• Nenhum resultado encontrado

universidade estadual do norte fluminense - (www.pgcl.uenf.br).

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade estadual do norte fluminense - (www.pgcl.uenf.br)."

Copied!
201
0
0

Texto

Bianka Pires André (Izobraževanje – Univerza v Barceloni) Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF. UENF – Državna univerza Norte Fluminense Darcy Ribeiro UERJ – Državna univerza Rio de Janeiro.

Escravidão negra no Brasil: adoção e abolição

Nos Estados Unidos, por exemplo, o fim do tráfico ocorreu em 1807, 31 anos após a Independência, e, ainda em 1800, o padrão da “Criação de Escravos”. O governo imperial assinou um tratado com a Inglaterra em 1826 para acabar com o comércio de escravos, o que não é o caso.

Figura 1 – Composição da população no Brasil no ano de 1798.
Figura 1 – Composição da população no Brasil no ano de 1798.

O caso da cidade de Campos dos Goytacazes com a abolição da

Lifschitz (2011) enfatiza que, historicamente, o município de Campos dos Goytacazes teve uma das maiores populações afrodescendentes do Brasil. A experiência da cidade de Campos dos Goytacazes com a abolição teve grande repercussão, no sentido de influenciar agricultores de municípios menores.

Figura 2 – Imagem da localização da Cidade de Campos dos Goytacazes nos dias atuais.
Figura 2 – Imagem da localização da Cidade de Campos dos Goytacazes nos dias atuais.

A construção da identidade da população brasileira e a representação

Os resultados do Censo Demográfico realizado em 2010 mostraram que viviam no Brasil 191 milhões de pessoas, das quais 91 milhões de pessoas se classificaram como brancas, o que corresponde a 47,7% em termos proporcionais. Os que se classificaram como amarelos somaram quase 2 milhões (1,1%) e 817 mil se classificaram como locais, representando um percentual de 0,4% (Gráfico 1).

Figura 3 – Categorias raciais nos Censo Demográficos - Brasil - 1872/2010.
Figura 3 – Categorias raciais nos Censo Demográficos - Brasil - 1872/2010.

A trajetória das Políticas de Ação Afirmativa: construção e aplicabilidade

De acordo com esse cenário, surgiram nos Estados Unidos políticas de ações afirmativas, que foram utilizadas pela primeira vez no país na Lei Nacional de Relações Trabalhistas11 em 1935 devido à necessidade de restaurar a ordem social e evitar outra guerra civil, embora a falta de promoção do princípio da igualdade e equidade de oportunidades como consequência de programas positivos (GARCIA, 2012). Gomes (2007) define a política de ação positiva como uma política pública e privada que visa concretizar o princípio constitucional da igualdade material e neutralizar os efeitos da discriminação por raça, sexo, idade, nacionalidade e aparência física.

Experiências do Estado brasileiro no âmbito das políticas afirmativas

Apesar das críticas, a experiência das últimas décadas não deixou dúvidas de que as ações afirmativas representaram mudanças significativas para os negros nos países onde foram adotadas (MUNANGA, 2001). Não é por acaso que as ações afirmativas estão alinhadas com o artigo 3º da Constituição brasileira, que afirma que o Estado é responsável pela construção da igualdade e de uma sociedade livre, justa e solidária.

A utilização das Políticas de Ação Afirmativa na Educação: as cotas

Os primeiros ensaios com políticas de cotas no âmbito dos cursos de graduação conferem às universidades estaduais do Rio de Janeiro, UERJ e UENF, destaque e pioneirismo no cumprimento da política, a partir do processo seletivo ao destinarem um percentual de vagas para estudantes de rede pública estadual de ensino e para a população negra (HERINGER, 2004; . AMARAL, 2006). Com base em experiências com políticas de cotas em universidades estaduais do Rio de Janeiro, diversas instituições de ensino públicas estaduais e federais têm adotado políticas de cotas baseadas em diversos critérios, sejam elas obedecendo ao mecanismo de cotas de vagas, sistema de pontos ou programas de reserva. de vagas extras, já capaz de indicar a força do cumprimento das políticas de ações afirmativas pelas universidades brasileiras (MACHADO, 2007; HERINGER; FERREIRA, 2009; . TAPAJÓS, 2015). No contexto da adoção de políticas de ações afirmativas pelas universidades brasileiras, houve a regulamentação da política de cotas nas universidades públicas federais, com o objetivo de ampliar o acesso de jovens desfavorecidos às oportunidades desiguais, após a aprovação da Lei de Cotas nº. onde no art.

3 A POLÍTICA DE COTAS NO ESTADO BRASILEIRO E NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS: O CASO DA UENF E DA UFF APÓS O ENEM/SISU.

Histórico de admissão aos cursos de graduação no Brasil, em questão

A criação de instituições isoladas para oferecer ensino superior exigiu a criação de exames preparatórios. A década de 1920 levou à criação de instituições de ensino superior com status de universidade pelos governos federal e estadual, porém a forma de acesso dos estudantes não mudou. A cada edição, as instituições de ensino superior públicas que optarem por participar do SISU oferecem vagas em seus cursos de graduação.

Sob esses mecanismos, ganhou destaque o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), substituindo o vestibular realizado de forma tradicional, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU) como modalidade de ingresso nas instituições públicas de ensino superior.

Gráfico 3 – Número de inscritos no ENEM (1998 a 2015).
Gráfico 3 – Número de inscritos no ENEM (1998 a 2015).

Os discursos trazidos com a nova configuração de Processo Seletivo

É importante destacar também que as ações afirmativas implementadas concomitantemente ao ENEM/SISU tornaram-se um importante mecanismo de democratização do acesso, pois contribuíram para mudar a configuração do corpo discente, tornando os campi mais democráticos e justos, enfatizou o multiculturalismo. sobretudo, caracterizada como uma política pública de acesso e desenvolvimento da educação. Ao planejar medidas para a democratização do ensino superior, por meio de novos formatos de processo seletivo, elas devem primeiro ser aprovadas pela Câmara dos Deputados, votadas e impostas pelos governantes à comunidade acadêmica. O discurso oficial a respeito do Enem e do SISU enfatiza que a dinâmica de unificação das provas do exame é um dos principais meios de democratização do acesso ao ensino superior, especialmente para aqueles indivíduos das classes menos abastadas.

Tais fenómenos contrariam o entendimento de que a democratização do acesso ao ensino superior deve ser para todos, ou seja, não basta simplesmente aumentar a oferta de vagas, é importante também garantir o acesso, a permanência e um ensino de qualidade. , o que possibilita o desenvolvimento acadêmico desses alunos.

Os aspectos legais da UENF e da UFF para acesso aos cursos de

Os resultados foram satisfatórios com o preenchimento total das vagas reservadas aos cotistas, fazendo com que a opção a partir de 2010 pelo sistema ENEM/SISU como único processo seletivo para ingresso em todos os cursos presenciais de graduação da instituição para o ano letivo de 2011 se desvincule completamente do vestibular do estado do Rio de Janeiro, anteriormente realizado em parceria com a UERJ (SILVA; AMARAL; MARTÍNEZ, 2016). Além de três cursos de graduação na modalidade Educação a Distância, sendo eles licenciaturas em Ciências Biológicas, Pedagogia e Química, oferecidos em parceria com o consórcio CEDERJ. A UFF realizou seu último vestibular tradicional, como forma de ingresso em seus cursos de graduação, em dezembro de 2011.

O ingresso nos cursos de graduação da UFF a partir de 2013 será exclusivamente pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU)19 por meio da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Desde então, o perfil dos estudantes desta universidade diversificou-se significativamente, especialmente em termos de raça/etnia, renda, ensino médio em escolas públicas e procedência de diferentes regiões do Brasil.

Quadro teórico-epistemológico

Análise do Discurso e suas teorias

A chamada “Escola Francesa de Análise do Discurso” abreviada como AD refere-se a uma disciplina que não estava prevista nos campos do conhecimento. As teorias do discurso estão intimamente relacionadas às questões da constituição do sujeito como ser social. A partir da noção de ethos estabelecida por Aristóteles na Retórica, Dominique Maingueneau, por meio de uma recuperação do conceito, reformulou-o para o campo da Análise do Discurso (AD), porém, relacionando-o à natureza do argumento.

Assim, a partir da AD, o ethos possui uma nomenclatura específica para a construção de uma imagem de si por meio do discurso.

Estereótipos e Identidades: conceitos fundamentais

Ambos são uma relação social, o que significa que a sua definição discursiva e linguística está sujeita a linhas de força, relações de poder. Para Hall, onde há diferenciação, isto é, identidade e diferença, há presença de poder, sendo a diferenciação o processo central através do qual a identidade e a diferença são produzidas. A identidade está sempre ligada a uma forte separação entre ‘nós’ e ‘eles’, onde os pronomes utilizados não são simples categorias gramaticais, mas indicadores claros de posições subjetivas fortemente caracterizadas por relações de poder (Hall, 2014).

Até que ponto essas relações de poder influenciaram a opção pela modalidade de cotas e a assinatura da autodeclaração negra para ingresso na universidade pelos entrevistados, objeto de pesquisa desta dissertação.

Procedimentos metodológicos: instrumentos de coleta de dados

População e Amostra

Em contrapartida, a disciplina com menor procura neste processo seletivo foi o Bacharelado em Ciências Sociais (Tabela 2). Em 2014, mais uma vez o curso com maior e menor exigência no processo seletivo da UENF foi o Bacharelado em Engenharia Civil e o Bacharelado em Ciências Sociais, conforme evidencia o quadro da Tabela 3. No segundo semestre de 2014, o O curso mais concorrido na instituição foi o Bacharelado em Psicologia e o de menor procura foi o Bacharelado em História, conforme pode ser observado na Tabela 8.

No segundo semestre da edição de 2015, novamente o curso de Bacharelado em Psicologia foi o que teve maior procura e matrícula, mas o que teve menor procura foi a disciplina de licenciatura em Geografia (Tabela 10).

Análise das entrevistas dos estudantes negros cotistas da UENF

O curso de maior demanda

Mas em outros pontos, por exemplo, discordo das autodeclarações, porque não importa quantas vezes você se rotule como negro, quem pode dizer que você não é. E2 – Não acho que seja um direito, não acho que a sociedade deva lidar com a questão da dívida histórica e social, que estou endividado porque abuso dos negros. E2 – Não acredito que seja uma garantia, mas acredito que quem conseguir ficar lá e concluir a faculdade as coisas vão começar a mudar para essas pessoas.

Mas você não precisa tirar cinco 5, 6 vagas para negros, o que eu não acho legal por causa disso, porque você acaba limitando, colocando um limite, só cinco de vocês vão para a faculdade, o o resto não vai, o resto está fora, então acho que não funciona.

O curso de menor demanda

E4 - Acho que tem uma certa eficácia, sim, acho que se você considerar assim com base no que eu já conheço dentro dos estudos de ações afirmativas. Então, o meu nível, eu acho, não é tão diferente, por exemplo, em relação a outros colegas com ampla concorrência. Porque o racismo sempre vai existir, sempre direi porque essa droga não vai acabar, acho que não vai acabar.

Penso que a quota só mostra o que é necessário e que a quota ainda é muito pequena para o que ainda precisamos.

Análise das entrevistas dos estudantes negros cotistas da UFF

O curso de maior demanda

Acho que foi efetivamente o E3 – acho importante porque através dele temos a oportunidade de entrar nas universidades. E2– Acredito que sim, mas não sozinho, acho que precisa ser feito mais trabalho na educação básica, inclusive no ensino fundamental e médio, para dar base ao público, é onde está concentrada a maioria da população negra, para garantir direitos e políticas de seguridade social, cotas como histórico de recuperação de dívidas. Antes de entrar na faculdade, eu realmente concordava com a política de cotas porque sabia que se tratava de buscar direitos iguais no campo acadêmico, mas não tinha muita ideia do contexto histórico relacionado às cotas.

A décima sétima questão era se, na sua opinião, a política de cotas étnico-raciais atende às demandas dos estudantes.

O curso de menor demanda

A décima sétima questão referia-se a se, na opinião deles, a política de cotas étnico-raciais atendia às demandas dos estudantes. Tabela 15 – Posicionamento dos estudantes entrevistados em relação às personalidades negras influentes e a efetividade da política de cotas étnico-raciais. Acesso de negros às instituições de ensino superior e política de cotas: possibilidades e limites a partir do caso UENF, 2006.

Políticas públicas de acesso ao ensino superior: avançando na análise da política de cotas por meio do ENEM/SISU na UENF. Cotas raciais como política de ações afirmativas nas universidades e instituições públicas: a defesa de um espaço. Ação afirmativa, relações raciais e política de cotas nas universidades: uma comparação entre os Estados Unidos e o Brasil.

Imagem

Figura 1 – Composição da população no Brasil no ano de 1798.
Figura 2 – Imagem da localização da Cidade de Campos dos Goytacazes nos dias atuais.
Figura 3 – Categorias raciais nos Censo Demográficos - Brasil - 1872/2010.
Gráfico 2 – Distribuição das pessoas de 15 a 24 anos de idade que frequentavam   escola por cor ou raça, segundo o nível de ensino frequentado no Brasil no ano
+3

Referências

Documentos relacionados

Este artigo tem por objetivo analisar estratégias de produção e organização dos documentos visando a efetiva recuperação de informações secretas nos arquivos do Serviço Nacional