AS PERCEPÇÕES DE UM GRUPO DE ATORES SOCIAIS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS, RISCOS DE DESASTRES AMBIENTAIS E VULNERABILIDADE. Para o grupo de integrantes, qual a natureza do Fórum Permanente de Prevenção de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí e Região?
MUDANÇA CLIMÁTICA (MC)
O ambiente sofreu os efeitos das alterações climáticas; e a capacidade dos ecossistemas para resistir a tal degradação fica gravemente comprometida. Portanto, é importante ter consciência de que as alterações climáticas são um grande desafio para a humanidade.
DESASTRES, DESASTRES AMBIENTAIS E VULNERABILIDADE
A importância de conhecer as abordagens do tema revela que os desastres têm “muitas causas e causas”, incluindo as mudanças climáticas (CARVALHO; DAMACENA, 2012). É claro que, entre estas variáveis naturais e sociais, as alterações climáticas são um gatilho para catástrofes e, por isso, é importante compreender o seu impacto na sociedade.
RISCO E RISCO AMBIENTAL
A capacidade adaptativa de um sistema depende basicamente de duas variáveis: vulnerabilidade, que é reflexo do grau de sensibilidade do sistema para enfrentar os efeitos negativos das mudanças climáticas, e resiliência, ou seja, a capacidade do sistema de absorver impactos enquanto mantendo a mesma base. estrutura e os mesmos meios de operação. Por outras palavras, quanto menores forem as vulnerabilidades de um sistema e maior a sua capacidade de auto-organização (resiliência), melhores serão as condições de adaptação desse sistema aos efeitos das alterações climáticas.
MEIO AMBIENTE: CONCEITO OU REPRESENTAÇÃO SOCIAL?
Pela leitura do conceito jurídico, fica claro que o meio ambiente não pode ser visto como um espaço estático, mas é influenciado por uma série de fatores dinâmicos como condições, leis, influências e interações (FIGUEIREDO, 2013, p. 63). Certamente, os dispositivos da citada lei 6.938/81, apesar de suficientemente arredondados, ainda parecem incompletos e não atingem todas as dimensões do meio ambiente.
A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA SOBRE MEIO AMBIENTE
O MEIO AMBIENTE E SUA TUTELA ATRAVÉS DA LEGISLAÇÃO NO BRASIL
Além disso, a defesa do meio ambiente foi elevada à categoria de princípio constitucional, o que não só traz à luz a questão do ponto de vista econômico, mas também uma garantia constitucional, um direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (FIGUEIREDO, 2013 , pág. 81). Neste aspecto, a CF merece destaque pela preocupação em incluir o meio ambiente como princípio constitucional e direito fundamental. Pela simples leitura dos assuntos, percebe-se a importância e o alcance que o legislador constituinte pretendeu conferir à proteção ao meio ambiente.
A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
A Lei 6.938/81 bem como os diplomas legais citados em outros lugares mostram a necessidade de adaptação da realidade brasileira, agora baseada em processos produtivos ambientalmente destrutivos, às mudanças ambientais. A sociedade contemporânea busca o crescimento econômico e gera uma tendência ao consumo excessivo que tem causado danos ao meio ambiente. A severidade dos danos ambientais está em estágio avançado, sendo necessária a adoção de mecanismos de controle para preservar e manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado.
O PRINCÍPIO DA SUSTENTABILIDADE NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
VI - proteção ambiental, também com tratamento diferenciado de acordo com o impacto ambiental dos produtos e serviços e dos procedimentos para sua elaboração e fornecimento; Assim, todas as atividades econômicas devem atender aos padrões ambientais que visam a proteção do meio ambiente (SIRVINSKAS, 2014, p. 175). Dentre os princípios constitucionais ambientais, o fundamento mais importante de um Estado democrático de direito é o princípio da sustentabilidade, que pode ser entendido como um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental (ANTUNES, 2013, p. 61).
A POLÍTICA NACIONAL DE MUDANÇA CLIMÁTICA
III - emissões: liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera em determinada área e durante determinado período; II - redução das emissões antrópicas de gases de efeito estufa em relação às suas diversas fontes; IV - fortalecer as remoções antrópicas por meio da drenagem de gases de efeito estufa no território nacional;
A POLÍTICA DE DEFESA CIVIL
Conforme explicado anteriormente, fica claro, portanto, que neste contexto de crise a EA surge como uma política pública essencial para a construção de soluções para os problemas socioambientais e como defensora de uma sociedade transformadora. Para tanto, para fortalecer e dar legitimidade à EA no país, foi aprovada a Lei 9.795/99, regulamentada em 2002, com a criação do órgão gestor nacional da Política de EA, coordenado pelos Ministérios da Educação, por meio da coordenação geral de EA ( CGEA) e pela Diretoria de Educação Ambiental (DEA), do Ministério do Meio Ambiente, Abastecimento e Agricultura. Desta forma, fica claro que a política nacional de protecção e defesa civil vai ao encontro dos anseios do conjunto da sociedade, uma vez que defende medidas não estruturais que são mecanismos eficazes para reduzir o risco de catástrofes.
AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Neste contexto educativo destacam-se a criação e as ações desenvolvidas pelo Fórum Permanente de Prevenção dos Riscos de Desastres Ambientais, juntamente com o trabalho desenvolvido pelos seus membros, a socialização e o conhecimento científico desenvolvido no meio universitário junto aos municípios que se defrontam hidrográfica do Rio Itajaí. 4 FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO DE RISCOS DE DESASTRES NA BACIA DO RIO ITAJAÍ - SC. Neste capítulo abordaremos a Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí e a relação com o trabalho e funcionamento do Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí - SC.
A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAJAÍ
A problemática dos desastres na bacia do rio Itajaí acompanha o processo de desenvolvimento socioeconômico da região. Apesar da frequente ocorrência de desastres, a região da bacia hidrográfica do Vale do Itajaí é considerada uma das mais ricas do estado de Santa Catarina. Para tanto, foi criado o Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí – SC.
O FUNCIONAMENTO E AÇÕES DO FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO AOS
O Plano de Recursos Hídricos continha um programa específico destinado a prevenir e mitigar riscos de desastres na bacia. Assim, foi criado o Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí – SC para discussão com a comunidade da região. Nesse processo, desde a sua criação, surge o Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí.
A ABORDAGEM E TIPO DE ESTUDO
FONTES DE DADOS
A entrevista como coleta de dados sobre um tema científico específico é a técnica mais utilizada no processo de trabalho de campo. Por fim, para dar importante suporte ao pesquisador, utilizou-se a observação, realizada desde 2014 por meio da participação nas reuniões do Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia do Rio Itajaí, durante as entrevistas, em contatos telefônicos e por correio eletrônico com o atores, que ficam registrados no diário de campo do pesquisador. Durante o trabalho ficou clara a natureza da observação, técnica que representa efetivamente a abordagem e compreensão do contexto e das pessoas que compõem o Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia do Rio Itajaí.
OS ATORES DA PESQUISA
O fundador do Fórum Permanente de Prevenção de Riscos de Desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí - SC;. Por outro lado, mesmo que a idealizadora do Fórum não participe diretamente da organização do evento, justifica-se entrevistá-la, pois é uma pessoa que possui reconhecido conhecimento teórico e prático sobre a realidade vivenciada pelos municípios que formam a bacia do rio Itajaí. Representa a UNIDAVI no Conselho de Defesa Ambiental do Município de Rio do Sul (SC) - COMDEMA e no Comitê de Itajaí.
TÉCNICAS DE PREPARAÇÃO, COLETA E ANÁLISE DE DADOS
No dia 15 de julho de 2015, o entrevistado E2 foi contatado por e-mail e a entrevista foi agendada para o dia 27 de julho de 2015, às 14h, na FURB Campus II, Bloco I, Sala I 103, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, em Blumenau. . No dia 6 de dezembro de 2015 a E3 foi contatada por e-mail e foi agendada entrevista para o dia 7 de dezembro de 2015 às 10h no Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar – CCTMAR da UNIVALI. No dia 15 de novembro de 2015, o contato com E4 foi realizado por e-mail e a entrevista foi realizada no dia 26 de novembro de 2015, na residência do entrevistado, na cidade de Florianópolis – SC.
AS CAUSAS DA MUDANÇA CLIMÁTICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Jacobi (2013, p. 58) corrobora esta análise sobre os efeitos das mudanças climáticas e o agravamento da crise na chamada era do Antropoceno. Porém, o entrevistado E4 enfatizou que mudança climática é um termo autoexplicativo que inclui inúmeras representações, e “[..] são muitas. Para o entrevistado E4, as mudanças climáticas devem ser compreendidas sob a perspectiva do impacto causado em cada região.
O CONCEITO DE RISCO AMBIENTAL
Na verdade, os desastres têm sido analisados por pessoas que tradicionalmente trabalham no ambiente, e não na gestão do risco de desastres, e por aquelas pessoas que falam sobre o risco ambiental. Para o entrevistado E4, a conceituação de risco ambiental é difícil e ambígua, não havendo sequer previsão nas políticas públicas. Por fim, para o entrevistado E4, o risco ambiental só pode ser caracterizado quando representa uma ruptura na sociedade, não sendo correto utilizar o termo para indicar eventos que não são relevantes em uma comunidade, ou em determinado local não.
Neste contexto, é interessante notar que a prevenção de riscos foi o motor da criação do Fórum Permanente de “Prevenção de Riscos” de Desastres na Bacia do Rio Itajaí. Assim, para E3 e E4, o aspecto geográfico da bacia do Rio Itajaí contribui significativamente para a ocorrência de desastres. Nesse contexto, fica claro que a ocorrência de desastres na região da bacia do Rio Itajaí constitui um problema decorrente de múltiplos fatores, sendo o aspecto geográfico e a população da região causas do agravamento dos desastres causados pelas mudanças climáticas.
A VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO AFETADA
Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná São Paulo Rio de Janeiro Espírito Santo Bahia Alagoas Sergipe. Bom, considerando de forma geral, o nosso índice de desenvolvimento social é melhor que muitos lugares do país, isto é, se compararmos com cidades do interior do Rio de Janeiro ou com lugares que vi muito vulneráveis no Rio de Janeiro. O índice de desenvolvimento econômico certamente é um diferencial do Vale do Itajaí, mas é importante destacar que existem muitas áreas de alta vulnerabilidade, semelhantes às localizadas no Rio de Janeiro e mencionadas pelo entrevistado E4, como pode ser visto nas figuras abaixo.
QUANTO AO PAPEL DO FÓRUM PERMANENTE
O governo do Estado de Santa Catarina solicita ao Comitê de Itajaí a elaboração de um plano de prevenção de enchentes. Em junho de 1999, após três dias de discussão e divergências com o projeto da JICA, o Comitê de Itajaí elaborou o Plano de Prevenção de Cheias, que, após muita resistência, foi aprovado em 2005 pelo Conselho de Recursos Hídricos de Santa Catarina. Ressalte-se que o governo do estado não costumava consultar o Comitê de Itajaí para discutir o plano da bacia.
DAS RESPONSABILIDADES PELAS POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS
Assim, o diálogo entre o Estado e a sociedade é cada vez mais exigido na construção de políticas públicas porque “Os movimentos fazem diagnósticos da realidade social, constroem propostas. Percebe-se que houve, então, um movimento de reflexão e ação empreendido por alguns atores sociais relacionados às políticas públicas adotadas pelo governo do estado de Santa Catarina. Com efeito, no atual contexto brasileiro e mundial, a educação, especialmente a Educação Ambiental, parece ser essencial para o desenvolvimento da participação e do controle social das políticas públicas ambientais, como argumenta E4: “Então tem coisas que são de responsabilidade do Estado , dos demais são de responsabilidade do município.
O CONHECIMENTO SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO E
Existe de facto um quadro legislativo muito importante em matéria de políticas públicas ambientais, e o problema é a sua implementação. Para E1, há “(..) muita conversa, muitas palestras ou palestras informativas, mas na prática não consigo visualizar políticas públicas que sejam eficazes”. A formulação e implementação de políticas públicas não é uma tarefa fácil e requer a consciência de todos, devendo o Estado e a sociedade avançar.
A EA COMO POLÍTICA PÚBLICA NA MITIGAÇÃO DE RISCOS E PREVENÇÃO DE
Da pedagogia à política e da política à pedagogia: uma abordagem para a construção de políticas públicas em educação ambiental no Brasil. Novos desafios para a educação ambiental: vulnerabilidade e resiliência social face aos estragos das alterações climáticas. O papel da educação ambiental na formulação de políticas públicas transformadoras para combater as mudanças climáticas.