T U M O R D A R E G I Ã O D O T E R C E I R O V E N T R Í C U L O D I A G N Ó S T I C O E L E T R E N C E F A L O G R Á F I C O
P A U L I N O W . L O N G O * P A U L O P I N T O P U P O ** A . M A T T O S P I M E N T A **» O C T A V I O L E M M I ****
O problema do diagnóstico de localização dos tumores do terceiro
ventrículo — tumores primários e tumores de vizinhança
(diencefáli-cos) — apresenta sempre dificuldades, seja pela pobreza ou ausência
de sinais focais, seja pela grande variedade desses sinais. Assim,
se-gundo Dandy
1, na maior parte dos casos, existem apenas os sintomas
de uma síndrome de hipertensão intracraniana, isolados, ou então,
multi-plicidade de sinais relacionados ao sofrimento de centros funcionais das
paredes ventriculares —• terceiro ventrículo — e à hipertensão liquórica
nos ventrículos laterais, o que não permite o estabelecimento de uma
síndrome localizadora característica. Tal dificuldade de diagnóstico fêz
com que, antes do advento da ventriculografia, esses tumores fossem,
quase sempre, simples achados de autópsia, vindo aquele método
semio-lógico, apesar de freqüentes falhas, contribuir grandemente para a
loca-lização dos tumores do terceiro ventrículo e permitir rápido
enriqueci-mento da bibliografia sobre o assunto. Mais recentemente, o
apareci-mento da eletrencefalografia e sua aplicação no diagnóstico e localização
dos tumores intracranianos — iniciada por Walter, e m 1936 — e sua
utilização no diagnóstico dos tumores profundamente situados no
cérebro, vieram trazer valioso subsídio nesse sentido, ampliando de
muito as possibilidades de localização e permitindo ação terapêutica
mais pronta e eficaz.
Walter, Griffiths e Nevin
2, encontrando sensíveis alterações
ele-trencefalográficas em um caso de sarcoma peritelial do diencéfalo,
opuseram-se às convicções até então arraigadas de que somente os
tumo-res que comprometessem, direta ou indiretamente, a corticalidade
cere-T r a b a l h o a p r e s e n t a d o n a A s s o c i a ç ã o P a u l i s t a d e M e d i c i n a — S e c ç ã o d e N e u r o p s i q u i a t r i a — e m 5 n o v e m b r o 1947.
* C a t e d r á t i c o d e N e u r o l o g i a n a E s c . P a u l i s t a d e M e d i c i n a .
** L i v r e - d o c e n t e d e N e u r o l o g i a d a F a c . M e d . U n i v . S. P a u l o . C h e f e d e C l í n i c a N e u r o l ó g i c a n a E s c . P a u l i s t a d e M e d i c i n a ( P r o f . P . W . L o n g o ) .
*** N e u r o c i r u r g i ã o d o S e r v i ç o d e N e u r o l o g i a d a E s c . P a u l i s t a d e M e d i c i n a ( P r o f . P . W . I o n g o ) .
* * * * A s s i s t e n t e d e C l í n i c a N e u r o l ó g i c a d a E s c . P a u l i s t a d e M e d i c i n a ( P r o f . P . W . L o n g o ) .
==1. Dandy, W. — Hirnchirurgie. Trad, alemã por H. Köbcke. A. Barth, Leipzig, 1938, pág. 698.
bral poderiam dar sinais de valor no eletrencefalograma. Depois
disso, novamente Walter e Dovey
3, num trabalho em que apresentaram
31 casos verificados de tumores, descreveram o ritmo teta (ondas de 4 a 7
c / s , mais freqüentemente 6 c / s ) nas zonas limítrofes de áreas de
ritmo delta, em casos de tumores córtico-subcorticais, e o ritmo teta
isolado, particularmente bilateral e simétrico, em casos de tumores que
envolviam os núcleos cinzentos da base (diencéfalo).
O ritmo teta foi interpretado ccmo decorrente da função de áreas
corticais libertadas do controle de centros diencefálicos, tal como
acon-tece com o ritmo cortical de imaturos ou de macacos, lesados
experi-mentalmente nos núcleos basais (Kennard
4) . A existência de um
ritmo teta e seu valor diagnóstico para tais tumores, foram plenamente
confirmados por Cobb
5, que, em um material de 120 casos de tumores
e 5 de abscessos cerebrais, mostrou sua constância no eletrencefalograma,
nos casos de lesões próximas do terceiro ventrículo.
A oportunidade recente que tivemos, de confirmar esses fatos num
caso de tumor da região do terceiro ventrículo, afetando
secundaria-mente o lobo frontal direito, cujo diagnóstico foi comprovado
cirürgica-mente, constitui o motivo da presente publicação.
R . C , c o m 36 a n o s d e i d a d e , d e s e x o f e m i n i n o , b r a n c a , a p r e s e n t o u s e a o S e r -v i ç o d o P r o f . L o n g o , e m 2 6 - 9 - 4 7 . H a 4 m e s e s -v i n h a s e n t i n d o f o r t e d o r de c a b e ç a , p e r s i s t e n t e e c o m e x a c e r b a ç õ e s p e r i ó d i c a s , s e m l o c a l i z a ç ã o p r e c i s a , difusa, a c o m -p a n h a d a d e v ô m i t o s e s e g u i d a d e -p r o g r e s s i v a b a i x a d a v i s ã o . U l t i m a m e n t e , a o l a d o d e s s a s i n t o m a t o l o g i a , a p r e s e n t a v a c r i s e s f r e q ü e n t e s de p e r d a d a c o n s c i ê n c i a , d u r a n t e a s q u a i s f i c a v a i m ó v e l , s e m a t e n d e r a o s c h a m a d o s , c o m n í t i d a s u d o r e s e n o r o s t o . A l é m disso, j á n ã o m a i s c o n s e g u i a a n d a r l i v r e m e n t e , s e n t i n d o - s e f r a c a e s e m e q u i l í b r i o , a c u s a n d o , a i n d a , d i p l o p i a . O e x a m e n e u r o l ó g i c o r e v e l o u d i s c r e t a h e m i p a r e s i a e s q u e r d a ( p a r e s i a facial de t i p o c e n t r a l , s í n d r o m e p i r a m i d a l de deficit e d e l i b e r t a ç ã o — d i m i n u i ç ã o d a m o v i m e n t a ç ã o a t i v a , d i m i n u i ç ã o d a f o r ç a m u s c u l a r , p o s i t i v i d a d e d a s m a n o b r a s de B a r r e e M i n g a z z i n i , d i s c r e t a e x a l t a ç ã o dos r e f l e x o s p r o f u n d o s , a u s ê n c i a d e B a b i n s k i ) , p a r e s i a d o m o t o r o c u l a r e x t e r n o ( d i p l o p i a ) , d i s -c r e t a b a i x a d a v i s ã o ( e d e m a d e p a p i l a b i l a t e r a l ) . N a d a m a i s foi a p u r a d o e m r e l a ç ã o a o e x a m e d o s i s t e m a n e r v o s o . O p s i q u i s m o d a p a c i e n t e a p r e s e n t a v a - s e o b n u b i l a d o , c o m d e s i n t e r e s s e a f e t i v o , a p a t i a , d i m i n u i ç ã o d a a t i v i d a d e p r a g m á t i c a . O e x a m e d o s d i v e r s o s a p a r e l h o s , o i n t e r r o g a t ó r i o sobre os a n t e c e d e n t e s p e s s o a i s e f a m i l i a r e s , n a d a d e i m p o r t â n c i a r e v e l a r a m .
Exames complementar es — Exame neur ocular — D i f í c i l , e m v i r t u d e d a p o u c a
c o o p e r a ç ã o d a p a c i e n t e . E d e m a p a p i l a r b i l a t e r a l c o m p e q u e n o s focos h e m o r r á g i c o s
==3. W a l t e r , W . G. e D o v e y , V . J . E l e c t r o e n c e p h a l o g r a p h y i n cases of s u b c o r t i c a l t u m o r . J. N e u r o l . , N e u r o s u r g . a. P s y c h i a t . ( L o n d r e s ) , 7: 57-65 ( j u l h o - o u t u b r o ) 1944.
==4. K e n n a r d , M . — E l e c t r o e n c e p h a l o g r a m of d e c o r t i c a t e m o n k e y s . J . N e u r o p h y s i o l . , 6: 2 3 3 ( j u l h o ) 1 9 4 3 .
K e n n a r d , M . e N i m s , L . — E f f e c t o n e l e c t r o e n c e p h a l o g r a m of lesions of c e r e b r a l c o r t e x a n d b a s a l g a n g l i a i n M a c a c a m u l a t t a . J . N e u r o p h y s i o l . , 5: 335-348 ( s e t e m b r o ) 1942.
j u x t a p a p i l a r e s à d i r e i t a . N ã o h á a l t e r a ç ã o d o c a m p o v i s u a l . Exame do liqüido
•
cefalorraquidiano — P u n ç ã o s u b o c c i p i t a l e m d e c ú b i t o l a t e r a l ; p r e s s ã o inicial 3 5 ,
p r e s s ã o final 0 ; v o l u m e 10 c c . ; l i q u o r l í m p i d o e i n c o l o r ; 0 c é l u l a s p o r m m 3 ; 0,17 g r . de p r o t e í n a s p o r l i t r o ; 7,25 g r s . de c l o r e t o s p o r l i t r o ; 0,72 g r s . d e g l i c o s e p o r l i t r o ; r. P a n d y e N o n n e , n e g a t i v a s ; r. b e n j o i m 00000.02210.00000.0; r. T a k a t a
A r a n e g a t i v a ; r. W a s s e r m a n n , S t e i n f e l d e E a g l e , n e g a t i v a s ; r. p a r a c i s t i c e r c o s e n e g a t i v a ( D r . J . B . R e i s ) . Craniograma — N a d a d e i m p o r t â n c i a ; n ã o f o r a m v e r i f i c a -d a s a l t e r a ç õ e s -d a sela t u r c a , n e m c a l c i f i c a ç õ e s s u p r a - s e l a r e s . Ventriculografia — C o m i n t r o d u ç ã o d e a r , i m a g e m p o u c o s u g e s t i v a d e t u m o r d o t e r c e i r o v e n t r í c u l o ; c o m a i n j e ç ã o de 3 cc. de lipiodol, n ã o foi c o n s e g u i d a i m a g e m c a r a c t e r í s t i c a , apct se c o n s t a t a n d o a p a s s a g e m d o c o n t r a s t e d e u m f o r a m e d e M o n r o p a r a o o u t r o , sem q u e a p a r e c e s s e a i m a g e m d o t e r c e i r o v e n t r í c u l o .
Eletrencefalograma — T r a ç a d o e m c o n d i ç õ e s t é c n i c a s difíceis, d a d a a i n q u i e t a
-ç ã o d a p a c i e n t e . A o l a d o d e m ú l t i p l o s a r t e f a t o s , a p r e s e n t a , n o e n t a n t o , e l e m e n t o s d e m u i t o i n t e r e s s e . D e u m m o d o g e r a l , o e l e t r e n c e f a l o g r a m a é i n t e i r a m e n t e i r r e -g u l a r , c o m p r e d o m i n â n c i a c o n s t a n t e d e s t a i r r e -g u l a r i d a d e n o h e m i s f é r i o c e r e b r a l d i r e i t o . E m m o m e n t o a l g u m a p a r e c e r a m r i t m o s c e r e b r a i s n o r m a i s . A c o n s t a n t e m u t a l i d a d e d e r i t m o s e d e o s c i l a ç õ e s de p o t e n c i a l e a p r e p o n d e r â n c i a n í t i d a d e f r e q ü ê n c i a s l e n t a s d o m i n a m i n t e i r a m e n t e o t r a ç a d o . N u m a a n á l i s e m a i s a p u r a d a , p o d e s e r e v i d e n c i a d o o s e g u i n t e : 1 — P r e s e n ç a de o n d a s d e l t a e m a m b o s o s h e m i s -f é r i o s c e r e b r a i s , p o r s u r t o s m a i s o u m e n o s d u r a d o u r o s , n i t i d a m e n t e m a i s i n t e n s o s n a s á r e a s c e n t r a i s e f r o n t a i s , p a r t i c u l a r m e n t e à d i r e i t a ( f i g . 1, a ) . 2 — P r e s e n ç a d e s u r t o s d u r a d o u r o s de o n d a s 6 c / s c o m p o t e n c i a l m é d i o de 8 0 a 9 0 m i c r o v o l t s •— d u p l o do p o t e n c i a l m é d i o d o t r a ç a d o — i s t o é, r i t m o t e t a , e m a m b o s os h e m i s f é r i o s c e r e b r a i s d e m a n e i r a r e l a t i v a m e n t e s i m é t r i c a , m a i s e v i d e n t e n a s á r e a s c e n t r a i s e f r o n t a i s ( f i g . 1, a e b). 3 — A o e x a m e b i p o l a r s u c e s s i v o n o s e n t i d o f r o n t o c c i p i t a l d e c a d a h e m i s f é r i o c o n c o m i t a n t e m e n t e , esses d a d o s se c o n f i r m a m , s e m q u e se a p r e -s e n t e q u a l q u e r f i g u r a d e o n d a -s e m r e v e r -s o ( f i g . 1, b). 4 — O e x a m e b i p o l a r s u c e s s i v o , n o s e n t i d o t r a n s v e r s a l , a b r a n g e n d o a m b o s h e m i s f é r i o s c e r e b r a i s , e m l i n h a s b i f r o n t a l , b i c e n t r a l , b i p a r i e t a l , m o s t r a a m a i o r i n t e n s i d a d e d e s s a s a n o m a l i a s e m á r e a s f r o n t a i s , c o m f i g u r a s d e r e v e r s o c a r a c t e r í s t i c a s e n t r e os e x t r e m o s da l i n h a ( f i g . 1, c e d). 5 — O e x a m e c o m t r i a n g u l a ç ã o d u p l a , e m a m b o s os h e m i s -f é r i o s s e p a r a d a m e n t e , m o s t r a -f i g u r a s d e r e v e r s o e m t o r n o de á r e a s -f r o n t a i s d o h e m i s f é r i o d i r e i t o ( f i g . 1, e). 6 — O e x a m e c o m t r i a n g u l a ç ã o d u p l a , e m c a d a h e m i s f é r i o s e p a r a d a m e n t e , a b r a n g e n d o á r e a s c e n t r a i s e p a r i e t a i s ( e x c l u í d a s a s f r o n t a i s ) , n ã o a p r e s e n t a a s f i g u r a s d e t r i a n g u l a ç ã o ( f i g . 1 , / ) . C o n c l u s ã o : L e s ã o c e -r e b -r a l e x t e n s a , c o m g -r a n d e s o f -r i m e n t o d e a m b o s o s h e m i s f é -r i o s ( o n d a s l e n t a s e i r r e g u l a r i d a d e s d i f u s a s ) , d e l o c a l i z a ç ã o p r o f u n d a ( r i t m o t e t a i g u a l e m a m b o s o s h e m i s f é r i o , s u g e r i n d o t u m o r r e l a t i v a m e n t e m e d i a n o , a f e t a n d o o d i e n c é f a l o — s e -m e l h a n t e a o d e s c r i t o p o r W a l t e r ) , c o -m p r o -m e t e n d o , e -m s i t u a ç ã o p r o f u n d a , o s l o b o s f r o n t a i s , p r e d o m i n a n t e m e n t e o d i r e i t o ( r i t m o d e l t a c o m f i g u r a s d e r e v e r s o , p r e c e -d ê n c i a e p r e -d o m i n â n c i a -d e i n t e n s i -d a -d e , n e s s a á r e a ) .
Craniotomia f r o n t a l d i r e i t a , d e a c o r d o c o m a t é c n i c a d e D a n d y . E x t i r p a ç ã o
d e a c e n t u a d a q u e r a t i n i z a ç ã o c o m z o n a s de c a l e i f i c a ç ã o . Diagnóstico: C r a n i o f a r i n -g i o m a — t u m o r d a b o l s a d e R a t h k e ( D r . W a l t e r E . M a f f e i , 1 - 1 0 - 4 7 ) .
Evolução — A e v o l u ç ã o c i r ú r g i c a i m e d i a t a p r o c e s s o u s e s e m a c i d e n t e s . G r a
-d a t i v a m e n t e , f o r a m - s e a t e n u a n -d o os -d i s t ú r b i o s p s í q u i c o s , b e m c o m o a h e m i p a r e s i a , . p a r a d e s a p a r e c e r e m i n t e i r a m e n t e . A t u a l m e n t e m a n i f e s t a s e u m a s í n d r o m e d i e n c e
-f á l i c a : h i p e r s ô n i a e o b e s i d a d e ( t i p o F r õ h l i c h ) .
C O M E N T Á R I O S
Pelo que acabamos de expor, vemos tratar-se de um caso de tumor
cerebral, acompanhado de evidentes sintomas de grave hipertensão
intracraniana, sem apresentar, no entanto, sinais que permitissem
diagnóstico clínico de localização. Os exames neurocular e ÜquóricO'
em nada puderam contribuir nesse sentido; as ventriculografias e
ven-triculorradioscopias, apenas fizeram suspeitar da existência de tumor na
região do terceiro ventrículo.
anterior do terceiro ventrículo, invadia a parte profunda do lobo frontal
direito.
O presente caso vem, pois, confirmar o valor cada vez maior do
método eletrencefalográfico para o diagnóstico e localização dos
tumo-res cerebrais, bem como, mostra o curioso desenvolvimento de um
craniofaringioma que, apesar de seu não pequeno volume, em nada
alterou a sela turca.
R E S U M O
Depois d e rápidas considerações sôbre as dificuldades do
diagnós-tico topográfico d o s tumores da região do terceiro ventrículo e sôbre
as aquisições recentes da eletrencefalografia nesse sentido, os AA.
apresentam a observação de uma paciente de 36 anos de idade, com
história d e 4 meses, portadora d e u m a síndrome de hipertensão
intra-craniana grave, acompanhada de hemiparesia esquerda muito discreta e
alterações psíquicas. O exame d o liqüido cefalorraquidiano revelou
hipertensão e a eletrencefalografia evidenciou alterações difusas e
bila-terais, ao lado de surtos persistentes e repetidos d e ritmo teta, simétrica
e sincrônicamente reproduzidos, e m áreas centrais e parietais de ambos
os hemisférios, bem como ondas de ritmo delta focal, no lobo frontal
direito, com típicas figuras de reversão. O s primeiros foram atribuídos
ao edema cerebral e à hipertensão intracraniana, enquanto que estas ( a s
ondas de ritmo teta acompanhadas d e ritmo delta focal frontal direito)
foram interpretadas como dependentes de t u m o r cerebral profundamente
situado, mediano, d a região d o terceiro ventrículo, comprometendo
secundariamente o lobo frontal direito. A ventriculografia, e m parte,
e a intervenção cirúrgica subseqüente, confirmaram o diagnóstico,
reve-lando a existência d e u m t u m o r cístico pediculado, que, da sela turca
invadia o terceiro ventrículo e a parte profunda do lobo frontal direito
( c r a n i o f a r i n g i o m a ) .
S U M M A R Y