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ABEn Sergipe: 47 anos de luta e resistência.

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ABEn SERGIPE: 47 ANOS DE LUTA E RESIST�NCIA1

TH E B RAZILIAN ASSOCIATION OF N U RS I NG (ABEn) I N TH E FEDERAL

STATE OF S E RG I PE : 47 YEARS OF STRUGGLE AN D R ES I STENCE

ABE N S E RG I P E :

47

ANOS D E LUCHA Y RES I STEN C IA

Maia Jesia Vieirr Cassia Maia Macedo SIlva Fard

RESUMO: 0 trabalho relata os fatos que contribuiram para a cria9ao da se9ao Sergipe da ABEn, sua trajetoria, sua contribui9ao na forma9ao da imagem cultural da profissao na sociedade sergipana, e suas principais real iza90es, tais como participa9ao na cria9ao e organiza9ao de servi90s e institui90es. Fala tambem de suas d ificuldades, mas principalmente da l uta constante para persistir mantendo seus principios , seu papel na organiza9ao social e cultural da classe, e no servi90 a comunidade.

PALAVRAS-CHAVE: historia da enfermagem, ABEn, organiza9ao em enfermagem

A h i st6ria d a AB E n Sergipe (AB E n-SE , 1 958- 1 970 , 1 985-200 1 ) esta i ntima mente l igada a h ist6ria da E nfermagem e da Saude em Sergipe.

Fatos e circunstancias a nteriores culminara m com a cria9ao desta se9ao, q u e passo u , entao a coordenar, d a i para adiante, os desti n�s , e ate a vida social dos profissionais da E nfermagem no Estado.

Estes fatos e circu nsta ncias podem ser s istematizados, segu ndo pesq u isas feitas, da forma como d iscorreremos a segu ir:

Ate 0 ana de 1 93 1 , a saude em Sergipe se direcionava a a90es de vigilancia sanitaria e combate a doen9as pestilenciais.

A reorganiza9ao do Departamento Nacional de Saude, na capital Federa l , a cria9ao da Escola d e Enfermagem de D N S P, e a repercussao q u e estava tendo 0 servi90 prestado por estas enfermeiras no combate as epidemias e na organiza9ao das U n idades de Saude do Rio de Janeiro , fez com que outros Estados procu rassem enfermeiros formados por esta Escola para i ntegrarem os seus q uadros.

Pelo decreto de 1 6 de maio de 1 93 1 cria-se 0 Departamento de Saude Publica de Sergipe, sendo seu coordenador 0 Dr. Jose Rod rigues Bastos Coelho, que con hecendo 0 trabalho das enfermeiras a n ivel naciona l , e i ncentivado pelo Dr. S i meao Vieira Sobra l , come9a a enviar, a partir de j u n h o de 1 93 1 , jovens serg i panas para a Escola de Enfermagem Anna Nery, p a ra q u e

realizassem sua forma9ao superior, e voltassem para organ izar 0 Servi90 de Saude do Estado. A primeira enfermeira profissional do Estado de Sergipe foi D . Opelina Rolemberg , que ap6s conclusao do seu curso foi convocada a i ntegrar 0 quadro do M i n i sterio da Saude, no Rio de Janeiro , ficando a disposi9ao d a Escola An na Nery, como i nstrutora d e a l u na s , somente vindo para Serg i pe em 25 de novem bro de 1 93 7 , a p6s insistentes solicita90es do Departa mento de

1 Conferenda profeida durante a Semana da Enfermagem, em Sergipe, 2001.

2 Enfermeira, professora adjunta doutora do Depatamento de Enfermagem e Nutt;ao do Centro de Ciencias Biol6gcas e da SaJde da Universidade Federal de Sergipe.

3 Enfermeira, professora assistente mestra do Departamento de Enfermagem e Nutiyao do Centro de Ciencias Bio/6gcas e da SaJde da Universidade Federal de Sergipe.

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ARO N E , E . M. et aL

Saude Publica d este Estado, ao M i n i sterio d a Saude e a Escola d e E nfermagem Anna N e ry. Aq u i chegando, organizou 0 servi;o de visitadoras san itarias, treinando e coordenando, desde entao, as principais a;6es de saude, tendo posteriormente prestado servi;os tambem no Estado de Alagoas , e retornando depois para esta cap ita l .

E m outra vertente da h ist6ria , registra mos a cria;ao, e m 1 926, do Hospital de Cirurgia , que em pouco tempo passou a ser u m H os pital Gera l , sob a coordena;ao do Dr. Augusto Leite , passando depois aquele a denominar-se Funda;ao Beneficente H ospital de Cirurgia . Em 1 950 e criado neste mesmo Hospital uma Escola de Auxiliares de E nfermagem, tendo sido sua pri meira d i retora , Isabel Colq u ho u n Mac I ntyre , por ind ica;ao do Servi;o Especia l de Saude Publica, hoje FNS. Em maio de 1 95 2 , i ncorpora-se ao quadro d e enfermeiros do Hospital a Enfermeira Carmem Siqueira Agu iar (Carme m Aguiar N ovais), que passa tambem a fazer parte do trabalho de organiza;ao da Escola, sendo sua vice diretora . A Escola iniciou suas atividades em 1 5 de agosto de 1 952 .

N este mesmo ana 0 Servi;o Especial d e Saude Publ ica - S E S P ( F N S ) estabelecia u m grande plano de assistencia a o interior do Estado, encaminhando enfermeiras para este servi;o.

Os fatos relatados , com a conseq u e nte vinda d e outras enfermeiras para 0 Estado, levaram a q u e se man ifestasse a necessidade d a cria;ao d e uma associa;ao q u e servisse de base tecnica , social e organ izativa para os profissionais.

E m 1 2/04/ 1 954 0 gru po de enfermeira s , presidida por I sabel C . Mac I ntyre , diretora d a EAE do Hospital de Cirurgia, cria a diretoria provis6ria da ABEn Sergipe com 0 fim de organiza­ la e eleger sua d i retoria . Um mes depois tomou posse a 1 a d i retoria , tendo como presidente Opelina Rolemberg . Oeste ponto em d i a nte, a h ist6ria da ABEn Serg i pe se confu nde com a hist6ria da Enfermagem em Sergipe, pois todas as iniciativas partiam ou se faziam acompanhar da Associa;ao.

Percebe-se desde as primeiras atas que desde 0 i n fcio a ABEn tinha como preocu pa;ao o a pri moramento de seu quadro associativo e de todos os ocu pacionais da enfermagem. Preocu pava-s e , tambem com a vida social de seus membros , apoiando, fazendo-se presente , seja as alegrias, congratula;6es, seja as doen;as, prestando solidariedade. E frequente, cita;6es em ata , de casamentos , nasci mento de fil hos , viagens de estudos e a perfei;oamento , como tambem doen;as de enfermeiros e seus familiares, sol icitando-se dos colegas que visitassem , ou q uando necessario, que se revezassem na assistencia ao doente.

A Semana de Enfermagem sempre foi 0 ponto alto das atividades da ABEn Sergipe. Ano ap6s ano, ha registros de atividades cientffico-cu lturais visando 0 crescimento profissional do grupo: palestras, cursos , ativid ades sociais como festa s , bailes, d esfi les de mod a , bem como uma oportunidade de d ivulgar a profissao. Ha reg istro d e organiza;ao de vitri nes nas lojas de maior destaque no comercio da capita l , tais como "Dernier Cri", "Casa Aurora", "Galeria Cruzeiro" e outras, no sentido de fazer 0 marketing e com isto mostrar a popula;ao as principais atividades, real iza;6es e campos de a;ao da Enfermage m . Podemos d izer que estas a;6es nos primeiros tempos da ABEn, corresponde a d ivulga;ao q u e hoje fazemos nos Shopping Centers , para que a popula;ao conhe;a e valorize a profissao.

Outra a:ao registrada com m u ita e nfase refere-se as palestras q u e eram feitas nas escolas de segundo gra u , de Aracaj u , a respeito da profissao, no sentido de incentivar as jovens a escol he-Ia . M u itas enfermeira s , hoj e , se referem a estas palestras como a fonte de conhecimento da profissao que possibilitou a forma;ao da imagem e a motiva;ao para a escolha, como demonstra m em suas man ifesta;6es: ( /eira, 1 998)

Ela mostrava a lado humano, uma opotumdade que voce tinha de seNti ao proximo. Ao mesmo tempo ela misturava, proissao e religiao. Era uma comunhao com Deus, que na reatdade e bem diferente. la pintou uma poissao de sonho. E nao sei com a que me encantei e fui atras desse sonho. Realize, mas acabei descobindo que ele nao era tao

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Associay80 Brasileira de Enfermagem . .

cor de rosa quanta a gente imaginava . .. (Anete) .

. . . enteo essas pessoas me seviram, assim de modelo . . . elas nem me conheciam, eu tambem neo tinha aproxima;eo com elas, mas s6 de ver e ouvr as pessoas falarem sobre 0 que elas fala vam e faziam no hospdal.. "las fazem isso . . . fazem aquilo ... (Aurora) .

. . . As pessoas elogiavam, principalmente as professoras, que eram t/das como lideres, como comandantes de grupos de trabalho. Enteo eu procurava me /dentificar com elas. . .

um dia eu vou seruma enfermeira como essas pessoas ' . . . (Au rora ).

Alem desta orienta:ao, as enfermeiras se d i s p u n h a m a esta belecer os contatos com as Escolas de E nfermagem, no sentido d e enca m i n h arem as ca ndidatas para a real iza:ao do

concurso vesti bular, bem como a orienta:ao sobre 0 i nternato , ja q u e teriam q u e resid ir fora de

seu Estado .

M u itas foram as serg i panas a ingressarem na carreira a partir d esta i n iciativa d a s s6cias d a AB E n Sergipe.

E ntreta nto , a ma ioria delas nao retornava ao seu Estado, conseg u i ndo emprego nas cidades onde concl u i a m 0 seu curso. M u itas se projetara m em servi:os, escolas, se:oes estaduais ou d i retoria centra l das associa:oes , coordena:oes de Servi:os, sendo freq uente, a i nd a hoje, 0 reencontro e a identifica:ao d e conterraneas, e m q u alq uer espa:o onde haja enfermeiros. E n q u a nto isto , Serg i pe carecia de profissionais, e os trazia , ta mbem de outros Estados .

Voltando as comemora:oes da semana de enfermagem, no que se refere ainda a produ:ao cie ntlfica, as e nfermeiras , nao s6 se preocu pava m em a presentar trabal hos no ambito da Associa:ao, mas ta mbem, em d ivu lga-Ios na m i d i a . Reg istra-se, no Jorn a l "A Cruzad a", de maior veicula:ao na epoca, 1 959, dois tra balhos p u b l icados por e nfermeira s : "A enfermeira e seus con h ecimentos tecn icos , cientificos e morais", e em outra edi:ao, no mesmo ano, " E nfermagem no choq u e vascu lar periferico". Ambos os tra b a l hos fora m escritos por Maria Jose dos Santos, havendo u ma comissao encarregada de avaliar os trabalhos a serem publicados (ata ABE n-Se de 0 7 . 04 . 1 959). Estes tra balhos era m , tambem , apresentados no Centro de estudos do Hospital Cirurg i a , conj u nta mente com tra bal hos d e outros profissionais de saude.

Alem d isto , havia ta m bem u m a enfermeira , Acacia Maria , q u e era rad i a l ista , e q u e tinha u m programa na " Rad io C u ltura", e que, nao s6 d ivulgava a profissao , mas ta mbem, d u rante a Semana da E nfermagem, colocava 0 progra ma a disposi:ao d a ABEn-Se.

Havia comissoes enca rregadas d e cada um d estes trabalhos, o u sej a : organ izar as vitri nes, org a n izar as palestras nas escolas, ava l i a r os trabalhos, etc.

E m re l a : a o a s co n d i :oes d e tra b a l h o e s a l a ri o s , h a r e g i stros c o n sta n tes d e encaminhamentos de solicita:oes de enq uadramento fu ncional dos enfermeiros a n ivel estadual, acompanhando 0 movi mento q u e era feito , ta mbem , a n ivel nacion a l , bem como visitas a Oelegacia Regional do Tra balho no sentido de que fosse atendida a legisla:ao quando da cria:ao de cargos nas institu i:oes . Em rela:ao aos ambientes de trabalho era m feitos , tambem, oficios as institui:oes empregaticia s , escla recendo sobre a natu reza do tra b a l ho de enfermagem, e sobre 0 risco das longas jornadas d e tra b a l h o , bem como sobre 0 uso indevido do titu lo de enfermeiro , posicionando-se q u a nto a avalia:ao q uando d a admissao de novos contratados . J a em 1 959 havia discussoes sobre sind icalismo, e so bre a n ecessidade de cria:ao d e uma se:ao sindica l no q u adro d a AB E n . Varias palestras fora m feitas , e o Congresso Brasileiro de E nfermag e m , neste ano, teve como tema centra l sind icalismo.

E m 1 96 1 a se:ao conseg u i u a pro m u lga:ao d a lei esta d u a l nO 1 00 3 , q u e pro i be 0 uso indevido do titu lo de enfermeiro, no Estado. N este mesmo ana foi reconhecida como de utilidade

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ARO N E , E . M . et aL

publica ( CaValho, 1 97 6 ) .

Em 1 962, a pos muitas gestoes a n ivel nacional, a enfermagem foi finalmente enquadrada no nivel s uperior.

No perfodo de 1 965 a segao teve d ificu ldade de eleger uma presidente , tendo uma del as recusado ass u m i r 0 cargo a pos eleita ( motivo nao reg istrado) , fazendo-se a seg u i r uma outra eleigao, onde assume a presidencia Osa Maria Machado de Araujo, contra sua propria vontade . Durante esta gestao registra-se a doenga , e a seg u i r 0 falecimento de Opelina Rolemberg , s u a primeira presidente , em 0 5 . 04 . 1 966 , no R i o de Ja neiro .

N a gestao seguinte, sendo presidente Carmem Aguiar Novais, houve d iversas denuncias de pessoas que se fazia m passar por enfermeiros , e a vigilancia da segao foi redobrada nesse sentido.

Em 1 967 desenvolve-se em todo 0 pais a campanha para angariar fundos para a construgao da sede da Aben Centra l , em Bras i l i a , e a segao Serg i pe se empenhou com m u ita garra neste movimento , consegu i ndo contri bu igao sign ificativa , a pesar do seu peq ueno numero de socias. o periodo seg u i nte foi u m periodo d iffcil para a ABEn Sergipe, pois a existencia de 0 3 chapas concorrentes a sua d i retoria fez com que houvesse d isputas pessoa is e formagao de g ru pos concorrentes , 0 q u e levou m u itos socios a se afastarem da mesma.

E m abril d e 1 969, tendo D . Waleska Paixao se a posentado como d iretora da Escola de Enfermagem Ana Nery, veio residir e fazer u m trabalho vol u ntario em Sergipe, i ntegrando-se, desde entao ao q uadro de socias da ABEn , participando de seus trabalhos, e sendo, mais tarde eleita , tambem presidente da segao.

A demanda por enfermeiros crescia nos servigos d e saude, os enfermeiros eram sobrecarregados d e atividades, havia carencia de profissionais, ao tempo em que, dos que se deslocava m para fazer 0 curso em outros estados , poucos era m os que retornava m .

A A B E n - S e i niciou entao s e u s estudos e d i scussoes c o m vistas a i m pla ntagao de u m curso d e Enfermagem na U niversidade Federal de Sergipe, 0 q u e contou c o m a aqu iescencia do entao d iretor d a faculdade de Ciencias Med icas da U n iversidad e , mu ito embora houvesse posigoes contra rias no ambito da propria associagao. Foi formado um grupo de trabalho, q u e a presentou u ma exposigao de motiv�s, com base na carencia de profissionais para os servigos de saude do Estado, mas, tambem, na demanda de candidatos ao curso em outras escolas do pa is, fato comprovado por dados de q u atro Escolas pesq u isadas , onde havi a , na epoca , u m total de 8 4 estuda ntes procedentes do Estado d e Sergipe.

Este estudo ia ao encontro de u m levantamento feito pelo M i n isterio de Educagao e Cultura , sobre mercado de trabalho para as varias profissoes de saude em todo 0 pa is, resu ltando entao na autorizagao da criagao do curso de Enfermagem , com 20 vagas, 0 que se deu em 1 71 09/1 975, rea l izando seu primeiro vestibular em janeiro de 1 976 .

Ate este momento, as agoes profissionais eram fiscalizadas pelo antigo Conselho Estadual de Medicina e Farmacia .

C o m a pro m u lgagao da l e i q u e cria 0 sistema COFEN ICO R E N S , a A B E n - S e , d a

mesma forma como aconteceu n o s outros Estados, foi constitu ida uma j u nta provisoria c o m 0

fim de organizar 0 Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe, e eleger sua primeira diretoria.

A posse se deu em 30/1 0/1 975, contando Sergipe naquela ocasiao com 5 0 enfermeiros inscritos

no sistema .

ABEn e COREN Serg i pe trabalhavam entao sob estreita cola boragao, agora acrescido do Departamento de Enfermagem da U F S , e da Escola de Auxi liares de Enfermagem Augusto

Leite , q u e tinha side seu bergo desde 0 i n icio.

Os cursos, jornadas e outros eventos eram promovidos conjuntamente, havendo somagao de esforgos no sentido de mel horia da q ualidade das agoes desenvolvidas, e na reivi nd icagao de mel horias e d i reitos conqu istados.

A partir da decada de 1 980, inicia-se a nivel nacional um movimento que visava democratizar

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Associa;;ao B rasileira de E nfermagem . .

a Associa�ao, a proxima-Ia mais d e s u a base , a o mesmo tempo em q u e tentava desatrela-Ia das institu i�6es de poder, para garantir maior liberdade de a�ao. Este, denominado Movimento Participa;ao, recebeu 0 a poio da grande maioria de socios da ABEn Serg i pe , q u e compos sua chapa as elei�6es em curso dentro destes principios. Por decorrencia de problemas no envio dos resu ltados do processo eleitora l , este foi tota lmente impugnado no Estado de Sergipe, como tambem acontecera em outros Estados onde houve ganho da chapa do Movimento Partici pa�ao, e embora va lido e leg iti mo 0 processo, a AB E n Central nao reconhecia a nossa d i retoria regiona l , ass i m como outras em iguais condi�6es .

I sto causou enormes problemas, pois neste periodo realizava-se 0 2° Encontro Regional

de Enfermagem do Nordeste , e era m recebidas consta ntes amea�as da d i retoria Central de que nada se poderia rea liza r em nome da ABEn. A esta altura , com todo 0 comprometimento ja assu mido, resolveu-se enfrentar todas as amea�as e realizar 0 Encontro , de 24 a 27 de abril

de 1 98 5 , que represento u , nao so na h istoria da ABEn Serg ipe u m importa nte marco , mas

ta mbem foi 0 Forum de a rticula�ao de representantes de d iversos Estados para as propostas de resolu�ao dos entraves a n ivel centra l , 0 q u e aconteceu , no mesmo ano, na Assembleia de delegadas em Recife , de 1 7 a 22 de novembro.

E

i mportante registrar q u e , pressionadas a realizar outra elei�ao, sob pena de nao ter

acesso a Assembleia N acional d e Delegados, onde aconteceriam as negocia�6es , a ABEn Sergipe, num gesto de coerencia e uniao, referendou , por aclama�ao a mesma d i retoria anteriormente eleita , e mbora sou besse que sua presidente , Prof. Maria Augusta S i lva Cruz,

teria d ificuldades de assu mir 0 mand ato, a esta altura , pelo fato de estar assumindo a Pro

Reitoria de assuntos estudantis da U n iversidade Federal de Sergipe. Mesmo assim, deliberou­ se pela permanencia de sua vice presidente eleita , tendo a d i retoria , como um todo , assumido conju ntamente os encargos d a se�ao.

A realiza�ao do E N F NORD ESTE, alem de ser u m momenta de crescimento do grupo, trazia , tambem, i mbutido na pretensao da d i retoria e outros socios , a possibilidade de poder, apos 0 mesmo, adquirir u m imovel q u e pudesse se transformar em sede propria da AB E n , ja

q u e a mesma n u nca tivera seu espa�o , vez q u e 0 red uzido n u mero de socios , d iferentemente

de Estados de maior popu la�ao de profissionais, nao possi bil itava esta aqu isi�ao. Os fatos relatados i nviabilizara m a ca pta�ao de verbas de orgaos e Empresas, nao sendo possivel , portanto , a realiza�ao do sonho.

A gestao seg u i nte , sob a presidencia d a Prof. Maria Jesia Vieira , caracterizou-se pelo incentive a produ�ao cientifica , pela apresenta�ao de trabalhos e conferencias durante a reuniao mensa I da ABE n , e conjuntamente com sua coordenadora da comissao de atividades cientificas e documenta�ao, Sra . I rene Alves de Deus, q u e foi a seguir a proxima presidente, fora m promovidos cursos de metodologia do trabalho cientifico, prod u�ao d e trabalhos, e a ABEn

Sergipe teve 0 prazer de voltar do Congresso Brasileiro de Enfermagem de 1 989, em Belem do

Para , ostentando dois premios a n ivel nacional pela q u a l idade dos trabalhos cientificos apresentados. Os trabalhos premiados foram: Riscos ocupacionais em UTI X prote�ao especifica, de autoria de Maria da N atividade Abreu da Costa e I rene Alves de Deus , e Laqueadura tu baria : controversias eticas, morais, fisicas e psicologicas, de autoria de Isabel Cristina Andrade Sirqueira, Ana Lucia Araujo Caxico, I rene Alves d e Deus, e Mary Celia S ilva Santos .

Nesta gestao, ainda , foi i n iciado 0 primeiro ante projeto de Reconstitu i�ao Historica da Enfermagem em Sergipe, que naquele momenta nao foi levado a efeito, so tendo-se iniciado em 1 993, atraves de u m projeto do Departamento de Enfermagem e N utri�ao.

Vale ressaltar a q u i a d ificu ldade q u e se tem tido de traba lhar este resgate h istorico, em vista d e mu ito do acervo d a ABEn ter-se incorporado ao acervo da Escola de Auxi liares de Enfermagem Augusto Leite, pela estreita liga�ao que sempre houve entre as duas d i retorias, tendo este acervo sofrido uma grave perda quando da transferencia das dependencias daquela Escola para u m novo pred io, sendo entao, muita coisa destru ida como "coisa velha".

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ARO N E , E . M . et a l .

Outra perda foi motivada pelas cond igoes precarias d a sede adquirida em 1 990, fato observado quando da transferencia do acervo para a nova sed e , tendo-se entao verificado a deterioragao de mu itos l ivros e pastas, sem condigoes d e recuperagao. Alem d isso , existe u m livro de atas, unica fonte documental d o perfodo de 29.09 . 1 970 a 3 1 . 0 1 . 1 985, que nao foi localizado d u rante 0 perfodo da pesquisa.

E m todos os perfodos pesquisados, entreta nto, seja nos reg istros ou nos depoi mentos , ha sempre a luta pela aquisigao da sed e , a d ificu ldade d e a u mento d o quadro de socios , a

conti nuidade das l utas , a partici pagao nos traba l hos e eventos locais, regionais e nacionais, 0

incentive a prod ugao cientifica , tendo-se registrado em 1 997 e 1 999 mais dois premios a n ivel

nacional por trabalhos apresentados em Congresso , e a i ntegragao aos objetivos da categoria e dos trabalhadores em gera l .

Apos tantas lutas, finalmente em, 2 6 de agosto, de 1 99 8 , na gestao da presidente Prof.

Alzira Maria D'avila N eri Gui maraes, a ABEn Serg i pe esta belece com a Prefeitura M u n icipal de Aracaj u u m convenio de prestagao de servigos que Ihe possi b i litaria nao so 0 aumento de seu quadro de socios , ja que todos os prestadores de servigo seriam socios da ABEn Sergipe, mas tambem, em conseq iencia d i sto , na gestao da presidente Prof. Cassia M aria Macedo S i lva Faro foi poss ivel adqu irir e ma nter ate hoje sua sede propria , inaugurada em 1 2 de maio de

2000.

E, ass i m , seg ue ate hoje, a ABEn Sergipe, peq uena em d i mensoes matematicas, mas grandiosa em luta , resistencia, perseveranga , forga , seriedade e q ualidade naquilo que se propoe e/ou que sente necessario empreender.

ABSTRACT : This work outlines the facts that contributed for the creation of the Brazi lian Association of N u rsing in Sergipe. It reports the trajectory, contributions and main accomplishments of ABEN in that state , pointing out its participation in the foundation and organization of services and institutions. The study also mentions the dificulties faced by ABEn-Sergipe, but mainly, it emphasizes the struggle of the association for maintaining its principles, its role in the social and cultura l organ ization of the syndicate , and the availabil ity of the nursing service for the commun ity.

KEWORDS: ABEn-Serg i pe, h istory of n u rsing .

RESU M E N : EI trabajo relata los hechos que contribuyeron para la creaci6n de la secci6n Sergipe de la A B E n , su trayectoria , su aporte para la formaci6n de la i m agen cultu ral de la profesi6n en la sociedad de Serg i pe y sus principales real izaciones , tales como participaci6n en la creaci6n y organ izaci6n de servicios e instituciones . Trata tambien de sus d ificultades, pero -principalmente­ sobre la lucha constante para seguir manteniendo sus principios, su papel en la organizaci6n social y cultural de la clase y en el servicio prestado a la comunidad.

PALABRAS CLAVE: ABEn Sergipe, historia de la E nfermeria

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