• Nenhum resultado encontrado

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS"

Copied!
82
0
0

Texto

Análise comparativa dos efeitos da estrutura de mercado, posição competitiva e poder de mercado sobre o desempenho de empresas dos países BRICS / Sebastião Nunes Rocha de Souza - Belo Horizonte, 2018. O objetivo principal deste trabalho foi mensurar os efeitos que estrutura de mercado, competitividade posição e poder de mercado sobre o desempenho econômico-financeiro de companhias abertas nos países BRICS, considerando o período de 2006 a 2015. Para tanto, os construtos estudados no período de referência consistiram em estrutura de mercado, ano, posição competitiva, poder de mercado e desempenho.

Figura 1 – Evolução das exportações intra e extrabloco.
Figura 1 – Evolução das exportações intra e extrabloco.

Problema de Pesquisa

Destaca-se, portanto, a maior projeção dos países do BRICS na crise global iniciada em 2008, pois a crise também promoveu indiretamente um modelo de desenvolvimento em que as empresas estatais e/ou a ampla participação do Estado em empresas privadas fazem parte do Os BRICS – notadamente China, Rússia e, em menor escala, Brasil – poderiam utilizar um leque mais amplo de ferramentas para lidar com o impacto da crise, bem como manter taxas de crescimento econômico superiores às do mundo desenvolvido (RIBEIRO e MORAES, 2015). Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo estudar as relações e os efeitos entre estrutura de mercado, posição competitiva e poder de mercado sobre o desempenho das firmas que fazem parte dos países BRICS, bem como a influência do tempo nas construções que fazem parte do modelo de pesquisa. Com base na contextualização da pesquisa, a definição do problema de pesquisa e os objetivos gerais e específicos e as contribuições esperadas são listados a seguir.

Objetivos

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

Contribuições esperadas

Compreender o impacto da interação desses construtos entre si, bem como no desempenho de empresas que atuam em países com diferentes ambientes, pode permitir o planejamento de estratégias mais adequadas em diferentes circunstâncias, possibilitando, assim, a otimização de seus resultados. Com base nos resultados obtidos com a pesquisa, foi possível traçar um panorama estratégico das empresas que compuseram a amostra, bem como identificar possíveis referenciais para o direcionamento estratégico das organizações.

ESTRUTURA DE MERCADO

Rivalidade

A redução do impacto da rivalidade pode ocorrer quando os concorrentes passam a focar em outros segmentos que apresentam crescimento mais rápido ou custos fixos menores (MAS-RUIZ & RUIZ-MORENO, 1993). Hitt, Ireland e Hoskisson (2003) destacam que um grupo estratégico é um grupo de empresas que enfatizam dimensões estratégicas semelhantes para utilizar uma estratégia semelhante e, dentro desse contexto, Mas-Ruiz e Ruiz-Moreno (1993, p. 47) estudaram . a relação entre a rivalidade do grupo estratégico e seus efeitos sobre o desempenho da empresa e concluiu que, "embora a existência de uma relação direta entre a participação no grupo e a lucratividade da empresa pareça questionável, a estrutura do grupo pode afetar indiretamente, assim como afeta as condições de rivalidade" e acrescenta que o conceito de grupos estratégicos pode ser útil para analisar a estrutura competitiva de uma indústria (setor), a. A pesquisa realizada por Czarnitzki e Toole (2013, p. 26) também mostra que “a rivalidade estratégica limita a capacidade da empresa de atrasar projetos em andamento e, assim, compensa o impacto da incerteza do investimento”. Czarnitzki e Toole (2013) também afirmam que o efeito específico da empresa da incerteza em pesquisa e desenvolvimento é menor em mercados onde a rivalidade é mais intensa.

Dinamismo

Em termos de preço, pode ser influenciado pela rivalidade e consequentemente, também com o nível de rentabilidade do setor, os preços tendem a ser maiores em mercados onde há menos rivalidade (HAMZA, SAAB E RODRIGUES FILHO, 2012). Carvalho e Rossetto (2014) acrescentam que as propostas conceituais sobre a dinâmica ambiental são baseadas na taxa de mudança observada nos elementos que compõem o ambiente. Dessa forma, como cada empresa adota diferentes estratégias para lidar com as mesmas exposições ambientais, conclui-se que o sucesso, que pode ser medido em parte pelo desempenho, também será percebido de forma diferente; dado o posicionamento de cada um diante das flutuações advindas do meio, ou seja, diante da dinâmica do meio.

Poder de Mercado

No entanto, é importante ressaltar que em mercados com taxas de inovação muito altas, as participações de mercado e o poder de mercado se comportam de maneiras diferentes (THEPOT, 2013; POSNER, 2000) ou mesmo em cenários de competição dinâmica agressiva. Em ciclos rápidos, também relativiza o grau de poder de mercado que um agente é capaz de exercer (TEIXEIRA, 2017, p. 73). Segundo Cooper (2007), o HHI foi amplamente adotado porque estabeleceu uma ligação conceitual entre a estrutura do mercado e seu desempenho.

Posição competitiva

Em ambos, pode-se observar que a criação de vantagem competitiva na empresa teve desempenho superior como produto final. Assim, nota-se que com Vantagem Competitiva, a empresa apresenta diferentes combinações possíveis, preços e assim diferentes resultados de desempenho. Além disso, a posição de vantagem competitiva não é tão rara em um cenário hipercompetitivo, como afirmam alguns autores (BRITO e BRITO, 2012).

Desempenho

Assaf Neto (2006, p. 239) observa que o retorno sobre o patrimônio líquido - ROE representa a taxa de retorno auferido sobre o capital da empresa, escalado pela razão entre o lucro líquido e o capital, excluindo o lucro líquido próprio da empresa. . Quanto menos favorável a estrutura do mercado (medida em termos de dinamismo e rivalidade), menor o desempenho da firma (medido em termos de ROE - Return on Equity e ROIC - Return on Invested Capital). Quanto menos favorável a estrutura de mercado (medida em termos de dinamismo e rivalidade), menos favorável é a posição competitiva da firma (identificada em termos de vantagem competitiva, desvantagem e paridade).

Quanto mais favorável for a posição competitiva da empresa (identificada em termos de vantagem, desvantagem e paridade competitiva), melhor será seu desempenho (medido em termos de ROE - Return on Equity e ROIC - Return on Invested Capital). Quanto maior o poder de mercado da empresa, melhor seu desempenho (medido em termos de ROE - Return on Equity e ROIC - Return on Invested Capital). O modelo de análise - figura 4 - foi apresentado tendo como referência os fundamentos teóricos do modelo apresentado por Berman, Wicks, Kotha e Jones (1999) nas configurações propostas por Venkatraman (1989b) e St. aspectos relacionados ao DESEMPENHO, que é definido pelas categorias de rentabilidade do Retorno sobre o Patrimônio Líquido.

ROE) e retorno sobre o capital investido (ROIC), que é influenciado pela ESTRUTURA DE MERCADO, definida pelas dimensões DINÂMICA e RIVALIDADE, POSIÇÃO COMPETITIVA, expressa pelas variáveis: PARIDADE COMPETITIVA (variável dummy) e FRAQUEZA COMPETITIVA (variável dummy), por MERCADO POTÊNCIA, por TAMANHO e LETU; neste último representado apenas por empresas da Índia e China. O grau de concentração da indústria calculado por meio do Índice Herfindahl-Hirschman - HHI, menos a participação de mercado da empresa. A participação de mercado de uma empresa menos a participação de mercado média das empresas do mesmo setor, no mesmo mercado no mesmo ano.

Lucratividade da empresa menos a lucratividade média das empresas do mesmo setor, no mesmo mercado e no mesmo ano.

Figura 4 – Modelo de Análise.
Figura 4 – Modelo de Análise.

Modelagem por Equações Estruturais via Partial Least Squares

O autor destaca ainda que o método PLS, ao avaliar variáveis ​​latentes, as considera como combinações lineares de variáveis ​​observadas, evitando a aparência de indeterminação dos modelos e permitindo a determinação correta dos escores dos componentes.

CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

Análise do modelo estrutural

A estrutura de mercado das empresas sul-africanas teve um efeito positivo e estatisticamente significativo sobre o desempenho (β p < 0,050), indicando que quanto maior a estrutura de mercado em termos de rivalidade e dinamismo, maior o desempenho. Considerando a posição competitiva, a estrutura de mercado teve impacto negativo e estatisticamente insignificante (β p > 0,100). A estrutura de mercado das empresas na Índia teve um efeito positivo no desempenho, mas não foi estatisticamente significativa (β p > 0,100).

A estrutura de mercado em relação à posição competitiva (β p > 0,050) apresentou influência positiva e estatisticamente significativa, indicando que quanto maior a estrutura de mercado em termos de rivalidade e dinamismo, maior a paridade e desvantagem e menor vantagem competitiva entre os empresas.empresas. A amostra de empresas analisadas na China não apresentou significância estatística em relação à estrutura de mercado (β p > 0,100) e desempenho e em relação à estrutura de mercado (β p > 0,100) e posição competitiva, o que mostra que a estrutura de. Para este estudo, a influência do tamanho da empresa na estrutura do mercado não foi analisada.

A influência da estrutura de mercado em relação à posição competitiva apresentou resultados diferentes entre os países. Ao analisar o efeito quadrático do poder de mercado em relação ao desempenho, este passou a apresentar influência positiva e estatisticamente significativa (β = 0,006; p . < 0,010). A estrutura de mercado contribui de forma insignificante para explicar a variação da construção do desempenho nas empresas brasileiras.

No que diz respeito às empresas pertencentes à Rússia, a estrutura do mercado contribui de forma insignificante para explicar a variação do construto desempenho. No que diz respeito à estrutura do mercado em relação à posição competitiva, pode-se considerar um pequeno efeito no coeficiente de determinação, conforme observado para as empresas no Brasil. A estrutura de mercado, por outro lado, tem um efeito insignificante na competitividade e o poder de mercado no desempenho.

Tabela 2 - Modelo Estrutural - Efeitos Diretos (Brasil, Rússia e África do Sul).
Tabela 2 - Modelo Estrutural - Efeitos Diretos (Brasil, Rússia e África do Sul).

Análise das hipóteses de pesquisa

No estudo realizado, verificou-se que a estrutura de mercado tem impacto positivo, estatisticamente significativo em relação ao construto desempenho para empresas da África do Sul e negativo para empresas do Brasil. Quanto ao impacto estatisticamente significativo da estrutura de mercado na posição competitiva, é igualmente positivo para Brasil e Índia; negativo para a Rússia. Para Índia e China, a estrutura de mercado não teve efeito estatisticamente significativo sobre o desempenho; em termos de estrutura de mercado e posição competitiva para a África do Sul e China.

O poder de mercado teve uma influência negativa e estatisticamente significativa no desempenho do Brasil, África do Sul, Índia e China, com as empresas russas não sendo afetadas por essa avaliação. O tempo, identificado pelo construto ano, que se aplica apenas a empresas na Índia e na China, teve uma influência positiva e estatisticamente significativa na estrutura e desempenho do mercado na Índia e na estrutura e poder de mercado da China. Quando analisado o tamanho do efeito da estrutura de mercado em relação ao desempenho, apenas para as firmas da África do Sul foi observado um pequeno efeito, sendo que para os demais países o efeito sobre as firmas foi insignificante.

O efeito da estrutura de mercado em relação à Posição Competitiva foi pequeno para Brasil e Rússia e não significativo para os demais países. O poder de mercado em relação ao desempenho teve um efeito insignificante nas empresas em todos os países. A construção do ano teve um grande efeito na explicação da variação na estrutura de mercado entre empresas na Índia e na China e um pequeno efeito em relação ao tamanho.

Estrutura e desempenho do mercado na indústria de transformação brasileira: uma análise por meio de medidas diretas de eficiência.

Imagem

Figura 1 – Evolução das exportações intra e extrabloco.
Figura 2 - Evolução das exportações intrabloco por país.
Figura 3 – Matriz de desempenho combinado
Figura 4 – Modelo de Análise.
+7

Referências

Documentos relacionados

Com o objetivo de propor melhorias na rotina de trabalho da Secretaria do Programa de Pós- Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, mediante a padronização dos