PNAIC e PNEP: propostas, questões e impactos dos programas de formação continuada de professores alfabetizadores no Brasil e em Portugal. PNAIC e PNEP: propostas, questões e impactos dos programas de formação continuada de professores alfabetizadores no Brasil e em Portugal.
A avaliação e seus indicadores
O objetivo do Pisa é produzir indicadores que contribuam para o debate sobre a qualidade da educação nos países participantes, a fim de apoiar políticas de melhoria da educação básica. Após o estabelecimento do pacto, o Ministério da Educação pretende apoiar os sistemas de ensino público na alfabetização dos alunos até ao final do 3.º ano do ensino primário, nas escolas rurais e urbanas.
Os casos específicos
O caso brasileiro
Leitura e escrita rudimentares: Encontra informações explícitas em textos curtos e familiares, como um anúncio ou uma carta curta. Habilidades Básicas Leitura e Escrita: Lê e compreende textos de tamanho médio, consegue localizar informações mesmo que isso exija pequenas inferências.
O caso português
Porém, segundo dados de 2016 da OCDE, Portugal tem 95,7% da população que sabe ler e escrever (cerca de 500 mil pessoas e este número não chega a 5% do número de analfabetos no Brasil), mas é considerado um dos países com a taxa de analfabetismo mais elevada da Europa. No período 2000-2015, segundo dados do PISA, houve uma evolução significativa nos resultados do ensino em três disciplinas: leitura, matemática e ciências.
Os professores alfabetizadores: Perfil e formação
As propostas atuais de formação de professores mostram que a formação ocorre continuamente na sala de aula, espaço de dúvidas, questionamentos e conflitos, que desafiam o professor todos os dias. A questão é dar espaço para que a “práxis” se desenvolva, seja no campo, no próprio espaço escolar ou em programas de formação continuada. Conhecimentos de formação profissional São os conhecimentos transmitidos pelas instituições formadoras de professores, visando a articulação entre teoria e prática.
PNAIC
- Contextualização
- Marco legal
- Estrutura organizativa: órgãos envolvidos, funções nos programa e os
- Recursos financeiros: origem, distribuição e benefícios aos
Dessa forma, entende-se que a alfabetização ocorrerá nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. XI - promover a articulação das ações do Pacto com o Programa Mais Educação, onde houver, priorizando como garantia o atendimento às crianças do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino fundamental. X - promover a articulação das ações do Pacto com o programa Mais Educação, onde houver, priorizando como garantia o atendimento às crianças do 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental.
PNEP
- Contextualização
- Marco legal
- Estrutura organizativa: órgãos envolvidos, funções nos programa e os
- Recursos financeiros: origem, distribuição e benefícios aos
O Ministério da Educação português considerou o PNEP como uma formação em rede (neste caso poderia ocorrer a participação voluntária da escola ou grupo escolar23) que visa a utilização de metodologias sistemáticas e estratégias explícitas, bem como a regulação através de processos de avaliação envolvendo alunos, turmas e escola (do micro ao macro). A formação de professores visa utilizar metodologias sistemáticas e estratégias explícitas de ensino de línguas em sala de aula. A formação continuada do PNEP incluiu alunos-professores, formadores de professores (residentes) e coordenação em instituições de ensino superior.
Breve balanço
Não há bolsas de estudo para os participantes, ou seja, a participação é gratuita, embora sejam disponibilizados planos de carreira. Por fim, o peso financeiro do PNAIC em relação às bolsas traz uma reflexão, por isso entendemos que a valorização do ensino ainda é um problema a ser superado. A valorização da docência também envolve questões financeiras, e a bolsa concedida foi uma das formas de legitimar que os estudos fazem parte do trabalho docente.
PNAIC
A dinâmica da formação
Essa formação é ministrada por Orientadores de Estudos (OE), professores das redes que se preparam para essa função em um curso de 200 horas anuais ministrado por universidades públicas. A carga horária total do curso de orientadores será, portanto, de 200 horas: curso inicial (40 horas) + 04 encontros de 24 horas + seminário final no município (8 horas) + seminário final no estado (16 horas) + 40 horas de estudo, planejamento, implementação das atividades propostas. Constatámos, portanto, que a formação centrou-se em duas áreas: a formação do formador e o papel do formador na formação continuada presencial.
A abordagem teórico-metodológica
Supõe-se que aos 8 anos a criança deverá dominar a grafofonia, ser capaz de ler com fluência e compreender e produzir textos (BRASIL 2012d). Quanto à metodologia da formação, o PNAIC desenvolve-se em torno de alguns princípios: prática da reflexividade, mobilização de saberes educativos, identidade profissional e socialização, envolvimento e colaboração.
Recursos materiais
Cartilha com informações e princípios gerais sobre a formação de professores alfabetizadores no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização por Idade. Livros do PNBE do Professor Obras educativas provenientes de bibliotecas escolares, adquiridas por meio do Programa Nacional de Bibliotecas Escolares. Coleção Explorando o Ensino Coleção de obras pedagógicas produzidas pelo Ministério da Educação, contendo volumes dedicados ao ensino dos diferentes componentes curriculares: língua portuguesa, literatura, matemática, ciências, história, disponível no Portal do Professor Alfabetizador (MEC).
PNEP
A dinâmica da formação
Ensino da expressão escrita Introdução à aprendizagem formal da escrita e sua articulação através da aprendizagem da leitura. Com base na atividade prática foram realizados doze exercícios individuais (2 horas e 30 minutos cada), que consistiram no planeamento de aulas conjunto com os “professores estagiários”, ajuda em sala de aula e posteriormente na reflexão conjunta com os formandos. A formação incluiu ainda a participação numa Sessão Plenária Regional (SPR) com a duração de 6 horas, que reuniu todos os “professores estagiários” e “formadores residentes” de cada centro de formação.
A abordagem teórico-metodológica
Feito isso com os formadores, seria a vez dos professores devolverem outras questões que surgiram durante o processo aos formadores. Esta investigação-ação foi realizada em estreita colaboração com os formadores de professores, que realizaram Oficinas Temáticas (OTs) quinzenais (doze no total, com duração de duas horas e trinta minutos cada) para o seu grupo de alunos, nas quais a transferiram. conhecimento de forma sistemática e organizada e exemplos práticos da sua implementação prática, com base nos quais foram realizados doze tutoriais (de duas horas e trinta minutos cada), que consistiram na planificação conjunta de aulas, frequentadas (em sala de aula) através e depois no âmbito da reflexão com o professor-formador. Este processo incluiu também a participação numa Sessão Plenária Regional (SPR) de seis horas, que reuniu todos os professores-alunos do centro de formação.
Recursos materiais
Em termos genéricos, a investigação-ação é um processo de formação onde os profissionais práticos estudam a sua atividade nos contextos práticos de implementação da mesma atividade para construir conscientemente o seu desenvolvimento profissional. Ou seja, o profissional busca aprimorar sua ação ampliando o entendimento sobre sua atividade. Apesar de ser um programa da área específica da disciplina de Língua Portuguesa e visar “o uso correto da língua”, o facto de visar o desenvolvimento de competências de compreensão e expressão permite-nos falar de um programa dentro do enquadramento. de alfabetização, aqui entendida como a capacidade de utilizar e produzir textos, ou seja, num entendimento próximo da definição da OCDE (Dionísio, 2007).
O conflito da alfabetização: Marcos conceituais
As mudanças na concepção de leitura e escrita no processo de
Neste sentido, ganha força a investigação desenvolvida por Emília Ferreiro, intitulada Psicogénese da linguagem escrita, o que comprova que a formação da escrita se dá através de um processo gradual e contínuo, ou seja, um conhecimento da escrita menos elaborado, mais rústico , para um conhecimento mais elaborado, uma escrita mais alfabética. Sua teoria resolve os pressupostos epistemológicos de Piaget para aplicá-los à análise da aprendizagem da língua escrita. Os estudos de Emília Ferreiro revelam a “caixa negra” desta aprendizagem (Weisz, 2009) e mostram quais os processos existentes para os sujeitos na aquisição da linguagem escrita.
O professor alfabetizador
No PNAIC
O primeiro princípio da formação foi sobre a reflexividade, ou seja, a reflexão sobre as práticas de aprendizagem dos participantes na formação. A especificação da formação pedagógica, tanto inicial quanto contínua, não é refletir sobre o que você vai fazer, nem sobre o que deve fazer, mas sim sobre o que você faz (PIMENTA, 2005, p. 26). É interessante notar que o PNAIC dedicou uma cartilha de formação para dar maiores orientações sobre o significado da formação continuada de professores, mas não indicou explicitamente conhecimentos na área disciplinar.
No PNEP
Dessa forma, o contexto de desenvolvimento profissional configurado pela PNEP abriu caminho para que cada um dos diferentes sujeitos envolvidos construíssem ferramentas conceituais úteis para a renovação de suas ações profissionais. Embora de uma forma diferente, o PNEP ofereceu aos futuros professores e formadores a possibilidade de construir ferramentas conceptuais de acção, refinando assim as suas teorias-práticas anteriores (Schön para os alunos-professores, foram criadas condições para que estas ferramentas conceptuais pudessem ser fisicamente testadas na prática Para os formadores de professores, foram criadas condições para que estas ferramentas conceptuais pudessem ser desenvolvidas dada a sua posição como tutor-observador participante. Especificamente, as competências de leitura e escrita do professor não foram abordadas, embora estejam implícitas no seu material de apoio.
Breve balanço
Um último aspecto a destacar, em relação às bases da formação continuada, diz respeito às competências de leitura. A OCDE avalia através de sistemas PISA que se baseiam no conceito de alfabetização nas condições europeias e não no conceito de alfabetização brasileira, o que cria confusão na análise dos dados em relação às competências avaliadas no exame. Além disso, vale destacar que o próprio Soares (2000) questiona a ênfase dada à alfabetização, o que de certa forma descaracterizou a tecnologia de alfabetização, o que contribuiu de forma negativa para os resultados que foram apresentados em relação à leitura e escrita no Brasil. .
A Trajetória do PNAIC
- PNAIC 2015/2016: A consolidação
- PNAIC 2017/2018: Entre “pernas bambas” e a inclusão da Educação
- PNAIC 2018/2019: A BNCC e os Direitos de Aprendizagem
- O balanço da trajetória do PNAIC
A grande inovação do PNAIC 2017 foi o alargamento do leque de formação continuada de professores da primeira infância, onde determinaram que incluísse também o eixo “formação e constituição de uma rede de formadores de pré-escola e primeira infância”. escolaridade, até o 1º ao 3º ano do ensino fundamental. Pode-se compreender que neste momento houve uma intersecção entre a política de formação de professores e a política curricular. A publicação dos direitos docentes já estava prevista nos cadernos de formação e nos documentos norteadores do PNAIC, mas só neste ano eles foram legislados pela BNCC.
A análise comparativa
Reflexos dos programas: Entre o “côncavo” e o “convexo”
Concluindo, é fato que o Brasil enfrenta problemas de alfabetização muito mais graves, como o analfabetismo funcional e a desvalorização da educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Avaliação no Ciclo de Alfabetização: Reflexões e Sugestões / Ministério da Educação, Secretaria de. Define categorias e parâmetros para atribuição de bolsas de estudo e investigação no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.