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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

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Academic year: 2023

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No dia onze de maio de 2021, foi realizada a defesa do trabalho de conclusão de curso da acadêmica Andressa Nunes Martins com o título TECNOLOGIAS ASSISTIVAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: DESAFIOS, POTENCIALIDADES E LIMITES sob a orientação do Prof. Resumo: Partindo da questão de como as ferramentas tecnológicas digitais podem suprir necessidades específicas dentro da educação inclusiva, este trabalho visa compreender os desafios, potencialidades e limites das tecnologias digitais na formação básica de professores de matemática no contexto da educação inclusiva. Para isso, inicialmente, além de um estudo de documentos e importantes textos legais relacionados ao assunto, foi realizado um mapeamento dos currículos das licenciaturas em matemática na região sul do Brasil, olhando principalmente para os cursos dos estados do Paraná , Santa Catarina e Rio Grande. no Sul, para verificar os indícios da discussão sobre educação inclusiva em disciplinas de formação de professores desse campo de conhecimento.

Em seguida, discutimos a formação de professores com base nos estudos de Schulman, para apontar quais elementos do currículo podem contribuir para uma formação de professores mais abrangente relacionada à Educação Inclusiva. Por fim, fizemos apontamentos sobre a investigação das tecnologias digitais para compreender os desafios, potencialidades e limites da sua utilização no ensino da matemática em educação inclusiva.

Introdução

Acreditamos que uma forma de implementar essa reforma para lidar com a Educação Inclusiva é aumentar as discussões e práticas pedagógicas relacionadas a esse tema na formação de professores. Portanto, é necessário intensificar a discussão e a prática com esses materiais nos cursos de formação de professores de matemática, a fim de conhecer as limitações e potencialidades de cada ferramenta para adaptá-los a diferentes disciplinas e suas especificidades. Assim partimos da seguinte questão para o desenvolvimento desta pesquisa: Como as ferramentas tecnológicas digitais na formação inicial de professores de matemática podem atender às necessidades específicas da Educação Inclusiva.

Esta questão nos obriga a enfatizar o objetivo da pesquisa, que é compreender os desafios, oportunidades e limitações das tecnologias digitais na formação de professores de matemática no contexto da educação inclusiva. Em seguida, discutimos a formação de professores com base nos estudos de Schulman, para indicar quais elementos dos programas podem contribuir para uma formação integrada de professores no que diz respeito à educação inclusiva, ou seja, conhecimento do conteúdo específico, conhecimento pedagógico geral e conhecimento pedagógico do conteúdo, além de saberes inter-relacionados, a construção de uma base consistente de saberes educativos, típicos do processo inclusivo, necessários ao pleno desempenho do profissional.

Mapeando o currículo das Licenciaturas em Matemática da região Sul do Brasil

Formação de professores balizada nos estudos de Shulman

Para continuar nosso debate sobre a formação de professores de matemática na perspectiva da Educação Inclusiva, é importante ter um olhar mais geral sobre os elementos necessários para uma formação integral do professor como profissional docente. Conhecer o conteúdo específico requer compreensão sobre a estrutura da disciplina e a organização cognitiva do conteúdo da disciplina ministrada pelo professor, do próprio objeto de estudo de sua área. Inclui a compreensão de fatos, conceitos, atitudes, representações, processos, procedimentos e validações de conteúdo, tanto de um determinado campo de conhecimento quanto daqueles relacionados à construção desse campo.

O conhecimento pedagógico geral está relacionado ao ensino que vai além de uma área específica, está relacionado ao conhecimento do currículo como um conjunto de programas que visam ensinar determinadas disciplinas e conteúdos em um determinado nível. O conhecimento pedagógico do conteúdo é uma categoria que articula as outras duas (conhecimentos disciplinares e conhecimentos pedagógicos gerais). Com base nessas três categorias destacadas pelo autor, e também levando em consideração o conhecimento tecnológico e pedagógico do conteúdo, no gráfico 4 apresentamos a análise dos elementos presentes nos cardápios e a categorização das 54 disciplinas classificadas no gráfico 1, que dão ascendente ao gráfico 1. Descubra sua distribuição segundo os tipos de conhecimento.

Como resultado desta pesquisa, constatamos que a maioria das disciplinas (56%) possui um currículo voltado para a construção de Conhecimentos Pedagógicos Gerais, focando em diversos assuntos relacionados ao processo de ensino e aprendizagem, mas sem focar no que está relacionado ao ensino de Matemática. auto. A categoria com menor frequência foi Conhecimento de conteúdo específico com 2%, identificada apenas na ementa de uma disciplina, o que não é surpreendente visto que as disciplinas foram selecionadas pelo critério de apresentarem suas temáticas curriculares visando à inclusão. Argumentando que ensinar é acima de tudo compreender, Shulman (1987) vê o conhecimento pedagógico do conteúdo como um conjunto de formas alternativas de representação, que surgem tanto na pesquisa quanto no conhecimento adquirido na prática docente.

Consideramos essas formas de apresentação como instrumentos tecnológicos e ferramentas disponíveis para uso na educação inclusiva, daí o termo conhecimento tecnológico pedagógico do conteúdo (TPACK), que denota uma combinação de três tipos de conhecimento, substantivo, pedagógico e tecnológico (BARBOSA, 2015 ; CIBOTTO ; OLIVEIRA, 2017). Tal conhecimento foi encontrado em 11% das disciplinas observadas e diz respeito a um certo domínio de informações sobre diferentes recursos tecnológicos, bem como saber utilizá-los de diferentes formas no processo de ensino e aprendizagem, a fim de saber escolher o mais adequado. adequado adequado para ensinar um determinado conteúdo do currículo. Muitos desses aspectos que devem convergir para a educação inclusiva se constituem como saberes pedagógicos de conteúdo, talvez porque, como sugere Shulman (1987), se refiram a algo que é de domínio exclusivo dos professores, suas formas particulares de compreender o profissional, ou seja, o categoria mais provável para distinguir a compreensão do especialista da compreensão do professor.

Gráfico 4: Categorização das Disciplinas
Gráfico 4: Categorização das Disciplinas

As tecnologias digitais para o ensino de Matemática na Educação Inclusiva

Prática pedagógica realizada

Após este primeiro encontro, que decorreu ao longo de 4 horas de aula, foi proposto aos alunos um trabalho reflexivo, com base no que foi discutido em aula sobre o processo inclusivo, TIC, TA e outros assuntos relacionados com a disciplina. No final da segunda hora, que tratou do tema “Inclusão: TIC, TA e Matemática”, foi solicitada a tarefa 2, que decorreu através da construção de uma proposta de aula a pares, com base em todas as reflexões e conversas sobre software e ferramentas que aconteceram com o grupo, para redefinir métodos e métodos para a construção de conceitos matemáticos. As duplas escolheram um dos softwares explorados na aula, apresentados na Tabela 2, para pensar, analisar e redesenhar uma aula de matemática utilizando a tecnologia para ensinar um conteúdo específico a um aluno com deficiência.

A equipe NOAS é formada por educadores, especialistas em software, engenheiros que utilizam a tecnologia digital como elemento potencializador no processo de ensino e aprendizagem. O portal disponibiliza ferramentas online que permitem a construção de animações, símbolos, frases, tabelas, calendários, bingos, horários e jogos formados por criptogramas, imagens e gifs de escalas. Seu objetivo é auxiliar no aprendizado do aluno por meio de algumas operações matemáticas como: adição, subtração, multiplicação e divisão, tornando o aprendizado mais divertido e interativo.

É uma plataforma construída por investigadores da Universidade do Minho, da Universidade de Coimbra com diversas aplicações hipermédia centradas em conteúdos matemáticos do 1.º ano ao 9.º ano. Este software ajuda a aumentar a independência das pessoas com deficiência intelectual nas atividades diárias, nos momentos em que é necessário o uso do raciocínio lógico-matemático. Os alunos caracterizaram a especificidade do aluno, a tecnologia utilizada e o conteúdo a ser abordado, a partir daí cada dupla construiu um plano de aula.

A intenção neste momento foi fazer com que os alunos olhassem para os recursos possíveis e procurassem oportunidades para explorá-los melhor, ajudar esse aluno e remarcá-los em uma proposta didática. A apresentação do plano de aula foi gravada em vídeo e compartilhada na plataforma Moodle para a turma. Convidamos a todos a comentar sobre o ambiente virtual de aprendizagem para outras possibilidades vislumbradas para o uso pedagógico da tecnologia digital analisada.

Compreensões dos licenciandos

Assim, dentre todas as possibilidades que identificaram no instrumento utilizado, destacaram que ele traz grande potencial e atua como facilitador no processo de ensino e aprendizagem, bem como no desenvolvimento de habilidades gerais do aluno. na sala de aula.a aula como pode ser visto nas falas a seguir. Essa ferramenta pode ser utilizada como um facilitador para o desenvolvimento do raciocínio lúdico e lógico, permitindo que todos os alunos se envolvam com o conhecimento de forma mais prazerosa, significativa e produtiva. O importante é entender a necessidade de fazer uma escolha adequada e condizente com o nível e compreensão de todos os alunos.

O NOAS pode ser uma ferramenta interessante para crianças com síndrome de Down, pois os jogos são estratégias pedagógicas que facilitam o processo de aprendizagem. E também acredito que seja uma excelente ferramenta para alunos com autismo porque é um software que pode ser usado em dupla, o que estimularia o aluno autista a interagir com seu par e proporcionaria mais interação com os outros. Continuando com as falas, identificamos o surgimento até de algumas contraindicações de uso, como a impossibilidade de utilizá-lo com alunos cegos, como podemos perceber neste trecho do DSC4: “[..] É um programa que pode ser utilizado por qualquer pessoa que não seja deficiente visual.

Observe a contextualização no uso da ferramenta: Acredito que essa ferramenta também pode ser utilizada em grupos, para ter mais interação entre os alunos. É um software de fácil acesso, além de gratuito, mas também de fácil entendimento e utilização, podendo ser utilizado por alunos inclusos ou não, proporciona interação entre os alunos, estimula o aprendizado e. Vale ressaltar que esta ferramenta pode ser utilizada para construir um referencial teórico a partir da percepção do aluno.

Interação baseada em simulação de situações cotidianas: NOAS é projetado para construir conhecimento significativo, simulando situações da vida real, permitindo que os alunos percebam de forma lúdica a lógica de uma ampla variedade de situações. Podemos trabalhar com esta ferramenta em qualquer situação de inclusão, por exemplo numa aula de laboratório onde os alunos podem interagir. Para alunos com necessidades especiais, os jogos podem ajudar na motricidade fina, por exemplo, melhorando a forma de escrita, ou mesmo a concentração, etc.

Considerações provisórias

Imagem

Gráfico 2: Abordagem da Educação Inclusiva no Projeto Pedagógico
Gráfico 1: Quantidade de cursos que ofertam a disciplina
Gráfico 3: Disciplinas optativas e obrigatórias
Gráfico 4: Categorização das Disciplinas

Referências

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ISSN: 2595-1629 Gráfico 11: Marketing como ferramenta influenciadora Fonte: Elaborado pelo site de formulários 2021 4.2 Análise dos resultados O objetivo dessa pesquisa foi