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universidade do vale do itajaí - Univali

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Academic year: 2023

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O objetivo geral deste trabalho é investigar o alcance das sanções resultantes de uma decisão proferida no procedimento de incumprimento do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia em desfavor do Estado-Membro que descumpriu uma norma comunitária. O desenvolvimento da pesquisa será realizado pelo método indutivo, tendo em vista que partirá do direito comunitário e seus princípios até o enfrentamento do problema, ou seja, a extensão das sanções derivadas da Sentença proferida no procedimento de Não -cumprimento pelo Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia do Estado-Membro que não cumpriu uma regra comunitária.

O SURGIMENTO DO DIREITO COMUNITÁRIO E A SUPRANACIONALIDADE

PROCESSO HISTÓRICO

17A partir deste momento, o Tratado de Paris será utilizado na investigação sob o nome “Tratado da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço” (TCECA). Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 1992, foi ratificado o Tratado de Maastricht33, também conhecido como Tratado da União Europeia (TUE).

A TRANSFERÊNCIA DE SOBERANIA E A SUPRANACIONALIDADE DA UNIÃO

Todo esse sonho só foi possível graças à transferência de partes da soberania dos Estados-membros para as Comunidades Europeias, fenômeno que será discutido no próximo tópico. Em segundo lugar, porque o facto de a transferência de parte da soberania significar a morte do Estado é algo radical.

DIREITO COMUNITÁRIO

  • Natureza Jurídica do Direito Comunitário
  • Características do Direito Comunitário
  • Fontes do Direito Comunitário

Quanto ao primeiro ponto, é incontestável que a CD tem precedência sobre o direito dos Estados-Membros nas matérias em que tem participação soberana. O regulamento tem carácter geral e é directamente aplicável na sua totalidade em todos os Estados-Membros (artigo 249.º do Tratado), e pode ser elaborado pelo Conselho, pela Comissão, pelo Parlamento Europeu e pelo Banco Central Europeu (artigo 110.º do Tratado). Tratado). o TCE) 97.

PRINCÍPIOS DO DIREITO COMUNITÁRIO

  • Princípio da primazia
  • Princípio da autonomia
  • Princípio da eficácia direta
  • Princípio da responsabilidade interna por descumprimento do Direito

Este princípio decorre do carácter supranacional que o direito comunitário tem sobre os Estados-Membros. Em suma, isto significa que as CD estão na vanguarda do direito interno dos Estados-membros e estão proibidos de pôr em causa os tratados que ratificam. A transferência livre e voluntária de poderes dos estados para as comunidades fez com que estas últimas tivessem maiores poderes do que os seus membros.

Uma vez que as CD estão acima de qualquer direito interno dos Estados-membros, seria contraditório se não pudesse ser aplicado diretamente. Portanto, este princípio determina que as disposições comunitárias sejam incluídas na ordem jurídica dos Estados membros numa posição hierárquica superior, uma vez que são disposições transnacionais.

ASPECTOS GERAIS DO SISTEMA INSTITUCIONAL COMUNITÁRIO

O principal mecanismo contra o incumprimento das CD é o procedimento de incumprimento, cujo objectivo é declarar que houve uma violação da disposição comunitária, fazendo com que o Estado-Membro infractor aplique correctamente o texto dos Tratados. Dito isto, este capítulo irá explicar o conceito de incumprimento do direito comunitário e os mecanismos legais concebidos para combater a sua violação, destacando o papel do Tribunal de Justiça da Comunidade Europeia e da Comissão Europeia. Será, portanto, feita uma breve análise do sistema institucional da comunidade, com foco na Comissão Europeia e no Tribunal de Justiça, passando pelo mecanismo destinado a investigar tal insulto ao CD, ou seja, o procedimento de incumprimento.

No passado, cada Comunidade tinha o seu próprio sistema institucional, com nomes e competências diferentes.122 Apenas o Tribunal de Justiça e o Parlamento eram comuns às três Comunidades, resultado de um acordo assinado pelos seus primeiros Estados-Membros em 1957. Em primeiro lugar, o as tarefas atribuídas às instituições podem ser resumidas da seguinte forma: “A Comissão representa os interesses da Comunidade; Parlamento, o do povo; o Conselho, o dos Estados-Membros; o Tribunal de Justiça, o princípio do Estado de direito; e o Tribunal de Contas tem competência para auditar as finanças comunitárias”123.

CLASSIFICAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES CONFORME SUA ATUAÇÃO

O controlo do processo de integração não é, portanto, uma questão apenas da competência dos Estados-Membros; pelo contrário: diversas tarefas passaram a ser da responsabilidade de instituições comunitárias, após a transferência de vários poderes soberanos.124. No entanto, a estrutura organizacional destas instituições não é a do estado actual, ou seja, não existe a tradicional separação de poderes proposta por Montesquieu.125 Por outras palavras, significa que cada instituição pode competir pelo exercício de mais mais de um poder, como veremos nos tópicos seguintes.126. As instituições comunitárias não actuam sozinhas; existem órgãos subsidiários que actuam concertadamente, ou seja, complementam estas instituições nas suas competências.

Vemos assim que as instituições comunitárias, diferentes das tradicionais, formam uma estrutura institucional independente dos estados, ou seja, original, o que fortalece a ideia da União Europeia como uma organização sui generis. As instituições de gestão, decisão e execução têm plena autonomia na avaliação e tomada de decisões de acordo com as competências especificadas nos tratados que estabelecem, podendo definir diretrizes, adotar atos de natureza normativa e implementar as medidas necessárias, adotando as medidas adequadas. medidas para uma melhor aplicação das disposições da comunidade.

CARACTERÍSTICA DO SISTEMA INSTITUCIONAL COMUNITÁRIO

Uma vez que as instituições comunitárias são criadas por comunidades, que detêm uma parte da soberania do Estado, não é difícil concluir que a característica supranacional as inclui. Sem mais delongas, as instituições comunitárias têm assim uma característica supranacional, que marca a próxima característica: a originalidade. Por isso, diz-se que é original e não pode fazer qualquer analogia com o sistema institucional interno dos Estados-membros.130.

As Comunidades Europeias, por outro lado, não foram criadas com o propósito de cooperação, mas sim de integração baseada na transferência de partes da soberania do Estado. Portanto, o sistema institucional da Comunidade visa geralmente defender os interesses de todos os Estados-Membros através do seu poder supranacional e não apenas de um Estado sozinho131.

PRINCÍPIOS QUE REGEM O SISTEMA INSTITUCIONAL COMUNITÁRIO

O princípio da proporcionalidade significa que nenhuma acção comunitária pode ir além do necessário para alcançar os objectivos do Tratado (artigo 5.º, n.º 3, do Tratado)147. Em última análise, o princípio da subsidiariedade é fundamental para a organização dos Estados porque define “um sistema adequado de distribuição de poderes”150. O princípio da subsidiariedade não é um título de atribuição de poderes nem uma técnica de distribuição de poderes.

Através do princípio da subsidiariedade, tentou-se delinear e racionalizar este âmbito difuso e demasiado elástico da competência comunitária. O princípio da subsidiariedade não põe em causa as competências que foram atribuídas, nem o acervo comunitário em geral.153.

INSTITUIÇÕES COMUNITÁRIAS

  • A Comissão Européia
  • O Tribunal de Justiça das Comunidades Européias

Posto isto, em síntese, as instituições da comunidade só podem exercer a sua actividade de acordo com as competências conferidas pelos Tratados que as criaram, sendo adoptada qualquer acto que não esteja expressamente previsto nesta fonte originária do DC. isso é proibido, e pode haver uma exceção à regra quando uma ação for necessária para alcançar o objetivo das Comunidades. 154 É claro que, embora tratemos apenas da Comissão Europeia e do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, deverá ser feito um breve resumo do Parlamento Europeu e do Conselho, uma vez que estas instituições fazem parte do procedimento de incumprimento . que será analisado posteriormente. Para garantir a implementação das CD em todo o território da comunidade, foi criado em 1952 o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, através do Tratado de Paris, com sede no Luxemburgo.

Embora seja responsável pela interpretação e aplicação das DC, o TJUE, após numerosos acórdãos, é quem definiu um conjunto de princípios fundamentais que reforçaram o ordenamento jurídico comum aos Estados das Comunidades. 174 Artigo 20.º do Estatuto do TJCE: "A fase escrita envolve a comunicação às partes e instituições das Comunidades cujas decisões estão em causa, de petições e pedidos, observações, alegações, objecções e reacções e, finalmente, de respostas, bem como todas as peças e documentos em seu suporte ou suas cópias autenticadas.

INSTRUMENTOS PROCESSUAIS ENDEREÇADOS AO TJCE

  • O Procedimento por Incumprimento

Tal como mencionado anteriormente, o procedimento de incumprimento ocorre quando um Estado-Membro não cumpre as suas obrigações nos termos do Tratado. A parte informal é onde a Comissão procura o Estado-Membro infrator para tentar encontrar uma solução através do diálogo. Tal como mencionado anteriormente, a fase de jurisdição tem tanto a Comissão como um Estado-Membro como legitimadores activos.

Em qualquer caso, o TJCE deve tomar as medidas necessárias para fazer cumprir a sua decisão pelo Estado-Membro infrator (artigo 228.º, §1.º, do TCE). As sanções neste procedimento só serão aplicadas se o TJCE determinar que o Estado-Membro em questão não respeitou a sua decisão (artigo 228.º do TCE).

MEDIDAS DE EXECUÇÃO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO PROCEDIMENTO

Tal como referido no capítulo anterior, o procedimento de incumprimento é o principal instrumento de combate ao incumprimento das obrigações decorrentes dos Tratados comunitários e consequentemente das CD. É neste ponto que entra em jogo o problema desta investigação, nomeadamente o alcance político-jurídico das sanções resultantes do incumprimento dos Tratados por parte dos Estados-membros. No decorrer deste terceiro capítulo será feita uma breve análise das medidas de execução da sentença proferida no procedimento de incumprimento, dos seus efeitos, da revisão do mecanismo sancionatório, da aplicação da sentença aos particulares nacionais, e finalmente chegando na extensão da sanção.

Os Estados-Membros tomarão todas as medidas gerais ou especiais capazes de garantir o cumprimento das obrigações decorrentes do presente Tratado ou dos actos adoptados pelas instituições das Comunidades. Dito isto, cabe fazer uma breve análise dos efeitos da ordem proferida no processo de descumprimento.

EFEITOS DO ACÓRDÃO E A EFICÁCIA INTERNA DO ACÓRDÃO PROFERIDO

Caso o Estado-Membro não tenha adotado as medidas propostas pela decisão, a Comissão procurará novamente o cumprimento através de um novo procedimento de incumprimento, destinado a reconhecer a continuação da prática infratora, acrescido de uma sanção coerciva. No caso desta segunda decisão, além de reconhecer a prática continuada de incumprimento do CC, o TJUE pune o Estado-Membro infrator com o pagamento de um “montante fixo ou progressivo correspondente a uma sanção pecuniária”. Vale esclarecer que o artigo 228 do TCE prevê que o TJUE pode ordenar ao Estado-membro o pagamento da sanção.

Relativamente à eficácia interna da decisão proferida no procedimento de incumprimento do TJCE, na origem das Comunidades Europeias, e claro do CD, era comum que um estado membro não cumprisse as normas comunitárias. com base na legislação nacional que lhe fosse mais favorável. Neste ponto, é claro que o TJE depende do Estado-Membro infrator para que as suas ações funcionem perfeitamente.

O MECANISMO SANCIONADOR ADVINDO DO DESCUMPRIMENTO DO DC

A adesão de um Estado-Membro às Comunidades impõe automaticamente as obrigações contidas nos Tratados. Foi desta forma que o TJCE chegou à conclusão de que “não pode ser aceite que um Estado-Membro aplique as disposições de um regulamento comunitário de forma incompleta ou selectiva”246. A partir do momento em que um Estado-Membro não cumpre uma disposição comunitária, já não está ao mesmo nível que os outros membros das comunidades.

O Tratado de Lisboa já prevê a possibilidade de um Estado-Membro se retirar do quadro comunitário. O procedimento de incumprimento aplica-se à declaração de incumprimento por um ou mais Estados-Membros do direito comunitário, cumprindo assim as obrigações assumidas pelos Estados-Membros aquando da ratificação dos Tratados Comunitários. Tendo em conta este facto, o Tratado de Lisboa prevê a possibilidade de um Estado-Membro ser excluído do quadro comunitário.

Isto porque até agora não foi possível excluir um Estado-Membro que se tornou problemático.

Referências

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