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O ENSINO E APLICAÇÕES DE MATRIZES

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(1)

PROGRAMA DE P ´

OS-GRADUAC

¸ ˜

AO

MATEM ´

ATICA EM REDE NACIONAL

MESTRADO PROFISSIONAL

ILD ´

ALIO AGUIAR DE SOUZA SANTOS

O ENSINO E APLICAC

¸ ˜

OES DE MATRIZES

(2)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

INSTITUTO DE MATEM ´

ATICA

PROGRAMA DE P ´

OS-GRADUAC

¸ ˜

AO

MATEM ´

ATICA EM REDE NACIONAL

MESTRADO PROFISSIONAL

ILD ´

ALIO AGUIAR DE SOUZA SANTOS

O ENSINO E APLICAC

¸ ˜

OES DE MATRIZES

ORIENTADORA: Prof.

a

Dra. R ´

UBIA MARA DE OLIVEIRA SANTOS

Trabalho de Conclus ˜ao de Curso apresentado ao Programa de

P ´os-Graduac¸ ˜ao em Matem ´atica em Rede Nacional do Instituto

de Matem ´atica - INMA/UFMS como parte dos requisitos para

obtenc¸ ˜ao do t´ıtulo de Mestre.

(3)

ILD ´

ALIO AGUIAR DE SOUZA SANTOS

Trabalho de Conclus ˜ao de Curso submetido ao Programa de P ´os-Graduac¸ ˜ao

em Matem ´atica em Rede Nacional, Instituto de Matem ´atica, da Universidade Federal de

Mato Grosso do Sul, como parte dos requisitos para obtenc¸ ˜ao do t´ıtulo de Mestre.

Aprovado pela Banca Examinadora:

Profa. Dra. R ´ubia Mara de Oliveira Santos - UFMS

Prof. Dr. Roberto Quirino do Nascimento - UFPB

Prof. Dr. Jair da Silva - UFMS

(4)

Agradecimentos

Agradec¸o a Deus por ter me concedido forc¸a e sabedoria para lidar com os

problemas nesta jornada, e por tornar esta vit ´oria uma realidade.

Agradec¸o a minha esposa Claudia Steffany e ao meu filho Renan, por sempre

estarem ao meu lado em todos os momentos me apoiando e brigando quando necess ´ario

e por terem compreendido a minha aus ˆencia durante este per´ıodo.

Gostaria de agradecer aos meus pais por sempre me apoiarem em qualquer

decis ˜ao e nunca terem deixado de confiar em mim.

Agradec¸o a Deus pela minha orientadora Prof.a Dra. Rubia Mara de Oliveira Santos pela paci ˆencia quanto a minha n ˜ao habilidade com a escrita, pelos ensinamentos,

(5)

Este trabalho fala sobre as matrizes, sua hist ´oria, seu ensino, e suas aplicac¸ ˜oes.

Quanto ao ensino das matrizes, verificou-se um sistema de aprendizagem totalmente

alg ´ebrico e com poucos exemplos de aplicac¸ ˜oes. Neste sentido, orientac¸ ˜oes ao ensino

foram estabelecidas visando subsidiar o trabalho docente na introduc¸ ˜ao a matrizes com

uma abordagem diferenciada em sala de aula. Para tal, foi apresentado o conte ´udo

de matrizes por meio de suas definic¸ ˜oes e propriedades. O trabalho apresenta uma

introduc¸ ˜ao `a Otimizac¸ ˜ao Linear e estabelece seus principais conceitos. O Problema de

Empacotamento de DAG’s (Directed Acyclic Graphs) ´e apresentado, seguido de um

es-tudo de t ´ecnicas para sua resoluc¸ ˜ao.

(6)

Abstract

This paper is about matrices, their history, teaching, and applications.

Con-cerning to Matrices teaching, it was verified a totally algebraic learning system and with

a few examples of applications. In this sense, orientations about teaching were set up

aiming subsidize instructor work on matrices introduction as a differentiated approach at

classroom. For this, it was presented the matrices subject by means of definitions and

properties. This work presents an introduction to Linear Optimization and set up their

mainly concepts. DAG’s Packing Problems (Directed Acyclic Graphs) is presented,

fol-lowing an study of techniques for its resolution.

(7)

1 Introduc¸ ˜ao 11

1.1 Hist ´oria das matrizes . . . 12

1.2 Objetivo do Trabalho . . . 13

2 Ensino das Matrizes 15 2.1 An ´alise de livro Did ´adico I . . . 18

2.1.1 Livro 1 . . . 19

2.1.2 Livro 2 . . . 20

2.1.3 Livro 3 . . . 21

2.2 An ´alise de livro did ´atico II . . . 22

2.3 Situac¸ ˜ao did ´atica . . . 26

2.4 Considerac¸ ˜oes Finais . . . 36

3 Fundamentac¸ ˜ao Te ´orica de Matriz 37 3.1 Definic¸ ˜ao e Representac¸ ˜ao de Matriz . . . 38

3.2 Tipos de Matrizes . . . 38

(8)

8

3.3 Igualdade e Desigualdade de Matrizes . . . 40

3.4 Operac¸ ˜oes com Matrizes . . . 40

3.4.1 Adic¸ ˜ao de Matrizes . . . 40

3.4.2 Subtrac¸ ˜ao de Matrizes . . . 41

3.4.3 Multiplicac¸ ˜ao de N ´umero Real por Matriz . . . 41

3.4.4 Multiplicac¸ ˜ao de Matrizes . . . 43

3.4.5 Matriz Transposta . . . 44

3.4.6 Trac¸o de uma Matriz . . . 45

3.4.7 Matriz Inversa . . . 46

3.5 Considerac¸ ˜oes Finais . . . 46

4 Aplicac¸ ˜oes de Matriz em Otimizac¸ ˜ao Linear 47 4.1 Conceitos B ´asicos de Otimizac¸ ˜ao Linear . . . 52

4.2 Teoria do M ´etodo Simplex . . . 61

4.3 Problema de Empacotamento de DAGs - PED . . . 68

4.3.1 First Fit Decreasing Height (FFDH) . . . 70

4.3.2 Best Fit Decreasing Height (FFDH) . . . 71

4.3.3 Modelo Matem ´atico para o Problema do Empacotamento de DAGs 75 4.4 Coniderac¸ ˜oes Finais . . . 79

5 As Conclus ˜oes 80

(9)

2.1 Matrizes A e B . . . 30

2.2 Matriz C soma das marizes A e B . . . 31

2.3 Soma de matrizes com ordens diferentes . . . 32

2.4 Multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz . . . 34

4.1 O gradiente . . . 57

4.2 Regi ˜ao Fact´ıvel . . . 58

4.3 Curvas de n´ıvel da func¸ ˜ao . . . 58

4.4 Restric¸ ˜ao (4.7) . . . 60

4.5 Restric¸ ˜oes (4.4) e (4.7) . . . 60

4.6 Restric¸ ˜oes (4.5) e (4.7) . . . 60

4.7 Restric¸ ˜oes (4.6) e (4.7) . . . 60

4.8 Regi ˜ao Fact´ıvel . . . 60

4.9 Exemplo de Empacotamento de DAGs . . . 69

4.10 Conjunto de DAGs . . . 73

4.11 Empacotamento pela heur´ıstica FFDH . . . 74

(10)

LISTA DE FIGURAS 10

4.12 Empacotamento pela heur´ıstica BFDH . . . 74

(11)

1

INTRODUC

¸ ˜

AO

A id ´eia de matriz comec¸ou a aparecer no tempo da china antiga e sua origem

est ´a intimamenente ligada ao estudo de sistemas lineares.

O surgimento das matrizes se deu a partir da necessidade de se desenvolver

m ´etodos para a resoluc¸ ˜ao de sistemas lineares, os quais comec¸aram a serem

represen-tados por tabelas num ´ericas formadas pelos coeficientes das equac¸ ˜oes que compunham

esses sistemas, essas tabelas deram origem ao que chamamos hoje de matrizes.

Hoje em dia as matrizes s ˜ao muito utilizadas para representar dados,

permi-tindo uma visualizac¸ ˜ao pr ´atica e com maior clareza das informac¸ ˜oes expostas, al ´em de

(12)

SEC¸ ˜AO 1.1HIST ´ORIA DAS MATRIZES 12

facilitar a resoluc¸ ˜ao de alguns c ´alculos complexos, o que podemos considerar ser sua

import ˆancia em v ´arias `areas, como na matem ´atica, engenharia, f´ısica, administrac¸ ˜ao e

computac¸ ˜ao. Elas tamb ´em permitem o ac ´umulo de informac¸ ˜oes em um pequeno espac¸o,

geralmente est ˜ao presentes em jornais, revistas, livros e internet.

1.1

Hist ´oria das matrizes

Os primeiros ind´ıcios de matrizes surgiram no s ´eculo II a.c., apesar de existir

alguns ind´ıcios no s ´eculo VI a.c., por ´em foi no final do s ´eculo XVII que as ideias foram

estudadas e desenvolvidas at ´e os dias atuais.

Os babil ˆonios estudaram problemas e buscaram t ´ecnicas para a resoluc¸ ˜ao de

um sistema linear de duas vari ´aveis e duas equac¸ ˜oes por volta de 300 a.c. e preservaram

esses problemas em tabletas de argila.

Por volta de 200 a.c. e 100 a.c., os chineses conseguiram chegar bem mais

perto das matrizes. O texto Nove Cap´ıtulos da Arte Matem ´atica que foi escrito durante a dinastia Han cont ´em o primeiro exemplo conhecido de m ´etodos de matriz.

Em 1545, Girolano Cardano encontra uma regra para a soluc¸ ˜ao de um sistema

de duas equac¸ ˜oes lineares, a regra de Cramer, para a resoluc¸ ˜ao de um sistema linear

2x2 e desde ent ˜ao muitos resultados comec¸aram a surgir.

No Jap ˜ao e na europa a ideia de um determinante foi quase simult ˆanea, em

1683 o matem ´atico Seki kowa (1637-1708) publicou suas ideias e escreveu M ´etodo de resolver os problemas dissimulados que cont ´em m ´etodos matriciais com tabelas da mesma forma com que foram costruidos os m ´etodos chineses.

E logo depois Gottfried Leibniz (1646-1716), em 1683 que gerou a primeira

aparic¸ ˜ao na Europa em uma carta enviada ao marqu ˆes de L’h ˆopital, por ´em dava o nome

deresultante.

Durante o s ´eculo XVIII, diversos matem ´aticos desenvolveram estudos

relaci-onados aos m ´etodos matriciais e sobre os determinantes, como por exemplo, em 1730

(13)

de matrizes 2x2 e 3x3. Em 1764 com B ´ezout surgiram os determinantes de

Vander-monde, e Laplace em 1772 que discutiu a soluc¸ ˜ao de um sistema de equac¸ ˜oes lineares

usando determinante.

J ´a no s ´eculo XIX Carl Friedrich Gauss utilizou pela primeira vez o termo de-terminante no seu trabalho Disquisitiones Arithmeticae, em 1801 e no mesmo trabalho descreve a multiplicac¸ ˜ao de matrizes, que para ele era como uma composic¸ ˜ao, pois n ˜ao

tinha alcanc¸ado o conceito de matriz alg ´ebrica. No mesmo s ´eculo Augustin Louis

Cau-chy prova o teorema da multiplicac¸ ˜ao de determinantes e da novos resultados sobre o

assunto, vale ressaltar que foi ele quem introduziu a ideia de matrizes semelhantes e

mostrou que elas possuem o mesmo polin ˆomio caracteristico.

A partir de Cauchy outros matem ´aticos como Jacobi, Arthur Cayley, James J.

Sylvester desenvolveram e sistematizaram definic¸ ˜oes e propriedades que s ˜ao at ´e hoje

utilizadas, como por exemplo: Sylvester foi o primeiro a usar o termo matriz e a definiu como um arranjo retangular de termos; Cayley apresentou a inversa de uma matriz.

1.2

Objetivo do Trabalho

Este trabalho tem por objetivo analisar o conte ´udo de matrizes no Ensino

M ´edio, sua abordagem, seu ensino e suas aplicac¸ ˜oes. O trabalho encontra-se dividido

da seguinte maneira:

Cap´ıtulo 2: Ensino de Matrizes

Neste cap´ıtulo tem-se uma conjuntura do ensino das matrizes no Ensino M ´edio.

Apresentam-se os Par ˆametros e Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino

m ´edio, al ´em de an ´alises de livros did ´aticos do Ensino M ´edio no que tange o ensino

de matrizes. Encontram-se tamb ´em orientac¸ ˜oes que podem ser utilizadas em sala

de aula como uma proposta did ´atica para o Ensino das matrizes.

Cap´ıtulo 3: Fundamentac¸ ˜ao te ´orica das matrizes

(14)

SEC¸ ˜AO 1.2OBJETIVO DO TRABALHO 14

definic¸ ˜oes, teoremas e propriedades, seguidos de suas eventuais demonstrac¸ ˜oes.

Cap´ıtulo 4: Aplicac¸ ˜oes de Matriz em Otimizac¸ ˜ao Linear

Neste cap´ıtulo ´e apresentada uma introduc¸ ˜ao `a Otimizac¸ ˜ao Linear e o estudo de

seus principais conceitos. Em seguida ´e explicitado o M ´etodo Simplex com sua

fundamentac¸ ˜ao te ´orica, por fim ´e apresentado o Problema de Empacotamento de

DAGs (PED) e s ˜ao aplicadas t ´ecnicas para a soluc¸ ˜ao do problema.

Cap´ıtulo 5: As conclus ˜oes

Neste cap´ıtulo se encontram as conclus ˜oes deste trabalho e as indicac¸ ˜oes para

(15)

2

ENSINO DAS MATRIZES

A educac¸ ˜ao no ensino m ´edio tem o compromisso de desenvolver os processos

formativos do educando seja na vida familiar, no mundo do trabalho, pr ´aticas sociais,

den-tre outros, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educac¸ ˜ao Nacional - LDB ( 9394/96)

a qual determina os marcos legais para o ensino m ´edio. Na LDB tem-se como maiores

destaques para o ensino m ´edio suas finalidades; a organizac¸ ˜ao curricular; e algumas

diretrizes.

Quanto a suas finalidades, o ensino m ´edio tem que permitir ao educando a

consolidac¸ ˜ao e o aprofundamento dos conhecimentos provenientes do ensino

fundamen-tal; a preparac¸ ˜ao para o mundo do trabalho e o exerc´ıcio da cidadania, o desenvolvimento

(16)

16

do pensamento cr´ıtico e sua formac¸ ˜ao ´etica. O que deve repercurtir no crescimento do

educando como pessoa humana e o desenvolvimento de compet ˆencias para continuar

seu aprendizado.

No que diz respeito a organizac¸ ˜ao curricular tem-se uma proposta nacional

que leva em considerac¸ ˜ao as diferentes realidades do brasil. O que deve ajudar o

educando a tornar-se capaz de se adaptar as mais diferentes propostas pedag ´ogicas

na nossa unidade federativa sem perder o seu foco, ou seja, sem deixar que as

com-pet ˆencias fundamentais exigidas nos alunos do ensino m ´edio deixem de ser alcanc¸adas,

al ´em de permitir uma grande margem de flexibilidade no que diz respeito aos conte ´udos

e m ´etodos de ensino que melhor potencializem esses resultados.

Olhando para as diretrizes, temos as Diretrizes Curriculares Nacionais para o

Ensino M ´edio (DCNEM) que prop ˜oem uma formac¸ ˜ao segundo os princ´ıpios da

contextua-lizac¸ ˜ao e da interdisciplinaridade al ´em de indicar as compet ˆencias e habilidades que se

espera serem adquiridas pelos alunos fazendo com que a escola n ˜ao se limite apenas

ao ensino disciplinar, mas sim que a escola desenvolva um trabalho que contribua para

o desenvolvimento dessas compet ˆencias e habilidades.

Segundo os Par ˆametros Curriculares Nacionais para o Ensino M ´edio - PCNEM

(Brasil, 2002) o ensino da matem ´atica dever ´a proporcionar aos alunos habilidades

re-lacionadas a representac¸ ˜ao, comprens ˜ao, comunicac¸ ˜ao, investigac¸ ˜ao, contextualizac¸ ˜ao

sociocultural. Visando estes par ˆametros apresentados pelos DCNEM (2000) e PCNEM

(2002) a matem ´atica de hoje tem um aprendizado que se estende al ´em do conte ´udo

fazendo com que o individuo a associe com o seu cotidiano, n ˜ao querendo formar

ma-tem ´aticos e muito menos estudantes que tenham em sua formac¸ ˜ao apenas compet ˆencias

ligadas a este componente curricular.

O professor de matem ´atica no que diz respeito a forma de trabalhar os conte

´u-dos, deve procurar o desenvolvimento do pensamento matem ´atico realizado pelo aluno

por meio de processos que gerem uma aprendizagem valorizando sempre o racioc´ınio

matem ´atico, racioc´ınio esse que em uma sala de aula deve ser aproveitado ao m ´aximo

(17)

valiosos e muito bem aproveitados.

Alguns exemplos de processos que podem favorecer a compreens ˜ao dos

alu-nos s ˜ao: perguntas durantes as aulas, situac¸ ˜oes problemas que permitam aos alualu-nos

formular questionamentos, reflex ˜oes, a elaborac¸ ˜ao de hip ´oteses e assim permitindo-os

retirar conclus ˜oes; apresentac¸ ˜ao exemplos e contra-exemplos; situac¸ ˜oes que levem os

alunos a abstrair regularidades, criac¸ ˜ao de modelos e generalizac¸ ˜oes; apresentac¸ ˜ao de

propriedades matem ´aticas seguidas de explicac¸ ˜ao; apresentac¸ ˜ao de f ´ormula seguidas

de sua respectiva deduc¸ ˜ao.

Diante disso espera-se que o professor de matem ´atica ao administrar os

conte-´udos durante o ensino m ´edio possibilite ao seu aluno utilizar conte conte-´udos da matem ´atica

para: resolver problemas pr ´aticos na sua vida, que a interprete a matem ´atica como uma

ci ˆencia que possui caracter´ısticas pr ´oprias, e que se organiza por meio de teoremas

e demonstrac¸ ˜oes. O aluno deve perceb ˆe-la como um conhecimento social e

historica-mente constru´ıdo pelo homem e notar a sua relev ˆancia no desenvolvimento cientifico e

tecnol ´ogico.

Os conte ´udos b ´asicos do ensino m ´edio na matem ´atica se dividem em quatro

blocos: N ´umeros e operac¸ ˜oes; Func¸ ˜oes; Geometria; An ´alise de dados e probabilidade.

No trabalho com esses quatro blocos deve-se sempre buscar a articulac¸ ˜ao entre eles,

apesar da divis ˜ao.

Nosso objetivo no momento ´e olhar para o conte ´udo espec´ıfico de ”matrizes”

que no caso encontra-se dentro do bloco deN ´umeros e Operac¸ ˜oes, a qual ´e geralmente ensinada no segundo ano do ensino m ´edio. Temos como objetivo realizar uma an ´alise

cr´ıtica sobre o processo de ensino e aprendizagem de matrizes, para tais informac¸ ˜oes

ser ´a utilizado o livro did ´atico.

Atualmente, o livro did ´atico ´e a principal ferramenta utilizada no Brasil, j ´a

que sua distribuic¸ ˜ao acontece de forma gratuita em todo o ˆambito nacional nas escolas

p ´ublicas, ´e visto como um instrumento did ´atico-pedag ´ogico muito forte para o professor,

pois o auxilia no trabalho educativo contribuindo para o seu planejamento e execuc¸ ˜ao

(18)

perti-SEC¸ ˜AO 2.1AN ´ALISE DE LIVRO DID ´ADICO I 18

nentes ao professor.

J ´a para o aluno o livro did ´atico tem por objetivo consolidar, ampliar, aprofundar

e integrar os conhecimentos. Auxiliando o aluno para desenvolver habilidades e ajuda-lo

na sua formac¸ ˜ao social e cultural.

Na sec¸ ˜ao 2.1 encontram-se tr ˆes analises de livros did ´aticos do ensino m ´edio

referente apenas ao processo de ensino e aprendizagem do conte ´udo de matrizes logo

ap ´os ser ´a proposta uma nova forma de abordagem para o ensino de matrizes no ensino

m ´edio.

2.1

An ´alise de livro Did ´adico I

O livro did ´atico ainda hoje ´e o ´unico recurso mais utilizado pelos professores,

al ´em de ser um componente da estrutura escolar. Por ´em, para o livro did ´atico ser

uti-lizado o professor e/ou pesquisador deve analisar o livro, e esta an ´alise deve ser feita

tanto metodol ´ogica como conceitual.

Analisar um livro did ´atico n ˜ao ´e algo t ˜ao f ´acil e r ´apido, os professores devem

ter em mente o que querem observar, ou seja, qual o objetivo desta an ´alise. A an ´alise

dos livros did ´aticos utilizados nas escolas pode ser um importante indicativo de como

est ´a o ensino nas escolas, e como pode est ´a sendo trabalhados os conte ´udos.

Neste trabalho a an ´alise do livro did ´atico foi feita com intuito de verificar os

processos metodol ´ogicos utilizados por autores ao trabalharem com matrizes, tendo em

vista uma poss´ıvel atividade did ´atica com os alunos para que os mesmos possam ter

uma melhor compreens ˜ao do conte ´udo trabalhado.

Nesta sec¸ ˜ao ser ˜ao feitas an ´alises referente ao processo de ensino e

aprendi-zagem do conte ´udo de matrizes dos seguintes livros:

• Livro 1: Matem ´atica de Paiva, M.(2010)

• Livro 2: Matem ´atica Ci ˆencia e Aplicac¸ ˜oes (2010) de I. Iezzi, Gelson. II. Dolce,

(19)

• Livro 3: Matem ´atica: Contexto e Aplicac¸ ˜oes (2010) de Dante, Luiz Roberto.

2.1.1

Livro 1

O livro ´e objetivo no que diz respeito ao ensino de matrizes. Sua abordagem

comec¸a por meio de tabelas num ´ericas retangulares e a partir disto faz uma analogia

com as matrizes. Em seguida mostra: sua definic¸ ˜ao, suas formas de representac¸ ˜oes

e evidencia as matrizes especiais. A cada t ´opico faz uso de exemplos e um traz um

exerc´ıcio resolvido ao final destes t ´opicos e logo ap ´os exerc´ıcios, o livro segue este

procedimento ao longo do texto.

O conte ´udo ´e introduzido por explanac¸ ˜ao de uma forma bem pontual, o autor

se preocupa muito com a linguagem presente no texto e deixa-o bem refinado quanto `a

linguagem matem ´atica que por sua vez ´e bem rigorosa. O texto possui clareza, tornando

de f ´acil interpretac¸ ˜ao para o aluno. No todo n ˜ao possui erros conceituais e tamb ´em n ˜ao

faz induc¸ ˜ao ao erro.

Os conte ´udos contidos no livro s ˜aoo bem hierarquizados e muito bem

eviden-ciados pelos recursos gr ´aficos, o livro possui algumas leituras complementares,

principal-mente sobre fatos hist ´oricos relacionados ao conte ´udo estudado. O livro tem car ˆencias

quanto a utilizac¸ ˜ao de outros recursos did ´aticos, como por exemplo, aplicac¸ ˜oes com

tec-nologias, n ˜ao fazendo muitas refer ˆencias ao conte ´udo de matrizes.

Na explicac¸ ˜ao, a quantidade de exemplos utilizados pelo autor ´e m´ınima,

ape-sar de estarem em sintonia com o seu respectivo t ´opico. A cada t ´opico o autor faz o uso

de exerc´ıcios resolvidos, tornando mais vis´ıvel a utilidade do processo evidenciado no

t ´opico, geralmente o livro traz apenas um exerc´ıcio resolvido para exemplificar.

Os exerc´ıcios s ˜ao voltados para a fixac¸ ˜ao das definic¸ ˜oes e propriedades

res-saltadas durante os t ´opicos, a maioria destes exerc´ıcios n ˜ao ´e contextualizado no que

diz respeito `as outras ´areas e com o cotidiano, al ´em de n ˜ao privilegiarem o uso da

imaginac¸ ˜ao e da criatividade dos alunos.

(20)

SEC¸ ˜AO 2.1AN ´ALISE DE LIVRO DID ´ADICO I 20

matem ´aticas como, por exemplo, a l´ıngua materna, a linguagem simb ´olica, os desenhos,

as tabelas e etc. O autor n ˜ao permite ao aluno estabelecer as relac¸ ˜oes sobre o conte ´udo

e efetuar generalizac¸ ˜oes, sempre mostra as propriedades de formas expositivas e sem a

participac¸ ˜ao do aluno.

2.1.2

Livro 2

O autor inicia sua abordagem com um breve contexto hist ´orico sobre a origem

das matrizes evidenciando sua ligac¸ ˜ao com os sistemas de primeiro grau, logo depois

apresenta uma tabela e comenta a praticidade, simplicidade e utilidade de uma tabela

para a representac¸ ˜ao de dados, usando esta tabela o autor comec¸a a expor o que s ˜ao

matrizes e suas representac¸ ˜oes, logo mostra os tipos de matrizes especiais que

exis-tem e a relac¸ ˜ao de igualdade e ent ˜ao apresenta as operac¸ ˜oes com matrizes, por ´em as

propriedades das operac¸ ˜oes n ˜ao s ˜ao evidenciadas durante seus respectivos t ´opicos.

A cada definic¸ ˜ao ou exposic¸ ˜ao de conceitos tem-se o uso constante de

exem-plos e exerc´ıcios resolvidos, por fim prop ˜oe uma sec¸ ˜ao de exerc´ıcios para validar a

apren-dizagem do aluno e um roteiro de trabalho, que possui quest ˜oes a serem trabalhadas em

grupo.

Quanto a linguagem utilizada pelo autor, nota-se uma preocupac¸ ˜ao com relac¸ ˜ao

a leitura por parte do aluno, na sua grande maioria usa-se a linguagem materna para

mostrar as definic¸ ˜oes, conceitos e procedimentos deixando de dar ˆenfase na linguagem

matem ´atica simb ´olica, que por sua vez ´e exposta apenas nas resoluc¸ ˜oes de exemplos e

exerc´ıcios resolvidos.

O texto em geral ´e bem objetivo e claro, n ˜ao possui erros conceituais e tamb ´em

n ˜ao faz menc¸ ˜ao ao erro, mas o autor ao definir algumas caracter´ısticas aproveita-se de

palavras cujo significado matem ´atico n ˜ao ´e explicitado no texto podendo gerar no aluno

a n ˜ao compreens ˜ao da definic¸ ˜ao.

A quantidade de exemplos utilizada pelo autor para cada definic¸ ˜ao ou

(21)

tem-se um aluno limitado, pois o autor n ˜ao proporciona a interac¸ ˜ao do aluno durante sua

sistematizac¸ ˜ao.

Nos exerc´ıcios propostos a maioria ´e aplicac¸ ˜ao do que ´e exposto, mas

encontra-se algumas quest ˜oes que s ˜ao contextualizadas, o autor faz uso dos exerc´ıcios para

fa-zer com que o aluno perceba algumas propriedades das operac¸ ˜oes e n ˜ao as colocam

em evid ˆencia deixando para o professor efetuar com os alunos estas conjecturas em

relac¸ ˜ao `as propriedades fato que pode passar despercebido dependendo do professor

em quest ˜ao.

2.1.3

Livro 3

O autor inicia com um texto que mostra uma grande utilidade de matriz no dia

a dia, feito isso utiliza uma tabela e a partir dela mostra o que ´e matriz e a defini, tudo de

uma forma bem direta, aproveitando os exemplos da definic¸ ˜ao para identificar a ordem

das matrizes.

Quanto a representac¸ ˜ao gen ´erica de uma matriz, ´e introduzida por meio de

um exemplo seguida da definic¸ ˜ao convencional logo ap ´os prop ˜oe alguns exerc´ıcios. De

maneira bem objetiva exp ˜oe os de tipos de matrizes especiais e fala sobre a igualdade

de matrizes de uma forma te ´orica seguindo ent ˜ao para exerc´ıcios.

Ao trabalhar com igualdade de matrizes, o autor inicia com tr ˆes exemplos e

logo ap ´os introduz alguns exerc´ıcios referentes aos exemplos dados. Em seguida traz

algumas operac¸ ˜oes com matrizes, na operac¸ ˜ao de adic¸ ˜ao cita duas matrizes e mostra

como funciona o algoritmo seguido de sua definic¸ ˜ao, n ˜ao comenta as propriedades, as

cita como um trabalho a ser desenvolvido, por ´em n ˜ao dando muita import ˆancia.

Na operac¸ ˜ao de multiplicac¸ ˜ao o autor cria um t ´opico para o algoritmo, por ´em

tenta explicitar o algoritmo de uma maneira mais compreens´ıvel, sem muitas explicac¸ ˜oes

o autor volta ao algoritmo e passa o processo usual, neste caso o autor deixa a crit ´erio

do professor tentar uma abordagem diferente para introduzir a multiplicac¸ ˜ao de matrizes,

(22)

SEC¸ ˜AO 2.2AN ´ALISE DE LIVRO DID ´ATICO II 22

Este autor aponta um diferencial em seu livro, pois, diferentemente dos outros

livros analisados, percebe-se que neste o autor traz um t ´opico que trata de equac¸ ˜oes

ma-triciais e outro sobre aplicac¸ ˜oes de matrizes, mas se ret ´em apenas a computac¸ ˜ao gr ´afica,

mostrando poss´ıveis casos de aplicac¸ ˜oes diretas como, rotac¸ ˜ao, escala, translac¸ ˜ao,

den-tre outros.

Quanto ao aspecto gr ´afico o livro ´e muito estruturado e bem colorido. A

linguagem utilizada pelo autor ´e clara e objetiva n ˜ao deixando margem a duvidas ou

induc¸ ˜ao para o aluno ao erro, tamb ´em n ˜ao foram constatados erros matem ´aticos durante

a an ´alise.

Observou-se que o autor tem a preocupac¸ ˜ao de articular conhecimentos

no-vos com conhecimentos pr ´evios dos alunos, um fato ruim ´e que grande parte das

ativi-dades s ˜ao seguidas por teoria gerando um desinteresse ou podendo deixar o conte ´udo

dif´ıcil, nota-se uma aus ˆencia quanto ao uso de exerc´ıcios resolvidos e a quantidade de

exemplos no texto ´e muito baixa. Assim como tamb ´em existe a necessidade de o

profes-sor estar atento `as termologias utilizadas, pois o autor trabalha neste livro com muito o

rigor matem ´atico, o que exige do professor uma an ´alise visando priorizar as termologias

que considerar indispens ´aveis a formac¸ ˜ao dos alunos.

2.2

An ´alise de livro did ´atico II

Nesta sec¸ ˜ao ser ´a feita uma an ´alise dos livros did ´aticos buscando verificar se

os mesmos contemplam alguns dos objetivos propostos pelos Par ˆametros Curriculares

Nacionais para o Ensino M ´edio, os quais est ˜ao bem definidos nas compet ˆencias e

habi-lidades que um aluno deve obter com o Ensino M ´edio.

O conjunto de Compet ˆencias e habilidades deve ser produzido no trabalho

com a Matem ´atica em comum com as outras ´areas de conhecimento durante esta etapa

de ensino. Este conjunto traz como objetivo da matem ´atica no ensino m ´edio a investigac¸ ˜ao,

express ˜ao e racioc´ınio, como tamb ´em tornar poss´ıvel `a elaborac¸ ˜ao e compreens ˜ao de

(23)

A metodologia do professor e/ou do livro ´e importante, pois se as mesmas

estiverem restritas as definic¸ ˜oes, exemplos e exerc´ıcios de fixac¸ ˜ao, pouco se garante de

que o aluno tenha compreendido o significado das ideias pertinentes ao ensino deste

conte ´udo. Visando sanar esta dificuldade no ensino da matem ´atica devemos contemplar

pr ´aticas que ajude a diminuir as dificuldades na aprendizagem, pr ´aticas que ajudem o

aluno a perceber as ideias e as articulac¸ ˜oes entre os conte ´udos propostos, e que antes

eram apresentados sem articulac¸ ˜oes.

Segundo os Par ˆametros Curriculares Nacionais-PCN o ensino da matem ´atica,

como um todo ´e um processo lento e ´arduo, onde se deve trabalhar a resoluc¸ ˜ao de

pro-blemas proporcionando aos alunos uma diversidade de situac¸ ˜oes. Situac¸ ˜oes onde se

busca fazer com que os alunos criem conjecturas, percebam as regularidades existentes,

compreendam a generalizac¸ ˜ao de padr ˜oes, compreendam as estruturas dos algoritmos,

aprimorem as habilidades de organizac¸ ˜ao e representac¸ ˜ao dos dados, tenham a

capaci-dade de argumentac¸ ˜ao, saibam lidar com os elementos fundamentais na formalizac¸ ˜ao do

conhecimento matem ´atico seja para efetuar uma leitura ou para interpretar uma situac¸ ˜ao

em sala de aula ou na vida real.

Levando-se em conta todas estas considerac¸ ˜oes sobre a import ˆancia da

ma-tem ´atica no Ensino M ´edio, os PCN estabelecem alguns objetivos para que o ensino da

matem ´atica possa ter significado para o aluno e que resulte em uma aprendizagem real,

s ˜ao eles:

• Compreender os conceitos, procedimentos e estrat ´egias matem ´aticas que

permi-tam a ele desenvolver estudos posteriores e adquirir uma formac¸ ˜ao cient´ıfica geral;

• Aplicar seus conhecimentos matem ´aticos a situac¸ ˜oes diversas, utilizando-os na

interpretac¸ ˜ao da ci ˆencia, na atividade tecnol ´ogica e nas atividades cotidianas;

• Analisar e valorizar informac¸ ˜oes provenientes de diferentes fontes, utilizando

ferra-mentas matem ´aticas para formar uma opini ˜ao pr ´opria que lhe permita expressar-se

criticamente sobre problemas da Matem ´atica, das outras ´areas do conhecimento e

(24)

SEC¸ ˜AO 2.2AN ´ALISE DE LIVRO DID ´ATICO II 24

• Desenvolver as capacidades de racioc´ınio e resoluc¸ ˜ao de problemas, de comunicac¸ ˜ao,

bem como o esp´ırito cr´ıtico e criativo;

• Utilizar com confianc¸a procedimentos de resoluc¸ ˜ao de problemas para desenvolver

a compreens ˜ao dos conceitos matem ´aticos;

• Expressar-se oral, escrita e graficamente em situac¸ ˜oes matem ´aticas e valorizar a

precis ˜ao da linguagem e as demonstrac¸ ˜oes em Matem ´atica;

• Estabelecer conex ˜oes entre diferentes temas matem ´aticos e entre esses temas e o

conhecimento de outras ´areas do curr´ıculo;

• Reconhecer representac¸ ˜oes equivalentes de um mesmo conceito, relacionando

procedimentos associados `as diferentes representac¸ ˜oes;

• Promover a realizac¸ ˜ao pessoal mediante o sentimento de seguranc¸a em relac¸ ˜ao

`as suas capacidades matem ´aticas, o desenvolvimento de atitudes de autonomia e

cooperac¸ ˜ao.

Deve-se dar uma grande import ˆacia ao desenvolvimento de valores,

habili-dades e atitudes desses alunos, pois s ˜ao os objetivos centrais da educac¸ ˜ao e podem

possibilitar ou n ˜ao a aprendizagem do aluno.

Ao se olhar para o ensino e aprendizagem do conte ´udo de matrizes, tamb ´em

se tem alguns objetivos no que diz respeito `as compet ˆencias e as habilidades a serem

adquiridas pelos alunos. Pode-se destacadar as seguintes compet ˆencias e habilidades:

• Construir, classificar e operar matrizes.

• Selecionar conjunto de informac¸ ˜oes sobre fatos reais ou imagin ´arios na resoluc¸ ˜ao

de situac¸ ˜oes problemas;

• Ler e interpretar matematicamente textos que envolvam matrizes aplicando

es-trat ´egias na resoluc¸ ˜ao de situac¸ ˜oes-problemas;

(25)

• Transcrever mensagens matem ´aticas da linguagem corrente para a linguagem simb ´olica

e vice-versa;

Diante destes objetivos, prop ˜oe a an ´alise dos livros did ´aticos aplicando-lhes

uma nota de 0 ou 1 (0 ser ´a quando n ˜ao contempla o crit ´erio e 1 quando o crit ´erio ´e

contemplado). Segundo os crit ´erios citados a seguir, os quais s ˜ao retirados dos objetivos

propostos pelos PCN. Os crit ´eriosobservados para a an ´alise ser ˜ao:

1. O livro proporciona situac¸ ˜oes favor ´aveis para a construc¸ ˜ao de matrizes.

2. O livro apresenta situac¸ ˜oes problemas nas quais seja necess ´ario compreender as

operac¸ ˜oes com matrizes para resolv ˆe-las.

3. O livro apresenta situac¸ ˜oes problemas nas quais s ˜ao necess ´arias a leitura e a

interpretac¸ ˜ao de textos que envolvem matrizes

4. O livro apresenta problemas nos quais ´e necess ´aria a mudanc¸a da linguagem

cor-rente para a linguagem simb ´olica, ou vice-versa, para resolv ˆe-los, possibilitando a

elaborac¸ ˜ao de estrat ´egias para resoluc¸ ˜ao do mesmo.

Para tal an ´alise foram utilizados os seguintes livros:

• Livro 1: Matem ´atica de Paiva, M.(2010).

• Livro 2: Matem ´atica Ci ˆencia e Aplicac¸ ˜oes (2010) de I. Iezzi, Gelson. II. Dolce,

Osvaldo. III. Degenszajn, David. IV. P ´erigo, Roberto. V. Almeida, Nilze de.

• Livro 3: Matem ´atica: Contexto e Aplicac¸ ˜oes (2010) de Dante, Luiz Roberto.

• Livro 4: Matem ´atica: Ensino M ´edio (2010) de I. Diniz, Maria Ignez de Souza Vieira.

II. Smole, K ´atia Stocco.

• Livro 5: Matem ´atica: Ci ˆencia, Linuagem e Tecnologia (2010) de Ribeiro, Jackson.

A tabela a seguir mostra o resultados obtidos ap ´os a an ´alise dos livros did ´aticos

(26)

SEC¸ ˜AO 2.3SITUAC¸ ˜AO DID ´ATICA 26

An ´alise dos Livros

Crit ´erio 1 Crit ´erio 2 Crit ´erio 3 Crit ´erio 4

Livro 1 1 1 1 1

Livro 2 1 1 1 0

Livro 3 1 1 1 0

Livro 4 1 1 1 0

Livro 5 1 1 1 1

Est ´a tabela construida ´e um exemplo de uma matriz do tipo 5× 4 onde as

colunas s ˜ao os crit ´erios analizados e as linhas fazem refer ˆencia a um dos livros que

foram an ´alizados.

2.3

Situac¸ ˜ao did ´atica

Nesta sec¸ ˜ao ser ˜ao apresentadas propostas did ´aticas para serem utilizadas

em sala de aula, visando fornecer ao professor do Ensino M ´edio um caminho para o

Ensino de Matrizes. Busca-se a todo o momento tornar o aluno um ser ativo, fato que

com o qual torna a aprendizagem para o aluno mais signicativa e prazerosa.

Matematicamente a definic¸ ˜ao de matriz ´e: sejam m e n dois n ´umeros inteiros

maiores ou iguais a 1, denomina-se matriz m×n (l ˆe-se m por n) uma tabela retangular formada por m.n n ´umeros reais, dispostos em m linhas e n colunas. Em outras

pala-vras temos um agrupamento ordenado de n ´umeros que se apresentam dispostos em

linha e colunas numa tabela retangular, fato que justifica a grande maioria dos livros do

ensino m ´edio, inclusive os presentes neste trabalho, iniciar o assunto de matriz com

al-guma situac¸ ˜ao problema ou an ´alise de dados que envolva tabelas, para somente ent ˜ao

comec¸ar com a definic¸ ˜ao do que ´e uma matriz.

A ideia de matriz pode ser iniciada com situac¸ ˜oes do cotidiano do aluno,

(27)

dados. Estas situac¸ ˜oes podem ser encontradas em artigo de jornal, revista. Tamb ´em

po-dem ser dados de empresa, de uma escola, entre outros. Neste sentido, para iniciarmos

a discuss ˜ao do estudo de matriz neste trabalho, ser ´a utilizado uma situac¸ ˜ao problema

comum do dia a dia de uma empresa.

Exemplo: Buscando saber como andava o movimento de sua padaria, o senhor Jos ´e

em um final de semana, decidiu registrar o n ´umero de fregueses que fizeram compras e

tamb ´em os separou por per´ıodos (manh ˜a, tarde ou noite). Obtendo os seguintes

resul-tados:

N ´umero de Fregueses

Manh ˜a Tarde Noite

S ´abado 57 110 35

Domingo 77 81 24

Com a tabela criada o senhor Jos ´e pode obter v ´arios tipos de dados, como

por exemplo:

• quantos fregueses foram atendidos no s ´abado `a noite, basta olhar o n ´umero que

se encontra na primeira linha e na treceira coluna;

• quantos fregueses foram atendidos no domingo pela manh ˜a, basta olhar o n ´umero

que se encontra na segunda linha e na primeira coluna;

O professor pode comentar que uma tabela deste tipo, em que os n ´umeros se

encontram dispostos em linhas e colunas, neste caso, duas linhas e tr ˆes colunas formam

uma matriz e que ´e representada da seguinte forma:

57 110 35

77 81 24

Feito isso, outros itens podem ser observados na representac¸ ˜ao de uma

(28)

SEC¸ ˜AO 2.3SITUAC¸ ˜AO DID ´ATICA 28

sucinta, j ´a que ainda n ˜ao foi formalizada a definic¸ ˜ao de matriz. Para complementar a

situac¸ ˜ao, seria muito bom o professor ressaltar por meio de exemplos todos os tipos de

matrizes que existem, por ´em sem comentar suas peculiaridades. Com isso temos a

ne-cessidade de uma sistematizac¸ ˜ao sobre a representac¸ ˜ao de uma matriz, no que tange

esta representac¸ ˜ao, a matriz geralmente ´e indicada por uma letra mai ´uscula e cada um

dos seus n ´umeros s ˜ao chamados de elementos ou termos de uma matriz, estes

elemen-tos ou termos s ˜ao representados pela mesma letra utilizada para representar a matriz,

por ´em min ´uscula, acompanhada de dois ´ındices que indicam, respectivamente, a linha

e a coluna em que o elemento est ´a localizado, observe a representac¸ ˜ao da matriz A do

tipom×n:

A= (aij)m×n=

       

a11 a12 a13 · · · a1n

a21 a22 a23 · · · a2n

..

. ... ... . .. ...

am1 am2 am3 · · · amn

        =        

a11a12a13 · · · a1n

a21a22a23 · · · a2n

..

. ... ... . .. ...

am1 am2 am3 · · · amn

       

A lista ordenada (ai1, ai2, ai3,· · · , ain)chama-se a i- ´esima linha da matriz,

en-quanto que(a1j, a2j, a3j,· · · , amj)chama-se a j- ´esima coluna da matriz. Esta

representa-c¸ ˜ao pode ser abreviada da seguinte forma: A=(aij)mxn, com1≤i ≤m,1≤j ≤n e i, j ∈

N.

Por certas caracter´ısticas algumas matrizes recebem nomes especiais, como:

matriz quadrada, matriz triangular, matriz diagonal, matriz identidade, matriz nula, matriz

linha e matriz coluna. Neste caso ´e comum as matrizes linha e matrizes colunas serem

citadas apenas como casos particulares, por ´em seria interessante o professor aproveitar

a oportunidade e comentar sobre vetores de uma forma bem compacta, pois para os

alu-nos as matrizes s ˜ao ensinadas sem muitas aplicac¸ ˜oes, ou seja, de forma fechada, como

se s ´o existisse aplicac¸ ˜ao para a construc¸ ˜ao de tabelas e com esta ferramenta o professor

al ´em de expandir o universo de pensamento do aluno ganha exemplos valiosos para a

consolidac¸ ˜ao do assunto pelo aluno, j ´a que o conte ´udo de vetores ´e algo imprescind´ıvel

no ensino superior principalmente no campo computacional.

(29)

da definic¸ ˜ao e em sequ ˆencia a resoluc¸ ˜ao de exerc´ıcios, poderia surgir com um

pro-blema que tenha da necessidade de se relacionar dados atrav ´es da soma e a partir

desta relac¸ ˜ao comec¸ar a exposic¸ ˜ao do algoritmo (conjunto de processos para efetuar um

c ´alculo) da soma de matrizes.

Exemplo: Uma ind ´ustria automobil´ıstica produz dois carros de modelos I e II, nas cores

azul, verde e branco, nos meses de janeiro e fevereiro de um mesmo ano. As tabelas a

seguir representam a quantidade de produc¸ ˜ao nestes meses:

Produc¸ ˜ao de Janeiro

Modelo I Modelo II

Azul 200 190

Verde 180 150

Branco 120 100

Produc¸ ˜ao de Fevereiro

Modelo I Modelo II

Azul 220 205

Verde 210 170

Branco 130 110

De que maneira podemos determinar a produc¸ ˜ao do bimestre janeiro-fevereiro

desse ano?

Intuitivamente, temos que para determinar a produc¸ ˜ao do bimestre deve-se

somar os elementos de mesma posic¸ ˜ao das duas tabelas, obtendo-se uma nova tabela:

Produc¸ ˜ao de Janeiro-Fevereiro

Modelo I Modelo II

Azul 420 395

Verde 390 320

Branco 250 210

Ap ´os a resoluc¸ ˜ao do problema, cabe ao professor expor a definic¸ ˜ao da soma

de matrizes. Com o algoritmo compreendido pelo aluno, por que n ˜ao fazer com que

os alunos percebam as propriedades relacionadas a esta soma ou at ´e mesmo como o

algoritmo surgiu? Neste caso pode-se usar o software winmat. Este software permite

(30)

SEC¸ ˜AO 2.3SITUAC¸ ˜AO DID ´ATICA 30

nele pode-se trabalhar em modo real, complexo e inteiro; tem-se a possibilidade de

tra-balhar com matrizes de ordens maiores e um outro fator que contribui ´e o fato dele ser um

software livre. Pode-se utilizar o software winmat de v ´arias formas, procura-se fazer com

que os alunos percebam o algoritmo da adic¸ ˜ao e sua exist ˆencia. Segue uma poss´ıvel

atividade a ser desenvolvida:

Na primeira parte da atividade tem-se por objetivo levar os alunos a construc¸ ˜ao

do pensamento sobre o algoritmo da soma de duas matrizes, para tal tarefa pede-se que

os alunos construam duas matrizes de ordem 2 e nomeiem-nas, respectivamente, de A

e B. (Figura 2.1)

Figura 2.1: Matrizes A e B

Em seguida, solicitar que os alunos calculem a soma das duas matrizes acima

(31)

o que conseguiram observar quanto `a soma dos elementos das matrizes A e B.

Figura 2.2: Matriz C soma das marizes A e B

Continua-se com este processo com exemplos de matrizes de ordem iguais

at ´e que seja n´ıtida a captac¸ ˜ao do algoritmo pelos alunos e agora cabe ao professor

efetuar a sistematizac¸ ˜ao do que foi percebido pelos alunos.

A segunda parte da atividade tem por objetivo levar os alunos a perceber

quando ´e poss´ıvel somar duas matrizes. Pede-se para que construam duas matrizes

quaisquer com o n ´umero de linhas diferente uma da outra, em seguida realize a soma

(Figura 2.3), com o resultado da soma das matrizes na tela questiona-se o aluno

per-guntando o que conseguiram observar quanto `a soma dos elementos das matrizes, fato

que n ˜ao vai ocorrer j ´a que possuem as matrizes ordens diferentes fazendo com que o

(32)

SEC¸ ˜AO 2.3SITUAC¸ ˜AO DID ´ATICA 32

Figura 2.3: Soma de matrizes com ordens diferentes

Pede-se que tente novamente efetuar esta operac¸ ˜ao com matrizes de ordens

diferentes fato que os levar ˜ao a uma outra incompatibilidade, e a partir disto pergunta-se

por que esta soma n ˜ao ocorreu? O que mudou em relac¸ ˜ao `a atividade anterior quando

se teve o resultado da soma? Uma poss´ıvel conclus ˜ao apresentada pelos alunos ´e que

se as matrizes forem de ordens diferentes, algum elemento de alguma das matrizes, n ˜ao

teria outro elemento correspondente da outra matriz para se somar, por isso sempre que

se soma matrizes de ordens diferentes n ˜ao se tem o resultado. Novamente cabe ao

professor efetuar a sistematizac¸ ˜ao do que foi percebido pelos alunos.

Este processo de ensino-aprendizagem facilita muito, pois ´e um meio

alterna-tivo para se sair do ambiente de sala de aula com quadro negro e giz, e ao mesmo tempo

torna o aluno um ser ativo, fazendo com que o mesmo gere suas conclus ˜oes. Pode

utili-zar o mesmo procedimento para que os alunos consigam perceber as propriedades que

(33)

as-sociatividade, a exist ˆencia do elemento neutro e a exist ˆencia do oposto (sim ´etrico). O

mesmo procedimento pode ser utilizado quando estamos ensinando subtrac¸ ˜ao de

matri-zes.

Geralmente, as operac¸ ˜oes de adic¸ ˜ao e subtrac¸ ˜ao de matrizes s ˜ao bem

acei-tas pelos alunos, por ´em percebe-se que a maioria dos casos ou exerc´ıcios que s ˜ao

propostos aos alunos s ˜ao casos v ´alidos, ou seja, casos onde estas operac¸ ˜oes

conse-guem ser executadas. Seria ´otimo trabalhar com os alunos casos onde estas operac¸ ˜oes

n ˜ao ocorrem, pois com isso o professor faz com que o aluno reflita se ´e poss´ıvel ou

n ˜ao executar estes algoritmos, permitindo ao aluno saber quando aplicar, fato que n ˜ao

ocorre com frequ ˆencia proporcionando ao aluno uma m ´a formulac¸ ˜ao de conhecimento,

j ´a que quando se deparar com uma situac¸ ˜ao onde n ˜ao seja poss´ıvel executar a soma

ou a diferenc¸a de matrizes o mesmo aplicar ´a e consequentemente estar ´a errando. Fato

que torna esta interac¸ ˜ao com as tecnologias um fator ainda mais importante, j ´a com elas,

como mostrado na atividade sugerida acima podemos gerar o conhecimento sem este

poss´ıvel equivoco.

Na multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz, como se trata de um

algo-ritmo semelhante `a multiplicac¸ ˜ao de n ´umeros reais os livros n ˜ao d ˜ao muita import ˆancia

e nota-se que geralmente abordam de forma bem sucinta e os exerc´ıcios s ˜ao apenas

aplicac¸ ˜oes. Com o auxilio das tecnologias ganha-se um aliado muito forte,

principal-mente porque essas tecnologias estimulam o aluno a sair da sua posic¸ ˜ao de equil´ıbrio,

j ´a que se trata de um ambiente onde o mesmo possui muita destreza. Como j ´a mostrado

anteriormente com a ajuda do software winmat conseguimos retirar uma aprendizagem

gerada por meio de repetic¸ ˜ao que na maioria das vezes ´e executada sem o real

sen-tido da operac¸ ˜ao, retirando tamb ´em a autonomia do aluno, tornando-o um ser passivo

no processo de aprendizagem que geralmente o desmotiva. Utilizando-se do software o

professor consegue lidar com a multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz de um

modo estimulante para o aluno. A seguir se encontra uma poss´ıvel situac¸ ˜ao did ´atica: o

professor cria uma matriz qualquer e efetua a multiplicac¸ ˜ao por um n ´umero sem que haja

(34)

SEC¸ ˜AO 2.3SITUAC¸ ˜AO DID ´ATICA 34

ap ´os isto questiona o aluno, pedindo para que o mesmo compare as duas matrizes e

repasse o que conseguiu notar.

Figura 2.4: Multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz

Espera-se que com este fato o aluno perceba que o comando que o

profes-sor deu faz com que cada elemento da matriz obtida seja o resultado do produto

en-tre numero real utilizado e o elemento da primeira matriz, caso o aluno n ˜ao perceba,

pode-se utilizar novamente o mesmo processo at ´e que o aluno perceba, vale ressaltar

que o tempo ganho com o auxilio do software ´e muito grande por isto este processo de

percepc¸ ˜ao pelo aluno se torna muito r ´apido j ´a que a quantidades de exemplos se torna

(35)

a sistematizac¸ ˜ao e a formalizac¸ ˜ao deste procedimento com a turma.

Com estes exemplos na multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz o

professor pode questionar a turma perguntando: ”Se isso acontece com um n ´umero,

se multiplicar uma matriz pela outra, o que vai acontecer?”Com esta pergunta o

profes-sor consegue relacionar a multiplicac¸ ˜oes de matrizes obtendo um retorno por parte do

aluno, que ao se deparar com esta situac¸ ˜ao em um primeiro momento ir ´a construir duas

matrizes e a partir delas efetuar o produto buscando encontrar algum fato que o fac¸a

en-xergar uma semelhanc¸a entre os elementos como j ´a feito anteriormente na multiplicac¸ ˜ao

de um numero real, por ´em n ˜ao ir ´a encontrar esta resposta de forma t ˜ao r ´apida. Com

esta situac¸ ˜ao-problema cabe ao professor trazer a nova ferramenta, que neste caso ´e o

algoritmo da multiplicac¸ ˜ao de matrizes, mostrando como ´e o algoritmo e de que forma

deve ser feito por meio de exemplos e assim trabalhar com situac¸ ˜oes que levem o aluno

a utilizar este algoritmo. Pode utilizar o mesmo procedimento para que os alunos

consi-gam perceber as propriedades que est ˜ao envolvidas quando se multiplica duas ou mais

matrizes.

´

E comum os livros mostrarem uma situac¸ ˜ao para exemplificar e logo em

se-guida passar a definic¸ ˜ao e suas propriedades.

A multiplicac¸ ˜ao de matrizes n ˜ao ´e de f ´acil compreens ˜ao para os alunos por se

tratar de um algoritmo extenso, deste modo o professor tem que trabalhar com muito mais

exemplos que envolvam multiplicac¸ ˜oes de matrizes para assim expor aos seus alunos a

definic¸ ˜ao de multiplicac¸ ˜ao de matrizes, feito isso se trabalham exemplos, por ´em

volta-se a afirmar que ´e bom a utilizac¸ ˜ao de exemplos onde o algoritmo n ˜ao possa ocorrer,

permitindo ao aluno uma reflex ˜ao sobre a definic¸ ˜ao que foi exposta anteriormente.

Ao utilizamos o software winmat para tal assunto a definic¸ ˜ao foi dada antes dos

exemplos, mas possui um sentido diferente, j ´a que no livro cria-se uma recorr ˆencia de

exemplos para encontrar o algoritmo e na utilizac¸ ˜ao do software n ˜ao gera esta prioridade.

Vale ressaltar que ap ´os ser definido pelo professor o mesmo far ´a usos de

exemplos para que os alunos possam assimilar a definic¸ ˜ao. J ´a as propriedades da

(36)

SEC¸ ˜AO 2.4CONSIDERAC¸ ˜OES FINAIS 36

com que os alunos percebam-nas criando situac¸ ˜oes para que os alunos possam

conjec-turar estas propriedades por meio do software? ´E claro que ao t ´ermino destas

conjectu-ras o professor deve ent ˜ao fazer um fechamento a respeito, com rigor e utilizando se da

linguagem matem ´atica.

2.4

Considerac¸ ˜oes Finais

Este cap´ıtulo mostrou um modo diferente de abordar o conte ´udo de matrizes

e suas operac¸ ˜oes, mostrando que a tecnologia pode favorecer o processo de

aprendiza-gem dos alunos em relac¸ ˜ao ao conceito de matrizes.

Em um ambiente informatizado tem-se a possibilidade de fazer v ´arios

expe-rimentos em pouco tempo, o que dificilmente ocorreria em uma manipulac¸ ˜ao concreta,

favorecendo o processo de investigac¸ ˜ao do aluno, podendo melhorar sua construc¸ ˜ao de

conceitos.

Normalmente as aulas de matem ´atica t ˆem car ´ater est ´atico, s ˜ao ministradas

em salas de aulas, com aulas tradicionais e com uso de livros. Muitas vezes esses

tipos de aulas fazem com que os alunos n ˜ao fac¸am a assimilac¸ ˜ao do que ´e dito pelo

professor tornando a aula um conjunto de s´ımbolos, palavras e desenhos sem quaisquer

significados.

O uso do computador possibilita tamb ´em a interatividade, a qual concretiza

a ac¸ ˜ao mental do aluno, mostrando-as na tela do computador, possibilitando que ele

manipule os objetos pensados. Assim, os alunos podem fazer diversas representac¸ ˜oes,

as quais representam diferentes ideias, o que possibilita uma melhor explorac¸ ˜ao dos

(37)

3

FUNDAMENTAC

¸ ˜

AO TE ´

ORICA DE

MATRIZ

Este cap´ıtulo destina-se a apresentar os conceitos relativos as matrizes, a

definic¸ ˜ao de matriz, teoremas e suas respectivas demonstrac¸ ˜oes. Conceitos estes que

contribu´ıram para a compreens ˜ao do objeto de estudo desta pesquisa.

(38)

SEC¸ ˜AO 3.1DEFINIC¸ ˜AO E REPRESENTAC¸ ˜AO DE MATRIZ 38

3.1

Definic¸ ˜ao e Representac¸ ˜ao de Matriz

Definic¸ ˜ao 3.1. Uma matriz m×n ´e um conjunto A de mn n ´umeros aij ∈ N, onde i =

1,· · · , m, e j = 1,· · · , n. Neste caso os n ´umeros aij, s ˜ao chamados de entradas ou,

elementos da matriz A e dizemos que A t ˆem m linhas e n colunas ou, que ela ´e uma matrizm×n (leia “m por n”).

Uma matriz A com entradasaij ´e denotada pelas seguintes formas:

Am×n= (aij)m×n= {aij |i= 1,· · · , m, e j = 1,· · · , n}

ou,        

a11a12 a13 · · · a1n

a21a22 a23 · · · a2n

..

. ... ... . .. ...

am1 am2 am3 · · · amn

       

m×n

=        

a11a12 a13 · · · a1n

a21a22 a23 · · · a2n

..

. ... ... . .. ...

am1 am2 am3 · · · amn

       

m×n

Denotaremos porMm×no conjunto das matrizes comm linhas en colunas.

3.2

Tipos de Matrizes

Definic¸ ˜ao 3.2. Considere uma matrizm×n, quandon= 1a matriz ´e chamada de matriz coluna.            a11 a21 a21 .. . am1           

m×1

Definic¸ ˜ao 3.3. Considere uma matrizm×n, quandom = 1a matriz ´e chamada de matriz linha.

(39)

Definic¸ ˜ao 3.4. Considere uma matriz (aij) de ordem m×n, quando m = n a matriz ´e

chamada de matriz quadrada. E ser ´a denotada por An =

      

a11 a12 · · · a1n

a21 a22 · · · a2n

..

. ... . .. ...

an1 an2 · · · ann

      

n×n

, neste

caso diz-se que a matriz ´e quadrada do tipon×nou, de ordemn.

Note que ao denotarMm×n o conjunto das matrizesm×n, podemos tamb ´em

considerar que:

Quandon= 1, dizemos queMm×1 ´e o conjunto das matrizes colunas.

Quandom= 1, dizemos queM1×n ´e o conjunto das matrizes linhas.

Quandom =n, usa-se o s´ımboloMn para denotar o conjunto das matrizes n×n.

E, nesse caso dizemos que as matrizes s ˜ao quadradas ou, Mn ´e o conjunto das

matrizes quadradas.

Definic¸ ˜ao 3.5. Uma matriz (aij) de Mn ´e denominada matriz identidade quando todos

os seus elementos aij = 0 para i 6= j e aij = 1 para i = j. E ser ´a denotada por In ou

simplesmente por I quando a referencia a respeito den ´e bem clara.

Definic¸ ˜ao 3.6. Uma matriz (aij) de Mm×n ´e denominada matriz nula se todos os seus

elementosaij = 0, ou seja, forem nulos. E ser ´a denotada porOm×n ou simplesmente por

O quando a referencia a respeito demen for bem clara.

Definic¸ ˜ao 3.7. Uma matriz quadrada n ˜ao nulaA = (aij) ´e triangular superior

(respecti-vamente triangular inferior) seaij = 0para todoi > j (respectivamenteaij = 0para todo

i < j).

Definic¸ ˜ao 3.8. Uma matriz n ˜ao nula (aij) de Mn ´e denominada matriz diagonal, quando

todos os seus elementosaij = 0parai6=j. E os elementosaij, comi=j s ˜ao chamados

(40)

SEC¸ ˜AO 3.3IGUALDADE E DESIGUALDADE DE MATRIZES 40

3.3

Igualdade e Desigualdade de Matrizes

Definic¸ ˜ao 3.9. Considere duas matrizes A = (aij) e B = (bij) matrizes de Mm×n. As

matrizes A e B s ˜ao ditas iguais se e somente se todos os elementos correspondentes s ˜ao iguais, ou seja:

A = B⇔aij =bij, para todoi= 1,· · · , m, e j = 1,· · ·, n

A negac¸ ˜ao de A = B ´e representada por A 6= B, que significa que A e B s ˜ao

de tipos diferentes ou que A e B s ˜ao do mesmo tipo, mas pelo menos um elemento de A

difere do elemento de mesma posic¸ ˜ao de B.

3.4

Operac¸ ˜oes com Matrizes

3.4.1

Adic¸ ˜ao de Matrizes

Definic¸ ˜ao 3.10. Considere duas matrizes A = (aij) e B = (bij) matrizes de Mm×n. A

soma de A com B, denotada por A+B, ´e a matriz C = (cij) pertencente a Mm×n tal que

cij =aij +bij, com1≤i≤m e1≤j ≤n; neste caso dizemos que C = A + B ou A + B =

C.

Definic¸ ˜ao 3.11. Considere a matrizA= (aij)deMm×n. Dizemos que a matriz oposta da

matriz A (representada por -A) ´e a matriz que somada com a matriz A tem como resultado a matriz nula. Note que ao pegar uma matrizA∈Mmn e α=−1, tem−se (−1)A=−A.

Teorema 3.1. Sejam as matrizes A,B,C ∈Mm×n e sendo O a matriz nula pertencente a

Mm×n. Ent ˜ao:

(I) A + B = B + A

(41)

Demonstrac¸ ˜ao:

(I)A+B = (aij)m×n+(bij)m×n = (aij+bij)m×n = (bij+aij)m×n = (bij)m×n+(aij)m×n=B+A

(II)(A+B) +C = ((aij)m×n+ (bij)m×n) + (cij)m×n= (aij +bij)m×n+ (cij)m×n =

= (aij+bij+cij)m×n= (aij)m×n+(bij+cij)m×n = (aij)m×n+((bij)m×n+(cij)m×n) = A+(B+C)

(III)A+O = (aij)m×n+ (oij)m×n= (aij +oij)m×n = (aij)m×n =A

O+A= (oij)m×n+ (aij)m×n= (oij +aij)m×n= (aij)m×n=A

(IV)A+ (−A) = (aij)m×n+ (−aij)m×n = (aij −aij)m×n = (oij)m×n =O

(−A) +A= (−aij)m×n+ (aij)m×n = (−aij +aij)m×n= (oij)m×n =O

3.4.2

Subtrac¸ ˜ao de Matrizes

Definic¸ ˜ao 3.12. Considere duas matrizes A = (aij) e B = (bij) matrizes de Mm×n. A

subtrac¸ ˜ao ou, diferenc¸a de A e B, denotada por A - B, ´e a matrizC = (cij)pertencente a

Mm×n tal que cij = aij −bij, com 1≤ m e1 ≤ j ≤n; neste caso dizemos que C = A - B

ou C = A + (-B).

3.4.3

Multiplicac¸ ˜ao de N ´umero Real por Matriz

Definic¸ ˜ao 3.13. Seja A = (aij)∈ Mm×n e α n ´umero real. O produto da matriz A pelo

n ´umeroα , denotado porαA, ´e a matriz obtida multiplicando-se cada elemento de A por

α. Isto ´e:

αA =

      

α.a11α.a12α.a13 · · · α.a1n

α.a21α.a22α.a23 · · · α.a2n

..

. ... ... . .. ...

α.am1 α.am2 α.am3 · · · α.amn

      

= (α.aij)m×n

Teorema 3.2. Sejam as matrizes A, B ∈Mm×neα, β ∈R. Ent ˜ao:

(I)α(A+B) = αA+αB

(II)(α+β)A=αA+βA

(42)

SEC¸ ˜AO 3.4OPERAC¸ ˜OES COM MATRIZES 42

(IV)1.A=A

Demonstrac¸ ˜ao:

(I)α(A+B) =α((aij)m×n+ (bij)m×n) =α(aij +bij)m×n= (α(aij +bij))m×n = (α.aij)m×n+

(α.bij)m×n =α(aij)m×n+α(bij)m×n=αA+αB

(II) (α +β)A = (α + β)(aij)m×n = ((α +β)aij)m×n = (αaij +βaij)m×n = (αaij)m×n +

(βaij)m×n=α(aij)m×n+β(aij)m×n=αA+βA

(III)(αβ)A = (αβ)(aij)m×n= ((αβ)aij)m×n= (α(βαij))m×n=α(βaij)m×n=α(β(aij)m×n) =

α(βA)

(IV)1A= 1(aij)m×n = (1aij)m×n= (aij)m×n=A

No conjunto Mm×n(R) das matrizes reais m por n, onde m e n s ˜ao n ´umeros

naturais dados maiores que zero. Quando definimos a operac¸ ˜ao de adic¸ ˜ao verificamos

que s ˜ao validas as igualdades:

A+B =B+A

(A+B) +C =A+ (B+C)

A+O =O+A=A A+ (−A) = (−A) +A=O

E ao multiplicar uma matriz de Mm×n(R) por um n ´umero real verificamos que

tamb ´em s ˜ao v ´alidas as igualdades:

(αβ)A=α(βA) (α+β)A=αA+βA α(A+B) = αA+αB

1.A=A

Estas igualdades da soma de matrizes e da multiplicac¸ ˜ao de uma matriz por

um n ´umero real juntas, formam um par importante de operac¸ ˜oes que caracteriza um

Espac¸o Vetorial e portanto podemos dizer que o conjuntoMm×n(R) ´e um Espac¸o Vetorial

sobreR. Os Espac¸os Vetoriais s ˜ao muito importantes, pois s ˜ao os objetos de estudo da ´

(43)

3.4.4

Multiplicac¸ ˜ao de Matrizes

Definic¸ ˜ao 3.14. Considere duas matrizes A = (aij) ∈ Mm×n e B = (bij) ∈ Mk×l. Para

multiplicar A com B e determinar o produto AB ´e necess ´ario que n = k quando isso ocorre AB est ´a bem definida e ela ´e uma matriz de Mm×l. Ser ´a denotado por[AB]ij a

(i, j)- ´esima entrada de AB, ela ´e dada pela seguinte f ´ormula:

AB = [AB]ij = n

X

t=1

aitbtj

Teorema 3.3. Sejam A,B e C matrizes e α um n ´umero real. Ent ˜ao, sempre que os produtos e somas forem definidos:

(I) (AB)C = A(BC) (II) A(B + C) = AB + AC (III) (A + B) C = AC + BC (IV)α(AB) = (αA) B = A(αB) Demonstrac¸ ˜ao:

(I) Aplicando a definic¸ ˜ao 3.12, temos:

[(AB)C]ih= l

X

j=1

Pn

t=1aitbtj

cjh = l X j=1 n X t=1

aitbtjcjh =

= n X t=1 l X j=1

ait(btjcjh) = n X t=1 ait Pl

j=1(btjcjh)

= [A(BC)]ih

(II) Aplicando a definic¸ ˜ao 3.12 e 3.9, temos:

A(B+C) =h(ait)(btj+ctj

i

ij = n

X

t=1

ait(btj+ctj)

AB +AC =

n

X

t=1

aitbtj+ n

X

t=1

aitctj = n

X

t=1

aitbtj +aitctj = n

X

t=1

ait(btj +ctj)

(III) Aplicando a definic¸ ˜ao 3.12 e 3.9, temos:

(A+B)C= [(ait+bit)ctj]ij = n

X

t=1

(44)

SEC¸ ˜AO 3.4OPERAC¸ ˜OES COM MATRIZES 44

AC+BC =

n

X

t=1

aitctj+ n

X

t=1

bitctj = n

X

t=1

aitctj+bitctj = n

X

t=1

(ait+bit)ctj

(IV) Aplicando a definic¸ ˜ao 3.12

α(AB) =α[AB]ij =α

Pn

t=1aitbtj

=

n

X

t=1

αaitbtj = n

X

t=1

(αait)btj = [(αA)B]ij

= (αA)B α(AB) =α[AB]ij =α

Pn

t=1aitbtj

=

n

X

t=1

αaitbtj = n

X

t=1

aitαbtj = n

X

t=1

ait(αbtj)

= [A(αB)]ij =A(αB)

Logoα(AB) = (αA)B eα(AB) = A(αB), portanto α(AB) = (αA)B = A(αB).

3.4.5

Matriz Transposta

Definic¸ ˜ao 3.15. A transposta de uma matriz A = (aij)∈Mm×n ´e a matrizAt= (aji)obtida

atrav ´es de troca i- ´esima linha de A pela i- ´esima coluna de A. O resultado ´e uma matriz

n×m a ser chamada a matriz transposta, e denotada porAt.

Teorema 3.4. Sejam A e B matrizes eαum n ´umero real. Ent ˜ao, sempre que os produtos e somas forem definidos:

(I)(A+B)t=At+Bt

(II)(At)t=A

(III)(αA)t=At

(IV)(AB)t=BtAt

Demonstrac¸ ˜ao: (I)(A+B)t=

(aij +bij)m×n

t

= (aji+bji)nxm = (aji)nxm+ (bji)nxm =At+Bt

(II)(At)t=

(aij)m×n tt

=(aji)nxm

t

= (aij)m×n=A

(III)(αA)t=

(αaij)m×n

t

(45)

(IV) Seja A uma matriz m×n e B uma matrizn×k, queremos provar que os (i,j)- ´esima elemento de(AB)t ´e igual a (i,j)- ´esima elemento deBtAt. Ent ˜ao:

[AB]ij = n

X

t=1

aitbtj ⇒[(AB)t]ij = [AB]ji = n

X

t=1

ajtbti= n

X

t=1

btiajt

Por outro lado [BtAt]

ij = Pnt=1btiajt. Comparando isso com a ´ultima igualdade teremos

o resultado desejado.

Definic¸ ˜ao 3.16. Se A ´e uma matriz quadrada o k- ´esima pot ˆencia de A ´e a matriz Ak

obtida pela multiplicac¸ ˜ao de A com sik vezes.

Definic¸ ˜ao 3.17. Uma matriz quadrada n ˜ao nula A ´e sim ´etrica quando ela ´e igual a sua transposta, ou seja, A ´e sim ´etrica se, e somente se, At = A. Assim A ´e anti-sim ´etrica

quandoAt =A.

3.4.6

Trac¸o de uma Matriz

Definic¸ ˜ao 3.18. O trac¸o de uma matriz quadrada A = (aij) ´e a soma dos elementos

diagonais. Denotaremos o trac¸o de matriz A portr(A). Ent ˜ao seA ∈Mn, temos que:

tr(A) = a11+a22+a33+· · ·+ann = n

X

i=1

aii

Teorema 3.5. SejamA, B ∈Mn duas matrizes. Ent ˜ao:

(I)tr(O) = 0

(II)tr(Im) = m

(III)tr(A+B) =tr(A) +tr(B)

(IV)tr(αA) = αtr(A), para todo escalar α∈N (V)tr(At) =tr(A)

(VI)tr(AB) = tr(BA)

Demonstrac¸ ˜ao: (I)tr(O) =Pn

i=10ii= 011+ 022+· · ·+ 0nn = 0, pois0ii = 0∀i= 1,2,· · · , n

(II)tr(Im) =

Pm

i=1aii =a11+a22+· · ·+amm =m, poisaii= 1 ∀i= 1,2,· · ·, m

(III)tr(A+B) =Pn

(46)

SEC¸ ˜AO 3.5CONSIDERAC¸ ˜OES FINAIS 46

(IV)tr(αA) =Pn

i=1αaii=α(

Pn

i=1aii) =αtr(A)

(V) tr(At) = Pn

i=1aii = tr(A), note que os elementos da diagonal da matriz transposta

de A e os elementos da diagonal da matriz A continuam os mesmos. (VI)tr(AB) =Pn

i=1

Pn

j=1aijbji =Pnj=1Pni=1bijaji =tr(BA)

Observac¸ ˜ao: A multiplicac¸ ˜ao das matrizes quadradas n ˜ao ´e uma operac¸ ˜ao comutativa, ou seja, AB6=BA. Por ´em os trac¸os de AB e BA s ˜ao iguais.

3.4.7

Matriz Inversa

Definic¸ ˜ao 3.19. Uma matriz quadrada A = (aij) ´e chamada de invers´ıvel se existe uma

matrizB = (bij)tal que AB = BA = I, onde I ´e a matriz identidade. Tal matriz B ´e ´unica, a

chamamos de inversa de A e a denotamos porA−1.

3.5

Considerac¸ ˜oes Finais

Este cap´ıtulo apresentou a ´Algebra das matrizes, fazendo uma exposic¸ ˜ao do

conte ´udo de matrizes de forma gradativa dando ˆenfase a alguns conceitos b ´asicos de

suas principais definic¸ ˜oes, teoremas e propriedades de forma bem objetiva, com o intuito

de subsidiar o professor em seu trabalho, al ´em de uma refer ˆencia para o ensino dos

(47)

4

APLICAC

¸ ˜

OES DE MATRIZ EM

OTIMIZAC

¸ ˜

AO LINEAR

As matrizes s ˜ao muito utilizadas para representar dados gerando uma

visualiza-c¸ ˜ao clara e pr ´atica das informavisualiza-c¸ ˜oes, permitindo um grande acumulo de informavisualiza-c¸ ˜oes em

um pequeno espac¸o, facilitando a resoluc¸ ˜ao de c ´alculos complexos, dai a sua import ˆancia

em v ´arias ´areas. O uso de matrizes vem sendo explorado para a resoluc¸ ˜ao de

proble-mas do mundo real e a utilizac¸ ˜ao destes probleproble-mas em sala de aula favorece o ensino da

matem ´atica e mostra a necessidade de se aprender matem ´atica tornando a

Imagem

Figura 2.1: Matrizes A e B
Figura 2.2: Matriz C soma das marizes A e B
Figura 2.3: Soma de matrizes com ordens diferentes
Figura 2.4: Multiplicac¸ ˜ao de um n ´umero real por uma matriz
+7

Referências

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