Esta pesquisa trata-se de um estudo analítico-descritivo de uma prática educativa cujo objetivo foi analisar um processo de ensino-aprendizagem crítico e participativo desenvolvido com doze enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF) do município de São José para o cuidado de enfermagem a adolescentes e seus famílias. Mesmo após a implantação do Programa Saúde da Família no município de São José, em setembro de 2001, não foram observadas mudanças significativas no modelo de atenção à saúde, especialmente na área da saúde do adolescente.
Questão de Pesquisa
Além disso, segundo Santos et al. 2000), ensinar a promoção, recuperação e preservação da saúde da família com foco na fase da adolescência, de forma a promover a saúde de cada membro e da família como unidade é um processo complexo. Portanto, de acordo com as necessidades manifestadas pelos enfermeiros do município de São José, no que diz respeito ao cuidado às famílias na adolescência, este estudo analisou um processo de ensino-ensino com enfermeiros do PSF sobre o cuidado de enfermagem ao adolescente e sua família, acreditando que o trabalho compartilhado com o enfermeiro facilitador e o enfermeiro praticante/família, como resultado das atividades pedagógicas, promove o crescimento e a valorização mútua do processo educativo.
Objetivos
Geral
Específicos
Família com filhos adolescentes
- Relações entre pais e filhos
- Nascimento
- Crises/Mudanças e Redefinições
- Sexualidade e Família
No mesmo estudo, os pais apontaram soluções que encontraram que os ajudaram nesta tarefa. Em seus depoimentos, os adolescentes deixam claro o desejo de que os pais conversem abertamente com eles sobre sexualidade.
Atuação e capacitação do enfermeiro como profissional de saúde frente à família na
Vale ressaltar que cada equipe é composta por um (1) médico de família, um (1) enfermeiro de família, dois (2) auxiliares de enfermagem, quatro (4) a seis (6) agentes comunitários de saúde. Que atividades são desenvolvidas no Centro de Saúde onde trabalha dirigidas às famílias na adolescência? Não há nenhuma atividade no Centro de Saúde voltada para as famílias na fase da adolescência (Enfermeira Angelita).
Disponibilização de informações na Escola e Centro de Saúde (sobre o direito do adolescente de procurar atendimento e a importância do sigilo dos profissionais); Que todos os profissionais de saúde trabalhem juntos: enfermeiro + técnicos + auxiliares com a participação da família. Os adolescentes e seus familiares, bem como os profissionais de saúde, desconhecem os serviços oferecidos nos centros de saúde voltados para adolescentes (Enfermeira Cíntia).
Nesse processo, o cenário pode ser caracterizado pelos centros de saúde onde os enfermeiros atuam. O que especificamente os enfermeiros do Programa Saúde da Família fazem para promover a saúde do adolescente?
Teoria do Desenvolvimento da Família: breve histórico
Conceitos norteadores do estudo
Tarefa Desenvolvimental – é o desempenho esperado de determinado membro e família ao longo de sua trajetória. A família como um todo também possui funções de desenvolvimento, ou seja, espera-se que a família desempenhe determinadas funções em relação aos seus membros, que podem variar de acordo com o estágio do ciclo de desenvolvimento da família (RODGERS apud ROWE, 1981).
Tipo de estudo
O autor afirma “que a educação pode ocorrer de diversas formas, o que permite a escolha, pois não existe um modelo uniforme, nem mesmo um espaço em que ela ocorre”. Representa uma metodologia real, entendida como um conjunto de métodos, técnicas, procedimentos ou atividades que são deliberadamente selecionados e organizados em cada etapa de acordo com a natureza do problema em estudo e as condições gerais dos participantes.
Contextualizando o local do estudo
Sujeitos do estudo
Em seguida perguntei aos enfermeiros quem realmente atende aos critérios apresentados, e caso exista um centro de saúde com mais de um enfermeiro interessado, deve ser feita uma negociação interna entre a direção e os interessados, o que garante a participação, preferencialmente nesta situação, para aqueles que já trabalharam com adolescentes e famílias em seu local de trabalho. Na verdade, este estudo também poderia ser estendido a outros profissionais da equipe do Programa Saúde da Família, mas devido à grande rotatividade de médicos no município e à dificuldade de reunir outros membros da equipe fora de seus locais de trabalho, optei por trabalhar apenas com enfermeiros trabalhar. .
Estratégias para operacionalização do estudo
As necessidades do grupo foram identificadas sucessivamente, ou seja, os problemas que surgiram em sua prática profissional em relação à implementação do trabalho com adolescentes e suas famílias no município de São José. Esperavam que desta forma contribuíssem para uma melhor compreensão das situações que vivenciavam os participantes no seu cotidiano de trabalho, o que de fato melhorou a qualidade do atendimento aos adolescentes e seus familiares atendidos pela Rede Básica Municipal de Saúde de São José.
Registro da prática educativa
A primeira oficina foi planejada com o objetivo de apresentar os objetivos do estudo e discutir a metodologia proposta, além de refletir com os enfermeiros sobre a realidade quanto aos aspectos relacionados ao cuidado aos adolescentes e suas famílias. Observação direta pela enfermeira facilitadora durante as oficinas com registro das informações, ou seja, as notas de campo ocorreram logo após o término das oficinas/encontros, realizadas em diário de campo;
Análise e interpretação dos dados
Fase de análise
Observação da realidade: deve estar atento para que possam ser observados aspectos interessantes, perturbadores ou intrigantes em relação aos objetivos da pesquisa (SILVA e BERBEL, 2003). Ainda nesta fase final do ‘Arco da Problematização’, acredito que para que ocorra uma análise concreta da mudança da realidade dos enfermeiros através do processo de ensino-aprendizagem, seria necessário que o facilitador fizesse uma observação de prática em níveis médio e alto, a longo prazo.
Aspectos Éticos
Apêndice B) e foi criado um período de compromisso pelo pesquisador (Apêndice C), bem como um período de compromisso para uso dos dados (Apêndice D). A única certeza que tive foi que o sucesso ou o fracasso desta primeira reunião poderia comprometer toda a investigação, pois as primeiras impressões das pessoas envolvidas na investigação seriam fundamentais para saber se participavam ou não do processo.
Primeira oficina – Identificando as necessidades das enfermeiras para realização de
52 Não tenho grupos, mas os jovens procuram-me no Centro de Saúde à procura de respostas, especialmente para questões relacionadas com a sexualidade. Além dos serviços rotineiros nos serviços de saúde para a população em geral, que abrangem superficialmente os adolescentes e suas famílias, há uma necessidade urgente de.
Segunda oficina – Conhecendo os princípios éticos e bioéticos do atendimento ao
Para desenvolver ainda mais a oficina, convidei-os a trabalhar em nossa primeira situação-problema e novamente escrevi no quadro: “Os enfermeiros não têm conhecimento dos aspectos legais e éticos do cuidado ao adolescente”. Incentivar discussões com o COREN para que um artigo específico sobre atendimento a adolescentes seja incluído no Código de Ética da Enfermagem. Por se tratar de um tema com conteúdo mais extenso, os enfermeiros acharam mais interessante realizar uma breve reunião na semana seguinte para que cada subgrupo organizasse seu material e preparasse suas apresentações.
Comunicar questões éticas e legais relacionadas ao cuidado de adolescentes à comunidade em geral e aos profissionais de saúde durante reuniões e palestras da equipe do PSF.
Terceira oficina – Conhecendo o processo de adolescer como um todo
Inclusive era na minha casa que a gente ficava e minha mãe me dava cobertura do meu pai e dos pais dos meus colegas. Meu pai era muito rígido, minha primeira namorada foi quando estreei, e minha mãe ajudou a esconder o relacionamento do meu pai (enfermeira Renata). Eu tenho uma relação melhor com meu pai do que com minha mãe porque minha mãe dizia que a gente agia como drogado (Enfermeira Amabilie).
É pouco provável que os adolescentes vão ao centro de saúde para fazer perguntas antes da relação sexual; a maioria deles já iniciou sua atividade sexual.
Quarta oficina – Discutindo sobre sexualidade humana
Eu não lembrava muito, só lembro que estava sempre me arrumando, talvez para chamar a atenção dos meninos, não sei. A única coisa que eu sabia era que poderia vir a qualquer hora, então sempre saía com um pedaço de papel na cueca (Enfermeira Joana). Meu filho de um ano e meio não aceita que eu não tenha bolsa, isso o preocupa e não sei como entendê-lo (enfermeira Paulina).
Na minha casa há brigas constantes, meus filhos falam que estou me encontrando.
Quinta oficina – Abordagem dos adolescentes e suas famílias no contexto familiar
Após a conclusão da dinâmica inicial, lembrei-me de qual seria a situação-problema que seria trabalhada na oficina do dia: Os enfermeiros têm dificuldade em abordar os adolescentes no contexto familiar e escolar. 2ª Questão: Como as equipes do PSF abordam atualmente os adolescentes no contexto escolar da comunidade onde atuam? Realizar reuniões para sensibilizar os profissionais de saúde e capacitá-los para acolher e cuidar dos adolescentes no contexto familiar;
Organizar sessões de sensibilização para profissionais de saúde e capacitá-los para acolher e cuidar de adolescentes em contexto familiar;
Sexta oficina – Desenvolvendo atividades educativas com adolescentes e suas
No centro de saúde: Consultas de Planeamento Familiar, ou em casos de suspeita de gravidez. No posto de saúde também realizamos atividades educativas na sala de espera, pois não há sala adequada (enfermeira Cíntia). Quando chego no posto de saúde eu utilizo os materiais DST/AIDS, mas são poucos (Enfermeira Alexandra).
Sensibilização Realizar trabalho para todos os profissionais dos centros de saúde e incentivá-los a realizar atividades educativas.
Sétima oficina – Normatizando a atenção integral à saúde do adolescente e sua
Sistema de TI para adolescentes; A equipe de saúde; Níveis de atenção e Repensando um novo paradigma (Apêndice F). Contudo, a maioria dos enfermeiros afirmou nunca ter visto este livro nos seus centros de saúde. Com a Normalização pronta, deve ser organizada formação para todos os trabalhadores de saúde, não esquecendo o corpo docente, e, num curto espaço de tempo, implementar o Programa em todos os Centros de Saúde.
Implicações para o sistema de saúde: Assim como os profissionais não estão dispostos a intervir junto aos adolescentes e suas famílias, os serviços de saúde, principalmente os públicos, não possuem estrutura para tal intervenção. Teoria do Desenvolvimento Familiar: Encontrando Convergência entre Teoria e Prática no Cotidiano dos Profissionais de Saúde. O objetivo desta pesquisa é identificar as necessidades que aparecem na prática dos enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF) para a implementação do trabalho com adolescentes e suas famílias, no processo de ensino e aprendizagem voltado para o cuidado às famílias, a partir sobre a metodologia da problematização.