Autonomia municipal e participação popular no processo de planejamento e gestão turística em cidades de pequeno porte - Balneário Barra do Sul/SC. Este estudo examinou a iniciativa de autonomia municipal e participação comunitária no processo de planejamento e gestão turística em cidades de pequeno porte, utilizando Balneário Barra do Sul – SC como estudo de caso.
OBJETIVOS DA PESQUISA
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
METODOLOGIA
- Pesquisa Bibliográfica
- Pesquisa Documental
- População e Amostragem
- Técnicas de pesquisa e instrumentos para coleta de dados e aplicação de
- Métodos de Interpretação e análise (entrevistas e questionários)
Após a conclusão da pesquisa de campo, foram examinados seus relatos e respostas dadas às questões, utilizando a metodologia do discurso do sujeito coletivo, apoiada no método de análise dialética marxista43, com o entendimento de que. O método de pesquisa foi sistematizado com base na técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) e analisado pelo referencial dialético.
AUTONOMIA, PARTICIPAÇÃO E TURISMO
Cidades Pequenas e o turismo
As pequenas cidades “teoricamente” têm uma economia estabilizada e especializada, tendo em conta a sua dimensão local e, por sua vez, a sua tradição ou história económica. E esta conquista depende da implementação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, as pequenas cidades exigem coordenação entre todos os atores da sociedade local, bem como “valorização do homem como principal agente do meio ambiente, social, ambiental, econômico, cultural, político . e tecnológico” (AZEVEDO, 2007).
Planejamento e gestão participativa do turismo
- Planejamento do Turismo
- Gestão do Turismo
12 “Por fim, o processo de gestão democrática na cidade só será possível através da coordenação entre o Poder Público e os cidadãos, através de mecanismos que devem ser implementados de forma gradual e organizada. As metodologias de gestão local devem ser vistas a priori, segundo Megginson, Mosley e Pietri Jr (1998), sob a compreensão do planejamento e gestão como um processo de etapas interdependentes a partir da abordagem sistemática13, com metas ou objetivos estabelecidos, identificando e avaliando as condições atuais e, em última análise, o desenvolvimento de abordagens sistemáticas para atingir estes objectivos.
Participação comunitária
- Desenvolvimento Sustentável
- Conflitos de Interesse
A participação da comunidade local é condição indispensável num processo de desenvolvimento na busca pela autonomia, não é razoável acreditar que o planejamento e a gestão possam ser definidos apenas pelo poder público, sem esforços coordenados entre os atores. O processo de planeamento e gestão, estruturado na autonomia municipal e na participação comunitária, tende a ser abordado de forma sistémica e descentralizada, onde “visa considerar o todo, mas também abordar as partes contidas nesta totalidade”.
Autonomia municipal
Quando falamos em autonomia municipal em um país como o Brasil, surgem diversos questionamentos e observações em relação à legislação, à política e à governança de um local. Artigo 34, VII, c: “A União não intervirá nos Estados ou no Distrito Federal, exceto: VII. zelar pelo cumprimento dos seguintes princípios constitucionais: (c) autonomia municipal;' Pouco importa, ou mesmo o desconhecimento de quem governa um município quanto a esclarecimentos sobre como captar recursos financeiros para atingir mais um parâmetro importante da autonomia municipal.
A autonomia local é assim entendida como uma forma de promover o desenvolvimento da dimensão humana, o que se aproxima muito do que está consagrado na Constituição brasileira no que diz respeito à autonomia municipal como disposição e norma de direito fundamental. Esta é a essência da autonomia municipal para o desenvolvimento da dimensão humana, ou seja, como direito fundamental estão diretamente entrelaçados com outros direitos fundamentais, reforçando-se e apoiando-se mutuamente (CORRALO, 2006, p. 285). Contudo, o desenvolvimento local baseado na esfera da autonomia municipal exige um processo de descentralização, dentro de cada região ou território.
Mais do que esperar, como estátuas, pela definição e implementação de políticas públicas, os cidadãos são movidos pela autonomia municipal para exercer a cidadania ativa e participativa e o controle sobre a espacialidade do Estado.
PRÁTICAS DE TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA
Turismo comunitário-solidário
Para alguns autores, como Jama & Getz (1995) e Reed (1997), o turismo comunitário envolve diferentes atores comunitários no planejamento e na tomada de decisões em conjunto. Para outros como MacDonald & Joliffe; Mbaiwa (2003) o turismo comunitário é desenvolvido por grupos cooperativos ou organizações comunitárias. Contudo, o conceito mais marcante foi ampliado por McDonald (2001), onde o turismo comunitário é visto como uma relação simbólica, sendo o turista apenas parte do sistema e não o centro de atração.
Nesta nova visão de desenvolvimento, baseada na articulação de atores e componentes da estrutura comunitária numa localização única e na procura de uma nova reestruturação económica e social, as pequenas cidades procuram diversificar as suas estratégias económicas com experiências de turismo comunitário/solidário. , em busca de uma economia de sucesso decorrente do desenvolvimento do turismo. Investigar as práticas de turismo comunitário e o seu papel no desenvolvimento sustentável em comunidades que garantem a autonomia local tornou-se uma tarefa árdua e informal. Durante a revisão bibliográfica, encontramos diversos estudiosos e autores que discutem o turismo comunitário/solidário, tais como: Poultney e Spenceley (2001), que discutem práticas de turismo pró-pobres no deserto para safari na África do Sul, Mitchell e Reid (2001) 34 um estudo sobre turismo e envolvimento comunitário na ilha de Tequile no Peru no processo de planejamento e gestão local, Horn e Simmons (2002)35 discutem e comparam a relação entre o turismo comunitário em comunidades tradicionais na Nova Zelândia, um estudo de Rugendyke e Thi Son (2005)36 O Vietname e o seu desenvolvimento são atribuídos ao turismo.
Porém, após uma investigação cuidadosa, a explicação limitou-se às práticas em pequenas cidades ou comunidades, vinculadas a redes de Turismo Comunitário/Solidário na América Latina, com foco nas práticas brasileiras.
Redes de turismo comunitário-solidário
- Rede de Turismo Comunitário da América Latina – REDTUR
A rede Tusoco é uma associação independente dirigida por membros que são organizações comunitárias de turismo solidário. Graças ao programa da Fundação Geotrópica, em cooperação com outras instituições, foi desenvolvida a formação de residentes, necessária à prestação de serviços turísticos de qualidade. Rede ACOSTA de Turismo Rural (Costa Rica): Baseada em comunidades rurais em busca de turismo sustentável.
Esta associação tem como objetivo diversificar o rendimento familiar da comunidade através do desenvolvimento de produtos turísticos sustentáveis que preservem e valorizem a cultura e a natureza locais. A associação apresenta uma proposta de investimento em projetos comunitários, que são parcialmente financiados com recursos das diretorias municipais de turismo. Rede Brasileira de Turismo Solidário e Comunitário – TURISOL: é formada por organizações unidas pela missão de fortalecer o turismo comunitário no Brasil.
Rede de Turismo da Agricultura Familiar – TRAF: Esta rede é um conjunto de técnicos, instituições e representações de agricultores que visam desenvolver a TRAF no país.
Turismo de base comunitária: Realidade Brasileira
- Exemplo da Comunidade da Prainha do Canto Verde – CE
- Exemplo da Comunidade de Trindade, município de Paraty – RJ
Assim, o turismo comunitário é aquele em que as comunidades organizam arranjos produtivos locais de forma associativa e têm controle efetivo sobre a terra e as atividades econômicas relacionadas à exploração turística. É uma comunidade que, segundo relatos, foi fundada em meados da década de 1860 com 1.100 habitantes, moradores que vivem principalmente da pesca e do pequeno turismo. A cooperação de todos no controlo do turismo é eficaz, e não só no controlo, mas também no planeamento e na procura da competência dos intervenientes para o efeito.
Mas antes mesmo desse curso, em 1998, a comunidade já se mobilizava junto com representantes do Instituto Terramar, do Conselho Pastoral dos Pescadores, das Secretarias de Meio Ambiente (Semace), de Turismo (Setur) e de Ação Social do Estado, escolas e órgãos governamentais. na elaboração de estratégias desejadas para o desenvolvimento do turismo. Procuraram evitar a tendência do turismo de segunda habitação e evitar os efeitos da sazonalidade, investindo assim no segmento de eventos; Ao longo dos anos, a comunidade construiu uma série de posições em relação à iniciativa de turismo comunitário. Aumentou a sustentabilidade através do reconhecimento da comunidade local como agente.
Embora, por um lado, ainda prevaleça nesta comunidade o espírito de resistência à entrada de novos personagens na dinâmica social da aldeia, por outro lado, vemos alguns aspectos da indústria do turismo de massa presentes nas atividades desenvolvidas. nas regiões, ou seja, princípios de importação (mesmo que não intencionais) que estão em desacordo com os fundamentos sustentáveis do turismo comunitário nesta região. CAMPOS, BURSZTYN, DELAMARCO & LIMA).
ESTUDO DE CASO
- Balneário Barra do Sul – SC
- Um breve histórico
- Características sócio-ambientais
- Desenvolvimento turístico
A região de reconhecimento teve seu primeiro núcleo de pessoas civilizadas a habitar as terras que comporiam o futuro município de Balneário Barra do Sul (embora não na capacidade colonizadora, mas em missão de proteção), eram soldados da Guarda Nacional, que no ano de 1780 aqui se estabeleceram e prestaram valiosos serviços aos viajantes e lhes deram proteção tanto em terra quanto na travessia do grande Rio Araquari (Canal do Linguado) 51. Isso resultou em uma série de problemas ecológicos para a Baía da Babitonga e para a Lagoa da Barra, no sul. devido à interrupção do fluxo das correntes de maré que influenciaram muito a dinâmica do estuário. Dados correlacionados com os fornecidos pela prefeitura municipal de Balneário Barra do Sul (PMBBS, 2002) mencionam em documentos históricos locais que a decisão tomada pelos colonizadores barra do Sul foi um grande desafio quando se mudaram em 1820 da cidade de São Francisco do Sul. Sul (atualmente com 196 famílias residentes), também segundo relatos locais como os de Edinelson Souza (2003); A razão que os levou a tomar esta iniciativa não é conhecida com certeza, mas era evidente que a “comitiva”, composta pelo Sr.
Pela importância do rio Araquari e sua proximidade com o núcleo colonizador, o primeiro nome da pequena cidade foi "Barra do Araquari", que desde sua fundação passou a fazer parte da jurisdição do município de São Francisco do Sul. Em 1980, iniciou-se o processo de renovação da frota pesqueira local, que auxiliou na criação do "Estaleiro Barra do Sul", localizado na cabeceira do Rio Perequê (atual Marina). O processo de emancipação do distrito de Balneário Barra do Sul teve início em agosto de 1989, quando em reunião entre amigos foi obtida a independência político-administrativa do então município de Araquari.
Os municípios catarinenses receberam juntos R$ 20 milhões no período de 2007, Balneário Barra do Sul respondeu entre R$ 1,34 e R$ 1,38 milhão.
VÁRIAS FACES DA PERCEPÇÃO
As diferentes percepções
- Percepção dos Atores do setor Público sobre Balneário Barra do Sul101
Pela sua localização, o município pode até ser alvo de indústrias, mas a falta de infraestrutura prejudica essa frente. Em segundo lugar penso que é a falta de articulação e cooperação entre os actores locais e finalmente penso que é para o turismo, a falta de qualificação das pessoas”. SC2 – “Primeiro escolho a opção da falta de infraestrutura, se você quer turistas tem que melhorar muito.
SC3 – “Certamente a falta de infraestrutura é o principal problema, principalmente na alta temporada, quando a cidade fica lotada. IP4 – “Certamente a falta de infraestrutura, então acho que a falta de articulação e falta de interesse da prefeitura, que está mais preocupada em cuidar do dinheiro do que da cidade”. IP5 – “Em geral o que mais preocupa é a falta de infraestruturas urbanas e acredito que as infraestruturas sociais também, a falta de qualificação profissional também é um grande problema, assim como a falta de ligação entre a comunidade em geral”.
Posicionado como o maior problema e classificado em primeiro lugar por 100% das opiniões, foi destacada a falta de infraestrutura urbana vivenciada. Reflexões: Após a análise dos discursos, constatou-se que o maior problema é a falta de infraestrutura urbana, que é vivenciada da mesma forma por outras localidades que sofrem com a sazonalidade causada pelo turismo de verão. IP1 – “Este é o que mais sofre porque depende de ações públicas, falta de qualificação e sofre com a sazonalidade”.
Roteiro de Entrevista
Questionário de Entrevista
Termo de consentimento
Controladoria geral da união