OS BASÓFILOS DO LÍQUIDO CEFALORRAQUEANO
JOÃO BAPTISTA DOS R E I S * ; I V A N M O T A * * ;
A N T O N I O B E I * ;
JOÃO B . DOS R E I S F I L H O * * * ; ELIOVA Z U K E R M A N *
N o s tempos antigos admitia-se a origem hematogênica das células do líquido cefalorraqueano ( L C R ) . F i s c h e r1 6
, entretanto, baseado no estudo histológico da pia-aracnóide, sugeriu que as células do L C R tinham origem histiocitária-leptomeníngea. S z é c s i6 4
adotou u m a atitude eclética afirmando que nos processos inflamatorios das meninges as células teriam origem hema-togênica ou histiocitária, enquanto que nos processos irritativos crônicos a
origem seria somente histiocitária. Kubie e S c h u l t z3 4
apresentaram evi-dência de que os fagocitos do L C R tinham a sua origem nas formas
celu-lares jovens existentes normalmente nas leptomeninges. S a y k5 2
demonstrou a identidade entre as células linfo-monocitárias nas leptomeninges e no L C R normal e verificou t a m b é m certa concordância em casos patológicos. Ele admitiu que os diferentes elementos linfocitários, monocitários, plasmocitários e fagocitários poderiam ter sua origem em uma célula-mãe leptomeníngea. Esta célula mesenquimal indiferenciada teria a propriedade potencial de
produzir os diferentes elementos do L C R . Para Bischoff7
. 9
e S c h m i d t5 4 os granulócitos neutrófilos teriam origem sangüínea nos casos inflamatorios com exsudato e as células linfocitárias e monocitárias do L C R normal, bem como as células plasmocitárias e os mastócitos dos L C R patológicos teriam origem nas leptomeninges, na zona vascular do tecido conjuntivo sub-arac-nóide. B i s c h o f f7
e B o w s h e r1 0
admitem que as leptomeninges podem ser consideradas como parte do sistema retículo-endotelial. N a meningopatia
leucémica verifica-se no L C R grande número de células blásticas 1 8
>6 0 en-quanto que os exames do sangue periférico e da medula óssea podem mostrar, por vezes, resultados normais por se encontrar a moléstia em fase de
remis-são hematológica. Bischoff e Willi 8
observaram a presença de mielócitos e normoblastos no L C R de recém-nascidos, o que sugeria a formação local, leptomeníngea, destas células. E m resumo, pode-se afirmar que, e m con-dições normais e em numerosas concon-dições patológicas, as células do L C R se originam nos centros germinativos do tecido conjuntivo da pia-aracnóide. Somente em processos inflamatorios piogênicos deve ser considerada tam-bém a origem hematogênica.
E h r l i c h1 4
descreveu e m 1878 as células granulosas do tecido conjuntivo por ocasião de suas experiências com os corantes básicos de anilina e deno-minou-as "Mastzellen". A s granulações existentes no citoplasma destas cé-lulas tinham uma propriedade pouco comum por apresentar uma coloração diferente que ele denominou de metacromasia. Estes granulos metacromá-ticos constituíram o primeiro critério para a identificação dos mastócitos. A t é o ano de 1937 o interesse pelo seu estudo era limitado aos aspectos morfológicos, de distribuição e das propriedades cromáticas. E m 1938 M i -chels38
publicou excelente trabalho em que foram resumidos todos os conhe-cimentos até essa época. E m 1937 Jorpes e c o l .2 9
consideraram a hipótese de que os mastócitos continham um anticoagulante, a heparina, despertando assim um novo interesse pelo seu estudo. E m 1953 um grande entusiasmo
surgiu neste campo de investigação quando Riley e W e s t4 8
mostraram que uma grande proporção da histamina dos tecidos está localizada nos mas-tócitos. Assim, os progressos dos conhecimentos desenvolveram-se em três etapas: a descoberta da célula por Ehrlich; os estudos correlacionando os mastócitos com o tecido conjuntivo; a verificação da presença de heparina e de histamina nestas células.
Os mastócitos são células do tecido conjuntivo que existem em todo o organismo de animais vertebrados, com raras excepções. A sua abundância é paralela à riqueza do organismo em tecido conjuntivo. Estas células apre-sentam uma distribuição peculiar perivascular e estão presentes em grande número na pleura, na cápsula hepática e na língua. O tamanho da célula e a forma dos granulos variam muito de animal para animal e de tecido
para tecido. O seu diâmetro está compreendido entre 5 a 25 m i c r a5 8
. A sua forma pode ser redonda ou oval no tecido conjuntivo frouxo, alongada na parede dos vasos sangüíneos e variável no tecido conjuntivo fibroso. A s
granulações apresentam diâmetro de aproximadamente 0 . 5 m i c r o n5 8
, poden-do ser raras ou muito numerosas e densamente comprimidas dentro da célula. O núcleo é único, redondo ou oval, raramente chanfrado, em geral excêntrico 1 5
>3 8
. A s células livres do líquido peritoneal são r e d o n d a s5 . Os mastócitos já são identificáveis no feto humano desde 12 semanas de ges-tação, observando-se depois o aumento do seu número, não havendo dimi-nuição na idade avançada 5 7
> 5 8 .
Muito se tem escrito sobre as funções dos mastócitos. Ehrlich admitiu que as "Mastzellen" estariam e m relação com o estado de nutrição do tecido conjuntivo. M i c h e l s3 8
assinalou 10 atividades diversas. N ã o há até agora uma teoria satisfatória sobre as suas funções e não foi estabelecido definiti-vamente que os mastócitos desempenhem uma função na vida diária do o r g a n i s m o5 8
. Entretanto há grande número de observações e experiências que indicam a sua participação nos processos fisio-patológicos e o fato destas células conterem componentes químicos tais como a heparina, a histamina
e a 5-hidroxitriptamina está a sugerir importantes funções 4
. 2 8 . 4 8
> 5 0
esta afirmação. Ela talvez poderia atuar como um agente neurotransmissor fisiológico ou como u m n e u r o m o d u l a d o r2 0
. A relação estreita entre esta célula e o conteúdo de histamina de muitos tecidos, bem como o paralelismo entre a liberação de histamina e a aparição de alterações morfológicas ou a destruição dela em várias condições experimentais são fatos que conduzem à suposição de que os mastócitos podem ter um papel importante no meca-nismo do choque anafilático 2 4
, 2 8 > 3 1
, 3 2 > 3 9
. 6 2
. Os mastócitos devem estar em relação com anticorpos, pois eles são habitualmente destruídos em todas as circunstâncias em que há liberação da histamina durante o fenômeno anafilático. A união antígeno-anticorpo deve ter lugar na própria célula ou em local muito p r ó x i m o4 0
. A fibroplasia normal e patológica são habitual-mente seguidas pelo aumento do número de mastócitos, pois estas células são elementos ativos do tecido c o n j u n t i v o4 9
. Durante o decurso de processo inflamatorio agudo os mastócitos invariavelmente diminuem em número e, ao contrário, em condições crônicas, há a u m e n t o3 8
. N o processo de repa-ração de uma lesão de pele observa-se, nas primeiras 24 horas, diminuição do número destas células nas áreas adjacentes à ferida. Depois verifica-se o aumento do número até duas vezes o normal por ocasião do oitavo dia e, em seguida, o retorno progressivo à n o r m a l i z a ç ã o6
. 5 8 >6 5
. É comum a pre-sença de mastócitos em tumor porém o seu significado é ainda discutido. Muitos pensam que estas células sejam agentes de defesa contra o cresci-mento 5 S
, ou conseqüência da neoformação de tecido conjuntivo ao redor da neoplasia6
. A destruição dos mastócitos pela ação dos raios X inicia-se dentro de poucas horas e torna-se mais evidente depois de uma semana, normalizando-se a situação depois de um mês. N a síndrome de irradiação aguda os principais fatos observados são o tempo de coagulação aumentado, maior permeabilidade vascular e hemorragias, distúrbios estes que poderiam ser induzidos pelos produtos sintetizados, secretados ou armazenados pelos mastócitos 5 8
.
A literatura referente ao sistema nervoso é muito escassa quando se compara com a abundância de estudos j á feitos em relação aos demais tecidos do organismo. O sistema nervoso central é muito pobre em mastócitos, os quais entretanto são encontrados e m certas partes como as meninges, os plexos coroides, a área postrema, o corpo pineal, a hipófise e o hipotâla-mo 2
.2 3 > 3 3
> 4 9 >5 3
. Nada se sabe sobre a função dos mastócitos e m moléstias que afetam as m e n i n g e s4 1
. E m relação aos nervos somáticos periféricos, ao contrário do que acontece com o sistema nervoso central, há vários trabalhos publicados mais recentemente. Os nervos periféricos constituem a parte do sistema nervoso mais rica e m mastócitos 4 1
> 4 2 > 5 8
. A maior parte destas con-siderações gerais sobre os mastócitos estão descritas em minúcias em
traba-lhos de atualização e monografias 6
> 3 2 . 3 8
> 4 3 > 4 9
>5 8 .
E m geral admite-se a independência genética entre o basófilo de tecido e o basófilo sangüíneo 3 8
. A evidência acumulada indica que estes dois tipos de célula são diferentes apesar de suas grandes semelhanças morfológicas, químicas e f u n c i o n a i s4 9
. O número dos basófilos sangüíneos é muito pe-queno, em média 0 . 4 5 % dos glóbulos brancos, aproximadamente 35 elemen-tos por m m cúbico38
e na medula óssea ainda são mais raros 1 3
numerosas características que distinguem os basófilos do sangue dos basófilos de t e c i d o1 3
.1 5 >1 7
. 2 2 \ 3 8
»4 9 . 6 6
. A o contrário dos mastócitos, o núcleo dos ba-sófilos sangüíneos é muitas vezes polimorfo. A s granulações apresentam tamanho muito variável dentro de uma mesma célula, freqüentemente se superpõem ao núcleo e são solúveis em água; as granulações dos basófilos de tecido são mais uniformes em seu tamanho e raramente se superpõem ao núcleo. Os granulos dos basófilos do sangue, assim como os dos basófilos de tecido, contém heparina e h i s t a m i n a1 9
. O basófilo do sangue é uma célula sobre a qual quase nada se sabe. O seu número aumenta e m pacien-tes com leucemia mielóide crônica, principalmente depois de radioterapia, e em algumas outras raras condições mórbidas. Estas células desaparecem do sangue periférico em condições inflamatorias agudas, tanto como os eosinófilos. Houve nestes últimos tempos um aumento do interesse pelo estudo dos basófilos sangüíneos na parte referente à composição química de suas granulações, à sua função e, particularmente, à sua relação com os
mas-tócitos e com as reações alérgicas 1
> 1 2 > 2 6
> 2 7 > 5 1
> 6 3 .
Os autores antigos e atuais não têm dado a devida consideração às células basófilas do L C Rl x
> 2 1 • 3 0
. 3 5 . 3 6
> 3 7
apenas havendo referências isoladas
e imprecisas na literatura3
. 7 , 4 5
. 4 6 . 5 2
- 5 4 , 5 6
. 5 9
. Para alguns pesquizado-res 7
. 5 2 .56
as células basófilas do L C R são mastócitos; para os demais auto-res aqui citados estas células são simplesmente assinaladas como basófilos. S c h m i d t5 5
, em seu tratado sobre L C R , não contribuiu para esclarecer o assunto ao afirmar "Auch einzelne basophile Leúkozyten (Mastzelle) lassen sich im Zellsediment finden". O propósito do presente trabalho é relatar os resultados de nossos estudos sobre as células basófilas do L C R .
M A T E R I A L E M É T O D O S
O m a t e r i a l é representado pela o b s e r v a ç ã o de 3 0 0 pacientes neurológicos com moléstias ou condições m ó r b i d a s diversas e m c u j o L C R foi verificada a presença destas células basófilas. O estudo do L C R incluiu o e x a m e físico, químico, reações de fixação de c o m p l e m e n t o para sífilis e cisticercose e o e x a m e citológico g l o b a l bem c o m o o diferencial pelo método d e Reis e P a l h a n o4 7
. A idade dos pacientes variou de 2 4 horas a 7 0 anos. E s t e m a t e r i a l foi analisado e m três a g r u p a m e n t o s , o primeiro reunindo os processos inflamatorios, o segundo os quadros de r e a ç ã o a corpo estranho, sendo o terceiro u m grupo heterogêneo.
R E S U L T A D O S
E m nossa experiência, os basófilos do L C R a p r e s e n t a m - s e sob a f o r m a arredon-dada, com o t a m a n h o m a i o r que o de u m a célula linfocitária porém sempre m e n o r que o de u m a célula monocitária m a d u r a . O seu núcleo pode ser único, com u m a simples chanfradura, porém m u i t a s v e z e s ele é polinucleado, até quatro divisões
(Fig. 1 ) . O s limites núcleocitoplasma são f r e q ü e n t e m e n t e m a l definidos. A s g r a -n u l a ç õ e s m e t a c r o m á t i c a s são r e l a t i v a m e -n t e peque-nas e u-niformes em seu t a m a -n h o , l i m i t a d a s apenas ao citoplasma, e x c e p c i o n a l m e n t e sobrepondo-se ao núcleo. Estes g r a n u l o s dispõem-se de m o d o c o m p a c t o dentro do citoplasma, podendo-se observar m u i t a s vezes u m a i m a g e m peculiar pela sua disposição e m f o r m a de colar de contas delimitando o bordo celular.
N o grupo dos pacientes com quadros inflamatorios diversos foi verificada a pre-sença de basófilos em p e r c e n t a g e m q u e variou de 0 . 1 a 1 8 % , predominando entre estes os casos de m e n i n g i t e linfocitária, meningo-encefalite e meningo-mielite, em que se supõe m u i t o p r o v á v e l a etiología por vírus. T a m b é m e m a l g u n s casos de meningite bacteriana a g u d a e crônica e e m a l g u n s casos de meningo-encefalite por criptococos foi o b s e r v a d a a presença destas células, porém e m geral e m pequeno número.
N o grupo dos pacientes com alterações do L C R devidas à reação a corpo estranho, m u i t a s vezes u m a r e a ç ã o imuno-alérgica, h a v i a c é l u l a s basófilas nos casos com parasitose do sistema nervoso central, e m p e r c e n t a g e m m á x i m a de 1 1 % , e nos casos de h e m o r r a g i a sub-aracnóide, e m p e r c e n t a g e m m á x i m a de 3 % . T a m b é m os basófilos foram observados no L C R de a l g u n s pacientes depois da insuflação de ar no espaço sub-aracnóide com finalidade de contraste radiológico, e m p e r c e n t a g e m que variou de 0 . 1 a 1 1 % .
N o terceiro grupo, que recebeu a d e n o m i n a ç ã o de heterogêneo, e que é consti-tuído e m sua m a i o r i a por pacientes que a p r e s e n t a r a m u m a encefalopatía a g u d a exteriorizada c l i n i c a m e n t e por crises c o n v u l s i v a s ( 3 8 casos) ou por cefaléia e / o u sinais e s i n t o m a s de hipertensão endocraniana ( 2 0 c a s o s ) , a p e r c e n t a g e m m á x i m a foi de 4 % . A l é m destas, h a v i a 1 0 o b s e r v a ç õ e s de l e u c e m i a do sistema nervoso central, na m a i o r i a l e u c e m i a mielóide crônica o u aguda, e m q u e a p e r c e n t a g e m de basófilos variou de 1 a 1 9 % . Os casos restantes deste grupo incluíam várias enti-dades neurológicas e condições m ó r b i d a s porém e m números pequenos p a r a serem considerados.
E m sete pacientes foi feito o estudo c o m p a r a t i v o s i m u l t â n e o do s a n g u e tendo sido verificado que a p e r c e n t a g e m dos basófilos variou de 0 a 1 . 0 % , enquanto que no L C R os basófilos se a p r e s e n t a v a m e m percentagens de 2 . 5 a 7 . 0 % . Estes resul-tados s u g e r e m a o r i g e m l e p t o m e n í n g e a destas células.
A presença dos basófilos no L C R é de d u r a ç ã o efêmera. E m 1 2 pacientes em que f o r a m feitos e x a m e s seriados os basófilos desapareceram m u i t o r a p i d a m e n t e depois da f a s e a g u d a do processo inflamatorio o u da reação ao corpo estranho. U m a paciente com u m quadro a g u d o de mielite e com 1 8 % de basófilos no L C R não mais a p r e s e n t a v a estas células depois de u m a s e m a n a .
A s células eosinófilas e plasmocitárias a p r e s e n t a m - s e m u i t o freqüentemente asso-ciadas aos basófilos, observando-se que esta correlação atingiu 8 6 % em referência aos eosinófilos e 5 3 % e m r e l a ç ã o às células plasmocitárias entra os pacientes com alterações do L C R de r e a ç ã o a corpo estranho, sugerindo u m m e c a n i s m o de defesa do sistema retículo-endotelial4 4
,6 1 .
C O M E N T Á R I O S
Estes estudos mostram que as células basófilas do L C R são morfológica-mente identificáveis com os basófilos do sangue, mast-leucócitos. Entretanto, a falta de correlação percentual entre L C R e sangue está a sugerir que estes basófilos têm a sua origem nas leptomeninges e, neste sentido, são basófilos de tecido. T a m b é m deve-se pensar na possibilidade de estarem presentes no L C R alguns mastócitos entre os basófilos.
O quadro das alterações do L C R que sugere uma reação imuno-alérgica é indicado pela presença de eosinófilos e células plasmocitárias. A verifi-cação da estreita correlação dos basófilos com estas células parece indicar a sua participação neste quadro citológico, em sua fase aguda.
R E S U M O
( m a s t ó c i t o ) n o L C R . O p r o p ó s i t o d o p r e s e n t e t r a b a l h o f o i o d e r e l a t a r os r e s u l t a d o s d o s e s t u d o s s o b r e o s b a s ó f i l o s d o L C R .
O m a t e r i a l é c o n s t i t u í d o p e l a s o b s e r v a ç õ e s d e 3 0 0 p a c i e n t e s n e u r o l ó g i c o s c o m m o l é s t i a s o u c o n d i ç õ e s m ó r b i d a s d i v e r s a s e m c u j o L C R f o i a s s i n a l a d a a p r e s e n ç a d e s t a s c é l u l a s b a s ó f i l a s . O s r e s u l t a d o s d e s t e s e s t u d o s p e r m i t i r a m a s e g u i n t e s c o n c l u s õ e s : 1) o s b a s ó f i l o s d o L C R s ã o m o r f o l o g i c a m e n t e i d e n -tificáveis c o m o s b a s ó f i l o s s a n g ü í n e o s ; 2) a f a l t a d e c o r r e l a ç ã o p e r c e n t u a l
e n t r e as c é l u l a s d o L C R e s a n g u e s u g e r e q u e e s t e s b a s ó f i l o s t ê m a s u a o r i -g e m n a s l e p t o m e n i n -g e s e, n e s t e s e n t i d o , s ã o b a s ó f i l o s d e t e c i d o ; 3) d e v e s e r c o n s i d e r a d a a h i p ó t e s e d a p r e s e n ç a s i m u l t â n e a d e b a s ó f i l o e d e m a s t ó c i t o n o L C R ; 4) o s b a s ó f i l o s f o r a m e n c o n t r a d o s n o L C R d e n u m e r o s o s p a c i e n t e s c o m p r o c e s s o s i n f l a m a t ó r i o s a g u d o s d o s i s t e m a n e r v o s o c e n t r a l , p a r t i c u l a r
-m e n t e n a s -m e n i n g i t e s l i n f o c i t á r i a s , -m e n i n g o - e n c e f a l i t e s e -m e n i n g o - -m i e l i t e s , e m p e r c e n t a g e m q u e v a r i o u d e 0 . 1 a 1 8 % ; 5) e m m u i t o s c a s o s e m q u e e x i s t e u m q u a d r o a g u d o d e a l t e r a ç õ e s d o L C R c o n s e q ü e n t e s à r e a ç ã o a c o r p o e x t r a n h o , tais c o m o c a s o s d e p a r a s i t o s e s d o s i s t e m a n e r v o s o c e n t r a l , d e h e m o r r a g i a e d e I n s u f l a ç ã o d e a r n o e s p a ç o s u b - a r a c n ó i d e , o s b a s ó f i l o s f o r a m
o b s e r v a d o s e m p e r c e n t a g e m q u e v a r i o u d e 0 . 1 a 1 1 % ; 6) e m m u i t o s d e s t e s p a c i e n t e s , n o s q u a i s é p r o v á v e l h a v e r u m a r e a ç ã o i m u n o - a l é r g i c a , o s e o s i n ó ¬ filos e as c é l u l a s p l a s m o c i t á r i a s e s t a v a m p r e s e n t e s e m a s s o c i a ç ã o c o m o s b a s ó f i l o s ; 7) a p r e s e n ç a d o s b a s ó f i l o s n o L C R é d e d u r a ç ã o e f ê m e r a d u r a n t e o c u r s o d a m o l é s t i a o u c o n d i ç ã o m ó r b i d a ; 8) h a b i t u a l m e n t e o s b a s ó
-filos a p a r e c e m e m c a s o s c o m p l e o c i t o s e , m a s n ã o é e x c e p c i o n a l o a c h a d o d e s t a s c é l u l a s c o m c o n t a g e m g l o b a l n o r m a l ; 9) a i n d a n a d a s e s a b e s o b r e a s i g n i f i c a ç ã o d o s b a s ó f i l o s n o L C R e m r e l a ç ã o c o m as m o l é s t i a s d o s i s t e m a n e r v o s o c e n t r a l , a s s u n t o q u e c o n s t i t u i c a m p o a b e r t o p a r a p e s q u i s a c l í n i c a e i n v e s t i g a ç ã o e x p e r i m e n t a l ; 10) s e r i a t e n t a d o r s u g e r i r q u e a p r e s e n ç a d o s
b a s ó f i l o s n o L C R f a ç a p a r t e d a s a l t e r a ç õ e s c i t o l ó g i c a s i n d i c a d o r a s d e r e a ç ã o i m u n o - a l é r g i c a e m s u a f a s e a g u d a .
S U M M A R Y
The basophil granulocytes in the cerebrospinal fluid
T h e r e f e r e n c e s t o the b a s o p h i l t y p e o f g r a n u l o c y t e o f t h e a b n o r m a l c e r e b r o s p i n a l f l u i d a r e s t r i c t l y l i m i t e d a n d d e f i c i e n t . S o m e a u t h o r s d e s c r i b e t h e m as t i s s u e b a s o p h i l s ( m a s t c e l l s ) s t a t i n g t h a t t h e r e a r e n o b a s o p h i l
g r a n u l o c y t e s in t h e s p i n a l f l u i d . T h e p u r p o s e o f this p a p e r is t o c o n t r i b u t t o t h e s t u d y o f this s u b j e c t . T h e m a t e r i a l o f t h e s t u d y c o n s i s t e d o f the c l i n i c a l r e c o r d s o f 300 n e u r o l o g i c p a t i e n t s w h o s e s p i n a l f l u i d c y t o l o g i c e x a -m i n a t i o n s r e v e a l e d t h e b a s o p h i l s . T h e r e s u l t s o f t h e s e s t u d i e s s h o w e d t h a t t h e b a s o p h i l s o f t h e c e r e b r o s p i n a l f l u i d a n d t h e b l o o d b a s o p h i l s a r e m o r p h o
litis, a n d m e n i n g o m y e l i t i s , t h e b a s o p h i l s r a n g e d b e t w e e n 0 . 1 a n d 18 p e r c e n t .
I n t h e c a s e s o f p u r u l e n t a n d t u b e r c u l o u s m e n i n g i t i s t h e b a s o p h i l s w e r e
o b s e r v e d in a l e s s e r n u m b e r ( 0 . 1 t o 5 p e r c e n t ) . I n t h e g r o u p o f p a t i e n t s
w i t h c h a n g e s i n t h e c e r e b r o s p i n a l f l u i d d u e t o s u b a r a c h n o i d h e m o r r h a g e ,
b r a i n c y s t i c e r c o s i s a n d a i r i n j e c t e d i n t o t h e s u b a r a c h n o i d a l s p a c e ( G r o u p 2 ) ,
t h e b a s o p h i l s r a n g e d b e t w e e n 0 . 1 a n d 11 p e r c e n t . I n s e v e r a l p a t i e n t s p l a s m a
c e l l s a n d e o s i n o p h i l s w e r e f r e q u e n t l y o b s e r v e d in a s s o c i a t i o n w i t h t h e b a s o p h i l
l e u c o c y t e s . T h e r e w a s a g o o d c o r r e l a t i o n b e t w e e n b a s o f i l s a n d e o s i n o p h i l s
in t h e g r o u p o f p a t i e n t s w i t h p r o b l a b l e i m m u n e - a l l e r g i c r e a c t i o n s ( G r o u p 2 ) .
B a s o p h i l s d i s a p p e a r r a p i d l y f r o m t h e s p i n a l f l u i d a f t e r t h e o n s e t o f t h e
d i s e a s e . U s u a l l y b a s o p h i l s a r e s e e n in c a s e s w i t h s p i n a l f l u i d p l e o c y t o s i s ,
b u t it is n o t u n c o m m o n t o o b s e r v e t h e m in c a s e s w i t h n o r m a l c e l l c o u n t .
W e k n o w n o t h i n g a b o u t t h e m e a n i n g o f t h e s p i n a l f l u i d b a s o p h i l in
r e l a t i o n t o c e n t r a l n e r v o u s s y s t e m d i s e a s e s a n d t h i s is a f i e l d o p e n t o c l i n i c a l
a n d e x p e r i m e n t a l i n v e s t i g a t i o n s . I t w o u l d b e t e m p t i n g t o s u g g e s t t h a t b a s o
-p h i l s d o a -p -p e a r in t h e s -p i n a l f l u i d a s -p a r t o f t h e c y t o l o g i c c h a n g e s w h i c h
p o i n t o u t t o a n i m m u n e - a l l e r g i c r e a c t i o n in its a c u t e p h a s e .
R E F E R Ê N C I A S
1 . A C K E R M A N , G A . — C y t o c h e m i c a l p r o p e r t i e s o f t h a b l o o d b a s o p h i l i c g r a n u l o -c y t e . A n n . N . Y . A -c a d . S -c i . 1 0 3 : 3 7 6 , 1 9 6 3 .
2 . A R I E N S - K A P P E R S , J. & c o l . ( 1 9 5 8 ) — R e s u m o in M u l t i p l e S c l e r o s i s A b s t r a c t n.º 4 3 , 4 : 1 1 , 1 9 5 9 .
3 . A R M I N A N T E , J. C . — C o n s i d e r a ç õ e s s o b r e o e x a m e c i t o l ó g i c o e s p e c í f i c o d o l í q u i d o c e f a l o r r a q u e a n o . A r q . A s s i s t . P s i c o p a t a s ( S ã o P a u l o ) 2 1 : 1 0 1 , 1 9 5 5 . 4 . B E N D I T T , E . P . ; W O N G , R . L . ; A R A S E , M . & R O E P E R , E . — 5 - H y d r o x y t r y p t a ¬
m i n e i n m a s t c e l l s . P r o c . S o c . E x p . B i o l . ( N e w Y o r k ) 9 0 : 3 0 3 , 1 9 5 5 .
5 . B E N D I T T , E . P . — M o r p h o l o g y , c h e m i s t r y a n d f u n c t i o n o f m a s t c e l l s . A n n . N . Y . A c a d . S c i . 7 3 : 2 0 4 , 1 9 5 7 .
6 . B E N D I T T , E . P . & L A G U N O F F , D . — T h e m a s t c e l l s : i t s s t r u c t u r e a n d f u n t i o n . P r o g r . A l l e r g y 8 : 1 9 5 , 1 9 6 4 .
7 . B I S C H O F F , A . — D e r d e r z e i t i g e S t a n d d e r L i q u o r - C y t o d i a g n o s t i k . S c h w e i z . M e d . W s c h r . 9 0 : 4 7 9 , 1 9 6 0 .
8 . B I S C H O F F , A . & W I L L I , H . — E r g e b e n i s s e d e r L i q u o r c y t o d i a g n o s t i k b e i m N e u g e b o r e n e n u n d S á u g l i n g . H e l v e t i c a P a e d i a t . A c t a 1 7 : 2 4 , 1 9 6 2 .
9 . B I S C H O F F , A . — L ' e x a m e n c y t o l o g i q u e d u l i q u i d e c é p h a l o r a c h i d i e n p a r l a m é t h o d e d e s é d i m e n t a t i o n e t d e f i l t r a t i o n . É t u d e d e 5.000 c a s . R e v . N e u r o l . ( P a r i s ) 1 0 8 : 5 6 7 , 1 9 6 3 .
1 0 . B O W S H E R , D — C e r e b r o s p i n a l F l u i d D y n a m i c s in H e a l t h a n d D i s e a s e . C h a r l e s C. T h o m a s , S p r i n g f i e l d ( I l l i n o i s ) , 1 9 6 0 .
1 1 . B O Y D , W . — D i f f u s e t u m o r s o f m e n i n g e s . A m . J. P a t h . 1 : 5 8 3 , 1 9 2 5 .
1 2 . C H A N , B . S. T . — U l t r a s t r u c t u r a l c h a n g e s i n g u i n e a - p i g b o n e m a r r o w b a s o p h i l s d u r i n g a n a p h y l a x i s . I m m u n o l o g y 2 3 : 2 1 5 , 1 9 7 2 .
1 3 . D O A N , C . A . & R E I N H A R T , H . L . — T h e b a s o p h i l g r a n u l o c y t e , b a s o p h i l c y t o s i s , a n d m y e l o i d l e u k e m i a , b a s o p h i l a n d " m i x e d g r a n u l e " t y p e s . A m . J. C l i n . P a t h . 1 1 : 1 , 1 9 4 1 .
1 4 . E H R L I C H , P . — c i t . p o r R I L E Y4 9 .
1 5 . F E R R A T A , A . — L e E m o p a t i e . S. E . L i b r a r i a , M i l a n o , 1 9 3 3 . V o l . 1, P . I . 1 6 . F I S C H E R , O . ( 1 9 0 6 ) — C i t . p o r S A Y K , J.5 2
.
1 7 . F O R K N E R , C . E . — L e u k e m i a a n d A l l i e d D i s o r d e r s . M a c M i l l a n , N e w Y o r k , 1 9 3 8 . 1 8 . F R I G U G L I E T T I , D . ; Z O R L I N I , G . ; B R A G A , F.; R E I S F I L H O , I.; B E I , A . ; R A
1 9 . G R A H A M , H . T . & c o l . ( 1 9 5 2 - 1 9 5 5 ) — C i t . p o r B E N D I T T , E . P . e c o l .4 . 2 0 . G R E E N , J. P . — H i s t a m i n e a n d t h e n e r v o u s s y s t e m . F e d e r a t i o n P r o c . 2 3 : 1 0 9 5 ,
1 9 6 4 .
2 1 . G R E E N F I E L D , J. G . & C A R M I C H A E L , E . A . — T h e C e r e b r o s p i n a l F l u i d i n C l i n i c a l D i a g n o s i s . M a c M i l l a n , L o n d o n , 1 9 2 5 .
2 2 . H A D E N , R . L . — P r i n c i p l e s o f H e m a t o l o g y . L e a & F e b i g e r , P h i l a d e l p h i a , 1 9 4 0 .
2 3 . H O L M G R E N , H . & W I L A N D E R , O . ( 1 9 3 7 ) — C i t . p o r R I L E Y , J. F .4 9
2 4 . H U M P H R E Y , J. H . — In T i s s u e M a s t C e l l s in I m m u n e R e a c t i o n s — R . K e l l e r . K a r g e r , B a s e l , 1 9 6 6 . F o r w o r d .
2 5 . H U M P R E Y , J. H . & W H I T E , R . G. — I n m u n o l o g i a M é d i c a . T r a d u ç ã o c a s t e l h a n a . T o r a y , B a r c e l o n a , 1 9 6 4 .
2 6 . I S H I Z A K A , K . ; T O M I O K A , H . & I S H I Z A K A , T . — M e c h a n i s m s o f p a s s i v e s e n s i -t i z a -t i o n , i. P r e s e n c e o f I g E a n d I g G m o l e c u l e s o n h u m a n l e u c o c y -t e s . J. I m m u n o l . 1 0 5 : 1 4 5 9 , 1 9 7 0 .
2 7 . I S H I Z A K A , T . ; B E R N A R D O , R . ; T O M I O K A , H . ; L I C H T E N S T E I N , L . M . & I S H I -Z A K A , K . — I d e n t i f i c a t i o n o f b a s o p h i l g r a n u l o c y t e s a s a s i t e o f a l l e r g i c h i s t a m i n e r e l e a s e . J. I m m u n o l . 1 0 8 : 1 0 0 0 , 1 9 7 2 .
2 8 . J A Q U E S , L . B . & W A T E R S , E . T . — T h e i d e n t i t y a n d o r i g i n o f t h e a n t i c o a g u l a n t o f a n a p h y l a c t i c s h o k i n t h e d o g . J. P h y s i o l . 9 9 : 4 5 4 , 1 9 4 1 .
2 9 . J O R P E S , J. E . ; H O L M G R E N , H . & W I L A N D E R , O . — C i t . p o r R I L E Y , J. F .4 9 . 3 0 . K A F K A , V . — D i e Z e r e b r o s p i n a l f l ü s s i g k e i . F . D e u t i c k e , L e i p z i g , 1 9 3 0 .
3 1 . K E L L E R , R . — B i o c h e m i s c h e E i g e n s c h a f t e n u n d p h y s i o l o g i s c h e B e d e u t u n g d e r G e w e b e m a s t z e l l e n . S c h w e i z . M e d . W s c h r . 9 0 : 5 0 3 , 1 9 6 0 .
3 2 . K E L L E R , R . — T i s s u e M a s t C e l l s in I m m u n e R e a c t i o n s . K a r g e r , B a s e l , 1 9 6 6 . 3 3 . K E L S A L L , M . A . & L E W I S , P . — M a s t c e l l s i n t h e b r a i n . F e d e r a t i o n P r o c . 2 3 :
1107, 1 9 6 4 .
3 4 . K U B I E , L . S. & S C H U L T Z , G . M . — V i t a l a n d s u p r a v i t a l s t u d i e s o f t h e c e l l s o f t h e c e r e b r o s p i n a l f l u i d a n d o f t h e m e n i n g e s in c a t s . B u l l . J o h n s H o p k i n s H o s p . 3 7 : 9 1 , 1 9 2 5 .
3 5 . L E V I N S O N , A . — C e r e b r o s p i n a l F l u i d in H e a l t h a n d D i s e a s e . K i m p t o n , L o n d o n , 1 9 2 9 .
3 6 . L U P S , S. & H A A N , A . M . F . H . — T h e C e r e b r o s p i n a l F l u i d . E l s e v i e r , A m s t e r d a m , 1 9 5 4 .
3 7 . M E R R I T T , H . H . & F R E M O N T - S M I T H , F . — T h e C e r e b r o s p i n a l F l u i d . W . B . S a u n d e r s , P h i l a d e l p h i a , 1 9 3 8 .
3 8 . M I C H E L S , N . A . ( 1 9 3 8 ) — T h e M a s t C e l l s . In D o w n e y ' s H a n d b o o k o f H e m a t o -l o g y . R e - e d i t a d o i n P a d a w e r ' s M a s t C e -l -l s a n d B a s o p h i -l s . A n n . N . Y . A c a d . S c i . 1 0 3 : A p e n d i x , 1 9 6 3 .
3 9 . M O T A , I. — C o n t r i b u i ç ã o a o e s t u d o d a c i t o f i s i o l o g i a d o s m a s t ó c i t o s : c o m p o r t a -m e n t o d e s s a s c é l u l a s n o r a t o , n o s c h o q u e s a n a f i l á t i c o p e p t ô n i c o e p e l o c o -m p o s t o " 4 8 / 8 0 " . T e s e . F a c u l d a d e d e M e d i c i n a d a U n i v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o , B r a s i l , 1 9 5 3 . 4 0 . M O T A , I. — M a s t c e l l s a n d a n a p h y l a x i s . A n n . N . Y . A c a d . S c i . 1 0 3 : 2 6 4 , 1 9 6 3 . 4 1 . O L S S O N , Y . — M a s t c e l l s i n t h e n e r v o u s s y s t e m . I n t . R e v . C y t o l . 2 4 : 2 7 , 1 9 6 8 . 4 2 . O L S S O N , Y . — M a s t c e l l s in I N H - i n d u c e d n e u r o p a t h y o f t h e r a t . A c t a N e u r o l .
S c a n d i n a v . 4 4 : 4 5 7 , 1 9 6 8 .
4 3 . P A D A W E R , J. — M a s t c e l l s a n d b a s o p h i l s . A n n . N . Y . A c a d . S c i . 1 0 3 : 1 - 4 9 2 , 1 9 6 3 .
4 4 . P E T E R , A . — A n g a b e n z u d e n l i q u o r c y t o l o g i s c h e n R e a k t i o n s f o r m e n d e s R E S d e s N e r v e n s y s t e m s . In S y m p o s i u m ü b e r d e n L i q u o r c e r e b r o s p i n a l i s . W i e n e r Z e i t . f . N e r v e n h e i k . , S u p . 1, S p r i n g e r , W i e n , 1 9 6 6 .
4 5 . R A V A U T , P . & B O U L I N , R . — L a c y t o l o g i e d u l i q u i d e c é p h a l o r a c h i d i e n d e s s y p h i l i t i q u e s . A n n . D e r m . S y p h . 8 : 6 8 1 , 1 9 2 7 .
4 6 . R E H M , O . — A t l a s d e r Z e r e b r o s p i n a l f l ü s s i g k e i t . F i s c h e r , J e n a , 1 9 3 2 .
4 7 . R E I S , J. B . & P A L H A N O , D . P . — T é c n i c a d a c o n c e n t r a ç ã o , p r e p a r a ç ã o d o e s f r e g a ç o e c o l o r a ç ã o d a s c é l u l a s d o l í q u i d o c e f a l o r r a q u e a n o . O H o s p i t a l ( R i o d e J a n e i r o ) 7 3 : 1 1 3 , 1 9 6 8 .
4 8 . R I L E Y , J. F . & W E S T , G . B . — P r e s e n c e o f h i s t a m i n e i n t i s s u e m a s t c e l l s . J. P h y s i o l . 1 2 0 : 5 2 8 , 1 9 5 3 .
5 0 . R O C H A E S I L V A , M . ; S C R O G G I E , A . E . ; F I D L A R , E . & J A Q U E S , L . B . — L i b e r a t i o n o f h i s t a m i n e a n d h e p a r i n b y p e p t o n e f r o m t h e i s o l a t e d d o g ' s l i v e r . P r o c . S o c . E x p . B i o l . ( N e w Y o r k ) , 6 4 : 1 4 1 , 1 9 4 7 .
5 1 . S A M P S O N , D . & A R C H E R , G. T . — R e l e a s e o f h i s t a m i n e f r o m h u m a n b a s o p h i l s . B l o o d 2 9 : 7 2 2 , 1 9 6 7 .
5 2 . S A Y K , J. — C y t o l o g i e d e r C e r e b r o s p i n a l f l ü s s i g k e i t . F i s c h e r , J e n a , 1 9 6 0 . 5 3 . S C H I F F E R , D . ; C O S N A Z Z O , A . ; F A B I A N I , A . & M O N T I C O N E , G. F. — T h e m a s t
c e l l s i n m e n i n g i o m a s a n d t h e i r r e l a t i o n s h i p w i t h c a l c i f i c a t i o n . S c h w e i z . A r c h . N e u r o l . N e u r o c h i r . P s y c h i a t . 1 0 1 : 7 2 , 1 9 6 8 .
5 4 . S C H M I D T , R . M . — D i e L i q u o r c y t o l o g i e i n d e r n e u r o l o g i s c h - p s y c h i a t r i s c h e n D i a g n o s t i k . W i e n e r K l i n . W s c h r . 7 3 : 2 2 4 , 1 9 6 1 .
5 5 . S C H M I D T , R . M . — D e r L i q u o r c e r e b r o s p i n a l i s . V o l k u n d G e s u n d h e i t , B e r l i n , 1 9 6 8 .
5 6 . S C H Ö N E N B E R G , H . — D e r L i q u o r c e r e b r o s p i n a l i s i m K i n d e s a l t e r . G . T h i e m e , S t u t t g a r t , 1 9 6 0 .
5 7 . S I M P S O N , W . L . — D i s t r i b u t i o n o f m a s t c e l l s a s a f u n c t i o n o f a g e a n d e x p o s u r e t o c a r c i n o g e n i c a g e n t s . A n n . N . Y . A c a d . S c i . 1 0 3 : 4 , 1 9 6 3 .
5 8 . S M I T H , D . E . — T h e t i s s u e m a s t c e l l . I n t . R e v . C y t o l . 1 4 : 3 2 7 , 1 9 6 3 .
5 9 . S P R I G G S , I. A . — M y e l o i d c e l l s i n c e r e b r o s p i n a l f l u i d . J. N e u r o l . N e u r o s u r g . P s y c h i a t . 2 1 : 3 0 5 , 1 9 5 8 .
6 0 . S P R I G G S , A . I. & B O D D I N G T O N , M . M . — L e u k a e m i c c e l l s i n c e r e b r o s p i n a l f l u i d . B r i t . J. H a e m a t . 5 : 8 3 , 1 9 5 9 .
6 1 . S T A E M M L E R , M . ( 1 9 2 1 ) — C i t . p o r D O A N , C. A . & R E I N H A R T , H . L .1 3. 6 2 . S T U A R T , E . G. ( 1 9 5 2 ) — C i t . p o r M O T A , I .4 0
6 3 . S U L L I V A N , A . L . ; G R I M L E Y , P . M . & M E T Z G E R , H . — E l e c t r o n m i c r o s c o p i c l o c a l i z a t i o n o f i m m u n o g l o b u l i n E o n t h e s u r f a c e m e m b r a n e o f h u m a n b a s o p h i l s . J. E x p . M e d . 1 3 4 : 1 4 0 3 , 1 9 7 1 .
6 4 . S Z É C S I , S. ( 1 9 1 1 ) — C i t . p o r S A Y K , J.5 2.
6 5 . W I C H M A N N , B . E . ( 1 9 5 5 ) — C i t . p o r S M I T H , D . E .5 8.
6 6 . W I N T R O B E , M . M . — C l i n i c a l H e m a t o l o g y . L e a & F e b i g e r , P h i l a d e l p h i a , 1 9 4 6 .