A fam ília Nym ph alidae com preen de cerca de 2000 espéci-es n a região Neotropical, das quais 788 espéci-espéciespéci-es ocorrem n o Bra-sil. Em Pern am buco foram registradas 139 espécies, com apen as n ove represen tan tes de Brassolin ae (BROWN JR & FREITAS 1999).
D e a co r d o co m CASAG RAN D E (2 0 0 2 ), o s Br a sso lin a e Boisd u val, 1836 são exclu sivam en te Neotrop icais, sen d o seu lim ite ao su l o Norte da Argen tin a, Paragu ai e Bolívia e q u e a m on ofilia da su bfam ília está baseada n o u so de m on ocotile-dôn eas com o plan tas h ospedeiras das larvas, pela presen ça de célu la e veia u m erais, célu las discais fech adas em am bas as asas e pela presen ça de an drocôn ias e pin céis de pêlos n as asas.
As espécies do gên ero Caligo Hü bn er, 1819 são de gran de porte, sen do qu e n en h u m a delas possu i m en os qu e 100 m m de en vergadu ra; as larvas apresen tam coloração parda n o ú ltim o estádio, são gregárias n os três prim eiros estádios e n a su a gran -d e m a io ria co m h á b it o s crep u scu la res (PEN Z et al. 1 9 9 9 , CASAGRANDE & MIELKE 2000a).
Segu n d o GARCÍA-BARRO S (1987), GARCÍA-BARRO S & MARTÍN (1991), FREITAS & OLIVEIRA (1992) e GARCÍA-BARROS, (1999) dados m orfológicos dos im atu ros têm sido aplicados com su cesso n os estu dos de sistem ática de Lepidoptera e têm dem on strado se-rem ú teis e eficien tes para esclarecer a relação en tre as su bfa-m ílias de Nybfa-m ph alidae.
Segu n d o BLAN D IN & DESC IM O N (1 9 7 5 ), C a ligo t eu cer (Lin n aeus, 1758) é largam en te distribuída n a Bolívia, classifi-can do-a com o perten cen te ao grupo II, espécies “am azon ien n es” e RAMOS (2000), con statou a ocorrên cia de C.teucer em levan ta-m en to realizado n o Brasil n a região ata-m azôn ica. Tata-m béta-m para o gên ero são reportadas para Pern am buco SILVAet al. (1968), as esp écies: Caligobrasiliensis brasiliensis (Felder, 1862) e Caligo illioneus praxsiodus Fruh storfer, 1912, este certam en te um erro d e id en tificação. Este trabalh o teve com o objetivo estu d ar a m orfologia extern a de larvas de C.teucer e levan tar as diferen tes plan tas alim en tícias u tilizadas. O m aterial é proven ien te dos m un icípios de Pom bos (Agreste) e Recife n o Estado de Pern am -bu co.
MATERIAL E MÉTODOS
Os espécim es u tilizados foram coletados de fevereiro de 2003 à abril d e 2004 n o Mu n icíp io d e Pom bos (Agreste d e Pern am bu co) em folh as de ban an eira, Musa sp. (Mu saceae) e n o Cam pu s da Un iversidade Federal Ru ral de Pern am bu co, em Recife, em folh as de Heliconiabihai (Helicon iaceae), Canna in-dica (Can n aceae) e Alpiniapurpurata (Zin giberaceae). Ovos, lar-vas e pu pas foram m an tidos n a plan ta h ospedeira até a em er-gên cia dos adultos. Exem plares de cada fase do desen volvim en to
(Lepidopter
(Lepidopter
(Lepidopter
(Lepidopter
(Lepidoptera,
a,
a,
a,
a, Nymphalidae)
Nymphalidae)
Nymphalidae)
Nymphalidae)
Nymphalidae)
11111Neuda A. de Souza
2; Antônio F. de S. L. Veiga
3; M irna M . Casagrande
4; M anoel G. C. Gondim Jr
51 Contribuição número 1665 do Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná. 2 Rua Jacaúna 243, Iputinga, 50670-160 Recife, Pernambuco, Brasil. E-mail: [email protected]
3 Laboratório de Zoologia, Departamento de Biologia, Área de Zoologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Rua Dom M anoel de M edeiros, 52171-900 Recife, Pernambuco, Brasil. E-mail: afsouzaleã[email protected]
4 Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná. Caixa Postal 19020, 81531-980 Curitiba, Paraná, Brasil.
E-mail: [email protected]
5 Laboratório de Acarologia, Departamento de Agronomia, Área de Fitossanidade, Universidade Federal Rural de
Pernambuco. Rua Dom M anoel de M edeiros, 52171-900 Recife, Pernambuco, Brasil. E-mail: [email protected]
ABSTRACT. ExterExterExterExterExternalnalnalnalnal mormormormormorphologyphologyphologyphologyphology ofofofof theofthethethethe immaturimmaturimmaturimmaturesimmatures ofesesesofofofof CaligoCaligoCaligoCaligoCaligoteucerteucerteucerteucerteucer (Linnaeus)(Linnaeus)(Linnaeus)(Linnaeus) (Lepidopter(Linnaeus)(Lepidopter(Lepidopter(Lepidopter(Lepidopteraaaaa, Nymphalidae).Nymphalidae).Nymphalidae).Nymphalidae).Nymphalidae). This paper describes the immatures of Caligo teucer teucer (Linnaeus,1758), from material reared in northeast
Brazil. The larva feed on leaves of Musa spp. (Musaceae), Heliconiabihai (Heliconiaceae), Cannaindica (Cannaceae) and Alpinia purpurata (Zingiberaceae).
KEY WORDS. Brassolinae; host plant; Neotropical.
RESUMO. Este trabalho descreve os imaturos de Caligoteucer (Linnaeus, 1758). O material criado é proveniente do
nordeste do Brasil. As larvas se alimentam de folhas de bananeira Musa spp. (Musaceae), Heliconiabihai (Heliconiaceae),
Cannaindica (Cannaceae) e Alpinia purpurata (Zingiberaceae).
foram fixad os em Kah le-Dietrich e p osteriorm en te tran sferi-dos para álcool 70%. Os exem plares estu dasferi-dos en con tram -se d ep ositad os n a “Coleção d e Form as Im atu ras d e In setos d o Laboratório de En tom ologia (LABOENTO)”, Un iversidade Fe-deral Ru ral de Pern am bu co.
As observações relativas à m orfologia basearam -se em m ateriais vivo e preservado, utilizan do-se um estereom icroscópio bin ocular Olym pus, equipado com câm ara fotográfica e câm ara clara.
A n om en clatu ra relacion ada às áreas do corpo da larva está baseada em PETERSON (1962) e da pupa em CASAGRANDE (1979). A q u etotaxia das larvas segu e HINTON (1946), PETERSON (1962) e STEHR (1987). A n om en clatu ra referen te à cerd a filiform e se-guiu a orien tação de HARVEY (1991), para a fam ília Nym ph alidae.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Registra-se a ocorrên cia d e C. teucer p ara o Estad o d e Pern am bu co, cu jas larvas alim en tam -se de folh as de Musa sp. e plan tas orn am en tais com o H. bihai, C. indica e A.purpurata, am p lian d o d esta form a a relação d e p lan tas h osp ed eiras até en tão con h ecidas.
Ovo (Fig. 1)
Form a arredon dada, ach atado n o polo su perior e pou co m ais n o in ferior, com 1,8 a 2,0 m m de diâm etro por 1,7 a 2,0 m m de altu ra. Coloração bran ca, q u an do da oviposição, pas-san d o a bran co leitoso, e p osteriorm en te form a u m a ban d a pon tu ada de verm elh o-carm in . Próxim o à eclosão m ostra cório sem itran sparen te, possibilitan do observar a coloração da cabe-ça e faixas lon gitu din ais verm elh o-carm in da larva.
À sem elh an ça das dem ais espécies do gên ero, C. teucer ap resen ta o cório com ran h u ras ven tro-dorsais q u e variaram d e 2 8 a 3 0 , in t erliga d a s p o r t ên u es e irregu la res est ria s tran versais, form an do en tre si peq u en as placas retan gu lares. O n ú m ero de ran h u ras é variável e se aproxim am das descritas p or CASAGRANDE (1979) p ara Caligo beltrao (Illiger, 1801), q u e m en cion ou aproxim adam en te 31, e MALO & WILLIS (1961) refe-rem -se a 26-27 ran h u ras para Caligoeurilochus (Cram er, 1775).
L
ARVA DEPRIMEIRO ESTÁDIOCabeça (Fig. 2)
Sem escolos, arredon dada, quase ovalar, com saliên cias e depressões, de coloração castan h a, apresen tan do in úm eras cerdas escuras. Fron to-clípeo de textura lisa com m an ch a bran ca n o terço superior, castan h o-escuro n o cen tro e castan h o-claro n o terço in ferior. Man díbulas com a m esm a cor da cabeça, m ais es-curas apen as n o bordo cortan te. Con jun to de seis estem as de cor escura, sen do visualizadas fron talm en te apen as quatro e form an -do um arco procurvo (Fig. 6), o quin to, localiza-se pouco acim a da base das an ten as e o sexto acim a do quin to e atrás do quarto.
Tórax e abdome (Figs 3-5)
Corpo de form a cilín drica, in icialm en te com segm en tos n ão distin tos já q u e os lim ites se apresen tam com o ru gas tran
s-versais e com algu m as cerdas bran co-leitosas, pou co am arela-das. Ven tralm en te de aspecto tran sparen te. Do prim eiro seg-m en to torácico p arteseg-m q u atro faixas verseg-m elh o-carseg-m in , seg-m ais largas n este segm en to, em direção à placa su ran al, du as a cada lado do corp o (Fig. 3). Placa p ron otal dividida, esp irácu los ar-redon dados com exceção do prim eiro torácico e o ú ltim o abdom in al q u e são ovais e m ais escu ros. Após a prim eira alim en tação o tegu m en to adq u ire u m a coloração verde, as faixas lon -gitu d in ais p erd em a coloração verm elh o-carm in , p assan d o a esbran q u içad as.
Na região dorsal, ao fin al do terceiro segm en to abdom i-n al, u m a área de poi-n tu ações ferru gíi-n eas, segu ida de m ai-n ch a ferru gín ea n o fin al do terceiro e m etade proxim al do q u arto segm en to, e n ovam en te área com o aqu ela do fin al do terceiro segm en to n o fin al do qu arto e qu in to segm en tos abdom in ais ocu pam a região m edian a do dorso (Fig. 5). Ain da com ou tras du as áreas com pon tu ações ferru gín eas n o segu n do e sexto seg-m en tos abdoseg-m in ais.
Placa su ran al bífida, castan h o clara com pon tu ações ver-m elh as, p orção terver-m in al escu ra, cover-m dois p ares de cerdas: o p rim eiro localizado p ou co an tes da m etade das p rojeções da placa e a segu n da n a parte apical dessas (Fig. 4).
En tre as pern as protorácicas observou -se u m a glân du la eversível da m esm a coloração da parte ven tral do corpo. Esta glân du la é citada por BOURGOGNE (1951) com o glân du la ju gu lar, en quan to que PETERSON (1962) den om in a-a de glân dula eversível. Em relação a esta estru tu ra, GALLOet al. (2002) m en cion a-a a partir do terceiro in star em Caligoillioneus (Cram er, 1776), en -qu an to -qu e MALO & WILLIS (1961) para C.eurilochus e CASAGRANDE (1979) para C.beltrao n o q u in to in star, sem referen cias aos es-tádios an teriores.
Ao fin al do prim eiro estádio observa-se q u e o prim eiro segm en to torácico é de aspecto distin to dos dem ais, n ão apre-sen ta as divisões tran sversais, em ân u los, com o os dem ais, ou seja, com seis ân u los de igu al tam an h o em cada segm en to. Os segm en tos abd om in ais são d ivid id os igu alm en te em ân u los, n o en tan to o prim eiro é sem pre m ais largo.
Largu ra da cápsu la cefálica variou en tre 1,3-1,5 m m . No fin al do prim eiro in star as larvas ch egam a atin gir 20 m m de com prim en to, in clu in do as projeções da placa su ran al.
Q
UETOTAXIA(Figs 9-13)
Cabeça (Figs 9-11)
1
Figuras 1-8. Caligoteucer: (1) ovo no final do desenvolvimento embrionário; (2-5) larva de primeiro estádio: (2) cabeça; (3) vista dorsal de larvas recém nascidas; (4) placa suranal bífida, com dois pares de cerdas nas projeções; (5) mancha ferrugínea dorsal; (6-8) larva de segundo estádio: (6) cabeça; (7) laterais do terceiro e quarto segmentos abdominais; (8) vista dorsal das projeções da placa suranal.
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Tórax e abdome (Figs 12-13)
Na placa protorácica, estão presen tes, a cada lado e de m esm o t a m a n h o a s cerd a s a n t erio res XD 2 , D 1 e D 2 . A in existên cia da cerda XD1 difere do padrão de Lepidoptera (STEHR 1987). ANTUNESet al. (2003) tam bém observaram esta au sên cia em Eueides isabella dian asa (Hü b n er, 1806) (Nym p h alid ae, Helicon iin ae). As cerdas D1 e D2 estão presen tes em todos os dem ais segm en tos do tórax e abdom e, com exceção de A10, on de D2 é au sen te.
O gru po de cerdas su bdorsais está represen tado apen as pela SD1 em qu ase todos os segm en tos, au sen te em A9 e A10, diferin do do padrão m en cion ado por STEHR (1987).
O gru p o lateral está rep resen tad o p or L2 n os três seg-m en tos torácicos. Nos abdoseg-m in ais L1 e L2 estão presen tes eseg-m A1, A2 e A8, e em A3-A7 apen as L2 está presen te, en q u an to qu e em A9 som en te L3.
O gru po su bven tral está represen tado por du as cerdas SV1 e SV2 n o p rotórax, e SV1 n os dem ais segm en tos torácicos e abdom in ais de A1-A9. No segm en to A10 estão presen tes SV1, SV2, SV3 e SV4, todas n a plan ta an al. Ain da em A10 a presen ça d e u m a cerd a p arap roctal PP, abaixo d as p rojeções d a p laca su ran al (STEHR 1987).
Observa-se tam bém a presen ça da cerda filiform e n os se-gu in tes segm en tos: protórax du as cerdas, sen do u m a an terior
Figuras 9-13. Caligoteucer, larva de primeiro estádio. (9-11) Quetotaxia da cabeça; (9) cabeça; (10) labro; (11) mandíbula; (12-13)
quetotaxia do tórax e abdome.
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ao espirácu lo den om in ada FA próxim a a L2, e ou tra posterior a FP próxim a a SD1. Nos segm en tos q u e segu em , recebe a den o-m in ação de F, coo-m o n o o-m eso e o-m etatórax eo-m posição latero-d orsal p róxim o a SD1, e em p osição ven tral e p osterior ao espirácu lo n os segm en tos abdom in ais A3-A7. A ú ltim a n o seg-m en to A9 eseg-m posição seg-m ais dorsal q u e n os segseg-m en tos prece-den tes (HARVEY 1991).
De acordo com HARVEY (1991), a cerda filiform e (F) é sen -sorial, sen do in clusive receptora de son s. Em GARCIA-BARROS (1989), cerdas sem elh an tes foram referen ciadas com o alon gadas, fin as e t át eis, sen síveis a co rren t es d e a r e classifica d a s co m o m ecan oreceptoras. Estas m esm as cerdas em n úm ero e posição ocorrem em Dynastordariusdarius (Fabricius, 1775), Opsiphanes cassiae (Lin n aeus, 1758) e Brassolissophorae (Lin n aeus, 1758).
Ain d a co n fo rm e HARVEY (1 9 9 1 ) a p resen ça d a cerd a filiform e n o segm en to A9 posicion a a su bfam ília Brassolin ae em Nym p h alid ae, d iferen cian d o -a d as d em ais fam ílias d e Papilion oidea on de é au sen te.
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ARVADE SEGUNDO INSTARCabeça (Fig. 6)
Com q u atro pares de escolos: dorsais, látero-dorsais, la-terais e látero-ven trais, dim in u in do aproxim adam en te à m eta-de em tam an h o, em direção à região ven tral. Área fron tal com os dois escolos dorsais e região p osterior de coloração casta-n h o-escu ro. Lateralm ecasta-n te, icasta-n clu icasta-n do os escolos látero-dorsais, laterais e látero-ven trais a coloração é bran ca am arelada. Na parte in tern a dos escolos dorsais in icia-se a form ação de u m a faixa da m esm a cor dos lados da cabeça, q u e desce an terior-m en te, acoterior-m p an h an d o a su tu ra ep icran ial e terterior-m in an d o n a m esm a direção dos escolos látero-dorsais. Fron to-clípeo de co-loração bran co-am arelada com m an ch a cen tral, castan h o es-cu ra em form a d e losan gu lo. Cerd as d istribu íd as p or tod a a cabeça, de cor clara n as regiões bran co-am areladas e, castan h o claras n as m ais escu ras. As m an d íbu las são castan h as, q u ase pretas n o bordo cortan te (Fig. 6).
Tórax e abdome (Figs 7-8)
Tegu m en to do corpo de coloração verde, com peq u en as m an ch as verdeclaras en cim adas por cerdas sobre calaza bran -co-leitosa distribu ídas p or todo o corp o. Faixas lon gitu din ais perm an ecem visíveis. Áreas ven tral,su pra e su bespiracu lar verdeclara. Peq u en as projeções tegu m en tares sobre aq u eles pon -t o s ferru gin eo s q u e ap arecem n o p rim eiro in s-t ar co m base averm elh ad a e áp ice p reto. As p rojeções do q u arto e q u in to segm en tos abdom in ais de m esm o tam an h o, en q u an to q u e a do terceiro é m aior. Man ch a ferru gin ea dorsal é percorrida em su a m aior exten são por faixas castan h o am areladas, ladeadas por ton alidade ferru gin ea (Fig. 7). As projeções tegu m en tares sem pre n o sexto ân u lo e precedidas ou n ão por m an ch a bran -ca, m argin adas por pigm en tação ferru gin ea. Apresen ta, ain da, m an ch a bran co-leitosa n os locais de in serção da cerda filiform e ap ós os espirácu los, sen do referida por CASAGRANDE (1979) do terceiro ao sétim o segm en tos abdom in ais para Caligobeltrao.
Projeções da placa su ran al de coloração crem e com ápice preto e in ú m eras cerdas escu ras, n a região ven tral de coloração ferru gin ea (Fig. 8).
Largu ra da cápsu la cefálica variou en tre 1,8-2,4 m m . As larvas atin gem com p rim en to de 32 m m , in clu in do as p roje-ções da placa su ran al.
L
ARVADETERCEIRO INSTARCabeça (Fig. 14)
Escolos dorsais perdem a cor castan h o escura do ápice, passan do a castan h o claro. A faixa que surgiu n o segun do in star aum en ta em com prim en to, alcan çan do o fron toclípeo, form an -do assim duas faixas -dorso-ven trais, castan h o escuras, sen -do um a delas estreita, proxim al à sutura epicran ial, con torn a o fron to-clípeo e ladeada por m an ch a de cor bran co-am arelada que desce do escolo dorsal. Lateral a esta, um a segun da faixa, castan h o escuro m ais larga que ch ega aos estem as (Fig. 14).
Tórax e abdome (Figs 15-16)
Tegu m en to de coloração verde in ten so, m an ch as an teri-o rm en t e verd e-claras, agteri-o ra b ran cteri-o -leit teri-o sas en cim ad as p teri-o r cerdas. Faixa bran ca su praespiracu lar, ladeada por ton alidade verm elh carm in . Áreas espiracu lar e su bespiracu lar verm elh o-carm in com m an ch as bran co-leitosas en cim ad as p or cerd as, área ven tral de coloração verm elh o-carm in . A m an ch a dorsal é m aior, am arelo-pálido é an tecedida e precedida por m an ch as bran cas. Pon tu ação ferru gin ea n o prim eiro segm en to abdom i-n al (Fig. 15).
Projeções da placa su ran al ven tralm en te averm elh ada e com in ú m eras m an ch as bran cas leitosas en cim adas por cerdas claras e escu ras (Fig. 16).
Largu ra da cápsu la cefálica variou en tre 2,6-3,1 m m . As larvas p od em atin gir 46 m m d e com p rim en to, in clu in d o as projeções da placa su ran al.
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ARVADE QUARTO INSTARCabeça (Fig. 17)
Escolos dorsais, do ápice em direção à base bran cos pouco am arelados, e castan h os posteriorm en te até a m etade basal apro-xim adam en te. Na faixa escura m ais larga um a m an ch a de cor crem e. Lateralm en te, com pon tuações castan h as dispersas. As faixas origin adas dos escolos dorsais n o segun do in star, aum en -tam em com prim en to, con torn an do o fron to-clípeo (Fig. 17).
Tórax e abdome (Figs 18-19)
Tegu m en to d e coloração verd e. Faixa su p raesp iracu lar bran ca com m an ch as verm elh o carm in au m en ta em largu ra, u ltrap assan do os esp irácu los. Man ch a m aior dorsal am arelo-pálido é con torn ada por coloração castan h o escu ro, q u ase pre-to, m ostran do projeções tegu m en tares da m esm a cor (Fig. 18). Projeções da placa su ran al apresen tam m an ch as bran co-leitosas en cim adas por cerdas (Fig. 19).
Figuras 14-22. Caligoteucer. (14-16) Larva de terceiro estádio: (14) vista frontal da cabeça; (15) laterais do terceiro e quarto segmentos abdominais; (16) projeções da placa suranal; (17-18) larva de quarto estádio: (17) vista dorsal da cabeça e tórax; (18) vista dorsal do terceiro e quarto segmento abdominal; (19) projeções da placa suranal; (20-21) larva de quinto estádio: (20) cabeça; (21) tórax e abdome; (22) pupa, vista lateral.
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ARVADE QUINTOINSTARCabeça (Fig. 20)
Coloração geral bege com pon tos e faixas castan h oescu ro e com cerdas bege. Escolos dorsais, an teriorm en te totalm en -te bege. Man ch a q u e su rgiu n o q u arto in star da segu n da faixa castan h o escu ra au m en ta, sep aran do-a em du as faixas casta-n h o-escu ras. A faixa m ais icasta-n tercasta-n a, castacasta-n h o escu ra, circu casta-n da posteriorm en te os dois escolos dorsais, torn an do-os castan h o escuros em suas m etades basais, seguida por faixa bege que desce do escolo dorsal. Lateral a esta, u m a segu n da faixa castan h o escu ra, m ais larga origin a da base dos escolos dorsais. Lateral-m en te, observa-se ou tra faixa bege, fin alLateral-m en te u Lateral-m a terceira, castan h oescu ra, q u e atin ge os estem as, con torn an doos. Man -ch a d o fron to-clíp eo torn a-se alon gad a, n ão m ais d e form a losan gu lar (Fig. 20).
Tórax e abdome (Fig. 21)
Corpo pu bescen te de coloração geral castan h o com fai-xas e estrias de coloração castan h o escu ras e pretas. No tórax, faixa dorsal de coloração bege con torn ada por du as lin h as pre-tas, q u e se u n em n os segm en tos abd om in ais, con tin u a p ela área dorsal e term in a en tre a base das projeções da placa suran al. A faixa e projeções dorsais são sim ilares àq u elas apresen tadas pelas larvas de qu in to in star de Caligoillioneusillioneus (Cram er, 1775) (CLEARE 1926) e Caligom artia (Godart, [1824]) (CASAGRANDE & MIELKE 2000a).
Na área dorsal dos segm en tos abdom in ais com cin co a seis projeções tegum en tares pretas, sen do a do terceiro segm en to m aior q u e as dem ais (Fig. 21). Estas m esm as estru tu ras são ob-servadas em C.illioneusillioneus
(CLEARE 1926), C.beltrao (CASAGRANDE 1979), C.eurilochus (MALO & WILLIS 1961) e C.m artia (CASAGRANDE & MIELKE 2000a). Área su praespiracu lar pou co m ais escu ra q u e o restan te do corpo, m arcada tan to dorsal com o ven tralm en te por faixas m ais claras. Área espiracu lar com a m esm a coloração do restan te do tegu m en to. Área ven tral casrestan h a com pon tos escu -ros.
Pern as torácicas castan h o-averm elh adas, e falsas pern as com a m esm a coloração da área ven tral, com plan ta apresen -tan d o gan ch os d istribu íd os em m esal p en elip se, triord in al e u n isserial, igu ais aos descritos p or CASAGRANDE (1979) p ara C. beltrao e por CASAGRANDE & MIELKE (2000a) p ara C.m artia. Proje-ções da placa su ran al dorsalm en te castan h as e com várias cerdas e in ú m eros pon tos pretos, e ven tralm en te escu ra q u ase preta.
Largu ra da cápsu la cefálica variou en tre 6,6-7,4 m m . As larvas podem alcan çar o com prim en to de 125 m m , in clu in do as projeções da placa su ran al.
P
UPA(Fig. 22)
Tipo obtecta, apresen ta coloração geral variável, am arela-da a am arelo-pardo, com faixas e estrias verde-m usgo e preto. Com estreita faixa de coloração castan h a n a parte dorsal, desde o vértice até o crem aster. Esta faixa tam bém foi observada em Caligom em m on (C. Felder & R. Felder, 1867) eCaligoatreus (Kollar,
1850) p o r YO UNG & MUYSHO NDT (1985), e em C. m artia p o r CASAGRANDE & MIELKE (2000a) e C.beltrao por CASAGRANDE (1979). Várias cerdas estão distribu ídas por todo o corpo n a li-n h a m éd ia d orsal, li-n o vértice e p róxim o aos olh os, tam bém p resen tes em C. eurilochus (MALO & WILLIS 1961) e C. m artia (CASAGRANDE & MIELKE 2000a).
Lateralm en te, p róxim o ao m eio d as tecas alares, d u as m an ch as prateadas con torn adas em preto, sen do u m a de for-m a trian gu lar for-m aior, e ou tra circu lar e for-m en or, d iferen te d as en con tradas por CASAGRANDE (1979) em C.beltrao e em C.m artia p or CASAGRANDE & MIELKE (2000a).
Abdom e com lin h as oblíq u as de cor escu ra, desde a li-n h a m édia até as laterais sobre os espirácu los, com o àq u elas cit ad as p o r YO UNG & MUYSH O N DT (1985) p ara C. atreus e C. m em m on, e para C. m artia por CASAGRANDE & MIELKE (2000a) e tam bém em Dasyophtalm arusinarusina (Godart) por CASAGRANDE & MIELKE (2000b).
Com prim en to das pu pas pode variar en tre 39-42 m m , e a largu ra m áxim a, n a base das tecas alares en tre 21-24 m m .
AGRADECIMENTOS
À CAPES pela con cessão de bolsa ao prim eiro au tor, pos-sibilitan do a realização deste trabalh o e ao CNPq pela bolsa à M.M. Casagran de.
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