Coordenador do Curso de Arte/Visual do CAV Centro CCBS de Ciências Biológicas e da Saúde Centro CCET de Ciências Exatas e Tecnológicas Centro CCH de Humanidades. Coordenador do Curso de Língua CL/Português CNE/CP Conselho Nacional de Educação/Conselho Plenário.
A educação para as relações étnico-raciais
Contudo, não determina a obrigatoriedade da inclusão do estudo da história da África e dos africanos, da luta do povo negro no Brasil, da cultura negra brasileira e da história do povo negro na formação da sociedade brasileira no currículo da Educação Básica ao longo do ano. currículo escolar, especialmente em áreas do conhecimento, como história, arte e literatura, conforme propõe a referida legislação, que alterou a LOB. As diretrizes dos instrumentos legais acionados pela Lei 10.639/03 direcionam a inserção da educação das relações étnico-raciais e do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana, no contexto escolar, promovendo assim o respeito aos negros, aos seus africanos . ancestralidade, sua cultura e história.
Considerações sobre a implementação da Lei 10.639/03 e seus
O segundo eixo considerou a variedade de atores envolvidos no processo de implementação da lei 10.639/03. Consideramos esse fator como um indicativo positivo do processo de implementação da Lei 10.639/03 e da DCNERER (BRASIL, 2004).
O desafio da formação docente na perspectiva das Diretrizes Curriculares
3 AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O ENSINO DAS RELAÇÕES ÉTNICAS RAÇAS E PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E ATIVIDADES DE GESTÃO. Unimontes está localizada no município de Montes Claros, localizado no norte de Minas Gerais, a cerca de 40 km da capital mineira. Dentre eles destacamos a Associação Espiritualista Umbandistas dos Cultos Afro-Brasileiros do Norte de Minas Gerais.
Essas cinco faculdades foram reunidas na criação da atual instituição de ensino superior, proclamada na Constituição do Estado de Minas Gerais, em 1989, que permitiu explicitamente a transformação da Fundação Norte Mineira de Ensino Superior em órgão estadual, chamada Universidade Estadual de Montes Claros. Essa situação foi oficialmente regularizada em 1994, por meio do Decreto Estadual nº 30.971, que obteve reconhecimento do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e do então Ministério da Educação e Desportos (UNIMONTES, 2010).
As ações Afirmativas: o começo
Na pesquisa de Antônio Sergio Guimarães encontramos diversas formas como outras universidades públicas se organizam em relação ao sistema de cotas. No sistema estadual, a organização das ações de cotas positivas ainda não está padronizada, algumas instituições seguem normas internas e em outras o estado editou leis que regularizam o sistema ao contrário. Apesar da implementação do sistema de cotas na Unimontes, o acesso ao ensino superior para estudantes afrodescendentes continua um desafio.
E na região Sudeste, 46,1% são afrodescendentes, e o sistema de cotas para esta categoria neste ensino superior abrange pouco mais de 10% da população atendida. No sistema de cotas, temos outra situação problemática que merece atenção, como nos alerta o professor José Paulo Gomes, professor da Unimontes.
Os fazeres da Extensão
Esses projetos foram viabilizados pelo governo federal por meio de um edital voltado à formação continuada de professores do ensino fundamental. No tema educação para as relações étnico-raciais, no módulo 1, entre outros temas, foram estudados e discutidos “etnocentrismo, estereótipos e preconceitos”. Capacitar lideranças para incluir a temática das relações étnico-raciais (cultura afro-brasileira e indígena) nos programas estaduais de educação;
Nos meses de fevereiro e março de 2009, os professores do NEAB participaram de uma comunicação proposta pelo MEC, que propunha a oferta de um curso de formação continuada para professores do ensino fundamental sobre relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira. Brasileiro ( UNIAFRO). O projeto Uniafro foi implementado na Unimontes por meio de uma proposta financiada pelo governo federal com o objetivo de formar professores da educação básica na disciplina de educação para as relações étnico-raciais de acordo com as diretrizes da Lei 10.639/03.
Os fazeres da Pesquisa
Os grupos de pesquisa em destaque são: Grupo de estudos e pesquisas em cultura, processos sociais - Sertão, projeto de pesquisa Negros do Norte de Minas, grupo de pesquisa Ô Pará e o centro interdisciplinar de pesquisas socioambientais. Essa realidade levantada por meio de pesquisas na área de educação no âmbito do projeto Negros do Norte de Minas foi verificada em uma escola localizada em uma comunidade quilombola cuja população é majoritariamente negra. Outro grupo de pesquisa citado pelo vice-reitor foi o projeto OPARÁ, que constitui um grupo de levantamento e pesquisa sobre comunidades ribeirinhas.
Ao ser questionado se o pró-reitor de pesquisa tinha conhecimento de outras ações nesse sentido, nosso reitor disse: “Não. Este trabalho está sendo desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa OPARÁ em comunidades tradicionais de São Francisco, um pequeno município do norte de Minas Gerais.
Os fazeres do Ensino
O Projeto Político Pedagógico Institucional (PPPI), por sua vez, é um documento institucional de responsabilidade da Pró-Reitoria de Ensino. As críticas do reitor de educação vão ao encontro dos dispositivos legais. No curso de literatura portuguesa, este tema “entrou na disciplina de literatura africana e culturas de língua portuguesa” (entrevista concedida ao autor pelo orientador do reitor de ensino.
Então diante disso, houve essa reestruturação, essa inserção dessa disciplina e desse tema no curso, dentro dos cursos (Entrevista concedida ao autor pela assessoria da pró-reitoria de ensino. Nesse sentido, a análise da arte, dos cursos da Unimonte na história, na literatura e na pedagogia nortearam-se pelo cumprimento da inclusão da educação para as condições étnico-raciais de acordo com a DCNERER, tendo em conta a declaração de aprovação, bem como o plano para a sua implementação.
A materialidade das DCNERER no curso de História: a percepção da
A materialidade das DCNERER no curso de História: a percepção dos
As atividades são desenvolvidas em uma escola de ensino fundamental, no curso de História do campus Unimontes na cidade de São Francisco. Sobre seu trabalho, ele descreve no curso de História que trabalha com o tema: “Com pesquisa e orientação de minha monografia, finalmente abordei essa questão da cultura afro-brasileira, mas o direito em si só trabalho no PIBID. Os professores acreditam que as DCNERER foram incluídas no curso de História, mas ainda não, parafraseando Nilma Lino Gomes, “enraizadas”, não houve mudanças significativas no curso nesse sentido.
Na disciplina de história temos atualmente duas PPPs, a antiga não tem essa disciplina. Os professores de história não têm problemas em escolher materiais para trabalhar com Educação em Relações Raciais, com base em suas próprias pesquisas, utilizando materiais gerados nos projetos que estão desenvolvendo, e acreditam que já existe uma extensa bibliografia que pode apoiar trabalhos nesta área.
A materialidade das DCNERER no curso de Pedagogia: a percepção dos
A materialidade das DCNERER no curso de Pedagogia: a percepção dos
Por isso decidimos procurar outro professor do Currículo para formar um grupo de professores para o curso de Pedagogia, já que não havia outro professor. No curso de Pedagogia há alguns professores estudiosos e pesquisadores das questões étnico-raciais. Os professores do curso de Pedagogia ressaltam que não existe uma disciplina específica para o tema DCNERER a ser abordada no curso.
No PPP da disciplina Pedagogia, os conteúdos programáticos das disciplinas acima não contêm qualquer menção à lei 10.639/03 ou DCNERER. Os professores de pedagogia têm trabalhado em suas disciplinas conteúdos que promovam a conscientização sobre a importância das questões étnico-raciais.
A materialidade das DCNERER no curso de Letras: a percepção da
A materialidade das DCNERER no curso de Letras/Português: a percepção
Agora, por exemplo, se pensarmos numa obra, na obra ou num autor que muito trabalhou nesta disciplina, nomeadamente Monteiro Lobato, que é considerado o pai da literatura infantil brasileira, que há quatro anos viu uma grande polémica relativamente à atitude que o autor tem em relação aos negros em sua obra. Assim, da minha parte, por exemplo, tenho-me preocupado em fazer com que os estudantes compreendam que África não é um problema. Por exemplo, com o objectivo de erradicar o racismo de uma forma que não seja também racista (Entrevista concedida ao autor por PL.
Bom, eu acho que, por exemplo, claramente não há discussão no departamento, mas há um movimento por parte dos professores para incluir esse tipo de discussão na sua área. Mas não está no nosso plano de estudos e penso que poderá estar (Entrevista concedida ao autor por PL.
O curso de Artes na Unimontes
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Teatro: a percepção da
O atual Coordenador Didático do curso de Artes/Teatro ingressou na Unimontes como estagiário, após aprovação em concurso. O PPP atual do curso é de 2005 e, segundo a Coordenação Didática, não contempla as diretrizes expressas nas DCNERER. No momento da entrevista (segundo semestre de 2015) o PPP do curso estava em reformulação e segundo a Coordenação do curso esse processo consistia em um.
Ao analisar o relatório de avaliação do curso de Arte/Teatro, elaborado durante a visita do Conselho em 2012, tomámos nota do que disse o Coordenador. Não houve limitação ou observação quanto à ausência na formação profissional do curso de conteúdos voltados à Educação das Relações Étno-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Teatro: a percepção dos
O professor do P2AT descreve ainda que no curso PPP não há disciplina específica para trabalhar questões étnico-raciais, “há oportunidades de inserção, dentro de disciplinas já estabelecidas” (Entrevista concedida ao autor do P2AT. Mais uma vez números étnico-raciais Ao final do curso de Artes Teatrais, os meninos apresentam uma apresentação teatral, e depois escolhemos o que deve ser, como deve ser essa produção.
Então ainda é sutil, a implantação é muito pequena, muito aquém do que deveria ser, e depende de cada pessoa (Entrevista concedida ao autor do P2AT. As DCNERERs não foram implementadas de forma institucionalizada na arte/teatro de curso, não estão presentes na estrutura curricular do curso ou no OPP, para serem trabalhados de forma transversal, é trabalhado pontualmente, à mercê da sensibilidade ou da formação do professor que forma esse futuro professor.
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Visuais: a percepção da
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Visuais: a percepção dos
O curso de Coordenação Didática de Arte/Imagem indicou cinco professores que poderiam estar trabalhando com questões étnico-raciais em suas aulas, apesar de isso não constar na ementa do curso. Gosto sempre de perguntar a eles como esse tema é tão presente e muitas vezes negado, até mesmo em sala de aula, pelos nossos próprios alunos. Depois usarei a arte para mostrar a eles como a influência afro está presente na arte brasileira e depois a partir da arte realizaremos todo o processo educativo para as relações étnico-raciais respeitarem a diversidade na sala de aula.
No curso de Arte/Visual, o DCNERER ainda não foi implementado institucionalmente no curso, tem sido engajado em ações concretas por alguns professores, dadas as dificuldades que tivemos em encontrar quatro professores atuando dentro da perspectiva das diretrizes. nesta legislação. No curso de Arte/Visual não foi possível analisar se houve algum TCC apresentado pelos alunos com temas envolvendo o tema em estudo.
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Música: a percepção da
A Materialidade das DCNERER no curso de Artes/Música: a percepção dos