Atuou na área de infraestrutura rodoviária até 1995, ano em que ingressou na ETFES por meio de concurso público como professor do curso técnico de Estradas. Mesmo para aqueles [..] que não conseguiam entender isso, porque muita gente falava: “Ah, por que estou aprendendo isso?”, então de vez em quando Helcias dizia: “Não, olha, você está aprendendo, porque entra aqui para por exemplo, execute cálculos trigonométricos simples, caso contrário você não poderá lê-lo. Você se lembra de algumas características da sua turma no curso de engenharia rodoviária (número estimado de alunos, sexo, idades homogêneas ou não homogêneas, atitude em sala de aula, etc.).
2 IMPLANTAÇÃO DO CURSO TÉCNINCO EM ESTRADAS NA ESCOLA TÉCNICA DE
O professor Balbin de Lima Pitta foi eleito pelos colegas como representante dos professores e tornou-se presidente do Conselho de Representantes. As comissões de professores atuaram em todas as disciplinas da ETV (ensino secundário e técnico superior), incluindo o curso de Técnico Rodoviário. Durante a sua visita, o diretor do ensino industrial, acompanhado pelo diretor do instituto e membros do conselho representativo, conheceu todas as dependências da escola.
3 DÉCADA DE 1960: CURRÍCULOS DE MATEMÁTICA NOS PRIMEIROS ANOS DO
Embora o curso técnico em Estradas já tivesse sido criado em 1961, a aprovação dos cursos de formação para os cursos técnicos (incluindo o curso técnico em Estradas) é mencionada no livro de actas do Conselho de Professores, numa subfaixa apenas em 1965. Em termos de avaliação, a formação do Técnico Rodoviário teve no primeiro ano de funcionamento (1962) um fraco desempenho. Nos primeiros anos do ensino de engenharia rodoviária, a matemática caracterizou-se por importantes mudanças a nível institucional.
Por exemplo, a prática do professor árabe teria contribuído para reprovações no Curso Técnico Rodoviário?IX. Tenho o prazer de reconhecer e agradecer a recepção dos programas da 1ª série do Curso Técnico Rodoviário mantido por esta Escola. Através dessas cartas foi possível, por exemplo, investigar as instituições que ofereciam o curso de Técnico Rodoviário na década de 1960.
X há registro da oferta do curso técnico em estradas nas seguintes instituições da Rede Federal de Ensino Técnico: Escola Técnica Federal do Pará (1968); Escola Industrial Federal da Paraíba (1967); Escola Técnica Federal de Minas Gerais (não consta data no documento consultado); Escola Técnica Federal da Bahia (sem data); Escola Técnica Federal de Pernambuco (sem data). É importante ressaltar que em abril do mesmo ano aconteceu a primeira turma do curso ETV Vejtekniker. Em 24 de Abril de 1963 foi considerada a formação para a 1.ª fila do curso de Técnico Rodoviário.
A carta do diretor do ensino industrial mostra, pelo menos durante o primeiro ano, que existiam programas de formação de Técnicos Rodoviários em 1964.
4 DÉCADA DE 1970: CURSO TÉCNICO EM ESTRADAS, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Assim, no programa de 1973, a disciplina de matemática do 3.º ano fazia parte da parte especial de ensino da disciplina. Durante o processo de pesquisa que resultou neste livro, tivemos acesso a apenas um programa de matemática do curso Técnico Rodoviário em 1970. Abaixo segue tabela organizada pelos autores com a carga horária semanal do curso Técnico Rodoviário para três séries.
Em 1971, não havia carga horária para nenhum estudo de matemática da terceira série. Pela tabela podemos observar um aumento na carga horária da disciplina de Matemática no 1º ano. Se compararmos o conteúdo do livro didático com o programa de matemática do curso Técnico em Estradas de 1979, algumas semelhanças podem ser percebidas.
Porém, no trabalho de Iezzi et al. 1980) o estudo do “Conjunto” e da “Função do Módulo”, o que não está previsto para a disciplina de Matemática da 1ª fila do curso de Engenharia Rodoviária. O professor Taciano lembra de ter con-. considerou a revisão dos números decimais na elaboração do plano de estudos de matemática do curso Técnico Rodoviário:. O relato do professor traz evidências que justificam a necessidade de revisão de operações envolvendo decimais nos programas de matemática do curso técnico rodoviário.
O programa de Matemática do 2.º ano do Curso Técnico Rodoviário envolve o estudo dos mesmos sólidos. No Programa de Matemática do Curso de Técnico Rodoviário de 1980 existe uma unidade intitulada “Geometria Analítica”. O professor A não se lembrava do livro de matemática que utilizava quando era aluno do curso Técnico em Estradas, na década de 1970.
5 MOVIMENTOS DE PROFESSORES E MO- VIMENTOS NO CURRÍCULO DE MATEMÁ-
Todo esse contexto de movimentação dos professores de matemática nas instituições federais de ensino técnico afetou a construção social do currículo de matemática do curso técnico de Veje. Conforme explicado, a distribuição da carga horária de matemática nos cursos técnicos não era uniforme. Conhecendo melhor o contexto desse movimento de professores, ocorrido principalmente na década de 1980, é possível ter um olhar mais aprofundado na análise dos programas de matemática do curso técnico rodoviário daquela época.
A análise desses objetivos gerais fornece subsídios para a compreensão dos propósitos da disciplina matemática do curso Técnico Rodoviário da ETFES. Tal como no programa de 1981, o currículo do ano seguinte também inclui tabelas de literatura adoptadas pelos professores para o ensino de disciplinas de matemática na disciplina de Engenharia Rodoviária. A primeira unidade do programa de 1983 para o 1.º ano intitula-se Introdução ao Programa de Matemática.
No ano anterior (1983) o professor Taciano apresentou sua proposta de planos de matemática para os cursos técnicos da ETFES. A título de exemplo, segue abaixo uma fotografia do plano de disciplinas de Matemática do curso de Técnico Rodoviário. Infelizmente, não encontramos nenhum programa de matemática para o curso de Técnico Rodoviário da 3ª série de 1984.
A seguir a esta página encontram-se os planos detalhados de cada unidade curricular presente no programa de Matemática. A atitude dos alunos do curso Técnico Rodoviário em estudos de matemática é importante para compreender a construção social do currículo desta disciplina. Outro ponto a considerar é que os alunos possam trazer aplicações e conhecimentos de disciplinas técnicas para a sala de aula de Matemática.
6 EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CURSO TÉCNICO EM ESTRADAS NA ATUALIDADE
As disciplinas são classificadas em três núcleos: o núcleo comum, que trabalha os conhecimentos do ensino médio e abrange conteúdos básicos para a formação integral de uma pessoa; o núcleo profissional e tecnológico, que trabalha os saberes da formação técnica específica, e o núcleo integrativo, que tem como finalidade auxiliar na integração dos saberes do ensino médio e da educação tecnológica e profissional por meio de projetos que articulem saberes comuns e científicos em uma visão interdisciplinar. O curso técnico rodoviário é oferecido no CEFET-MGXVIII nas seguintes modalidades: curso técnico integrado com duração de 3 anos, curso posterior noturno com duração de 2 anos e com curso externo simultâneo com duração de 2 anos no período noturno. Conforme explicado, o Ifes oferece o Curso Técnico RodoviárioXIX desde sua criação, em dezembro de 1961.
No Ifes, o Curso Técnico Rodoviário integrado ao ensino médio tem duração de quatro anos. Matemática é uma das disciplinas oferecidas em todas as séries do curso com a seguinte carga horária: 90 horas na 1ª e 2ª séries e 60 horas na 3ª e 4ª séries. Com carga horária de 90 horas, o curso de Matemática I possui na ementa os seguintes conteúdos: conjuntos e conjuntos numéricos; funções; posição relacionada; função quadrática; função modular; função exponencial; logaritmo e função logarítmica.
O curso de Matemática II tem a mesma carga horária do antecessor e inicia o percurso de estudos revisando e aprofundando-se em logaritmos e funções logarítmicas. O programa da disciplina de Matemática III inclui o estudo dos seguintes conteúdos: propriedades das figuras geométricas; semelhança de triângulos; relações métricas no triângulo retângulo; O curso de Matemática IV, com carga total de 60 horas (como o anterior), contempla os seguintes conteúdos: poliedros (prismas e pirâmides); corpos redondos (cilindro, cone e esfera); toras (treliças de prismas, pirâmides, cilindros e cones); geometria analítica: ponto, reta, circunferência e seções cônicas (parábola, elipse e hipérbole); números complexos; polinômios e equações polinomiais.
À semelhança dos cursos de formação analisados neste trabalho (no recorte temporal de 1960 a 1990), a matemática é uma disciplina importante no atual currículo da formação de Técnico Rodoviário.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os professores, valendo-se da autonomia que tinham dentro da instituição, foram relevantes na construção do currículo de Matemática do curso Técnico Rodoviário. Mesmo nesse cenário, os professores encontram formas de desempenhar o papel de construtores curriculares com criatividade e protagonismo. E esse protagonismo se torna visível quando os professores de matemática da ETFES e de outras escolas técnicas da rede federal iniciam um movimento que reivindica uma educação matemática mais alinhada com a formação profissional.
E como culminação desse processo, no caso do curso Técnico Rodoviário, temos o programa utilizado de 1984 até. Contudo, a proposta enfrenta diversas dificuldades: a inércia de alguns professores de matemática (em termos de formação contínua e avaliação e reformulação da proposta curricular); possível resistência de estudantes que não viam na proposta um caminho para o sucesso no vestibular; a necessidade de mais de um volume da coleção de Gelson Iezzi no mesmo ano, gerando altos custos para os alunos adquirirem os livros. Por fim, os professores de matemática da escola decidiram abandonar esta possibilidade de percurso curricular, recorrendo a um currículo baseado no trabalho de Iezzi et al.
O livro didático contribuiu significativamente para a construção do currículo de matemática para o ensino de engenharia rodoviária. Outro ponto importante é que a ordem dos conteúdos dispostos no acervo adotado coincidiu em grande parte com alguns dos programas matemáticos do curso Técnico Rodoviário analisados. Em cada aula de matemática, os alunos do Curso de Engenharia Rodoviária participaram da construção da prática curricular.
Esse processo de intercâmbio entre disciplinas, muitas vezes realizado por meio dos estudantes, contribuiu para a concepção do currículo de matemática do curso Técnico Rodoviário.
E é assim que se constrói a ciência histórica: aos poucos, com revisões do trabalho histórico, verificações sucessivas e acúmulo de verdades parciais55. Monografia (diploma) - Instituto Federal do Espírito Santo, Coordenação de Licenciatura em Matemática, Curso Superior de Licenciatura em Matemática, 2013. Desenvolvimento histórico do tempo socialmente necessário para a formação profissional: o modelo educativo-assistencial das Escolas Aprendizes de Artifícios ao modelo tecnológico-fragmentário do CEFET no Espírito Santo.
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