T h i s ar t i cle an alyses t h e si n gu lar i t y of t h e m et h odologi es u sed i n t h e qu ali t y assessm en t of gr adu at e pr ogr am s i n volvi n g Pu bli c Healt h i n t wo Lat i n Am er i can cou n t r i es – Ar gen t i n a an d Br azi l. T h e au t h or s con du ct ed a sear ch i n websi t es t h at addr essed t h em es su ch as “ pu bli c h ealt h t r ai n i n g an d edu cat i on ” an d “ qu ali t y assessm en t m et h odologi es” , besi des r e-exam i n i n g docu m en t s an d bi bli ogr aph y on t h e t h em e. T h e an alysi s t ook i n t o accou n t t h e f ollowi n g di m en si on s: t h e Lat i n Am er i can poli t i cal an d econ om i cal con t ext du r i n g t h e last t en year s ( 1 9 9 4 -2 0 0 4 ) , t h e edu cat i on al syst em s’ r ef or m s ( em ph asi zi n g t h e post gr adu at e ar ea) , an d t h e qu ali t y assessm en t m et h odologi es i m plem en t ed. T h e au t h or s f ou n d si m i lar i t i es i n t h e evalu at i on syst em s i n ef f ect i n bot h cou n t r i es as well as sh or t com i n gs i n t h ese pr ocesses, n am ely, evalu at i on dr i ven by su per vi si on an d con t r ol r at h er t h an r edi r ect i on an d r eor i en t at i on of t each i n g, an d t h e m an dat or y adj u st m en t of cou r ses t o a st an dar d m odel def i n ed by exper t s.
KEY WORDS: t each i n g. qu ali t y assessm en t . gr adu at e pr ogr am s. pu bli c h ealt h . edu cat i on al assessm en t .
O ar t i go an ali sa a si n gu lar i dade de m et odologi as u t i li zadas em pr ocessos de avali ação da qu ali dade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú bli ca em doi s países da Am ér i ca Lat i n a – Ar gen t i n a e Br asi l. Pr ocedeu -se a u m a bu sca em sít i os da i n t er n et qu e abor davam os t em as “ f or m ação em saú de pú bli ca” e “ m et odologi as de avali ação de qu ali dade” , além da r evi são de docu m en t os e bi bli ogr af i a sobr e o t em a. A an áli se con si der ou as segu i n t es di m en sões: o con t ext o polít i co-econ ôm i co n a Am ér i ca Lat i n a n os ú lt i m os dez an os ( 1 9 9 4 -2 0 0 4 ) , as r ef or m as n os si st em as edu caci on ai s ( com ên f ase n a ár ea da pós-gr adu ação) e as m et odologi as de avali ação de qu ali dade i m plem en t adas. For am i den t i f i cadas sem elh an ças en t r e os si st em as de avali ação em vi gor em am bos os países, assi m com o debi li dades n esses pr ocessos: avali ação associ ada a su per vi são e con t r ole, e n ão a r edi r eci on am en t o e r eor i en t ação do en si n o, e obr i gat or i edade dos cu r sos aj u st ar em -se a u m m odelo padr ão def i n i do pelos
especialist as.
PALAVRAS-CHAVE: en sin o. avaliação de qu alidade. pós-gr adu ação. saú de pú blica. avaliação edu cacion al.
1 Pesqu isador a, depar t am en t o de Adm in ist r ação e Plan ej am en t o em Saú de, Escola Nacion al de Saú de Pú blica, Fu n dação Oswaldo
Cr u z, Rio de Jan eir o, RJ. <vir gin ia@en sp.f iocr u z.br >
2 Pr of essor a, depar t am en t o de Plan ej am en t o em Saú de, In st it u t o de Saú de da Com u n idade, Un iver sidade Feder al Flu m in en se ( FF) , Nit er ói, RJ. <lilian @vm .u f f .br >
na Ar
na Ar
na Ar
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na Argent ina e no Br
gent ina e no Br
gent ina e no Br
gent ina e no Brasil:
gent ina e no Br
asil:
asil:
asil: origens hist óricas
asil:
e t endências recent es de processos
de avaliação de qualidade
Vi r gi n i a Al o n so Ho r t al e Vi r gi n i a Al o n so Ho r t al e Vi r gi n i a Al o n so Ho r t al e Vi r gi n i a Al o n so Ho r t al e Vi r gi n i a Al o n so Ho r t al e11111
Li l i an Ko i f m an Li l i an Ko i f m an Li l i an Ko i f m an Li l i an Ko i f m an Li l i an Ko i f m an22222
1 Rua Leopoldo Bulhões, 1480 Rio de Janeiro, RJ
I n t r o d u ção I n t r o d u çãoI n t r o d u ção I n t r o d u ção I n t r o d u ção
Em 2 0 0 4 , du r an t e apr esen t ação em u m Sem in ár io3, a Dr ª Mir t a Roses Per iago, Dir et or a da Or gan ização Pan -am er ican a da Saú de/ OPAS, sin t et izou as m acr ot en dên cias da saú de lat in o-am er ican a e os pr in cipais desaf ios a en f r en t ar n o sécu lo XXI . Den t r e as pr im eir as dest acavam -se o au m en t o e en velh ecim en t o popu lacion al, levan do a u m per f il epidem iológico m ais com plexo; seu deslocam en t o par a zon as u r ban as e o au m en t o da pobr eza e das desigu aldades socioecon ôm icas. Com r elação às du as t en dên cias cen t r ais da globalização - dem ocr at ização e descen t r alização ( do poder , da
in f or m ação, da t ecn ologia e do desen volvim en t o) - , est ar iam sen do
desen cadeadas pr of u n das m u dan ças de or dem polít ica, econ ôm ica e social. Par a a Dr a Mir t a, os desaf ios f u n dam en t ais dos sist em as de saú de er am os de gar an t ir a t odos os cidadãos pr ot eção social em saú de; con t r ibu ir par a elim in ar as desigu aldades n o acesso; gar an t ir ser viços de qu alidade;
pr opor cion ar aos gr u pos sociais exclu ídos opor t u n idade par a r eceber at en ção in t egr al; sat isf azer as n ecessidades e dem an das de saú de da popu lação;
elim in ar a capacidade de pagam en t o com o f at or r est r it ivo.
No cen ár io descr it o acim a, a t en dên cia dos pr ogr am as de pós-gr adu ação de pr of ission ais em Saú de Pú blica4, en t r e os qu ais se in clu em os pr ogr am as
la t o e st r ict o sen su , é a de en f ocar a saú de e a vida, e n ão som en t e a doen ça e a m or t e; dar m ais im por t ân cia à r ef lexão sobr e o su j eit o social com o cat egor ia f u n dam en t al par a com pr een der a r ealidade; com plet ar o con h ecim en t o cien t íf ico, r et or n ar ao ser viço de saú de e desen volver
t em át icas com base em evidên cias. A avaliação da qu alidade dessa f or m ação, en qu an t o u m com pon en t e est r at égico, é ain da pou co desen volvida.
At u alm en t e, n a ár ea da edu cação su per ior , h á, pelo m en os, qu at r o t ipos de m odelos de avaliação de qu alidade sen do u t ilizados: ( 1 ) o m odelo
am er ican o, cu j a avaliação é cen t r ada n o alcan ce de m et as in st it u cion ais e em padr ões pr eest abelecidos; ( 2 ) o m odelo eu r opeu con t in en t al, r ealizado por par es e cu j o f oco é o pr ogr am a acadêm ico; ( 3 ) o m odelo br it ân ico, qu e r ealiza avaliação por par es e u sa in dicador es de desem pen h o; e, f in alm en t e, ( 4 ) o m odelo escan din avo, u m a var ian t e do eu r opeu con t in en t al, qu e in clu i pr ocessos de au t o-avaliação e avaliação ext er n a ( Royer o, 2 0 0 2 ) .
Con sider an do o r ecen t e con t ext o em qu e se in ser e a discu ssão da avaliação de qu alidade, o pr esen t e ar t igo t em com o obj et ivo an alisar a sin gu lar idade de m et odologias u t ilizadas em pr ocessos de avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blica, com f oco n os pr ogr am as st r ict o sen su , em dois países da Am ér ica Lat in a – Ar gen t in a e Br asil.
A escolh a desses países n ão f oi ao acaso. Par t iu -se da con st at ação de qu e os m esm os possu em con ver gên cias n o plan o socioecon ôm ico e polít ico. Am bos são países em desen volvim en t o, com seu s passados m ar cados pela in st abilidade dem ocr át ica e vêm , h á m ais de 1 5 an os, cooper an do em diver sas ár eas, in clu sive, n a da edu cação su per ior , con solidada r ecen t em en t e com o Mer cosu l Edu cat ivo5. É t am bém n esses países qu e pr ocessos de avaliação de qu alidade de pr ogr am as de pós-gr adu ação st r ict o sen su t êm sido r ealizados per iodicam en t e. Sabe-se, t am bém , qu e desde a década de 1 9 9 0 a su bst it u ição do ch am ado Est ado de Bem -Est ar por u m Est ado qu e avalia a pr est ação dos
3 “ O f u t u r o da Saú de
Pú bl i ca e os obj et i vos de desen vol vi m en t o do m i l ên i o” , 1 5 de set em br o de 2 0 0 4 , Escol a Naci on al de Saú de Pú bl i ca, Fu n dação Oswal do Cr u z.
4 Nest e ar t igo u t iliza-se
o t er m o “ Pr ogr am as de pós-gr adu ação st r ict o sen su ” , com u m n o Br asil, em bor a em ou t r os países n ão se f aça essa dist in ção.
5 O Mer cado Com u m
do Con e Su l, Mer cosu l, a despeit o de seu car át er
ser viços, m as descen t r aliza a adm in ist r ação da edu cação, t eve gr an de im pact o sobr e as din âm icas de poder econ ôm ico e polít ico, pr om oven do pr of u n das m u dan ças e r ef or m as n os sist em as de edu cação su per ior lat in o-am er ican os ( Mollis, 1 9 9 9 ) .
O per íodo de r ef or m as n eoliber ais n a Am ér ica Lat in a, desde a r ef or m a edu cacion al ocor r ida n o Ch ile n a década de 1 9 8 0 ( Gon zález, 2 0 0 3 ) , expan diu -se pr ogr essivam en t e em qu ase t odos os países da r egião e, a par t ir da r ecu per ação dem ocr át ica desses países, algu m as u n iver sidades pú blicas ( México, Colôm bia e Ar gen t in a) f or am se adapt an do às dem an das de u m a agen da in t er n acion al pr om ovida pelo Ban co Mu n dial/ BM e, m ais t ar de, pelo Ban co I n t er am er ican o de Desen volvim en t o/ BI D; m as h ou ve t am bém , por par t e de algu n s países ( Bolívia e Br asil) , sever as r esist ên cias in st it u cion ais ( Mollis & Ben sim on , 1 9 9 9 ) .
Par a alcan çar o obj et ivo pr opost o n o est u do, pr ocedeu -se a u m a bu sca n ão exau st iva em sít ios n a in t er n et qu e abor davam os t em as “ f or m ação em saú de pú blica” e “ m et odologias de avaliação de qu alidade” , além da r evisão
bibliogr áf ica sobr e o t em a. Qu an t o aos docu m en t os, pr ior izou -se, par a a Ar gen t in a, os docu m en t os r ef er en t es à pr in cipal in st ân cia de avaliação – Com issão Nacion al de Avaliação e Acr edit ação Un iver sit ár ia ( Con eau ) , e, par a o Br asil, os docu m en t os da Ár ea de Avaliação da Coor den ação de Aper f eiçoam en t o de Pessoal de En sin o Su per ior ( Capes) . Por t r at ar -se de u m est u do com
abor dagem qu alit at iva e com f or t e com pon en t e descr it ivo, n ão h ou ve a
in t en ção de t or n á-lo r epr odu t ível em lar ga escala, e sim dest acar su a r elevân cia com par at iva par a ou t r os est u dos n a Am ér ica Lat in a. Nesse sen t ido, a an álise t om ou por base as segu in t es dim en sões: o con t ext o polít ico-econ ôm ico n a Am ér ica Lat in a n os ú lt im os dez an os ( 1 9 9 4 -2 0 0 4 ) , as r ef or m as n os sist em as edu cacion ais ( com ên f ase n a ár ea da pós-gr adu ação st r ict o sen su ) e as m et odologias de avaliação de qu alidade im plem en t adas.
Pr et en de-se, assim , con t r ibu ir com a discu ssão sobr e a im plem en t ação de pr ocessos de avaliação de qu alidade de cu r sos ou pr ogr am as de pós-gr adu ação st r ict o sen su em Saú de Pú blica, cu j os pr ocedim en t os m et odológicos r espeit em as r ealidades locais e r egion ais.
Ref or m as da edu cação su per ior : r ef lexos n a f or m ação em saú de e r elações Ref or m as da edu cação su per ior : r ef lexos n a f or m ação em saú de e r elaçõesRef or m as da edu cação su per ior : r ef lexos n a f or m ação em saú de e r elações Ref or m as da edu cação su per ior : r ef lexos n a f or m ação em saú de e r elaçõesRef or m as da edu cação su per ior : r ef lexos n a f or m ação em saú de e r elações com a avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blica com a avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blicacom a avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blica com a avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blicacom a avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blica
Foi n a década de 1 9 9 0 , n a Am ér ica Lat in a, qu e a avaliação edu cacion al se t or n ou u m dos eixos est r at égicos das r ef or m as edu cacion ais. Na ár ea da Saú de Pú blica, os sist em as de avaliação de qu alidade vêm se t or n an do com pon en t es essen ciais dos sist em as de gest ão da f or m ação pós-gr adu ada.
Em est u do r ealizado em 2 0 0 2 par a a OPAS ( Davin i et a l., 2 0 0 2 ) par a an alisar os lim it es e alcan ces de pr ocessos de capacit ação la t o sen su de pr of ission ais n a ár ea da Saú de Pú blica, com base n o en f oqu e da edu cação per m an en t e, obser vou -se qu e m u it os dos pr ogr am as de-sen volvidos u t ilizavam par cialm en t e os
( n or m at iva ou est r at égica) im por t ân cia secu n dár ia, em bor a n os ú lt im os vin t e an os t en h a h avido u m gr an de avan ço n o cam po da avaliação edu cacion al.
An t es de pr oceder à an álise dos com pon en t es m et odológicos das pr opost as de avaliação de qu alidade da Ar gen t in a e do Br asil, ser á apr esen t ado u m br eve an t eceden t e da cr iação dos dois sist em as u n iver sit ár ios, bu scan do est abelecer u m par alelo en t r e as r ef or m as n as ár eas da saú de e da edu cação su per ior e os pr ocessos de avaliação de qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada.
O sist em a u n iver sit ár io ar gen t in o f oi cr iado n o sécu lo XVI I , com or ien t ação j esu ít ica e ên f ase n as disciplin as h u m an ist as. A par t ir do sécu lo XI X,
in t r odu ziu -se o m odelo f r an cês de t r an sm issão de con h ecim en t o por m eio do en sin o t eór ico e er u dit o. O Br asil, por ou t r o lado, f oi u m dos ú lt im os países da Am ér ica Lat in a a cr iar su a u n iver sidade e seu sist em a de edu cação su per ior exist e desde o sécu lo XI X. O m odelo de f or m ação é igu alm en t e in spir ado n o m odelo f r an cês e a con cepção de in t egr ação en t r e en sin o e pesqu isa só se m at er ializa após a r ef or m a u n iver sit ár ia de 1 9 6 8 ( Mor osin i, 1 9 9 4 ) , qu an do j á est avam im plan t ados os cu r sos de pós-gr adu ação baseados n o m odelo
am er ican o. Na Ar gen t in a, é som en t e em 1 9 9 2 , qu an do f oi pr om u lgada a Lei Feder al de Edu cação, qu e se f az r ef er ên cia ao con j u n t o do sist em a edu cat ivo, in clu ída a pós-gr adu ação, cu j as in st it u ições u n iver sit ár ias j á of er eciam cu r sos desde o f in al da década de 1 9 8 0 ( Fer n án dez Lam ar r a, 2 0 0 2 ) .
Na Am ér ica Lat in a, du r an t e a década de 1 9 9 0 , as pr opost as de r ef or m a da saú de e da edu cação su per ior f aziam par t e de u m am plo ar r an j o global e r egion al das polít icas pú blicas n essa ár ea, com aj u da f in an ceir a e
m on it or am en t o est r at égico de in st it u ições com o o BM e o BI D ( Hor t ale et a l., 2 0 0 4 ) . Os m odelos de avaliação im plem en t ados n a edu cação su per ior
var iar am de país a país, por ém adot an do lógicas sem elh an t es aos qu at r o m odelos descr it os an t er ior m en t e.
Na Ar gen t in a, é n essa década qu e se r egist r a gr an de expan são de cu r sos de pós-gr adu ação la t o e st r ict o sen su , devido, en t r e ou t r os f at or es, ao au m en t o do n ú m er o de u n iver sidades pú blicas e pr ivadas, à con solidação da ár ea de pesqu isa, e ao est abelecim en t o de u m n ovo “ m er cado pr of ission al” , com a exigên cia de m aior com pet it ividade e in cor por ação de n ovas t ecn ologias. Do pon t o de vist a dos pr ocessos pedagógicos, essa ár ea, em bor a m en os at r elada às t r adicion ais pr át icas in st it u cion ais e pedagógicas das u n iver sidades,
m an t ém in alt er ados os obj et ivos dos cu r sos, con t eú dos didát ico-pedagógicos e pr ocessos de avaliação ( Fer n án dez Lam ar r a, 2 0 0 2 ) .
At é 1 9 9 5 , qu an do f oi pr om u lgada a Lei de Edu cação Su per ior , n ão h avia ór gão de con t r ole ou avaliação dos cu r sos de gr adu ação e pós-gr adu ação. Com a cr iação da Con eau , em 1 9 9 6 , t eve in ício u m pr ocesso volt ado par a o est abelecim en t o de u m sist em a de avaliação e cr eden ciam en t o6 desses cu r sos. Seu s obj et ivos são: r ealizar a avaliação in st it u cion al em t odas as u n iver sidades; cr eden ciar cu r sos de gr adu ação e pós-gr adu ação; em it ir r ecom en dações sobr e pr oj et os de n ovas u n iver sidades, e r econ h ecer in st it u ições pr ivadas
( Koif m an , 2 0 0 4 ) .
No Br asil, en t r e as décadas de 1 9 6 0 e 1 9 8 0 , f or am desen volvidas, n as u n iver sidades, exper iên cias de avaliação pon t u ais e pou co in t egr adas; com a r edem ocr at ização do país, em m eados da década de 1 9 8 0 , esse pr ocesso in st it u cion aliza-se em du as ver t en t es n o Min ist ér io de Edu cação: avaliação
6 Nas r ef er ên cias de
lín gu a espan h ola, u t iliza-se o t er m o “ acr edit ación ” par a def in ir
in st it u cion al e qu alidade dos cu r sos of er ecidos. A ár ea da pós-gr adu ação st r ict o sen su , n o en t an t o, est ava m ais adian t ada, r ealizan do avaliações desde 1 9 7 6 . Apesar desses lim it es, as avaliações t or n ar am -se pau lat in am en t e obr igat ór ias e in cor por adas à agen da das in st it u ições de en sin o su per ior . Em 2 0 0 1 , é cr iado o Plan o Nacion al de Edu cação, com vigên cia de dez an os, e n ele in st it u ído o Sist em a Nacion al de Avaliação e o est abelecim en t o dos m ecan ism os n ecessár ios ao acom pan h am en t o das su as m et as ( Br asil, 2 0 0 1 ) . Nessa pr opost a, apar ece, de f or m a explícit a, a pr eocu pação de expan dir a edu cação su per ior com qu alidade. Den t r e su as 2 3 m et as, cin co r ef er em -se à in st it u cion alização de u m sist em a de avaliação, in t er n o e ext er n o, com a f in alidade de ( r e) cr eden ciam en t o e f om en t o, en globan do os set or es pú blico e pr ivado, n as dim en sões in st it u cion al e de cu r sos.
Em 2 0 0 4 , é lan çado o Plan o Nacion al de Pós-Gr adu ação/ PNPG 2 0 0 5 - 2 0 1 0 ( Capes, 2 0 0 5 ) , con solidan do o qu e f oi apr esen t ado n os plan os an t er ior es ( I , I I , I I I e I V) . Nele pr opõe-se qu e a avaliação se dê com base n a qu alidade e
excelên cia dos r esu lt ados, n a especif icidade das ár eas de con h ecim en t o e n o im pact o dos r esu lt ados n a com u n idade acadêm ica e em pr esar ial e n a sociedade. Cada ár ea do con h ecim en t o deve m ost r ar , com in dicador es r elat ivos, su a expr essão cien t íf ica e social n o con t ext o n acion al e in t er n acion al, em bor a os in dicador es n ão sej am def in idos.
A ár ea da Saú de Pú blica, de n at u r eza m u lt ipr of ission al e in t er disciplin ar , est abelece-se n esse cen ár io com o f or m ação pós-gr adu ada la t o e st r ict o sen su e, ao lon go dos an os, as in st it u ições f or m ador as f or am adequ an do seu s pr oj et os pedagógicos a u m a r ealidade de saú de qu e é, h oj e, m u it o m ais com plexa, com o descr it a n a in t r odu ção dest e ar t igo. As com pet ên cias dos pr of ission ais de Saú de Pú blica f or am se r eest r u t u r an do pr ogr essivam en t e, exigin do n ovas h abilidades, capacidades e at it u des. De acor do com Rover e ( 2 0 0 3 , p.7 ) :
A qu alidade de u m bem ou u m ser viço – n est e caso, a edu cação em saú de pú blica – se m at er ializa n o valor qu e essa f or m ação agr ega às pr át icas pr of ission ais n o cam po, avaliadas sob a per spect iva das n ecessidades e expect at ivas dos em pr egador es, pr of ission ais e os ben ef iciár ios dessas
pr át icas: alu n os, ser viços de saú de e popu lação. Se esse valor agr egado n ão f or est ável – pode au m en t ar ou dim in u ir de acor do com o qu e é of er ecido pelo cu r so em f u n ção de expect at ivas e n ecessidades dos alu n os sem pr e em t r an sf or m ação – a qu alidade se t or n a u m con ceit o r elat ivo, u m valor
com par at ivo, sem pr e social e h ist or icam en t e sit u ado. O j u ízo de valor sobr e o bem ou ser viço r esu lt a, em ú lt im a in st ân cia, de u m a com par ação com ou t r as alt er n at ivas, e sem pr e podem m elh or ar . Por isso se af ir m a qu e a qu alidade con st it u i o ver dadeir o obj et ivo qu e se m ove com o o h or izon t e e n ão pode par ar sem u m con t ín u o esf or ço par a m elh or ar su as pr opost as.
Usan do com o exem plo a Facu ldade de Medicin a de Un iver sidade de Bu en os Air es, lá as at ividades pr át icas são desen volvidas, sobr et u do, n os h ospit ais ( u n iver sit ár io e n ão u n iver sit ár io) . I sso f az pen sar qu e n ão exist e u m a gr an de ar t icu lação do cu r so com o sist em a pú blico de saú de e com a f or m ação do m édico con h ecen do a pr át ica do sist em a n o qu al dever á at u ar ( Koif m an , 2 0 0 4 ) . E essa car act er íst ica dif er e bast an t e da at u al t en dên cia dos cu r sos de f or m ação em saú de br asileir os com base n as Dir et r izes Cu r r icu lar es7.
Caso Ar gen t in a – padr ões com pat íveis com o qu ê? Caso Ar gen t in a – padr ões com pat íveis com o qu ê?Caso Ar gen t in a – padr ões com pat íveis com o qu ê? Caso Ar gen t in a – padr ões com pat íveis com o qu ê? Caso Ar gen t in a – padr ões com pat íveis com o qu ê?
Na Ar gen t in a, j u n t am en t e com a Lei de Edu cação Su per ior , a Con eau é cr iada em 1 9 9 5 e im plem en t ada em 1 9 9 6 e r ealiza os pr ocessos de avaliação e cr eden ciam en t o dos pr ogr am as de pós-gr adu ação st r ict o sen su n a ár ea da Saú de Pú blica. É en car r egada da con vocação dos cu r sos par a qu e apr esen t em u m a au t o-avaliação segu n do gu ia elabor ado e f or n ecido pr eviam en t e.
Post er ior m en t e, u m com it ê de par es se r eú n e – acadêm icos e pr of ission ais com exper iên cia docen t e e de gest ão – par a exam in ar a docu m en t ação de vár ios cu r sos da m esm a especialidade, pr eviam en t e à con su lt a às
u n iver sidades sobr e possíveis r ecu sas dos par es.
A Con eau , levan do em con t a a opin ião dos par es, elabor a u m par ecer e classif ica o cu r so ou pr ogr am a en t r e as cat egor ias A, B ou C, segu n do su a qu alidade. É a Resolu ção n ° 1 .1 6 8 do Min ist ér io da Edu cação qu e est abelece os cr it ér ios m ín im os de qu alidade e, n a ár ea da Medicin a e da Saú de Pú blica, os padr ões ger ais def in idos par a qu alqu er t ipo de pós-gr adu ação f or am com plem en t ados pelo Relat ór io da Com issão Assessor a de Pós-gr adu ação em Ciên cias da Saú de.
As pr in cipais f u n ções da Con eau est ão r esu m idas n o Qu adr o 1 . A Lei qu e in st it u iu a Con eau t am bém pr evê a cr iação de agên cias pr ivadas par a r ealizar t ais pr ocedim en t os. De acor do com Fer n án dez Lam ar r a ( 2 0 0 2 ) , ela t em u m per f il bast an t e dif er en ciado de in st it u ições ou agên cias sem elh an t es, n a m edida em qu e at u a t an t o com avaliação qu an t o cr eden ciam en t o de
in st it u ições of iciais e pr ivadas e de car r eir as de gr adu ação e pós-gr adu ação8. Na def in ição dos padr ões e cr it ér ios, f or am f eit as adapt ações às
m et odologias u t ilizadas em ou t r os países, com o: Est ados Un idos, Fr an ça, I n glat er r a, Holan da, Espan h a, Ch ile e Br asil. For am adot ados com o pr in cípios da avaliação in st it u cion al: con h ecer , com pr een der e explicar com o f u n cion am as u n iver sidades, par a su a m elh or ia; con t r ibu ir n o aper f eiçoam en t o de su as pr át icas, em especial às r elacion adas com a t om ada de decisão, e m elh or ia n a com pr een são qu e os at or es t êm de su a in st it u ição, est im u lan do a r ef lexão sobr e o sen t ido e sign if icado das at ividades qu e r ealizam ( Fer n án dez Lam ar r a, 2 0 0 2 ) .
Os padr ões u t ilizados n as avaliações t am bém est ão r esu m idos n o Qu adr o 1 . Cada padr ão su bdivide-se em cr it ér ios.
7 No Br asil, a
con st r u ção das dir et r izes cu r r icu lar es n a ár ea de saú de se deu en t r e os an os de 1 9 9 9 e 2 0 0 1 , em u m pr ocesso en volven do am pla m obilização das escolas e dos at or es da saú de, qu e
con segu ir am en cam in h ar su as pr opost as con t r a u m a pr im eir a ver são apr esen t ada e con sider ada
con ser vador a por esses m esm os at or es. O r esu lt ado f oi qu e as dir et r izes
apr esen t adas par a os cu r sos de Medicin a r ef let em as pr opost as dos m ovim en t os de m u dan ça exist en t es n a ár ea ( Abem , Cin aem et c.) .
8 At é a década de
1 9 9 0 , n ão exist iam , n a Ar gen t in a, cu r sos pr ivados de Medicin a. Com a aber t u r a dos cu r sos de Medicin a n as f acu ldades
par t icu lar es, passa a exist ir u m a pr eocu pação com algu m n ível de con t r ole e
r egu lam en t ação. E, a par t ir dessa época, com eçam a ser im plem en t ados os pr oj et os par a os pr ogr am as de avaliação e,
f u n dam en t alm en t e, o t r abalh o da CONEAU. Além disso, as discu ssões do Mer cosu l Edu cat ivo
Quadro 1. Características das instâncias de normatização e acompanhamento de processos de avaliação de qualidade de cursos e programas de pós-graduação na Argentina e Brasil
* No Brasil não há avaliação regular para cursos de especialização. Características
Objetivos
Modalidade de pós-graduação
Proposta metodológica
Freqüência
Composição comitê
Argentina (Coneau)
Propiciar a consolidação e qualificação do sistema de pós-graduação em conformidade com critérios de excelência reconhecidos internacionalmente;
Promover a melhoria da qualidade da oferta dos cursos de pós-graduação;
Promover a formação de recursos humanos altamente qualificados, tanto para as atividades acadêmicas de docência e pesquisa como para a especialização profissional;
Oferecer à sociedade informação confiável sobre a qualidade da oferta educativa de pós-graduação, a fim de ampliar sua capacidade de escolha.
Especialização, mestrado e doutorado.
Baseado nos seguintes padrões: marco institucional do curso (quatro critérios), programa acadêmico (três critérios), corpo docente (dois critérios), corpo discente (três critérios), infraestrutura (quatro critérios)
Trienal
Pares acadêmicos
Brasil (Capes)
Subsidiar o Ministério da Educação na formulação de políticas para a área de pós-graduação;
Coordenar e avaliar cursos de pós-graduação no país;
Estimular, mediante bolsa de estudo, auxílios e outros mecanismos, a formação de recursos humanos altamente qualificados para a docência de grau superior, a pesquisa e o atendimento da demanda dos setores públicos e privados.
Mestrado e doutorado*.
Baseado nos seguintes quesitos: proposta do programa (cinco critérios), corpo docente (quatro critérios), atividades de pesquisa (seis critérios), atividades de formação (quatro critérios), corpo discente (cinco critérios), teses e dissertações (quatro critérios), produção intelectual (três critérios).
Acompanhamento anual e avaliação trienal.
Pares acadêmicos.
Países
Par a isso, é im pr escin dível a exist ên cia de u m con vên io específ ico en t r e as u n idades acadêm icas en volvidas.
Par a o padr ão “ Pr ogr am a acadêm ico” , são t r ês os cr it ér ios: ( a) pr oj et o ( an t eceden t es, r elevân cia acadêm ica e/ ou pr of ission al, obj et ivos, r equ isit os de adm issão, pr ogr am a de at ividades acadêm icas, r egu lam en t o da t ese,
m et odologia de segu im en t o e avaliação dos alu n os, e con dições par a ou t or gar o t ít u lo) ; ( b) dou t or ados e m est r ados per son alizados ( as in st it u ições poder ão of er ecer u m a m odalidade de m est r ado e dou t or ado n o qu al o pr ogr am a sej a apr esen t ado pelo or ien t ador e apr ovado pelo com it ê acadêm ico em f u n ção do t em a pr opost o) ; ( c) dedicação ( dist r ibu ição da car ga h or ár ia em u n idades de diver sa du r ação e f or m at o – cu r sos, sem in ár ios, of icin as de t r abalh o) .
Par a o padr ão “ Cor po docen t e” , são dois os cr it ér ios: ( a) n ú m er o de docen t es est áveis e con vidados; ( b) n ú m er o de or ien t ador es.
Par a o padr ão “ Cor po discen t e” , são t r ês os cr it ér ios: ( a) polít ica, pr ocessos e con dições de adm issão, avaliação, pr om oção e t it u lação dos alu n os; ( b)
or ien t ação adequ ada em r elação ao pr ogr am a acadêm ico e ao t ít u lo; ( c) colet a e sist em at ização de dados r ef er idos à evolu ção da m at r ícu la, t axas de apr ovação, r et en ção e t it u lação, e t oda ou t r a in f or m ação im por t an t e a esse r espeit o.
Par a o padr ão “ I n f r a-est r u t u r a” , são qu at r o os cr it ér ios: ( a) in st alações e equ ipam en t os ( acesso, labor at ór ios, equ ipes e r ecu r sos didát icos adequ ados par a as at ividades qu e se desen volvem , gu ar dan do r elação com as n ecessidades ger adas n o desem pen h o de t ais at ividades) ; ( b) bibliot eca ( acesso, acer vo e at u alização) ; ( c) in f or m at ização ( acesso a equ ipam en t os de in f or m át ica e a r edes de in f or m ação e com u n icação adequ ados às n ecessidades das at ividades qu e se desen volvem ) ; ( d) dispon ibilidade par a pesqu isa e pr át ica pr of ission al.
Em r eu n ião r ealizada em 2 0 0 3 ( Bor r el, 2 0 0 4 ) , os r epr esen t an t es dos cu r sos de pós-gr adu ação st r ict r o sen su em Saú de Pú blica con clu ír am qu e os cr it ér ios u t ilizados pela Con eau n ão são su f icien t es, pois as avaliações n ão levam em con sider ação os elem en t os dist in t ivos da f or m ação n o cam po da Saú de Pú blica, qu e t em u m a t r ipla base: docên cia-pesqu isa-gest ão, deixan do in det er m in ado se o cu r so t em qu alidade ou n ão par a o n ível de f or m ação pr opost o ( la t o ou st r ict o sen su ) .
Caso Br asil – os padr ões adot ados at en dem especif icidades? Caso Br asil – os padr ões adot ados at en dem especif icidades?Caso Br asil – os padr ões adot ados at en dem especif icidades? Caso Br asil – os padr ões adot ados at en dem especif icidades? Caso Br asil – os padr ões adot ados at en dem especif icidades?
No Br asil, a in st ân cia gover n am en t al qu e n or m at iza e acom pan h a os pr ogr am as e cu r sos de pós-gr adu ação st r ict o sen su é a Capes. At é a ú lt im a avaliação t r ien al, em 2 0 0 4 , f oi u t ilizado u m in st r u m en t o-padr ão por su bár ea do con h ecim en t o, com cr it ér ios pon der ados de acor do com a ár ea de avaliação específ ica. Par a a su bár ea do con h ecim en t o “ saú de” – cu j as ár eas de avaliação são: Edu cação Física, En f er m agem , Far m ácia, Medicin a I , Medicin a I I , Medicin a I I I , Odon t ologia e Saú de Colet iva –, o in st r u m en t o possu ía set e qu esit os, cada u m com post o pelos segu in t es cr it ér ios, com as r espect ivas pon der ações.
No qu esit o “ Pr opost a do pr ogr am a” , cin co cr it ér ios: ( a) coer ên cia e
No qu esit o “ Cor po docen t e” , qu at r o cr it ér ios: ( a) com posição e at u ação do cor po docen t e, vín cu lo in st it u cion al e dedicação; ( b) dim en são do n ú cleo de r ef er ên cia docen t e 6 ( NRD6 ) r elat ivam en t e ao cor po docen t e. At u ação do NRD6 ; ( c) abr an gên cia e especialização do NRD6 r elat ivam en t e às ár eas de con cen t r ação e às lin h as de pesqu isa; ( d) in t er câm bio ou r en ovação dos docen t es, par t icipação de ou t r os docen t es.
No qu esit o “ At ividades de pesqu isa” , seis cr it ér ios: ( a) adequ ação e abr an gên cia dos pr oj et os e lin h as de pesqu isa em r elação às ár eas de
con cen t r ação; ( b) vín cu lo en t r e lin h as e pr oj et os de pesqu isa; ( c) adequ ação da qu an t idade de lin h as e pr oj et os de pesqu isa em an dam en t o em r elação à dim en são e qu alif icação do NRD6 ; ( d) par t icipação do cor po discen t e n os pr oj et os de pesqu isa; ( e) f in an ciam en t o, par t icipação em pr ogr am as in st it u cion ais de f om en t o, ou t r as f on t es; ( f ) desen volvim en t o de lin h as e pr oj et os de pesqu isa colabor at ivos e in t er -in st it u cion ais.
No qu esit o “ At ividades de f or m ação” , qu at r o cr it ér ios: ( a) adequ ação e abr an gên cia da est r u t u r a cu r r icu lar r elat ivam en t e à pr opost a do pr ogr am a e as su as ár eas de con cen t r ação e ou lin h as de pesqu isa. Adequ ação e abr an gên cia das disciplin as m in ist r adas em r elação às lin h as e pr oj et os de pesqu isa; ( b) dist r ibu ição da car ga let iva e car ga h or ár ia m édia com pat ível com a dim en são do NRD6 . Par t icipação de ou t r os docen t es; ( c) qu an t idade de or ien t ador es do NRD6 r elat ivam en t e à dim en são do cor po docen t e. Dist r ibu ição da or ien t ação en t r e os docen t es e n ú m er o m édio de or ien t ados por docen t e; ( d) at ividades let ivas e de or ien t ação n os cu r sos de gr adu ação.
No qu esit o “ Cor po discen t e” , cin co cr it ér ios: ( a) dim en são do cor po discen t e em r elação à dim en são do NRD6 ; ( b) n ú m er o de or ien t an dos em r elação à dim en são do cor po discen t e; ( c) n ú m er o de t it u lados e pr opor ção de desist ên cia e aban don o em r elação à dim en são do cor po discen t e; ( d) n ú m er o de discen t es-au t or es da pós-gr adu ação em r elação à dim en são do cor po discen t e; ( e)
at ividades de in t egr ação en t r e pós-gr adu ação e gr adu ação.
No qu esit o “ T eses e disser t ações” , qu at r o cr it ér ios: ( a) vín cu lo das t eses e disser t ações com ár eas de con cen t r ação e com lin h as e pr oj et os de pesqu isa. Adequ ação ao n ível dos cu r sos; ( b) t em po m édio de t it u lação de bolsist as, t em po m édio de bolsa. Relação en t r e os t em pos m édios de t it u lação de bolsist a e n ão bolsist a; ( c) n ú m er o de t it u lados em r elação à dim en são do NRD6 . Par t icipação de ou t r os docen t es; ( d) qu alif icação das ban cas exam in ador as. Par t icipação de m em br os ext er n os.
No qu esit o “ Pr odu ção in t elect u al” , t r ês cr it ér ios: ( a) adequ ação dos t ipos de pr odu ção à pr opost a do pr ogr am a e vín cu lo com as ár eas de con cen t r ação, lin h as e pr oj et os de pesqu isa ou t eses e disser t ações; ( b) adequ ação dos veícu los ou m eios de divu lgação. Qu an t idade e r egu lar idade em r elação à dim en são do NRD6 . Dist r ibu ição da au t or ia en t r e os docen t es; ( c) au t or ia e co-au t or ia de discen t es.
qu a n t it a t ivo, e in su f icien t es pa r a a ver if ica çã o d a m elh or ia d e qu a lid a d e d a ed u ca çã o pr et en d id a pod er á con t r ibu ir pa r a a m elh or or g a n iza çã o d e esf or ços n o pla n o in st it u cion a l, d ocen t e e d iscen t e” ( p.1 8 4 0 ) .
Em bor a em 2 0 0 4 t en h a sido pr om u lgada lei qu e in st it u i o “ Sist em a Nacion al de Avaliação da Edu cação Su per ior ” ( Br asil, 2 0 0 4 ) , ela é r est r it a aos cu r sos de gr adu ação, deixan do-se à Capes a at r ibu ição de r ealizar avaliação dos pr ogr am as de pós-gr adu ação do país.
Por ou t r o lado, o at u al PNPG ( Plan o Nacion al de Pós-Gr adu ação) , ao f azer r ef er ên cia à avaliação, con sider a qu e ela deva ser baseada “ n a qu a lid a d e e excelên cia d os r esu lt a d os, n a especif icid a d e d a s á r ea s d e con h ecim en t o, e n o im pa ct o d os r esu lt a d os n a com u n id a d e a ca d êm ica e em pr esa r ia l e n a
socied a d e” ( Capes, 2 0 0 5 , p.6 3 ) . Ain da qu e o PNPG r eaf ir m e a n ecessidade de os ín dices r ef let ir em “ a r elevâ n cia d o con h ecim en t o n ovo, su a im por t â n cia n o con t ext o socia l e o im pa ct o d a in ova çã o t ecn ológ ica n o m u n d o g loba liza d o e com pet it ivo” ( p.6 3 ) , n ão su ger e m u dan ças n os cr it ér ios do at u al sist em a de avaliação im plem en t ado pela Capes.
Con si der ações f i n ai s Con si der ações f i n ai sCon si der ações f i n ai s Con si der ações f i n ai s Con si der ações f i n ai s
O est u do, ain da qu e lim it ado pelo f or t e com pon en t e descr it ivo, an alisou a sin gu lar idade de m et odologias u t ilizadas em pr ocessos de avaliação da qu alidade da f or m ação pós-gr adu ada em Saú de Pú blica em dois países da Am ér ica Lat in a – Ar gen t in a e Br asil.
Am bos os países est ão passan do por pr ocessos de r ef or m u lação de seu s sist em as edu cacion ais, o qu e in clu i a im plem en t ação ou con solidação de pr ocessos de avaliação. Mesm o exist in do sem elh an ças em diver sos aspect os, o exam e das r ealidades br asileir a e ar gen t in a r evela dif er en ças qu e n ão devem ser n egligen ciadas ( Koif m an , 2 0 0 4 ) .
Um a sem elh an ça diz r espeit o à n at u r eza dos ór gãos qu e at u am n a ár ea de pós-gr adu ação n os dois países – Con eau e Capes, qu e n ão é a de avaliar a qu alidade dos cu r sos e pr ogr am as. Em ou t r o ar t igo ( Hor t ale et a l., 2 0 0 4 ) , a qu alidade f oi en t en dida, de acor do com Royer o ( 2 0 0 3 , p.2 ) , en qu an t o “ ca t eg or ia f u n d a m en t a l pa r a con d u zir a a va lia çã o d a s in st it u ições d e ed u ca çã o su per ior n o m u n d o” ; e f or am dest acados seu s at r ibu t os: ( a) m u lt idim en sion al e com plexa, abar can do os pr ocessos edu cat ivo e social; ( b) cat egor ia socialm en t e det er m in ada, r ef er ida a con t ext os socioecon ôm icos específ icos; ( c) associada à t r an sf or m ação e adapt ação con t ín u a dos sist em as edu cat ivos; ( d) in t egr a-se ao pr ocesso de ef iciên cia social das in st it u ições de edu cação su per ior .
Com base n a def in ição acim a, obser vou -se qu e, n o caso ar gen t in o, a Con eau t em , com o at r ibu ição avaliar e, ao m esm o t em po, cr eden ciar seu s cu r sos, u san do cr it ér ios qu e se apr oxim am dos at r ibu t os da qu alidade. A Capes, por ou t r o lado, or igin alm en t e u m a in st ân cia de cr eden ciam en t o, r ealiza a avaliação par a
pr ocessos de r ecr eden ciam en t o sem explicit ar qu ais os cr it ér ios de qu alidade qu e u t iliza – o qu e j á f oi eviden ciado em est u do an t er ior ( Hor t ale, 2 0 0 3 ) . O f at o de a Capes dispor de u m in st r u m en t o m ais aper f eiçoado pode ser en t en dido por su a exper iên cia de m ais de t r in t a an os, ao con t r ár io da Con eau , cr iada em 1 9 9 5 .
os casos, h á am bigü idade n o con ceit o de qu alidade do en sin o su per ior . No Br asil, a qu alidade do en sin o su per ior é iden t if icada, apen as, com o excelên cia
acadêm ica, ou sej a, pelo n ú m er o de pesqu isas e pu blicações. Os cr it ér ios de qu alidade do en sin o su per ior , ain da qu e pou co explicit ados, n ão est ão
associados ao u so social dos con h ecim en t os pr odu zidos pela pesqu isa cien t íf ica ou adqu ir idos pelos alu n os. Spagn olo & Calh au ( 2 0 0 2 ) apon t ar am qu e o
sist em a de avaliação da Capes est á m ais or ien t ado par a a pesqu isa do qu e par a a qu alidade do en sin o. No in st r u m en t o de avaliação u t ilizado, n ão h á in dicador es pr ópr ios par a se avaliar em os m ét odos de en sin o; a qu alidade é in f er ida a par t ir da an álise do n ú m er o de pu blicações, da qu alif icação do cor po docen t e, das or ien t ações r ealizadas e da car ga h or ár ia docen t e n o Pr ogr am a.
Em am bos os países, a avaliação ain da é associada a su per visão e con t r ole, e n ão a r edir ecion am en t o e r eor ien t ação do en sin o. Pode-se iden t if icar u m isom or f ism o do sist em a de avaliação n os dois países; ou sej a, os cu r sos devem aj u st ar -se a u m m odelo padr ão def in ido pelos especialist as.
Fin alm en t e, pode-se af ir m ar qu e a exper iên cia de avaliação do en sin o su per ior j á acu m u lada em am bos os países, em bor a in su f icien t e n o qu e diz r espeit o aos seu s at r ibu t os de qu alidade, possibilit a avan çar n o apr im or am en t o dos pr ocedim en t os u t ilizados, com o a pr opost a do Sist em a Nacion al de
Avaliação n o Br asil – se bem qu e, com o dit o an t er ior m en t e, r est r it a aos cu r sos de gr adu ação –, e a da Con eau , n a Ar gen t in a. I sso j á ser ia u m a gr an de
con t r ibu ição à m elh or ia da qu alidade do en sin o su per ior .
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I n t er f ace - Com u n ic., Saú de, Edu c. I n t er f ace - Com u n ic., Saú de, Edu c. I n t er f ace - Com u n ic., Saú de, Edu c.
I n t er f ace - Com u n ic., Saú de, Edu c., v.1 1 , n .2 1 , p.1 1 9 -3 0 , j an / abr 2 0 0 7 .
El t r abaj o t r at a del an álisis de la sin gu lar idad de m et odologías u t ilizadas en pr ocesos de evalu ación de la calidad de la f or m ación de post gr ado en Salu d Pú blica en dos países de la Am ér ica Lat in a -Ar gen t in a y Br asil-. Se h izo u n a bú squ eda en sit ios de I n t er n et qu e abar caban los t em as “ f or m ación en salu d pú blica” y “ m et odologías de evalu ación de la calidad” , adem ás de la r evisión de los docu m en t os y bibliogr af ía a r espect o del t em a. El an álisis con sider ó las sigu ien t es dim en sion es: el con t ext o polít ico-econ óm ico lat in oam er ican o en los ú lt im os diez añ os ( 1 9 9 4 -2 0 0 4 ) , las r ef or m as en los sist em as edu cacion ales ( con én f asis en el ár ea de post gr ado) y las m et odologías de evalu ación de la calidad im plem en t adas. Pu dim os iden t if icar sem ej an zas en t r e los sist em as de evalu ación act u ales en los dos países, así com o debilidades en esos pr ocesos: evalu ación asociada a la su per visión y con t r ol y n o al r edir eccion am ien t o y r eor ien t ación de la en señ aza y obligat or iedad de los cu r sos de adapt ar se a u n m odelo est án dar def in ido por los exper t os.
PALABRAS CLAVE: en señ an za. evalu ación de la calidad. pr ogr am as de post gr ado. salu d pú blica. evalu ación edu cacion al.