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Blog Pop com Farofa: cultura e gastronomia

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Academic year: 2017

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO - FAAC

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO

Letícia Garé Ginak

Blog Pop Com Farofa

Cultura e Gastronomia

Relatório

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2 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO - FAAC

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO

Blog Pop Com Farofa

Cultura e Gastronomia

Relatório

Projeto Experimental apresentado à Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social: Jornalismo.

Orientador Prof. Dr. Jean Cristtus Portela

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3 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO - FAAC

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO

Projeto Experimental apresentado à Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social: Jornalismo.

Banca Examinadora

_______________________________________________________ Prof. Dr. Ângelo Sottovia Aranha – FAAC/UNESP - Bauru

_______________________________________________________ Prof. Dr. Claudio Bertolli – FAAC/UNESP - Bauru

_______________________________________________________ Prof. Dr. Jean Cristtus Portela – FAAC/UNESP – Bauru

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4 Agradecimentos

Agradeço primeiramente à pessoa mais especial e importante da minha vida, minha mãe. Sempre amiga e conselheira de todas as horas, sem ela não seria metade do ser humano que estou tentando ser e jamais teria forças para aguentar as dificuldades deste trabalho e da vida. Aos meus irmãos Saulo e Guilherme, que apesar da total incompatibilidade de ideias, sempre me dão forças e tentam me mostrar o poder que a família Garé Ginak tem. À minha querida tia Édina, que carrega muito bem o título de pai na minha vida e que sempre está pronta para ajudar no que for preciso. À minha avó Aurora, que acolheu a mim, meus irmãos e minha mãe no momento mais difícil de nossas vidas e que fez de tudo para que pudéssemos nos reconstruir. Essa é a minha família e sem eles o “Pop Com Farofa” não existiria.

E sem Jean Cristtus Portela, orientador, professor e amigo que quero levar para a vida, este trabalho também não estaria em pé. Obrigada pelas risadas, pelos puxões de orelha e acima de tudo pelo companheirismo desde o início. Sempre conte comigo.

Aos também amigos e companheiros que ouviram todas as lamentações durante a faculdade e principalmente suportaram a tensão pré-TCC: Hélio, Henri, Júlia, Alice, Rê, Karen (Brasil), Thiago (Lorena), Renatinho (Minhoco), Pâ, Vivian, Dani Mota, Jubão, Natasha e Aninha. Aos veteranos exemplos a seguir: Gustavo Padovani (Gente, o Bafo!), Rodrigo (Fred), Felipe (Oasis) e Bruno (Frota).

À Vivian Codogno, minha Cods. Sem ela seria impossível imaginar como viver esses quatro anos. Tenho certeza que minha vida seria muito mais chata e sem emoção alguma sem a presença dessa maluca! Cods é a irmã que a vida não me deu no berço, mas que encontrei perdida em uma sala dos corredores das 70’s. Agradeço também à minha metade masculina, Querido. Somos um trio, lembram?

Ao Davi, inicialmente grande amigo e parceiro das mais malucas ciladas e que, de repente, se tornou meu companheiro na vida e no amor. Obrigada pela força e pela enorme disposição para me ajudar seja comendo as receitas do “Pop Com Farofa”, seja ajudando a caipira nos caminhos por experiências gastronômicas em São Paulo. Esses quatro anos não seriam os mesmo sem você. E que venham mais.

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5 que leva a sabedoria e experiência para dentro das salas e que nos faz acreditar no jornalismo cada vez mais.

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6 Sumário

Introdução 9

Apresentação 10

Objetivos 1.1 Objetivo Geral 11

1.2 Objetivo Específico 11

Fundamentação Teórica 1.1 A narrativa jornalístico-gastronômica 12

1.2 Jornalismo e Blogosfera 15

1.3 Pop Com Farofa e Cultura pop 17

Proposta 19

Planejamento 23

Execução 24

Recursos Técnicos e Materiais 25

Recursos Humanos 25

Considerações Finais 26

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7 RESUMO

Gastronomia é arte. Talvez a mais popular de todas, pois sempre há um feito culinário para todos os gostos. Na procura por um produto jornalístico que retrate a gastronomia não apenas com receitas e guias de restaurantes expoentes, a criação do blog - “Pop Com Farofa” – busca trazer ao mercado jornalístico a gastronomia em sua face mais popular, artística e acessível. O projeto experimental aqui relatado busca relacionar a editoria de gastronomia com a de cultura, desvendando para o público como a gastronomia está presente nos mais variados gêneros culturais.

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8 ABSTRACT

Gastronomy is art. Perhaps the most popular of all, because there is always an achievement for all culinary tastes. In the search for a journalistic product that show the gastronomy not only with recipes and restaurant guides exponents, the creation of the blog - "Pop With Farofa" - seeks to bring to the newspaper market the gastronomy in its most popular and accessible art. The experimental design reported here seeks to relate the food editor with the culture, revealing to the public and the food is present in various cultura genres.

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9 Introdução

O jornalismo gastronômico é uma vertente do jornalismo especializado que cada vez mais se consolida no mercado editorial entre diversas empresas de comunicação. Até muito recentemente, o tema não era pauta recorrente dos principais jornais e revistas do país e, quando se produzia algo do gênero, a construção da narrativa ainda se fazia confusa e simplória. A narração de receitas para datas comemorativas presentes no calendário eram as principais formas encontradas pela mídia para abordar a gastronomia.

No entanto, hoje temos facilidade em encontrar bons produtos especializados no jornalismo gastronômico como, por exemplo, o caderno Paladar do jornal O Estado de S. Paulo. E em algumas revistas que aparentemente não têm nenhuma identificação com gastronomia, como a revista Carta Capital, já podemos encontrar críticas e matérias referentes ao tema. Os meios de comunicação passaram a entender que a gastronomia pode ser mais do que a descrição de receitas e que é possível falar de gastronomia sem tantas limitações.

No entanto, da simples descrição de receitas, os meios de comunicação passaram a relatar o que há de mais requintado e luxuoso quando se fala sobre gastronomia. A maioria dos produtos especializados no gênero se apega ao modelo de gastronomia característicos do continente europeu e suas matérias tratam basicamente desse viés gastronômico. E quando falam sobre a gastronomia nacional, as pautas são sempre as mesmas, pois retratam os ingredientes ou pratos mais conhecidos de cada região do país. Ou seja, a gastronomia não é explorada e o público acaba se deparando sempre com o mesmo tipo de narrativa e com os mesmos temas.

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10 Apresentação

Os produtos sobre jornalismo gastronômico que encontramos no mercado são, em sua maioria, voltados para o público amante da alta gastronomia. Essa característica se afirma quando analisamos a linguagem usada na produção das matérias e até mesmo na escolha de pautas. Uma pessoa tem interesse voltado para leituras sobre gastronomia, mas não tem conhecimento prévio sobre determinados tipos de pratos, ingredientes, técnicas e ainda noções de clima e geografia do continente europeu, certamente terá dificuldades em entender o conteúdo dos principais produtos sobre jornalismo gastronômico que se apresentam no mercado.

A nomenclatura utilizada para construir a narrativa das matérias é técnica e digna de um vocabulário presente no repertório dos mais renomados chefes e estudiosos da gastronomia. Fica claro que quem produz conteúdo sobre o tema pressupõe que seu leitor tem conhecimento prévio e consome a mais requintada gastronomia, pois a maioria dos meios de comunicação ainda retrata a gastronomia francesa, tomada como base para todas as outras cozinhas do mundo.

Pelo exposto acima, a problemática que motivou a elaboração do produto jornalístico aqui relatado foi justamente a ausência de produtos que retratassem a gastronomia de forma mais acessível e com o acréscimo da perspectiva cultural. As questões de linguagem, escolha de pautas, meio de distribuição – geralmente as revistas sobre gastronomia são comercializadas com valores altos, o que dificulta ainda mais a acessibilidade do grande público a produtos do gênero - desses produtos sobre jornalismo gastronômico já existentes no mercado impulsionaram a elaboração de um produto, no caso um blog, que conseguisse juntar acessibilidade tanto de veiculação como de linguagem e conteúdo.

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11 ou seja, retratá-la sem categorizações, como alta e baixa, é o principal objetivo do Pop Com Farofa, que tem como lema a gastronomia sem preconceitos.

O que falta quando lemos sobre gastronomia é justamente a preocupação em entender que a ela podem chegar todos os grupos, que as pessoas não precisam necessariamente saber e gostar de cozinhar, mas podem estar interessadas somente em saber mais sobre determinado prato que já foi retratado ou está presente nas mais variadas formas de arte. A quantidade de livros, filmes, músicas, personagens de TV e histórias em quadrinhos e muitos “anônimos” que trabalham e relacionam cultura com gastronomia é muito grande. Mas, a grande mídia especializada em gastronomia não traz esse lado cultural da gastronomia para conhecimento de seu público. Não é interessante ler e conhecer somente alguns tipos de pratos, saber quais são os restaurantes coroados em todo o mundo ou se ater a listas de melhores e mais vendidos. Saber que a gastronomia não existe apenas no fogão (por mais estranho que pareça) é a oportunidade para renovar o ambiente do jornalismo gastronômico.

Em suma, o que justifica a produção de um blog que retrate a gastronomia pela perspectiva cultural é justamente a falta de produtos jornalísticos que abordem o tema dessa forma. Levar ao público as curiosidades culturais que a gastronomia tem, desvendar seus segredos e relacionar tudo isso com os produtos culturais que consumimos é essencial para tornar a narrativa gastronômica mais atraente e, assim, fazer com que diferentes públicos se identifiquem e tenham prazer em descobrir onde há gastronomia além da mesa.

Objetivos

1.1 Objetivo Geral:

Produzir um blog que traga ao Jornalismo outro olhar para a gastronomia e para tudo o que se relaciona com a mesma.

1.2 Objetivos Específicos:

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12 - Pensar como a gastronomia pode ser divertida, acessível, e estar inserida nas mais diferentes formas de arte;

- Criar um blog que trate a gastronomia não apenas com receitas e restaurantes coroados no mundo dos guias gastronômicos.

Fundamentação Teórica

1.1 A narrativa jornalístico-gastronômica

MFK Fisher, norte-americana expoente da escrita gastronômica em língua inglesa, em plena Segunda Guerra Mundial, escreveu um dos livros mais acessíveis e clássicos da literatura ligada à gastronomia: “Como cozinhar um Lobo”. Fisher desenvolve um completo relato da escassez e dos danos que uma guerra causa. O lobo em questão é a fome, que assolava diversas famílias no período da Guerra. A autora dá dicas de como sobreviver semanas com apenas poucos cents, mas com uma alimentação digna de todos os nutrientes necessários para o corpo humano. E quem pensa que pelo conteúdo e período em que foi escrito a narrativa proposta por Fisher é pesada ou no mínimo séria, se engana. A leveza com que Fisher trata o tema é invejável:

“O principal problema da maçaroca, como o de qualquer dieta completamente simples e obrigatória, é a monotonia. Aquela deve então ser considerada como um meio para um fim, como a gasolina etílica, que jamais dará muita satisfação estética ao seu comprador ou ao automóvel mas que quase com certeza fará o carro andar bem”. (FISHER, 1998, p. 92)

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13 Brasil, na orelha do livro de MFK Fisher, “o livro, mais que um documento sobre a alimentação em tempos de escassez, é um manual sobre como descomplicar a vida, sobre como questionar a informação científica e pseudocientífica, as convenções e os preconceitos. É despretensioso, espontâneo e ousado”.

E para que “Como cozinhar um Lobo” fosse literalmente um verdadeiro manual de sobrevivência, capítulos mais descontraídos como “Como ferver água” são exemplos da intenção da autora em fazer uma escrita gastronômica de maneira acessível a todos os grupos sociais, divertida e sem distinção de gênero, objetivo do blog aqui proposto.

“Durante muito tempo, acreditei que as primeiras pontadas de felicidade matrimonial traziam com elas uma nova sabedoria, uma espécie de conhecimento místico que entrava junto com a aliança, de tal maneira que, de repente e completamente, a noiva sabia como ferver água. Agora, creio no oposto. Poucas mulheres chegam a perceber os limites vastos de pôr água na panela e fervê-la. Quando é que a água está fervendo? Quando, na verdade, a água é água? Água é água, o dicionário diz, quando é um líquido incolor, inodoro e transparente, consistindo em dois volumes de hidrogênio para um de oxigênio. Pode também ser chuva, mar ou um brilho de diamantes. A água a que me refiro, porém, é a clara e boa água que sai de uma torneira ou, se você tem sorte, de um poço ou de uma fonte. É a melhor para cozinhar lobos”.

(FISHER, 1998, p. 42)

Outro expoente responsável por “retirar” a gastronomia apenas das dependências da cozinha foi o crítico norte-americano de gastronomia da revista Vogue Jeffrey Steingarten. Suas críticas são norteadas por pesquisas científicas, dados estatísticos, história mundial e reflexões sobre a vida. Acima de tudo, Steingarten renova o conceito de gastronomia, escrevendo sobre a melhor água do mundo, o melhor katchup ou sobre os feromônios. O crítico ultrapassa a barreira do paladar e parte para todas as sensações que a gastronomia pode proporcionar ao homem. Steingarten trabalha com os sentidos.

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14 alpina pura, clara e etérea de nossa imaginação, e sabemos como será seu gosto quando a encontrarmos”. (STEINGARTEN, 1997, p. 66)

Ao ler a obra de Steingarten, “O homem que comeu de tudo”, fica clara a intenção do escritor de ultrapassar a barreira da pauta do dia para as mais animadas e encantadoras viagens gastronômicas em busca do novo ao tradicional, do exótico ao clássico, do mais requintado ao mais rústico. Sair em busca das melhores trufas da Itália em meio à escuridão e frio intensos em plena madrugada é exemplo de como o escritor inova e constrói a narrativa em seus textos. O autor não quer apenas relatar aos leitores quais são os melhores restaurantes de Nova York, os pratos e chefs de cozinha da moda. Ele quer que seu leitor entenda o leque de experiências, conhecimento, sensações e diversos outros sentidos além do paladar que a gastronomia proporciona. Inovar na maneira de pensar todo o contexto da pauta que será escrita e assim experimentar em uma narrativa mais íntima e sensorial é o principal ensinamento de Steingarten, que serve como exemplo de caminho para a identidade textual dos posts no blog Pop Com Farofa.

E na busca por pautas que agregam gastronomia e cultura, possibilitando assim que o maior número de pessoas possam se interessar pela gastronomia, seja através de um filme, livro, HQ e demais formas de cultura, a escritora brasileira Nina Horta é exemplo a ser seguido. Há mais de 25 anos, Nina Horta escreve sobre gastronomia da maneira mais simples e inovadora para o grande público do jornal Folha de S. Paulo. Por meio de sua escrita, Nina Horta faz com que pessoas de diferentes idades e gostos leiam suas crônicas. Em entrevista já divulgada no blog Pop Com Farofa, a escritora explica a importância de buscar a cultura nos meandros da gastronomia: “Pelo menos

tento achar (cultura) e sempre está lá, nalgum cantinho da gastronomia”. E completa a ideia: “Nem sei se (gastronomia) é uma forma de arte, mas é alguma coisa que envolve o ser humano em todas as suas manifestações, nascimento, vida, morte, não tem escapatória. Passamos metade ou mais de nossas vidas enfiando coisas boas ou ruins neste buraco no meio da cara. A frase não é minha, é de um inglês rabugento”.

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15 mais envolvente e completa, porém simples e acessível é o objetivo a ser alcançado nos textos do blog Pop Com Farofa.

1.2 Jornalismo e Blogosfera

Para começar a discussão sobre blogosfera e jornalismo, o livro dos autores Antônio Granado e Elisabete Barbosa “Weblogs: diário de bordo” traz a polêmica se os blogs podem ser considerados mais uma forma de jornalismo. Fica clara a opinião dos autores de que blog não é jornalismo, pois não há a lógica das redações na elaboração dos posts. “Em suma, os weblogs não são jornalismo porque não cumprem os procedimentos habituais da redação e porque têm características que os jornais e outros não possuem, nomeadamente, a particularidade de cada voz”, afirmam os autores.

No entanto, os jornalistas estão cada vez mais autossuficientes e exercem variadas funções no dia-a-dia das redações. Um caminho para pensar a questão pode ser por meio da resposta que surge da pergunta: O jornalismo só se faz com a presença e aval de um editor e pela lógica ou espaço físico de uma redação?

Atualmente com a crise que o jornalismo impresso sofre, fica claro que o conceito de redação não é mais o espaço físico em que estão todos os jornalistas de um determinado veículo de comunicação. Redações são desmembradas a cada dia e pensar em uma redação hoje é pensar na prática jornalística, no fazer jornalístico diário, seja em um espaço físico estabelecido ou não. O ponto chave na discussão sobre blogs e jornalismo é analisar se tal blog atende determinados aspectos do jornalismo. Ater-se apenas à plataforma tecnológica não contribui para a discussão, que deve ser feita baseada no conteúdo dos blogs. O blog é apenas uma plataforma digital, mais acessível financeiramente que um site, em que é possível divulgar conteúdo multimídia para toda a comunidade conectada à internet. Portanto há blogs de entretenimento, diários pessoais, especializados e blogs que respeitam as regras do jornalismo e usam essa plataforma como mais um meio de comunicação na atualidade.

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16 veículo, com o jornalista e com o jornalismo. Os veículos de comunicação e os jornalistas não produzem mais conteúdo de forma soberana. Os leitores querem opinar, mostrar o que pensam sobre determinado assunto, ou seja, os leitores querem ser atuantes e não mais o ser que recebe e fica calado. Cada vez mais a interatividade é abordada e colocada em prática, pois não é mais possível considerar a informação como posse, mas sim como bem comum. Uma passagem do livro “Cultura da convergência”, de Henry Jenkins, exprime a questão da informação na era da conversão das mídias e da interatividade.

“A convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento”. (JENKINS, p 43)

O blog Pop Com Farofa atende aos princípios e aspectos inerentes ao jornalismo, pois seus posts são informações apuradas, com presença de fontes e dados, têm periodicidade, são atuais e pertencem a uma editoria jornalística. Para melhor análise do produto como integrante dos produtos jornalísticos, uma breve análise sobre as seções presentes no blog esclarece melhor a questão (descrição completa e mais profunda sobre as seções no item 4. Proposta). Na seção “Falando de comida”, há a prática de entrevista e reportagem, pois a seção leva ao público entrevistas com pessoas que trabalham a temática da gastronomia em suas profissões ou vida pessoal. A seções “Anota aí” e “Em busca do pop” podem ser caracterizadas como jornalismo de serviço, com uma atenção a mais para “Em busca do pop” que trabalha com a narrativa jornalística de imersão nas experiências gastronômicas propostas, além do serviço. “Pop na cozinha” e “Bebidas” constituem a prática muito adotada no jornalismo de oferecer resenhas de filmes, livros, análise de videoclipes e observações de demais produtos culturais relacionados à gastronomia. E por fim a seção “Eventos” nada mais é do que a cobertura jornalística de eventos gastronômicos pelo país. Com esse panorama geral, é possível constatar que o produto exposto, o blog Pop Com Farofa se enquadra no universo dos blogs jornalísticos e é atuante no jornalismo digital.

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17 Como há manuais de redação para impresso e TV, Moura foi pioneiro em catalogar os principais elementos que devem fazer parte do texto na internet. Moura enfatiza a linguagem acessível e rápida, de acordo com os anseios do leitor da internet. Segundo o autor, “A rede possibilita que se administre conteúdo farto e dinâmico. Quem escolhe quando e onde clicar é o internauta”. Assim, é de extrema importância produzir um texto curto, interativo, que não deixe o leitor não se cansar ou sentir preguiça em ler. Recursos como vídeos, hipertextos, tags também são características importantes na linguagem web, pois promovem dinamicidade ao texto.

1.3 Pop Com Farofa e Cultura pop

“(...) a massa, superadas as diferenças de classe, é,

agora, a protagonista da história, e portanto sua cultura, a cultura produzida para ela, e por ela

consumida, é um fato positivo”

Umberto Eco

Para fazer com que a gastronomia seja acessível e que também desperte interesse em qualquer tipo de grupo – até mesmo em um público que nunca percebeu algo atraente nesse tipo de leitura - a cultura, principalmente a cultura pop, entra como ingrediente essencial para tornar a narrativa mais atraente. Como já exposto, a gastronomia é um grande fator para se analisar e caracterizar culturas e grupos sociais e por isso, muitas vezes, ela é o principal ator de obras culturais ou circula como pano de fundo, com o objetivo de dar sentido à obra ou mesmo de causar reflexão.

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18 A cultura pop pela perspectiva do Pop Com Farofa é o conjunto de manifestações artísticas que tem apelo popular e que utilizam como tema aspectos do cotidiano da maioria das pessoas. Assim, essas manifestações artísticas se tornam acessíveis e familiares para o grande público. No entanto, esse apelo popular não tem conotação pejorativa, não é a busca pela alienação da massa e pela obtenção de lucro a partir da “reprodução” da arte, como pensavam os teóricos da Escola de Frankfurt. A cultura pop é uma cultura que se relaciona de algum modo com o povo, que permite ao grande público acesso a cultura, deixando de lado a divisão entre cultura erudita e cultura de massa.

A cultura pop surgiu como mediadora entre industrialização e formação instantâneas de ícones e a arte erudita feita para a elite. O movimento pop se utiliza dos objetos industriais e de grande apelo popular como forma de absorver as características de seu tempo para assim criar uma arte acessível, porém não alienada. A arte pop critica por meio dos ícones industriais a instantaneidade vigente na época e assim tem caráter crítico, de reflexão. Por meio dos veículos de massa, de produtos enlatados, de histórias em quadrinhos, fotografia, desenhos animados e os mais variados meios que a indústria cultural se valeu para difundir produtos efêmeros, a cultura pop criou arte de qualidade e popular. E ainda hoje vivemos a cultura pop, pois apreendemos arte de qualidade por meio de veículos chamados de massa. É esse o objetivo da arte, chegar ao máximo de pessoas possíveis. E isso é cultura pop.

Umberto Eco, em sua obra “Apocalípticos e Integrados”, debate a questão da arte erudita (a arte considerada de qualidade) e da arte nos tempos da cultura de massa. Eco afirma que denominações como cultura de massa têm conceito “genérico e ambíguo”, justamente porque quando se fala em massa, subentende-se que estamos falando de pessoas acríticas. No início de seu livro, o autor já estabelece uma visão “integrada” sobre a cultura de massa. E é essa visão que adotamos no projeto experimental blog Pop Com Farofa.

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19 problema de essa cultura sair de baixo ou vir confeccionada de cima para consumidores indefesos”.

(ECO, 1970, p. 9)

Assim, a cultura pop para o Pop Com Farofa é a cultura de qualidade feita para o grande público e difundida através de meios de comunicação denominados de massa. A gastronomia está presente em filmes como a animação Ratatouille, em livros que relatam todas as receitas favoritas do cantor Elvis Presley (Are you hungry tonight?), no mangá japonês Gourmet que descreve as andanças gastronômicas de um japonês faminto. Esses são poucos, mas grandes exemplos de uma cultura de qualidade, que acrescenta ao público e que chega até ele por meio de veículos de difusão acessíveis. Esses são exemplos da cultura pop.

Proposta

Para atender à ideia de um projeto que fosse de fácil circulação e acessível para o grande público, foi escolhida a plataforma digital, por todas as facilidades de circulação e visibilidade que a internet proporciona. Além da vantagem de poder criar conteúdo multimídia (oportunidade encontrada para fazer um projeto mais elaborado e que explore a atual questão da transmídia) e também promover a interatividade com o público.

O público são todos os interessados em gastronomia, especialmente o público jovem/adulto, e demais pessoas interessadas em cultura pop, pois o blog busca a relação entre ambos. Assim, um internauta que faz sua busca na internet por determinado filme pode chegar até o blog por causa desse filme e apreciar o lado gastronômico da obra. Portanto, como a internet é uma rede de conhecimento, é difícil afirmar que o público do blog será somente o descrito acima, pois pessoas de todos os gostos e interesses podem, por algum motivo, chegar até o conteúdo do blog.

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20 1- Anota aí

Falar sobre gastronomia e não ter um espaço para receitas é impossível. Por isso, a seção “Anota aí” é reservada para o relato de receitas, buscando estabelecer relação com algum assunto da semana já abordado nos destaques do blog ou mesmo com o universo da cultura pop. As receitas são feitas, fotografadas e descritas com o objetivo de ensinar ao leitor muito mais do que o “modo de fazer”. Alguma curiosidade, novidade sobre o tema ou mesmo as experiências vividas na hora de fazer a receita fazem parte do texto dessa seção, que busca fugir do padrão e criar um momento de troca de experiências e conhecimento com determinado prato.

2- Bebidas

Na seção de bebidas, o objetivo principal é abordar as bebidas mais conhecidas e populares e acrescentar alguma curiosidade, descrever que a bebida era a favorita de tal personagem ou pessoa pública, contar um pouco da história (como surgiu, se ocorreram modificações ao longo do tempo, etc.) e, claro, desvendar se ela já esteve presente em algum filme, livro, novela, videoclipe e nos demais meios de propagação da cultura pop.

3- Em busca do pop

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21 4- Eventos

O circuito de eventos gastronômicos em todo o Brasil está crescendo e é uma ótima oportunidade para relatar aos leitores o que acontece nessas grandes reuniões de chefes renomados e estudiosos do tema. Muitas vezes, trazer o lado humano e acessível dos chefs expoentes da alta gastronomia faz com que o público entenda melhor esse universo e possa estabelecer outra visão sobre o tema. A cobertura de eventos inclui entrevistas com os principais nomes envolvidos, relato das palestras, aulas e outras experiências propostas pelo mesmo, ou seja, uma cobertura que informe o que aconteceu e o que está acontecendo.

5- Falando de comida

Essa seção é reservada para as entrevistas com pessoas que têm alguma ligação com o universo da comida. Alguns nomes que já contribuíram com a seção e falaram sobre comida são, por exemplo, Mauricio de Sousa, que explica tudo sobre o apetite voraz de sua personagem da Turma da Mônica, a Magali; a colunista, cronista e ensaísta sobre gastronomia e tudo o que está relacionado com a mesma, Nina Horta; o grupo de humoristas Comida dos Astros, que viaja por todo o Brasil cantando suas paródias gastronômicas de músicas já “clássicas” e demais outros artistas que trabalham com a gastronomia e a transformam em tema para suas obras. As entrevistas são escritas nos mais diversos formatos jornalísticos como o ping pong, texto corrido com aspas e demais formas de construir um texto jornalístico atraente.

6- Pop na cozinha

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22 As seções são atualizadas semanalmente e existe um dia da semana para cada uma. A seção Anota aí é atualizada todas as quartas-feiras; Bebidas todas as sextas-feiras; Em busca do pop todas as quintas-sextas-feiras; Eventos, não há dia específico, pois essa seção depende de outros fatores para ser atualizada; Falando de comida é atualizada todas as terças-feiras, e Pop na cozinha, todas as segundas-feiras.

As redes sociais também estão presentes como complemento de divulgação na internet e também como forma de inserção no cotidiano dos leitores. Há perfis atualizados diariamente no Facebook e Twitter com o nome Pop Com Farofa. Se um leitor “curtir” a página do blog no Facebook, ele receberá todas as atualizações do blog e saberá que há um postnovo no ar. Já no Twitter, o leitor que “seguir” o perfil do blog, além de receber as atualizações do blog, também poderá ver com quem o Pop Com Farofa compartilha informações e interage na web.

O layout escolhido para o blog é do formato mais simples. Os posts destaques da semana, que são quatro, ficam em um slide logo abaixo da faixa que leva o nome Pop Com Farofa, subtítulo, barra de busca e categorias. Abaixo do slide, o blog se divide em duas colunas, uma maior à esquerda onde ficam os pots e outra mais estreita à direita, onde há o espaço para as atualizações de redes sociais como Twitter e Facebook, posts mais recentes, tags, as páginas do “Sobre” e “Contato”, lista de links de blogs relacionados e últimos comentários recebidos.

As cores foram escolhidas de acordo com a temática da gastronomia e cultura pop. Em referência à gastronomia, foram escolhidos tons de vermelho, cor com a qual queremos simbolizar a comida. O azul e o rosa presentes nos detalhes são referentes à cultura pop, pois são cores vivas e presentes nas obras do movimento pop. O fundo é branco para propor limpeza, clareza, e também para que o leitor não canse ao olhar muito tempo para a tela do computador.

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23 A escolha das pautas é feita por meio de pesquisa de campo e conhecimento prévio sobre personagens e assuntos coerentes com cada seção do blog. Semanas temáticas e posts especiais para determinadas datas comemorativas (não apenas as que constam nos calendários, mas datas referentes ao mundo da música, aos dias que marcaram época por algum feito, enfim, datas que tenham ligação e que dão a possibilidade de se relacionar com a temática do blog) também são opções de pauta como forma de manter o caráter da atualidade, característica fundamental do jornalismo.

Planejamento

De acordo com o cronograma proposto abaixo, o projeto foi desenvolvido em um período de 12 meses:

Meses Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Pesquisa X X X X

Produção de texto X X X X X X X

Produção Gráfica X X X

Implantação X X

Protocolo e defesa

X

Depósito na Biblioteca

(24)

24 Execução

A princípio, a pesquisa bibliográfica foi a principal fonte e meio para que o projeto pudesse ter formato e características bem definidas e originais. Os grandes nomes da crítica gastronômica internacional e nacional, como MK Fischer, Jefrey Steingarten e Nina Horta, foram as principais fontes de pesquisa e inspiração. Filmes e alguns videoclipes também ajudaram a delinear os principais temas que seriam abordados no projeto. Quanto à gastronomia pura e simples o caminho foi mais tortuoso. Aprender e ter familiaridade com alguns termos e jargões do mundo da gastronomia fez parte da pesquisa e entra nas dificuldades que tive ao longo do trabalho de pesquisa sobre o tema. Até mesmo uma aula de gastronomia foi feita para entender e também para promover a imersão no universo de cheiros e gostos que a gastronomia proporciona e de que tanto iria falar.

Em seguida à pesquisa bibliográfica, ir a campo e começar fazer as entrevistas com personagens que seriam muito importantes inicialmente na seção Falando de Comida foi a etapa que se seguiu. O contato com a maioria das fontes foi rápido e tranquilo e a conversa com esses personagens ajudou mais ainda na fundamentação teórica do projeto. Depois de iniciar a etapa de entrevistas, todas as seções passaram a ser pensadas e executadas simultaneamente. A partir de então não há mais etapas e a delineadas e a cronologia se mistura com a corrida contra o tempo para que o blog entrasse no ar o mais rápido possível, pois um arquivo de posts já havia sido feito.

As dificuldades relevantes no decorrer do trabalho foram poucas. A mais notável foi a de encontrar bibliografia sobre cultura pop e definições do gênero. Para estabelecer o conceito de pop em um âmbito geral e assim afunilar para o que é pop no projeto, muitos teóricos foram lidos (e muitos que não tinham relação alguma com o tema, mas que a primeira vista poderiam contribuir em algo estão nesta lista) para nortear o caminho escolhido.

(25)

25 que o blog está em processo de sair apenas do acesso de amigos e conquistar novos leitores a cada dia.

Recursos Técnicos e Materiais

O software escolhido para viabilizar o blog é o WordPress, plataforma gratuita e livre. Dentro do WordPress é possível escolher temas, que nada mais são do que a aparência do blog (relatada em Proposta). Com o tema escolhido, basta mudar as cores e demais detalhes a partir do conhecimento da linguagem HTML. Para colocar conteúdo à vontade e ao mesmo tempo ser possível ter segurança de que o blog não sairá do ar por conta de problemas técnicos é importante ter uma hospedagem profissional paga. A hospedagem também possibilita conforto ao público, que não aguardará longo tempo para o carregamento de páginas do blog e demais problemas que impeçam o acesso ao mesmo.

As imagens são tratadas e editadas no Photoshop. Quando o acesso ao Photoshop não é possível, a plataforma on-line Picnik é a escolhida, pois é rápida e de fácil exploração. Quanto a equipamentos, foram utilizados uma câmera Canon, semi-profissional, pois para fotografar comidas é preciso uma câmera que capte de forma precisa luz e detalhes - e um gravador Sony, para as entrevistas.

Recursos Humanos

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26 Um fotógrafo seria uma ótima opção para que as fotos possam ser tiradas de uma maneira profissional e com técnicas apropriadas. Uma pessoa que ficasse responsável por postar os textos seria parte fundamental, pois assim os posts não correm risco de atrasar ou não serem postados por algum imprevisto. E três pessoas para produzir conteúdo seria suficiente para distribuir bem o trabalho entre as seções. Uma apenas para a seção Anota aí, pois escrever e cozinhar não são tarefas simples e rápidas de serem feitas. E duas para distribuir o trabalho entre as seções restantes.

Considerações Finais

A oportunidade de colocar em prática os ensinamentos, as experiências vividas em quatro anos e, acima de tudo, realizar algo compatível com o que pensamos sobre jornalismo e sua função na sociedade exprimem o que é a realização de um projeto experimental de conclusão de curso. Entramos na universidade cheios de planos e talvez o famoso TCC seja a realização de um ou parte desses. Ter a autonomia de escolher com quem trabalhar e como trabalhar é algo a se valorizar, pois sabemos que lá fora, a autonomia será barrada por uma série de fatores. A responsabilidade que adquirimos quando realizamos um projeto dessa grandeza contribuirá e muito para a vida profissional futura, ainda mais em tempos em que o jornalismo é questionado o tempo todo.

Fazer um projeto que trabalha com a internet é ainda mais difícil, pois o conteúdo está disponível para os milhões de usuários da rede. Assim, a insegurança e até mesmo o medo do erro que pode colocar tudo a perder acompanham e são uma das pedras que encontramos pelo trajeto. O blog Pop Com Farofa buscou se enquadrar e ao mesmo tempo fugir de determinados padrões. Inovar em partes e manter a forma em outras. Encarar e saber entender essa dualidade que acompanhou todo o processo de realização do blog foi essencial para que o resultado chegasse o mais perto possível do idealizado, que sempre ultrapassa os limites do real.

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27 adquiridas, e sim o início de uma rede de relacionamento que sai do âmbito universitário e se torna mais profissional. Isso se deve porque quando realizamos o TCC nos permitimos ousar. Tentamos entrevistar a fonte que parece impossível, o precursor de tal movimento, a instituição mais importante sobre o tema e às vezes ousamos em estabelecer contato com ícones que admiramos desde sempre ou mesmo os nossos ídolos. E essa ousadia traz segurança, pois a fonte impossível na verdade é acessível (com muita negociação, mas acessível), e muitas vezes atenciosa, o precursor do movimento é dotado de humildade, a instituição fica muito agradecida por a escolhermos como parte importante do projeto. Quanto aos ídolos, ou se idolatra mais ou se perde um pouco do encanto que temos, mas faz parte da “bomba” de realidade que recebemos ao realizar o projeto.

Quanto aos aspectos técnicos, ter a chance de participar ativamente do processo de consolidação da parceria entre redes sociais e determinadas plataformas de conteúdo na internet - como os blogs – foi algo incrivelmente bom e ao mesmo tempo penoso, pois saber lidar com a instantaneidade e com a escala de importâncias que as redes sociais impõem não é tarefa fácil. Hoje estamos na era da social media e saber entender esse novo processo de difusão da informação é fundamental para entender o período em que vivemos e em que vamos contribuir com nosso trabalho. Não há como não se inserir nesse processo como jornalistas e profissionais da comunicação que somos. E fazer o blog foi como um estágio, pois divulgar e manter os perfis ativos que o Pop Com Farofa tem em redes sociais foi fundamental para entender esse processo de modificação que a comunicação sofre, pois quem não é ativo na rede “morre”. Atualmente, produzir conteúdo na rede está ligado diretamente a divulgar esse conteúdo nas redes sociais.

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28 Referências Bibliográficas

BARBOSA, Elisabete e GRANADO, Antônio. Weblogs - diário de bordo. Lisboa, 2004.

ECO, Humberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo. Perspectiva, 1993

ECO, Humberto. O super-homem de massa: retórica e ideologia no romance popular. São Paulo. Perspectiva, 1991.

FISHER, MFK. Como cozinhar um lobo: como matar a fome em tempos de escassez. São Paulo. Companhia das Letras, 1998.

HORTA, Nina. Não é sopa: crônicas e receitas de comida. São Paulo. Companhia das Letras, 1995

JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2009.

LIPPARD, Lucy R. A arte pop. Lisboa. Verbo, 1973.

MARTINS MENEZES, Francisco e SILVA MACHADO, da Juremir (orgs). A genealogia do digital: comunicação, cultura e tecnologias do imaginário. Porto Alegre. Sulina, 2008.

MOURA, Leonardo. Como escrever na web: manual de conteúdo e redação para Internet. Rio de Janeiro. Record, 2002

STEINGARTEN, Jeffrey. O homem que comeu de tudo. São Paulo. Companhia das Letras, 2000.

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Blog

Pop Com Farofa

Gastronomia e Cultura

Layouts e Textos Postados

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Para conferir a íntegra do produto, acesse o endereço

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Apresentação do layout do blog “Pop Com Farofa”

1- Página Inicial (Home)

Nessa página, pode-se ver o cabeçalho do blog juntamente com a plataforma do slide, onde ficam os postsescolhidos como destaques da semana. Clicando no “prox” e

no “prev” é possível passar o slide e ver qual é o post seguinte ou o último. No slide

ficam quatro posts em destaque toda a semana. Ainda nessa foto da página inicial, é possível ver que o blog de divide em duas colunas. Na coluna da esquerda ficam os posts que já foram ao ar. Em toda a página, ficam dez posts, os demais estão nas páginas anteriores ou clicando direto na seção podem-se encontrar os posts mais antigos de cada categoria. Já na coluna da direita, ficam as atualizações das redes sociais Twitter e Facebook, os posts mais recentes, as páginas “Sobre” e “Contato”, os

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2- Páginas das categorias

Na página de cada seção os posts ficam em ordem dos mais recentes para os mais antigos.

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3- Página “Sobre”

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4- Página de Contato

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Anexo

(Todos os textos já postados no blog Pop Com Farofa divididos por seções).

Seção Anota aí:

Título: Inauguração regada à farofa

Fa.ro.fa s.f. 1 farinha de mandioca frita na manteiga ou na gordura, geralmente

enriquecida com outros ingredientes.

Para o dicionário Houaiss, essa é a melhor definição para a farofa. Mas a gente bem sabe que com a farofa pode tudo. Troca a farinha de mandioca por de milho, come fria em vez de quente, quem é light faz com azeite e assim vai. O importante é ter a farofa ali na mesa, no alcance das mãos porque se não fica sem. A farofa é a receita brasileira mais universal que existe. Tudo que se coloca na farinha pode batizar de farofa, com total licença farofística. Na farofa do Pop, além de música, literatura, cinema, quadrinhos, games... Vai também:

- Farinha de milho - Cenoura ralada - Abobrinha ralada

- Azeitonas verdes sem caroço picadas - Ovos

- Castanha-de-caju - Uva-passa - Manteiga - Cebola - Alho - Salsinha

Atenção: A farofa tem esses ingredientes porque era o que estava disponível na despensa e na geladeira. Mas é claro que faltou muita coisa boa nela. Por isso o Pop sugere uma ida ao supermercado e pode colocar bacon, calabresa, banana (tá super na moda) e o que mais der na telha.

Modo de Preparo:

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podem ser fritos à parte, porque se forem fritos no começo da receita vão queimar até o final dela. A não ser que você seja graduado e pós-graduado em farofa, aí retiro o que eu disse. Por último vem a farinha.

Grau de dificuldade: -1

Obs: Não há medidas na receita porque depende da quantidade de pessoas e também do estômago delas. E cá entre nós, nenhum ingrediente a mais vai estragar a receita, pelo contrário.

Depois disso, é só farofar!

Título: Que te importa?

COMA TORTA!

O seriado mexicano Chaves sempre foi recheado de trocadilhos, principalmente os gastronômicos. A história de uma vila que tem como morador ilustre um menino órfão que sempre está com fome embalou a infância de muitas gerações. E hoje embala muitos almoços e cafés da tarde (podendo se estender até o jantar), dependendo dos horários de exibição no canal SBT.

O sanduíche de presunto, alvo de desejo e causador de delírios para o Chaves é a receita de hoje. Muitos diriam que não precisa de receita para se fazer um pãozinho com presunto, mas é que queremos a receita original! A Pópis e o Quico já montaram o sanduíche na frente do Chaves e ambos utilizaram as mesmas proporções. O que indica que o verdadeiro sanduíche de presunto do Chaves, ou torta de jamón, contenha necessariamente:

- 1 pão francês - 2 fatias de presunto - 2 rodelas de tomate - Alface cortada em tirinhas - Uma pitada de sal

Segundo Quico e Pópis, primeiro se colocam as fatias de presunto, depois as rodela de tomate, depois um pouco de alface e por fim a pitada de sal. Nessa ordem, sem nenhuma alteração.

Mas atenção: Não faça o velho truque do Chaves de “incrementar” seu sanduíche com

os ingredientes dos outros porque você pode acabar como ele: até sem o pão pra contar história.

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Bom apetite!

Título: O sabor do rock!

Na segunda-feira o Pop Com Farofa falou um pouco sobre as receitas favoritas do Rei do Rock, Elvis Presley. Lembram que prometemos uma receita do Rei para essa quarta-feira? Promessa é dívida – e não gostamos de dever para ninguém.

A receita escolhida foi um sanduíche bem famoso e amado pelo cantor: o Sanduíche de banana com manteiga de amendoim. O Pop fez a receita e implora para que todos também façam, pois é um ótimo lanche para se comer no café da manhã ou naquela fominha que aparece no fim da tarde, tipo agora!

- Pão de forma - Banana

- Manteiga de amendoim Modo de fazer:

Coloque duas fatias de pão de forma na torradeira e dê uma leve dourada nelas. Em seguida amasse uma banana (ou mais, depende do seu paladar) e coloque sobre uma fatia de pão. Na outra fatia, passe a manteiga de amendoim. Depois é só juntar as duas fatias e colocar em uma frigideira para dar mais uma douradinha e aquecer o recheio do sanduíche. E está pronto!

Aviso aos que estão desolados por não ter uma torradeira em casa: Dá muito certo dourar o pão na frigideira, é só colocar um pouquinho de manteiga no fundo dela para o pão não grudar. Não vai ficar sem fazer por uma bobagem dessas.

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Seção Bebidas

Título: Um brinde ao pop!

No ranking das paixões nacionais, a cerveja com certeza está no pódio. A bebida realmente entrou no gosto popular dos brasileiros e fica difícil escapar de uma gelada, seja em churrascos, aniversários (pode até ser de criança), datas ilustres do calendário e no happy hour de cada dia. Na verdade não precisa ter uma data, motivo ou qualquer fator externo para sentar e apreciar uma breja.

Do rock ao sertanejo, multidões já louvaram a ceva. Refrãos repetitivos como “Cerveja,

cerveja, cerveja, cerveja, cerveja...” e versos como “louras geladas vêm me consolar”

tentaram externar o carinho pelo líquido dourado. Mas personagens como Mussum desempenharam melhor essa função. No caso do trapalhão, o simples fato de apelidar a cerveja de suco de cevada já é considerado uma pela homenagem. E nem precisamos falar de Homer Simpson, que tem uma relação com sua Duff que transcende qualquer outra.

Mas a maior característica da cerveja é a celebração. Nos filmes que temos cerveja, o cara nunca tá numa fossa bebendo, mas sim em uma boa festa. Os besteiróis norte-americanos estão aí para não deixar dúvidas. Sem tirar as propagandas de cerveja que temos aqui no Brasil que sempre envolvem praia, bar, churrasco... Ah! E mulher, claro. Sim, um tanto repetitivas, mas já foram hits de muitos verões. É muito difícil combinar a cerveja com tristeza ou solidão. O whisky já protagoniza muito bem esse papel. E como hoje é um dia de comemoração, pois é a estreia dessa lindeza de blog, nada mais justo do que aproveitar esse calorzão que faz lá fora e brindar ao Pop Com Farofa. Vida longa ao Pop! Tin, Tin!

P.S: Alguns apelidos carinhosos para pedir ou falar de cerveja são citados no texto, mas é claro que queremos saber mais! Se você tem um apelido legal, carinhoso, diferente para a cerveja, mande pra gente aqui nos comentários. Vale até bêra, sugestão do amigo Eduardo Quagliato, que mora no sul do país.

Título: Para todas as idades

Os céticos diriam que é apenas uma mistura de leite, sorvete e calda para decorar. Mas a felicidade está ali: em uma taça de milk-shake.

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tiraram o whisky e colocaram soda. Daí que a bebida foi proibida porque continha soda e um sábio resolveu bater apenas leite e sorvete no liquidificador e acabar com a polêmica.

Histórias à parte, o milk-shake é uma ótima pedida em dias quentes e agrada todos os gostos e idades. Inicialmente, morango, chocolate e baunilha definiam a carta de sabores de milk-shakes em qualquer estabelecimento que se prezasse. Digamos que a bebida só poderia ser desses sabores mesmo, porque não era respeitoso sair colocando qualquer tipo de sorvete em um copo de leite e jogar no liquidificador.

Mas poucos escapam do pop, caros. Nutella e Ovomaltine estão aí para mostrar que venceram o desafio e romperam as barreiras da bebida. Sem contar que determinados bombons também estão em busca de seus espaços em uma receita de milk-shake. Hoje tudo pode acontecer dentro do liquidificador, basta ter leite.

O milk-shake está presente na cultura pop, principalmente quando o assunto são hamburguerias em estilo norte-americano que remetem às épocas dos anos 1960 e 1970. A bebida é muito apreciada por crianças e jovens e uma ótima pedida em dias de alto verão. Muitos consideram a bebida até como uma sobremesa. Mas uma advertência: milk-shake que não desliza pelo canudinho e chega até a boca com muito esforço não é bem-vindo aqui no Pop Com Farofa. Milk-shake é uma bebida, nunca esqueçam disso! E para descontrair um pouco, vejam como se pode bater um milk-shake se você não tem um liquidificador por perto.

(Vídeo)

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Seção Em busca do pop

Título: Cupcakes para todos

Quando Carrie passou pela porta da Magnolia Bakery e pediu por um cupcake em uma bela tarde em Nova Iorque no ano de 2009, ninguém (nem mesmo os responsáveis pela cena) imaginava que seria a brecha perfeita para a volta dos graciosos bolinhos. Sim, foi em uma cena da série Sex and the City com sua protagonista Sarah Jessica Parker, que os cupcakes voltaram para os braços do povo e recomeçaram seu doce legado pelo mundo.

Os bolinhos na verdade são de origem inglesa e seu primeiro registro foi encontrado no livro de receitas de Eliza Leslie, datado de 1828. Bem enxutos os cupcakes, não? A origem do nome pode ser explicada pela medida usada para fazer os bolinhos, que é em cups, xícaras em inglês. Na Inglaterra, os cupcakes também são conhecidos como Fairy Cakes, ou Bolo das Fadas e são presença garantida no lendário chá das cinco.

Os cupcakes se renovaram e inovaram e os grandes responsáveis são os norte-americanos, que com muita imaginação e bom gosto fizeram dos bolinhos ícones da cultura pop, seja pela temática, decoração e mesmo os sabores inspirados em personagens e elementos culturais.

No Brasil, os cupcakes caíram em nossas graças. Com traje de gala em casamentos ou mesmo participando de uma boa farra infantil, os cupcakes estão ali, lindos e gostosos para nos alegrar em mordidas melecadas. O Pop, em busca de bons e tradicionais cupcakes, encontrou a Cupcakeria, em São Paulo.

“Tudo começou pelas mãos de dois publicitários amantes de cupcakes”, conta André

Sobreiro, assessor da Cupcakeria. No início, as portas da Cupcakeria se abriam através de seu navegador da internet e os cupcakes disputavam seu lugar ao sol com outros doces. A loja online foi ganhando destaque e os principais pedidos eram deles, os cupcakes. Então era hora de encarar o mundo lá fora com a missão de popularizar os bolinhos.

Hoje, os cupcakes desfilam por três quiosques instalados por shoppings de São Paulo. Mas a internet continua ativa na vida da Cupcakeria. Para saber se seu sabor preferido

vai estar lá, é preciso acessar o blog da loja. “Não temos todos os sabores todos os dias,

são em média 12, que são repostos 4 vezes ao dia. Por isso, são cupcakes sempre

fresquinhos”, se orgulha André. Ao todo são 39 sabores que vai do brasileiríssimo

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O Pop experimentou vários sabores e pode confiar: os cupcakes são mesmo fresquinhos! O escolhido até o momento é o red velvet, mas deve ter uma boa

explicação para isso. “O red velvet tem um segredinho para se enquadrar ao paladar do

brasileiro”, sussurra André. Qual será?

Hum... De boca cheia não dá pra apurar muita coisa.

Título: A gastronomia da Augusta

Inspiração para músicas, reduto da moda, aconchego para hipsters, vida noturna ativa sete dias da semana, prostituição... Essas são algumas características presentes quando se fala da Rua Augusta, em São Paulo. Mas e o que tem para comer? Lugar pra beber isso nem se discute, mas forrar o estômago sempre é bom.

Em busca de um prato de comida, o Pop perambulou pela Augusta de coração aberto para comidas de todas as espécies, para almoçar, jantar ou sanar a fome depois da balada.

Dia:

A Augusta de dia não é muito diferente da costumeira madrugada. Tem gente bebendo vodca no sol das 14h00, têm senhoras vestidas à la Amy Winehouse, tem gente de terno apressada como sempre e muita gente à procura de mais alguma coisa para fazer em São Paulo. Placas ligeiramente atraentes dizem que ali há pratos por R$ 12,00 e outras convidam para a promoção um salgado mais refrigerante por R$ 6,00. Mas é comum demais para a Augusta.

O escolhido para o almoço foi o indiano Madhu. Ao chegar, uma moça de traje meio

indiano meio jeans explica: “Você já conhece nosso fast food indiano? Aqui você

escolhe os combos, tem pratos com frango e também só vegetarianos mais os

acompanhamentos”. O eleito foi o Combo Biryani Vegetariano, que é um prato de arroz

com legumes, castanhas, temperos e especiarias indianas. Para acompanhamento, samosas [o que é?]. A porção é farta e o sabor agradável. O interessante do Madhu é que ele agrega almoço de trabalho, de pai e filho, de namorados e de que tem meia hora pra comer.

Como estava muito calor, um sorvete era o ideal para a sobremesa. E por incrível que pareça, existe um pedacinho de interior em meio à maluquice da Augusta, a sorveteria Soroko. Sentido centro, a Soroko nos proporciona calmaria, sorvete a quilo (feito com leite ou leite de soja), açaí e pasmem: pipoca de micro-ondas. Lá você escuta histórias antigas, amigos que passam as tardes sentados nas cadeiras da Soroko e quem dá uma passadinha só para descansar da caminhada.

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Talvez o lugar que mais cativa para comer na noite Augustiana seja O Pedaço da Pizza. Simples, barato e rápido. Essa deve ser a melhor descrição, para quem chega com fome e para quem não quer ir embora com ela. Não é um exemplo de pizza, ainda mais em São Paulo, paraíso das redondas, mas é honesta. E se alguma das Tartarugas Ninjas aparecesse por lá não seria nenhum espanto! Uma extensão da balada é a melhor definição para o Pedaço da Pizza.

Sobremesas não cabem muito na noite da Augusta. O motivo não é a falta de opções, mas a atmosfera da rua quase não permite que passemos por ela para um simples jantar e sua sobremesa. O ideal é forrar o estômago e partir para a diversão, ingrediente que não falta na feijoada cultural da Augusta.

Tem clube de stand up comedy, tem botecos de todas as espécies, baladas e mais um monte de coisas para fazer, acompanhado ou não. Existem opções para todos os gostos e bolsos na Augusta. Se o Pop começar essa lista, ela se estenderá por muitas e muitas linhas e você leitor de nosso blog poderá se irritar um bocado.

Por isso o Pop Com Farofa aconselha todos os interessados a conhecer a senhora Augusta e desfrutar de seus prazeres. Conte depois aqui nos comentários as suas experiências em uma das ruas mais famosas e líricas do Brasil.

Título: Sem dúvida em ficar

Elvis Presley e Marilyn Monroe são os anfitriões da lanchonete Lucy Rock’n Burger e

recebem todos os dias os clientes na porta. Marilyn está em sua pose mais famosa e Elvis está botando a pélvis para funcionar. E essa é apenas a entrada!

Elementos e personagens da cultura pop norte-americana dos anos 50, 60 e 70 se materializam no exterior e interior da lanchonete, seja na decoração, no cardápio ou na trilha sonora que embala os happy hours e jantares que acontecem ali. Às vezes é

possível se sentir em um seriado como “Anos Incríveis”, em que os personagens vão

àquelas lanchonetes de ambiente familiar, com sofás em vez de cadeiras, banquinhos no balcão para os que esperam por uma companhia e as mesinhas mais ao canto para os casais apaixonados.

Mas foi com ar de desconfiança que a gerente permitiu ao Pop Com Farofa fotografar e curtir a viagem no tempo proposta pelo Lucy. E conseguimos curtir.

No cardápio os lanches levam nomes de grandes cidades dos Estados Unidos como New Orleans e Memphis, além dos tradicionais Cheese Burger e Cheese Burger Salad e o Hot Dog. Existe uma grande variedade da gastronomia sanduichística dos norte-americanos, basta escolher o da preferência.

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fresquinha. O objetivo do Lucy é resgatar os bons tempos dos Estados Unidos, em que a família ou a turma de amigos adolescentes se arrumavam para ir à hamburgueria mais tradicional da cidade.

O Lucy quer tanto resgatar esse clima tradicional que todos os hambúrgueres da lanchonete são de fabricação própria. E as variedades agradam dos paladares mais carnívoros até os que dispensam a carne na alimentação. Os sabores dos hambúrgueres são: picanha, frango, soja e o novíssimo calabresa.

O Pop Com Farofa resolveu ser metade tradicional, metade aventureiro. O pedido da noite foi o tradicional Cheeese Burger Salad, com hambúrguer de soja. Pedido aprovado e recomendado!

E para encerrar a noite, a sobremesa escolhida foi o brownie quentinho de chocolate acompanhado de uma generosa bola de sorvete de creme e farofinha de castanhas. Esse pedido foi mais do que aprovado.

O Pop recomenda ler esse post ao som de Should I stay or should I go, da banda The Clash. Essa foi uma das músicas que tocava enquanto o lanche era devorado.

(Vídeo)

O Lucy que visitamos foi o de São José do Rio Preto – SP.

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Seção Eventos

Título: Pop Com Farofa e Mesa SP

Na próxima semana, o Pop Com Farofa vai sair de casa e ir até o Mesa SP para trazer todas as novidades sobre gastronomia para você. Ainda não conhece o Mesa SP? Calma que o Pop conta tudo sobre o evento agora.

A Semana Mesa SP é uma realização da revista Prazeres da Mesa e do Senac São Paulo e é o maior evento de gastronomia das Américas. O evento se divide em duas partes, o Mesa Tendências e o Mesa ao Vivo, que acontecem de forma simultânea.

O Mesa Tendências tem como tema “Itália-Brasil: a Caminho de uma Cozinha

Consciente”, como forma de comemorar o ano da Itália no Brasil. Estrelas do Guia

Michelin são presenças garantida no eventos e vão apresentar tudo o que há de mais moderno e conceitual quando o assunto é gastronomia. Chefs brasileiros também estarão presentes e a dobradinha Brasil-Itália é sucesso garantido no evento.

O Mesa ao Vivo é um reality show da gastronomia, como definem os organizadores. Seções de degustação, aulas de gastronomia, exposições de produtos e cozinhas montadas especialmente para que chefs brasileiros realizem suas performances, fazem parte das atrações. A revista Prazeres da Mesa vai acompanhar tudo de perto e no mês de dezembro vai publicar uma edição especial da revista com tudo o aconteceu no Mesa ao Vivo.

A Semana Mesa SP tem início nesta terça-feira, 25, e vai até sexta-feira, dia 28. Acompanhe tudo sobre o evento aqui no Pop Com Farofa e fique por dentro das novas tendências da gastronomia.

Título: Abertura da Semana Mesa SP

A Semana Mesa SP começou oficialmente hoje com o congresso Mesa Tendências, que

tem como tema esse ano “Itália-Brasil: a caminho de uma cozinha consciente”. O

público acompanhou uma maratona de palestras e debates durante todo o dia. O Pop Com Farofa esteve lá e conta tudo o que viu. Mas detalhe: infelizmente não foi possível permanecer até o fim.

O dia começou em idioma italiano, botando todo mundo para pensar sobre o consumo consciente dos alimentos, a valorização do trabalho de quem produz o alimento desde a lavoura até a nossa mesa e o resgate história da gastronomia italiana. Quem propôs a reflexão foi Aimo Moroni, do restaurante "Il Luogo di Aimo e Nadia".

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Ao fim, o provocador do dia Georges Schnyder falou um pouco sobre como a Itália trata a gastronomia como parte essencial de sua cultura, ao contrário do Brasil. E ainda afirmou que enquanto não pensarmos da mesma maneira, a gastronomia em nosso país não irá sofrer uma evolução, que é tão necessária.

Título: Sobre memória e cacau

A memória da chef, confeiteira e pioneira do cacau Samantha Aquim não é nada fraca. Foram as recordações da figura do pai, que viajava para o exterior e quando voltava enchia um pote de chocolates na sala, que instintivamente a motivaram para desbravar o universo do cacau brasileiro.

“Eu sempre gostei de comer chocolate”, inicia Samantha o seu emocionante relato sobre

o prazer pela iguaria. E um belo dia, com seu all star branco no meio da mata atlântica na Bahia, Samantha entendeu que era chegada a hora de mergulhar em uma intensa e reveladora pesquisa sobre o chocolate no mundo e no Brasil, ou melhor, baunilha no mundo e no Brasil. Isso mesmo, cacau é o que menos se encontra nos chocolates que temos e também nos chocolates que estão por aí, mundo afora.

Na vontade incontrolável de produzir chocolate com o melhor do cacau brasileiro, Samantha escolheu as melhores sacas de cacau de uma fazenda na Bahia e começou sua

alquimia para encontrar o chocolate perfeito, seu “Q 0”, como batizou sua obra de arte.

E obra de arte não pelo sabor maravilhoso e original do chocolate (uma palestra com direito a degustação), além do processo artesanal até chegar a esse sabor. Obra de arte porque combina a delicadeza de quem planta cacau, a ciência da chef e o design da barra de chocolate assinado por Oscar Niemeyer. Sem contar a “embalagem”, que é

praticamente uma urna onde contém o tesouro que estava perdido por muitos anos em nosso próprio território.

Quando Samantha bateu o martelo e considerou que o “Q 0” era o chocolate que tanto

procurava, ela foi pessoalmente degustar com quem vive do cacau e sofre pela sua desvalorização. Um dos trabalhadores da fazenda em que Samantha encontrou seu

projeto bruto de chocolate, Dominguinhos, definiu o resultado em belas palavras: “Esse

é o sabor da minha vida”. E o Pop garante: é o sabor da vida de muitos.

Título: Gastronomia consciente da agricultura à mesa

Depois de um bom almoço e com as energias recarregadas, o Pop Com Farofa foi conferir o debate sobre a Carta de São Paulo, manifesto para defender a gastronomia sustentável em todos seus processos. A Carta São Paulo foi uma iniciativa de todos os envolvidos na Semana Mesa SP de 2010.

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que as ideias possam sair do papel. Foram convidados para o debate grandes nomes da gastronomia no Brasil, como o professor do Senac-SP Marcelo Traldi, os chefes franceses que há muito tempo vivem no Brasil Laurent Suaudeau e Claude Troisgros, o chefe italiano Danilo Braga, o crítico gastronômico Josimar Melo e o membro da Amigos da Terra Roberto Smeraldi.

A conclusão do debate é que a consciência sobre o alimento, sua produção, a vida de todos os envolvidos, ou seja, o processo da agricultura à mesa deve ser implantada dentro de todas as casas. Todos têm que ter a consciência sobre o alimento e suas implicações, seja no Brasil, na Europa ou em qualquer outro lugar.

Os sete mandamentos da Carta são:

1. Conhecer o alimento que adquirimos, processamos e comemos. 2. Conservar os meios e as condições que dão origem ao alimento.

3. Preservar, valorizar e promover as qualidades naturais do alimento, assim como seu uso saudável.

4. Utilizar todo o alimento que adquirimos.

5. Remunerar adequadamente todos os produtores do alimento, inclusive pelos serviços ambientais providenciados para a sociedade.

6. Aplicar conhecimento e tecnologia inovadora para valorizar a diversidade e qualidade do ingrediente, assim como de seus usos.

7. Honrar e respeitar diariamente o ato de comer e de preparar a comida.

Não basta ler a Carta e esperar pelos resultados. Todos temos que agir juntos para tornar o Brasil mais consciente e sustentável também na cozinha. Faça a sua parte!

Título: A gastronomia pop da Itália

Foi com timidez e emoção que o chef italiano Davide Oldani entrou no palco do Mesa Tendências hoje pela manhã. Era nítido que Oldani estava em território estranho, mas quando abriu a boca para falar de sua cozinha pop o chef se expressou bem, por mais que tenha ficado o tempo todo ali, num cantinho meio escondido pelo púlpito.

A gastronomia pop para o chefe está ligada à acessibilidade para o público de uma boa comida (condizente com diversos tipos de bolsos), juntamente com o conceito de criatividade tanto na comida como no ambiente de seu restaurante, o D’O. Sustentabilidade e respeito com os alimentos também estão em sua receita. “Um modo de pensar e atualizar a boa cozinha atual da Itália”, como mesmo disse o chef.

Oldani nos mostrou uma série de utensílios muito bem elaborados que fazem com que o cliente se sinta mais a vontade na mesa de seu restaurante. Sabe aquela regra de etiqueta bem antiga que nos impede de colocar os cotovelos na mesa? Então, ela não existe para o chefe, que faz de tudo para que os cotovelos alheios possam repousar tranquilos pela mesa.

Referências

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