIBERDADE , RESPEITO E DIGNIDADE
  • D O DIREITO À SAÚDE
  • D A EDUCAÇÃO , CULTURA E LAZER
  • D A PROFISSIONALIZAÇÃO E DO TRABALHO
  • D A PREVIDÊNCIA SOCIAL
  • D A ASSISTÊNCIA SOCIAL
  • D A HABITAÇÃO
  • D O TRANSPORTE

O estatuto refere-se à liberdade de circulação do idoso, à participação na família e na comunidade, à opinião e expressão, à convicção religiosa e à procura de abrigo ou orientação. O referido artigo prevê ainda que os idosos no SUS devem ter prioridade no tratamento e prevenção de doenças e a garantia do recebimento gratuito de medicamentos, especialmente os de uso regular, bem como próteses, órteses e outros recursos destinados à habilitação e reabilitação de idosos idosos. 2. Os idosos, para usufruir da reserva prevista na letra maiúscula deste artigo, deverão solicitar um único “Bilhete Viagem Idoso”, nos pontos de venda próprios do transportador, pelo menos três horas antes da hora de partida. ponto de partida da linha de serviço de transporte, para poder solicitar a emissão de título de viagem de regresso, tendo em conta os procedimentos de bilhética, quando aplicável.

Exigir que os idosos usufruam da reserva do “Bilhete de Viagem para Idosos” pelo menos três horas antes da hora de saída do ponto de partida da linha de transporte é o mesmo que colocá-los em desvantagem e violar a tarefa de prioridade absoluta prevista no Artigo 3º da Lei nº. A família, a comunidade, a sociedade e os órgãos públicos são obrigados a garantir aos idosos a prioridade absoluta no exercício do seu direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura e ao desporto. , lazer, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, respeito e convivência familiar e comunitária”. Os direitos dos idosos são garantidos por lei federal, mas cabe também a cada indivíduo contribuir para a sua efectiva aplicação, promoção, apoio e protecção dos idosos.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO AO IDOSO

AS POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AO IDOSO

A política de atenção ao idoso será implementada por meio de um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Este dispositivo deixa claro que as ações em favor dos idosos devem ser realizadas não só pelo Estado, mas também pela sociedade como um todo, através de organizações não-governamentais, como abrigos e associações de defesa dos idosos, que têm poderes legais poderes. personalidade de direito privado176. O presente artigo também estipula que as políticas de cuidados aos idosos sejam implementadas por agências governamentais e não governamentais.

As normas de governação das entidades de cuidados a idosos estão previstas em estatutos, sejam elas públicas ou privadas. A fiscalização das entidades de serviço cabe aos Conselhos do Idoso, à Vigilância da Saúde e ao Ministério Público.

DO ACESSO À JUSTIÇA

DO MINISTÉRIO PÚBLICO

DELITOS CONTRA O IDOSO

Pena: reclusão de seis meses a um ano e multa; Se a vítima estiver ao cuidado de um agente, a pena é aumentada em um terço; Pena: reclusão de seis meses a um ano e multa; se resultar em lesão corporal grave, a pena é aumentada para metade e triplicada se resultar em morte; Pena: reclusão de dois meses a um ano e multa; se resultar em lesão corporal grave: reclusão de um a quatro anos; se resultar em morte: reclusão de quatro a doze anos;

Pena: reclusão de seis meses a dois anos e multa; .. i) exiba ou transmita informações ou imagens depreciativas sobre idosos. Como se pode verificar, a maior parte das penas previstas no estatuto variam de seis meses a um ano de detenção ou reclusão e multa, com exceção dos crimes de peculato, posse de cartão de banco, obrigar idoso a doar, testagem, etc. . contrata ou dá procuração que são punidos com maior severidade, com penas que variam de seis meses a cinco anos.

DA FIXAÇÃO DE ALIMENTOS À PESSOA IDOSA

  • D A SOLIDARIEDADE DA OBRIGAÇÃO ALIMENTAR DA PESSOA IDOSA
  • D AS TRANSAÇÕES RELATIVAS A ALIMENTOS
  • D O DEVER DO E STADO EM RELAÇÃO AOS IDOSOS NECESSITADOS

Num pedido de alimentos apresentado por um idoso, o arguido não poderá convocar outras partes que devam juntar-se ao processo. Enquanto no caso de fornecimento de alimentos, que é determinado pelo Código Civil, o familiar escolhido pelo mantenedor, havendo outros co-responsáveis, será condenado apenas na proporção de sua responsabilidade, devendo o credor do gado requerer o complemento da obrigação alimentar de outros prestadores mediante ajuizamento de segunda ação. A medida de pensão alimentícia prevista no CC/2002 permite que o familiar devedor de alimentos, sem condições de arcar integralmente com o ônus, possa recorrer a parentes em posição direta.

Por outro lado, tratando-se de um pedido de alimentos apresentado por um idoso, a obrigação nutricional é comum a todos os prestadores, podendo o idoso escolher entre cocontratantes. Na prestação de alimentos prevista no CC/2002, o familiar escolhido pelo responsável pela manutenção, caso existam outros codevedores, será condenado apenas na proporção da sua responsabilidade, devendo o credor de alimentos requerer o acréscimo da obrigação alimentar do responsável pela manutenção. outros fornecedores entrando com outra ação judicial.

Referências

Documentos relacionados

Os seus objetivos são: a institucional: produzir uma monografia para obtenção do grau de bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI; b geral: analisar, com base