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Precisão de simulações para solução de modelos estocásticos

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PONTIF´ICIA UNIVERSIDADE CAT ´

OLICA DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE INFORM ´

ATICA

PROGRAMA DE P ´

OS-GRADUAC

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AO DE SIMULAC

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AO

DE MODELOS ESTOC ´

ASTICOS

DIONE TASCHETTO

Dissertac¸˜ao de Mestrado apresentada como requi-sito para obtenc¸˜ao do t´ıtulo de Mestre em Ciˆencia da Computac¸˜ao pelo Programa de P´os-graduac¸˜ao da Faculdade de Inform´atica. Area de concentrac¸˜ao:´ Ciˆencia da Computac¸˜ao.

Orientador: Paulo Henrique Lemelle Fernandes

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(3)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

T197p Taschetto, Dione

Precisão de simulações para solução de modelos estocásticos / Dione Taschetto. – Porto Alegre, 2010.

91 p.

Diss. (Mestrado) – Fac. de Informática, PUCRS.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Henrique Lemelle Fernandes.

1. Informática. 2. Redes de Autômatos Estocásticos. 3. Avaliação de Desempenho (Informática). 4. Simulação e Modelagem em Computadores. I. Fernandes, Paulo Henrique Lemelle. II. Título.

CDD 003.3

Ficha Catalográfica elaborada pelo

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(7)

“A journey of a thousand miles begins with a single step.”

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(9)

Agradecimentos

A Deus, por tudo.

`

A minha fam´ılia por toda dedicac¸˜ao durante estes dois anos de apoio e confianc¸a, muito obrigado.

Ao meu orientador, Professor Dr. Paulo Fernandes, pelas importantes considerac¸˜oes que contribu´ıram para a realizac¸˜ao deste trabalho.

Aos professores e pesquisadores Nicolas Maillard, Fernando Lu´ıs Dotti e Afonso Sales por terem aceitado o convite para compor a banca de defesa de mestrado.

A todos os colegas do PEG e do PALEOPROSPEC pelo companheirismo, especialmente `a Thais Webber por ter sido meu brac¸o direito em todas as etapas do mestrado e ao Ricardo Czekster pelas dicas com Perl e LaTeX.

Aos meus grandes amigos Gabriel Pedebos e Paulo J´unior Pivetta pelo apoio e a amizade, e `a Rita Berardi pelas dicas e pelo incentivo.

Ao pessoal do LAD, principalmente ao Antˆonio Lima e ao Elder Bernardi por terem me auxiliado na configurac¸˜ao e na manutenc¸˜ao das m´aquinas.

Aos demais colegas, professores e funcion´arios do programa de p´os-graduac¸˜ao, obrigado pela atenc¸˜ao, pela paciˆencia e pelas sugest˜oes.

`

A CAPES, pelo apoio financeiro e `a PUCRS pela oportunidade.

(10)
(11)

PRECIS ˜

AO DE SIMULAC

¸ ˜

OES PARA SOLUC

¸ ˜

AO DE MODELOS

ESTOC ´

ASTICOS

RESUMO

Atrav´es de formalismos Markovianos ´e poss´ıvel modelar diversos sistemas e resolvˆe-los atrav´es de soluc¸ ˜oes computacionais espec´ıficas possibilitando prever ou avaliar seus padr˜oes de comportamento. O formalismo de Redes de Autˆomatos Estoc´asticos (SAN) permite descrever modelos Markovianos de forma compacta e mo-dular. Al´em disso, ´e utilizado para obter ´ındices de desempenho de sistemas atrav´es de soluc¸ ˜oes num´ericas iterativas que se baseiam em um descritor e um vetor cujo tamanho ´e igual ao espac¸o de estados do modelo. Dependendo do tamanho do modelo esta operac¸˜ao torna-se computacionalmente onerosa e muitas vezes im-pratic´avel. Um m´etodo alternativo para calcular ´ındices a partir de um modelo ´e a simulac¸˜ao, principalmente porque ela simplesmente exige a definic¸˜ao de um gerador de n´umeros pseudo-aleat´orios e func¸ ˜oes de transic¸˜ao entre estados que permitem a criac¸˜ao de uma trajet´oria. O processo de amostragem pode ser diferente para cada t´ecnica estabelecendo algumas regras para coleta de amostras para posterior an´alise estat´ıstica. As t´ecnicas de simulac¸˜ao, normalmente requerem muitas amostras para calcular ´ındices de desempenho estatisticamente relevantes. Este trabalho proporciona comparac¸ ˜oes da precis˜ao dos resultados de alguns modelos Markovianos obtidos a partir da execuc¸˜ao de diferentes t´ecnicas de simulac¸˜ao. Al´em disso, prop˜oe uma maneira distinta de simular modelos Markovianos usando um m´etodo baseado em estat´ısticaBootstrap para minimizar o efeito de escolha das amostras. A efic´acia do m´etodo proposto, denominadoBootstrap simulation, ´e comparado com re-sultados da soluc¸˜ao num´erica para um conjunto de exemplos descritos por meio do formalismo de modelagem SAN.

(12)
(13)

ACCURACY OF SIMULATION FOR STOCHASTIC MODELS

SOLUTION

ABSTRACT

The use of Markovian formalisms make possible the use and the computational solution of several systems enabling the prediction and evaluation of their behavior standards. The Stochastic Automata Networks (SAN) formalism provides a compact and modular description for Markovian models. Moreover, SAN is suitable to derive performance indices for systems analysis and interpretation using iterative numerical solutions based on a descriptor and a state space sized probability vector. Depending on the size of the model this operation is computationally onerous and sometimes impracticable. An alternative method to compute indices from a model is simulation, mainly because it simply requires the definition of a pseudorandom generator and transi-tion functransi-tions for states that enable the creatransi-tion of a trajectory. The sampling process can be different for each technique, establishing some rules to collect samples for further statistical analysis. Simulation techniques of-ten demand lots of samples in order to calculate statistically relevant performance indices. This work provides comparisons with accuracy of results from some Markovian models which were obtained from the execution of different simulation techniques. It also proposes a different way to simulate Markovian models by using a Bootstrap-based statistical method to minimize the effect of sample choices. The effectiveness of the pro-posed method, calledBootstrap simulation, is compared to the numerical solution results for a set of examples described using SAN modeling formalism.

(14)
(15)

Lista de Figuras

2.1 Cadeia de Markov . . . 30

2.2 Modelo SAN com eventos locais, sincronizantes, taxas e probabilidades funcionais. . 32

2.3 Sistema ASP modelado em Filas de Espera . . . 34

2.4 Alternate Service Pattern- ASP . . . 35

2.5 First Available Server- FAS . . . 36

2.6 Resource Sharing- RS . . . 37

3.1 Trajet´oria da t´ecnicaForward Simulation. . . 43

3.2 Trajet´orias da t´ecnicaBackward Coupling Simulation . . . 45

4.1 M´edia dos erros relativos da simulac¸˜ao . . . 49

4.2 M´edia dos erros relativos entre os resultados das simulac¸˜oes. . . 50

4.3 M´edia dos erros relativos entre os resultados das simulac¸˜oes. . . 51

4.4 Intervalos de confianc¸a . . . 54

4.5 Erro relativo variando o tamanho da trajet´oria da t´ecnicaForward Simulation . . . . 56

4.6 Distribuic¸˜ao do erro relativo. . . 58

4.7 Speedupe tempos de processamento para o modelo RS . . . 61

4.8 Tempos de execuc¸˜ao das t´ecnicas de simulac¸˜ao para o modelo ASP . . . 62

4.9 Tempos de execuc¸˜ao das t´ecnicas de simulac¸˜ao para o modelo FAS . . . 63

4.10 Tempos de execuc¸˜ao das t´ecnicas de simulac¸˜ao para o modelo RS . . . 64

5.1 T´ecnicaBootstrap . . . 66

5.2 Simulac¸˜aoBootstrap . . . 67

5.3 M´edia dos erros relativos da simulac¸˜ao . . . 70

5.4 M´edia dos erros relativos entre os resultados das simulac¸˜oes. . . 71

5.5 M´edia dos erros relativos entre os resultados das simulac¸˜oes. . . 72

5.6 Erro Relativo variando o n´umero debootstrappara o modelo ASP . . . 74

5.7 Erro Relativo variando o n´umero debootstrappara o modelo FAS . . . 75

(16)
(17)

Lista de Tabelas

2.1 Matriz de Taxas de Transic¸˜ao . . . 30

2.2 Gerador InfinitesimalQ . . . 31

3.1 Matriz de Probabilidades . . . 41

5.1 Probabilidade de20ou mais tiragens obterem o mesmo valor . . . 68

(18)
(19)

19

Lista de Algoritmos

3.1 Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaForward Simulation . . . 43

3.2 Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaBackward Coupling Simulation . . . 44

3.3 Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaPermanence Time Simulation. . . 46

(20)
(21)

Lista de Siglas

SAN Stochastic Automata Networks GSPN Generalized Stochastic Petri Nets

PEPA Performance Evaluation Process Algebra PSS Product State Space

RSS Reachable State Space ASP Alternate Service Pattern FAS First Available Server

(22)
(23)

Sum´ario

Lista de Figuras 15

Lista de Tabelas 17

Lista de Algoritmos 19

Lista de Abreviaturas 21

1 Introduc¸ ˜ao

25

1.1 Justificativa . . . 26

1.2 Objetivos . . . 27

1.3 Estrutura do Volume . . . 28

2 Formalismos Markovianos

29

2.1 Cadeias de Markov . . . 29

2.2 Redes de Autˆomatos Estoc´asticos . . . 32

2.2.1 Eventos Locais e Eventos Sincronizantes . . . 33

2.2.2 Taxas Funcionais e Probabilidades Funcionais . . . 33

2.2.3 Modelos . . . 34

3 Simulac¸ ˜ao

39

3.1 Vari´aveis Aleat´orias . . . 39

3.1.1 Distribuic¸˜ao Uniforme . . . 40

3.2 Func¸˜ao de Transic¸˜ao . . . 41

3.3 T´ecnicas de Simulac¸˜ao . . . 42

3.3.1 Forward Simulation. . . 42

(24)

4 Testes Realizados e Resultados Obtidos

47

4.1 Erro Relativo Variando o N´umero de Amostras . . . 48 4.2 Intervalos de Confianc¸a . . . 53 4.3 Tamanho da Trajet´oria da T´ecnica Forward Simulation . . . 55 4.4 Distribuic¸˜ao do Erro Relativo . . . 57 4.5 Tempos de Processamento . . . 57

5 T´ecnica Proposta

65

5.1 Bootstrap Simulation . . . 66 5.2 Resultados Obtidos . . . 69 5.2.1 Erro Relativo da T´ecnicaBootstrap Simulation . . . 69 5.2.2 Variac¸˜ao do N´umero deBootstraps . . . 73 5.2.3 Tempos de Processamento . . . 73

6 Conclus˜ao

79

6.1 Contribuic¸˜ao . . . 80 6.2 Trabalhos Futuros . . . 80

Referˆencias Bibliogr´aficas

83

A Arquivos Fontes da Ferramenta PEPS

87

(25)

25

Cap´ıtulo 1

Introduc¸˜ao

Ao analisar um sistema ´e poss´ıvel utilizar formalismos que facilitam sua representac¸˜ao permitindo descrevˆe-lo de forma a evidenciar as diferentes configurac¸˜oes que ele pode apresentar. Os formalis-mos s˜ao comumente utilizados na modelagem de sistemas computacionais, sistemas industriais ou sistemas que envolvam fenˆomenos da natureza. A modelagem por formalismos permite a aplicac¸˜ao de soluc¸˜oes computacionais para resolvˆe-los e possibilita sua an´alise a partir dos resultados obtidos. Esta an´alise permite avaliar seus padr˜oes de comportamento prevendo eventos ou cen´arios de maior ou menor probabilidade de ocorrˆencia.

Dentre as soluc¸˜oes utilizadas para a resoluc¸˜ao de sistemas atrav´es de formalismos, destacam-se principalmente os m´etodos anal´ıticos e a simulac¸˜ao. Os m´etodos anal´ıticos consistem, normal-mente, no emprego de m´etodos matem´aticos iterativos, como o M´etodo da Potˆencia [9, 37], o M´etodo de Arnoldi [5] e o M´etodo GMRES (Generalized minimal residual method) [34]. Estes m´etodos constituem-se, basicamente, na multiplicac¸˜ao de um vetor por uma matriz, denominada matriz de taxas de transic¸˜ao (escala de tempo cont´ınua) ou matriz de probabilidades de transic¸˜ao (escala de tempo discreta). A soluc¸˜ao estacion´aria (vetor resultante), do processo iterativo, ir´a conter as proba-bilidades de permanˆencia em cada estado do sistema modelado. A obtenc¸˜ao da matriz, utilizada neste processo, se d´a a partir de um grafo ou autˆomato que representa o sistema como um conjunto finito de estados poss´ıveis e transic¸˜oes entre estes estados. Os estados correspondem `as configurac¸˜oes do sistema e as transic¸˜oes identificam as mudanc¸as poss´ıveis de um estado para outro. Estas transic¸˜oes s˜ao rotuladas por eventos que, em escala de tempo cont´ınuo, apresentam as taxas ou frequˆencias em que as mesmas ocorrem [37]. Esta matriz de transic¸˜ao de estados ´e derivada de um grafo tamb´em denominado Cadeia de Markov.

(26)

Au-26 CAP´ITULO 1. INTRODUC¸ ˜AO

tomata Networks (SAN)[19, 31, 32],Generalized Stochastic Petri Nets (GSPN)[2, 16] ePerfomance Evaluation Process Algebra (PEPA)[22, 23]. Estes formalismos apresentam soluc¸˜oes num´ericas mais eficientes em mem´oria, para grandes modelos, do que as Cadeias de Markov.

Outra soluc¸˜ao bastante utilizada na resoluc¸˜ao de sistemas ´e a simulac¸˜ao. Esta soluc¸˜ao, geralmente baseia-se na gerac¸˜ao de n´umeros aleat´orios que atuam nas decis˜oes de comportamento e na interac¸˜ao entre os componentes do sistema analisado. No entanto, a simulac¸˜ao consiste em aproximac¸˜oes, sendo necess´ario execut´a-la por um tempo suficientemente grande para que ela se aproxime da soluc¸˜ao obtida com os m´etodos iterativos.

Na simulac¸˜ao, al´em de uma matriz de transic¸˜ao, trabalha-se com uma func¸˜ao de transic¸˜ao que define a ocorrˆencia dos eventos atrav´es de uma an´alise nas taxas discretizadas [38] de cada linha da matriz. Esta discretizac¸˜ao corresponde `a convers˜ao dessas taxas em probabilidades e constitui o vetor, tamb´em de probabilidades, a partir da coleta de amostras obtidas atrav´es de trajet´orias disparadas no modelo.

A escolha da soluc¸˜ao mais adequada em uma determinada situac¸˜ao deve considerar crit´erios como a disponibilidade de tempo, recursos computacionais existentes e o n´ıvel de precis˜ao requerido nos resultados.

1.1

Justificativa

Embora as soluc¸˜oes anal´ıticas apresentem precis˜ao nos resultados, as mesmas deparam-se com limitac¸˜oes que est˜ao ligadas, principalmente, no que diz respeito ao armazenamento da matriz de transic¸˜ao e dos vetores utilizados no processo iterativo. A utilizac¸˜ao do formalismo SAN se sobressai `as Cadeias de Markov por apresentar uma forma de representac¸˜ao compacta em mem´oria, permitindo assim modelar sistemas com maior n´umero de configurac¸˜oes (estados). Al´em disso, no que diz res-peito a SAN algumas t´ecnicas para otimizar a resoluc¸˜ao de modelos tˆem sido aprimoradas com a finalidade de acelerar a convergˆencia na resoluc¸˜ao dos m´etodos iterativos. Neste contexto pode ser mencionada a soluc¸˜aoSplit[14], a qual adota primitivas de ´algebra tensorial bastante eficientes, com-binadas com t´ecnicas de armazenamento para matrizes esparsas. No entanto, conforme diminui o n´ıvel de abstrac¸˜ao da realidade modelada exigindo que ainda mais estados sejam representados, au-menta a carga computacional aplicada `as ferraau-mentas num´ericas que resolvem este formalismo. Este fato faz com que a resoluc¸˜ao do mesmo tamb´em alcance os limites computacionais.

Quando se deseja resolver modelos com um n´umero de estados que ultrapassam a capacidade atual de resoluc¸˜ao dos m´etodos iterativos, destaca-se ent˜ao a simulac¸˜ao. A simulac¸˜ao apresenta-se como uma alternativa vi´avel por possibilitar a explorac¸˜ao de m´etodos e t´ecnicas de armazenamento em mem´oria de forma menos complexa que nos m´etodos iterativos. Com isso, torna-se poss´ıvel a resoluc¸˜ao de modelos com um n´umero de estados ainda maior.

(27)

1.2. OBJETIVOS 27

resultados da simulac¸˜ao ainda s˜ao desconhecidos at´e o momento.

Uma an´alise minuciosa em relac¸˜ao aos resultados de diferentes t´ecnicas de simulac¸˜ao pode evi-denciar particularidades ainda n˜ao questionadas e apontar caracter´ısticas espec´ıficas sobre o compor-tamento de cada uma delas. Al´em disso, os resultados obtidos por simulac¸˜oes podem ser comparados com os resultados obtidos por m´etodos iterativos, para um modelo equivalente, o que possibilita demonstrar o erro de cada uma das t´ecnicas. Dentre as t´ecnicas de simulac¸˜ao conhecidas para a resoluc¸˜ao de formalismos Markovianos est˜ao aForward Simulation[21], aBackward Coupling Simu-lation[21, 33] e a simulac¸˜ao tradicional [3], chamada neste trabalho dePermanence Time Simulation.

1.2

Objetivos

O objetivo geral deste trabalho ´e evidenciar quantitativamente de forma comparativa a precis˜ao dos resultados observados para alguns modelos Markovianos ao aplicar diferentes t´ecnicas de simula-c¸˜ao. Esta comparac¸˜ao visa auxiliar na escolha da melhor t´ecnica a ser adotada, dentre as que ser˜ao analisadas, sendo elas: a)Forward Simulation;b)Backward Coupling Simulation; ec)Permanence Time Simulation. Al´em disso, ser´a realizado um estudo no m´etodo Bootstrap[18] a fim de propor a adaptac¸˜ao do mesmo como uma nova t´ecnica de simulac¸˜ao visando a obtenc¸˜ao de resultados mais precisos considerando tamb´em os tempos de processamento de cada t´ecnica.

As t´ecnicas de simulac¸˜ao ser˜ao analisadas comparando seus resultados com os da soluc¸˜ao iterativa, obtida atrav´es do M´etodo da Potˆencia [9, 37] utilizando sistemas modelados com o formalismo SAN, equivalentes em ambas as abordagens. Para resolvˆe-los e obter o vetor de probabilidades com os resultados, desenvolveu-se um simulador que realiza trajet´orias no estado global destes sistemas, o qual corresponde ao estado da Cadeia de Markov correspondente `a SAN. Vale destacar que isso pode ser realizado porque toda SAN possui uma Cadeia de Markov subjacente [37]. Como o objetivo ´e observar o impacto da simulac¸˜ao em relac¸˜ao `a precis˜ao dos resultados, acredita-se que o formato esparso de representac¸˜ao dos modelos seja independente do formalismo. Logo, optou-se por realizar a simulac¸˜ao desta forma, pela praticidade de tratar um Gerador Infinitesimal1 de uma Cadeia de

Markov, do que tratar um Descritor Markoviano [37] de SAN, o qual ´e composto por v´arias matrizes de transic¸˜ao de menor dimens˜ao, por´em com operadores tensoriais.

O foco das comparac¸˜oes e an´alises que ser˜ao realizadas neste trabalho ser´a em relac¸˜ao ao vetor de probabilidades resultante ao aplicar as t´ecnicas de simulac¸˜ao. A partir dele, a precis˜ao ser´a avaliada analisando o erro relativo entre o resultado obtido com a simulac¸˜ao e o resultado da soluc¸˜ao iterativa.

Para identificar particularidades que possam causar discrepˆancias nos resultados, de forma a acar-retar perda de precis˜ao, pretende-se observar outros pontos, como a relevˆancia no tamanho da tra-jet´oria e na quantidade de amostras envolvidas no processo de simulac¸˜ao. Para obter os resultados em tempo h´abil foi utilizada tamb´em a paralelizac¸˜ao na implementac¸˜ao das t´ecnicas de simulac¸˜ao.

(28)

28 CAP´ITULO 1. INTRODUC¸ ˜AO

Como prop´osito da paralelizac¸˜ao, deseja-se reduzir o tempo de processamento na tentativa de obter resultados mais precisos, uma vez que, normalmente, uma das desvantagens da simulac¸˜ao comparado `as soluc¸˜oes iterativas ´e o tempo despendido at´e atingir uma aproximac¸˜ao da soluc¸˜ao estacion´aria2.

1.3

Estrutura do Volume

Para a satisfac¸˜ao dos objetivos apontados ´e necess´ario o entendimento sobre os seguintes assun-tos: Formalismos Markovianos, abordados no Cap´ıtulo 2, onde ´e descrito o formalismo de Cadeias de Markov e de Redes de Autˆomatos Estoc´asticos (SAN), ilustrando suas respectivas representac¸˜oes e os modelos utilizados neste trabalho; Simulac¸˜ao, abordado no Cap´ıtulo 3, onde s˜ao tratados as-suntos sobre o processo de simulac¸˜ao e as diferentes t´ecnicas utilizadas para a resoluc¸˜ao de modelos Markovianos.

No Cap´ıtulo 4 s˜ao descritos os testes e os resultados obtidos com as t´ecnicas de simulac¸˜ao co-nhecidas. Em seguida, no Cap´ıtulo 5 ´e apresentada a nova t´ecnica de simulac¸˜ao baseada no m´etodo Bootstrap e os respectivos resultados obtidos com ela. Por fim, no Cap´ıtulo 6 s˜ao apresentadas a conclus˜ao, a contribuic¸˜ao e os trabalhos futuros referentes a esta dissertac¸˜ao.

2A soluc¸˜ao estacion´aria do m´etodo iterativo pode ser obtida subtraindo os resultados do vetor da soluc¸˜ao atual com os

(29)

29

Cap´ıtulo 2

Formalismos Markovianos

Formalismos Markovianos s˜ao constantemente utilizados na modelagem de diversos sistemas [8, 10, 13, 17, 29, 35, 41]. O emprego destes formalismos unidos a soluc¸˜oes computacionais baseadas em m´etodos matem´aticos para sua resoluc¸˜ao, apresentam-se como boas pr´aticas para avaliar o desem-penho de sistemas e analisar seus padr˜oes de comportamento. A seguir s˜ao apresentados os forma-lismos de Cadeias de Markov e de Redes de Autˆomatos Estoc´asticos (SAN), demonstrando suas respectivas formas de representac¸˜ao.

2.1

Cadeias de Markov

Cadeias de Markov ´e um formalismo matem´atico utilizado para a modelagem de sistemas pro-posto pelo matem´atico russo Andrei Andreyevich Markov em 1906 [37]. Atrav´es deste forma-lismo o funcionamento dos sistemas pode ser descrito atrav´es de um conjunto de estados poss´ıveis e de transic¸˜oes entre estes estados. As transic¸˜oes s˜ao modeladas por um processo estoc´astico1 de

tempo cont´ınuo ou discreto, os quais s˜ao definidos por distribuic¸˜oes de probabilidade exponenciais ou geom´etricas respectivamente. Este trabalho ir´a tratar apenas sistemas de tempo cont´ınuo, por´em com estados discretos.

Em um sistema com espac¸o de estados discreto, as vari´aveis que comp˜oem seu estado mudam de valor instantaneamente. Neste caso, podem ser mencionados os nodos de um grafo, sendo que ´e poss´ıvel apenas estar em um ou em outro estado (nodo) do grafo, n˜ao havendo um estado inter-medi´ario.

Para facilitar a compreens˜ao da representac¸˜ao de um sistema modelado atrav´es do formalismo de Cadeias de Markov ´e ilustrada uma cadeia na Figura 2.1. Os nodos da figura representam os estados

S ={00,01,02,10,11,12}do sistema e as setas correspondem `as transic¸˜oes entre um estado e outro. Estas setas s˜ao rotuladas por taxas (µ0,µ1,µ2,. . .,µ5), que s˜ao definidas por valores que determinam

a frequˆencia do disparo das transic¸˜oes.

(30)

30 CAP´ITULO 2. FORMALISMOS MARKOVIANOS

00

11

01 02

12 10

µ4 µ4

µ4

µ0

µ5

µ5 µ5

µ1

µ2

µ3π1

µ3π1

µ3π2

µ3π2

Figura 2.1: Cadeia de Markov

A Cadeia de Markov apresentada na Figura 2.1 pode tamb´em ser representada atrav´es de uma matriz, denominada Matriz de Taxas de Transic¸˜ao, conforme pode ser observado na Tabela 2.1. As taxas, na matriz, s˜ao distribu´ıdas de forma que cada linha i e colunaj indicam a taxa de transic¸˜ao de um estado para outro (representado entre parˆenteses) na Cadeia de Markov, sendo a dimens˜ao da matriz igual ao n´umero de estados do modelo, ou seja|S|. Na resoluc¸˜ao deste formalismo ´e necess´ario que esta matriz de transic¸˜ao seja um Gerador Infinitesimal [37] de forma que a soma de cada linhai

da matriz seja igual azero. Para realizar este ajuste, adiciona-se `a diagonal principal, o complemento da soma de todos os elementos n˜ao diagonais de cada linha, resultando ent˜ao no Gerador Infinitesimal

Qda Tabela 2.2.

Tabela 2.1: Matriz de Taxas de Transic¸˜ao

j

0(00) 1(01) 2(02) 3(10) 4(11) 5(12)

i

0(00) 0 0 0 µ4 0 0

1(01) 0 0 µ1 0 µ4 0

2(02) µ3π1 µ3π2 0 0 0 µ4

3(10) µ5 µ0 0 0 0 0

4(11) 0 µ5 0 0 0 µ2

5(12) 0 0 µ5 µ3π1 µ3π2 0

Feito isso, tˆem-se um sistema de equac¸˜oes, de forma que πQ = 0, onde deseja-se encontrar o vetorπ(n˜ao confundir o vetorπcom as probabilidadesπ1 eπ2multiplicadas pela taxaµ3da matriz).

(31)

2.1. CADEIAS DE MARKOV 31

Tabela 2.2: Gerador InfinitesimalQ

Q=

      

−(µ4) 0 0 µ4 0 0

0 −(µ1+µ4) µ1 0 µ4 0

µ3π1 µ3π2 −(µ3π1+µ3π2+µ4) 0 0 µ4

µ5 µ0 0 −(µ5+µ0) 0 0

0 µ5 0 0 −(µ5+µ2) µ2

0 0 µ5 µ3π1 µ3π2 −(µ5+µ3π1+µ3π2) 

      

que este m´etodo possa ser aplicado, ´e necess´ario primeiramente transformar o Gerador Infinitesimal

Q em uma matriz chamada Matriz de Probabilidades de Transic¸˜ao ou Matriz Estoc´astica P (uma vez que a soluc¸˜ao tamb´em corresponde a um vetor de probabilidades). Feito isso, n˜ao podem haver valores negativos na matriz e a soma de todos os elementos de cada linha devem ser iguais a um. Este processo corresponde `a discretizac¸˜ao da matrizQ[38] que pode ser realizada dividindo toda a matriz pelo seu maior elementoΛmaxem m´odulo, e somando a ela uma matriz identidadeIde mesma dimens˜ao, conforme a equac¸˜ao 2.1.

P =I+ 1

|Λmax|

Q (2.1)

O m´etodo da potˆencia consiste, basicamente, em sucessivas multiplicac¸˜oes de um vetor qualquer por uma matriz, de forma iterativa. Em Cadeias de Markov esta matriz corresponde `a matriz de probabilidades de transic¸˜aoP, sendo que no final do processo iterativo resulta-se em um novo vetor

π, de forma queπP =π, sendo a dimens˜ao deπ igual ao n´umero de estados do modelo. Este vetor resultante conter´a as probabilidades de permanˆencia em cada estado sendo ele a soluc¸˜ao estacion´aria que, neste caso, baseia-se em um crit´erio de parada que pode ser um erro aceit´avel, resultante da diferenc¸a dos vetores entre duas iterac¸˜oes. A express˜ao a seguir ilustra o processo iterativo, sendo

π(n)a soluc¸˜ao estacion´aria:

π(1) =π(0)P

π(2) =π(1)P

π(3) =π(2)P

... π(n) =π(n−1)P

(32)

32 CAP´ITULO 2. FORMALISMOS MARKOVIANOS

2.2

Redes de Autˆomatos Estoc´asticos

Redes de Autˆomatos Estoc´asticos (SAN) ´e um formalismo baseado em Cadeias de Markov, pro-posto por Plateau em 1985 [31]. Consiste em uma forma modular de descrever sistemas complexos com grandes espac¸os de estados a serem modelados. Para isso necessitam da resoluc¸˜ao de modelos matem´aticos robustos, que utilizam a ´algebra tensorial ou de Kronecker [4, 15] como forma de ar-mazenamento compacto. Desta forma, este formalismo consegue manter o mesmo poder de soluc¸˜ao obtido com a utilizac¸˜ao de Cadeias de Markov, propondo para tal um novo formato de armazenamento que reduz o problema da explos˜ao do espac¸o de estados [32, 37].

A(1)

e2

0 0

1 2 1

A(2)

e3(π2)

e1

e3(π1)

e1

e5 e4

Tipo Evento Taxa syn e1 µ0 loc e2 f loc e3 µ3 loc e4 µ4 loc e5 µ5

f= [((stA(1)== 0)µ

1+ (stA(1)== 1)∗µ2)]

Figura 2.2: Modelo SAN com eventos locais, sincronizantes, taxas funcionais e probabilidades fun-cionais

Este formalismo ´e composto por no m´ınimo dois ou mais autˆomatos, sendo que cada um deles ´e definido na forma de um grafo constitu´ıdo de um conjunto finito de estados e transic¸˜oes entre estes estados, conforme pode ser observado na Figura 2.2, sendo os estados do sistema representados pelos nodos. O estado em que um autˆomato qualquer se encontra ´e chamado de estado local, enquanto que o conjunto de estados que todos os autˆomatos se encontram ´e denominado estado global, o qual corresponde ao estado na Cadeia de Markov equivalente ao modelo em estudo. Isto ´e poss´ıvel, pois toda SAN pode ser representada por uma Cadeia de Markov, a qual consiste em um ´unico autˆomato estoc´astico [37].

A Cadeia de Markov subjacente ao modelo da Figura 2.2 ´e a da Figura 2.1, apresentada anteri-ormente. Essa equivalˆencia ´e feita pelas combinac¸˜oes de estados poss´ıveis entre os autˆomatoA(1) e

A(2) da SAN. Para entendˆe-la considere o estado local do autˆomatoA(1)igual a0e o estado local do

autˆomatoA(2) igual a 1, neste caso, o estado global na Cadeia de Markov da Figura 2.1 ´e o estado

01. Sendo assim, o espac¸o de estados ´e calculado pelo produto cartesiano da dimens˜ao de todos os autˆomatos de uma SAN, definido como espac¸o de estados produto (product state space- PSS). No caso do modelo da Figura 2.2 o PSS ´e2×3 = 6.

(33)

2.2. REDES DE AUT ˆOMATOS ESTOC ´ASTICOS 33

da Potˆencia [9, 37], o M´etodo de Arnoldi [5] e o M´etodo GMRES (Generalized minimal residual method) [34]. Uma das funcionalidades providas por esta ferramenta ´e a utilizac¸˜ao de uma func¸˜ao de atingibilidade2. Esta func¸˜ao representa quais estados globais da SAN s˜ao ating´ıveis durante o com-portamento do sistema modelado e constitui ent˜ao o chamado espac¸o de estados ating´ıvel (reachable state space - RSS) do modelo. No caso do exemplo mencionado (Figura 2.2), todos os estados s˜ao ating´ıveis, no entanto se algum deles n˜ao o fosse, o espac¸o de estados seria menor do que6.

Al´em do PSS e do RSS, o formalismo SAN, ao contr´ario de Cadeias de Markov, apresenta como uma de suas principais caracter´ısticas a possibilidade de dividir um sistema complexo em subsistemas que interagem ocasionalmente. Esta interac¸˜ao ocorre atrav´es de eventos sincronizantes ou at´e mesmo atrav´es de taxas funcionais [11]. Estes eventos s˜ao os respons´aveis por disparar as transic¸˜oes entre os estados de um autˆomato e s˜ao descritos com mais detalhes a seguir.

2.2.1

Eventos Locais e Eventos Sincronizantes

Para que possam ocorrer transic¸˜oes entre os estados de um autˆomato ´e necess´ario que existam eventos associados a estas transic¸˜oes. Eventos locais caracterizam-se por alterar o estado de apenas um autˆomato do modelo, possibilitando com que os autˆomatos tenham comportamentos paralelos. Sendo assim, um evento local n˜ao interfere no estado dos demais. Os eventos locais podem ser observados no autˆomato da Figura 2.2 sendo estes representados pore2,e3,e4ee5.

Um evento sincronizante ´e caracterizado por alterar o estado de dois ou mais autˆomatos de forma simultˆanea. Sua ocorrˆencia se d´a em todos os autˆomatos envolvidos estabelecendo assim um sin-cronismo entre eles[20]. Na Figura 2.2 este evento ´e representado pore1, onde pode ser notada sua

presenc¸a em ambos os autˆomatos.

A seguir ser˜ao apresentados alguns conceitos referentes `as taxas funcionais que tamb´em estabele-cem relac¸˜ao entre os diferentes autˆomatos de um modelo.

2.2.2

Taxas Funcionais e Probabilidades Funcionais

A utilizac¸˜ao de taxas funcionais e/ou probabilidades funcionais ´e outra forma de representar interac¸˜oes entre os autˆomatos de uma SAN sem alterar o estado de todos os autˆomatos envolvidos. Taxas funcionais podem ser definidas por func¸˜oes que refletem a avaliac¸˜ao dos estados atuais do mo-delo. Na Figura 2.2 o evento e2 do autˆomato A(2) apresenta uma taxa funcional sobre o autˆomato

A(1), definida pela func¸˜aof, descrita abaixo da figura. Neste caso, de acordo com a func¸˜aof, a taxa

do eventoe2 depende do estado que o autˆomatoA(1) encontra-se, ou seja, a taxa do evento e2 ser´a

igual aµ1 caso o estado do autˆomatoA(1)estiver em0ou igual aµ2 caso estiver no estado1.

No autˆomatoA(2), pode-se tamb´em observar probabilidades para diferentes transic¸˜oes do evento

e3. Essas probabilidades representadas por π1 e π2 definem a probabilidade de escolha, ou seja,

(34)

34 CAP´ITULO 2. FORMALISMOS MARKOVIANOS

quando da ocorrˆencia do evento e3, o autˆomatoA(2) estando no estado 2 ir´a para o estado 0 com

probabilidadeπ1 ou para o estado1com probabilidadeπ2, consequentemente,π1+π2 deve ser igual

a1. Tanto a taxa de ocorrˆencia como a probabilidade de escolha podem ser definidas como valores constantes ou valores funcionais. Quando as taxas ou probabilidades s˜ao definidas como valores funcionais, estas s˜ao ent˜ao ditas taxas funcionais ou probabilidades funcionais respectivamente.

Em resumo, a utilizac¸˜ao de func¸˜oes para definir taxas ou probabilidades permite associar a um mesmo evento diferentes valores. Assim sendo, as mesmas s˜ao expressas por func¸˜oes que levam em considerac¸˜ao os estados atuais dos autˆomatos de um modelo variando, desta forma, seu valor conforme os estados em que se encontram os autˆomatos envolvidos na func¸˜ao [20].

2.2.3

Modelos

Nesta sec¸˜ao s˜ao exibidos alguns sistemas modelados com o formalismo SAN, os quais s˜ao uti-lizados para a realizac¸˜ao dos testes deste trabalho.

Alternate Service Pattern- ASP

Padr˜ao de Servic¸o Alternado (Alternate Service Pattern - ASP) ´e um sistema modelado com o formalismo de Redes de Filas de Espera [9] e consiste em uma rede aberta em que alguns servidores apresentam mais de um padr˜ao de atendimento. A Figura 2.3 mostra um sistema ASP com quatro filas:F1,F2,F3eF4; cada qual com capacidade finitaK1,K2,K3 eK4 respectivamente.

F1

F2

F3 F4

loss

µ31

µ32

...

µ3P

λ2

λ1

µ1

µ2

µ4

Figura 2.3: Sistema ASP modelado em Filas de Espera

A taxa de chegada nas filasF1eF2 s˜aoλ1eλ2, respectivamente. A filaF1atende a uma taxaµ1e

faz roteamento de seus clientes para a filaF3, caso ela possa recebˆe-los. Esse ´e o chamado

comporta-mento bloqueante, visto que o cliente n˜ao deixaF1 seF3 n˜ao puder recebˆe-lo. O atendimento na fila

F2 acontece a uma taxa µ2, devendo o cliente ser roteado para a filaF3, caso esta tenha capacidade

para recebˆe-lo. Caso F3 n˜ao possa receber o cliente vindo de F2, este deixa o sistema, sendo isso

chamadocomportamento de perda, representado na Figura 2.3 pela flecha indicada porloss.

A filaF3 atende cada cliente segundo um dosP padr˜oes de servic¸o que comporta, cujas taxas s˜ao

(35)

2.2. REDES DE AUT ˆOMATOS ESTOC ´ASTICOS 35

esse mais um caso de roteamento com comportamento bloqueante. Por fim, os clientes de F4 s˜ao

atendidos segundo a taxaµ4e deixam o sistema.

Esse mesmo sistema pode ser modelado usando o formalismo SAN. Para exemplificar, suponha a SAN da Figura 2.4, com quatro autˆomatos deK estados cada, mais um autˆomato deP estados. O PSS para este modelo ´e igual a(K+ 1)4×P, sendo o mesmo igual ao RSS.

e13 e13 A(1) e1 e1 ... A(2) e2 e2 ... e23 e23 A(3) e13 e23 e13 e23 ... A(4) ... e4 e4 e23 e34(1) e34(2) e34(1) e34(2) e34(1) e34(2) e34(1) e34(2) ... ... ... ... A(5)

e34(1)(π11)

...

e34(i)(πii)

e34(1)(π12)

e34(2)(π21)

e34(i)(πii−1) e34(i−1)(πi−1i) 0(4)

0(3) 0(2)

0(1)

P1(5)

Pi(5)

Ki(4)

Ki(3)

Ki(2)

Ki(1)

Tipo Evento Taxa loc e1 λ1

loc e2 λ2

syn e13 µ1

syn e23 µ2

syn e34(1) µ31

syn e34(2) µ32

... ...

loc e4 µ4

Figura 2.4:Alternate Service Pattern- ASP

Agora analisamos mais atentamente a Figura 2.4 para entender como a representac¸˜ao desse sis-tema ASP modelado em SAN realmente funciona. As filasF1,F2,F3eF4passam a ser representadas

pelos autˆomatos A(1), A(2), A(3) e A(4), respectivamente, cada um deles com capacidade K. Um

quinto autˆomato, identificado porA(5), ´e usado para representar o padr˜ao de servic¸o de F

3 que,

se-gundo a figura, possui P estados, ou seja, P padr˜oes de servic¸o com que a fila, representada pelo autˆomatoA3, atende seus clientes.

Os eventos de chegada nos autˆomatosA(1) eA(2) s˜ao representados pelos eventose

1ee2,

respec-tivamente, enquanto que o eventoe4 representa a sa´ıda do autˆomatoA(4) para o exterior, sendo estes

eventos locais.

Os eventos indicados com ´ındice duplo s˜ao os eventos sincronizantes, como ´e o caso do evento

e13, que corresponde `a sa´ıda do autˆomatoA(1) para o autˆomatoA(3). O eventoe23pode corresponder

a duas situac¸˜oes: a) o estado do autˆomatoA(3) ´e diferente daquele correspondente `a sua capacidade

m´axima, acontecendo ent˜ao o roteamento do cliente do autˆomato A(2) para o autˆomato A(3); b) o

estado do autˆomato A(3) ´e aquele de capacidade m´axima, indicando que o cliente sai deA(2) direto

para o exterior, caracterizando comportamento de perda, representado peloloopno ´ultimo estado do autˆomatoA(3). Esseloopsignifica que o cliente saiu deA(2) mas n˜ao foi roteado paraA(3), por isso

A(3) mant´em seu estado.

Os eventos restantes,e34(1),e34(2),. . .,e34(i)representam o roteamento de um cliente do autˆomato

A(3) para o autˆomatoA(4), de acordo com os padr˜oes de servic¸oP

(36)

36 CAP´ITULO 2. FORMALISMOS MARKOVIANOS

First Available Server- FAS

O modeloFirst Available Server(FAS) analisa a disponibilidade deN servidores, conforme pode ser notado no modelo SAN da Figura 2.5. Cada servidor (de ´ındicei, ondei∈[1..N]) ´e representado por um autˆomatoA(i), composto por dois estados:I(i)(idle/dispon´ıvel) eB(i) (busy/ocupado). Neste

exemplo os pacotes chegam nos servidores desde que pelo menos um deles n˜ao esteja ocupado. Este modelo pode ser visto como um quadro de an´alise de diferentes filas onde cada pacote na fila pode avanc¸ar para o primeiro servidor dispon´ıvel. Sendo assim o pacote chega primeiro no servidor1, se este n˜ao est´a dispon´ıvel o pacote tenta o servidor2, se este tamb´em n˜ao estiver dispon´ıvel o pacote tenta o servidor3e assim sucessivamente at´e o servidorN.

Os eventos sincronizantes deste modelo s˜ao eai (i = 2. . . N) que representam a ocupac¸˜ao dos servidores. Os eventos locais s˜ao: ea1 (chegada do pacotes) e eri (para tornar os servidores dispon´ıveis). Todos os eventos apresentam taxas constantes. O PSS do modelo ´e formado por 2N estados, sendo o PSS tamb´em igual ao RSS.

A

(i)

eri eai

A

(N)

erN eaN

ea1

A

(1)

er1 . . .

ea2..eaN

. . .

B(1) B(i) B(N)

eai+1..eaN

I(1) I(i) I(N) Type Event Rateloc ea

1 λ

loc er1 µ

syn ea2 λ

loc er2 µ

... ... ...

syn eaN λ

loc erN µ

Figura 2.5: First Available Server- FAS

Resource Sharing- RS

O modelo da Figura 2.6 apresenta um exemplo cl´assico, que representa um sistema de compar-tilhamento de recursos, sendoR o n´umero de recursos eP o n´umero de processos. Cada processo ´e representado por um autˆomato A(i) (i = 1. . . P)composto por dois estados: S(i) (em repouso) e

U(i) (em uso). Os recurso s˜ao representados pelo autˆomatoA(P+1) e temR+ 1estados indicando o

n´umero de recursos em uso.

Este modelo apresenta apenas eventos sincronizantes, visto que os eventos eai representam a aquisic¸˜ao de um recurso com taxa constanteλie os eventoserirepresentam a liberac¸˜ao de um recurso com taxa constanteµi. O PSS deste modelo ´e formado por2P ×(R+ 1)estados globais, por´em ao contr´ario dos demais modelos nem todos os seus estados s˜ao ating´ıveis.

(37)

2.2. REDES DE AUT ˆOMATOS ESTOC ´ASTICOS 37

... ...

...

...

...

...

...

...

...

...

ea1

eaP erP

er1

ea1

eaP

ea1

eaP

ea1

eaP

erP

er1

erP

er1

erP

er1

ea1 er1 eaP erP

A

(1)

A

(P)

A

(P+1)

s(1)

u(1)

s(P)

u(P)

0(P+1)

1(P+1)

R(P+1)

R-1(P+1)

Tipo Evento Taxa Evento Taxa

syn

ea

1

λ

1

er

1

µ

1

syn

ea

2

λ

2

er

2

µ

2

syn

ea

3

λ

3

er

3

µ

3

... ... ... ...

syn

ea

P

λ

P

er

P

µ

P

Figura 2.6:Resource Sharing- RS

(38)
(39)

39

Cap´ıtulo 3

Simulac¸˜ao

Segundo Shannon [36] a simulac¸˜ao consiste em um processo de elaborac¸˜ao de um modelo de um sistema real (ou hipot´etico) e a conduc¸˜ao de experimentos com a finalidade de entender o com-portamento de um sistema ou avaliar sua operac¸˜ao. Para Law e Kelton [26], simulac¸˜ao corresponde a uma gama variada de m´etodos e aplicac¸˜oes que reproduzem o comportamento de sistemas reais, usualmente utilizando-se de ferramentas computacionais.

Atrav´es da simulac¸˜ao ´e poss´ıvel manipular os componentes que constituem modelos Markovianos, para ent˜ao encontrar o vetor de probabilidades, resultante da resoluc¸˜ao dos mesmos. Como este vetor consiste em aproximac¸˜oes da soluc¸˜ao iterativa, o tempo de simulac¸˜ao deve ser grande o suficiente para que os resultados possam convergir em uma soluc¸˜ao pr´oxima da estacion´aria, ap´os uma s´erie de execuc¸˜oes ou coletas de amostras. Isto ´e necess´ario, pois um dos grandes problemas da simulac¸˜ao ´e a precis˜ao dos resultados, uma vez que a mesma consiste na tiragem de n´umeros pseudo-aleat´orios para definic¸˜ao de vari´aveis, regidas por distribuic¸˜oes de probabilidades, conforme descrito a seguir.

3.1

Vari´aveis Aleat´orias

Modelos estoc´asticos apresentam vari´aveis aleat´orias para definir as taxas de transic¸˜ao entre os estados que os comp˜oem. Praticamente todos os sistemas apresentam determinada fonte de aleato-riedade, como o tempo entre chegadas, tempos de servic¸o, tempo entre a ocorrˆencia de uma falha, etc.

(40)

40 CAP´ITULO 3. SIMULAC¸ ˜AO

A distribuic¸˜ao de probabilidade associa uma probabilidade a cada resultado num´erico de um experimento, ou seja, d´a a probabilidade de cada valor de uma vari´avel aleat´oria. Por exemplo, no lanc¸amento de um dado cada face tem a mesma probabilidade de ocorrˆencia que ´e dada por 16. Como os valores das distribuic¸˜oes de probabilidades s˜ao tamb´em probabilidades, e como as vari´aveis aleat´orias devem assumir um de seus valores, tˆem-se duas regras a seguir que se aplicam a qualquer distribuic¸˜ao de probabilidade:

1. a soma de todos os valores de uma distribuic¸˜ao de probabilidade deve ser igual a1, desta forma tem-se:P

V(x) = 1, ondexabrange todos os valores poss´ıveis;

2. a probabilidade de ocorrˆencia de um evento deve ser maior ou igual azeroe menor ou igual a

1, ou seja,0≤V(x)≤1para todo valor dex.

No exemplo do lanc¸amento de um dado, como todas as faces tˆem a mesma probabilidade de ocorrˆencia, que ´e 16, ao som´a-las obtemos o valor1, que corresponde `a primeira regra citada anterior-mente. O valor 16 ´e maior do quezeroe menor do que1, assim satisfaz tamb´em a segunda regra.

Para gerar a vari´avel aleat´oria no processo de simulac¸˜ao utiliza-se a distribuic¸˜ao de probabilidade uniforme, descrita a seguir.

3.1.1

Distribuic¸˜ao Uniforme

A distribuic¸˜ao uniforme ´e uma distribuic¸˜ao cuja faixa de valores aleat´orios est˜ao entre duas vari´aveisaeb. Sua func¸˜ao densidade de probabilidade ´e constante dentro de um intervalo de valores da vari´avel aleat´oriax. Cada um dos poss´ıveis valores quexpode assumir seguindo esta distribuic¸˜ao tem a mesma probabilidade de ocorrer. Sua func¸˜ao de densidade ´e:

f(x) =

( 1

b−a sea ≤x ≤b;

0 caso contr´ario.

e sua distribuic¸˜ao de probabilidade ´e dada por:

F(x) =

  

 

0 sex < a;

x−a

b−a sea≤x≤b;

1 seb < x.

(41)

3.2. FUNC¸ ˜AO DE TRANSIC¸ ˜AO 41

3.2

Func¸˜ao de Transic¸˜ao

Neste trabalho, o vetor de probabilidades ser´a obtido simulando o espac¸o de estados global de uma SAN, o qual corresponde ao estado na Cadeia de Markov que ela representa. Al´em disso, vale ressaltar que apenas o espac¸o de estados ating´ıvel (RSS) dos modelos s˜ao considerados no processo de simulac¸˜ao, o que reduz consideravelmente o n´umero de estados em determinados mo-delos, como por exemplo o modelo RS, descrito na Sec¸˜ao 2.2.3. Assume-se ent˜ao, um conjunto

S = {s0, s1, s2, ..., sk}, o qual corresponde aos estados do modelo (sendo k = |RSS|), a matrizP composta pelas probabilidades de transic¸˜ao do mesmo e um gerador de n´umeros aleat´oriosU(0..1)

[21]. Este gerador ´e necess´ario, pois, a transic¸˜ao entre os estados na simulac¸˜ao, ocorre atrav´es de uma func¸˜ao de transic¸˜aoφ(si, U), a qual se baseia na tiragem (sorteio) de um valor uniformemente distribu´ıdo entre0e1. O retorno da func¸˜aoφconsiste no intervalo que se apresenta a vari´avel resul-tante do gerador de n´umeros aleat´orios. Esta vari´avel ir´a indicar a transic¸˜ao para o pr´oximo estado da Cadeia de Markov durante a simulac¸˜ao, sendosi o estado corrente. A func¸˜ao de transic¸˜ao ´e definida pela express˜ao 3.1 a seguir e mostra como s˜ao realizadas estas transic¸˜oes entre os estados.

φ(si, U) =

                                  

s0 paraU ∈[0, Pi0)

s1 paraU ∈[Pi0, Pi0+Pi1) ..

. ...

sj paraU ∈

"j−1

X

l=0

Pil, j X l=0 Pil ! .. . ...

sr paraU ∈

"r−1

X

l=0

Pir,1

#

(3.1)

Para exemplificar a aplicac¸˜ao desta express˜ao considere a matriz de probabilidades da Tabela 3.1.

Tabela 3.1: Matriz de Probabilidades

P =

i/j 0 1 2

0 0,10 0,65 0,25 1 0,25 0,55 0,20 2 0,30 0,25 0,45

A func¸˜ao de transic¸˜ao ir´a definir para qual estado si, para i = {0,1,2}, ocorrer´a a transic¸˜ao de acordo com o intervalo indicado nas express˜oes 3.2, 3.3 e 3.4.

φ(s0, U) =   

 

s0 paraU ∈[0,0,10)

s1 paraU ∈[0,10,(0,10 + 0,65))

s2 paraU ∈[(0,10 + 0,65),1]

(42)

42 CAP´ITULO 3. SIMULAC¸ ˜AO

φ(s1, U) =   

 

s0 paraU ∈[0,0,25)

s1 paraU ∈[0,25,(0,25 + 0,55))

s2 paraU ∈[(0,25 + 0,55),1]

(3.3)

φ(s2, U) =   

 

s0 paraU ∈[0,0,30)

s1 paraU ∈[0,30,(0,30 + 0,25))

s2 paraU ∈[(0,30 + 0,25),1]

(3.4)

Tendo como base a express˜ao 3.4 e assumindo a vari´avel aleat´oria retornada da func¸˜ao U igual a

0,40, a transic¸˜ao ocorrer´a do estados2para o estados1. Isto acontece pois a mesmo encontra-se entre

o intervalo0,30e0,55 (0,30 + 0,25)indicado na express˜ao.

3.3

T´ecnicas de Simulac¸˜ao

Definida a func¸˜ao de transic¸˜ao, trˆes t´ecnicas de simulac¸˜ao s˜ao empregadas neste trabalho para a resoluc¸˜ao de modelos. Dentre elas est˜ao aForward Simulation, aBackward Coupling Simulatione a Permanence Time Simulation. Estas t´ecnicas s˜ao descritas a seguir.

3.3.1

Forward Simulation

Nesta t´ecnica de simulac¸˜ao ´e considerado um estado inicial arbitr´ario e em seguida s˜ao disparadas transic¸˜oes entre os estados do modelo por uma quantidade de vezes pr´e-estabelecida, de forma a re-alizar uma trajet´oria na Cadeia de Markov [21]. O tamanho ideal desta trajet´oria ainda ´e desconhecido, pois pode variar dependendo da cardinalidade do espac¸o de estados, que corresponde a dimens˜ao das matrizes de transic¸˜ao. Entretanto esta trajet´oria deve ser grande o suficiente para que todos os estados da Cadeia de Markov sejam atingidos. Ap´os v´arias transic¸˜oes, o estado final da trajet´oria ´e coletado como uma amostra da simulac¸˜ao. A quantidade ideal de amostras a serem coletadas ´e um valor ainda desconhecido, no entanto quanto maior esse n´umero melhor tende a ser a precis˜ao dos resultados.

(43)

3.3. T ´ECNICAS DE SIMULAC¸ ˜AO 43

Nas simulac¸˜oes realizadas neste trabalho, o estado inicial foi definido arbitrariamente como 0, conforme pode ser observado na linha 3 do Algoritmo 3.1 e o tamanho da trajet´oria foi fixado, tamb´em arbitrariamente, em 10.000 transic¸˜oes. Ao final da trajet´oria a amostra ´e ent˜ao coletada e contabilizada, conforme visto na linha8do algoritmo.

Terminada a simulac¸˜ao, o vetor de probabilidades ´e ent˜ao calculado dividindo o n´umero de amos-tras coletadas em cada um dosiestados do modelo pelo quantidade total de amostras.

Figura 3.1: Trajet´oria da t´ecnicaForward Simulation

Algorithm 3.1:Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaForward Simulation

1: π←0{inicializa todas as posic¸oes do vetor de probabilidades π˜ }

2: whilecriterio de parada´ {numero pr´ ´e−def inido de amostras}do 3: i←0{escolha de um estado inicial}

4: whilecriterio de parada´ {numero pr´ e´−def inido de passos/transic¸oes˜ }do 5: δ←U(0..1){gerac¸ao de um n˜ umero al´ eat´ orio entre´ 0e1}

6: si ←φ(si, δ){f unc¸ao que def ine a pr˜ oxima transi´ c¸ao˜ }

7: end while

8: π[si] =π[si] + 1{contabiliza amostra gerada}

9: end while 10: return π

3.3.2

Backward Coupling Simulation

(44)

44 CAP´ITULO 3. SIMULAC¸ ˜AO

tempozerode simulac¸˜ao. Isso ocorre, pois as mesmas s˜ao disparadas ”do passado”, observando os estados predecessores, ou seja, os estados que trouxeram ao estado atual. Esta t´ecnica destaca-se tamb´em, por permitir a coleta de amostras perfeitamente distribu´ıdas de acordo com a distribuic¸˜ao estacion´aria do processo Markoviano, n˜ao produzindo amostras tendenciosas. A Figura 3.2 ilustra este processo, apresentando as trajet´orias disparadas a partir de cada estado, no passado, parando no tempo−5de simulac¸˜ao.

O eixo horizontal, de cada sub-figura, representa o tempo que corresponde ao n´umero de transic¸˜oes necess´arias at´e que todos os estados (eixo vertical) se encontrem no tempozero. As linhas cont´ınuas apresentam as trajet´orias que levam ao mesmo estado, enquanto as linhas pontilhadas correspondem `as trajet´orias que n˜ao se encontram no mesmo estado. O Algoritmo 3.2, ajuda a compreender este pro-cesso, sendo o vetorωda linha9o respons´avel por armazenar o estado referente a transic¸˜ao de cada trajet´oria. Quando este vetor armazenar transic¸˜oes para o mesmo estado em todas as suas posic¸˜oes, o mesmo ser´a ent˜ao a amostra a ser coletada, conforme a linha13do algoritmo.

Algorithm 3.2:Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaBackward Coupling Simulation

1: π←0{inicializa todas as posic¸oes do vetor de probabilidades π˜ }

2: whilecriterio de parada´ {numero pr´ ´e−def inido de amostras}do 3: for alls0, s1, s2, ..., si {si s˜ao todos os estados do modelo}do

4: ̟[si]←i{inicializando trajet´orias em todos os estados no vetor auxiliar ̟}

5: repeat

6: for alls0, s1, s2, ..., si{sisao todos os estados do modelo˜ }do

7: ω[si]←i{inicializando trajet´orias em todos os estados no vetor ω}

8: δ←U(0..1){gerac¸ao de um n˜ umero al´ eat´ orio entre´ 0e1}

9: ω[si]←̟[φ(si, δ)]{f unc¸ao que def ine as transi˜ c¸oes de todos os estados˜ }

10: for alls0, s1, s2, ..., sido

11: ̟[si]←ω[si]{salvando os estados de cada trajetoria no vetor auxiliar´ }

12: untilcriterio de parada´ {todas as trajetorias se encontram em um´ unico estado´ } 13: π[ω[s0]] =π[ω[sa]] + 1{amostra gerada}

14: end while 15: return π

3.3.3

Permanence Time Simulation

Esta t´ecnica, ao contr´ario das anteriores, consiste apenas na execuc¸˜ao de uma ´unica trajet´oria. Nela, as amostras de estados s˜ao coletadas ap´os cada transic¸˜ao, sendo assim ´e contabilizada a quan-tidade de vezes que um estado ´e visitado na Cadeia de Markov. Observando a Figura 3.1, o n´umero de transic¸˜oes para o estado1ocorre duas vezes, enquanto que para o estado2ocorre apenas uma vez, por exemplo.

(45)

3.3. T ´ECNICAS DE SIMULAC¸ ˜AO 45

(a) Tempo -1 (b) Tempo -2

(c) Tempo -3 (d) Tempo -4

(e) Tempo -5

Figura 3.2: Trajet´orias da t´ecnicaBackward Coupling Simulationencontrando-se no tempo0ap´os5

(46)

46 CAP´ITULO 3. SIMULAC¸ ˜AO

facilita essa an´alise, sendo que na linha6do algoritmo, o estado visitado ´e incrementado na posic¸˜ao correspondente no vetorπ, ap´os cada transic¸˜ao, da linha5. Cada estado visitado, corresponde ent˜ao a uma amostra da simulac¸˜ao.

Algorithm 3.3:Representac¸˜ao do algoritmo para a t´ecnicaPermanence Time Simulation

1: π←0{inicializa todas as posic¸oes do vetor de probabilidades π˜ }

2: i←0{escolha de um estado inicial}

3: whilecriterio de parada´ {numero pr´ ´e−def inido de passos/transic¸oes˜ }do 4: δ ←U(0..1){gerac¸ao de um n˜ umero al´ ´eatorio entre´ 0e1}

5: si ←φ(si, δ){f unc¸˜ao que def ine a proxima transi´ c¸˜ao}

6: π[si] =π[si] + 1{estado visitado incrementado na posic¸˜ao correspondente de π}

7: end while

(47)

47

Cap´ıtulo 4

Testes Realizados e Resultados Obtidos

Para avaliar a precis˜ao da simulac¸˜ao, desenvolveu-se um simulador para as trˆes t´ecnicas men-cionadas na Sec¸˜ao 3.3. O simulador recebe como entrada uma matriz de transic¸˜ao e armazena em um arquivo de sa´ıda o vetor de probabilidades resultante. Esta matriz de transic¸˜ao corresponde `a Cadeia de Markov equivalente aos modelos SAN apresentados na Sec¸˜ao 2.2.3. Neste trabalho, para o modelo ASP foi utilizadoK = 2 eP = 2, ou seja, fila com capacidade de dois clientes e dois padr˜oes de servic¸o, resultando em um PSS e RSS de(2 + 1)4×2 = 162estados. Para o modelo FAS foi utilizado

o n´umero de servidores N igual a 9, o que resulta em um PSS e RSS de 29 = 512 estados. Para o

modelo RS utilizou-se10processosP e5recursosR, sendo seu PSS igual a210×(5 + 1) = 6.144e

o RSS igual a638.

Assim como a obtenc¸˜ao do RSS, as convers˜oes dos modelos SAN em Cadeias de Markov foram realizadas utilizando a ferramenta PEPS, cujos arquivos de entrada de cada modelo podem ser obser-vados no Anexo A. Esta ferramenta disponibiliza a matriz equivalente em um formato HBF ( Harwell-Boeing Format) [37], o qual armazena apenas os valores n˜ao nulos com seus respectivos ´ındices na matriz. Este formato ´e utilizado para reduzir o tamanho do arquivo gerado, j´a que normalmente a matriz de transic¸˜ao ´e bastante esparsa, sendo desnecess´ario armazenar valores nulos.

Al´em da matriz de transic¸˜ao obtida a partir dos modelos descritos anteriormente ´e passado ao simulador, como argumento, o n´umero de amostras desejadas e a t´ecnica de simulac¸˜ao a ser utilizada. Ap´os a execuc¸˜ao ´e gerado um arquivo de sa´ıda contendo o vetor de probabilidades de permanˆencia em cada estado do modelo.

(48)

48 CAP´ITULO 4. TESTES REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS

4.1

Erro Relativo Variando o N ´umero de Amostras

Este teste varia a quantidade de amostras coletadas ao aplicar cada t´ecnica de simulac¸˜ao, e pos-teriormente compara seus resultados com os resultados obtidos com o M´etodo da Potˆencia, para os modelos ASP, FAS e RS, j´a descritos.

De posse desses resultados foi calculado o erro relativo de cada uma das probabilidades contidas no vetorπ(is)resultante da simulac¸˜ao, com a respectiva probabilidade do vetorπi(a)do m´etodo iterativo (M´etodo da Potˆencia), as quais correspondem a probabilidade de permanˆencia em cada estado do modelo. O erro relativoγi foi ent˜ao calculado de acordo com a equac¸˜ao 4.1, sendoicada um desses estados.

γi =

π(ia)−π(is) πi(a)

(4.1)

Feito isso, foi efetuada a m´edia aritm´etica x˜ entre todos estes erros relativos (γi) conforme a express˜ao 4.2 (sendo x˜×100 o erro percentual) e destacado tamb´em o erro relativo m´aximo γmax entre eles.

˜

x= γ1+γ2+γi+· · ·+γn

n = 1 n n X i=1

γi (4.2)

Esta operac¸˜ao foi feita com o resultado de todas as t´ecnicas de simulac¸˜ao implementadas e foi repetida com os trˆes modelos SAN mencionados (ASP, FAS e RS). Os resultados s˜ao apresentados nas Figuras 4.1, 4.2 e 4.3, sendo que o eixoxde cada gr´afico corresponde a quantidade de amostras coletadas em cada execuc¸˜ao e o eixoy o erro relativo. A linha pontilhada representa o erro relativo m´aximo dentre os estados e as barras correspondem ao erro relativo m´edio entre eles.

Note que conforme aumenta o n´umero de amostras (eixo x) coletadas na resoluc¸˜ao dos mode-los, diminui o erro relativo m´edio e m´aximo dos resultados da simulac¸˜ao, praticamente em todas as t´ecnicas apresentadas. Quanto `a precis˜ao das mesmas, pode-se dizer que apresentam melhor eficiˆencia a partir dos resultados com10.000.000 (1e+ 07) de amostras. Isso pode ser notado uma vez que o erro relativo percentual do modelo ASP, considerando todas as t´ecnicas, varia entre 0,79% (t´ecnica Forward Simulation) e 1,10% (t´ecnicaPermanence Time Simulation), enquanto que o erro relativo m´aximo varia entre6,4% (t´ecnicaForward Simulation) e10,3% (t´ecnicaPermanence Time Simula-tion).

Um comportamento importante a ser destacado neste modelo ´e que as t´ecnicas de simulac¸˜ao Backward,ForwardePermanence Timeapresentam pouca reduc¸˜ao do erro para resultados com mais de10.000.000(1e+ 07) de amostras, ou seja, a reduc¸˜ao da m´edia do erro relativo ´e praticamente nula quando a ordem de grandeza das amostras coletadas aumenta mais do que isso.

(49)

pro-4.1. ERRO RELATIVO VARIANDO O N ´UMERO DE AMOSTRAS 49 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras Forward Simulation − Modelo ASP

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.1613

0.0505 0.0174

0.0079 0.0063 0.0062 1.0000

0.3814 0.1255

0.0648 0.0789 0.0831

(a) Forward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Backward Coupling Simulation − Modelo ASP

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.1866

0.0526 0.0181

0.0089 0.0075 0.0074 1.2910

0.2862 0.1147

0.0668 0.0488 0.0522

(b) Backward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Permanence Time Simulation − Modelo ASP

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.3740 0.1017 0.0285 0.0110 0.0069 0.0061 14.9475 2.5496 0.1438 0.1034 0.0840 0.0805

(c) Permanence Time

(50)

50 CAP´ITULO 4. TESTES REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras Forward Simulation − Modelo FAS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 1.5330 0.9056 0.2769 0.0967 0.0455 0.0379 52.4735 9.2008 1.7860 0.6074 0.2618 0.1491 (a) Forward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Backward Coupling Simulation − Modelo FAS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 1.4945 0.9176 0.2995 0.1059 0.0494 0.0410 47.2950 11.0172 2.3051 0.8220 0.2830 0.1768 (b) Backward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Permanence Time Simulation − Modelo FAS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 1.2876 0.9986 0.4214 0.1552 0.0582 0.0383 50.0041 21.7341 3.6133 1.6371 0.2895 0.1809

(c) Permanence Time

(51)

4.1. ERRO RELATIVO VARIANDO O N ´UMERO DE AMOSTRAS 51 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras Forward Simulation − Modelo RS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.2422 0.0752 0.0244 0.0079 0.0025 0.0008 1.3856 0.3632 0.1204 0.0367 0.0135 0.0043 (a) Forward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Backward Coupling Simulation − Modelo RS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.2491 0.0763 0.0247 0.0080 0.0025 0.0011 1.3856 0.3802 0.1156 0.0349 0.0133 0.0046 (b) Backward 0.001 0.01 0.1 1 10 100 1000 10000

1000 10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09 1e+10

Erro

Amostras

Permanence Time Simulation − Modelo RS

ERRO MÉDIO ERRO MÁXIMO 0.3151 0.1063 0.0325 0.0110 0.0033 0.0010 2.4080 0.6529 0.1604 0.0466 0.0135 0.0065

(c) Permanence Time

(52)

52 CAP´ITULO 4. TESTES REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS

cessamento que normalmente ´e despendido, visto que para algumas t´ecnicas esse tempo pode ser bastante grande e a reduc¸˜ao do erro pouco significativa. Os tempos de processamento das t´ecnicas de simulac¸˜ao ser˜ao apresentados e discutidos na Sec¸˜ao 4.5.

J´a para o segundo modelo analisado (FAS) pode ser observado um comportamento equilibrado em relac¸˜ao a todas as t´ecnicas aplicadas. No entanto os erros relativos m´edios e m´aximos do modelo FAS s˜ao maiores que no modelo ASP, isso pode ser justificado, pois o RSS do modelo FAS ´e de512

estados, contra 162 do modelo ASP. Acredita-se que devido a esta diferenc¸a no n´umero de estados seria necess´ario uma quantidade maior de amostras do modelo FAS para atingir a mesma precis˜ao obtida com o modelo ASP.

Com relac¸˜ao ao modelo RS, mesmo este apresentando um RSS ligeiramente maior que o do modelo FAS, de636estados (contra512), o mesmo apresenta erros relativos m´edios e m´aximos bem menores. Um dos poss´ıveis motivos que podem ter acarretado neste resultado ´e a influˆencia das taxas de transic¸˜ao que os comp˜oe. Neste sentido, a ocorrˆencia de eventos raros, ou com probabilidades muito baixas de ocorrˆencia, pode ser a causa de discrepˆancias mais acentuadas nos resultados de alguns modelos. A simulac¸˜ao de modelos com eventos de ocorrˆencia rara ´e um tema de pesquisa em aberto, com poucos trabalhos relacionados [24]. No entanto, mesmo esta caracter´ıstica tendo relevˆancia nos resultados, a an´alise da mesma ser´a proposta como um estudo futuro, sendo que n˜ao foram realizados experimentos que avaliem esta propriedade no momento.

Uma caracter´ıstica bastante importante que n˜ao pode deixar de ser mencionada ´e a precis˜ao da t´ecnicaBackward Coupling Simulation. Esta t´ecnica de simulac¸˜ao ´e considerada uma das mais pre-cisas, por coletar amostras mais perfeitamente distribu´ıdas. Por´em, os resultados mostraram que a mesma apresenta ganhos pouco significativos comparada com as demais, onde em praticamente to-dos os casos apresenta erro relativo m´edio maior que a t´ecnicaForward Simulation, com excec¸˜ao do primeiro ponto (1,5330 contra 1,4945) do gr´afico do modelo FAS (Figura 4.2) e do quinto ponto (ambos com erro m´edio igual a0,0025) do gr´afico do modelo RS (Figura 4.3). Vale lembrar que esta ´ultima necessita a escolha de um estado inicial e a definic¸˜ao do tamanho da trajet´oria, ao contr´ario da Backward Coupling Simulation. Al´em disso, se compararmos o consumo de mem´oria, a t´ecnica Back-ward Coupling Simulationnecessita armazenar trajet´orias partidas de todos os estados do modelo, fato

que acarreta um consumo elevado, quando comparada com as outras duas. Alguns estudos recentes vˆem sendo realizados para reduzir esse consumo de mem´oria e acelerar a coleta das amostras atrav´es de propriedades de monotonicidade, conforme visto em Vincent [39]. Por´em, essa propriedade s´o ´e aplicada para uma determinada classe de modelos, atrav´es de t´ecnicas n˜ao triviais.

(53)

4.2. INTERVALOS DE CONFIANC¸ A 53

4.2

Intervalos de Confianc¸a

O Intervalo de confianc¸a [9] ´e utilizado para verificar a variac¸˜ao de cada execuc¸˜ao da simulac¸˜ao, de forma a observar o quanto o resultado de uma execuc¸˜ao difere de outro. Em outras palavras, o intervalo de confianc¸a d´a a margem de erro da simulac¸˜ao, necessitando para isso a realizac¸˜ao de v´arias execuc¸˜oes.

A variac¸˜ao entre os resultados ocorre, pois na simulac¸˜ao as vari´aveis que disparam as transic¸˜oes entre um estado e outro s˜ao vari´aveis aleat´orias definidas por distribuic¸˜oes de probabilidades, con-forme visto na Sec¸˜ao 3.1. Computacionalmente, estas vari´aveis s˜ao definidas por func¸˜oes que re-cebem como parˆametro uma semente, que corresponde a um determinado valor real passado como parˆametro para a func¸˜ao. O uso de diferentes sementes faz com que haja variac¸˜oes entre um resul-tado e outro da simulac¸˜ao, pois serve como ponto inicial para a gerac¸˜ao das vari´aveis aleat´orias. Por este motivo, estas vari´aveis s˜ao na verdade chamadas de pseudoaleat´orias [26], visto que n˜ao s˜ao totalmente aleat´orias, justamente por serem geradas atrav´es de uma func¸˜ao, pelo computador.

Para mostrar este comportamento, foram realizadas 50execuc¸˜oes dos modelos ASP, FAS e RS, utilizando a t´ecnicaPermanence Time Simulation. Feito isso, foi calculado o intervalo de confianc¸a de95%para cada estado em todos os modelos. Em cada execuc¸˜ao foi passado como parˆametro uma semente diferente ao gerador de n´umeros aleat´orios e a m´edia aritm´etica dos intervalos obtidos s˜ao apresentados nos gr´afico da Figura 4.4.

O eixoxdos gr´aficos apresenta a quantidade de amostras coletadas em cada uma das50execuc¸˜oes da simulac¸˜ao, ou seja, 50 execuc¸˜oes com 10.000 amostras, 50execuc¸˜oes com 100.000 amostras e assim por diante, para cada modelo. O eixo y mostra a variac¸˜ao do erro m´edio relativo entre as execuc¸˜oes, onde nota-se a significativa reduc¸˜ao do mesmo `a medida que a quantidade de amostras aumenta no eixox, principalmente para o modelo FAS. Constata-se com isso que a m´edia dos inter-valos de confianc¸a realizada entre os estados de cada modelo, torna-se mais precisa, conforme essas amostras aumentam, visto que um intervalo de confianc¸a menor corresponde a pouca variac¸˜ao entre os resultados de diferentes execuc¸˜oes. Este fato aumenta a credibilidade das simulac¸˜oes conforme aumenta o n´umero de amostras coletadas uma vez que a semente utilizada no gerador de n´umeros aleat´orios passa a influenciar cada vez menos no resultado.

Como a mesma quantidade de amostras foi coletada para as demais t´ecnicas, acredita-se que a variac¸˜ao apresentada nos gr´aficos anteriores seja a mesma para todas elas, n˜ao sendo necess´ario repe-tir o teste para cada uma novamente. Al´em disso, isso seria invi´avel neste momento, visto que as t´ecnicas Backward Coupling Simulation e Forward Simulationapresentam um tempo de processa-mento significativamente superior `a t´ecnicaPermanence Time Simulation, conforme ser´a apresentado na Sec¸˜ao 4.5.

(54)

54 CAP´ITULO 4. TESTES REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS −1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2

10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09

Variação do erro médio relativo

Amostras

Intervalos de Confiança para Permanece Time Simulation

Intervalos de Confiança

−0.093293 −0.030462 −0.009661 −0.003086 −0.000965 −0.000306 0.093293

0.030462 0.009661 0.003086 0.000965 0.000306

(a) ASP com K = 2 e P = 2

−1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2

10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09

Variação do erro médio relativo

Amostras

Intervalos de Confiança para Permanece Time Simulation

Intervalos de Confiança −1.0094

−0.5105

−0.1599

−0.0511 −0.0161 −0.0051 1.0094

0.5105

0.1599

0.0511 0.0161 0.0051

(b) FAS com N = 9

−1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2

10000 100000 1e+06 1e+07 1e+08 1e+09

Variação do erro médio relativo

Amostras

Intervalos de Confiança para Permanece Time Simulation

Intervalos de Confiança −0.113550 −0.035756

−0.011362 −0.003568 −0.001123 −0.000357 0.113550

0.035756 0.011362 0.003568 0.001123 0.000357

(c) RS com P = 10 e R = 5

Referências

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