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Migração e malária em Rondônia: suas histórias e relações

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MIGRAÇÃO E MALÁRIA EM RONDÔNIA SUAS HISTÓRIAS E RELAÇÕES

Dissertação de Mestrado Apresentada a Escola de Administração de Empresas de São Pauilio-= da Fundação Getúlio Vargas.

"J

セ@ Fundação Getulio Vargas :

"-iGv Escola de Administraçã.o

FGV de Empresa_q de Sã" P,mlo .

bゥィャゥッゥGpセ。@

!

11111111111111111111111

li

セ@ 1199000318

São Paulo 1989

(2)
(3)

'

A meus pais, Manoel e Carolina, por um . dia, no

alto ウ・イエセッ@ da Paraíba, terem decidido educar os filhos ·apesar

das grandes ,adversidades.

セ@ Cleomar, por ter abdicado de alguns de seus

sonhos, para que "este" fosse realizado.

k.: LÍgia, Aretuza e Ligiare, por terem caminhado

comigo, aliviando, às vezes ingenuamente, a ウッャゥ、セッ@ a que nos sub

.

(4)

Agradecimentos,

Ao Professor Orientador Esdras Borges Costa, pela

paciência e amizade dispensadas ao longo da realização deste

trabalho e imprescindÍveis

à

conclusão do mesmo.

Aos amigos Sirlei Famer, Laércio Menezes e Humber

. I .

-to V1ana, pelo aux1l1o na confecçao セ@e desenho dos gráficos e correção ortográfica do texto.

Aos Dr& Ari Ott, Saul Agudelo, Pedro Tauil, JÚlio

Litvoc, Alvarb eウ」イゥセ ̄ッL@ Paulo Sabroza e Francisco de Assis c。セ@

tro, pelos momentos de discussão .esclarecedores e decisivos para

um encaminhamento lÓgico desta.dissert2:1ção.

Ao amigo Ronaldo Augusto Candeira pelo :,:trábalho

ー。」セ・￳エ・@ de datilografia.

Às instituiç6es: Governo de Rond5nia, através das

Secretarias de Estado\do Planejamento , SaÚde, Educação, Segurag

ça e IndÚstria r Comércio, cゥ↑ョ」ゥ。ウセ・@ Tecnologia, CAPESj SUCAM ,

F.SESP, DNPM, IBGE, UNIR, COHAB, CAERD e Delagacia do MIRAO pelo

o

apoio financeiro e liberação de dados e informaç6es sem as quais

tornar-se-ia impraticável a realização do curso de pós-graduação

(5)

CAPITULO PRIMEIRO

I Introdução

II - Caracterização da Área 1 - Aspectos Históricos 2 - Aspectos Econômicos 3 - Perfil EpidemiolÓgico

3.1 Aspectos FÍsicos セ@ EcolÓgicos 3.1.1 Clima ê Pluviometria 3.1.2 Vegetação e Solo 3.2 Aspectos de Saneamento 3.3 Aspectos Demográficos "3.4 Aspectos de s。セ、・@

3.4.1 Indicadores de s。セ、・@

3.4.1.1 Indicadores Associados ao Estado de s。セ、・@ de Pessoas ou Grupos

3.4.1.2 Indicadores Relacionados com as Atividades de s。セ、・@

3.4.2 Evolução Institucional 3.4.2.1 F.SESP

3.4.2.2 SUCAM

3.4.2.3 Secretaria de s。セ、・@

3.5 Aspectos Sociais 3.5.1 Educação

3.5.1.1 Ensino Pré-Escolar 3.5.1.2 Ensino de Qセ@ Grau

3.5.1.3 Ensino de Rセ@ Grau

3.5.1.4 Ensino de Sセ@ Grau

3.5.1.5 Ensino Supletivo

3.5.1.6 Ensino Profissionalizante 3.5.2 Habitação

3.5.3 Seguraaça III - Conclusões

(6)

CAPÍTULO SEGUNDO - Processo Migratório e Ocupação da Região.

I - Primeira Fase

1 - Os Desbravadores II- Segunda Fase

1 - lQ Ciclo da Borracha

2 - A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré 3 - A Comissão Rondon

III- Terceira Fase

1 - Segundo Ciclo da Borracha 2 - Ciclo da Cassiterita

IV- Quarta Fase

1 - A Nova Fronteira Agrícola

1.1 Os Projetos de Colonização

1.1.1 PIC's - Projetos Integrados de cッャッョゥコセ@ çao

1.1.2 PAD's - Projetos de Assentamento Dirigi

Cont ... Pág 045 048 048 052 064 067 068 069 073 073 082 082

do 084

1.1.3 PA's - Projetos de Assentamento 085

1.2 Os Projetos Fundiários 085

1.3 O Migrante: suas características e relações 089

2 - Os Garimpos de Ouro em RondÔnia 097

CAPÍTULO TERCEIRO - Malária em RondÔnia

I - Introdução

II- Aspectos HistÓricos da Malária

1 Evolução do Conhecimento Etiopatogênico 2 - Evolução do Tratamento Antimalárico 3 - As Campanhas Erradicacionistas

III- A Malária em RondÔnia

1 - Aspectos Históricos e EpidemiolÓgicos IV- Estudo de Caso: O Município de Ariquemes

1 - Introdução

2 - A Malária em Ariqemes

3 - A Luta AntipalÚdica em Ariquemes 4 - Conclusões

(7)

ANEXOS

Pág

I

-

Relação das Tabelas 170

II Relação dos Quadros 173

III

-

Relação dos Gráficos 173

IV - Relação dos Mapas 174

(8)
(9)

ou migração como determinante de disseminação de doenças, nao

é preocupação recente dos estudiosos do assunto, uma vez que

vem sendo colocada desde a antiguidade. Ao longo do tempo, ・ョエイセ@

tanto, vamos encontrar diferentes propostas para entendimento da

questão e solução dos problemas por ela ocasionados.

Mais recentemente, entre outros autores, BREHIL &

GRANDA1 (1982) propÕem que se trabalhe com a categoria de análise

den.orninado por eles de "perfil epidemiolÓgico de classe social",

pois entendem que, estando a sociedade dividida em classes com

perfis econ&micos específicos ligados

à

sua capacidade de prody

ção e consumo, deverão apresentar, em consequência, um perfil g

pidemiolÓgico também específico. Nesta linha de raciocínio, CaK

valheiro coloca textualmente:

"O problema migratório altera os perfis epidemiQ

lÓgicos das classes sociais da região receptora e

essas alterações,sendo grandes, podem emergir CQ

mo graves problemas de saúde pÚblica". 2 (1982) (p.JO).

O processo migratório .ocorre no Brasil, não no

ni.

vel individual, mas, pelo contrário, trata-se de um fen&meno que

abrange grandes 」ッョエゥョセQQjZ・エャエ・ウL@ oriundos dos segmentos mais pobr.es

da população. Daí; a necessidade,,segundo Carvalheiro1de se ・ョ」セ@

rar a migração não só como problema, mas também como estratégia

(10)

02

pena de nao se procedendo assim, construir "modelos explicativos

parciais e viesados".

vê-se, portanto, que os processos de migração e

saúde/doença, devem ser estudados, procurando-se entender suas

relações, como ocorrem e quais as transformações que podem desen

cadear dentro do processo mais global.

Fundamentados, pois, por este referencial teórico,

torna-se imprescindível que se proceda a identificação do espaço

ocupado pela população migrante, como também sua caracterização,

a fim de que, as possíveis alterações atreladas ou consequentes

a variável; migração ,,• venham a ser posteriormente

identi-ficadas.

II - CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

1 - ASPECTOS HISTÓRICOS

Históricamente, o desbravamento da região,na qual

se encontra hoje situado o Estado de Rondônia, teve seu início

com a bandeira de Antônio Raposo Tavares, que seguindo a políti

ca do Rei D. João IV de ampliação da América Portuguesa, associa

da ao desejo da possível descoberta de metais ーイ・」ゥッウッウLセ@ ー¢セエゥオ@

em missão oficial, da vila de são Paulo, em 1647. Esta penetra

ção bandeirante, vinculada ao ."ciclo do ouro", pode ser consid_g

rada como a primeira na região oriunda do sul, entrGndo pelas

atuais terras da Bolívia, descendo os Rio Mamoré, Madeira e Ama

zonas, sendo seus membros apontados como os primeiros

conhecedores das famosas cachoeiras do rio Madeira, que o torna inavegá

-vel em alguns trechos, merecendo destaque, estes obstáculos, por

(11)

A partir de então, as expedições de tomada de ーッセ@

se tornaram-se mais frequentes, havendo registro da presença de

jesuítas no baixo Madeira, onde, atendendo solicitações de El

Rei, fundaram aldeias e missões Jimportantes, entre os anos de

1669 e 1722.

Com a descoberta de ouro na região, e já se tendo

conhecimento da ligação de Mato-Grosso a Belém através dos rios

Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas, portugueses e espanhóis ocg

pavam a área dando origem aos primeiros nÚcleos habitacionais, CQ

mo Pouso Alegre e Casa r・、ッョ、。Ndセョエエセ@ as bandeiras desta epoca ,

(século XVIII) podemos destacar a de Félix de Lima na exploração

de terrenos auríferos ao longo dos rios Guaporé e Mamoré e a de

Antônio de Almeida Morais na Barra do Corumbiara. ' , ,

Além da mencionada penetração pelo Sul, tem-se CQ

nhecimento de expedições oficiais como a de Francisco de Melo Pa

lheta, que partiu de Belém do Pará a ll de novembro de 1722, com

o objetivo de reconhecer as nascentes do Madeira. Também a procg

ra, para comercialização,, das "drogas do sertão", foi responsável

pela entrada de portugueses vindos do Morte.

A ação dos colonizadores terminou dando posse a

Coroa Portuguesa, das terras da região, antes pertencentes a Espa

nha pelo Tratado de Tordesilhas.

Entre os anos de 1722 e 1750 foram realizados

im-portantes estudos hidrográficos como também elaborados mapas da

região, visando as negociações fundiárias que redundaram no's' Tra

tados de MadrÍ (1750) e Santo Ildefonso (1777), reconhecendo de

(12)

04

Com, o advento do século XIX, ocoreu o fim das

viagens e consequente esvaziamento da região, (que detalharemos

no capítulo sobre a ocupação e processo migratório). Restaram al

guns ョセ」ャ・ッウ@ militares de irnportincia histórica, corno o fッイヲ・セ、ッ@

Príncipe da Beira, que tivera sua construção iniciada em 1776 3 .

(1985)

O final do século XIX, traz consigo o ciclo da

borracha vegetal, criando condições para urna ocupação mais efeti

va da região, que ェセ@ se encontrava envolvida, nas セャエゥイョ。ウ@ déca

-das do século, nas tentativas, algumas fracassa-das,de construção

da Estrada de Ferro Madeira-Marnoré. eウエセL@ por dific.uldades prÓpri

as encontradas ao longo do seu traçado, só viria a ser concluÍda

em 1912, após 51 anos de sua idealização.

Por essa época o governo federal se preocupou com

a baixa densidade 、・イョッァイセヲゥ」。L@ sendo esta urna セイ・。@ de fronteira,

motivada pela paralização do processo de povoamento decorrente da

crise da borracha, decidindo implantar um sistema de comunicação

エ・ャ・ァイセヲゥ」。@ entre cオゥ。「セ@ e Amazonas, que possibilitaria a

inte-ァイセ￧ ̄ッ@ do Vale do Guaporé com o resto do país. Esta importante tª

refa foi confiada ao Coronel Cindido Mariano da Silva Rondon,que

abriria picadas e instalaria postos エ・ャ・ァイセヲゥ」ッウL@ facilitando a

penetração procedente de Mato Grosso, fazendo surgir novas セイ・。ウ@

de povoamento nas décadas de 1920 e 1940, transformadas mais taK

de em municípios importantes corno Vilhena, Pimenta Bueno,Ji-Parª

ná e Ariquernes.

Nos anos de 1940, dois fatos merecem destaque ィゥセ@

tórico: novo surto de borracha nativa em decorrência

co

interes-se internacional motivado pela 2ª Guerra Mundial e a criação do

Território Federal do Guaporé pelo Presidente g・エセャゥッ@ Vargas, a

través do Decreto-Lei

ョセ@

5.812 de 13 de setembro de 19434(1980

na tentativa de solucionar questões de segurança nacional e de

(13)

vidia o Território do Guaporé em 4 municípios, com as denomin-ª

ç6es de

lセ「イ・。Lpッイエッ@

Velho, Alto Madeira e

gオ。ェ。イセ@

Mirim4 (1980).

Em 17 de abril de 1945 o Território teve fixado

definitillvamente, sua divisão administrativa, pelo Decreto-Lei nQ

7.470 passando a compor-se de dois municípios: Porto Velho com

6

、ゥウエセゥエッウ@

e

gオ。ェ。イセ@

Mirim com 3

、ゥウエイゥエッウセHャYXPI@

Na segunda metade da década de 1950 o território,

que em 1956, através da Lei nQ 2.731 de 17 de fevereiro 4 (1980)

passa a se chamar Território de RondÔnia em homenagem ao Mar_g_

chal Rondon, assiste a descoberta da cassiterita, de importincia

fundamental para a sua economia como veremos adiante.

A decisão do Presidente Kubitscheck de construir

a Rodovia cオゥ。「セMpッイエッ@ Velho, anunciada em 5 de janeiro de 1960,

pode ser considerada como um marco histórico, na medida em que

sua conclusão, permitindo a ligação terrestre da região com o

resto do pãís, se constitu{'em importante instrumento de 。ョセャゥウ・@

para melhor entendimento de todo o processo de migração e

ocupa-ção do hoje Estado de RondÔnia, criado em 22 de dezembro de 1981

através da lei complementar nQ 41 e instalado em 4 de janeiro de

1982 5 . (1984)

Foi no entanto nas décadas de 60 e 70 e 1n1c10

.

,

.

dos anos 80, que ocorreu um dos maiores fluxos mig.rz:atórios,· da hi_ê_

(14)

06

2 - ASPECTOS ECONÔMICOS

Como nao poderia deixar de ser a caracterização セ@

conômica do Estado de RondÔnia, está intimamente ligada aos acon

tecimentos históricos que, através de seus ' {>.·

a to r e s, buscar·an ao

longo dos anos, penetrar, conhecer, ocupar e explorar as rique

-zas naturais da Amazonia Ocidental.

No século XVII, vamos encontrar uma economia イ・ャセ@

cionada com a penetração das bandeiras, a procura da mão de obra

indÍgena, do ouro e prata do Perú, destacando-se a de Antônio Ra

poso Tavares que teria chegado ao Vale do Gua.poré por volta de

1650. Acontece, aindar neste século, o aproveitamento comercial

de algumas especiarias encontradas na floresta, como a 」。ョ・ャ。Lュセ@

deira, salsaparrilha e cacau.

A descoberta de ouro no Arraial de Bom j・ウオウHcオゥセ@

bá), associada as informações de Louis D'Alincourt, contidas em

suas "Memórias", a respeito da ocorrência de ouro nos aluviões do

Rio Madeira, motivaram várias entradas, durante o século XVIII ,

com a finalidade de explorar terrenos auríferos ao longo dos ri

os Guaporé, Mamoré e Barra do Corumbiara.

O Ciclo da Borracha, também conhecido como a Bヲセ@

bre da borracha", iniciou-se em fins do século XIX devido a ュ・セ@

ma ter se constituÍdo numa das matérias primas de maior demanda no

mercado mundial, motivado por profundas alterações no processo

de produção de mercadorias após a Revolução Industrial. A econQ

mia extrativista, apoiada na borracha e castanha do Pará, para

exportação, assiste 6 declÍnio do "Ciclo da Borracha", que カッャエセ@

ria a apresentar novo pico de produção e comercialização com o

(15)

término desta, o desinteresse do mercado externo pela importação

da borracha e consequente diminuição dos níveis de produção.

A partir da segunda metade da década de 50, RondÔ

nia sofre novo impulso em sua economia, motivado pela

descober-ta e exploração da cassiteridescober-ta, que, praticada manualmente até

1971, chegou a representar, devido a absorção de mão de obra,50%

da PEA (População Economicamente Ativa). Tàl movimento, o "Ciclo

da c。ウウュエ・イゥエ。セ@ pode ser considerado como o primeiro impulso

industrial do Estado, tendo servido de sustentação do setor teK

ciário, em crise pela decadência do extrativismo vegetal. RondÔ

nia assume a liderança nacional, tornando-se o primeiro produtor

deste importante minério que, em 1967 conseguiu suplantar a

bor-racha na formação da renda interna do Território (Tabela I).

Com a extinção da produção de cassiterita por pro

cesso manual a partir de 31 de março de 1971, através da Portª

ria do Ministério de Minas e Energia, ョセ@ 195 de 15 de abril de

19705 (1984), e a criação também nos anos 70, dos projetos de CQ

Ionização para pequenos produtores, ocorre uma transformação na

área econômica, antes condicionada as atividades extrativistas

vegetais e minerais da borracha e cassiterita, cuja comercializa

çao estava concentrada, principalmente, nas cidades de Porto Ve

lho e Guajará Mirim.

Como principais consequencias econômicas do pr.Q

cesso de colonização, registrado na década de 70, podemos citar

as seguintes:

- expansao e diversificação da produção agrícola;

- surgimento de um novo padrão de crescimento cog

,

.

(16)

08

RondÔnia é no país o 52 produtor de café e o

22 de cacau;

- exploração do ouro e a formação do: garimpo trans

formando RondÔnia no 32 produtor nacional.

Dentre as atividades agropecuárias, predominam na

região, as culturas de arroz, muito utilizada na abertura de no

vas áreas, milho, mandioca, café, cacau, seringueira plantada

formação de pastagem, pecuária de leite e corte e criação 」ッューャセ@

mentar de aves e porcos.

No que se refere ao extrativismo temos a Borracha

Natural, Castanha do Pará,, Madeira e Pescado, sendo o primeiro,

destaque nacional, ocupando o 22 lugar em 81, participando com 21% da produção brasileira (Tabela II).

Quanto ao ouro, iniciou-se em 1978 a garimpagemno leito e adjacências do rio Madeira. Esta vem sendo realizada ュセ@

nualmente, por 「。ャウ。ウᄋセ、イ。ァ。ウL@ uma vez que os resultados de al

gumas pesquisas realizadas, ainda são insuficientes para uma 1n

dicação de lavra mecanizada.

No que se refere aos níveis de produção do ouro

no garimpo do rio Madeira, existe sempre ano a ano,significativa

defasagem entre a produção registrada e aquela, estimada. O con

trole é particularmente difÍcil por se tratar de um garimpo abeK

to e sua comercialização se realizar através de numerosos

compra-dores, não existindo o monopÓlio estatal, como acontece em og

tras reservas garimpeiras ando o monopÓlio pela Caixa Econômica

Federal, tem-se mostrado um método eficaz no controle da

ção e comercialização do ouro (Tabela III).

(17)

sentado de 1977 a 1981, uma taxa de crescimento de 110% ao ano,

pode ser considerado ainda incipiente com suas indústrias se セ@

presentando inexpressivamente no parque industrial brasileiro.

Em meados da década de 70 as indústrias de ・クエイセ@

çao de cassiterita participavam com uma percentagem bastante sig

nificativa (35,2%) do valor bruto real da produção industrial,sg

guidas das indústrias madeireiras e seus manufaturados com 9,8%

do referido valor 6 . (1983)(pág. 35).

/

Já em 1983 as indústrias para beneficiamento de

produtos agrícolas e de transformação representavam 90% do total

de estabelecimentos

ゥョ、オウセイゥ。ゥウ

HQYXSIHー£ァN@

35). Este fato tem

uma explicação no grande incremento do セエッイ@ primário da econo

mia ocorrido no final dos anos 70 e início dos anos 80, quando o

desenvolvimento do EStado passou a centrar-se na produção agríco

la.

.,

O setor comercial de RondÔnia vive, nas duas Últi

mas décadas, um acentuado dinamismo, motivado pela explosão de

mográfica em decorrência do fluxo migratório sem precedente na

história da ocupação do território nacional, apesar da dependêg

cia da importação em grande escala, de produtos de outros esta

-dos.

Como exportador, coloca-se em 42 lugar dentro da

região Norte, superado pelos Estado do Pará, Amazonas e TerritQ

rio do Amapá.

Em 1985 foram realizadas exportações da ordem de

US$ 31.996.000/FOB, para importação de US$ 8.443.000/FOB, garan

tindo um saldo absoluto de US$ 23.553.000/FOB, o que representa

uma participação de 0,13% em relação as exportações brasileiras.

Estes números podem ser representativos na medida em que indicam

uma evolução, se bem que discreta, do setor, quando comparados

(18)

absolu-10

to negativo deUS$ 5.326.000/FOB e uma participação nacional de

0,05%.

"O crescimento econômico de RondÔnia, durante os

Últimos anos, tem dependido diretamente da mobili

zação das potencialidades dos seus recursos

natu-rais renováveis e não renováveis, visando a produ

ção de alimentos e matérias primas demandadas ーセ@

la economia nacional e internacional e para as

quais apresenta condições competitivas favoráveis

relativamente as demais regiões·· do país:;,

s·s (

1983)

(p.28).

3 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

3.1 Aspéctos FÍsicos e EcolÓgicos

RondÔnia ocupa uma área total de 243.044 Km2 ou

24.304.400,Ha, situando-se entre os paralelos 7°85' e 13°48' de

latitude sul e os meridianos 59°5' e 66°48' de longitude oeste .

Localizado em sua maior parte em um planalto cristalino, que e , um prolongamento do plànalto central brasileiro, tem altitudes

que variam de 100- 300m (66% da área) a 300- 800 m (30%), nos

tabuleiros dos chapadões das ; Serras dos Pacâás Novas e dos p。イセ@

cís, com uma pequena faixa a menos de 100m (4%) de planície

alu-vial no Vale do Guaporé. Dividido polfticamente em 18 munidip1os,

conta ainda com 16 parques indÍgenas, 3 reservas biolÓgicas além

セ@ ,"

do Parque Nacional dos Pacaas Novas e da Floresta Nacional do,Jª

(19)

O Estado apresenta c li ma equatorial, com transi

çao para o tropical quente e Úmido. A temperatura média anual vª

ria de 24 a 26°C, com exceção da Chapa dos Parecís que, devido

a sua altitude acima da planura イ・ァゥッョセャL@ apresenta セエ・ュー・イ。エオイ。@

média inferior de 24°C. Daí, pode-se conbluir que, as médias ª

nuais de temperaturas são elevadas.

Ocorre, entretanto, nos meses de junho e 。OセッウエッL@

perÍodos de friagens e frentes frias, raramente ultrapassando

quatro dias, quando os termômetros chegam a registrar, pela

,

drugada, mínimas inferiores a l2°C, apesar das temperaturas me

dias se manterem ao redor dos 22°C.

A observação do mapeamento pluviométrico e cartas

hipsométricas indica que as precipitações no Estado variam de ュセ@

nos de 2.000mm na região que vai das serras centrais

à

fronteira

com a Bolívia; de 200mm a 2.100mm na parte alta do vale do rio

Ji-Paraná no sentido sul; atingem taxas de precipitação acima de

2.100mm na região Norte, próximo

à

divisa com o Estado do

Arrazo-nas.

O perÍodo chuvoso, incidente de setembro a abril,

alcançando médias acima de 270mm, atinge sua intensidade máxima

entre os meses de janeiro e março. Já o período seco, mais pro

nunciado ao norte que ao sul, ocorre nos meses de maio a agosto,

com níveis de precipitação em torno de 60mm; segundo Nimer:

"Sua insuficiência ecolÓgica é bastante para

ca-racterizar a existência de uma curta estação seca" 7

(1977) (p.45).

Registra-se ainda,:tila região,uma 'das ,maiqres amplitudes ·pluviom.§_

tricas, ou seja 。セュ←、ゥ。@ da diferença entre a pluviometria do mês

(20)

12

Segundo descrições encontradas no I Plano de ッセ@

senvolvimento Integrado de RondÔnia:

"As deficiênclas hÍdricas mais elevadas ocorrem

na "sombra das chuvas" da Serra dos Pacaás Novas

e da Chapada dos Parecís 。エセ@ a divisa com a

BblÍ-via, regiões onde a deficiência ュセ、ゥ。@ alcança ....

200mm por ano. Já nas áreas mais altas as de fi

ciências sao menores, aumentando a medida que セ・@

evolui para o Norte do Estado e nos vales dos

grandes riOs. Os excedentes hÍdricos anuais mais

elevados registram-se ao norte e nas áreas

serra-nas, com valores ュセ、ゥッウ@ de 900mm, decrescendo a

medida que se caminha para o Oeste, quando chegam

a 7 O Omm 6 , ( 19 8 O ) ( p . 5 ) .

Em relatório escrito por Oswaldo Cruz após sua v1

sita

à

região, encontraw0s_ observações a respeito do clima e

pluviometria que, pela importância histórica e atualidade das

mesmas, trenscreveremos a seguir:

"A temperetura na região do Madeira nao セ@ mui to

elevada; tivemos ocasião de sentir abaixamentos

bastante' sensíveis. Algumas observações tomadas

pela Comissão Collins (em 1878 e 1879)e as atuais*

feitas pelo corpo de engenheiros da Estrada de

Ferro m。、・ゥイ。Mm。ュ。イセ@ dão bem ゥ、セゥ。@ do fato(Tabelas

IV e VL

É, sobretudo, por ocasião de mudança_de estação que se notam as bruscas quedas .de temperatura カセ@

ri ficando-se , as vezes, no mesmo dia'

1 diferenças

muito sensíveis (de mais de l0°C)".

* 1908 e 1909

/

(21)

,,.

Bセ@ . .) Na região do Madeira só há duas estaçÕes r

bem definidas: a da seca e a das chuvas. A ・ウエセ@

çao da seca se inicia nos meados de maio e esten

de-se a meados de novembro, quando começa a

esta-ção das águas. As precipitações aquosas são abun

dantes. Em Porto Velho, em 1908, o total das chu

vas foi de 223,5cm. Os meses mais chuvosos nesse

ano, foram os de dezembro, que deu 48,23cm ao plg

viômetro e o de março, com 50,8cm. Em 1909, em 、セ@

zembro, caíram 50,8cm de chuvas e em fevereiro,

33,56cm. O dia que mais choveu em 1908 foi o dia

8 de janeiro, em que caíram 12,57cm de chuvas, e

em 1909 foi o dia 27 de março com 10,16cm" 8 (1910)

( PP. ·7 e 9) .

Como principais bacias hidrográficas encontramos

· ãfJ de Ji-Paraná ou Machado, Guaporé, Jamarí, Mamoré, Jaciparaná ,

Mutum Paraná, além de pequenos afluentes da margem esquerda do

Madeira (Mapa III).

3 .1. 2 Vegetação e Solo

Ao longo do rio Madeira encontram-se as matas de

várzeas, localizadas em terrenos sujeitos a inundações periÓdj.

cas na estação das chuvas.

Na área da serra dos Pacáás Novas a vegetação e , do tipo serrado, com numerosas espécies semelhantes às que OCO_!:

rem nos €errados, da região Centro Oeste. Manchas de セ・イイ。、ッ@

(22)

14

Pelos mesmos motivos relatados anteriormente deft

tacamos, em ウ・ァオゥ、。セ@ alguns trechos do relatório de Oswaldo:Cruz,

referentes a vegetação:

( .

"As margens* ambas sao cobertas de densa vegeta.

-çao constituída de árvores gigantescas, entre as

quais predominam entre outras a samaúma ( Ceile a

samaúma Mart.), o pau mulato (Calycophyllum sprin

canun Hook. J.) e a castanheira (Bertholletia ex celsa H. B. R.), entrelaçadas pelos cipós que as

transformam em matas emaranhadas quase

impenetrá-veis derrubados aqui e ali para dar lugar a

cons-trução de barracões, ponto de ambarque dos

serin-ァセセウ@ . Essas massas enormes de vegetações mantêm

constante estado de umidade atmosférica. Pela ma

nhã se condensa o vapor d'água sob a forma de

ne-blina espessa que envolve a mata e que se conden

sa sobre as habitações, cujos telhados gotejam

como após grande chuva. Tudo é envolvido em água" 8

(1910) (p.6).

Os solos de relevo nao muito elevado, plano e sua

ve ondulado, que constituem 42% das terras do Estado, abrigam o

tipo de vegetação predominante ém RondÔnia, a mata de terra fir

me. Caracteriza-se por sua densidade, apresentando árvore de

grande porte e numerosas espécies de importância econômica,sendo

entrecortado por inúmeros cursos d'água de volume variável, pog

co sujeitos a enchentes.

Outros tipos de solo sao encontrados no Estado em

percentagens variadas, que não estão aqui descri tos qevido 'suàs e§.

pecificidades têénicas, dispensáveis para os objetivos deste

traba-lho.

(23)

3.2 Aspectos de Saneamento

Históricamente, a questão saneamento no então Ter

ritório de RondÔnia esteve associada, até os anos 60, a presença

de agências federais como a F.SESP - Fundação Serviços de SaÚde

PÚblica-e DNOS - Departamento Nacional de Obras e Saneamento.

A partir de 1969 com a criação da CAERD Compª nhia de Águas e Esgotos de RondÔnia7 houve melhoria no

abasteci-mento d'água para as populações urbanas, inicialmente, de Porto

Velho e Guajará Mirim.

No início dos ahos 80, com a criação do Estado e

adesão do mesmo ao PLANASA - Plano Nacional de Saneamento - OCOK

reu uma rápida expansão nos serviços de abastecimento d'água, e_ê.

tando hoje com a CAERD a concessão para operar em todos os

muni-cípios do Estado, com exceção de Cacoal que é operado pela F.

SESP.

Para 1987 os dados informam que a Companhia já ª tende dezoito comunidades com abastecimento d'água, com um total

de 53.100 ligações em todo o Estado significando um atendimento

de 54,9% da população urbana.

Quanto aos serviços de esgotos sanitários, apenas

dois municípios são atendidos, Porto Velho e Guajará Mirim, so

mando 3,8% da população urbana do Estado.

Nas Tabelas VI e VII, podemos observar a evolução

do percentual da população urbana atendida com 'abastecimento d'

á-gua e serviços de esgoto sanitário.

Devido a importância epidemiolÓgica e possível y

so como instrumento de análise comparativa, destacamos citações

de Oswaldo Cruz sobre as condições de saneamento 、セ@ Vila de San

(24)

16

"A Vila nao tem esgotos, nem água canalizada, nem

iluminação de qualquer natureza. O lixo e todos

os produtos da vida vegetativa são atirados as '

ruas, se merecem este nome vielas emburacadas que

cortam a infeliz povoaçao. Encontram-se colinas

de lixo apoiadas às paredes das habitações. Gran

des buracos no centro do povoado recebem as águas

das chuvas e da cheia do rio e transformamsse em

pântanos perigosos, donde se levantam aluviões de

anofelinos que espalham a morte por todo o

povoa-do. Não há matadouro. O gado é abatido em plena

rua, a carabina, e as porçoes não aproveitadas:ca

beça, vísceras, couro, casco, etc, sao abandonª

dos no prÓprio local em que foi a rês sacrificada,

セ。コ・ョ、ッ@ num lago de sangue. Tudo apodrece

às habitações e o fétido que se desprende

descritível" 8 (1910)(p.l0).

junto

,

e ln

Já a respeito das condições de abastecimento d'ª

gua e instalações de esgotos em Porto Velho de Santo Antônic , on

de se encontrava estabelecida a base de operações da セッュー。ョィゥ。@

ゥョエ・イョ。」ゥッョ。ャセ@ responsável pela construção da Estrada de

m。、・ゥイ。Mm。ュッイ←セ@ encontramos o seguinte relato:

Ferro

"Abastecimento d'água: A água fornecida em Porto

Velho provém de uma fonte captada num tanque de

cimento, donde é levada para um depósito metálico

levantado sobre colunas, daÍ se distribui por

meio de canos de ferro para os domicílios. As ca

sas sao todas dotadas de sala de banho com chuvei

ro, os W.C. têm anexas' caixas de descarga ーイッカッ」セ@

da. Além disso, há em vários pontos torneiras que

(25)

adicionando-lhe a água captada, nos lençóis prQ

fundos por meio de poços artesiano.

Esgoto: A instalaçâo de esgotos セ@ muito bem feita.

As canalizações sâo de ferro e de gris vidrado.To

dos os aparelhos intradomiciliares sâo ligados

à

rede por meio de sifÕes desconectores"8(19l0) tp.l6). Quanto aos sistemas de coleta de lixo sâo; ainda

·hoje, precários em alguns municípios e inexistentes em outros.

Sendo a frota de caminhÕes especiais para a ッー・イセ@

cionalizaçâo dos serviços,insuficlente para atender a demanda ,

o que se verifica セ@ o acúmulo urbano do lixo, motivado ou pela

prestaçâo de serviços que nao cumpre a rotina satisfatória ou

pela ausência da mesma, principalmente nas regiões

das cidades.

ー・イゥヲセイゥ」。ウ@

Devido a inexistência de estações de tratamento,

o lixo, quando coletado, セ@ transportado para terrenos próximos a

periferia das cidades, onde,

à

」セオ@ aberto, transforma-se em

fon-tes de doenças por ser um excelente meio de cultura para os mais

variados elementos patogênicos.

3.3 Aspectos Demográficos

Os aspectos inerentes a demografia em

nao podem ser ・ョセ・ョ、ゥ、ッウ@ senâo atrelados aos processos

Rondônia

migrató

rios, アオ・Nセッ@ longo da história, foram responsáveis pela ocupaçao

dessa área ァ・ッァヲセヲゥ」。L@ antes pertecente aos Estados do Mato gイッセ@

(26)

18

セ@ assim アオ・セ@ dentro da atual 」ッョウエゥエオゥ￧セッ@ セエョゥ」。L@

o migrante セ@ o grupo de maior ・クーイ・ウウセッL@ quando em 1980 o total

de ョセッMョ。エオイ。ゥウ@ no Estado representava 67,0% do total geral da

ーッーオャ。ᅦセッL@ elevando-se, esta ー。イエゥ」ゥー。￧セッ@ para 70% em 1983.

Com a populaÇao estimada para 1984 em 2.540 1n-,

dias, este elemento セ@ importante na 」ッューッウゥ￧セッ@ セエョゥ」。@ de RondÔ

nia, nao apenas pelo seu valor cultural, como naçao, mas エ。ュ「セュ@

como fator de ーイ・ッ」オー。￧セッ@ na medida em que, a ocupação da イ・ァゥセッL@

。エイ。カセウ@ de aberturas de estradas e ゥューャ。ョエ。￧セッ@ de projetos de CQ

ャッョゥコ。￧セッL@ promovendo o contato com grupos indÍgenas, gera pro

blemas sanitários e sócio-culturais, epidemiologicamente relevan

tes.

O caboclo seria o terceiro elemento com

represen-エ。￧セッ@ セエョゥ」。@ na demografia regional, valendo ressaltar a existên

cia de conceitos diferenciados a respeito do mesmo, quando encon

tramas esse termo algumas vezes empregado para designar Índios

ou seus descendentes diretos que, aculturados e destribalizados,

passam a viver com suas famílias dispersas ao longo dos rios.

Para

g。ャカセッ

HQYWWIL@

o cabloco da Amazônia seria

resultante de um "caldeamento de elementos de origem ゥ「セイゥ」。@ e

amerÍndia", tendo contribuÍdo ainda para essa ヲッイュ。￧セッ@ um tercei

ro elemento - o africano - em menor proporçao.

Em "O Diagnóstico das Condições de SaÚde em RondÔ

nia", considera-se:

"como caboclas as populaÇões autóctones que moram

próximas dos cursos d'água, geralmente envolvidas

em atividades de extrativismo vegetal ( castanha

(27)

」ッューャ・ュ・ョエ。イ・ウセ

(1983) (p.9) セ@

Até 1970 os movimentos migratórios originados

historicamente pelos ciclos do ouro, borracha e cassiterita como

pela construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, não foram ウセ@

ficientemente consistentes para descaracterizar RondÔnia como u

ma região sub-povoada dentro do contexto nacional, apresentando

em 1950, 1960 e 1970 densidades 、・ュッァイセヲゥ」。ウ@ de 0,15, 0,28 e

0,46 respectivamente (Fg. I).

A construção da BR-364, ligando Cuiabá a Porto vセ@

lho, a transferência da fronteira agrícola do Centro-Sul para

RondÔnia e a implantação pelo Governo Federal, através doiNCRA,

de projetos de colonização para pequenos produtores, foram ins

-trumentos decisivos na consolidação da ocupação dessa área que

em 1980 atinge uma população residente de 491.025 habitantes com

densidade demográfica de 2,02 hab/km2 (Fg.I), e taxa cgeométrica

de crescimento em torno de 16% ao ano entre 1970 e 1980.

No capítulo 22 (segundo) quando descreveremos so

bre a ocupaçao de RondÔnia e seus movimentos migratórios,teremos

oportunidades de aprofundamento e detalhamento dos aspectos demQ

gráficos, apresentados- aqui, apenas como dados imprescindíveis

para caracterização da área.

3.4 Aspectos de SaÚde

Ao considerarmos os aspectos de saúde

à

parte dos

aspectos sociais, o fazemos pela sua importincia eipecifica na

ーセイエゥ」ゥー£￧¬ッ@ ' •. セM da elaboração de instrumentos de análise e nao

por entendermos uma possível dissociação teórica ou prática

(28)

20

Seguindo orientação da OMS (informe técnico 137),

procuraremos construir indicadores associados ao estado de saúde

das pessoas e aqueles relacionados com as atividades de saúde , '

uma vez que,os_ referentes as condições ambientais foram descri

tos quando trabalhamos os aspectos de saneamento.

Em um segundo momento, descreveremos a evolução

institucional, identificando, historicamente, o comportamento das

,

instituições e sua participação na prestação de serviços de sau

de

à

população.

3.4.1 - Indicadores de SaÚde

Temos feito, ao longo desse primeiro capítulo, ci

tações de textos do relatório de Oswaldo Cruz. Voltamos; aqui, a

fazer uso de dados e informações, contidos no referido relató

rio, a respeito da morbimortalidade da região nos anos de 1909 e

1910.

Os registros· sao referentes as principais doenças

detectadas e suas taxas de mortalidade, ora incidentes na populª

ção geral, ora nos trabalhadores da Estrada de Ferro

Madeira-Ma-moré. Esses dados estão contidos na Tabela viセi@ onde a pneumonia,

a ancilostomíasep beriberi,. a desinteriàl a febre hemoglubinúri

ca e o impaludismo compõem o perfil epidemiolÓgico da população

estudada com números referentes ao Qセ@ semestre de 1910. A pneumQ

nia com uma taxa de mortalidade de 59,7% entre os trabalhadores

e os 2.328 casos de impaludismo, para uma média de trabalhadores

de 2.592, são os dados que mais chamam atenção. Também o

percen-tual de operários com ancilostomíase é muito alto,principalmente

em se tratando de operários brasileiros,quando as taxas se ・ャセ@

vam a 90%. A respeito do impaludismo voltaremos :a analisar com mª

(29)

Indicadores Associados ao Estado de

SaÚde de Pessoas ou Grupos

Aqui, estão identificados, inicialmente, os coefi

cientes de mortalidade geral, infantil, materna, por doenças

transmissíveis e por malária. Relacionados numa série histórica

de 1980 a 1985, conseguem, apesar de' reaG>hhecê-los precários, mo.§. trar a gravidade no que se refere aos atuais níveis de saúde da

populaÇão (Tabela IX). No que se refere a mortalidade infantil ,

especialmente, o Estado de Rondônia, pela sua estrutura e

carac-terística sócio-econômica deve apresentar Índices maiores que

aqueles identificados para a região Norte em 1984 quando regi.§. trou-se 98,6 por 1.000 nascidos vivos, segundo informações do Mi nistério da SaÚde.

Ainda sobre a mortalidade infantil, suas princi

pais causas são as Afecções Originadas no PerÍodo Perinatal, as

Doenças Infecciosas Intestinais e as Pneumonias, com Índices re.§.

pectivos de 38%, 27% e 9% (Tabela X).

Quanto a mortalidade por grupo etário, o numero ,

de Óbitos na faixa dos 20 aos 49 anos - faixa produtiva - repr_g senta, para o ano de 1985, a considerável percentagem de 26%, com tendência crescente a partir de 1983 (Tabela XI).

Dentre as principais causas de mortalidade geral,

temos, para 1985, as Afecções Originadas no Período Perinatal, セ@

cidentes de Tr;nsito, Afogamentos e Efeitos Adversos, Doenças In

fecciosas Intestinais e HomicÍdios representando respectivamente

(30)

22

Na Tabela XIII onde estão registrados os numeras ,

de casos e de Óbitos por doenças transmissíveis, vale salientar

os números significativos da Malária, Leishmaniose Mucosa,

tite, Tuberculose e Hanseníase, além da presença da Raiva Humana,

Tétano Neonatal, Difteria e Meningite em suas diversas formas, pª

ra o ano de 1985.

3.4.1.2 Indicadores Relacionados com as A ti vidades de SaÚde

Estes indicadores, referentes a disponibilidadede

recursos, sua utilização e produção, como também a capacidade de

cobertura através dos serviços prestados, possibilitam,

juntamen-te com aqueles citados no Íjuntamen-tem anjuntamen-terior, uma análise mais abran

gente do nível de saúde de uma população.

Na Tabela XIV os indicadores hospitalares indicam

uma taxa de ocupação de 55,2 para o ano de 1985, registrando uma

tendência decrescente na utilização dos leitos se compararmos com

os anos anteriores.

o

número de egressos por leito de hospital,também

no ano de 1985, é de aproximadamente 46, e seu comportamento na

série histórica de 1980 - 1985 varia entre o máximo de 52 e o ml:_ ,

nimo de 39 ・ァイ・ウセッウ@ por leito hospitalar .

(31)

O tempo ュセ、ゥッ@ de ー・イュ。ョセョ」ゥ。@ registra taxas que

variam de 4,4 a 6,4 dias no mesmo perÍodo.

O número de leitos hospitalares da rede pÚblica,

incluindo, portanto, Secretaria de SáÚde e F.SESP, somam em 1988,

o total de 1568, guardando uma relação de 0,42

leito/habitante/a-no.

A relação entre população e número de consultas

ュセ、ゥ」。ウ@ realizadas na rede estadual apresenta percentuaié que va

riam de 0,32% a 0,80%, não atingindQ,portanto,

ウセアオ・セ@

1 consulta

por habitante/ano, no perÍodo de 1980 a 1986 (Tabela XIV-A).

As campanhas de vacinação anti-pÓlio, no mesmo ーセ@

rÍodo, apresentam os melhores percentuais de cobertura em 1982;

decrescem 。エセ@ 1985 para voltarem a crescer eml986 (Tabela XIV-B),

\ - ..

nunc-a at'i'ng'if}do, Gー、Nイ←ュセG@ la cobertura ideal . .

3.4.2 Evolução Institucional

A SaÚde em RondÔnia, entendida dentro de uma ー・イセ@

pectiva histórica, evoluiu politica e administrativamente e sua

(32)

momentos vivenciados pelas instituições envolvidas na

çao e prestação de serviços.

23

coordena

Nos a teremos, pcbis, a:. descrever a evolução das três

instituições pÚblicas que·, implantaram seus equipamentos coleti

vos de saúde, ainda no Território Federal do Guaporé, como a Fun

dação Serviços de SaÚde PÚblica (F.SESP) e no, posteriormente

Território Federal de RondÔniá como a Superintendência de

Campa-nhas de SaÚde PÚblica (SUCAM) e a Secretaria de SaÚde.

3.4.2.1 F.SESP

A criação

do

Serviço Especial de SaÚde PÚblica re

sultou de acordo firmado entre os governos do Brasil e Estados Q

nidos da América em 17 de junho de 1942.

A partir de então se inicia na Amazônia a instala

çao de serviços de saúde com o objetivo de desenvolver açoes sa

nitárias.

Em Porto Velho foi oficializado o Distrito de

Saúde PÚblica em 09 de julho de 1942, tendo sido desencadeado o

início regular das operações em QセTS@ com a implantação do pイッェセ@

to AM-PVÉ-1 que tratava das atividades administrativas'.

Outros projetos importantes foram elaborados e a

provados, todos consequentes ao acordo anteriormente referido,os

quais descreveremos a seguir:

- Projeto AM-PVE-9, aprovado em 22 de setembro de

1944 e assinado o acordo em 19 de novembro de 1945 entre o SESP

e a Prefeitura Municipal de Porto Velho para a instalação de ヲッセ@

(33)

- Projeto AM-PVE-4, com descrição aprovada em 02

de março de 1945 e acordo assinado em 4 de fevereiro de 1946, Q

'

bjetivava melhorar as condições sanitárias no Território do Gua

poré e implantar as operações do Centro de SaÚde de Porto Velho

que, inicialmente, funcionou em prédio cedido pela Prefeitura Mg

nicipal. Através deste acordo caberia ao SESP: o controle das

doenças transmissíveis agudas e das endemias reinantes, higiene

pré-natal, natal infantil, pré-escolar e escolar; saneamento e

higiene das habitações; bioestatística e educação sanitária.Tais

atividades seriam implantadas gradativamente nos Distritos

Sani-tários de Porto Velho e Guajará mゥイゥュセ@ Deveriam ainda

intensifi-car os ウセイカゥ￧ッウ@ anti-maláricos e contribuir com os meillos necessá

rios para a formação de pessoal técnico e auxiliar lotado nos

serviços hospitalares, e assistenciais. do governo do Território.

- Projeto AM-PVE-6D, aprovado em 21 de julho de

1945 com o objetivo de construir residências para médicos.

- Projeto AM-PVE-10, com descrição aprovada em 30

de julho de 1945 tinha o importante objetivo de realizar drena

gens nas áreas alagadiças existentes em Porto Velho, devido aos

inúmeros igarapés que cortavam a cidade, como instrumento de com

bate a malária.

- Projeto AM-GMI-7, aprovado em 02 de junho de

1949 e iniciado em abril de 1950, com o objetivo de promover o

abastecimento d'água em Guajará mゥイセュN@

- Projeto AM-PVE-11, com descrição aprovada em 12

de setembro de 1946, possibilitou diversos acordos, com a finali

dade de combater a Malária através da aplicação do DDT nos

(34)

25

Com a criação do Serviço Nac1onal da Malár1a o

mesmo assumiu, no Território, a partir de 1950 todas as

ativida-des de controle da doença, enquanto o SESP continuou ativida-desenvolven

do as açoes de saúde que lhe foram atribuídas a partir do acor

do assinado em decorrênc1a do Projeto AM-PVE-10.

A portaria PRE-695 de 16 de julho de 1976, publi

cada;,no,-Boletim Interno ( G) -13/76, criava em Rondonia os Serviços

da já então Fundação SESP, ligada a Diretoria Reg1onal do

Amazo-nas.

Em Oó de junho de l978''a portaria PRE-;-922 public-ª

da no B.I(G)-09/78, cr1ava o Distr1to Reg1onal de Rond8n1a com

as Seções de Material e Transporte, Contabilidade e Administrati

va.

O Setor Saúde da Diretoria Reg1onal de Rondônia

foi cr1ado pela portaria; PRE-945 de 07'de agosto de 1978, confo.!:_

me o BI(G)-13/78, enquanto que os setores de Administração e de

Engenhar1a através da portaria PRG-998 de 08 de fevereiro de

1979 publicada no BI(G)-03/79.

A F.SESP conta atualmente com oセ@ Centros de Saúde,

02 Unidades Mistas e 02 Hosp1tais Regionais, sendo estas admin12

セイ。、。ウ@ integradamente com a Secretaria de Estado da Saúde.

3.4.2.2 SUCAM

A SUCAM em Rondon1a, representada por uma DiretQ

ria Reg1onal, apresenta na h1stória de sua evolução, momentos

de transformação, no que concerne a estrutura organizacional,

semelhantes aos ocorridos no nível nacional, por tratar-se de um

(35)

O combate a malária na região teMe início em 1962 através do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Malária(GTEM), vinculado ao Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu) e posteriormente da Campanha de Erradicação da Malária (CEM)criado como Órgão autônomo em 1965.

As operaçoes de inseticidas "arma fundamental,qua se exclusiva contra a Malária" 11 (1986), usada pela CEM,

。「イ。ョァセ@

ram inicialmente a área urbana de Porto Velho, as local1dades sl tuadas às margens das rodovias em abertura e as faixas de fron -teiras. SÓ em 1968 esse trabalho atingiu 」ッ「・イセqカセᄋ@ integral.

A criação da SUCAM em 1970, que absorveu a CEM , o DNERu e a cセョィ。@ de ErradicaÇão da VarÍola (CEV) proporcionou uma maior abrangência das atividades desenvolvidas no então Ter ritório Federal de RondÔnia, iniciando-se um processo de イ・・ウエイセ@

turação em 1974, passando a Diretoria Regional a contar com dois Distritos sediados em Guajará Mirim e Vila de Rondônia, hoje mセ@

nicípio de Ji-Paraná.

Desde então a Diretoria.Regional nao sofreu ョセ@

nhum tipo de alteração em sua estrutura organizacional apesar dos grandes desafios que, por atribuição, vem enfrentando, no ウ・ョエゥセ@

do de controlar os níveis epidemiológicos da malária que mantem-- se cresoente:s' nas três Últimas décadas.

3.4.2.3 Secretaria de SaÚde

(36)

27

pios de Porto Velho e Guajará Mirim.

Preocupados com o fluxo migratório que já se dese

nhava crescente e seguindo diretrizes do recém criado Sistema Na

cional de s。セ、・@ (SNS)i foi assinado no dia 18 de julho de 1975,

convênio entre o Ministério da s。セ、・L@ Ministério da Interior e

do governo do Território com a interveniência do Ministério da li

gricultura com o objetivo de elaborar um plano de ウ。セ、・@ para Ron

dÔnia.

A. partir de enti o, identificava-se a ne.cessidade.'.

de criação de uma institNição com estrutura organizacional e

autonomia prÓprias, em condições, portanto, de elaborar polÍti

cas e traçar diretrizes, através da implantação do referido

pla-no de ウ。セ、・N@

Ocorre, assim, a desvinculação do setor ウ。セ、・@ da

educação, e instala-se a Secretaria de s。セ、・@ do Território f・、セ@

ral de Rondônia que, inicialmente, contrata os serviços de uma

consultoria externa com a finalidade de desenhar o modelo organi

zacional a ser implantado na instituição.

Foi assim que, a partir de um projeto elaborado P§;

la F.SESP - Bs。セ、・@ e Saneamento em RondÔnia"- a empresa de Con

sul toria de Planejamento e OrganizaÇão ( COPLANO) 'em 」ッョセ↑ョゥッ@ com a

Superintendência do Desenvolvimento do Centro Oeste (SUDECO),prQ

cederam alterações no referido documento, エイ。ョウヲッイュ。ョ、ッセッ@ no Pla

no de s。セ、・@ de Rondônia - 1976 a 1980.

Constava também desse plano a estrutura organizª

cional da Secretaria de s。セ、・@ criando as 1ª e 2ª Delegacias rセ@

gionais, sediadas em Porto Velho e Guajará Mirim sob a sua juri2

dição e uma 3ª Delegacia sob a coordenação da F.SESP que atuaria nos municÍpios situados no eixo da BR 364 desde Ariquemes até

(37)

Em 1978, 1n1c:rou-se um processo de reest-ruturação da Secretaria de SaÚde, ao tempo em cpe, as relações com o Insti tg

to Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS)

se consolidaram pela venda de serviços produzidos com valores di

ferenciados para atendimento da clientela urbana e rural. Essa

distorção pode ser corrigida com assinatura de um novo convênio

em 13 de outubro de 1978, com efeito retroativo a 01 de junho de 1978, entre a Secretaria de SaÚde e o INAMPS que se propunha a financiar globalmente toda a capacidade produtiva da rede de saú

de instalada no Território. A 30 de junho de 1980, é publicado o Decreto n2 1178, definindo a política de saúde do ainda TerritQ rio de RondÔnia, transferindo a competência para os municípios ,

da administração dos serviços básiàos de saúde, seguindo assim,

a orientação da 7ª cッョヲ・イ↑ョ」ゥ。セn。」ゥッョ。ャ@ de SaÚde.

Em 17 de dezembro de 1982 pr9pÕe-se o "Sistema E..ê. tadual de SaÚde" através do Decreto n2 036, ratificando as pro -postas anteriores de descentralização das atividades técnico aQ

ministrativas, continuando sob a responsabilidade do: municÍpio,

a rede básica de saúde.

O convênio citado anteriormente, manteve-se vali do até setembro de 1984, quando, acompanhando o avanço nacional, o agora já Estado de RondÔnia assina o convênio das Ações In te

gradas de SaÚde, instalando a Comissão Interinstitucional de Saú

de (CIS) em outubro do mesmo ano.

Em abril de 1985 propõe-se um novo modelo organi-zacional para a Secretaria de Estado da SaÚde (SESAU) no qual a

responsabilidade administrativa dos serviços básicos de saúde,an

tes com os municÍpios, ficaria sob a coordenação das recém

cria-das Coordenadorias Distritais que, por sua vez, estariam hierar

quicamente atreladas às Coordenadorias Regionais de SaÚde, em nú

mero de quatro, com sedes em Porto Velho, Ji-Paraná, Cacoal e Vi

(38)

29

lhena. Aos municípios caberia tão somente os serviços de Vigilân

cia Sanitária e a coordenação da rede própria, quando houvesse.

Com as propostas nacionais de "Reforma Sanitária"

deflagradas na 8ª Conferência Nacional de SaÚde, o Estado vem

tentando acompanhar o processo, tendo assinado em maio de 1987,

o convênio SUDS (Sistema Unificado Descentralizado de SaÚde), e

promovido algumas decisões polÍticas importantes, no sentido ·'de

consolidar os avanços conquistados, apesar da insipiência de

al-gumas açoes e desarranjos エ←」ョゥ」ッセ。、ュゥョゥウエイ。エゥカッウ@ de outras.

A rede fÍsica instalada da Secretaria de Estado

da SaÚde em 1988 estava distribuÍda com os seguintes equipamen

tos coletivos:

- P0stbs de Saúde - 413

- Centrr.es de SaÚde - 48

- Centros Diferenciados de SaÚde - 40

- Unidades Mistas - 18

- Hospitais Regionais - 03

- Hospital de Base - 01

- Hospital de Medicina Tropical - 01.

A soma dos leitos das unidades hospitalares perfª

zem um total de 1.518 leitos.

Os Centros de SaÚde Diferenciados foram implantª

dos nos NÚcleos Urbanos de Apoio Rural com leitos para observa

(39)

Para concluirmos a elaboração do perfil ・ーゥ、・ュゥ。セ@

lÓgico, agruparemos dentro dos aspectos sociais, algumas var1a

.

,

veis importantes e indispensáveis a formação do referido perfil,

se considerarmos o conceito de multicausalidade na identificação

do nível de qualidade de vida e saúde de uma determinada

popula-çao.

3.5.1 Educação

Os dados trabalhados pelos setores ligados a ・、オセ@

caçao fornecem informações a respeito dos níveis de ensino regu

lar, supletivo e profissionalizante; daÍ sistematizaremos a orga

nização deste Ítem do trabalho obedecendo esta ウ・アャゥセョ」ゥ。@ adotada

pelo setor educacional do Estado, com dados referentes a 1986.

セeゥエウゥョッ@ Pré-Escolar

Em todo o Estado, o ensino pré-escolar é aplicado

em 152 unidades escolares, das quais 133 localizadas um área u!:_ bana e 19 na zona rural.

O setor pÚblico é hegemônico com 108 unidades ur banas e 14 rurais, contra 25 urbanas e 05 rurais do setor priva-do.

(40)

31

Com estes recursos fÍsicos e humanos disponíveis,

os setores, pÚblico e privado, ligados a educação conseguem セ@

tender na zona urbana, para uma demanda de 67.916 crianças de 4

a 6 anos, um total de 14.260, o que representa um percentual de

21_% do セアオ。@ 1: ro: se: to r público j5é;lr'tici pa q:orn 17, 2% ' e o setor privado com 3, 8% . Na zona rural, para uma demanda de 50.352 crian

ças de 4 a 6 anos, apenas 701 · foram atendidas, representando

1,4% do total, sendo 0,6% de participação da rede oficial e 0,8%

da rede particular.

3.5.1.2 - Ensino de lQ Grau

O ensino de lQ grau

é

ministrado no Estado em

2.067 unidades escolares sendo 2.036 pertecentes ao setor

pÚbli-co, com 119 na zona urbana e 1.917 na zona rural, e 31 ao setor

privado, com 26 em área urbana e 05 em área rural.

Para as unidades oficiais urbanas e rurais temos

respectivamente 1.281 e 2.041 salas de aula, enquanto que as par

ticulares possuem, respectivamente, 126 e 25 salas de aula.

A população urbana de 7 a 14 anos, estimada para

1986 era de 163.521 habitantes, dos quais 90.228 foram atendidos

na rede oficial e 6.084 na rede particular o que representa um

percentual de 55,2% e 3,7% respectivamente.

Já para a zona rural, a estimativa era de 124.377

habitantes na referida faixa etária, sendo que 68.104 foram aten

didos na rede oficial e 965 na rede particular correspondente a

(41)

na de 119.131 alunos, 112.156 foram matriculados na rede oficial

e 7.157 na rede particular, enquanto que na zona rural, para um

total de 74.744 matrículas, 73.705 foram efetuadas na rede ofici

al e 1039 na particular.

Os setores pÚblico e privado contam respectiva

-mente com 6.359 e 376 docentes com nível de escolaridade que vão

de 12 grau incompleto e licenciatura plena.

Na Tabela XV estão registrados os Índices de 。セ@

sincromia ou seja a diferença entre a idade real do escolar e セ@

quela que deveria ter para cursar determinada série.

O percentual médio de evasão imediata na rede Q

ficial urbana é de 17,4%, identificando-se o maior na 5ª série

26,9% - e o menor na 3ª série - 10,4%.

Para a zona rural o percentual médio é de l97,en

centrando-se o maior também na 5ª série - 30,4% - e o セ・ョッイ@ na

7ª série - 16,2%.

Quanto a rede particular urbana o percentual ュセ@ ,

dio de evasao imediata é de 6,2% estando o maior percentual na

5ª série - 13,1% e o menor na 4ª série - 2,4%.

Na zona rural o percentual médio de evasao ime

diata é de 23,6%, sendo o maior dele registrado na lª série

31,7%- e o menor na 7ª série com 0% de evasão.

Os percentuais médio de reprovação para as zonas

urbana e rural sao na rede oficial de 29,5% e 33,1% enquanto que

na rede particular são de 13,5% e 29,2% respectivamente.

3.5.1.3 Ensino de 22 Grau

Para o ensino de 22 grau o setor educacional con

ta com 49 unidades escolares, das quais 43 são da rede oficial

(42)

ins-33

talada em termos de salas de aula é de 308, sendo 287 da rede Q

ficial urbana, 18 da rede particular urbana e 03 rurais.

A demanda potencial urbana da faixa etária de 19

a 25 anos, estimada em 86.900 habitantes, foi atendida em 6.894,

sendo que 6.377 alunos foram matriculados na rede oficial e 517

na rede particular significando, estes ョセュ・イッウ@ 7,3% e 0,6% イ・ウ[jセ@

pectivamente.

Quanto a demanda potencial rural, estimada em

61.396 habitantes, foram matriculados apenas 16 alunos,atendidos

na rede particular, significando 0,1% da demanda.

A matrícula inicial urbana registrou 12.288 。ャセ@

nos sendo 11.576 em rede oficial e 712 na particular, enquanto

que a zona rural foram registradas, pela rede particular, 21 。ャセ@

nos.

O ョセュ・イッ@ de docentes, envolvidos com o ensino de

Rセ@ grau é de 800, dos quais 719 são da rede oficial urbana, 70

da rede particular urbana e 11 rurais.

O grau de escolaridade dos referidos docentes e ,

variável, indo de Qセ@ grau completo - 03 docentes - a

licenciatu-ra plena - 580 docentes.

Em relação a evasao, tem-se um percentual médio ,

na rede oficial urbana, de 32,2%, enquanto que na rede parti 」セ@

lar urbana é de 23,3%. Os maiores percentuais de evasão imediata

estão registrados nas Iiªs séries e os menores nas 3ªs séries tan

to no setor ーセ「ャゥ」ッ@ como no privado.

No que se refere aos percentuais médios de reprQ

vaçao, encontramos registros da ordem de 19, 6%,_ê 27,6% respectiva

mente para as redes oficiais e particular. Os maiores

percentua-is de reprovação regpercentua-istram-se nas ャセウ@ séries e os menores nas 3ªs

I

(43)

3.5.1.4 Ensino de Sセ@ grau

O ensino superior de RondÔnia teve seu início セ@

través do NÚcleo da Universidade Federal do Rio·Grande do Sul que

em 1973 implantou os cursos de licenciatura curta em Geografia, História, Letras e Artes PlásticaSi com oferta inicial de 140 カセ@

gas para uma demanda de apenas 80 candidatos.

Posteriormente o NÚcleo da Universidade Federal do

Pará implantou, nos municípios de Ji-Parana e Vilhena, os cursos

de Licenciatura Plena em Pedagogia e Letras e a Universidade Fe

deral do Acre implantou no municÍpio de Guajará Mirim o curso de

Licenciatura em Pedagogia.

Tais procedimentos foram possíveis, graças a assi

natura do convênio entre o governo do Território Federal de

Ron-dÔnilla e as Universidades Federais do Rio Grande do Sul HQセ@ convê

nio) e do Pará HRセ@ 」ッョカ↑ョゥPスセ@ Com este, procedeu-se a instalação

do NERO (NÚcleo de Educação em Rondônia) em 1976, que promoveu o curso de Pedagogia - Licenciatura Plena - nas áreas de

supervi-sao e Administração:Escolar.

A FUNDACENTRO (Fundação Centro de Ensino Superior·

de RondÔnia), criada pela Lei Municipal ョセ@ 108 、セPX@ de julho de

1975, somente no segundo semestre de 1980 conseguiu implantar as primeiras turmas nos cursos de Ciências Contábeis,Ciênc±aáECQ

nômicas e Administração.

O CESUR (Centro de Ensino Superior de RondÔnia ),

Imagem

TABELA  I  TABELA  II  TABELA  III  TABELA  i  IV  TABELA  V'  TABELA  VI  TABELA  VII  TABELA  VIII  TABELA  IX  TABELA  X  TABELA  XI  TABELA  XII  TABELA  XIII  tabelaセᄋセxiv@ TABELA  XIV
TABELA  XLIV  TABELA  XLV  TABELA  XLVI  TABELA  XLVII  QUADRO  I  QUADRO  II  QUADRO  III  QUADRO  IV  QUADRO  V  QUADRO  VI  GRÁFICO  I  GRÁFICO  II  GRÁFICO  III  173
GRÁFICO  IV  GRÁFICO  V  GRÁFICO  VI  GRÁFICO  VI.A  GRÁFICO  VI.B  GRÁFICO  VI. C  GRÁFICO  VII  MAPA  I  MAPA  II  .
TABELA  III
+5

Referências

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