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Agravamento de epilepsias sob tratamento.

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A G R A V A M E N T O D E E P I L E P S I A S SOR T R A T A M E N T O

M I C H E L PIERRE L I S O N * ; JOSÉ GERALDO S P E C I A L I * *

O efeito indesejável mais conhecido das medicações antiepilépticas sobre

as crises é o desencadeamento de manifestações de sentido oposto ao de seu

campo de ação predominante. Menos vezes podem precipitar o aparecimento

de formas por elas geralmente atenuadas.

A relação entre epilepsias "malignas" e tratamento antiepiléptico não foi

objeto de estudos detalhados. Julgamos de interesse relatar nossas observações

selecionadas entre as crianças epilépticas regularmente seguidas em nosso

Serviço.

C A S U Í S T I C A

CASO 1 — A . M . T . , s e x o m a s c u l i n o , a m a r e l o , nascido e m n o v e m b r o de 1964,

(Reg. 7 6 . 3 5 8 ) . P a r t o no r m a l, a termo, p e s a n d o 2 . 2 5 0 g. D e m o r o u para chorar; d i f i c u l d a d e respiratória n a s primeiras h o r a s de vida. Só p e g o u o seio após u m a s e m a n a . I c t e r i c i a n e o n a t a l t r a t a d a c o m l u z f l u o r e s c e n t e .

Aos 8 m e s e s , c o n v u l s ã o l a t e r a l i z a d a à esquerda, d u r a n t e período febril. T r a t a d o com fenobarbital, 15 m g , o quadro r e p e t i u - s e c o m u m a n o de idade, n o v a m e n t e d u r a n t e episódio febril. Foi i n s t i t u í d a t e r a p ê u t i c a c o m p r i m i d o n a (250 m g ) e f e n o -barbital (15 m g ) . N ã o a p r e s e n t o u m a n i f e s t a ç õ e s e p i l é p t i c a s a t é 1 a n o e 7 m e s e s quando, d u r a n t e processo febril d e v i d o a a m i d a l i t e , e n t r o u e m e s t a d o de m a l h e m i tônico esquerdo. F o i h o s p i t a l i z a d o , m e l h o r a n d o e m t r ê s dias. Medicado c o m d i f e -n i l h i d a -n t o í -n a (100 m g ) e fe-nobarbital (50 m g ) , p a s s a d o s três m e s e s , a p r e s e -n t o u crises a t ô n i c a s m a i s f r e q ü e n t e s a o acordar, c a r a c t e r i z a d a s por q u e d a da c a b e ç a sobre o tronco. A s u b s t i t u i ç ã o da h i d a n t o í n a p e l a p r i m i d o n a (500 m g ) n ã o modificou o quadro, r e p e t i n d o - s e a s crises e m n ú m e r o superior a 20 por dia.

O d e s e n v o l v i m e n t o p s i c o m o t o r m o s t r a v a d i s c r e t o r e t a r d o : a c r i a n ç a f a l a v a p o u c o e c a i a f r e q ü e n t e m e n t e . A p r e s e n t a v a d i s c r e t a h e m i p a r e s i a esquerda, p r i n c i p a l m e n t e no m e m b r o inferior.

N o início de j a n e i r o de 1967, o EEG r e v e l o u p o n t a o n d a s l e n t a s n a r e g i ã o r o l â n -dica p a r a s s a g i t a l direita. A c r i a n ç a p a s o u a ser m e d i c a d a c o m d i a z e p a m (7,5 m g por d i a ) m a n t e n d o s e o f e n o b a r b i t a l (50 m g ) . R e c e b e u a l t a e m 15 de f e v e r e i r o u t i l i -zando 20 m g por dia de d i a z e p a m . E m p o u c o s dias as crises f o r a m c o n t r o l a d a s , d e s a p a r e c e n d o as a n o m a l i a s EEG p a r o x í s t i c a s . E m a g o s t o , recebia 8 m g de d i a z e p a m por dia. O EEG e v i d e n c i o u r e c i d i v a d a s a l t e r a ç õ e s focais.

E m s e t e m b r o , e s t a n d o febril, sofreu v á r i a s crises h e m i t ô n i c a s e s q u e r d a s e, e m s e g u i d a , e s t a d o de m a l de a u s ê n c i a c o n t r o l a d o c o m a a d m i n i s t r a ç ã o e n d o v e n o s a de

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7,5 m g de d i a z e p a m . P a s s o u b e m d u r a n t e três dias, s u r g i n d o depois crises a t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s . N o s m e s e s s e g u i n t e s , a p e s a r de a u m e n t o s s u c e s s i v o s da dose de d i a z e p a m a t é 20 m g por dia, f o r a m o b s e r v a d a s crises a t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s e h e m i g e n e r a l i z a d a s a esquerda, crises h e m i a t ô n i c a s e s q u e r d a s e crises t ô n i c a s g e n e r a l i -z a d a s . Os EEG e v i d e n c i a r a m p o n t a - o n d a s l e n t a s difusas, i r r e g u l a r e s e p s e u d o r r í t m i c a s .

CASO 2 — A . B . , s e x o m a s c u l i n o , branco, n a s c i d o e m j u l h o de 1962 (Reg. 28.696).

P a r t o normal, a t e r m o . D e s d e os dois m e s e s de idade, crises t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s , n o t u r n a s f r e q ü e n t e m e n t e , c o m d e s v i o c o n j u g a d o dos globos o c u l a r e s p a r a a esquerda. R a r a m e n t e p a s s a v a a n o i t e s e m u m a o u v á r i a s crises. A o s 8 m e s e s de idade passou a receber 30 m g de f e n o b a r b i t a l por dia. A s crises r e d u z i r a m - s e a d u a s por m ê s em média. A c r e s c e n t a d o u l t e r i o r m e n t e 20 m g diários de d i f e n i l - h i d a n t o i n a , n o v a m e l h o r a ocorreu, persistindo a p e n a s a l g u m a s m a n i f e s t a ç õ e s isoladas.

A t é j u n h o de 1964, o d e s e n v o l v i m e n t o p s i c o m o t o r n ã o m o s t r o u a l t e r a ç õ e s . E m fins de j u l h o de 1964, q u a n d o j á n ã o a p r e s e n t a v a m a n i f e s t a ç õ e s c o n v u l s i v a s , s u r g i u u m q u a d r o de a s t e n i a m u s c u l a r , c o m h i p o t o n i a global a s s o c i a d a a m o d i f i c a ç õ e s da a t i v i d a d e i n t e l e c t u a l . A s u b s t i t u i ç ã o da d i f e n i l h i d a n t o i n a p e l a primidona (125 m g por d i a ) n ã o impediu o a g r a v a m e n t o do q u a d r o e, e m outubro, o e x a m e r e v e l o u h i p o t o n i a g e n e r a l i z a d a . A c r i a n ç a n ã o sorria e n ã o r e c o n h e c i a s e u s f a m i l i a r e s . O EEG r e v e l o u p o n t a - o n d a s l e n t a s d i f u s a s . I n t e r n a d a , s u b s t i t u i u - s e p r o g r e s s i v a m e n t e a prim i d o n a pela t r i prim e t a d i o n a (600 prim g por d i a ) , introduzindose u l t e r i o r prim e n t e e t i l prim e t i l -s u c c i n i m i d a (250 m g por d i a ) . H o u v e m e l h o r a progre-s-siva. R e c e b e u a l t a e m inicio de n o v e m b r o . N a s e m a n a s s e g u i n t e s a c e n t u o u s e a melhora, d e s a p a r e c e n d o a h i p o -tonia, e, no EEG, a s p o n t a - o n d a s l e n t a s .

E m janeiro de 1966, a p ó s s u s p e n s ã o da t r i m e t a d i o n a h o u v e recidiva do quadro h i p o t ô n i c o e d a s a l t e r a ç õ e s m e n t a i s . T r a t a d o c o m d i a z e p a m (8 m g por dia) n o t o u - s e m e l h o r a c o n s i d e r á v e l . E m j u l h o a o c o r r ê n c i a de crises c l ó n i c a s n o m e m b r o inferior esquerdo e v e r s ã o o c u l a r ipsilateral j u s t i f i c o u a s u s p e n s ã o do d i a z e p a m . D i a s depois s u r g i r a m crises a t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s . D e s t a é p o c a e m d i a n t e f o r a m n o t a d a s m a n i -f e s t a ç õ e s c o n v u l s i v a s e n ã o c o n v u l s i v a s , c o m p o n t a - o n d a s e p o l i p o n t a - o n d a s l e n t a s difusas, i r r e g u l a r e s e p s e u d o r r í t m i c a s .

Em 1972 p e r s i s t i r a m a l g u m a s crises t ô n i c a s a o despertar e retardo do d e s e n v o l v i -m e n t o psico-motor.

A s p e c t o s clínicos e e l e t r e n c e f a l o g r á f i c o s p e r t i n e n t e s a parte da e v o l u ç ã o deste caso f o r a m objeto de p u b l i c a ç ã o2

.

CASO 3 — J . R . P . , s e x o m a s c u l i n o , preto, nascido e m 1962 ( R e g . 6 0 . 1 1 8 ) . P a r t o

(3)

A ocorrência de crises t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s s e g u i d a s por c l o n i a s à esquerda m o t i v o u a i n t r o d u ç ã o de c l o n a z e p a m (3 m g por d i a ) . Com e s t a m e d i d a d e s a p a r e c e r a m as crises m o t o r a s e r e c i d i v a r a m os distúrbios de c o m p o r t a m e n t o e de l i n g u a g e m .

CASO 4 — S . R . M . O . , s e x o f e m i n i n o , branca, n a s c i d a e m 1969 ( R e g . 1 1 9 . 9 2 3 ) .

Parto n o r m a l porém c o m discreta cianose. Com a idade de 1 a n o e 7 m e s e s a p r e s e n -tara nefrite, e, no 6.° dia da m o l é s t i a , h i p o t o n i a c o m c i a n o s e por cerca de u m a hora. P a s s a d o s dois dias, s u r g i r a m , a o despertar, crises t ô n i c a s g e n e r a l i z a d a s diárias, com t a q u i p n é i a e palidez, s e g u i d a s por período de u m a a d u a s horas de medo intenso. A p a r e c e r a m a u t o e a l o - a g r e s s i v i d a d e , d i m i n u i ç ã o no t e m p o de sono e terror noturno. E m janeiro de 1970 h o u v e m e l h o r a d a s crises após a i n t r o d u ç ã o de primidona e fenobarbital. A partir de m a i o de 1971 f o r a m a d m i n i s t r a d o s 10 m g de n i t r a z e p a m e 50 m g de f e n o b a r b i t a l por dia, a u m e n t a n d o a f r e q ü ê n c i a das crises e m e l h o r a n d o o c o m p o r t a m e n t o . O EEG r e v e l o u p o n t a s i s o l a d a s o u a g r u p a d a s de p r o j e ç ã o a s s í n -crona e m á r e a s occipital e s q u e r d a e f r o n t o - r o l â n d i c o - p a r i e t a i s com polaridade p o s i t i v a n a s projeções a n t e r i o r e s e n e g a t i v a n a s r o l â n d i c o - p a r i e t o - o c c i p t a i s .

E m o u t u b r o de 1971 foram a c r e s c e n t a d o s 100 m g de d i f e n i l h i d a n t o i n a . H o u v e redução do n ú m e r o das crises. O EEG, e m n o v e m b r o , r e v e l o u p o n t a - o n d a s irregulares, de 3 c/seg na r e g i ã o r o l â n d i c o - p a r i e t a l esquerda e p o n t a s r o l â n d i c a s Isoladas à direita. Em d e z e m b r o s u b s t i t u i u - s e o n i t r a z e p a m por c l o n a z e p a m (três m i l i g r a m a s por d i a ) , h a v e n d o c o n t r o l e das crises por dois m e s e s e piora do c o m p o r t a m e n t o . E m fevereiro e m a r ç o de 1972, c o m o a u m e n t o da dose de d i f e n i l h i d a n t o i n a para 200 m g por dia, n ã o o c o r r e r a m m a n i f e s t a ç õ e s e p i l é p t i c a s m a s , nos dois m e s e s s e g u i n -t e s f o r a m o b s e r v a d a s 6 crises -t ô n i c a s . E m j u l h o a p r e s e n -t a v a a -t a x i a e hiper-trofia g e n g i v a l . Ocorreram d u a s a três crises a t ô n i c a s à direita por dia c o m queda o c a -sional. O EEG, e m a g o s t o , r e v e l o u a t i v i d a d e de fundo l e n t a , p o n t a - o n d a s , p o n t a - o n d a s a g u d a s e l e n t a s irregulares, p s e u d o r r í t m i c a s e d i f u s a s p r e d o m i n a n d o no h e m i s f é r i o cerebral esquerdo. S u s p e n s a a d i f e n i l h i d a n t o i n a , as crises a t ô n i c a s d e s a p a r e c e r a m e m u m a s e m a n a . O EEG, e m fins de a g o s t o , e v i d e n c i o u p o n t a e p o n t a - o n d a s i r r e g u l a r e s e d i f u s a s p r e d o m i n a n d o na r e g i ã o r o l â n d i c o - p a r i e t a l esquerda. E m setembro f o r a m r e g i s t r a d a s pontas, i s o l a d a s o u por surtos, nas r e g i õ e s f r o n t o - r o l â n d i c o - p a r i e t a i s e o c c i p i t a l esquerda.

CASO 5 — A . F . P . , s e x o f e m i n i n o , branca, n a s c i d a e m 1963 ( R e g . 6 0 . 1 1 8 ) . Aos

(4)
(5)

C O M E N T A R I O S

Pelos dados expostos no quadro 1 verifica-se ter havido agravamento do

quadro epiléptico durante tratamento com a associação

difenilhidantoina-feno-barbital. Tal associação não é a mais utilizada no tratamento de crianças

epilépticas em nosso Serviço.

As primeiras manifestações epilépticas do agravamento foram diferentes

das anteriormente apresentadas em 4 dos 5 pacientes; neles, a epilepsia

con-vulsiva foi substituída por formas não concon-vulsivas, generalizadas ou não,

paroxísticas com inibição do tono muscular ou prolongadas com modificações

do estado mental e/ou do tono muscular. Estas últimas manifestações

corres-pondem à formas crônicas de estados de ausência de acordo com os critérios

estabelecidos por Lugaresi e col.

4

. As modificações clínicas e

eletrencefalo-gráficas do tipo ponta-ondas lentas localizadas ou generalizadas observadas no

início do agravamento são compatíveis com a síndrome de Lennox-Gastaut.

A substituição da difenilhidantoina por primidona em dois pacientes não

provocou redução na freqüência das crises; contudo, a suspensão da

hidan-toina em outro, foi seguida por melhora clínica e, ulteriormente,

eletrencefa-lográfica. A introdução de trimetadiona e de derivados benzodiazepínicos

pro-duziu melhora ou controle inicial do distúrbio. Tais fatos indicam que as

novas manifestações epilépticas dependem do desequilíbrio entre os

mecanis-mos cerebrais responsáveis pelas crises convulsivas e não convulsivas,

possi-bilitado pelo uso prolongado de droga com ação predominantemente

anticon-vulsionante.

O recrudescimento das manifestações convulsivas com ponta-ondas rápidas

no EEG do quinto paciente sob tratamento com a mesma associação,

corres-ponderia a um efeito paradoxal. O aparecimento de quadro próximo do estado

de ausência, astenia muscular, embotamento intelectual e incapacidade para

sair do leito após a suspensão da difenilhidantoina e o controle das crises

convulsivas com droga de ação predominante sobre as manifestações não

convulsivas são fatos qu.c se coadunam com tal hipótese.

A possibilidade de ação tóxica da difenilhidantoina por efeito cumulativo

não parece plausível não somente pelas baixas dosagens utilizadas mas

tam-bém pelo quadro clínico bastante diverso do observado nas chamadas

encefalo-patías difenilhidantoínicas (crises em opistótono e outras manifestações

con-vulsivas, sinais neurológicos f o c a i s

1 3

) .

A instalação definitiva de síndrome de Lennox-Gastaut em 3 dos 4

pa-cietes que apresentaram ponta-ondas evidencia o mau significado prognóstico

de tal grafoelemento, mesmo quando localizado. O único caso sem ponta-onda

lenta por ocasião do agravamento evoluiu satisfatoriamente.

(6)

ponta-ondas rápidas parece depender da ocorrência de agressões cerebrais

orgânicas e/ou funcionais múltiplas. Foram referidos prematuridade, ictericia

neonatal e estado de mal hemiconvulsivo (caso 1); crises convulsivas

freqüen-tes (caso 2); traumatismo de parto e retardo do desenvolvimento psicomotor

(caso 3); cianose pós-natal e nefrite (caso 4). Nos três casos que evoluíram

mal, surgiram crises convulsivas com a instalação do quadro polimorfo

caracte-rístico da síndrome de Lennox.

Nossas observações demonstram que durante a administração de drogas

predominantemente anticonvulsionantes em casos predispostos podem incidir

crises não convulsivas com características clínicas e eletrencefalográficas

malignas, precursoras de epilepsia polimorfa e rebelde.

Enquanto o papel dessas drogas, em particular da associação

fenobarbital-difenilhidantoina, no desencadeamento de encefalopatías epilépticas graves da

infância não for perfeitamente esclarecido, impõe-se o seguimento clínico e

eletrencefalográfico cuidadoso de crianças com elevado número de crises e

antecedentes de agressões cerebrais múltiplas e, eventualmente, a adoção de

terapêutica com amplo campo de ação antiepiléptica.

R E S U M O

Foram selecionadas 5 crianças que desenvolveram forma grave de epilepsia

durante tratamento antiepiléptico. Destas, três apresentaram síndrome de

Lennox irreversível. Todas estavam medicadas com a associação fenobarbital¬

difenilhidantoina por ocasião do agravamento. As características clínicas e

eletrencefalográficas dos pacientes no início da piora são compatíveis com a

instalação de distúrbio epiléptico de sentido oposto aos geralmente beneficiados

pelas drogas utilisadas. As características malignas das novas formas de

epilepsia estão provavelmente na dependência de agressões cerebrais pregres¬

sas, orgânicas e/ou funcionais.

S U M M A R Y

Severe changes in seizure patterns during antiepileptic therapy

The cases of five children with malign changes in seizure patterns during

treatment with antiepileptic drugs are reported. Three patients developed

irreversible Lennox syndrome. All the patients were treated by the association

phenobarbital-diphenylhydantoin. The mechanism of the clinical and EEG

modiifcations might be related to the development of an epileptic disturbance

which has an opposite behaviour to those commonly improved by some

(7)

R E F E R Ê N C I A S

1 . LEVY, L. L. & F I N I C H E L , G. M. — D i p h e n y l h y d a n t o i n a c t i v a t e d s e i z u r e s . N e u r o -logy ( M i n n e a p o l i s ) 1 5 : 7 1 6 , 1965.

2 . L I S O N , M. P . ; M O U R A - R I B E I R O , M. V. & MEGA, D. — C o m p l i c a ç ã o r a r a e r e v e r s í v e l d e s í n d r o m e c o n v u l s i v a : h i p o t o n i a g e n e r a l i z a d a e a l t e r a ç õ e s d a a t i v i -d a -d e i n t e l e c t u a l . A r q . N e u r o - P s i q u i a t . ( S ã o P a u l o ) 2 5 : 3 0 , 1967.

3 . L O G A N , W . J. & F R E E M A N , J. M. — P s e u d o d e g e n e r a t i v e d i s e a s e d u e t o d i p h e -n y l h y d a -n t o i -n i -n t o x i c a t i o -n . A r c h . N e u r o l . ( C h i c a g o ) 2 1 : 6 3 1 , 1969.

4 . L U G A R E S I , E.; P A Z Z A G L I A , P . & T A S S I N A R I , C. A. — D i f f e r e n t i a t i o n of a b s e n c e s t a t u s " , a n d " t e m p o r a l lobe s t a t u s " . E p i l e p s i a ( A m s t e r d a m ) 1 2 : 7 7 , 1971.

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