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Mercados futuros: hedging de commodities agrícolas

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(1)

T/EPGE N.Cham T/EPGE M854m M854m i.utor: Mori, Helio.

Título: Mercados futuros: hedging de co

1111111111111111111111111111111111111111111111111111111

100539 Ac.35259

(2)

FUNDA�O GET6LIO VARGAS

MERCADOS FUTUROS:

HEDGING DE COMMODITIES AGRiCOLAS

DISSERTAÇÀO SUBMETIDA

CONGREGA�O DA ESCOLA DE P6S-GRADUA�0 EM ECONOMIA (EPGE)

PARA OBTEN�O DO GRAU DE

rJlPGE

r1�5�\

MESTRE EM ECONOMIA

POF:

HE. I O "1OR I

RIO DE JANEIRO� RJ

(3)

FUNOAÇAO

GETULIO VARGAS

.

B

'

,-.:: �A MAR!O

HENRIQUE

SIMONSW

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14 J g l

o

A

lo

J

/

j9

�. 35?5J

(4)

Jr-

umel ARIO HNRIQUE SIII

(5)

�ACAO fO

YAGAS

TESE DE MESTRADO

APRESENTADA

À

EPGE

' OR I .. ...

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(6)

ESCOLA DE P6S-GRADUAÇKo EM ECONOMIA DA FUNDAÇKo GETÚLIO VARGAS

C I R C U L A R N2 54

Assunto: Apresentação e defesa pública de Dissertação de Mestrado.

Comunicamos formalmente à Congregação da Escola que es tá marcada para o dia 2 de outubro de 1990 (3! feira), às l3:30h, no Auditório Eugenio Gudin (102 andar), a apresentação e defesa pú blica de Dissertação de Mestrado em Economia, intitulada "MER­ CADOS FUTUROS: HEDGING DE COMMODITIES AGRíCOLAS", do candidato ao título Sr. Helio Mori.

A Banca Examinadora "ad hoc" designada pela Escola s erá composta pelos doutores: sérgio Ribeiro da Costa Werlang, Luiz Guilherme Schymura de Oliveira e Aloísio Pessoa de Araujo (Pre­ sidente).

Com esta convocação oficial da Congregação de P rofesso­ res da Escola, estão ainda convidados a participarem desse ato acadêmico os alunos da EPGE, interessados da FGV e de outras

instituições.

Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1990

'� .

(7)

ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM !CONOMIA DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

PRAIA DE BOTAFOGO, 190/10.0 ANDAR RIO DE JANEIRO· BRASIL . CEP 22.200

O � DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Como integrante da Banca Examinadora, designado pe­

la EPGE para julgar a Dissertação de Mestrado, intituladl'ERCADOS FUTUROS:

HEDGING DE COMMODITIES AGRíCOLAS", do candidato ao título, Sr.

Helio Mori, a presento as seguintes pondera ções que j ustificam meu

parecer e v oto:

1)

O trabalho em preendido pelo candidato mostra que

tem bom conhecimento do instrumental necessário para o estudo de

mercados futuros.

2)

O assunto estudado por Helio Mori -é de grande re­

le vância para uma melhor compreensão de estratégias de hedge, u­

tilizando mercados futuros.

Assim e nessas condições, sou de parecer que a re­

ferida Dissertação seja aprovada e outorgado o título pretendido pelo

candidato e autor deste trabalho.

Rio de Janeiro,

02

de outubro de

1990

At Formato Inteaional

210x291mm

l�r���(QIve(

r

A

Guilherm ch ura de Oliveira

(8)

ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

PRAIA DE BOTAFOGO, 190/10,0 ANDAR RIO DE JANEIRO - BRASIL - CEP 22.200

LAUDO SOBRE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Como integrante da Banca Examinadora, designado pela EPGE para julgar a dissertação de mestrado em economia, intitulada MERCADOS FUTUROS: HEDGING DE COMMODITIES AGR1COLAS, do candidato ao

tí.tulo Sr. Helio Mori, apresento as seguintes ponderações que justi­

ficam meu parecer e voto:

1)

Considero que o aluno demonstrou grande conhecimento do assunto, inclusive na organização e exposição dos tópicos aqui apresentados;

2)

No assunto de que trataJa teoria comportàmental dos mercados futuros, a dissertação é a única referência em português, e assim, de grande valor.

Assim e nessas condições, sou de parecer qua a refer! da dissertação seja aprovada e outorgado o título pretendido elo n di dato e autor deste trabalho.

Af Formato Intenaional

210x29m

Rio de Janeiro,

02

de outubro de

1990.

j;�,L

Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

-��_

I

Professor da EPGE e

(9)

ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

PRAIA DE BOTAFOGO, 190/10.0 ANDAR RIO DE JANEIRO - BRASIL - CEP 22.250

LAUDO SOBRE A DISSERTAÇAO DE MESTRADO

Cono integrante da Banca Examinadora, designado pela EPGE para julgar a Dissertação de Mestrado, intitulada "MERCADOS FUTUROS: HEDGING DE COMMODITIES AGRíCOLAS", do can didato ao título, Sr. HELIO MORI, apresento as seguintes po� derações que justificam meu parecer e voto:

1)

Trabalho criterioso de levantamento, leitura e to da literatura sobre o tena da tese.

entendimen

2) Trabalho de síntese e redação requeridos na preparaçao da tese.

3)

Originalidade e importância pr�tica do tena da tese.

Assim e nessas condições, sou de parecer que a referida tese seja aprovada e outorgado o título pretendido pelo candidato e autor deste trabalho.

At Formato Intenaional 11X.'Im

Rio de Janeiro, 2 de outubro de

1990

ALOISIO PESSOA DE ARAUJO, Professor da EPGE e

(10)

L I n.r·· oduç:ão. . • . . . • • • 1

2. A t.eoria do por tfol i o e os modelos de h edg i ng . . . • .. . . l0

31. O TJcl dE:l o dE� HCl . . . i . . . i " . . . 31

4. Alguns resultados emp{ricos . . . • . . .47

(11)

1

1. INTRODUÇÃO

Uma questio importante em economia � a incerteza q\.?

transaç6es .futuras de bens e serviços. No caso

de produtos agrícolas, os mercados intertemporais funcionam no

entre os consumidores os produtos otertados

pelos produtores.

comp 1 i cadDI" n'l med i d.� em

implícito um

que os mercados sao incompletDs. Os

agentes nao disp6em no presente um conjun.o completo de

r- sp I'" eSF2n .E�m estados do mundo que

lr20 ocorrer no futuro. Eles nao conhecem a priori a 2 !:, t 1- U t LI.!'" :;"

1 orlJD du

eventos �u�uros. Isto com aqEnt.es.

que possam distribuir ou reduzir os

riscos. A in.roduçiu dos I?r" c c:ldo::. fut.ur"os bu�;c:a basicamente

de risco entre os par.icipantes dos

mercados atrav�s de mccani srno::; qUE:: :,ar"antir" Cf",

(12)

f ut.ur-o��, :', �::�" :;. (,I, r; I I c., l::-,{) (1 t·· L\ OI

i r" () I u t Df'"' ::1 �1 r" { c:: Dl FI , um . a 1 t E� - n ",I \ 'I d ( :1 I ' I... (j rI i E" I ,I I' " i. ' I I l' te"� (

... C! (; F' f.J ".' I' I F!

o u o i ,. ' !.", t; ''', r:1 :, . • _ 1 n (, I ,} I, !:,� i ' .. "�" J l_.: (._, :i, j r, i. f :i. L i"i quo... tJ ri 1 0..: II I' ,j' ·d .i. ��·f.( (.::;f�

qtt!·"

I'" J �=. C o .". • . H em que o produtor estiver certo do nivel

certo dessa quantidade ) ele pode eliminar parcial ou totalmente

sobl"'.? agrícola contra flutuaçSes nos

pre03s, vendendo o seu produto no mercado f uturo.

Segundo alguns autores, 05 mercados f utur'os

PI'''Opolr'cionam ":?m algumas ocasií:7ips" um m.::cani�"mo d:?

ent..enclplTl

o li '",,ide b.?np·f:{ c i o implícito em mercados f uturos

consiste na sua funçio jnc:lireta: o fato de que os agentes podem

tomar decis5es analisando o compDr .. tamE.'?nto das dos

mr:�smo sem a participaçào efetIva nDS mercados.

Isto, naturalmente, supondo

p'flClentes, ou

i nf e.l''' naç.', dl5.pOrll . �\/?l S .

05

que os mETcados f U.t.uI�os

f utU""C)S

- , .

1'lSlCO

incorporem todas as

futuro do produto.

(13)

3

como sinalizadores para 05 agentes que produzem� armazenam ou

process�m c ommod i t i es . Esses preços

determinantes para \ " r"'

C PC 1. �,Of?S de pl:.ntar�

estoque� ou processar o produto. Uma variaçio no futLW"O

no instan.e t pr"esente � entendido como tendo relaç5es com a

variabilidade do preço físico antecipado de uma data futur"a T

(lIpr-eç:o fj:sico" de c ommod i ty se refe?

à

op:!r"aç:ão em que OCOfTf?

a entrega imedia.a da mercadoria).

Uma impol�tant.e funçio dos mercados .futuros�

ainda � aquela de atuar como um instrumento que facilita ao�,

produtores agricolas o gerenciamento do risco. As transaç5es

nos mercados futuros podem ser usadas efetivamente no decorrer

em que renda agr"{ cal a ainda

incerta.

A

exist�ncia de um mercado futuro at i vo permi te· ao pr"olutoy""

vender parte ou toda a sua produçio antes da 'poca normal de

. l'

--comercla.lzaçao. PI caract.et·"ística donli nant.e que di�,t"in91..l€� o

do comerciant.e do produt.o reside no fat.o de que

o produtor assume um investimento (decisio de plant.ar-) � CUjo

produt.o resultante ,

(14)

4

risco procura� ,

atraves dos mercados futuros� proteger a sua

renda agr{cola contra instabilidades no n{vel de produç�o e nos

preços de mercado.

A

exist�ncia, portanto, de mercado� futuros

de c ommodities favorece a i mplementaçAo de esquemas de h edging

operações que objetivam salvaguardar uma posiçio de risco por

outra equivalente, mas de sentido contr�rio.

Suponha, por exemplo, um produtor rural, em julho de

1989, antes do planti o� que tenha condiç5es de planejar a

estrutura de preços de seu produto a ser plantado ainda no

curso desse mesmo ano para uma colhei ta programada para abril

de 1990. Analisando as cotaç6es no mercado futuro, esse

produtor conclui que os preços atuais pelos quai s estio sendo

negociados os contratos para entrega do seu produto em

di ferentes meses de 1 990 sio compensadores. Ele toma, assim, em

agosto de 1989, uma decisio de vender um contrato para

vencimento (entrega f{sica do produto) em julho de 1990 ao

preço de 90 unidades monet�rias por saca do produto. Chegando o

m�5 de abril de 1990, o produtor est� em condiç5es de vender a

(15)

5

baixos� a 56 u.m. por saca. Vpnd:?ndn

fí',icCl� indivíduo obt�m psse preço (56 u.m.), mas liquidando Cl

a sua posiç�o no mercado ele obtém um ganho

diferença entre o preço pelo qual vendeu (90 u.m.) e o preço

pelo qual comprou um contrato par� saldar o St?t compr- omi s"o

anterior de venda (suponha uma cotaçio de 60 u.m.nessa data). O

lucro obtido no contrato futuro (30 u.m.) compensa� em parte� a

queda nas cotações do pr-()dL\to no mercado � vista (34 u.m.),

permitindo, assim, que o preço final obtido seja mais ou menos

igual ,

as cotaç6es na �poca em que o produtor vpndeu no mercado

futuro. Note-se que, no exemplo, nio foram computados os custos

dp comiss6e5� dep6sitos de margens e outros encargos que �,e

aplicam à opt�l�ação que, nat.ur-l mente, ter' i am de :'.el'·

considerados na pr'tica.

o objetivo do presente estudo é fazer uma resenha dos

diferentes modelos te6ricos analisar o

comportamento de um produtor agr{cola frente a alternativas de

�ecisio de plaborar estratégias de hedg i ng contra flutuações

(16)

6

durante o período em que o seu nível de produçio seja i n c f?l" : ) •

A

li.er"atura sobre o tema divide os m�todDs de hedg i ng em tr�s

categorias principais: (i) tr'adicional; ( i i ) de Wor" k i rl<J ;

(iii) de port f ol i o.

A teoria tradicional destaca o potencial dos mercados

futuros em os r"i scos. o indiv{duo que realiza o

hedg i ng mant�m posiç�o futuro

c:ontr"atos "igual magnitude" de sinal oposto ,

quantidade

em mas a

de sua posição no mt?r"cado físico. Na ocasião da venda do

estcique fí',ico, os contratos f LltUY"OS sel�i am r'ecomprados,

cancelando-se as duas posiç6es. Essa teoria sLlpSe que os preços

fí:.ico e futuro, :,e movam em conjunto e c�e a

vari �Wão na base sej a despre�-: í I! é definida corno a vel - "base

diferença entre os preços físico e futuro. O hed g i ng é perfeito

no sentido tradicional quando a variação na base for zero.

Na hip6tese de Working, o indivíduo que realiza

hedg i ng atua como especulador (maximizador de lucro esperado),

(17)

7

(físico e futuro) pelo fato de� tamb�m� posi ções, no

físico e futuro nio se moveriam em

conjunto.

A

maior parte do hedg i ng seria feita na

de uma v ar- i aç: in na relação de preços físico/futurcJ. D::

detentores de uma posiçâo "vendida" no

efetuariam o hedg i ng se as expectativas indicarem uma redução

na base e o contr'rio� se a base crescer.

J� a teoria de por t f ol i o difere do modelo u SUelI

escolha do por t f ol i o 6timo de ativos em não considerar como

ativos substitutos os haveres nos mercados físico e futuro. D�

haveres do mercado físico são considerados fixos e a decisão

r'esuni: em quanto estoque Isto

py--inc:ipalmente no caso dos produto'-es de c ommod i t i es agr--{colas

que não poderiam prever

depois

precisamente qual

de estar' tomada

o nível de sua

a sua deci O-ão de

plantio. O produtor� assim� est� sujeito tanto � incerteza nos

pr'eços como nas quantidades.

Este estudo faz um retrospecto das evoluções recentes

(18)

8

por t f ol i o.

A an�lise te6rica mais abrangente sob esse aspecto

6

o modelo desenvolvido por

Thomas Ho que

trata d8 estrat�gia

de

hedgiig e

dn

consumo

6timo

de um produtor em um

a

estr�t�ra

de

tempo continuo.

O

modelo de Ho determina

o

comportamento

do

�c

incertezas de preço e quantidade durante

o

per{odc de produçio.

O

produtor pode elaborar uma 'strat6gia de

hedging

recorrendo apenas ao mercado

do

p"oduto,

pc)d'�ndo, au

mesmo tempo, eliminar as duas incertezas, de preço

e

de quantidade. Durante o período

de

produção,

o

individuo

deVE' escol hE?r

sua decisão

de

consumo-investimento

estrat�gia

de

hedg i ng em um

processo intertemporal.

o

estudo inclui, ainda, o modelo

de

dois

e

a

amplamente utilizado

nos

tr-abal ho:-

Esse

modelo

analisa o

hedging

6timo para

um

produtor

J •

ag'-l

Cal

a

avesso

risco e sujeito

�s

incertezas de preço e quantidade.

O

ciclo de

dividido

em

dois

periodos: antes da colheita e a

cal hf2i t?.. Ant

.�s

da

desconhecidos. Toda

• J

-?s,:a

c:heJ2da el'

colheita,

a

i ncer-tez a

pr-eç:o

e

quantidade

6 resolvida

na

colheita. Mas

o

produ.tol�

i

gnor-a

a

(19)

9

consumir tampouco a posiçio de h edg i ng em f unç.io de

nos estados do mundo durante

o

ppr{odo de produçio.

se i nicia ni, Seção d i sc ut i n do o m6d�lo de

d:?senvol vi do Ro]fo na avaliação do uso de

mercados futuros no caso do produtor de cacau. o modelo de

parte de um c o n j unto de estudos que p r ocura analisar

() e:,quf?ma na d? que p al ' se�,

em c ommodi t i es

p ossam ut i l i zar 0 5 mercados futuros para reduzir flutuaç6es nas

receitas de exportaç6es. O desenvolvimento te6rico desse modelo

complementado

pelas i d�i as de Anderson e D"n t h i n e p ar' i{

hedg i ng. O modelo i nter-tempC1r aI de Ho é

detalhado e discutido na Seçgo o dest a que dado ao

seu

estudo

se deve ao

fato

de incorporar uma vari edade de informaç6es que

permitem analisar o comportamento do produtor ao longo do

período

anterior

h

colheita. A Seçã(j 4 e ' uma síntes

e

dos

es

:.l.tdc)-�. E'mpll"l ' , cos que

testam

a efetividade das estratégias de

hedging. Foram selecionados artigos referentes a c a c au CRolfo),

�afé e trigo. E, f i nal men t e , a Seção traz conclus.ão do

estudo a

j' f '

. j ·t-E!nt:ES

(20)

10

2. A TEORIA DO PORTFOLI O E OS MODELOS DE HEDGING

Di feren tes est udos sobre hedg i ng de commod i ti es

agr i c o l as na l i t er a tura faz em men çio ao mod e l o t e6r i c o deduz i do

a p artir d o m�todo de Mark ow i t z d a esc o l ha d o p ortf oli o 6t i mo

d e at i vos . Como ex emp l os i l ustra t i vo s d o m�t odo � vamos

apresent ar a l guns model os d e hedg i ng d e produ t os agr i c o l a s

c omumen t e c i t ados n a l i t er a t ura . O pri meiro s e ref e r e � an� l ise

de Rol fo p a r a os p aises produt ores de c ac a� em que o autor

apresen t a uma metodo l og i a d e d e t erm i n açio d os p ar�metros d o

mod el o. E o segundo s e t r a t a d os est udos d e Anderson e Danth i n e

que destaca o aspec t o t e6ric o do proc esso , j� i n c orpor ando ,

embor a de for ma p r e l i m i n ar , o en foque d e p er{odo s m�l tip l os n a

est r at6gia d e hod;in;. Mas , a n t e s d e ex ami n ar e m d et a l he esses

mode l os , vamos n05 ater br evemen t e a duas outr a s mod a l i dades d e

an�l ise c omumente encontradas nos ar t i qos sobre hedging: a

t eor i a t r adicion a l e a hipótese de Work i ng, que , c on forme �e

verifica , post er i or ment e , no t ext o , podem ser expl i c ados p e l o s

(21)

11

2.1 A TEORIA TRADICIONAL E A HIPÓTESE DE WORKING

comum

hedging pode ser explicada pela teoria tradicional.

os executores do hed ging devem manter, nos

de sinal contr�rio �s suas posiç5es no mercado f{sico. I �:,to

significa que os detentores de um estoque composto de q

unidades do produto elaboram um esquema de proteçio sobre esse

estoque contra uma eventualidade de queda no preço f{sico. Esse

Esquema SE efetiva atrav�s de uma venda correspondente de q

contratos futuros do mesmo produto. Por oca5iio da venda do

indivíduo recompra os contratos futuros e, assim,

cancela as duas posiç5es. Ao elaborar o esquema de operaçio,

ele verifica o ganho (ou a perda) esperado entre dois pontos no

tempo, os instantes t (presente) e T (vencimEmto) . Ele teria

duas alternativas de escolha quanto ao rendimento esperado no

período:

(i posiçio sem hedging

(22)

(ii) posiçio com hedging

1 �o\

<-H :' q ([: Et[pCT)] 000- p(t) ] 0_00 [: Et[f(T) J _0- {(t) ]}

Et[p(1)]: pl'-E'V i =;:0 em t

Et [f T) ]: p-°E?vi �ão em t

Vf?nc: i men t o em p r-.�ç o fís i c o

do da T em .

preço {{sico na data T

cot ação do preço futuro com

p Ct )

f (t ) cotaçio em t do preço futuro com vencimento em T.

() cwgumento i mpl

{

c i t o na teoria t r ad i c i onal e 1"1 o' °F a.o

de os preços físico e futuro se moverem em conjun.o e o valor

absoluto de H variar menos do que S, ou seja, var [HJ < var

[8]. Considerando esse crit�rio, o esquema, realmen.e, el imincl

o risco quando adotadas certas hip6teses. Seja a renda esperada

(sem hedging ) n o p er í odo futuro T (não se con s i d e r a n d o o valor

[p(t).q(.)], em ., da plantaç�o ou estoque):

Et I: \' T):I ''' Et (: q ( T) .. P CTI J :: q. Et [p (T) ]

VeT}: renda na data T (vencimento)

q(T): quant i dade do produto em T

pCT): preço {{sico em T

As igualdades acima sup6em conhecida a

(fixa) ao longo do processo. O �nico par�metro que não pode ser

(23)

variabilidade no preço. Quando o indivíduo

tambÉ'm,

a

futuro, !::;L\.1

adicionalmente da colaçio esperada do preço fut uro. Se Et[R(T)]

for a renda esperada na data de vencimento do contrato futuro p

x a poslçao mantida no mercado futuro:

-- >:. : f n) ft.)]

- q. E t [p n} J _.- >:. E t [·f n) 1 ·1 .;. ( (!

Et :: R (T) �,::

f : �) - q" Ft [F' (T)] I >:. F. [-f : T) J:: :,.

l

f:",i UI' .., <...u::. nc.i.clc.:\ifl 11\ J"".t",. <-". ·'/el'lc:i.fiiE.·nt.o du cnntr-ato, nu

:,Pja:

, 1-'

1·0 " ! ·f T)

d< r-pfld2, quando u :i.ndi\/:tciuo In.ntúm

pOSlçao de hed g i n g SP rpsume em:

(24)

14

:i q u :\] d :\ d -?

I,:'

su� incert�7� SUbF� d rend:\ esperada. Ele consegue elaborar um

poc,i,i .�ãu no futul"'O em

qu ;',1''','1. :i, d ll F::' 1 <J U1 1. �) c,;, El. \ E:' ::; . c que í q ',- >:). � p �I'-cf c::\ ( ou o g;,..nho)

impl:íc::ita ni:1 pode ser determi nada na medida em que a

cotaç�o corrente do preço futuro se afastaI" do valor do p r"e�;.c

A hip6tesp simplificadora d a c ori V:?lrg "'le: 1 " , a no�

preços explica o compor.amento um i ncii v:í. duo que p l'-ocur-a

sue, r-enda futura atrav�s da p oslça o no mercado

futuro de igual m agn i tude no mercado f{sico.

s�ries referent.es a , N

co'c a ç:'cce,;

podem qUclr", t.o ef::�ti\/as:, dD!'

.' ,

fl�,) cos e 05 dois preços (fí s i co e futuro) convergem apenas em

casos part.iculares no vencimento. Ent r etanto, mesmo quando

'I€c!I'" c cId O"

cccntr"ol ar" as

aqui 1".?d i . : aelr\ e ,

favor�veis destacadas no esquema

futur"os P':!I'-mi t.ern af)..�n.es dE"

sobre as suas receItas. A an�lise at�

(25)

1 �.j

converg&ncia dos dois preços no vencimento do contrato futuro.

vao d :í. f ?� j r-� pf>lo mc�:'no:_�

magnitude igual ao custo da entrega física da mercadoria.

A diferenç a ent r e esses doi s preços� denomin ad a b a s e �

.'

e a nova a considerada pe l o indivíduo na

qU? o n:l veI pl'·· ev i �:,:0

muito mais c onfi�vel. A nova formu l açio se t or n a� ent ào:

E·L U;: T):I . . - Et [ q . p T) - :-:. [f . t ) - [p: T) - b (T)I ] }

Vai'·· I: F: ( T) ]

- q. E t [p (T):I --I- >:. { f . t ) - E t [ p (T ) + b (T) J

]--- . q >: ) �:: • Et { p (T) - Et [p (T) ] . 2 +

E·L [b (T) ] ]-� . : +

2. . q ->: ) • :: : " E t {p Cf) -- E t [p n) J}- :: J . T > _. E t (: b n) J }

onde Et[b(T)]: previsgo em t da base na data do vencimento

Cov[p�bJ: covari�ncia entre as incertezas no preço

f j: �:.j co e nE\ bE\��,'

(26)

16

Segundo essa metodologia, o individuo que mant?m uma

posiçiD totalmente protegida no mercado futuro (q = x ) supoe

que a vari&nci

a

(medida de risco da renda) seja

proporcldnal

incerteza na base, ou seja

Como Var[Y(T)] - q2.Var(p�T)],

se Var[b(T)] < Var[p(T)],

temos Var[RCT)] < Var[Y(T)]

Outra forma de entender o comportamento do indivíduo

que realiza uma operaçio de hedging' aquela sustentada pela

hip6tese de Working. Este sup5e que os executores de hedg i ng

estejam atuando com objetivos especulativos (maximizam o luc

r

o

esperado) . Mas o fato de reterem posiç5es tamb'm no mercado

f{sico significa que levam em consideraçio, sobretudo,

variaç5es nao absolutas mas relativas nos preços. A expectativa

seria que os preços físico e futuro nao se movam em conjunto. O

hedg i ng � elaborado quando houver expectativa de variaçio

(27)

17

físico do produto recorrem ao hedg i ng quando a expectativa

qU.:!da na ba,',p. hedging

expectatlva de subida da base, ou seja, au�entar o diferenci a l

entre os preços futuro e

f{sico,

o que implicaria per

das

para o

i nd i V:l duo.

2 . 2 A TEORIA

DO

PORTFOLI O E O MODELO DF ROLFO

A metodCllo]ia de cálculo d." r-az ão de h,ed g i ng aplic::in--'

do a teClria do p or t f oli o 6t i mo d e at i vos de Markcw i t z pode

me-lhor ser visualizada considerando um est udo emp { r i co. Um mod e l o

.' ,

representativo nesse sentido e o estudo de Rolfo para os palses

exportadores de cacau.

Rolfo analisa o caso r ea l em que p r od utores d e cacau

disp5em de mercados futuros que tornam poss{veis a elaboraçao

da estrat6gia de hedg i ng contra flutuaç6es adversas nos preços

internacionais do p roduto. Ele escolheu esse produto porque,

'historicamente, apresenta uma das maiores volatilidades em pre

(28)

18

no modelo de hedging o risco no nível de produçio. )

pr"odutor-agrícola (de cacau� neste modelo)� ao contr'rio do comerciante,

que pode seu estoque de mercadoria� est� sÚJeito a

uma situaçio mais complexa pelo fato de ele ...

nao pod,JI'"

acu"adamen.e o nível de SUB produçio antes da colheita, mesmo

depois de decidido o quanto plantar. O produtor ,

est.a =,uj ei .o �

aSSIm, a incertezas no preço e no nível da produção.

:cll f 1< 1.I sa r"epresentação de m�dia-vari�ncia das

pr'efer'ência:. do produt.1\�. Divide o ciclo de pr".dL\:ão em duas

par"tes: ante�:, da colheita (t) e a estação de colheita ( T).

En-tre o plantio e a colhei.a, h' incerteza no preço e na produ-'

çao. Toda a incerteza � resolvida na colheita. As distribuiç6es

ex-ante do preço e da quantidade são determinadas empiricamente

por base a diferença entre o preço previsto antes da

co-lheita e o preço efetivo verificado na coco-lheita. Rolfo

distin-que a distribuição de preços do mercado físico (p) em relação

li "t.\":i bui çâ'o de do mercado futuro (f). ) produtor,

re-tendo x contratos futuros, consegue modificar a sua

(29)

1 9

As rendas esperadas do produtor nas posiç6es com e

sem hedg i ng podem ser representadas por:

posiç6es sem hedging�

pOSlçoes com hedg i ng:

E. V(1) P (1)

operador" Ir'enda da r'end"1 d:i

e:;pE":!lr' an: a ni:1 data tE!rr-a se�m hedg i ng t .!I"'r'· :'1 com hedg i n g

t. na na

data de dat.i� de

colheita T

colheita T q(T)

P T) f t)

nível de produçio efe.ivo na colheita em T preço efetivo registrado na colhe�ta em T

cota:go em t do preço futuro com vencimento em T

o modelo de m �dia-variancia sup5e que a utilidade

es-perada do produtor

?

funçio somente da renda esperada e da

va-ri�ncia da renda:

ETLJJ -- EU;: (1) J - m. Var-[ R (I ]

onde E[UJ � a ut.ilidade espera�a.

o parametro de risco (m) representa a ponderaçio

sub-jetiva do indivíduo relativo ao risco associado em se atingir

�erto nível de retorno. O indivíduo � suposto ser ave',;,! ao

(30)

retornos esperados i cJucú :. � ele escolhe aquele de

20

. " .

VU-:L anc 1 A

A raz�o 6ti�a de hedg i ng

(x*) �

deduzida a partir da

condiçio de primeira ordem:

6 F [ U I / ó >: - O

COV [p (T).q (T),

}! * _.

Vai"· [p(T)]

P ( T) ] f (t) _. Et[p (T)]

+ ( 2 " 1 )

:: . «I . Var- [p(T)]

(hed g i ng pur·o) (componente especulatjvo)

A funçio de utilidade U[RJ sup6e (i que

tenha aver'sâo ao risco constante a re?nda apresen.e

distribuiçio normal) ou (ii) que as prefer-ênci as do

pl'-odu.tol'-sejam definidas somente sobre o valor esperado e a vari�ncia da

seja, a funçio utilidade seja quadr�tica e a aversio

absoluta ao r isco aumente com a riqueza).

cacau antes da colheita procurando aumen�ar o bem-estar medido

em termos de utilidade esperada. Para desfazer a :: E·LtiaS po�;i

(31)

21

recomprando a posiçio anterior mantida no mercado futuro.

Rolfo nio trabalha diretamente com as s�ries de

pre-Ç05 e quantidades, �as aplica um m�todo indireto transformando

essas s�ries em erros de previsia que sia determinados pela

ra-zao da diferença entre 05 valores efetivo e previsto sobre o

valor previsto. No caso dos preços, temos:

erro de previsio do preço efetivo em T:

ep (n ...

{p

( T> _. Et [p ( T ) ) / Et [p ( T> ] (2.2)

erro de previsio do preço futuro na data do vencimento em T :

ef T) :: {f (T> ... Et [p ( T)) / Et [p ") ]

ondE Et [p O> :I p T>

previsio em t do preço

preço efetivo no embarque

(2.3)

f ( T) cotaçio do preço futuro na data do vencimento

de previsio para o volume da colheita na data

T 6 definido como a diferença entre a produçio efetiva e a

pre-vista dividida pela produçio prevista:

(32)

I,.)

. . . ( •.

Jl.lb,,;t i tui ndcl os t.t�r-m()-; dos el'-roo:', na f? ql..l aç:.�D (2.1),

temos a razio de hedgi ng 6timo em nova forma:

CC)v{[l+f.�p (T)]. L1+E-q(T) ],ef

(T)-ELq(T) I 2m. f t) .E[ q(T) J.Var-[f?f (") J

Rolfo fez, tamb�m, testes usando uma funçio utilidade

logarítmica que admite uma hip6tese mais realista, ou seja,

1-verS20 absoluta ao risco decrescente com a ri queza e aversio

6timo (x*) de hedging passa a ser determinado a partir da rel

a-ou:

of T) f (t)

F {

�dn . q(T) + >:* [f .) - f (T) J

ef

E {

-( 1 +ep) . (1. +eq) . [ 1:0, >: ' q " 'T):I _ • e f o

} - (>

} - O

Uma variante do m�todo de Rolfa � a quele em que se

(33)

r enda da terra com hedg i ng:

H n ) _ . f n) . p (T> + >:. {f <t ) - [p (> i- b (n J }

r az ao

6tima

de hedg i n9:

23

covrq.p,p] + Cov[q.p , bJ f ( t) E t(p) _. E t(b )

>: *:: +

Var[p] + Var[bJ + 2Cov[p , bJ 2m . {Var[p] + Var[bJ + 2Cov[p,b]}

par a o est udo de hedg i ng sob r e export aç6es do t r i go aust r a l i

a-n o .

Ma:. ,

ao con t r�r i o do est udo de Rol f c em que c hedg i ng �

a-p l i c ado e r et i r ado em dat as f i xa s , uma vez por s af r a , Tomek e

Shea l es r ecalculam a m�s duran t e toda t empor ada de

comer-c i a l i z açio. I sto p e r m i t e que se possa a j ustar os nívei s de

hedg i ng em r esposta a mudanç as n a s expect at i v a s.

2.3 OS ESTUDOS DE ANDERSON E DANTH I NE

Anderson e Dan t h i n e p r ocurar am, t amb �m, a n a l i sar a

compor t amento dos par t i c i p an t e s do mercado futura n a mesma l i

-n h a de Ro l fo, mas com p r oduç io -n io-estoc�st i c a . E l es e l abor ar am

(34)

24

gent es r ea l i z an d o hedg i ng . Esse mode l o t r ata � t amb�m , de um i n

-di v { duo que or i en t a as suas dec i s6es com b ase n a e v a-···

r i �n c i a , no c aso � de seu l uc r o , con s i der ando que ( i ) os" cont r

a-a r··e l a-a ç ão os p r eços f í s i co e f uturo r e l evantes � n a d a t a

d e venc i men to , n io pode ser p r ev i st a c:om : er· t ez a ( " r· i sco de

( i i i ) a ocor r�n c i a pouco c omum de hedg i ng p er f e i to

j ust i f i c a a ap l i c aç io do mod e l o de por t f ol i o c om v i stas � r

edu-ç: ão de r i sco mant endo em uma mu l t i p l i c i dade de con t r

a-tos. f utU'"!�: ..

No model o de Ander son e Dant h i n e , o i nd i v i duo assume

um comp r·omi sso no p er í odo i n i c i a l t de vender ( c ompr a r ) uma

quan t i dade q da mer c ador i a n a dat a f utura T segundo a cot aç: �o

f uturo v i gen t e n a dat a t . Essa oper a ç io vem con j ugado

a uma f un ç ão que c ar a c t er i z a a f or ma de atuaç io do agen t e no

o t i po de atuação no mer c ado i mp l i c a i ncor r er

em c usto ( g el'· ar- r·· en d a ) p e l a f un ç ão c us.o

( r ec ei t a ) n io-estoc � 5t i co Est a r· epresen t a o t.ot a l do::;

c u stos i n cor r i dos (rec e i t as ) nos do i s p er í odos , aj u..t aclo p ·- a

(35)

o a q e n t e oper a nos mer c ad o s f u t u r os � supon d o a .?>! l. �; ...

t " ", f? nc . , a .=� d i s p on i b i l i d ad e d e n c o n t r a t os f u t u r os d i st i n t o s ,

d i f er en c i ados p e j o "

m?S, l oc a l d é� e n t. r"" e�� :< ;" I

. f:? s,p e ",.

C l e , qual i d a d e e vol ume d o p r od u t o d e r e f er &n c i a , mas sendo

to-dos e l es n egoc i ato-dos nos doi s p er í oto-dos r el evan t es p a r a o agen t e .

P a r a o i - � s i mo mer c ad o , X i � a qu ant i d ade d e c o n t r a t o s vend i d os

( c omp r a dos se X i < O ) no p er í odo . . Essa p os i ç ao � l i qu i d ad a

por uma operaçio i n ver sa no p er { odo T . Sej am :

cot aç io do p r eç o f ut uro d e i n o p er í odo t

x ve.or col u n a d a s n pos i ç5es em f uturos

f ( t ) vetor c o l una d as n c o t a ç 5es d e p r eços f ut uros

N o p er í odo t , os p r eç o s d o p er í od o T sio d e s c o n h ec i

-c -c) n t"� i d e r aô o::, , I ,

val� 1 av:� 3. s a l e a t 6r i a s p ( T ) e f ( 1" ) , c u j a d i

s-t r i b u i ç io c on j un s-t a apr esen t a os seg u i n t es momen t os ( sub j et i vos;

ao ag€�n.e) :

E [ p ( T ) I ,-- p ( T >

\)dr- [ p ( T ) ] ::: CT O O

"' C" C-J" " [' f ' ( I' ) ,. ( -I" ) -I

-" J v " l, " " j '

-F U Ci J "- + ( >

(36)

S.?j a �� mat r- i z

".

. .. ...

[

u o o 1: [) i

]

1:: . o �.

L .1. .

orl d f-_�. ·. Y" l i - e' ( n v n) " e . :' O t -

-26

(n + l ) :-: ( n l· l ) :

( 1>: n)

No per í od o t , a rece i ta l í qu i da do agente para o

pe-r í odo T pode ser represen t aaa pela segu i n t e var i ' v el a l eat6r i a :

I -- P ( T ) • q -- c ( q ) - [ f ( T ) - f ( t) ] , • :.: (2. 5 )

E ssa r ec e i ta l i qu i da pode caract er i z ar qua l que r'

das d i f erente s f ormas d e operaçio d os part i c i pan t es d os merc

a-dos f ut uros : (i ) para o operad or em estocagem ( ex emp l o d e short

hedger ) � c ( q } c o r r espon d e ao valor f í s i co d e q q >O n o pe

"-r' í Dl o t fnai 5 o tot :t 1. d o c ustc) d e est Clcagem C Clm q ; ( i i ) pc\r'a o

prod ut or d C) bem f í s i co ( ex emp l o� produ t or agr í c ola ) , c ( q )

pr e senta o c custos rea i s d e produç�o ; ( i i U o 1 0ng hedger

( ex emplo , o pr o c e ssad or d o produto ) assume C) comprC)m i sso d e ad

-quir i r q q< O d o bem f í s i c l que ser� processad o e ven d i d o a

(37)

·f l.l r,ç:. :;( 1 l i l·, ::',"',I' d�:" m� d :i c,' .

v dl' i ân . i ii

cl c� j'· ec e,i l. il l í. qu i d d :

M�� E r U J - M � x { E [ � J

" - ( 1 ' I m ) . ( '�. ":' . 1 ) '_. . • [ f ( t )

( j / , ) , m . V.:1r

[ n J

}--, f ( 1· ) , -.] +, q · · 2·' 1 1. ( '_. )-' I " ;:· 1 0 �'

( 2 . 6 )

( 2. 7 )

send o q a p r od u ç io 6t i ma d o produto f { s i c o . o p r i me i r o t er mo

r epr esen t a espec u l a ç io pura e o segun d o � hedging p ur o .

Uma i n t er p r et açio p a r a o hedging p u r o

me l hor v i

sua-l i z ad a quando ( 2. 7 ) f or

cross-hedging � ou sej a � p ::�r a

s i mp l i f i c ad o p ar- a um

o s i n a l cio

hedging puro d epende do s i n a l de q e d e a 0 1 ' Boa p a r t e d as at i

-v i dades r egu l ar es d e hedging apr esen t a o c on t r at o f ut u r o

espec i f i espec ado n o mesmo p r od u t o f í si espec o de r e f er 'n espec i a ( embor a h a j a d i

-f er e n ç a s de qua l i d ade e l oc a l d e ent r eg a ) , o que i mp l i c a u O . }

O . Assj, OI , o hedging p u r o c omo uma p r opor çâo d a p o s i ç io f í s i c a

si mp l es en t r e os p r eços f í s i c o e f ut ur o . Essa r e l açio i nd i c a

(38)

2E1

se os p r eços f or em p er f e i t amen t e c or r e l ac i on a d o s e t i ver em v a

-r i a n c i a s ap -r ox i ma d a s . E s s a anhlise n os i n f or ma q u e a f or m a m a i s

?+ t?t. i V é:I d e r eduz i r i r i sc o em um cr oss-hedging I . ..

un 3. C O e ver" i f i .... ·

v a I or-. I st. o p e r m i t. e

s e l e c i on a r , e n t r e o::o c: ord. r r.�. t o�" , o m � s d e v en c i men t o , a b o l sa

que n e g oc i a o c on t r at o , ou mesmo o p r od u t o d e

of er eç a a me l hor op or t un i d ade d e r ed uç io d o r i sc o .

D a d e\ a p os i ç io 6t i ma d e x , a c on d i ç io p a r a q � d a d a

P 0" ( ó E [ U J / l q = (» :

f ( T > ] +

( 2 . 8 )

Essa equaçio c or r esp on d e � e qu a l i z aç âo d a r ec e i t a mar g i n a l e d o

c usto mar g i n a l . O c u s t o � r ep r e s e n t a d o p e l a soma d a s d u a s �l t i

-mas p a r c e l a s : o p r �m i o d e r i sc o mar g i n a l e o c u s t o mar g i n a l d e

p r od u ç io . A s d u a s p r i me i r a s

p l anej ament o " , qu e � uma a p r ox i maç âo p ar a o p r e ç o f{s i c o a i n d é.�

� esc on h ec i d o . O p r e ç o d e p l a n e j amen t o � a soma p on d er a d a d o

(39)

29

n os d o i s p er í od os .

Ana l i s an d o , novamen t e , o p r eç o d e p l anej a mento p a r a o

c aso d o cross-hed g i ng' ún i c o ( n o:: 1 ) , '1 i d é i c, i mp l í c i t a n ê� e:-: pr·· es.-··

( 1 --3 ) p (n + f3 [ f <t ) b ( 1 ) ]

e b ( n : f (1 )

(2. 9 )

p ( T ) = b ase

Essa ex p r essio most r a que o i n d i c ad or a l oc a t i vo apropr i ad o p a r a

a t omada d e d ec: i sio do agen t e p assa a ser uma c omb i n aç i o l i near

d o p r eç o f { s i c o esper ado e as c ot aç 6es c or r en t e s dos pr eços f

u-turos a menos da b ase . E que as ex p ec t at i vas sob r e a b ase e c o

-t aç 5es f u-t Lw as sio m a i s c on f i �vei s quanto m a i s c or r e l ac i onados

Ander son e Dant h i n e amp l i ar am , em um est.udo poste-O.

I'- :i. 01'·· , o mode l o p ar a t r �s per í odos adm i t i ndo i nc er t ez a t amb�m

na t ecno l og i a . Essa an � l i se p assa a c ap t ar o f en8meno do f I u:-: o

d e c a i x a est oc � st i co r e sul t an t e do aj ust e d e mar g e n s d a posi ç âo

assum i da n o mer c ado f ut u r o ( e p assa a c ap t a r , t amb�m , d i f er e n

-ç a s en t r e oper aç oes a t er mo e de f ut u r o quando a t a x a d e

(40)

30

a o l o n q o d o p e r i o d o e m que o at ivo f { s i c o & r e t i d o . E s s a r ev i

-S � Ü � d e v i d o a o f a t o r d e d e sc on t o r e su l t a n t e d o a j ust e d e

,

:" m u d a n ç a n a s e x p ec t a t i v a s d o n { v e l d e

produç �o e � qu a n d o a pr oduçio e o s p r e ç o s f u t u r o s f o r em

d E'v i d o a l t e r a ç 6 e s n a r e l a ç i o

c a l'- am qUF:'

.' .

pst o c a s t. l c .:� E? n t I� E: ::\

d c, i j :�r , L E" e n , u u c:\ ,-, c.. ump of"l >r, t E; s : hedg i ng fJ Ur- O E' 2 <=-p e: u l a ç a o p u r" ..I .

o mod e l o d e t em p o c o n t i n u o d e H o � a p r esen t a d o n a s e

-ç a o seg u i n t e , t r az er m a i or n � m e r o d e i n f or m a ç 5 e s a c er c a d a s d e

-c l s o e s d o a g en t e e m p er { od os m0 1 t i p l os , a p r e se n t a

p e r m i t e m a ex t e n s�o do mod e l o d e port f o l i o d e d o i s p er{odos p a

(41)

3 1

3 . O MODELO DE HO

o mod d o de Hei o'

e i n ov ador n o estudo da qU'�st 'o d a s

est r at �g i as 6t i mas de hedging . An a l i sa , em p r oc esso d e t empo

c on t í nu o , as d ec i s5es 6t i mas de hedging e c o nsumo i n t er t empor a l

de u m pr odut or r u r a l . Os estudos anter i or e s s e l i m i t avam a

mo-d e l as mo-de mo-d o i s p er í omo-dos . O m�mo-del o mo-de Ho p er m i t e uma an�l i se m a i s

c omp l et a por que c on s i der a o c om p or t amen t o d o s agen t es f r en t e a

mud anç a s n os e s t ados d o mun d o d u r a n t e o p r oc esso d e pr oduç ão.

Os a g en t es aj ust am a s suas d ec i sSes d e c on sumo p hed ging no

c ur so d o p r oc esso , ent r e o p l an t i o e a c o l h e i t a , a p ar t i r d a

c h egada d e novas i n f or maç5es . Os mod e l os d e d o i s p er í odos não

apr esen t am essa f l ex i b i l i d ade , r es t r i ng i n d o 05 agen t e s a uma

t t I o

es : "° a ° eg l i\ f i x a durante todo o p r ocesso .

O mod e l o c on s i d era a r en d a d a t er r a (n a c o l h e i t a ) d e

-penden t e t an t o d o preç o f í s i c o c omo d o n í vel d e p r odução . O

produtor rur a l est� suj e i t o �s i n cer t ez a s n o s p r eç o s e n a p r

o-d uç io o-duran t e o pr ocesso ent r e o p l ant i o e a c o l h e i t a . E l e poo-de

r ec or r er ao mer c ado f utur o d o seu p r od ut o para e l aborar uma

(42)

"".., -' � .

par ticu l ar) � ao mesmo tempo , e l iminar amb a s as i nC: -"?r"" .ez :\ S �

p r eç o e de produç�o , atr av�s de hedg i ng .

Cl -W Oc!utclF . tem por· obj e.ivo esta b i l i z ar·· o seu f l u;·: o

de con sumo i ntertemp or a l fren.e a essa restriç io. E l e a j u st a o

consumo presente em re l aç io ao invest.imento - aqui, i nve

s.imen-to signific a deixar de c onsumir no presente tran sferindo

consumo par a o futuro , se pro.egendo cont.ra qua l quer qued a nioan

-tecipad a na rend a (denominad a hedging de consumo) . E mant�m, ao

pos i ç io no mer cado futuro (denominada hedging de

futuros ) . 05 mode l os de doi s per { odos ignor am o consumo e a

e�-t.r at�gi a intertempora l , nio incorporando adequad amente na J

an

a-l i s8 o efeito da dur açio do processo de produçio sob re o

com-por tamento do indiv iduo .

o mode l o de Ho descreve o efeit.o c ombinado do hedging

de consumo e hedging de futuros sobre a ut.i l id ade indiret a do

produtor . Determina as decis5e s 6tim as de con sumo e hed g i ng .

Mostra que as estrat�gi as de hedging de c onsumo e de futuros

(43)

/

3 . 1 AS H I POTESES DO MODELO

o p r od u t or d etermina a sua d e c i s â o e m um p r o c e s s o d e

t E:mpo c o n t. :( n u a e h o' i . cm t e f i n i t o . No c o mf:�(;: O do

( e st aç âo d e p l a n t i o ) , el e dec i d e a qu a n t i d ade ( q ) a ser p -· odu ···

L i d a . 1'.10 f i n a l d o p r oc ess6 ( �p oc a de colheita) , e l e ven d e t od a

a saf r a a o p r e ç o f í s i c o v i g en t e C p ) . A sua r en d a a g r· í c o l c\ , no

f i n a l , e .. d ad a pelo p l" odu t o [ p ( T ) . q ( T ) ] . O p e r í od o T en t r e o

p l a n t i o e a c o l h e i t a � sup o s t o c o n h ec i d o .

Dur an t e o p r ocesso , o p r odut or c o n v i v e c om du a s f cw -'

m a ��, d E? i n c: er·· t 'z a : ( :i. sob r e o p r eç o a c on seg u i r n ili s a f r a e ( i i )

n í ve l d e p r oduç io n a s afr a . A c a da i n s t a n t e t , e l e r e

-v I s a a s suas e x p ec t at i v as c om a c h eg a d a d e n o v a s i n ·f Dr m a ç ; e �= . .

d e estado r e l evan t e s n a I'· ev 1 S·,() 5 ,\0

a n t ec i p a d o [ p ( t ) ] e o n í ve l d e p r od u ç io an t ec i p a d o [ q ( t ) ] . A s

dec i s5es 6t i m a s d ep e n d em de s s � � � a r ] a V � l S .

r l CJ

," '::. ,,] .. F'1 · :. III::·: i t' J :,

\.Í Ut··· dl i t e

c e i' uC , �,. L.::.U , e l e n e. o p Udf.�' a f E, t dir. o n :' ve l

p r b 0 e t e r r a ) u u d e s i n v e s t i m e n t o s ( e � em p l o : venda de p ar t e d o s

ar t i f í c i o p er m i t e a n a l i sar as d ec i s5es d 2 C o n

-.

'IUDECA ARIO HNRIQUE

,.a .

(44)

34

sumo e de hedging i ndepen d en l p dd d pc i sio i n t er t empor e l de p r o

-d u ç � o . O p r o d u t o r deter m i n a o n í v e l d e p r oduç�o e m f un ç io d o

p r' eço a rd:. :": i p ado d a c o ] h e i ta .'

n a e p oc a d o p l an t i o . P a s&ado o

p l an t i o , a J t er a ç 5 e s no p r eç o antec i p ado nio afetam o n i v e l d e

p r oduç i(l . E , segund o , o p r od utor n i o p o d e t r an sfer i r a s i n c e r

-t ez as n a s u a r en d a d a -t er r a p o r i n s-t r umen-t o s d e mer c ad o

segur os ) sup o n d o e l evados c ustos d e i n t er med i a ç ão .

o merc ado futur o , no mod e l o ,

p e r fe i t o . Os p ar t i c i

-p an. e:', -podem . 1'· a n ';ac i em ar" c: ont i n u amen . e e sem c u.stos . D:: c on ·_·

t r at os sio p er fe i t amen t e d i v i sí ve i s e a d a t a de l i qui d aç i o c on

-c i de -c om a �p o-c a d a -c o l h e i t a . Os a j us.es d e mar g em o-c or r em -

con-t i nuamen con-t e no c u r so do p r oc esso d e modo que o v a l or l í qu i do d o

c o n t r a t o p e r ma n e ç a n u l o .

A c ot aç io d o p r eç o futuro e m t [ f ( t ) ] � i g u a l a o p r e ç o

f i s i c o [ p ( t ) ] an t ec i p ado n esse mesmo i n st an t e . Ess;a r e I ação

per m i t e o uso d e f ut ur o s p ar a a e est r a t �g i as de hedging . I st o

p or que o p r eç o fut ur o segue um p r oc esso p e r f e i t ament e : or r e l a

-. � i onado c om o p r eç o f í s i co ant ec i p ad o e o r et o r n o esper �do ,

t a l que o i n d i v i d u o nio ap l i que em c on t r a t os fut u r os c omo at i vo

(45)

35

A c ad a i n st an t e t do p r oc esso � o p r od u t or d e t er m i n a a

I t [ :' ) ]

. r"

t t

t ax a o : i m a de c o n sumo , c , ( t . e a posl ç ao em c on : r a : o s -f l.l:.UY· C)';

[ x * ( t ) ] . E l e t r ab a l h a c om uma c on t a - c or r ent e [ w ( t ) ] que pode

ser p os i t i va ( n eg at i va ) sob r e a qua l e l e r ec eb e ( p aga ) uma t ax a

c on st an t e de j ur os ( r ) . Qual quer mov i men t o n o f l ux o d e c a i x a

l í qu i d o r esul t an t e , sej a d a p o s i ç io n o mer c ad o f ut ur o � sej a d e

c on sumo , 6 d e p o s i t ad o ( r et i r ad o ) dessa c on t a . A t a x a d e t omada

d e emp r � st i mos � i g u a l � t ax a de ap l i c açio e o p r od u t or n io i n

-veste em ap l i c aç 5es d e r i sc o .

O s p a r Amet r os d e est ado [ p ( t ) , q ( t ) ] seguem p r oc essos

de I t 8 . Como o p r od u t or nio f az r e v i sSes , n em p a r a c i ma , n em

ent r e um i n st an t e e out r o � o t e r mo dr i ft d eve ser

l p (t ) _. crp . p ( . ) . clu ( t )

d ::� . du - p . d t

sen d o , a q : d e s v i o-p ad r io i n st o c t e . da p r oduçio an t ec i p a d a ap : desvi o-padr io i n st o c t e . d o p r eç o f í si c o a n t ec i p a d o d z � du : p r o c essos d e W i ener p ad r on i z ad o s

(46)

Dur an t e o p r oc esso , o p r od u t or

36

deter m i n a o c on s umo

[ c ( t ) ] e a posi ç io no mer c ado f ut u r o [ x ( t) ] , t a l que a ut i l i

da-de adi t i v a esper ada do c onsumo sej a max i m i z ada .

T

max E {

f

I [c C t) , t l dt + B [y ( T) , T l } J O

sendo , E oper ador de ex p e c t a t i va s

LI C . ) f un ç io ut i l i dade i n s t a n t �nea de c on sumo

c:: om o U / oc - . (I e ; Z u / ó ::�� <: >

B ( . , T) : ut i l i dadt? t enni n a l da r i quez a

y ( T ) ::: p ( T ) . q ( T) + td T) ( r i quez a t ot a l n o i n s,t a n t e T )

Quando h ouver aumento n o p r e ç o de l i qui daçio de f ut

u-o p r odut. or deve p ag ar o a j uste de marg ens

[ x ( t ) . df ( t ) ] � i n st i t u i ç io de c l ear i ng . A c ada i n st a n t e t an t e s

da c o l h e i t a, a c on t a c or r en t e d o p r odut or v ar i a segundo a soma

j ur o s [ r' . tJ . dt l , c on sumo [ -c . dt l e a j uste de

margf?n s .

dw = ( r . w - c) dt - x. df

o produt or deter m i n a o consumo e a p o s i çio de hedging

6t i mos a c ada i n st an t e , em f un ç io das var i �v e i s de est a� o : d a t a

� a saf r a ( T ) ; n i v e l a n t ec i p ado d e p roduçio ( q) ; p r eç o d e f ut

(47)

37

6t i ma , Ho usa a t �c n i c a de p r o g r amaçio d i n �m i c a e5toc �st i c a d e

l E·? l l man :

T

�J ( w , f , f , t ) _. ma>: c , >:

T Et [

f

I

t ( c , s ) . ds + B ( y , T )

J T � a sol uç io p a r a a equaç go de Be l l man :

max [ dJ T + U ( c , t ) d t ] = O

s at i s f a z endo a cond i çio d e c on t or n o :

:I

Da d i f er en c i a l t ot a l d a f un ç io J T e d a a p l i c aç io d o l ema de I t ô :

� T - d t

' 1 ' ' ) J T f <� �: +

" / .< • •\ f f ' . crf J f q T . f . q . o ·f q +.

{ j ;,' J 1 �: . :: - v [ U ( t ) J T + , . ": ) . qq • q • C1

Cf + m\" c , - \ �.J • C +

c: , >!

- J VJ q T . >: . f . q . C1".f q ]

J f w T " f 2 . Z + . " . . o f

(3. 1 )

Quando a ut i l i d ad e i nd i r e t a f or c onhec i d a , a s dec i s5es d e c

on-sumo e hedg i ng sao deter m i n a d a s sep ar ad amen t e :

m il >: [ LI ( c , t ) ..

.. J VI T

• : ] c

(48)

As SO] Llç êíes N

s a o

J T f Z ' VIW • . . • Cf f

Sub s;t i tuincln em :;. 1 > :

( 3. ' )

( 3. 3)

J T f +- f l / » J T : z +

+- f q ' " q . o·f q , ' ... " qq . q . Tq

> J T 1:

� . vIVI • Cf f

38

o � l t i mo termo r ep resen t a o i mp a c t o do hedg i ng sob r e a ut i l i d

a-T .... :. d e i n d i r e t a . El e semp r e aumen t a a ut i l i d ad e ( p ar a Jww

Em seg u i d a � Ho f az s i mp l i f i c aç io ao mod e l o ,

que ex i sta uma f un ç io G d e t r 's par amet r o s , t a l que :

( 3 . 5 )

sen d o , Y - f . q . ex p [ Tf q ( T-t ) ] (3. éd

(» •

(49)

:. >:

q

':; . 7 )

cr·f q

l - _. ) E�>: p L O' f q ( T --t ) ] Cf f ��

39

:' . • 8 )

A dec i sio 6t i ma d o p r od ut or depende d o r i sc a d e p r o

-d u ç io . Esse r i sc a , c ontu-do , p o -d e t er hedging p er f ei t o a ssum i n d o

p os i ç � o no mer c ad o f u t ur o . Sub st i t u i n d o a f un çio F p or G n a s

r· . ? l açõe. ac i ma :

sen d o , X - Y . ex p [ - ( T-t ) . r J - W

Seg ue que a c on d i ç io suf i c i en t e

d ec i sio d e con sumo ser i n dependente d a est r a t �g i a d e hedging

de o r i sco r e s i d u a l ( e ) t er v a l or n u l o .

e .- 0 q . ( 1 --'p �� ) 1 / =:: -- O

Esse r esu l t ad o mostr a que os mer c ad o s f ut ur o s podem

p r up or c i on ar est r at �g i as per f e i t as de hedging c on t r a r i scos . O

(50)

quan-40

t i d a d e q u a n d o os riscos

no

p r eç o e n a quan t i d ad e f or em p er f e i

-t amen -t e c or r el ac i on ados .

I sto

� �

o p r od u t or a t u a c omo se

hou-vess� somen t e r i sc o no p r eç o .

3 . 2

O CASO DE UMA FUN�O UT I L I DADE I NSTANTANEA COM AVERS�O

ABSOLUTA AO R I SCO CONSTANT E .

Ho f az uma a n � l i 5e ma i s d et a l h a d a quan d o p a r l i c u l ar i

-z a

o model o

p a r a o c aso d e uma f un ç io u t i l i d ad e i n st a n t inea c om

aver sio a b so l u t a ao r i s c o c on st a n t e sob a f or m a :

Ut i l i d ad e I n st an t an e a do Con sumo :

U ( c � t ) = - a

.

ex p ( -r . t -A . c )

U t i l i d a d e Ter m i n a l d a R i quez a :

B ( >!

T ) :::: -- r:' • :?>: P ( --A . >: -

... . T )

s e n d o a � A , c on st an t es posi t i vas .

Sub s t i t u i n d o as f un ç5es ac i ma n a e quaçio

( 3 . j· ) �

Ho

d emon st r a que a sol uçio da e quaçio d i f er en c i a l � a f un ç io ut i

-l i d a d e i n d i r e t a G sob a f or ma :

(51)

4 1

8 0 - - a . R . ex p { ( -A / R ) . [ w + Y . ex p ( -r . T ) ] }

F: r J - .�).: p ( -r-• T ) ] + e:-: p ( -- r" . T )

B ( T ) _. [ e:-: p ( -'-r' • T ) • 1 n R J / ( l -T ) . .: > (>

f un ç io d e or d em h omog�nea menor ou i gu a l a

4 em Tq e Jf

8 0 ut i l i d a d e i nd i r et a d o i nd i v i duo n a c er t ez a (CTq = CTf - O )

{ ( w � Y , T )

Quando a d i scussio se r est r i ng i r aos

() : 'J ', 'J o , O <: Y <: Y o , O <: T <: .T () } � sE?nd o -J o

p r i mei r o ter mo d a e qu a ç io ( 3 . 9 ) para o e n t end i men t o d o c omper

-t amen -t e 6-t i mo d o p r odu -t or . O t er mo 0 4 f i c a suf i c i en t emen t e p

e-quen e e p ode ser desp r ez ado. De ( 3 . 9 ) � quando houver r i sc o n o

n i ve l d e p r od u ç io , a var i a ç io p er c en t u a l na ut i l i d ade i n d i r e t a

d epende de 4 f at or es :

( 1 ) Aver sio a o R i sco d o Pr odut or ( A ) : Quan t o ma i or a aver sao

absol u t a ao r i sc o , men or � a ut i l i d ad e i nd i r e � a .

( 2 ) R i sc o Res i d u a l ( � ) : O r i sc o r e s i du� l r ep r esent a a p a r c e l a

(52)

4 2

e s t r a t 6 g i a s d e hedg i ng n o mer c a d o f u turo. S e o s d e

q u ,:l rl t: :i. d ::lcJ e f or e m f o r t emen t e c or r e l a c i on ad o s , s e j a

p o s i t i v a , sej a n e g a t i v a m e n t e � a p 0 5 i ç � o n o f ut ut'- O

P I" ' op or- c i ona u m a s i g n i f i c a t i v a r e d uç � o n o r I S C O t o t a l sob r e

a r en d a d o p r odutor .

( 3 ) Rend a d a T er r a ( V ) Q u a n t o ma i or a p a r c e l a

n o t o t a l da riqueza d o ind iv{d u o � m e n o l'" P o con -.' '

s u m o d o p r od ut or n o presente, o que 5. i g n :i. f i c a.

u t i lidade i n d i ret a .

( 4 ) T e m p o a t & a Co l h e i t a ( T ) o p er { od o d e t em p o at� a c o l h e :i t a

e s t � r e l a c i o n a d o c om a ut i l i d ade indireta a t r a v � s d e uma

f u n ç � o t e m r or a l 8 ( T ) . E s t a , para u m d a d o n { v e l de r i sc o d e

pr'o d Uç\Cl, n ':I D u n i f O r" flPIHE n t F' c o m T . F I :1 l u m cn t a

( d i m i n u i ) c om T p a r a v a l or e s p e quenos ( g r an d e s ) d e t . A v a

-1' 1 aç aO � d e sp r ez { ve l q u a r", d o a c o l h e i t a est i ver mu i t o P '- O:-: .' I -". .

u t i l i d ",c:l p

i n d i r et a a u m en t a . M a s , se a c o l h e i t a e stiver s u f i c i e n t em e n

(53)

4 ··,· ". �

c:i P c:: o n !'., u m u d o [.)!'" o d u ". or" c c...m F' !'::. P n r" j ':::·c c ·,

d e d u z i d a a p a r t i r d a s e qu a ç o e s a n t er i or e s , J

e o c o n �:; u m o

d e r J S c o . E s s a r e l a ç a o m o s t r a q u e o a u m e n t o

n ! !'- i ,c D !r· e ::, l c:1 u '� .l ( E ) l e v "\ :� r" f? d u ç ã o n o c o n :',u rn o é:i t :i. no . ) p r- od u '-"

t o r , n a p r e s e n ç a d e r l sc o , p a s s a a i n v e st i r m a i s ( t r a n s f e r i r o

c on sumo p a r a o f u t u r D ) p a r a m i n i m i z a r u m a p r ob a b i l i d a d e d e q u e

-d a n �o - a n t ec i p a l a n o c o n sumo futuro. M a s e s s e e f e l t o d o r i s c o

so b r e o c o n s u m o d ep e nd e , t. a m b é m , d o p ,.:n- :( od o T . p a na.' log ci a o

e s t u d o d a v ar l aç a o d a u t i l i d ad e i n d i r e t a . P r 6x i mo � c o l h e i t a , a

i n c e r t ez a s ob r e a r en d a d a t e r r a � p e q u en a e o n { ve l d e c on sumo

? qu a s e i g u a l daquele na a u s � n c i a de r l SC O . T a l on g ê:\ r"

p o u c o m a i s , a i n c e r t ez a sobre a r en d a aumenta e a q u e d a n o c o n

-s u m o é s i g n i f i c a t i v a . O e f e i t o c h e g a a u m m � x i mo p a r a a l g u m i n

-t. e m p o , t a l qu e , p a r a qu a l quer v a l o r s u p e r i o r d e T ,

e l e p a s s a a s e r m e n o r .

" �o ex p . l ' l c a e s s e s r e su . c a ] J d os a n a l ' I s a n c o a s j

c o n s u m o a o l on g o d o t. empo . S e m risco d e

d '!

o P 1'" od u .

(54)

_.-4 _.-4

d ' i rid i r· pt c:·, . N a pr e s en ç a d e r i sc o rpsidual e l e p a s s a a c on su

-m i l' -menos . E -m ex p ec t a t i v a , o c o n su-mo v a i aumen t an d o c om

C DI'· I'· �I" cI o

mê:, ) �:; r·· :i qU E';:: a ac::ufTlul a d i� p O\r·· cl Cl -f u t UI'·· U ) p er·· m i t p u m c o n s,umo

de···

ri o f u t. u r· o . o c on sumo 6t i mo r epr esen t a o t r ade-of f en t r e d o i s

q

f u t u .. ·o c omo

c on t r a q u e d a i n esp'r ada na r e n d a d a t er r a ; e ( i i ) menor c on sumo

de c r esc i men t o do c on sumo a o l on g o do t emp o . O

p r i me i r o l ev a a uma ut i l i d ad e i n d i r e t a ma i s e l e v ad a e o

d o , a uma ut i l i d a d p ma i s b a i x a .

deduz a e qu a ç io que s i n t et i z a a r e l a

-ç �o 6t i m a de hedging p ara e s s e mod e l o p a r t i c u l ar :

_. e:-: p ( -"". n . [ 1 +

"f q

( .f ,} ;. "

I n R ] [ 1 - E Z . A . Y "

1 -

r-] e:1 ( CTf q ' T )

Essa e quaç ao d i z que a r a z io 6t i ma d e hedging

r e l a c i on ad a i? quat r o ef e i t os . O p r i me i r o se r ef er e a o aj u s t e

. d e m a r g e n s n o mer c ado f ut ur o . O seg u n d o r ep r esen t a as i n c er t e

-z as n o p r eç o e n a quan t i d a de ( esse t er mo � c on s i s t en t e c o m o s

(55)

-t er -t e nlp o r a l d a s dec i s5es de c on sumo e i n ve s t i men t o do p r

odu-t or o E o quar t o r ep r e s en t a o . .

V l e s r e d u t or n a r en d a esper a d a

t er r a .

Do ex p o st o , Ho c o n c l u i que o mer c ado f u t u r o p ode r e

-duz i r o r i sc o d e p r oduç io d e u m p r odut o r r u r a l m a s n i o e l i m i

-n a t odo o r i sc o - o hedg i ng per f e i t o oc or r e som e n t e quando n â o

h ou ve r r i sc o n a p r oduçgo ou a p r od u ç i o e o p r eç o e s t i ver em

p er f e i t amen t e c or r e l ac i o n a d o s . E qu e o i mp a c t o do hedg i ng s o

-b r e a ut i l i d ade d o p r odutor d e p e n de d o t e m p o a �� c o l h e i t a .

Quando a c o l h e i t a f or mu i t o p r6x i ma o u suf i c i e n t emen t e d i st a n

-t e , o i mp ac t o � desp r e zív e l . O r esu

i

t ad o i n d i c a que a s o p e r a

-ç oes d e hedg i ng n io s a o un i f or mes ao l on g o d o p r oc e s so . o

hedg i ng � menor p r6x i mo � c o l h e i t a ou qu a n do mu i t o d i st an t e .

F i n a l men t e , o mode l o det er m i n a que a r az ão de

hedg i ng !

e , e m ger a l , men or que um e se r eduz quanto m a i s l on g o

f or o t empo p a r a a c o l h e i t a . I st o r es u l t a de t r�s e f e i t os .

Pr i me i r o , quando p r e ç o e p r oduçio est i ver em n eg at i v amen t e c o r

-r e l ac i onados ( uma h i p6t ese r az o�v e l ) , a i n c er tez a na r en d a �

menor , o que p e r m i t e ao p r odut or f a z er hedg i ng s ob r e somen t e

(56)

a-46

do f ut ur o sof r e a j u s t es de m a r g em , a p os i ç io a hedg i ng d eve

ser d esc on t ad a para o v a l or p r esent e . E , t er c e i r o , p or que o

pr odutor � avesso ao r i sc o , qu an t o mai or a i nc er t ez a ria " r en d a

d a t er r a , menor a p ar c e l a d a p r od uç i o antec i p a d a que � p r ot

Referências

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