Investigar a visão de profissionais envolvidos no processo inclusivo de duas crianças com deficiência visual na Educação Infantil. Contudo, poucos abordam a inclusão de crianças com deficiência visual na educação infantil.
O percurso para a educação dos deficientes
Porém, a partir do século XX, iniciou-se o processo de reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, por parte de grupos associados aos movimentos sociais em defesa dos direitos humanos. A Política Nacional de Educação Especial (PNEE), 2008, baseada na perspectiva da educação inclusiva, visa.
Aspectos históricos e legais da educação dos deficientes visuais
O marco inicial na prestação de serviços escolares aos deficientes visuais foi a criação do Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro. A Declaração de Salamanca (1994) sublinha claramente a necessidade de o sistema educativo ter em conta as diferenças existentes e de a assistência às pessoas com deficiência ter lugar no âmbito do sistema educativo regular.
Escolas inclusivas
Nesse modelo, nem todos os alunos frequentam o ensino regular, pois a seleção ocorre antecipadamente. Em suma, a escola não muda de acordo com os alunos; São os alunos que têm que se adaptar às suas demandas.
Infância e Educação Infantil
Durante muito tempo, as crianças não foram consideradas seres em desenvolvimento, com necessidades e características próprias. Na Idade Média, por exemplo, segundo Ariès (2014), as crianças eram consideradas “homens de tamanho reduzido”. O principal objetivo dos jesuítas era difundir o catolicismo, por isso preferiram catequizar as crianças para influenciar as suas famílias.
A integração da Educação Infantil à Educação Básica, como direito das crianças de zero a seis anos e suas famílias, dever do Estado e da sociedade civil, é resultado de muitas lutas desenvolvidas especialmente pelos educadores e alguns segmentos organizados. que ao longo dos anos buscaram definir políticas públicas para as crianças mais novas (BRASIL, 1998b, p. 1). Dado que as políticas públicas seguem o caminho da teoria contemporânea, entendendo as crianças como sujeitos sociais e históricos, abordamos, a seguir, algumas ideias de Vygotsky.
Aprendizagem e desenvolvimento da criança
A distância entre os dois níveis de desenvolvimento leva à criação da zona de desenvolvimento proximal, que segundo o autor é. Portanto, é através da zona de desenvolvimento proximal que podem ser definidas funções que estão em processo de maturação e funções que ainda estão em formação. A zona de desenvolvimento proximal oferece aos psicólogos e educadores uma ferramenta para compreender o curso interno do desenvolvimento.
A área do desenvolvimento proximal permite, portanto, delinear o futuro imediato da criança e o seu estado dinâmico de desenvolvimento, permitindo o acesso não só ao que já foi alcançado através do desenvolvimento, mas também ao que está em processo de maturação (VIGOTSKI, 2007 , pág. 98). Nesse sentido, o autor destaca que os processos de desenvolvimento não coincidem com os processos de aprendizagem: “[..] o processo de desenvolvimento avança mais lentamente que o processo de aprendizagem; O resultado dessa sequência são as áreas de desenvolvimento proximal” (VIGOTSKI, 2007, p. 103).
Crianças deficientes visuais na Educação Infantil: revisitando estudos
Segundo os autores, o Inventário Portage Operacionalizado foi realizado com o objetivo de avaliar o desenvolvimento de crianças cegas e videntes. O instrumento foi utilizado na forma de entrevista com as professoras e as mães das crianças. A maioria das crianças com necessidades educacionais especiais foi colocada na categoria ‘Outras’ porque, segundo os professores, apresentavam necessidades educacionais especiais que não se enquadravam no manual do MEC/SEESP.
Salientaram também que algumas das crianças identificadas foram consideradas como tendo necessidades educativas especiais apenas do ponto de vista dos professores, sem conhecimento de outras avaliações. Assim, com base na literatura apresentada, notamos que, mesmo com a existência de muitos estudos sobre inclusão e deficiência visual, não encontramos pesquisas que tenham como foco a análise de práticas pedagógicas voltadas para pessoas com deficiência visual e a inclusão de crianças com deficiência visual. esta deficiência na educação das crianças.
Objetivos
Geral
Específicos
Fundamentação teórico-metodológica
A pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica, particular, contextual e temporal entre o pesquisador e o objeto de estudo. Com foco na abordagem dos objetivos propostos, desenvolvemos um estudo de natureza exploratória que fornece uma visão geral de determinado fenômeno. Segundo Richardson (1999, quando não há informações sobre determinado assunto e se deseja conhecer o fenômeno”[..] esse tipo de estudo é exploratório.
Segundo Gil (1994), a pesquisa exploratória na maioria dos casos assume a forma de pesquisa bibliográfica ou estudo de caso. Assim, de acordo com o método proposto, o procedimento de estudo de caso foi uma evolução natural.
Procedimentos técnicos de coleta de dados
Podemos afirmar que esta abordagem metodológica é importante neste estudo porque, mesmo fazendo parte dos debates sobre o processo de inclusão de pessoas com deficiência, pouco sabemos sobre as especificidades do processo de ensino-aprendizagem dos sujeitos do estudo. No caso da deficiência visual na Educação Infantil o método permite explorar os aspectos que cercam esse processo já que discussões e estudos há muito tempo focam no processo de inclusão escolar de sujeitos dos primeiros anos do Ensino Fundamental no Ensino Médio e no Ensino Superior, sendo a Educação Infantil recentemente reconhecida como espaço de produção de conhecimento. Outro procedimento metodológico utilizado foi a análise de documentos, como o Projeto Político-Pedagógico (PPP) do ano 2014/2015 que estava em revisão nas duas instituições.
No processo de análise dos dados, além da pesquisa bibliográfica realizada, focamos em observações de campo, entrevistas e filmagens, respeitando ao máximo a forma como essas gravações foram feitas. Nesse período, além de entrevistas, observação e análise de documentos, também foram desenvolvidos diálogos informais com os participantes (professores, monitores, diretores, orientadores pedagógicos e crianças).
Campo de estudo
O edifício apresenta algumas limitações físicas, por se tratar de um espaço adaptado, e evidencia algumas violações das normas de acessibilidade. O espaço físico é composto por quatro salas de aula, cinco banheiros, refeitório, despensa, cozinha, secretaria, recepção, espaço na entrada da escola utilizado como pátio e ao fundo um espaço adaptado que foi transformado em um parque, com grama artificial. A Creche B também oferece turmas até o terceiro período (5 anos e 11 meses), inclusive, e funciona em período integral, das 7h30 às 17h.
O principal objetivo desta parceria foi proporcionar às mães um espaço que oferecesse atividades educativas, onde pudessem deixar os filhos enquanto trabalhavam. O espaço físico da Creche B atende às normas de acessibilidade e dispõe de secretaria com banheiro, sala de recepção com banheiro, sala de TV e vídeo com banheiro, escritório, cinco salas de aula com banheiro, duas copas, refeitório, cozinha, copa com duas casas de banho, vestiário para funcionários, lavandaria, pátio interior com relva sintética, duas instalações sanitárias no pátio interior e amplo espaço exterior.
Sujeitos da pesquisa
Assim, queremos compreender melhor o processo de inclusão dos alunos com deficiência visual no âmbito de uma escola regular, lançando luz sobre os conceitos de inclusão escolar e baixa visão, e lançando luz sobre o papel do professor no processo de ensino e aprendizagem. de alunos com deficiência visual. e depois faça algumas perguntas com base nos episódios que aconteceram durante a observação.
As concepções dos profissionais a respeito de inclusão escolar
Alguns profissionais entrevistados, que conheciam os aspectos físicos das duas instituições, destacaram que são necessários ajustes para viabilizar o processo de inclusão: “A questão da acessibilidade, se falarmos da estrutura física. As condições inadequadas para o processo de inclusão não se referem apenas a problemas de estruturas físicas; faltam recursos pedagógicos e de profissionais capacitados e especializados para atender às necessidades das crianças envolvidas no processo de inclusão. O Entrevistado 3 acredita no processo de inclusão e destaca que neste espaço a criança também desenvolverá suas habilidades e construirá sua identidade, cabendo ao professor mediar o processo de aprendizagem.
A necessidade de profissionais capacitados no quadro permanente e sua capacitação para o processo de inclusão são observações constantes nas entrevistas dos sujeitos que participaram desta pesquisa. Apesar dos avanços legais, percebemos, através das falas dos sujeitos envolvidos no processo de inclusão de crianças com deficiência visual, no contexto escolar.
O papel do professor na inclusão escolar de crianças com deficiência
Concordamos com este autor, pois percebemos durante as entrevistas que a presença de um professor especializado é essencial para o sucesso do processo de inclusão, pois este profissional atua como facilitador no desenvolvimento de práticas educativas inclusivas e como mediador entre o aluno com deficiência e o professor regente. Magalhães (2013) observa que a presença de professores especializados nas escolas regulares faz parte do fenômeno que ela chama de “divisão social do trabalho pedagógico” que ocorre nos sistemas educacionais desde o século XXI. Os profissionais entrevistados também enfatizaram a importância do trabalho em equipe, mas acreditam que é possível que alguns encontrem alguma resistência em mudar sua prática, seja no planejamento em grupo ou na participação em cursos de capacitação.
Quando o professor dá uma conferência ou explica uma aula, ele cumpre apenas parcialmente o papel de professor: justamente aquele que estabelece a relação da criança com os elementos do ambiente que atuam sobre ela. Mas ainda para o autor é necessário que todo planejamento e objetivos levem em consideração as idiossincrasias de cada aluno para que o aprendizado não seja prejudicado.
A criança com deficiência visual na Educação Infantil: episódios de
A inclusão de crianças com deficiência visual no sistema educacional exige competências específicas dos especialistas envolvidos no processo. Podem permitir que crianças com deficiência visual interajam e socializem com outras crianças e incentivem o contacto e a proximidade física. Com base em observações, análises e conversas com especialistas envolvidos no processo de integração de crianças com deficiência visual na escola.
As discussões e questionamentos que levantamos buscaram responder algumas questões que nos colocaram em movimento: Como se dá o processo de inclusão das crianças com deficiência visual na educação infantil? Que/como práticas e ações têm sido desenvolvidas em relação às escolas regulares para crianças com deficiência visual. Relações estabelecidas entre profissionais da educação (professores, monitor, professor da sala de recursos) e crianças com deficiência visual.
Relações estabelecidas entre as crianças com deficiência visual, as outras crianças e o espaço-tempo da escola.