TENDÊNCIAS NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA: Uma análise sob a perspectiva da formação de professores de matemática. Nesse cenário, o objetivo desta pesquisa é compreender como a educação financeira é abordada nas pesquisas no processo de formação de professores de matemática. Concluímos que a inclusão da educação financeira na educação básica é um avanço na formação do indivíduo.
O segundo ponto considerado foi a obrigatoriedade da inclusão da Educação Financeira na grade curricular das Escolas de Educação Básica. A importância da Educação Financeira (EF) foi abordada no relatório intitulado Programas de Educação Financeira nas Escolas: Análise de Programas Atual Selecionados e Projeto de Recomendações de Literatura para Melhores Práticas, escrito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2008 ( SILVA; POWELL, 2013, p. 4).
Economia: do consumo à Educação Financeira
Abordar alguns aspectos econômicos, como a BNCC refere-se ao termo para introduzir o tema EF no ensino médio. A ENEF baseia-se na prática do consumo consciente dos indivíduos e para isso a EF é essencial no processo porque o lado comportamental influencia o ato de consumir. Quando se trata de consumo, podemos atribuir a análise a uma das linhas de pesquisa econômica chamada Economia Comportamental (EC), que trata do comportamento do consumidor e como ele afeta a economia, e o tratamento do assunto em questão.
A disseminação da Educação Financeira dentro de um percurso histórico
22 Decreto n.º Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que atribui importância à “promoção da educação no domínio da segurança financeira e social e à contribuição para o fortalecimento da cidadania, da eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e da tomada de decisão consciente por parte dos consumidores”, para que possam tomar de forma consciente e autónoma as melhores decisões possíveis na utilização dos seus recursos financeiros. Teixeira (2015, p. 49) sublinha que “é clara a necessidade e relevância da educação financeira para que o cidadão comum possa gerir e gerir de forma mais eficiente as suas contas pessoais” e é neste contexto que se torna evidente a sua discussão e divulgação através do ensino primário. Em defesa da PE, Teixeira (2015, p. 43) afirma que “a educação financeira beneficia os indivíduos[..] por exemplo, permite aos cidadãos antecipar situações imprevistas, minimizando assim os riscos de exclusão financeira”, ou seja, conhecimento sobre como agir em uma determinada situação pode contribuir para a organização das finanças dos indivíduos.
Educação Financeira no contexto escolar
Breve revisão de literatura
Em artigo intitulado “Um Estudo de Pesquisa sobre Educação Financeira Utilizando Tecnologias” de Abar, Castelo Branco e Araú, observamos que eles delinearam pesquisas na área de educação física no período de 2014 a 2016. Almeida (2015) em sua pesquisa de mestrado, escreveu uma dissertação intitulada “Tendências de pesquisa em educação matemática financeira escolar de 1999 a 2015”, na qual realizou um mapeamento com objetivo baseado em Após a análise, o autor concluiu que os cursos de estudo de matemática devem passar por uma transformação curricular ao incluir o tema educação física, para que os futuros professores dominem o conteúdo teórico e a prática docente.
Ele também observou desafios e limites quando se trata de pesquisas em EF, voltadas principalmente para a formação de professores. Enfatizando uma visão da EF como tema central, Pessoa, Muníz Junior e Kistemann Jr (2018) no artigo “CENÁRIOS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA ESCOLAR: entrelaçando a pesquisa, o currículo e a sala de aula de Matemática” atribuem três cenários que a Educação Matemática enfoca, mais precisamente pesquisadores em temas de EF. O primeiro cenário refere-se à Educação Financeira e seus desafios com a BNCC; o segundo trata da questão de investigar a importância da tomada de decisão na produção de ambientes de Educação Financeira Escolar nas aulas de Matemática e, por fim, o terceiro e último cenário é a investigação da Educação Financeira nos livros didáticos e na prática em sala de aula: dos exercícios aos cenários para investigação.
Precisamos ter uma discussão crítica sobre o tema, a importância da formação docente, para que as ações tenham sucesso.
Educação Financeira no currículo escolar: apontamentos da BNCC
Fato observado nas pontuações relativas às habilidades e competências destacadas na BNCC referentes à educação financeira nas respectivas séries do ensino fundamental e também para o ensino médio. Desses temas, destacam-se: [..] vida familiar e social, educação do consumo, educação financeira e tributária, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/201023). Comece por referir os conteúdos da área da Matemática (números e álgebra) e as competências que os alunos só podem ter no ensino básico do 5.º ao nono ano, com exceção do oitavo ano, em que nenhuma referência ao assunto (o buscador foi utilizado com a palavra ‘educação financeira’).
Resolver e resolver problemas envolvendo percentagens, com a ideia de aplicar percentagens sucessivas e determinar taxas percentuais, preferencialmente com recurso a tecnologias digitais, no contexto da educação financeira. Segundo Campos, Teixeira e Coutinho (2015, p. 564), é no contexto escolar que “a educação financeira está intimamente relacionada com a matemática, porque permite a quantificação e a operação dos valores monetários envolvidos nas operações comerciais e financeiras” . O treinamento parece ser um processo contínuo com resultados. Oliveira e Stein (2015, p.20) acrescentam que “são inegáveis os benefícios da implementação de uma prática pedagógica que inclua conceitos de educação financeira”, ou seja, a EF também requer cuidados e recursos. envolvendo práticas pedagógicas.
Os professores geralmente não possuem formação específica em Matemática Financeira e reforçam a necessidade de capacitá-los para conseguirem vincular esta disciplina à Educação Financeira. Os trabalhos também enfatizam a necessidade de desenvolver estratégias com os professores baseadas em teorias didáticas que possibilitem aumentar a Educação Financeira nas escolas (CAMPOS; TEIXEIRA; COUTINHO, 2015, p. 574). Embora as mudanças estejam ocorrendo, “a educação financeira ainda não foi formal e efetivamente incorporada ao currículo dos diferentes níveis de ensino no Brasil”.
Nota-se, portanto, que alguns conceitos econômicos devem estar presentes no ensino de educação financeira na disciplina de matemática.
Tecnologias integradas às práticas pedagógicas em Educação Financeira e
Para o primeiro grupo, por exemplo, (Educação Financeira e Tecnologia; Educação Matemática) e os demais foram desenvolvidos sequencialmente da mesma forma, ou. Utilizamos as etapas descritas abaixo para refinar a pesquisa com foco principal na formação de professores de matemática. Dissertação Gisele 2014 Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática - UFJF-MG Fonte: BDTD, elaborada pela autora (2022).
Tabela 5 - Educação financeira e formação de professores de matemática Educação financeira; Formação de professores de matemática. Construção do conceito de educação financeira escolar na formação inicial de professores dos anos iniciais na perspectiva da educação matemática realista. Programa de educação financeira nas escolas secundárias: análise dos materiais propostos e sua ligação à matemática.
Análise dos dados pela ATD
Compreende-se por meio do processo que “[..] a análise discursiva de textos é inicialmente um movimento desconstrutivo, de identificação e expressão de unidades elementares obtidas do material do corpus de pesquisa” (MORAES; GALIAZZI, 2006, p. 123). Moraes e Galiazzi (2006, p.118) definem “o processo que se inicia com a unitarização, onde os textos são separados em unidades de significado”. Uma vez que “essas unidades podem elas próprias gerar outros conjuntos de unidades que surgem do diálogo empírico, do diálogo teórico e das interpretações feitas pelo pesquisador” (MORAES;.
Portanto, o espaço de interação e divisão em unidades e subunidades é marcado pela interação do pesquisador com o que investiga. Esta metodologia observa que “a unificação é a interpretação e o isolamento de ideias básicas de significado sobre os temas sob investigação. Envolve a leitura atenta das vozes de outros sujeitos, processo em que o pesquisador não pode deixar de adotar suas interpretações” (Moraes; Galiazzi, 2006, p. 123), pois se diz que o olhar do pesquisador e sua compreensão do que está acontecendo são parte da análise.
Portanto, esta fase representa também um momento de desconstrução que dá lugar às etapas seguintes que levarão à construção do que se pesquisa. Como consequência, na unitarização, "os textos que são submetidos à análise são recortados, pulverizados, desconstruída, sempre com base na capacidade interpretativa do pesquisador” (MORAES; GALIAZZI, 2006, p. 124). Completada a impregnação nos materiais de análise, com intensa desorganização e desconstrução, as categorias surgem como resultado desse movimento de compreensão do que se entende pelo pesquisador” (MORAES E GALIAZZI, 2006, p. 125).
54 Entende-se que cada categoria representa "um conceito dentro de uma rede de conceitos que visa expressar novos significados [...] a combinação de unitarização e categorização corresponde a movimentos no espaço entre a ordem e o caos, num processo de desconstrução que implica construção” (MORAES E GALIAZZI, 2006, p. 125).
Trabalhos selecionados
Contribuições da sequência didática elaborada à luz do modelo de referência epistemológico (MER) na construção do conhecimento relacionado à educação financeira. Um dos destaques que merecem destaque diz respeito aos programas de pós-graduação em que esta pesquisa foi realizada, que incluem, em sua maioria, mestrado e doutorado na área de matemática e educação matemática e tecnológica, além de uma dissertação na área de ensino. .
Organização e análise dos dados
As categorias finais são necessárias nesta pesquisa para criar um metatexto que atenda ao objetivo inicialmente proposto, ou seja: compreender como a Educação Financeira é abordada nas pesquisas no processo de formação de professores de Matemática. A primeira categoria foi denominada “A importância da formação de professores de Matemática para a Educação Financeira no contexto escolar” e se apresenta como ponto de partida para a construção do metatexto que envolve o alcance do objetivo desta pesquisa. A segunda categoria que compôs o corpo do metatexto foi “Ensinando Educação Financeira com Prática Reflexiva nas intervenções.
A necessidade de ampliar a abordagem do tema educação financeira nos cursos de licenciatura em matemática e nos cursos de formação de professores que preparam professores para ministrar aulas que incluam a educação física em relação ao cotidiano dos indivíduos; Uma das crenças expressas por pesquisadores matemáticos sobre a educação financeira: “A matemática financeira pode viver sem educação financeira, mas a educação financeira não pode viver sem a matemática financeira!” (FERNANDES, 2019, p. 166). Além disso, a ENEF promoveu a educação financeira, e foi encontrada uma forte ligação entre matemática e educação física no exame de materiais didáticos de matemática.
A própria BNCC dá maior ênfase à discussão da educação financeira dentro da disciplina matemática, sugerindo que se trata de um tema matemático com fórmulas e cálculos, para que “a educação financeira possa ser trabalhada propondo problemas contextualizados no tema, para que, segundo segundo o documento, incentiva o desenvolvimento e a aprendizagem da disciplina matemática” (FERNANDES, 2019, p. 118). Como o objetivo da análise é apoiar a tomada de decisões e participar do desenvolvimento de propostas que levem à difusão da educação financeira com ênfase na formação de professores, apontamos a falta de posicionamentos importantes das instituições e de parâmetros para abordagem do tema. As instituições de ensino superior são importantes aliadas na expansão da educação física, mas embora esta pesquisa tenha um objetivo claro e limitado, constata que os cursos de matemática não oferecem um curso de matemática financeira e a educação financeira está longe disso.
Das discussões acima, concluímos que a inclusão da educação financeira na educação básica é um avanço na formação do indivíduo. Outra questão importante foi a relação entre educação financeira e matemática financeira, com algumas pesquisas afirmando ser fundamental no processo de abordagem da EF, enquanto outras pesquisas discordam. As premissas da educação financeira na formação de professores de matemática em uma instituição federal paulista.