• Nenhum resultado encontrado

Índice de massa corporal como fator prognóstico para fratura da extremidade proximal do fêmur: um estudo de caso-controle.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Índice de massa corporal como fator prognóstico para fratura da extremidade proximal do fêmur: um estudo de caso-controle."

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

Original

Índice

de

massa

corporal

como

fator

prognóstico

para

fratura

da

extremidade

proximal

do

fêmur:

um

estudo

de

caso-controle

Renato

Cavanus

Pagani

a

,

Rodrigo

Ernesto

Kunz

b,∗

,

Ricardo

Girardi

b

e

Marcelo

Guerra

a,c

aUniversidadeLuteranadoBrasil(ULBRA),Canoas,RS,Brasil

bHospitalUniversitário,UniversidadeLuteranadoBrasil(ULBRA),Canoas,RS,Brasil cUniversidadeFederaldoRiodeJaneiro(UFRJ),RiodeJaneiro,RJ,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem19dejulhode2013 Aceitoem27deagostode2013 On-lineem6deagostode2014

Palavras-chave: Fraturadequadril Idoso

Índicedemassacorporal

r

e

s

u

m

o

Objetivos:Compararoíndicedemassacorporal(IMC)depacientescomfraturada extremi-dadeproximaldofêmurcomoIMCdepacientessemhistóriapréviadefraturas.

Métodos:Investigamospacientesdeambosossexos,com65anosoumais,internadosno HospitalIndependência,noHospitalBeneficênciaPortuguesaenoHospitalUniversitário Ulbra,dedezembrode2007adezembrode2010,comhistóriadetraumadebaixaenergia, como,porexemplo,quedasdaprópriaaltura,emrelac¸ãoaospacientesdamesmaidade esemhistóriapréviadefraturasdaextremidadeproximaldofêmur(n=89)atendidosno servic¸oambulatorialdegeriatriadaSociedadePorto-AlegrensedeAuxílioaosNecessitados (Spaan).

Resultados: Afaixaetáriadospacientescomfraturada extremidadeproximaldofêmur varioude 65a96 anos(média:77,58).Oprincipaltipodefraturafoiatrocantérica(47; 62,2%),seguidadadocolodefêmur(27;36%).Entreospacientesqueapresentaram fra-turadaextremidadeproximaldofêmur,12%tinhambaixopeso,62,7%,pesonormal,24%, sobrepesoe1,3%,obesidade.Entreospacientessemhistóriadefratura,5,6% apresenta-rambaixopeso,43,8%,pesonormal,33,7%,sobrepesoe9,8%,obesidade.Verificou-sequeos pacientescomfraturasdaextremidadeproximaldofêmur(n=75)apresentaramIMCmédio de22,6,enquantoospacientessemfraturasapresentaramIMCmédiode25,5.

Conclusão:Ospacientesdogrupocomfraturasãosignificativamentemaisaltosdoqueos dogruposemfraturaeapresentamIMCsignificativamenteinferioraodogruposemfratura. ©2014SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Todososdireitosreservados.

TrabalhodesenvolvidonoHospitalIndependência,noHospitalBeneficênciaPortuguesaenoHospitalUniversitáriodaUlbra,Canoas, RS,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](R.E.Kunz). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2013.08.011

(2)

Body

mass

index

as

a

prognostic

factor

for

fracturing

of

the

proximal

extremity

of

the

femur:

a

case-control

study

Keywords: Hipfracture Elderlyperson Bodymassindex

a

b

s

t

r

a

c

t

Objectives:Tocomparethebodymassindex(BMI)ofpatientswithfracturingoftheproximal extremityofthefemurwiththeBMIofpatientswithoutanyprevioushistoryoffractures. Methods: Weinvestigatedpatientsofbothsexes,aged65yearsorover,whowereadmitted toHospitalIndependência,HospitalBeneficênciaPortuguesaorULBRAUniversityHospital, betweenDecember2007andDecember2010,withhistoriesoflow-energytraumasuchas fallingfromastandingposition.Theseindividualswerecomparedwithpatientsofthesame agebutwithoutanyhistoryoffracturingoftheproximalextremityofthefemur(n=89),who wereattendedatthegeriatricsoutpatientclinicoftheSociedadePorto-AlegrensedeAuxílio aosNecessitados(SPAAN).

Results: Theagegroupofthepatientswithfracturingoftheproximalextremityofthe femurrangedfrom65to96years(mean:77.58).Themaintypeoffracturewastrochanteric (47;62.2%),followedbyfemoralneckfractures(27;36%).Amongthepatientswhopresented fracturingoftheproximalextremityofthefemur,12%hadlowweight;62.7%,normalweight; 24%,overweight;and1.3%,obesity.Amongthepatientswithoutanyhistoryoffractures, 5.6%presentedlowweight;43.8%,normalweight;33.7%,overweight;and9.8%,obesity.It wasobservedthatthepatientswithfracturingoftheproximalextremityofthefemur(n=75) presentedameanBMIof22.6,whilethepatientswithoutfracturespresentedameanBMI of25.5.

Conclusion: Thepatientsinthegroupwithfracturesweresignificantlytallerthanthosein thegroupwithoutfracturesandpresentedsignificantlylowerBMIthanthoseinthegroup withoutfractures.

©2014SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.Allrightsreserved.

Introduc¸ão

Afraturadaextremidadeproximaldofêmuréumadaslesões traumáticas mais comuns na atualidade, não apenas por causadasuaaltaincidêncianapopulac¸ãoidosa,mastambém porcausadamorbidadeedamortalidadequeaacompanham. Estima-sequeaincidênciadefraturadequadril aumen-tarádramaticamentenospróximos20anos.Oaumentoserá maisevidenteempessoascom85anosoumais.1Estima-se

quenoveemcada10fraturasdoquadrilocorramem indiví-duoscommaisde65anos.2Para2050,aOrganizac¸ãoMundial

deSaúde(OMS)prevêumaincidênciaanualde6,26milhões defraturas.3

Asfraturasdaextremidadeproximaldofêmursãoum pro-blemadesaúdepúblicaemtodoomundo.4,5Alémdaaltataxa

demortalidade,ospacientesnecessitamdecuidadosmédicos intensivosereabilitac¸ãofuncionalporlongosperíodos.6

Elas estão associadas a uma considerável incapacidade funcional,diminuic¸ãodaindependência,daqualidadedevida e,principalmente,aumareduc¸ãonaexpectativadevida.7,8

As fraturas da extremidade proximal do fêmur são as da cabec¸a, do colo, da região trocanteriana e da região subtrocanteriana.9

Observa-se que essa fratura na populac¸ão idosa é cau-sada,geralmente,portraumaspequenosenãointencionais, comoas quedasda própriaaltura, queocorrempor debili-dadedecorrentedasenescência,eaindadependemdefatores

extrínsecos.10Umarelac¸ãobemdocumentadasugerequeo

índicedemassacorporal(IMC)sejaumfatorprognóstico sig-nificativoparafraturadoquadril.

Nessecontexto,asfraturasdefêmurproximalpodemestar associadasabaixosIMCs,consideradoscomofatoresderisco. AlgunsautoresreferemumIMCidealde25-27,4kg/m2.Índices menores doqueesse sãoconsideradosimportantesfatores prognósticosdemortalidadeentrepacientesjovenseidosos hospitalizados.11

Suspeita-sequeaobesidadeconfiraprotec¸ãocontraa fra-tura,masosmecanismosdeconduc¸ãodessaassociac¸ãoainda permanecemmalcompreendidos.12

Oestrogêniopodeprotegercontrafraturasdequadrilde diversas maneiras: aumentaaresistênciaóssea, melhoraa func¸ão neuromuscular, modifica a deposic¸ão de gordurae melhoraaspropriedadesviscoelásticasdetecidosmoles.13

Algumashipótesespossíveisparaummaiorriscode fra-turadequadrilentreidososmagros:opapeldotecidoadiposo na produc¸ãode estrogênio,o qualreduz o riscode fratura dequadril;maiorpesoaumentaatensãomecânicanoosso eestimulaaremodelac¸ãoóssea;eobaixopesopodeserum indicadordesaúdedebilitada,queéporsisóumfatorderisco paraquedasefraturas.

(3)

própriaaltura,emrelac¸ãoaospacientesdamesma idadee semhistóriapréviadefraturadaextremidadedofêmur pro-ximalatendidosnoservic¸oambulatorialdegeriatriadoSpaan.

Material

Trata-sedeumapesquisacientíficadotipocaso-controle,na qualforamestudados75pacientesinternadosdedezembrode 2007adezembrode2010,porcausadefraturadaextremidade proximaldofêmur.

Ospacientesforamselecionadosdeacordocomos seguin-tescritérios:idadeigualousuperiora65 anos;diagnóstico dainternac¸ãorelativoàfraturadaextremidadeproximaldo fêmur;ecomhistóriadetraumadebaixaenergia,como,por exemplo,quedasdaprópriaaltura.

Oscritériosdeexclusãoforampacientescomfraturas pato-lógicasefratura distaleda diáfisedofêmur,que sofreram traumade alta energia, abaixodos65 anos, portadores de condic¸õesespecíficasqueacentuamaperdadamassaóssea eusuáriosdedrogasquecausamreduc¸ãodamassaóssea.

Métodos

Os pacientes estudados foram comparados com umgrupo depacientesdamesma idade,semfraturadofêmur proxi-mal(n=89),atendidosnoservic¸oambulatorialdegeriatriado Spaan.

Dados como peso e altura foram verificados nos pron-tuários ou fornecidos pelos pacientes pela dificuldade de avaliac¸ãodospacientesacamados.Foramregistradostambém dadoscomoidade,sexo,tipodefratura(transtrocanteriana, subtrocanteriana ecolode fêmur) emecanismo da fratura (quedas).

OIMCfoicalculadocomadivisãodopesoemquilogramas pelaalturaemmetrosaoquadrado.QuatrocategoriasdeIMC foramcriadas:baixopeso(<18,5kg/m2),pesonormal (18,5-25kg/m2),sobrepeso(25-30kg/m2)eobesidade(>30kg/m2).

Osdadosforam analisadospormeiodetabelas,gráficos eestatísticadescritiva.Osseguintestestesestatísticosforam feitos:

- Testequi-quadradoparaaverificac¸ãodeassociac¸ão signifi-cativaentreasvariáveisqualitativaseosgruposdeestudo (comfraturaesemfratura),bemcomosomenteparaogrupo comfratura,paraaverificac¸ãodeassociac¸ãodotipode fra-turacomasoutrasvariáveis;

- TestetdeStudentparaacomparac¸ãodeidade,altura,peso eIMCmédiosentreosgruposdeestudo(comfraturaesem fratura).

Paratodosostestesacimacitados,oníveldesignificância máximoassumidofoide5%(p≤ 0,05)eosoftwareusadopara aanáliseestatísticafoioSPSSversão10.0.

Osdadosforamarmazenadosemumbancoprópriocomo programaMicrosoftExcel2010forWindows®.

Artigosreferentesaotemadoestudoforamachadospor meiodemecanismosdebuscaemarquivoseletrônicos,como Pubmed,LilacseScielo.

Tabela1–Descric¸ãodaamostrainvestigadadeacordo comasvariáveisidadeesexoparaosgrupos

comfratura(n=75)esemfratura(n=89)

Variável Categoria Grupo(%) Total pa

Comfratura Semfratura

Sexo Feminino 74,7 62,9 68,3 0,107

Masculino 25,3 37,1 31,7

Idade Até70anos 17,3 14,6 15,9 0,864

De71a80anos 45,3 44,9 45,1

Maisde80anos 37,3 40,4 39,0

Fonte:Coletadedados2011.

a Valorde“p”(níveldesignificância).Paraqueumaassociac¸ãoseja

consideradasignificativa,ovalorde“p”deveserdenomáximo 5%(p≤0,05).

Foi obtida a devida autorizac¸ão da coordenac¸ão das instituic¸õesparaobtenc¸ãodedadosemseusarquivos,eo pro-jetofoiaprovadopelocomitêdeéticaempesquisadaUlbra sobonúmerodeprotocolo2010-237H.

Resultados

Apresentam-sea seguirosresultados referentesaosdados coletadosnasinstituic¸õesobjetodapesquisajuntamentecom adiscussão(tabela1).

Pormeiodosresultadosdotestequi-quadradoverifica-se quenãoexisteassociac¸ãosignificativaentreasvariáveisidade esexoentreosgrupos(comesemfratura),ouseja,nãohá relac¸ãoentreaocorrênciadafraturaeosexoeaidadedestes pacientes.Essetestetemporobjetivoaverificac¸ãoda exis-tência deumaassociac¸ãosignificativaentreduas variáveis qualitativas.Procura-severificarsealgumacaracterísticado pacienteémaisfrequenteemumdeterminadogrupodoque nooutro.

Afaixaetáriadospacientescomdiagnósticodefraturada extremidadeproximaldofêmurvarioude65a96anos,com médiade77,58.

Em relac¸ão ao gênero entre os pacientes com fratura, verificou-seque56(74,7%)eramdosexofemininoe19(25,3%) eramdomasculino(fig.1etabela2).

PormeiodosresultadosdotestetdeStudentindependente, verifica-sequeasvariáveisacimacomparadasque apresenta-ramdiferenc¸asignificativaentreosgruposcomfraturaesem fraturaforam:

- Altura:observa-sequeospacientesdogrupocomfratura apresentam altura significativamente superior ao grupo semfratura;

- IMC: observa-se que os pacientes do grupo com fratura apresentamIMCsignificativamente inferioraogruposem fratura(tabela3).

(4)

62,9 74,7

Feminino

Sexo

Masculino Até 70 anos De 71 a 80 anos

Idade

Mais de 80 anos 25,3

37,1

17,3 14,6

45,3 44,9

37,3 40,4 Com fratura

Sem fratura

Figura1–Descric¸ãodaamostrainvestigadadeacordocomasvariáveisidadeesexoparaosgruposcomfratura (n=75casos)esemfratura(n=89casos).Fonte:Coletadedados2011.

Tabela2–Comparac¸ãodasmédiasdasvariáveisquantitativasidade,alturaepesoentreosgruposdeestudo

Variável Grupo n Média Desvio-padrão p

Idade Comfratura 75 77,6 7,6 0,491(NS)

Semfratura 89 78,4 7,3

Altura Comfratura 75 1,62 0,11 0,000a

Semfratura 89 1,54 0,09

Peso Comfratura 75 59,7 13,2 0,784(NS)

Semfratura 89 60,3 13,5

IMC Comfratura 75 22,6 3,9 0,000a

Semfratura 89 25,5 5,3

NS,nãosignificativo. Fonte:Coletadedados2011.

a Significativoaoníveldesignificânciap0,0001.

Pormeiodosresultados dotestequi-quadrado, verifica--se que existe associac¸ão significativa entre a variável classificac¸ãodoIMCeosgrupos(comesemfratura). Observa--se que o peso normal está significativamente associado aogrupo com fratura,enquanto que pacientes com sobre-peso/obesidadeestãoassociadosaogruposemfratura.

Entreospacientesqueapresentaramfraturada extremi-dadeproximaldofêmur,12%apresentarambaixopeso,62,7%, pesonormal,24%,sobrepesoe1,3%,obesidade. Jáentreos

Tabela3–Descric¸ãodaamostrainvestigadadeacordo comavariávelclassificac¸ãodoIMCparaosgruposcom fratura(n=75)esemfratura(n=89)

Classificac¸ãoIMC Grupo(%) Total p

Comfratura Semfratura

Baixopeso 12,0 5,6 8,5 0,003a

Pesonormal 62,7 43,8 52,4

Sobrepeso 24,0 33,7 29,3

Obesidade 1,3 16,9 9,8

Fonte:Coletadedados2011.

a Significativoaoníveldesignificânciap0,01.Paraafeiturado

testenavariávelIMCascategoriassobrepesoeobesidadeforam agrupadas.

pacientes semhistóriadefratura da extremidadeproximal dofêmur,5,6%apresentarambaixopeso,43,8%,pesonormal, 33,7%,sobrepesoe9,8%,obesidade.Verificou-sequeos paci-entescomfraturasdaextremidadeproximaldofêmur(n=75) apresentaramIMCmédiode22,6,enquantoospacientessem fraturasapresentaramIMCmédiode25,5(fig.2etabela4).

Pormeiodosresultadosdotestequi-quadrado,verifica-se queexisteassociac¸ãosignificativaentreavariávelidadedo pacienteeotipodefratura.Observa-sequepacientescomaté 70anosestãoassociadosàfraturacolodefêmur, enquanto quepacientescommaisde80anosestãoassociadosaotipo trocantérica.

Osprincipaistiposdefraturaapresentadosnesteestudo foramtrocantérica,com47(62,2%),colodefêmur,27(36%)e subtrocantérica,um(1,8%)(fig.3).

Discussão

Foram selecionados 164 prontuários, 75 de pacientes com idadeigualousuperiora65anoscomdiagnósticodefraturada extremidadeproximaldofêmure89depacientessemhistória préviadefraturadaextremidadeproximaldofêmur.

(5)

12,0

5,6

62,7

43,8

24,0 33,7

1,3 16,9 Com fratura

Sem fratura

Baixo peso Peso normal Sobrepeso Obesidade

Classificação IMC

Figura2–Descric¸ãodaamostrainvestigadadeacordocomavariávelclassificac¸ãodoIMCparaosgruposcomfratura (n=75casos)esemfratura(n=89casos).Fonte:Coletadedados2011.

entre71e80anos(45,3%).VilasBôasJunioretal.14confirmam

afaixade60a69anoscomoamaisacometida(36,64%).Em suapesquisa,Rochaetal.15verificarammaiorincidênciade

fraturasemidososnafaixade71e80anos(27,99%).JáBenetos etal.13observaramquecercade80%dasfraturasdequadril

ocorrememmulherescommaisde70anoseentreoshomens 50%têmmaisde70.Aidademédiaemqueocorrefraturade quadriléde81anosparamulherese78parahomens.

Emrelac¸ãoaogênero,verificou-seque56(74,7%)eramdo sexofemininoe19(25,3%)domasculino.DeacordocomEisler etal.,16emamostrade571pacientescomfraturasproximais

defêmur,observou-seaincidênciade86%nosexofemininoe 14%nomasculino.Pereiraetal.17tambémverificaramo

predo-míniodafraturadefêmurnosexofeminino.JáEspinoetal.18

relataramqueaincidênciadefraturaemmulheresfoide66% ede34%emhomens.Aharonoffet al.19 encontraramuma

incidênciade78,6%nosexofeminino.Ramalhoetal.20

apon-taramapredominânciademulherescomfraturasdefêmur. Benetosetal.13 encontraramumaincidênciadefraturasde

quadrilduasvezesmaioremmulheresdoqueemhomens. Osprincipaistiposdefratura apresentadosnesteestudo foram a trocantérica, com 47 (62,2%), a de colo de fêmur,

com27(36%),easubtrocantérica,comum(1,8%).Aliteratura apresenta as fraturas trocantéricascomo as mais frequen-tes.CunhaeVeado21analisaram190pacientes(142mulheres

e48homens;médiade79anos)provenientesdoEstadode Minas Gerais, internadoscom fratura da extremidade pro-ximal dofêmur na enfermaria ortopédica doHospital dos ServidoresdoEstado,nosquaisaincidênciadefraturas tro-cantéricas foi de 50%, a de colo do fêmur, de 44% e a de subtrocantéricas,de6%.

Em relac¸ão ao IMC, os pacientes foram divididos em quatrocategorias:baixopeso(<18,5kg/m2),pesonormal (18,5-25kg/m2), sobrepeso (25-30kg/m2)eobesidade (>30kg/m2). Entreospacientescomfraturaproximaldefêmur,12% apre-sentarambaixopeso,62,7%,pesonormal,24%,sobrepesoe 1,3%,obesidade.Jáentreospacientessemhistóriadefratura proximaldefêmur,5,6%apresentarambaixopeso,43,8%,peso normal,33,7%,sobrepesoe9,8%,obesidade.Verificou-seque ospacientescomfraturasdaextremidadeproximaldofêmur (n=75)apresentaramIMCmédiode22,6,enquantoos pacien-tessemfraturas(n=89)apresentaramIMCmédiode25,5.

Estudo feito por Alfaro-Acha et al.1 também confirmou

arelac¸ão inversaentreopesocorporaleoriscode fratura

Tabela4–Comparac¸ãodosexo,IMCeidadecomostiposdefraturaocorridos:somentegrupocomfratura(n=75)

Variável Categoria Tipodefratura p

Colodefêmur Subtrocantérica Trocantérica

Sexo Feminino 70,4 100,0 76,6 0,693(NS)

Masculino 29,6 23,4

Idade Até70anos 33,3 8,5 0,010a

De71a80anos 48,1 44,7

Maisde80anos 18,5 100,0 46,8

Classificac¸ãoIMCb Baixopeso 14,8 10,6 0,256(NS)

Pesonormal 70,4 59,6

Sobrepeso/obesidade 14,8 100,0 29,8

NS,nãosignificativo. Fonte:Coletadedados2011.

a Significativoaoníveldesignificânciap0,01.

(6)

100,0

76,6

70,4

29,6

23,4 33,3

48,1 44,7

8,5

18,5 46,8

14,8 10,6

70,4

59,6

14,8

3,7 0,0 1,3 29,8

100,0 100,0

Colo de Fêmur

Subtrocantérica

Trocantérica

Feminino Masculino Até 70 anos De 71 a 80

anos

Idade Sexo

Mais de 80 anos

Baixo Peso Peso Normal Sobrepeso Obesidade

Classificação IMC

Figura3–Comparac¸ãodosexo,IMCeidadecomostiposdefraturaocorridos:somentegrupocomfratura(n=75casos). Fonte:Coletadedados2011.

daextremidadeproximaldofêmurerelatouqueumaperda de10%empesoaumentousignificativamenteoriscode fra-turadequadrilempessoascom65anosoumais.JáDeLaet et al.22 encontraram pequena diferenc¸a no risco de

fratu-rasentreospacientes:considerandoumaumentodecinco unidadesdeIMCde25kg/m2a30kg/m2,adiferenc¸a obser-vadafoide17%nadiminuic¸ãoderiscodefraturadequadril. Comumadiferenc¸ade10unidadesdeIMCadiferenc¸afoide 25%nadiminuic¸ãodoriscodefraturadequadril.Na extre-midade baixadoespectro deIMC, umamudanc¸ade cinco unidadesdeIMCde25kg/m2deIMCde20kg/m2 correspon-diaaumaduplicac¸ãodoriscodefraturadequadril.Folsom etal.23confirmaramarelac¸ãoinversaentreíndicedemassa

corporaleocorrênciade fraturasde quadril.Younget al.24

relataramobaixoIMCcomo fatorderiscoparafraturasde quadril,enquantoumIMCelevadosemostrouprotetor. Mar-golisetal.25encontraramumaassociac¸ãoentreobaixoIMCou

tamanhodocorpoeoriscoaumentadodafraturadequadril. Whiteetal.26demonstrarambenefíciodoIMCelevadoapenas

emmulheres,semalterac¸õesnoriscoparaoshomens. Holm-bergetal.27relataramqueoaumentodoIMCfoiprotetorpara

fraturasdequadrilnoshomensemulheres.

Conclusão

Ospacientesdogrupocomfraturaapresentamaltura signi-ficativamentesuperiorao gruposemfratura.Jáemrelac¸ão aoIMC,ospacientesdogrupocomfraturaapresentamIMC significativamenteinferioraogruposemfratura.

Tendo emvista ocrescente número de idosos nos últi-mosanose,consequentemente, oaumentode internac¸ões

hospitalaresporcausadefraturasdaextremidadeproximal dofêmur,queinterferemdiretamentenaqualidadedevida enaindependênciadapopulac¸ãonaterceiraidade,sefazem necessáriasadetecc¸ãoprecocedefatoresderiscoparamelhor escolhadotratamento, adiminuic¸ão dataxademorbidade emortalidadeeaatuac¸ãodiretamente nosetoreconômico da sociedade,jáqueessas fraturas representambilhões de dólaresgastosemcuidadosmédicos.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

i

a

s

1.Alfaro-AchaA,OstirGV,MarkidesKS,OttenbacherKJ. Cognitivestatus,bodymassindex,andhipfractureinolder Hispanicadults.JAmGeriatrSoc.2006;54(8):1251–5. 2.HintonRY,SmithGS.Theassociationofage,race,andsex

withthelocationofproximalfemoralfracturesintheelderly. JBoneJointSurgAm.1993;75(5):752–9.

3.WorldHealthOrganization.Preventionandmanagement ofosteoporosis.Geneva:WHOTechnicalReportSeries;2003. 4.KannusP,NiemiS,ParkkariJ,PalvanenM,VuoriI,JarvinenM.

HipfracturesinFinlandbetween1970and1997and predictionsforthefuture.Lancet.1999;353(9155):802–5. 5.KannusP,ParkkariJ,NiemiS,PasanenM,PalvanenM,

JarvinenM,etal.Preventionofhipfractureinelderlypeople withuseofahipprotector.NEnglJMed.2000;343(21):1506–13. 6.HannanEL,MagazinerJ,WangJJ,EastwoodEA,Silberzweig

(7)

hospitalizationforhipfracture:riskfactorsandrisk-adjusted hospitaloutcomes.JAMA.2001;285(21):2736–42.

7. KannusP,ParkkariJ,SievanenH,HeinonenA,VuoriI, JarvinenM.Epidemiologyofhipfractures.Bone.1996;18 Suppl1:57S–63S.

8. RichmondJ,AharonoffGB,ZuckermanJD,KovalKJ.Mortality riskafterhipfracture.JOrthopTrauma.2003;17(1):53–6. 9. SchwartsmannCR,OliveiraGK,OliveiraRK,BoschinLC,

MothesFC,SilvaRC.Averdadeirafraturadocolodofêmur. ActaOrtopBras.2000;8(3):108–11.

10.MunizC,ArnautA,YoshidaM,TrelhaC.Caracterizac¸ãodos idososcomfraturadefêmurproximalatendidosemhospital escolapúblico.RevEspac¸oSaúde.2000;8(2):33–8.

11.BerralFJ,MorenoM,BerralCJ,ContrerasMEK,CarpinteroP. Composic¸ãocorporaldepacientesacamadosporfraturasdo quadril.ActaOrtopBras.2008;16(3):148–51.

12.CunhaDF,CunhaSFC,PilotoPE,SantosNP,BarrosJW.Estado nutricionalerespostadefaseagudaempacientescomfratura doterc¸oproximaldofêmur.RevBrasOrtop.1998;33(4):321–4. 13.BenetosIS,BabisGC,ZoubosAB,BenetouV,SoucacosPN.

Factorsaffectingtheriskofhipfractures.Injury. 2007;38(7):735–44.

14.Vilas-BôasAJr,VercesiAE,BodachneL,VialleLRG.Estudo epidemiológicodefraturasdefemurproximalemidosos. ActaOrtopBras.1996;4(3):122–6.

15.RochaMA,CarvalhoWS,ZanquetaC,LemosSC.Estudo epidemiológicoretrospectivodasfraturasdofêmurproximal tratadosnoHospitalEscoladaFaculdadedeMedicina doTriânguloMineir.RevBrasOrtop.2001;36(8):311–6. 16.EislerJ,CornwallR,StraussE,KovalK,SiuA,GilbertM.

Outcomesofelderlypatientswithnondisplacedfemoralneck fractures.ClinOrthopRelatRes.2002;(399):52–8.

17.PereiraGJC,BarrretoAA,CurcelliEC,PereiraHdR,GériosJC, GalväoMPL,etal.Estudoepidemiológicoretrospectivodas fraturasdoterc¸oproximaldofêmurnaregiãodeBotucatu. RevBrasOrtop.1993;28(7):504–10.

18.EspinoDV,PalmerRF,MilesTP,MoutonCP,WoodRC,Bayne NS,etal.Prevalence,incidence,andriskfactorsassociated withhipfracturesincommunity-dwellingolderMexican Americans:resultsoftheHispanicEPESEstudy.Establish PopulationfortheEpidemiologicStudyfortheElderly.JAm GeriatrSoc.2000;48(10):1252–60.

19.AharonoffGB,DennisMG,ElshinawyA,ZuckermanJD,Koval KJ.Circumstancesoffallscausinghipfracturesintheelderly. ClinOrthopRelatRes.1998;348:10–4.

20.RamalhoAC,Lazaretti-CastroM,HauacheO,VieiraJG,Takata E,CafalliF,etal.Osteoporoticfracturesofproximalfemur: clinicalandepidemiologicalfeaturesinapopulationofthe cityofSaoPaulo.SaoPauloMedJ.2001;119(2):48–53. 21.CunhaU,VeadoMAC.Fraturadaextremidadeproximaldo

fêmuremidosos:independênciafuncionalemortalidadeem umano.RevBrasOrtop.2006;41(6):195–9.

22.DeLaetC,KanisJA,OdenA,JohansonH,JohnellO,DelmasP, etal.Bodymassindexasapredictoroffracturerisk: ameta-analysis.OsteoporosInt.2005;16(11):1330–8. 23.FolsomAR,KushiLH,AndersonKE,MinkPJ,OlsonJE,Hong

CP,etal.Associationsofgeneralandabdominalobesitywith multiplehealthoutcomesinolderwomen:theIowaWomen’s HealthStudy.ArchInternMed.2000;160(14):2117–28.

24.YoungY,MyersAH,ProvenzanoG.Factorsassociatedwith timetofirsthipfracture.JAgingHealth.2001;13(4):511–26. 25.MargolisDJ,KantorJ,SantannaJ,StromBL,BerlinJA.Risk

factorsfordelayedhealingofneuropathicdiabeticfoot ulcers:apooledanalysis.ArchDermatol.2000;136(12):1531–5. 26.WhiteSC,AtchisonKA,GornbeinJA,NattivA,Paganini-Hill

A,ServiceSK.Riskfactorsforfracturesinoldermenand women:TheLeisureWorldCohortStudy.GendMed. 2006;3(2):110–23.

Referências

Documentos relacionados

Aborda questões como disfunção sexual, sida, sexo seguro, sexo desprotegido, fatores de risco, satisfação sexual, sexualidade juvenil, relação entre sexo e outras questões

Além disso, o óxido nítrico está envolvido com a formação da placa aterosclerótica e desenvolvimento de doenças cardiovasculares, e seus níveis circulantes estão relacionados

Martins e De Luca (1994) mencionam que o passivo ambiental é toda a agressão que se pratica ou praticou contra o meio ambiente. Uma empresa possui um passivo ambiental quando

A presente contribuição estudou as ações empreendidas na empresa Expresso Massayo Ltda quando da elaboração dos seus planejamentos estratégico e operacional e dos

determinou, nomeadamente: “III - Salvo prova em contrário, de ocorrência de circunstâncias excecionais, o acordo no qual o sócio e gerente de uma sociedade garante

FIGURA 24 - Relação entre o fluxo de CH4 com umidade gravimétrica nos sistemas de preparo do solo convencional e plantio direto em sistemas de rotação de culturas sob Latossolo

O principal objeto de investigação da presente tese consiste na análise comparativa de políticas públicas de combate ao HIV/AIDS, entre 2001 e 2010, no Brasil e

Não obstante a amostra ter sido considerada válida (ponto 6.2), o facto é que esta ausência de respostas parece.. 75 indiciar algum receio em dar a conhecer a respetiva situação.