O objetivo deste estudo é mostrar a importância e relevância do assédio moral no ambiente de trabalho e suas consequências para o empregado e para o empregador. A pesquisa exploratória foi utilizada para investigar em profundidade um tema específico, ou seja, o assédio moral no local de trabalho.
DIGNIDADE DO TRABALHADOR
A Declaração dos Direitos Humanos é um documento importante que regula a vida do cidadão e garante que as pessoas tenham visibilidade na sociedade e possam viver em harmonia no seu ambiente, tanto profissional como social. Assim, podemos afirmar que o empregador deve respeitar a dignidade e os direitos pessoais do trabalhador, pontos fundamentais para a relação contratual de trabalho, bem como o pagamento do seu salário e a prestação e proteção do direito pessoal do trabalhador, que representam uma extensão dos direitos fundamentais do cidadão.
DESIGUALDADE DAS PARTES NA RELAÇÃO DE EMPREGO
Princípio do Protecionismo
O princípio da proteção do trabalhador das normas imperativas e, portanto, de uma ordem econômica, que caracteriza a instituição básica do Estado nas relações de trabalho, visando opor-se aos entraves da autonomia da vontade. O princípio da proteção dos trabalhadores face às normas imperativas e, portanto, económicas, caracteriza a instituição básica do Estado nas relações laborais, visando opor-se aos obstáculos da autonomia da vontade.
Abuso de Poder
A lei protetiva ainda é considerada uma das ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar a relação de trabalho entre trabalhador e empregador. O princípio decorre da norma imperativa, de ordem pública, onde prevalece a proteção do empregado a ponto de este ter igualdade com o empregador, ou seja, protege a parte que é considerada mais frágil na relação de trabalho: o empregado”. Poder de fiscalização: este “nada mais é do que um dos poderes incluídos no conteúdo da diretriz”.
O poder não pode exceder os direitos do trabalhador, uma vez que “é legítima a ordem do empregador e o poder disciplinar, autorizado pelo Estado, que orienta a forma deste exercício, através das formas prescritas e da imposição de sanções aprovadas pela sociedade”.
O LIMITE DO PODER DO EMPREGADOR E A HARMONIA DO AMBIENTE DE
Portanto, a saúde do ambiente de trabalho depende unicamente da forma como o poder gerencial é exercido, pois há abuso do exercício do poder. Visto que a valorização do ambiente de trabalho implica mudanças de atitude ética, partindo da consideração de que o homem está na vanguarda dos meios de produção para cumprir o seu papel como parte integrante do processo de crescimento da empresa no mercado. Se todos os elementos forem suficientes e atenderem aos padrões, o ambiente de trabalho torna-se harmonioso e motivador para toda a equipe.
Nesta fase do trabalho serão apresentados os abusos morais no ambiente de trabalho, cada vez mais abordados na legislação trabalhista.
CONCEITO
A exposição de trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetidas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no desempenho das suas funções é mais comum em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas onde predominam comportamentos negativos e condições desumanas e antiéticas prolongadas. , de um ou mais chefes dirigidos a um ou mais subordinados, o que desestabiliza a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização e a obriga a abandonar o emprego. O assédio moral pode ser definido como “comportamento condizente com a explicação da intenção sexual que não encontra receptividade concreta da outra parte, comportamento que se repete após a negação”. A atitude resultante do assédio pode ser denominada “qualquer comportamento ofensivo (gesto, palavras, comportamento, atitude...) que, por repetição ou sistematização, atente contra a dignidade ou integridade mental ou física de uma pessoa, ameace o seu emprego ou degrade o ambiente de trabalho. "
Pode-se afirmar também que o assédio moral também pode ser chamado de “terror psicológico, que ocorre nas relações de trabalho quando, em uma hierarquia autoritária, o subordinado é exposto a situações humilhantes”.
NATUREZA
O assédio moral no ambiente de trabalho é muitas vezes tão intenso que acaba se transformando em violência, por meio de intimidação, difamação, ironia e constrangimento para a pessoa que está em público, que se sente envergonhada e indiferente. O assédio moral no ambiente de trabalho “é caracterizado por comportamentos abusivos, seja pelo empregador utilizar sua superioridade hierárquica para constranger seus subordinados, ou seja, pelos empregados entre si com o objetivo de expulsar alguém indesejável do grupo próximo, o que pode de fato ocorrer . muito geralmente, por razões de concorrência ou de discriminação pura e simples”. O assédio moral não deve ser confundido com outros conflitos no ambiente de trabalho, pois pressupõe um comportamento durante um período longo e premeditado, que começa a desestabilizar psicológica e emocionalmente a vítima.
Dada a sua caracterização, observa-se que o assédio moral degrada o trabalhador, afetando sua autoestima, condições físicas e psicológicas no ambiente de trabalho.
CARACTERIZAÇÃO
A prática do assédio moral reúne dois elementos, que são o abuso de poder e a manipulação perversa que se instala gradativamente ao longo do tempo no ambiente de trabalho. As ações realizadas por chefes e gestores no local de trabalho prejudicam psicologicamente a vítima, deixando-a impossibilitada de responder. Muitos destes comportamentos podem ser caracterizados como assédio no local de trabalho, pois violam o moral dos trabalhadores.
Pela sua representação, a gravidade do assédio moral no trabalho reside na sua persistência diária, onde na maioria dos casos o local de trabalho, o ritmo das tarefas e o relacionamento tornam-se fatores promotores de estresse e cansaço, que consequentemente mantêm o assédio moral.
CLASSIFICAÇÃO
Assédio moral vertical
Este tipo de intimidação “pressupõe uma relação de autoridade, em que predominam o desmantelamento, a competitividade e a criação do medo do superior sobre o subordinado”. Neste tipo de situações, a determinação e a certeza do chefe contra o intimidador devem ser inabaláveis contra os seus subordinados. Neste tipo de assédio, “o terror psicológico é perpetrado por um superior hierárquico ou, na grande maioria dos casos, por.
Porque neste tipo de assédio a própria subordinação refere-se a uma relação de desigualdade, com alguns chefes usando o seu poder para tirar vantagem deste tipo de situação sobre os seus subordinados.
Assédio moral horizontal
A humilhação vertical manifesta-se em relações autoritárias e desumanas, onde dominam o abuso, a manipulação e a competitividade. Este tipo de assédio envolve o uso do poder dos gestores com o objetivo de abusar do poder de gestão e disciplinar, bem como evitar consequências laborais. Nessa modalidade de assédio, o colega de trabalho assediador, como autor material do assédio moral, fere a dignidade e a honra do assediado, que deverá responder por perdas e danos por suas ações antissociais e ilícitas, além de estar sujeito ao poder disciplinar do empregador que pode demiti-lo por justa causa.
CONDUTAS
Assediador
Tanto no assédio horizontal quanto no vertical, pode haver comportamento intimidatório de uma ou mais pessoas contra um funcionário ou mesmo através de um grupo, mas desde que esse grupo seja determinado ou determinável, não é permitida a indeterminação subjetiva. A conduta que constitui intimidação moral, praticada pelo agressor, é realizada com recurso a técnicas de desestabilização da vítima. São realizadas através de técnicas de relacionamento, onde o agressor não olha para a vítima, mas comunica através de bilhetes, impedindo assim a capacidade de se expressar, ou ao comunicar com alguém, é interrompido pelo seu superior hierárquico ou colegas para lhe dizer que a intimida; Técnicas de isolamento: são atribuídas à vítima tarefas para isolá-la e deixá-la sem atividade, e como consequência ela não mantém contato com os colegas, deixando-a sem apoio para participar do trabalho em equipe; As técnicas de ataque traduzem-se em ações que visam desacreditar e/ou desqualificar a vítima perante colegas ou clientes empresariais; As técnicas para desqualificar e desacreditar a vítima são uma forma indireta e não verbal de desqualificar a vítima, enquanto para desacreditar a vítima o agente assediador recorre à humilhação e ao ridículo, fazendo insinuações sobre etnia, género sexual, religião ou características físicas; Técnicas punitivas que pressionam a vítima por erros ou equívocos no seu trabalho.
Do Assediado
DISTINÇÃO ENTRE ASSÉDIO MORAL E ASSÉDIO SEXUAL
Por outro lado, o assédio moral caracteriza-se por abusos de natureza psicológica que atingem a vítima. Embora o assédio moral tenha consequências mais amplas do que o assédio sexual, estas serão apresentadas com maior ênfase no próximo capítulo. As consequências da tortura moral não se limitam à saúde do trabalhador vítima de um processo destrutivo.
Contudo, as consequências do assédio moral aparecem sob diferentes perspectivas para a vítima (funcionário), para o assediador (empregador) e para a empresa envolvida no assédio moral, como será apresentado a seguir.
CONSEQÜÊNCIAS PARA O EMPREGADO
Afetando a vítima, o dano moral é indenizável pela dor e desconforto causados em decorrência de ação que a afetou física ou psicologicamente. 114 Constituição Federal – VI - ação judicial para indenização de danos morais ou patrimoniais decorrentes do vínculo empregatício. Dessa forma, qualquer infração atribuída ao trabalhador pode ser caracterizada como dano moral.
Assim no ambiente de trabalho o empregador que causar dano moral ao empregado deverá repará-los e da mesma forma o empregado deverá reparar os danos morais causados ao empregador.
CONSEQÜÊNCIAS PARA A SOCIEDADE
CONSEQÜÊNCIAS PARA O EMPREGADOR
Com o mercado cada vez mais exigente, com a evolução dos métodos de produção, é necessário ter uma administração planejada e um ambiente de trabalho hostil e harmonioso para atingir os objetivos da empresa. As consequências do assédio moral não se limitam apenas ao trabalhador, mas também à empresa. Portanto, é fundamental criar um ambiente de trabalho que proporcione condições de produção, bem como um ambiente onde sejam preservadas a autoestima, a autoimagem, a segurança, as perspectivas profissionais e pessoais.
O desvio da função social é resultado dos problemas que a empresa vivencia com a ocorrência de casos de maus-tratos morais.
CONSEQÜÊNCIAS PENAIS E CIVIS
PROPOSTAS DE PREVENÇÃO DO ASSÉDIO MORAL
Estas medidas podem ajudar a garantir que o assédio moral no local de trabalho não seja uma ameaça para as pessoas e empresas, mas sim visto como um facto que deve ser resolvido de forma eficaz, para que as partes envolvidas possam continuar a trabalhar na empresa e na sociedade sem consequências. . O assédio moral no ambiente de trabalho viola o princípio básico da dignidade da pessoa humana, sendo este um dos motivos pelos quais pode ser tratado com o máximo rigor, respeito e responsabilidade pela justiça trabalhista. Contudo, fica claro que o problema do assédio moral no ambiente de trabalho vem ganhando espaço na jurisprudência, pois a avaliação dos casos ajuda as vítimas a se disporem a denunciar e assim contribuir para uma sociedade que permeie o respeito e a justiça ao cidadão.
O assédio moral é uma questão delicada porque os funcionários no local de trabalho muitas vezes se sentem encurralados, ou mesmo encurralados, pelo facto de necessitarem de trabalho.