Aproximação para sistemas de las M/M/ om
servidores heterogêneos
Frederio Samartini Queiroz Alves
Dissertação de mestrado submetida ao Programa
dePós-GraduaçãoemEngenhariaElétriada
Uni-versidade Federalde MinasGerais, omorequisito
parial à obtenção do Título de Mestre em
Enge-nharia Elétria.
Orientador Prof. Dr. Hani CamilleYehia
Belo Horizonte
minhairmã,a todaa minhafamília
eatodosaquelesquemeapoiarame
inentivaramparaqueeualançasse
Gostariade expressarsinera gratidãoaoProf o
LuísAntnio CapanemaPedrosa,por
termeinentivado aoestudodaTeoriade Filaseportersido meuonselheiro,
ajudando-meemvárias etapas deste trabalho.
AomeuorientadoreProfessor,Dr o
HaniCamilleYehiaportermedadoaoportunidade
de seguir dentro daarreiraaadêmia e, também, pelos onselhos que,ao longodo meu
aminho, zerammudar o meu perurso.
Agradeimento espeial e arinhoso faço a meu pai e minha mãe que me deram
on-selhosúteis para aonstrução desta dissertação epelaompreensãoque tiveram durante
esse período, suportandoas ansiedades e asangústias.
Agradeço aos amigos que olaboraram om seus onselhos eque, também, souberam
ompreender minha ausênia quando preisaram. Em espeial a meu amigoRabino, que
aompanhou om mais interesse todo o proesso e ajudou-me em vários momentos a
busarsoluções.
Sou grato à minha namorada Luiana por ter me apoiado e ter me enorajado a
manter minhas metas, além de ter ontribuido diretamente na riação desta dissertação
meajudandoom as simulações.
Deixo meus agradeimentos, também, aos professores, olegas de urso de engenharia
elétriae doCEFALA que meajudaram narealização deste trabalho.
Agradeçoà Fundação de Amparoa Pesquisa doEstado de Minas Gerais -FAPEMIG
Este trabalhose aplia, espeiamente, ao aso de C servidores heterogêneos,
expo-nenialmentedistribuídosequeatendem aumalaúnia,om disiplinade atendimento
First-Come,First-Served, formadapor apenas uma lasse de liente. É apresentada uma
formulaçãomatemátiaparaseobterumlimitesuperiorparaasmedidasde desempenho.
Talformulaçãoéobtida,basiamente, através deuma expansãodoespaçode estados,
re-sultante daheterogeneidade dos servidores, e, emseguida,através de uma redução desse
espaço de estados. Essa redução é viável, pois apenas as possibilidades de maior
prob-abilidade foram onsideradas. Com isso, é possível enontrar o pior aso para o tempo
médiode espera nalaepara onúmeromédiode serviços nala, omo, também,para o
tempo médiono sistemae o númeromédio de pessoas nosistema.
Essa formulação se torna atraente por ser apaz de aproximaro omportamento real
desses sistemas de servidores heterogêneos om um erro, na maioria dos asos, menor
doque sefosse alulado utilizandoaaproximação existente para uma MM tradiional.
Resultados de simulações, feitas em GPSS (General Purpose Simulation System), são
apresentados om o intuito de validar a formulação riada e de omparar o erro relativo
dela om ode outrasaproximações.
O Índie de Gini é usado para failitar a omparação entre sistemas, pois, através
desse, é viável lassiá-los quanto à heterogeneidade e, então, avaliar qual é o efeito
resultante dessa sobre as medidas de desempenho de um sistema de las qualquer. É
apresentada, também, uma análise sobre a inuênia que alguns tipos de aloação têm
This work isspeially appliedtothe ase of Cheterogeneous servers, exponentially
distributed, whih assist a single FCFS line formed for just one type of ustomer lass.
A mathematialformulationis presented to obtain an upper bound for the performane
measures. Basially,suhformulationisobtainedthroughanexpansionofthe statespae
resultingfromtheheterogeneityofthe servers andafterwardsthrough aredution ofthat
state spae. That redution is feasible beause only the possibilitiesof larger probability
areonsidered. Withthat,itispossibletondtheworstasefortheaveragewaitingtime
in queue and for the average number of people in the queue, as well as for the average
waiting timein the system and the average number of people inthe system.
Inmostoftheasesthatformulationbeomesattrativeasitisapabletoapproximate
the real behavior of those systems of heterogeneous servers with an error that is smaller
thanif itwas alulated using the traditionalMM.
Results from simulations, whih were run in GPSS, are showed with the intention of
validatingthe reated formulationandtoompare therelativeerrorresulted fromitwith
theerrorfromotherapproahes. The Gini'sIndexisusedtomaketheomparisonamong
systems possible as it makes viable the lassiation of the systems aording to their
heterogeneity. Asaresult ofthat itis possibletoevaluatewhihisthe resultanteeton
the performane measures of those queueing systems. In addition,some analyses on the
Lista de Figuras vii
Lista de Tabelas ix
1 Introdução 1
1.1 Introdução . . . 1
1.2 Objetivo . . . 2
1.3 Motivação . . . 3
1.4 Revisão Bibliográa . . . 4
1.5 AbordagemProposta . . . 12
1.6 Apliações . . . 14
1.6.1 VoD - Video Sob Demanda. . . 14
1.6.2 Redes de Comuniações . . . 15
1.6.3 Telefonia . . . 17
1.6.4 Multiplexaçãode Paotes emSwithes . . . 17
1.6.5 Centralde Atendimento . . . 18
1.6.6 Modelos Finaneiros . . . 19
1.6.7 Outras Apliações . . . 20
1.7 Organização doTrabalho . . . 22
2 Proessos estoástios Markovianos 24 2.1 Cadeias de Markov . . . 24
2.1.1 Proessos Markovianos Disretosno Tempo . . . 25
2.1.2 Classiaçõespara as Cadeias Markovianas . . . 27
2.1.3 Probabilidades Limite . . . 30
2.2.3 Função taxa de Falha . . . 34
2.3 Distribuição de Poisson . . . 35
2.4 Proessos Markovianos Contínuos no Tempoe oProesso de Poisson . . . 37
2.4.1 Distribuição doTempoentre Chegadas. . . 40
2.4.2 Distribuição doTempo de Espera . . . 42
2.4.3 Distribuição Condiionaldos tempos de hegadas . . . 43
2.5 Proesso de Nasimentoe Morte . . . 44
2.6 Sumário . . . 47
3 Sistemas de Filas Markovianas 48 3.1 SoluçõesGerais: Equações de Equilíbrio . . . 48
3.2 Lei de Little . . . 51
3.3 Fila M/M/1 . . . 53
3.4 Fila M/M/ . . . 54
3.5 Fator
ρ
de Utilização . . . 564 Aproximação Proposta: M/M/
c
H
eterog
ˆ
eneos
58 4.1 Desenvolvimento . . . 584.1.1 Taxade Nasimentoe Taxa de Morte . . . 58
4.1.2 Denição de p
i
. . . 624.1.3 Denição de p
0
. . . 634.2 Medidas de Perfomane. . . 64
4.2.1 L
q
e Wq
. . . 644.2.2 L e W . . . 66
4.3 Comparação daAproximação Proposta om OutrosModelos . . . 67
4.4 Sumário . . . 69
5 Resultados Numérios, Capaidades e Limitações 70 5.1 Resultados Numérios . . . 70
5.2 Capaidades eLimitações . . . 79
6 Disussões 89 6.1 Identiação de Região Ótima . . . 89
A Simulação 95
1.1 Sistema om servidoresHeterogêneos atendidos por múltiplaslas paralelas. 5
1.2 Sistema om servidoresHeterogêneos atendidos poruma únia la. . . 6
1.3 SistemadelaúniaomservidoresHeterogêneos,modeloestudadoneste trabalho. . . 13
1.4 Modelo de rede de las para grupos de servidores naWeb. . . 16
1.5 Modelo Operaionalde um entro de atendimento. . . 19
1.6 Organização dos apítulosda dissertação . . . 23
2.1 DiagramadeVennparaompreensãodasrelaçõesentreosproessosaleatórios 27 2.2 Probabilidade de um eventonão ter aonteido. . . 41
3.1 Diagrama de transição de estados para um proesso BD. . . 49
3.2 Diagrama de transição de estados para um sistemade laM/M/1. . . 53
3.3 Diagrama de transição de estados para um sistemade laM/M/ . . . 54
4.1 Diagrama de transição de estados para o modelo proposto de Servidores Heterogêneos. . . 60
5.1 Sistemas om 2servidores para
ρ
= 0
.
9
. . . 735.2 Sistemas om 2servidores para
ρ
= 0
.
75
. . . 745.3 Sistemas om 2servidores para
ρ
= 0
.
6
. . . 755.4 Sistemas om 3servidores para
ρ
= 0
.
9
. . . 785.5 Sistemas om 3servidores para
ρ
= 0
.
75
. . . 795.6 Sistemas om 3servidores para
ρ
= 0
.
6
. . . 805.7 Sistemas om 6servidores para
ρ
= 0
.
9
. . . 825.8 Sistemas om 6servidores para
ρ
= 0
.
75
. . . 835.9 Sistemas om 6servidores para
ρ
= 0
.
6
. . . 845.12 Sistemas om 12servidores para
ρ
= 0
.
6
. . . 876.1 Região ótima para 2servidores e
ρ
= 0
.
75
. . . 906.2 Região ótima para 6servidores e
ρ
= 0
.
75
. . . 912.1 Funções Geradorasde Momentos, Médias e Variânias . . . 33
5.1 Erro máximoenontrado nos resultados . . . 77
5.2 Erro Médio enontrado nos resultados . . . 81
5.3 Tempo médio de espera emla para M/M/ . . . 88
B.1 Resultados paraM/M/2heterogênea -
ρ
= 0
.
9
. . . 98B.2 Resultados paraM/M/2heterogênea -
ρ
= 0
.
75
. . . 98B.3 Resultados paraM/M/2heterogênea -
ρ
= 0
.
6
. . . 99B.4 Resultados paraM/M/3heterogênea -
ρ
= 0
.
9
. . . 99B.5 Resultados paraM/M/3heterogênea -
ρ
= 0
.
75
. . . 100B.6 Resultados paraM/M/3heterogênea -
ρ
= 0
.
6
. . . 100B.7 Resultados paraM/M/6heterogênea -
ρ
= 0
.
9
. . . 101B.8 Resultados paraM/M/6heterogênea -
ρ
= 0
.
75
. . . 102B.9 Resultados paraM/M/6heterogênea -
ρ
= 0
.
6
. . . 102B.10Resultados paraM/M/12heterogênea -
ρ
= 0
.
9
. . . 103B.11Resultados paraM/M/12heterogênea -
ρ
= 0
.
75
. . . 104ANOVA Analysisof Variane
ATM Asynhronous Transfer Mode
BD Proesso de Nasimento e Morte (Birth-Deathproess)
B-ISDN BroadbandIntegrated Servies DigitalNetwork
BPI Bath Poisson Input
CDF FunçãoDistribuição Cumulativa
CPDEE Centro de Pesquisa eDesenvolvimentoem EngenhariaElétria
DSL DigitalSubsriberLine
EBIT EarningsBefore Interests and Tax
FCFS First-Come,First-Served
FSF Fastest Servers First
GAMS GeneralAlgebrai Modeling System
GPSS GeneralPurpose Simulation System
IP Internet Protool
MAC MediumAess Control
MCMS MultiClass MultiServer
M/M/ Chegadas Markovianas/Saídas Markovianas/ servidores -Notação de Kendall
MPLS MultiprotoolLabelSwithing
MSE Mean Squared Error
PB Proesso de Puro Nasimento(Pure-Birth)
PDF FunçãoDensidade de Probabilidade(Probability density funtion)
PP Proesso de Poisson
RP Proesso de Renovação (Renewalproess)
RW RandomWalk proess
SHE Servidores Heterogêneos exponeniais
SLA Servie-Level-Agreements
SMP Proesso Semi-Markoviano(Semi-Markov proess)
SQMS Single QueueMulti Server
UPC Usage Parameter Control
UT Unidade de Tempo
VA Variável Aleatória
VoD Video on Demand
VoIP Voie overIP
C
Número de servidoresno sistemaC
(
t
)
Conabilidadedo sistema∆
(t) Intervalo de tempotE
i
Estado iF
(
x
)
Função de densidade de probabilidadeaumuladaf
(
x
)
Função densidade de probabilidade de xf
i
Probabilidade de o sistemasempre voltar aE
i
f
i
(
n
)
Probabilidade de o sistemavoltar aE
i
emntransiçõesΦ(
t
)
Função geradora de momentoγ
Período de reorrênia para uma adeia periódia de MarkovL
Número médio de pessoas no sistemaL
q
Número médio de pessoas na laλ
Taxa onstante de hegada de lientesλ
i
Taxa de Nasimentopara um proesso Markovianono estado im
c
Somatório das apaidades de proessamento dos servidoresM
i
Tempo médiode reorrêniam
i
Somatório das apaidades de proessamento dos i primeirosservidoresµ
i
Taxa de Morte para um proesso Markoviano noestado iµ
j
Taxa de proessamento doservidor iN
(
t
)
Número de eventos no intervalotp
0
Probabilidade de se ter 0 jobsno sistemaP
i
Distribuição estaionáriade probabilidadede se estar emE
i
p
i
Probabilidade de se estar noestado iem um proesso Markovianoou aprobabilidadede seter ijobs emum sistemade las
π
i
Probabilidade limitede seestar emE
i
π
n
i
Probabilidade de um sistema seenontrar emE
i
na n-ésimatransiçãoρ
Utilização dosistema, ouintensidade de tráfegor
(
t
)
Função taxa de falhaS
(
i
)
Tempo de espera até oi-ésimo eventoV
(
f
)
Sistema qualquer em um estado futuro
V
(
n
)
Sistema qualquer em um ponton qualquer notempo
V
(
p
)
Sistema qualquer em um estado presente
W
Tempo total médioque ada job a nosistemaW
q
Tempo médioque ada job espera nalay
q
Probabilidade ondiionalde seestar no estadoV
Introdução
1.1 Introdução
As las são fenmenos que aonteem a todo o momento em nossos dias. Pode-se
ver la em tudo o que fazemos e aonde vamos. Há las de arros, para omprar um
lanhe ou quando se vai pagar uma onta. Em diversas e variadas situações, podem-se
vê-las. Aslas queaonteemnonossodia-a-dianão são,apenas, asvisíveisdiretamente.
Existem las, por exemplo, nos aeroportos e nos portos, além de estarem presentes em
todo o proesso de produção e esoamento de produtos, fazendo om que os preços das
meradorias subam ou desçam onforme a eiênia na distribuição e na logístia. Em
telefonia,prinipalmenteomastenologiasdeomutaçãodepaotes,VideosobDemanda
eVozsobre IP,aslas também apareem. Desta forma,resolverde maneiraadequadaos
problemasde las pode ser um fatorde redução de ustosede maximizaçãodaeiênia
de um sistema.
As las aonteem a todo o momento em vários sistemas e elas poderão se tornar
instáveis quando a quantidade de trabalho demandada ao sistema é maior ou igual à
apaidadede proessaressa quantidadede serviço. Quando aoferta de proessamentoé
menorqueouxo de trabalhoquehega nesse sistema,aslas,inevitavelmente, surgirão
e poder-se-ão tornar um entrave intransponível. Em alguns asos, a solução é aumentar
a apaidade de atendimento, mas isso pode requerer vultosas despesas de apital. Em
outros asos, as las podem ser reduzidas através de uma aloação mais eiente dos
reursos existentes.
Ainvestigação de sistemasde las é,portanto,de extremaimportânia. Dentrodeste
têm as mesmas taxas de trabalho e, por isso, são hamadosde Servidores Heterogêneos.
A neessidade de estudaros sistemas atendidos poresses servidores vem do fato de que,
naprátia,o número de sistemas nos quaisos servidorestrabalham om taxas diferentes
vem resendo. Considerando, por exemplo, seres humanos omo servidores, sendo ada
um enarregado de realizar um serviço mesmo que esse serviço seja igual para todos,
ada um terminará o trabalho em um tempo diferente. Anal de ontas, seres humanos
são diferentes e têm apaidades diferentes. Ainda que os servidores sejam máquinas, é
provável queo mesmo oorra. No aso da Internet, é possível que o proessador de uma
máquinaouoroteadorsejamaisrápidoqueoutros. Prinipalmenteporqueossistemasde
omuniação enfrentam um proesso rápido e permanente de renovação de tenologia, o
quefaz equipamentosvelhos serem normalmentemais lentos. Considerando os proessos
industriais, é de se esperar que haja máquinas om diferentes preços e, portanto, om
diferentes taxas de produção, ou mesmo, serem de origens diferentes o que, também,
afetaas respetivas apaidades. Mais ainda, as máquinas podem, apenas, ser de idades
diferentes e,onsequentemente, trabalharemom apaidades díspares.
A Teoria de Filas é um ramo daProbabilidade Apliada om a Pesquisa operaional
queprouramodelar,matematiamente,esses sistemase,dessaforma,revelar anatureza
probabilístiaportrásdesses. Através dessesmodelos matemátios,proura-se, de forma
detalhada,obter respostas ótimaspara problemas de gereniamento de várias naturezas.
Para isso, a Teoria de Filas aparee omo ferramenta para a obtenção de parâmetros de
desempenho,omo,porexemplo,tempode esperamédioenúmeromédiodepessoastanto
nalaquantonosistema. Comariaçãodeformulaçõesfehadasépossíveltomardeisões
de formamaisrápida eonável,já quenão émais preiso utilizarapenas simulações, as
quaispodem ser impreisas e muitas vezes demoradas.
1.2 Objetivo
Oobjetivodestadissertaçãoédesenvolverumaformulaçãomatemátiaquerepresente,
de forma aproximada, os sistemas de las orrespondentes aos asos em que existam
servidores heterogêneos exponenialmente distribuídos, alimentados por uma la únia.
Tal latem disiplinade atendimentoFCFS (First-ComeFirst-Served) e é formada por
jobs de uma só lasse, ujas hegadas ao sistema aonteem de aordo om um proesso
de Poisson. Pretende-se, om essa formulação, obter as medidas de desempenho, tempo
númeromédio de jobs no sistema enúmero médio de jobs nala.
Espeiamente, pretende-seavaliar,atravésdaformulaçãodesenvolvida, a inuênia
daheterogeneidadedosservidoresdentrodosistema. OÍndie deGiniserá utilizadopara
mensuraressa heterogeneidadeentre taissistemase,então, tornarpossívelalassiação
ea omparaçãodesses.
Com base emtais medições, pode-se, então, determinar omo o sistema se omporta
quando se varia o número de servidores. Deseja-se om isso avaliar o quanto os
resulta-dos obtidos om a formulação proposta são afetados om o aumento da quantidade de
servidores. Para essa avaliação,são omparados valores obtidos om valores simulados.
Emseguida, pretende-se denir limites superiores e inferiores para ada onguração
de servidores. Isto é feito, através de omparações do erro resultante em relação às
variaçõesqueoorremnaformulaçãopropostaquandosãoutilizadasasseguintespolítias
dealoaçãodeservidores: (i)esolhendoosservidoresmaislentosprimeiro;(ii)esolhendo
osservidores de formaaleatória;e (iii)esolhendo os servidoresmais rápidos primeiro.
Finalmente, pretende-se analisar o erro aarretado nos resultados alulados om a
formulação proposta quando se varia o oeiente
ρ
de utilização do sistema. Espera-seque o erro seja menor quando o
ρ
tende à unidade, pois, a inuênia das polítias dealoaçãonas medidas de performane para esse aso é menor.
A análise realizada permite a identiação de apliações prátias nas quais a
formu-lação proposta possa ser utilizada. Dessa forma, este estudo torna-se útil para o
geren-iamento de quaisquer proessos de las que oorrem no dia-a-dia, se esses puderem ser
representados pelomodelo aqui proposto.
1.3 Motivação
Amotivaçãoparaestetrabalhovemdaimportâniadesedesenvolverumaferramenta
quepossibiliteuma melhora nas avaliações feitassobre vários proessos de las e, assim,
melhorar o gereniamento dos mesmos. Como onseqüênia de uma melhor gestão dos
proessos,tem-se: melhor qualidadedos serviços, maior apaidade de trabalhoe
eono-miananeira através de redução de ustos.
Sãoenontrados,naliteratura,muitosmodelosqueseutilizamdaTeoriadeFilaspara
desrevermatematiamentearealidade. Entretanto,quasetodos,quandoéoasodemais
deumservidor,onsideramosservidoresomosendohomogêneos. Esta éapenasumadas
proura-sedarumpassoamaisemdireçãoaumamelhorrepresentaçãodoqueaonteena
realidade. A possibilidadede riaçãode uma formulaçãorelativamentesimplesequeseja
sensívelàheterogeneidadedos servidoresquandoesses são exponenialmentedistribuídos
representaumaontribuiçãosuientementesigniativaparajustiararealizaçãodeste
trabalho.
A gama de sistemas om natureza distinta em que a formulação proposta poderá
ser apliada é mais um estímulo à investigação da mesma. Esta gama estende-se desde
sistemas de teleomuniações, nas quais agrupam-se tenologias de video sob demanda
e voz sobre Ip,passando por redes de omputadores em geral, e indo até sistemas de
manufatura, logístiae análise naneira.
1.4 Revisão Bibliográa
Com aampla utilidadeenontrada para aTeoria de Filas emvárias áreas, observa-se
que, nos últimos anos, vários autores vêm estudando extensivamente o assunto. Devido,
portanto, àquantidade de trabalhos publiados neste ampo,um leitor interessado pode
se perder entre tantos aminhos possíveis. Neste trabalho os esforços são divididos de
maneira a evitar esse erro. Para isso os seguintes passos são seguidos: (i) estudo sobre
teoria de las desrita em Gross e Harris (1985), Kleinrok (1976a), Kleinrok (1976b),
Ross (1993),El-Taha e Stidham(1999),Wol (1989), Saaty (1961), Feller (1957), Feller
(1966),Cooper(1981)eAllen(1990)ondeforamenontradososfundamentosneessários
para desenvolver este estudo; (ii)pesquisa e onseqüente estudo sobre trabalhos que
de-senvolvema teoriasobre servidores heterogêneos neessária para este; e(iii) investigação
sobre possíveis apliações.
Existemais de um tipode sistemasom servidores heterogêneos, e esses são tratados
de formasdiferentes. Oprimeirotipode sistema onsisteemservidoresindividuais,onde
ada um deles "enxerga" à sua frente uma la únia à qual só ele atende. Esse sistema
está representado na Figura 1.1. O segundo tipo de sistema, mostrado na Figura 1.2,
é o aso em que os servidores atendem à mesma la, ou seja, existe somente uma la
"alimentando"os servidoresquando esses am vazios.
O primeiro tipo de tratamento, na verdade, onsidera múltiplas las paralelas. Esse
tipodesistemaéaraterizado,portanto,porváriosservidoresquetrabalhamemparalelo
ondeadaumtemumalaprópriaomosefosseumsistemadeapenasumservidor. Nesse
Figura 1.1: Sistema om servidores Heterogêneos atendidos por múltiplaslas paralelas.
quando um job sai de sua la e vai para uma mais urta. Para se alular as medidas
de performane dos sistemas om múltiplas las onsidera-se ada la individualmente
e depois tira-se a média ponderada de ada uma dessas las. Essa ponderação é feita
através de pesos probabilístiosde roteamento(The Routing Probabilities).
Muitos pesquisadores vêm estudando esses tiposde sistemasde las paralelas eesses
onsideram ou não a heterogeneidade dos servidores. Alguns artigos sobre essas las e
que de alguma formaontribuem omo base para o modelo desenvolvido neste trabalho,
são: Levine eFinkel(1990),BanawaneZahorjan(1989),Haight(1958),Kingman(1961),
Borst(1990), Koenigsberg (1966),Lee (1994),Whitt (1980), Whitt (1992),Wein(1991),
Disney eMithell (1971),Elsyed e Bastani(1985), Blan(1987),Blan(1992),Shwartz
(1974),Zhao e Grasmann (1990),Grassmann e Zhao (2004),Zhao e Grasmann (1990).
O segundo tipo de sistema om servidores heterogêneos é o que é tratado neste
tra-balho. Nesse aso existe apenas uma la onde os jobs aguardam para serem atendidos
poralgum servidor queque livre, o queaontee quando esse termina oproessamento
dotrabalhoque estava realizando. Essa é uma la FCFS (First-Come,First-Served), na
qual o primeiro job que hega ao sistema é o primeiro a ser atendido. Obviamente, o
fatodo primeirojob que hegar ser atendido primeironão resulta nofato de que esse irá
tambémsairprimeirodosistema,umavezque,ataxade proessamentode adaservidor
é diferente. Outra razão para que isso oorra vem da onsideração de que o tempo de
No sistemade uma laompartilhadapor diversos servidores, não épossívelalular
as medidas de performane fazendo as ponderações omo feito para os sistemas om
las paralelas. Assim sendo, a omplexidade analítia para os álulos de medidas de
desempenho desse tipo de sistema faz om que hoje na literatura ainda existam menos
trabalhos publiados, que para os asos de las paralelas e de servidores homogêneos.
Como muitas apliações neessitam da formulação de las omo forma de obtenção de
onheimento sobre os sistemas, simpliações são empregadas para que se ontorne a
diuldade analítia. Uma forma simpliada de se tratar esses sistemas é onsiderar
todos os servidores homogêneos reduzindo o sistema auma laG/G/C. Outra formade
simpliaçãoé onsiderar as hegadas omo sendo de aordo om o proesso de Poisson
eotempodeserviço omo sendoexponenialmentedistribuído,oquereduziriaosistema
auma la 1
M/M/.
Figura 1.2: Sistema om servidores Heterogêneosatendidos por uma únia la.
Nesses sistemas, pode-se onsiderar os jobs omo pertenendo a mais de uma lasse
diferente. Esse éoasodossistemasommúltiplosservidoresheterogêneosommúltiplas
lasses de jobs. Neste trabalho, partiularmente, os jobs são onsiderados omo sendo
pertenentes aumasólasse,ouseja,todosserão atendidospelomesmotipode servidor.
Até o momento não é do onheimento do autor nenhum trabalho que trate do
as-suntode servidoresheterogêneosom ageneralidadepropostaaquidentrodomesmofoo
1
Entrada esaídamarkovianasomservidores- notaçãodemodelosdelasdeKendall(Kleinrok,
tratado. Porém, para que se tenha uma visão geral das pesquisas já realizadas sobre o
temasão desritos a seguir trabalhos queserviram de base para esta dissertação.
•
ShimkineMandelbaum(2004)onsideramoasoemquelientes (porimpaiênia)abandonam a la e deixam o sistema. Os lientes são onsiderados heterogêneos
quando analisados pelo ponto de vista de seus parâmetros de utilização, poisesses
variam dentroda população. A la é assumidaomo sendo invisívelpara o liente
em espera, pois este não obtém nenhuma informação sobre o sistema. Esse tipo
de la aontee em entros de telefonia ou em qualquer tipo de serviço remoto.
Elesmodelam osistema através de uma laatendida pormúltiplos servidores om
lientes impaientes. E, então, denem pontos de equilíbrio para o sistema, nos
quais este é mantido estável e o liente não abandona a la. As hegadas são de
Poisson e o tempo de serviço é exponenialmentedistribuído. Entretanto, eles não
onsideramosservidores heterogêneos. Medidas de performane tambémsão feitas
para esse modelo.
•
ChaoeLuh(2004)mostramqueemum sistemaomlaM/M/C/N,ouseja,omCservidoreseom apaidadelimitadaemN(éonsideradoum buerom Nlugares
paraosjobs inluindoosque estãoemserviço),aprobabilidadede sebarrarosjobs
éonvexapara
(
λ, µ
)
,ondeλ
éataxadehegadanosistemaeµ
éataxade serviço.Eleslevam em onta então, um sistema de la om servidores heterogêneos om o
tempo entre hegadas e os tempos de proessamento de serviços não-estaionários.
Astaxasde hegadaedeserviçoalternamentredoisníveis
(
λ
1
, µ
1
)
e(
λ
2
, µ
2
)
eam nosníveisi(i=1,2)porumtempoexponenialmentedistribuídoomum taxa(α
)i
.Mostra-se que o número de jobs barrados dentro de um tempo t é deresente em
em uma ordem estoástia onvexa para qualquer t
≥
0. Esse trabalho é uma extensãodo trabalhoFond e Ross (1978) onde éestudado o aso de C=N=1.•
GrassmanneZhao(2004)analisamum sistemadelasomservidoresheterogêneosomentradasgeneralizadas. Mostra-seomoobter asprobabilidadesde estado
tempo em que oorrem hegadas, determinam-se as probabilidades para todos os
estados emque o liente não enontra la, e depois determinam as probabilidades
para quando já havia lientes esperando na hora de uma hegada. As
probabili-dadesnos temposde hegada permitemahar aprobabilidadede não ter espera no
sistema,adistribuiçãodotempode esperaeadistribuiçãodonúmerodepessoasno
sistemaempontosaleatóriosdotempo. Através de argumentosheurístios e
álu-losnumérios,mostra-sequeaimportâniadaaloaçãoéinversamenteproporional
à intensidade de trafego no sistema, à variânia entre os intervalos entre hegadas
e diretamente proporional ao número de servidores. Eles também denem regras
paraa deisão de aloação quando hámais de um servidor livre.
•
HarteneSlepthenko (2003)desenvolvemum estudosobresistemasde las MCMS(Multi-ClassMulti-server). Considera-se, então, um sistema de la M/M/k om k
lasseseservidoresexponenialmentedistribuídos,mas,omtaxasdeproessamento
diferentes. Desenvolve-se um proedimento para a onstrução de soluções exatas
paraasequaçõesde estadoestaionário. Nesseproedimentofaz-seuma reduçãode
partedo problema para uma equação diferenialde segunda ordem. Mostra-se que
a solução exata pode ser ahada através de deomposição dos autovalores dessas.
Com as soluções exatas para as equações de estado, omputam-se as medidas de
performane para o sistemapara depoisompará-las om aproximações heurístias
enontradas na literatura. Em seguida, ilustram-se os métodos desenvolvidos no
artigo om resultados numérios e demonstram-se algumas apliações úteis para
esses.
•
Boxma, Deng, e Zwart (2002) estudam uma la heterogênea M/M/2 e denem otempo de serviço do primeiro servidor omo sendo exponenialmente distribuído,
enquanto que, no segundo servidor o tempo de serviço é representado por uma
distribuiçãogenéria B(.). Os autores apresentam uma análise matemátia preisa
para o tamanho da la e para a distribuição do tempo de espera para os asos em
que B(.) tenha a transformada de Laplae-Stieltjes. Mostra-se que a distribuição
•
Gall (1998b) generaliza o método de fatorização riado por ele mesmo em (Gall,1998a) para as las G/G/s, só que agora onsiderando os servidores omo sendo
heterogêneos. Apresentam-se três propriedades simples, as quais permitem a
on-struçãode ummétodonumérioparaosálulos. Comparam-seosresultados
aha-dos om os determinados através de métodos Markovianos lássios para o aso
de um sistema de la M/G/s simétria. Compara tambémo atraso médio em la
enontrado naanálise om resultados simulados.
•
Singh (1971) em seu trabalho onsidera um sistema de la M/Mi
/
3
, onde os trêsservidores são heterogêneos. Enontram-se as seqüênias de melhores taxas de
serviço, através de investigações numérias que minimizam as medidas de
perfor-mane dos sistemas. Singh mostra que para
ρ
=
λ
µ
1
+
µ
2
+
µ
3
existe uma ombinação
de
µ
i
que otimizao sistema.•
Singh (1970) desenvolve um sistema Markoviano om dois servidores heterogêneosque atendem a uma únia la. Os jobs são todos de um só tipo e no modelo
é permitido que se deidam se os jobs vão ou não se juntar ao sistema. A la
onsiderada no artigo é do tipo M/
M
[
j
]
/
2
/
(
β
)
, onde
β
é a probabilidade de umjob se juntar ao sistema se no momento da hegada os dois servidores estiverem
oupados. Se os dois servidores estiverem vazios, há duas possibilidades: i) o job é
aloadoparaoservidormaisrápido;eii)ojobtemumaprobabilidadedeseraloado
para qualquer um dos servidores. Como o espaço de estados para um sistema de
dois servidores é tratável analitiamente, o autor desenvolve uma formulação para
o tempo médio de espera e o ompara om o tempo médio de espera obtido para
um sitemaM/M/2/(
β
)
om servidores homogêneos.•
Gumbel(1960)araterizaumsistemadelaM/M/omservidoresheterogêneosqueatendem auma únia lasse de jobs. Ele assumeque paramais de um servidor
vazio, o que irá ser aloado para servir um liente que hega será aleatoriamente
heterogêneos quando este é omparado om um sistema de servidores homogêneos.
Considerando o sistema em regime permanente, uma expressão para as
probabil-idades de estado é apresentada em uma formulação fehada e, a partir dessa, é
desenvolvida a formulaçãopara o tamanhoesperado dala.
Dentro da área de teoria de las surgiu a neessidade de se ontrolar os sistemas de
aloaçãoedeentradadejobs. Ateoriadelasontroláveisfoiamplamenteestudadaomo
intuitodeseahar umpontode ontroleótimoparaaadmissão,oagendamento,oserviço
e o roteamento de jobs em las ou em redes de las ((Rykov, 1975), (Stidham, 1985) e
(Stidham e Weber, 1993)). "O prinipal objetivo da teoria desses proessos é provar a
propriedadeMarkoviana de se ter uma estratégia ótima, a qual permita a onstrução de
um polítia ótimausando métodos numérios"
(Rykov, 2001). Algumas publiações nessa área serviram de embasamento para este
trabalhoe são apresentadas a seguir:
•
Marmony (2005) propõe um regra de roteamento para um sistema de larga esalaom múltiplosservidores heterogêneos e apenas uma lasse. A regra proposta édo
tipo FSF (Fast Server First), ou seja, aloa o servidor mais rápido livre primeiro.
Mostra-sequeessa regra minimizaassintotiamente, para osistema emestado
per-manente, o tamanho da la e o tempo virtual de espera. Considera-se um regime
om muitos servidores que atendem a um alto tráfego de jobs, o qual é hamado
regime QED (Quality and Eieny Driven). O sistema proposto atinge um alto
nível de qualidade de serviço e de eiênia fazendo-se um balaneamento entre os
dois. A análise feita mostra que o modelo om servidores heterogêneos funiona
melhordoque o modelo om servidoreshomogêneos.
•
Rykove Efrosinin(2004)desenvolvemuma desrição numériaqueprova apolítiade aloação ótima que minimiza o usto operaional do sistema. A esolha do
servidor mais rápido é feita omo polítia de aloação, e os autores mostram que
esta polítia reduz o tamanho da la. Considera-se um sistema de uma únia la
•
Rykov (2001) desenvolve um modelo de la ontrolável para múltiplos servidoresheterogêneos. Oautor expande aspropriedades desenvolvidas para dois servidores,
generalizando o trabalho de Lin e Kumar (1984). Considera-se o sistema de las
M/M/K/N-K(K
≤
N≤ ∞
)quetemumbueromapenasN-Klugares. Ahegada segueomodelode umproesso dePoissonomtaxaλ
eosistematemKservidoresheterogêneos exponenialmente distribuídos. Considera-se um usto por unidade
de tempo em que ada job utiliza o serviço e também um usto para o tempo em
que o job a parado esperando na la. No sistema onsiderado por eles há um
ontrolador que deide semanda ou não um job para um servidor que está livre, e
lientes são rejeitadosno sistemase o buer estiver heio.
•
Nobel e Tijms (2000) analisam um modelo de las om hegadas de Poisson embandoBPI(BathPoisson Input) emum sistema om dois servidoresexponeniais
heterogêneos. Oservidor maisrápidoestá sempreemserviço eomaislentoéusado
sóquando a la atinge um tamanholimite, pois, esse inorre emustos xos para
ser ativado. Desenvolve-se um algoritmopara ahar a melhorregra para gerar um
nívelótimo para a deisãode ativarounão o servidor lento.
•
Righter (2000) estuda um sistema om la M/M/2, onde os servidores sãohet-erogêneos. No sistema há múltiplas lasses de lientes e é assoiado aos lientes
de ada lasse uma taxa de reompensa (reward rate) e um usto por ar no
sis-tema. Determinam-se prioridades e os lientes om a prioridade mais alta podem
tomaro lugar (preempt) dos lientes de lasse mais baixa quejá estão sendo
servi-dos. Denem-sedois modelos onde a polítia de aloação ótimae a distribuiçãode
prioridadesótima maximizamo luro através de uma estrutura de limiarque é
de-pendentedonúmerode lientes de ada lassequeexiste nosistema. Eles mostram
queolimiarótimonãodependedovalornumérioespeiodataxaderemuneração
enem dovalorde ada um deles.
servi-minimiza o atraso médio do sistema para o aso em que o número de servidores
tende ao innito. Analisando os servidores apenas om duas taxas diferentes de
proessamento eles mostramaonvergênia para o pontoótimo quando usadaessa
polítia. Eles propõem tambémpolítiaspara sistemas que têm uma grande
quan-tidade,porém nita, de servidores om uma distribuição genéria para as taxasde
proessamento.
•
LineKumar(1984)mostraramqueparadois servidoresheterogêneos apolítiaqueminimizaonúmerodejobs nosistematemumapropriedadede limiar(vejatambém
Koole (1995) e Walrand (1984)) e essa usa o servidor mais rápido se neessário.
Usando argumentos de programação estoástia dinâmia (veja Bellman (1954) e
Bellman(1957))elesprovamquearegradeontroleótimoédotipolimiar,oqueera
um resultado intuitivamenteobvio. O ontrole riado por eles onsidera neessário
a utilização do servidor mais lento só depois que a la atinge um tamanho que
ultrapasse ertovalorde limiar.
Ahamos pertinente itar aqui outros trabalhos analisados e que também lidam de
algumaformaom sistema SQMS (single-queue, multi-server) eque não foram
omenta-dos aima. São eles: (Neuts e Takahashi, 1981), (Foss e Kovalevskii, 1999), (Viniotis e
Ephremides, 1988). Ressaltamos aqui que nenhum desses autores desenvolveu uma
for-mulação fehada relaionadas às medidasde desempenho de formatão genéria ou para
o aso de sistemas om presença de mais de três servidores heterogêneos, mostrando o
quãoeste trabalho generaliza o estudo de las para o aso de servidores heterogêneos e,
portanto, garantindo oineditismodeste.
1.5 Abordagem Proposta
Neste trabalho, pretende-se desenvolver uma formulação para o aso de um sistema
om múltiplosservidores. Esses servidores não são tratadosde forma homogêneaomo é
o aso da M/M/. O modelo abordado neste trabalho orresponde ao aprensentado na
Figura1.3. Osjobs hegam ao sistema de aordo om uma distribuição de Poisson om
taxa
λ
. No modelo dessa dissertação é onsiderada apenas uma lasse simples de job,= 1, 2, . . .,
∞
. O tempo que ada job passa em ada servidor é exponenialmente distribuído e ada servidor no sistema tem uma apaidade de proessamento espeíaque é representada pela taxa
µ
de trabalho. Por motivos de álulos, os servidores sãoordenados em uma ordem resente de aordo om a taxa de proessamento, ou seja, o
servidor um será aquele om menor apaidade de trabalho o dois a segunda menor e
assimpordiante. Temos portanto:
λ
Taxa de hegadade lientes nosistemaµ
j
Taxa de proessamento do servidor j, para j = 1, 2, ..., . Sendo que,µ
1
6
µ
2
6
µ
3
. . .6
µ
c
.Cadajob hegaindividualmenteaosistema,ouseja,não sãoonsideradasashegadas
embando(bulkarrivings)etambémnãoéonsideradonenhumtipode prioridade. Além
disso, o sistema tem apaidade innita, ouseja, não há rejeição de jobs que hegam ao
sistema. Finalmente, não éonsiderada a perda de jobs por nenhum tipode desistênia,
troaouimpaiênia por partedeles.
Figura 1.3: Sistema de la únia om servidores Heterogêneos, modelo estudado neste
trabalho.
Como ala édo tipoFCFS (First-Come,First-Served), os jobs que hegam primeiro
ao sistema são atendidos primeiro. No modelo, não é permitido que um servidor que
oioso(livre)quandohátrabalhoaserrealizadoouseja,quandohouverla. Assimsendo,
oprimeirojob nalaserá atendidoassim quealgumdos servidoresterminarde proessar
otrabalhoque estiver realizando.
Como os servidores são heterogêneos, o tipo de aloação utilizada inueniará nas
medidasdedesempenhodessesistemaeonsequentementenomodelo. Estuda-seaquitrês
tipos de aloação: (i) aloação rápida, em que os servidores mais rápidos são aloados
(iii) aloação lenta, na qual os servidores mais lentos que estiverem livres são aloados
primeiro. Aúltimaaloaçãoonsiderada(lenta),aindaquenãosejamuitorealistaquando
omparada om apliaçõesreais, é muito útil, pois, omo será mostrado aqui, esta serve
de aproximaçãopara as outras.
1.6 Apliações
Nestaseção,proura-sejuntarasosemquesepossaempregaromodelopropostoaqui.
Para isso, busam-se asos apliáveisexistentes naliteratura, além de situaçõesprátias.
Émuitoamplaaquantidadedepossibilidadesexistentesnas quaissepode relaionarom
o trabalho. Servidores heterogêneos podem ser usados para representar vários tipos de
sistemase,àsvezes, om naturezasompletamentediferentes. Abaixosão exempliados
algunsmodelos obtidos através de trabalhos já publiados.
1.6.1 VoD - Video Sob Demanda
Ossistemasde videosob demanda (VoD) são usadospara seiniiar aexempliação.
VoD é um serviço pago de distribuição de vídeoeletrnio para usuários diversos. Esses
sistemas permitem que os usuários seleionem e assistam determinados programas ou
eventos em vídeo. Esses podem ser ahados em um anal de televisão interativa ou
em paginas da Web e onsistem em envios de onteúdos em formato de vídeo, karaokê,
jogos,et. Para isso, pode-se fazer um "download"(quando todo ovídeo é enviadoantes
da exibição) ou por "streaming" (quando o vídeo é enviado onstantemente durante a
exibição). Essa é uma solução enontrada para as transmissões que utilizam tenologia
ADSLououtra tenologia BandaLarga 2
.
Para que todos os usuários sejam atendidos simultaneamente devem ser adotados
múltiplos servidores heterogêneos. A heterogeneidade desses servidores se justia por
vários motivos, omo, por exemplo, se um novo servidor for adiionado para expandir o
sistemaVoDouseumservidorforsubstituídoporoutroquetenhafalhado,éde seesperar
que o novo servidor tenha mais rapidez e uma maior apaidade de armazenagem. A
formulaçãoriadaaquiserveomoferramentaparaariaçãode modelosquerepresentem
esses sistemas.
2
Banda largaéonomeusadoparadenirqualqueronexãoaimadaveloidadepadrãodosmodens
•
LeungeHou(2005)investigamomo direionarlmesparaservidoresheterogêneosparaque aprobabilidade de bloqueiodiminua. Oartigo trata das seguintes formas
delidaromoproblema: (i)Problemrelaxation-édeterminadaumaargaidealom
queada servidordevalidar e (ii)Goal programming -Através de iterações aarga
édireionadaeredireionadaparaadaservidoratéseaproximardeumvalorideal.
Desenvolve-se um modelo de laque onsidera que os pedidos de vídeohegam de
aordoomum proesso de Poissone queada servidoratendeaváriosusuáriosao
mesmotempodependendodaapaidadedesse. Amedidadeperformaneanalisada
foia probabilidadede bloqueiodosistema.
1.6.2 Redes de Comuniações
Um segundo exemplo para a apliação do modelo é enontrado nas tenologias para
protoolos de Internet, noaso, atenologia de vozsobre IP (VoIP). VoIP torna possível
estabeleeronversações telefniasemuma rede IP, tornandoa transmissãode vozmais
um dos serviços suportados pelas redes de dados. Essa é uma tenologia que rese
rapidamente e hama atenção não só pela habilidade do IP de arregar tráfego de voz
mas,também, porserapaz dearregar aomesmotempotráfegosde fax eoutrossobrea
redede dados. Issotem impliaçõesomo atomadapelaInternetde espaçosdo merado
daPSTN (Publi Swithed Telephone Network).
•
Liu,Squillante, e Wolf (2001) apresentam uma metodologiapara maximizar lurosem ambientes de e-ommere. O modelo é baseado nas reeitas que são geradas
quando são garantidos níveis de QoS. Os ritérios para QoS são derivados de
aor-dos para níveis de serviço (SLAs) entre provedores e lientes. Usa-se um modelo
de las para ahar medidas de performane, no aso: throughput e atraso médio.
Modela-se a rede através de grupos de servidores da Web (Web server farm) que
onsistem emum sistema de omputadores distribuídos que orrespondem a
servi-doresheterogêneosqueexeutamlassesdepedidosontínuosdedados(Figura1.4).
OsWSF's são modeladospor las úniasom múltiplas lasses de lientes quesão
atendidos porgruposde servidores.
Figura 1.4: Modelode rede delas para grupos de servidores na Web.
Figurareproduzidade(Liuet al.,2001).
representam buers),naredetemsobreospaotes. Comadeniçãodoatrasototal
médio, usam-se métodos heurístios para denir o "atraso" que deve ser dado na
horade sereorganizar os paotesna últimaestação.
•
Qian, Tipper, e Medhi (1996) apresentam análises omparativas para esquemas deontroles de largura de banda sob a ondição de trafego não-estaionário em redes
B-ISDN. Utilizam-se métodos numérios para resolver as equações de
Chapman-Kolmogorov assoiadas e para determinar o omportamento não-estaionário. São
apresentados resultados para várias medidas de desempenho do sistema e, para
isso,faz-se uso de modelos de laspropostos emEik,Massey, eWhitt (1990)e em
Eik,Massey,eWhitt(1993). Relata-sequeoproessode hegadas depedidospara
onexãoparaotráfegodevozpodesermodeladoomoumProessode Poisson
não-estaionário eom essa onsideraçãoobtém-se aproximaçõesde las. Considera-se
esse omosendo um sistema de laM
t
/G/∞
ondeas hegadas são dependentes no tempo eom apenas uma lasse.Outros autores estudam a utilização de buer em vários pontos da rede. Através
de formulações de las Trajkovit e Haln (1994) alulam possíveis tamanhos de buer
se tenha um taxa mínima de perda de paotes em redes ATM sem o. Considera-se um
sistemaqueonsisteemum protooloMAC(MediumAess Control) paraouplink e um
UPC(UsageParameter Control) para suporte aservidores heterogêneos naestaçãobase.
O reseqüeniamento de paotes desrito em Gogate e Panwar (1999) é também uma
fontede estudo emais uma área onde o modelo desenvolvidoaqui pode ser apliado.
Finalmente,FultoneLi(1998),entreoutros,estudam oomportamentodoJitter 3
em
nós darede sob diferentes ondiçõesde tráfego.
Este brevelevantamentobibliográoilustra aimportâniadouso de ténias de las
para aanálise daperformane de redes de paotes.
1.6.3 Telefonia
•
Daigle(2005) mostra um modelo de lapara ser apliadoem sistemasde telefoniamóvel. Para issoutiliza asseguintes premissas: a)um sistema de omuniação tem
832 freqüênias e b) há apenas duas operadoras que forneem os serviços. Com
isso,háapenas416 freqüêniasparaada operadorasendo que21delas têmqueser
separadas para sinalização. Os anaissão agrupados emgrupos de 56,os quaissão
hamados de élulas. Para saberomo direionaressas élulas, éinteressante quea
operadoraestime a probabilidade de bloqueio e, para isso, é interessante estudar o
tráfego emhora de pio e, dessa maneira, tem-se que:
λ
é a taxade ligaçõesfeitaspor liente durante o horário de pio e que
1
µ
é o tempo médio que ada lientegasta por ligação durante a hora de pio. Sendo os tempos entre hegadas são
representados poruma exponenial i.i.d., obtém-se a probabilidadede bloqueioe o
tamanho médio dala querepresenta o tantoque o anal é utilizado(o quantodo
espetro de freqüênia éaproveitado).
1.6.4 Multiplexação de Paotes em Swithes
OsdadosnaInternetpassampormultiplexadoresemroteadoresesãomandados para
aslinhasde omuniação dedadosm-a-medepoisdepassarnovamenteemroteadores,
passam por demultiplexadores. Filas são formadas em vários pontos nesse proesso e a
riaçãode modelospara a melhor ompreensãodesses é muito bemvinda.
3
•
Daigle (2005) exemplia uma apliaçãopara um modelo que é usado pararepre-sentar a la que surge em roteadores durante a multiplexaçãode paotes. Foa-se
apenasnaslas formadasnasportas desaídasdesses roteadores. Normalmente, um
roteador tem N portas de entrada e N de saída e, quando os paotes hegam a um
proessador de um roteador, eles são partiionadosembloos de dados de tamanho
xoe,emseguida,esses bloos são omutados (swithed). Daigle,estudaa
inuên-iadas N portas e dos tipos de distribuição de hegadas no tamanho da la, para
umdeterminadotráfego. Faz-se asuposição dequeosistemaédividido emslots de
tempo,sendoque adaum desses slots éotempopara queum paoteentre ousaia
do roteador. Portanto, N paotes podem hegar nesse swith por slot de tempo e
omosóum paotepode sairporslot, háumalaque seformaeéarmazenada em
buer.
Com o modelo riado aqui, pode-se aresentar no estudo feito por Daigle(2005) a
het-erogeneidade relativa aesse proesso.
1.6.5 Central de Atendimento (Call Center)
Desde 1878,quandoaempresade telefoniaBell(BellTelephone Company)omeçoua
usaroperadoresparaonetarasligações,ousodeentrosdeatendimentoaumentoupara
vários ns, o que aarretou em um inrível resimento de sua importâniana eonomia
emgeral. Dadosmostramque,nos EstadosUnidos, trêsporentodapopulaçãotrabalha
em entros de atendimento, o que signia que tem mais gente trabalhando nessa área
do que na agriultura por exemplo (Texto tirado de Pinedo, Seshadri, e Shanthikumar
(2003)).
Os entros de atendimento têm fundamental importânia para algumas indústrias,
omo:
1-indústria de teleomuniações;
2-indústrias daAviação; e
3-indústria para vendas produtos e serviços emgeral.
Os entros de atendimento, (Figura 1.5), têm diferentes propósitos dentro de uma
ompanhia, os quais dependem de vários fatores. Esses podem ser usados, por exemplo,
para informação, fazer reservas, fazer ompras, pedir onselhos (médios, por exemplo)
Váriosautoresvêmestudando modelosdelas quepossamrepresentaressessistemas.
Reentemente, pesquisadores têm foado seus esforços em modelos om proessos de
hegadas não-estaionárias. Entretanto, para que possamos usar o modelo desenvolvido
aquipreisaríamos onsiderar intervalosde tempo que são estaionários. Uma boa
refer-eniaparaesse tipode sistemapode ser ahadaem(Melnik,Pinedo,Nayyar,eSeshardi,
1999).
Figura 1.5: ModeloOperaional de um entrode atendimento.
Figuratiradade(KooleeMandelbaum,2001)
Normalmente os usuários estão interessados em medidas do tipo: probabilidade de
atraso,quantidade de perda de lientes, tamanhoda lade espera e oatraso
experimen-tado porlientes.
•
GreeneKolesar(1991)onsideraumsistemaemqueotempodeserviçodoslienteséindependenteeidentiamentedistribuídode aordoomuma distribuição
exponen-ialomtaxamédiadeserviçoiguala
µ
. Onúmerode servidoreséonstanteeiguala S. O proesso de hegadas é assumido omo sendo um Proesso não-homogêneo
de Poisson om taxa de hegada
λ
(t) notempot.GreeneKolesar(1991)onsideramqueosservidoressãohomogêneos,oquenaprátia
é muito difíil de aonteer. O modelo desenvolvido aqui permite riar modelos mais
realistaspara taissistemas.
1.6.6 Modelos Finaneiros
asso-Entre as apliações de las enontradas para modelos naneiros a apresentada aqui
é a que utiliza las para se alular risos de rédito. O Riso de Crédito está
assoi-ado às possíveis perdas que o redor tenha aso o devedor (ontraparte) não honre om
os seus ompromissos. Toda empresa naneira deve, portanto, fazerum gereniamento
rigoroso de seus réditos de riso. Para isso, mensuram-se a probabilidade de
inadim-plênia,taxade reuperação, exposição emaso de inadimplênia eperda inesperada. A
partir de então, são riados modelos para que se estimem os risos. Com o passar do
tempo,as metodologiasde modelagemde risode réditomelhorarame osbanos foram
inorporandomodelosaosproessosde gradaçãode riso,preiação,gereniamentosde
arteiraetomadasde deisão. Comarelevâniadopapeldosmodelosde risoderédito,
tornou-se importanteompreender as diferentes opções de mensuração dos omponentes
individuaisdo riso de rédito e dorelaionamentodeles entre si. Obtém-se, assim, uma
medidaompleta do riso de rédito.
•
ShellhorneCossin(2004)riarammodelosde risode réditobaseadosemmodelosrepresentados por redesde las. Preia-seo débitode três rmas onde arma A
empresta para a rma B que empresta para a C, a qual, por sua vez, feha o ilo
emprestando para a rma A. Mostra-se que esse ilo ontém efeitos omplexos.
O modelo riado por eles é equivalente a uma rede Jakson de várias las do tipo
M/M/
∞
. Cadalarepresentauma rma eodinheiroé avariávelde uxo, o queé representado pelas reeitas de ada rma. A saídas que oorrem nas rmas são asdespesas (naneiras ou não). Os servidores são no aso de três tipos: Aionistas,
pessoas om dinheironarma, e gastos operaionais.
Apesar de terem identiado naturezas diferentes entre os servidores, no modelo
matemátioriado porShellhorne Cossin (2004),não foi feitaa onsideraçãodos
servi-dores omosendo heterogêneos.
1.6.7 Outras Apliações
É impossível pensar e ainda mais identiar todos os asos onde é possível apliar o
modelo de la aqui proposto. Entre as diversas áreas de prováveis apliações e que não
•
Logístia-existe desdeos tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderesmilitares desde os tempos bíblios já se utilizavam de meios logístios para
al-ançarem seus objetivos. Podemos dizer que a logístiatrata do planejamento,
or-ganização,ontrolee realizaçãode outras tarefas assoiadas aarmazenagem,
trans-porte edistribuição de bens e serviços. Os modelos de las são muito rios quando
usados para representar sistemas que se enquadram nessa área, pois, esses muitas
vezes representam bem toda a natureza existente. Abaixo estão alguns exemplos
simples, para mero efeito de ilustração, da utilização do modelo de las proposto
aquipara osseguintes objetivos:
1. Armazenagem - Uma empresa petroquímia brasileira produz resinas
termo-plástias, omo o polietileno, o polipropileno e o PVC. O nafta, que é um
derivado do petróleo, é a prinipal matéria-prima da adeia produtiva dessa
empresa. Em 2006 o preço do barril do petróleo hegou a quase 80 dólares,
mas em janeiro de 2007 o preço aiu para 50 dólares o barril. De uma forma
simpliada vamos onsiderar que a empresa passou a omprar a nafta om
maior freqüênia. As omprasoorriamdependendo da utuação do preçodo
barrildepetróleoerepresentamashegadasnosistema. Considerando-sequea
empresa onsigatrabalhartodaamatéria-primarapidamente, pode-seassumir
que os servidores serão os lientes dessa empresa. Como esses fazem pedidos
que variam emquantidadee emtipo de produto, podemos dizer queesses são
heterogêneos. Consequentemente, alaseráoestoqueeessanãopoderápassar
os limitespermitidosde armazenagem.
2. Transporte - Frutas e alimentos são transportados de áreas rurais para áreas
urbanas. Pode-se modelar esse sistema da seguinte forma: para uma mesma
fazenda, há pedidos feitos por omeriantes loalizadosem diferentes idades.
Neste exemplo ashegadas são representadas pelos pedidos. Osservidoressão
osaminhões, sendo queataxade serviço de adaum variade aminhão para
aminhão e de estrada para estrada.
3. Distribuição de bens e serviços - (i) Um supermerado pode ser um exemplo
para a distribuição de serviços, onde os aixas são os servidores e a la pode
ser únia ounão. Esse tipo de sistema pode ser omparado om os aixas em
pontos de venda, porém mantém uma entral onde é feita a estoagem de
produtos que saem para entrega em domiílio. Pode-se onsiderar os pedidos
feitos pelos lientes omo sendo as hegadas e as formas de transporte para
a entrega os servidores. Com o modelo é possível prever qual a diferença no
tamanho da lapara o aso dos entregadores saírem daentral e para o aso
deles saírem de pontosdistribuídos pelaidade.
•
Gereniamentode pessoas-Emum salãode ortede abelo, osbarbeiros sãoservi-doresheterogêneos. Ataxade lientes quehegamétalquesemprehálanosalão.
Vale ou não a pena o dono do salão ontratar mais um funionário? Às vezes, ao
ontratar outrofunionário,osalão passaráa ter funionáriosoiosos,fazendo om
que,talvez, amargem de luro diminua. Umasolução éusar o modelo para prever
otamanho médioda lae a probabilidadede óio nosistema para os asos i) om
ofunionárioextra eii) sem o funionárioextra.
Há mais exemplos a serem dados, prinipalmente nos sistemas de manufatura e nas
linhasdeproduçãoemindústrias. Ointeressanteéqueomomodelodelasdesenvolvido
pode-seaproximardeformamaiseazessessistemasomservidoresheterogêneoseobter
asmedidasde desempenho desses,para quesepossagereniar, tomardeisõese
otimizá-los.
1.7 Organização do Trabalho
A organização dotrabalhopode ser vista naFigura 1.6que está expliadaa seguir:
A teoria básia, neessária para a ompreensão desta dissertação, enontra-se nos
apítulos2 e3. No Capítulo2, espeiamente, éapresentada ateoria paraompreender
os proessos estoástios Markovianos, que são a base para o modelo proposto. Já no
Capítulo3,émostrado de formamuitoresumida osmodelosde las elementaresquesão,
naverdade, governadas pelos proessos Markovianos, desritos noCapítulo 2.
No Capítulo4, é desenvolvida, analitiamente, uma formulaçãopara se obter
aproxi-madamente asmedidas de performane para sistemas de la úniaFCFS om servidores
heterogêneos exponeniais. Para o desenvolvimento dessa formulação, é onsiderado o
tempos de serviço são modeladospeladistribuição exponenial. Tantoa distribuição
ex-ponenial, quanto os proessos de Poisson e de Nasimento e Morte, foram desritos no
Capítulo2.
Figura 1.6: Organização dos apítulos da dissertação
No Capítulo 5, avalia-se, através de resultados obtidos om simulações, o
ompor-tamento da formulação desenvolvida. A partir das observações feitas e das onlusões
tiradas,asfórmulaspropostasnoCapítulo4sãoomparadasomasfórmulasjáexistentes
naliteratura,quesãoasdesenvolvidasparaosmodelosqueonsideramosservidoresomo
homogêneos, no aso as las M/M/, já desritas no Capítulo 3. O intuito dessa
om-paraçãoévalidar aformulaçãoriadae ompararo erro obtidoentre aaproximação om
o obtido om as fórmulas para as las M/M/. Ainda neste apítulo, são disutidas as
apaidadese limitaçõesdo modelo desenvolvidono trabalho.
Finalmente,noCapítulo6,sãoapresentadasasespeulaçõesparaapliaçõesepesquisas
Proessos estoástios Markovianos
2.1 Cadeias de Markov
Para se denir uma adeia de Markov, preisa-se, primeiramente, denir eventos
in-dependentes. Esses podem ser desritos daseguinte maneira:
Denição1. SeXeYsãodoiseventosesupondoqueaprobabilidadeP(X) é>0. Então
o evento Y é onsiderado independente de X se:
P
(
Y
|
X
) =
P
(
Y
)
.
(2.1)Deformageral,pode-se denirtambémaindependênia deneventos, maspara issoé
preisogarantirque aprobabilidadede osneventosaonteerem sejaválidapara aforma
produto.
Denição 2. Os eventos X
1
, X2
, ..., Xn
são onsiderados independentes se:P
(
X
i
1
X
i
2
...X
ik
) =
P
(
X
i
1
)
P
(
X
i
2
)
...P
(
X
ik
)
.
(2.2)para todo k =2,3, ... n e todo
{
i
1
, i
2
, ..., i
k
} ⊂ {
1
,
2
, ..., n
}
tal quei
1
< i
2
< ... < i
k
.Na teoria das Cadeias de Markov de primeira ordem 1
um novo evento depende
so-mente do evento anterior e não mais de todos os eventos anteriores, omo o mostrado
aima. Portanto, se tivermos um evento
X
k
esse será assoiado om a probabilidadep
ik
1
Ao longodeste texto, aexpressão "adeia de Markov"será usadapara abreviar"adeia de Markov
do par de eventos (
X
i
, X
k
). Logo, dado que um eventoX
i
oorreu, a probabilidade deum evento
X
k
oorrer seráp
ik
vezes a probabilidadea
i
de oorrênia do eventoX
i
naprimeirarodada. Tem-se:
P
(
X
i
, X
k
) =
a
i
p
ik
P
{
(
X
i
, X
k
, X
r
)
}
=
a
i
p
ik
p
kr
P
{
(
X
i
, X
k
, X
r
, X
s
)
}
=
a
i
p
ik
p
kr
p
rs
P
{
(
X
i
0
, X
i
1
, ..., X
i
n
)
}
=
a
i
0
p
i
0
i
1
p
i
1
i
2
...p
i
n−
2
i
n−
1
p
i
n−
1
i
n.
(2.3)Denição3. Umaseqüêniaondeoseventossão
X
1
, X
2
,...,éhamadaCadeiadeMarkov 2seas probabilidadesdaseqüêniaamostradasão denidaspelaEquação 2.3 emtermosda
distribuição de probabilidade
a
k
sendoE
k
o evento oorrido no estado iniial e aproba-bilidade ondiional é
p
ik
dado queE
i
oorreu em seguida ao evento iniial.As probabilidades
p
ik
são hamadas de Probabilidades de Transição e essas serãoarranjadasemuma matrix P de probabilidades de transição:
p
11
p
12
p
13
...
p
21
p
22
p
23
...
p
31
p
32
p
33
...
.
.
.
...
.
.
.
...
.
.
.
...
,
(2.4)Ondeaslinhas são refereniadaspeloprimeirosubsrito easolunaspelosegundo. A
matriz P aima é quadrada positiva e a soma das probabilidades em ada uma de suas
linhasé um.
2.1.1 Proessos Markovianos Disretos no Tempo
Emapliações, oloam-se asadeiasde Markov emfunção de VariáveisAleatórias,e
daísurgeo proessode Markov. Otermo "Proesso de Markov" é referente auma lasse
2
grandee importantedentre as muitas lasses Estoástias, as quaispodem ser, disretas
ouontínuas. Nosproessos de Markov onsideramosonúmerode eventosoorridos,que
érepresentado pelo inteiro k. O estado do sistema emum ponto n qualquer da linha de
tempoérepresentado pelaVariávelAleatória
V
(
n
)
queassumiráoma probabilidade
a
(
n
)
k
o valor k. A distribuição onjunta de
V
(
n
)
om
V
(
n
+1)
é dada por
P
{
V
(
n
)
=
i, V
(
n
+1)
=
k
}
=
a
(
i
n
)
p
ik
, e adistribuição onjuntade(
V
(0)
, ..., V
(
n
)
)
é dadapelaEquação (2.3).
NosproessosMarkovianos opresentedeterminaaprobabilidadedofuturo,ouseja,o
últimoeventoé uma onseqüênia doque foi feito nopresente. Entretanto, observe que,
opassadoquefoioresponsávelpelosistemaestaremum estado
V
(
p
)
,ondeprepresentao
tempopresente, não tem nenhuma inuenia sobre ofuturo. Conseqüentemente, pode-se
armar apenas que se o sistema hegou a um estado futuro
V
(
f
)
qualquer, este tem que
terpassadopeloestadopresenteonseutivamenteantes
V
(
p
)
enadamaispoderáser dito
sobre osoutros estados.
Denição 4. Uma seqüênia de variáveis aleatórias disretas pode ser hamada de
pro-esso de Markov se: Para um grupo nito de números inteiros
n
1
< n
2
< ... < n
r
< n
a distribuiçãoonjuntadosestados(
V
(
n
1
)
, V
(
n
2
)
, ..., V
(
n
r
)
, V
(
n
)
)
édenidadetal formaquea
probabilidadeondiionaldeseestarnoestado
V
(
n
)
=
y
dadoque
V
(
n
1
)
=
y
1
, ..., V
(
n
r
)
=
y
r
é igual à probabilidade ondiional de se estar no estadoV
(
n
)
=
y
dado apenas que
V
(
n
r
)
=
y
r
. Sendo quey
1
, ..., y
r
são valores arbitrários.É neessário lembrar que a Cadeia de Markov referida aqui é apenas uma lasse das
Cadeiasgenérias de Markov, eé obviamenteum proesso Markoviano. Essa adeia tem
umapartiularidade, queéofato de suas Probabilidadesde Transição
p
ik
=
P
{
V
(
m
+1)
=
k
|
V
(
m
)
=
i
}
seremindependentesdem. Umaequaçãomaisgeralparaessasprobabilidades
édada por:
p
(
ik
n
−
m
)
=
P
{
V
(
n
)
=
k
|
V
(
m
)
=
i
}
(
m < n
)
.
(2.5)Observa-se que estas dependem somente dadiferença n - m. Por issoessas
probabili-dadesde transição são hamadas de estaionárias (homogêneasno tempo).
Pode ser visto pela Equação 2.5 que o lado direito depende de m e n. E, por isso,
p
ik
(
m, n
) =
X
v
p
iv
(
m, r
)
p
vk
(
r, n
)
,
(2.6)para todom< r <n. A Equação 2.6aima éhamada de Chapman-Kolmogorov.
A gura 2.1 mostra um diagrama de Venn para ajudar na visualização das relações
entre os proessos Semi-Markovianos, Markovianos e suas respetivas lasses espeiais
que estão ontidas dentro deles. Nesta dissertação não há detalhes para ada um dos
proessosapresentadosnodiagrama,pois,nãoéofoodotrabalho. Essalimita-seapenas
ao proesso Markoviano ontínuo, e aos proessos de Nasimento e Morte (BD), Puro
Nasimento(PB) e de Poisson (PP).
Figura 2.1: Diagrama de Venn para maior ompreensão das relações entre os proessos
aleatórios: SMP (Semi-Markov proess), MP (Markov proess), RW (Random Walk), RP
(Renewalproess), BD (Birth-Death proess), PB (Pure-Birth)ePP(Poisson proess).
2.1.2 Classiações para as Cadeias Markovianas
Neste ponto, são denidas algumas probabilidadesantes de se falar sobre as
lassi-ações possíveis para asCadeias Markovianas.
Denição 5. A probabilidade do sistema voltar pela primeira vez ao estado
E
i
em ntransições após ter saído dele, é: