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Macroeconomia Kaleckiana

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Academic year: 2017

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N9 102

MACROECONOMIA. KALECKIANA RUBENS P, CYSNE

OUTUBRO/8 7 r

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^^

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(3)

INDI CE

I

II

-INTRODUcAO ...

ECUNOMIA FECHADA E SEM GOVERNO ... 9

II.1 - A Determinagio dos Lucros e do Produto ... 9

I1.2 - Um Modelo do Determ.inagao da Renda ... 14

III - ECONOMIA ABERTA E COM GOVERNO - CASO GERAL ... 21

I1I.1 - A Deterrninagao dos Lucros e a Igualdade Ex--Ante Entre Poupanca e Investimento ... 21

111.2 - A Participagao dos Sa1.arios no Valor Agrega-do da Produgao ... 25

111.3 - A Determiriagao do Produto de Equilibrio Num Modelo Mais Abrangente ... 28

IV - TOPICOS ADICIONAIS ... 34

IV.1 - 0 Pri.ncipio do Risco Crescente ... 34

IV.2 - Os Determinantes do Investimento Privado ... 35

IV.3 - Os Efeitos da Queda do Salarios Nominais ... 37

V - EXERCTCIOS ... 42

VI - S0LUQAO DOS EXERCICIOS ... 50

VII - RLP R1?NCIAS BIBLIOGRTFICAS ... 52

(4)

I - INTRODUcAO

Duas hipoteses distanciam os resultados basicos oh

tidos na linha de raciocfnio kaleckiana daqueles relativos ao modelo keynesiano simplificado: a troca da hip6tese de uma eco-noinia competitiva pela suposigao de uma economia oligopolizada e o estudo, conjuntamente a determinagao do produto e do emprego,

da distribui.c:ao de renda entre capitalistas e assalariados.

A primeira diferenga implica na substituigao da curva de oferta agregada(1)

Y = h(P/s) , h' > 0 (1)

onde Y = Produto

P = Nivel de Pregos

= Salario Nominal (Incluindo tambe"m os ordenados) pela sua semelhante:

s(l+m) P =

-b (2)

sendo b a produtividade media da mao-de-obra (suposta constante) e in a razao entre a remuneragao ao capital e os custos de mao-de -obra (exclui-se aqui a utilizacao de outros insumos variaveis ra fmcao do producio). Como veremos na proxima segao, a equagao (2) traz implicita dentro de si a participagao dos assalariados e dos ca-pitalistas no total da renda.

(1) A deduSao dessa equacao e` efetuada na seSao IV.3.

(5)

que, enquanto a primeira implica necessariamente, seguindo a ris

ca o contexto neoclassico, uma relagao decrescente entre o sala rio real (s/P) e o produto e o emprego, a segundo no postula, a

1)

priori, nenhuma relacao Besse tipo (

quagao (2) na descricao do lado da oferta da economia e a intro-dugao da aliquota de mark-up (in) conio uma vaiiavei exoc;ena adi-cional para utilizagao na estatica comparaLiva do modelo. Ela sera fundamental na determinagao da distribuigao de renda e, con sequentemente, do nivel de demanda agregada e do produto.

Como se supoe usualmente que a propensao marginal a consumir dos capitalistas seja inferior a dos assalariados, uma diminuigao de aliquota de mark-up, reduzindo a participacao dos capitalistas na renda (embora no o total de seus lucros, ccxno Kalecki faz qucstao de salientar) , atunenta a demanda e o produto de equil.ibrio. Conti se rostra na segao 11.2, o resultado seria exatanente o oposto se os

canitalis-tas apresencanitalis-tassem um maior consumo marginal sobre a renda do que os assala-riados. Conclui-se ainda na segao 11I.3 que a iritroducao de um insumo lirpor tado exige qualificagoes adicionais sabre esse resultado. Nesse caso, uma maior propensao a consumir por parte dos tra-ibalhadores passa apenas a se cons tituir em condigao neoessaria, mas nao mais sufi_ciente, para que se verifique a cor_reiagao negativa entre in e Y.

0 estudo conjunto da distribuicao de renda e de-terminagao do produto se da, por sua vez, em duas etapas. Do la do da demanda, dividese o consumo entre consumo dos assalar_ia -dos e consumo -dos capitalistas. Usual.mente admite-se quc os pri

(6)

.3.

meiros nada poupem e que os segundos destinem uma parcela desuas

rendas (lucros) a poupanca. No "steady state" essa hipotese 1mpl.i_

ca que todo o investimento seja efetuado pelos capitalistas,pois caso contrario o endividamento dos assalariados tenderia a infi nito.

No tocante a alocarao da renda, a par_tigao keyne-siana da renda bruta do setor privado entre renda bruta disponi-vel das empresas e renda pessoal disponidisponi-vel e substituida pela pa.rtirao renda dos capitalistas X renda dos assalariados (ambas disponiveis, isto e, apos o pagamento de impostos). Trata-se de uma mudanga no.parametro classi_ficatorio, partindo-se da pergunta "o agente economico em questao participa ou nao do processo pro-du.tivo da economia?" a questao "a maior parte das rendas desse a gente provem de salarios ou da remuneragao ao capital?" A res-posta aprimeira dessas quest6es da origem a dicota'nia famflias Xerr resas,en-quanto que a segunda divide o setor privado em capitalistas e as salariados. Trata-se entretanto, do mesmo universo, qual seja, o setor privado da economia.

(7)

so-bre o nivel de i.nvestirnento

,

isso nao se des nor descuido ou omis

sao, mas sim devido ao fato desse actor considerar o

investimen-to praticamente insensivel a taxa de juros de curinvestimen-to prazo

(remu-ner.acao de renuncia a liquidez). De fato, fica bem claro, por

exemplo, no capitulo 6 da Teoria da Dinamica Economica, originaal

mente publicarla em ingles, em 1954, que Kaleck;i se mostrava

per-feitariente consciente do efeito positivo do volume de transagoes

(dada a oferta monetaria) sobre a taxa de juros de curto prazo. Se o investimento fosse considerado fungao decrescente dessa va-riavel, isso implicaria na necessidade da determinagao simulta-nea do juros e do produto . Kalecki , entretanto , nao precisa en-veredar por esse caminho , pois no incorpora em sua analisc essa

ultima hip6tese.

E interessante ressaltar que o modelo keynesiano

sirnplificado corresponde na verdade a um arcabougo em

discordan-cia com as hipoteses trabalhadas na Teoria Geral. Keynes no su

gere que o investimento seja insensivel a taxa de juros. Suas concepgoes de inocuidade da interagao com o setor monetario na

determinagao do produto e do emprego referem-se ao caso dc' arma-dilh.a de liquidez, em que, por considerar-se a demanda por moeda infinitamente sensivel a taxa de juros , esta mantc:m-se cons t.ante . Assim, tudo se passes como se o investizncnto fosse insensivel aos

juros (como se admite no modelo simplifi_cado), embora nao seja

esta exatamente a hip6tese keynesiana . No contexto kaleckiano, entretanto, & exatamcnte essa hipotese quce desvincul.a o seu ra-ciocinio da necessidade de interagao com o setor monetariio. Da

(8)

.5.

xa de juros. Na terminologia desenvolvida por Hicks e Hansen, isso equivale a urna IS vertical.

Tanto os modelos de. determinagao da renda keynesia

.no comp o kaleckiano, entretanto, apresentam uma limitacao que

em hip6tese alguma deve ser esquecida quando da conducao de poll

tica economica. Tratam-se ambos de formalizacoes de ideias elaboradas

durance um periodo no qual o grande objetive dos economistas era explicar e eliminar um periodo de grande recessao da atividade e conomica. As hipoteses de rigidez de salarios nominais implicam, se utilizarmos a equagao (2) (o que esta de acordo com a econo-mia kaleckiana, mas nao com a keynesiana, embora muitos tex-tos a assumam implicitamente ao desenvolver o modelo IS-LM com um nivel de pregos exogenamente determinado) numa oferta de bens e servi_qos totalmente el5stica ao nivel de precos

b

o que, obviamente; e incompativel com a dinamica salarial que se encontra na maior paste dos paises, e, particularmente,no Brasil.

(9)

0 restante desse artigo divide-se em quatro partes.

Na prirnezra (seca.o II), tr.abalha-se com tuna economia fechada e

sem governo, utilizando-se o principlo da demanda efetiva e a

tautologia produto = renda part a determinaca.o do produto e dos

lucros que equilibram a demanda e a oferta de bens e servicos. A

divisao da economia em tres departamentos, refletindo um

empres-timo kaleckiano a teoria marxista, e tambem apresentada em seu

resultado basico: o fato de que os "fatores de distribuicao da renda" e a

pro-ducio apenas dos depart-amentos I e II ou seja, dos gastos totais dos

capita-listas, serem suficientes para a deternninacao da producao do departam?nto de

bens de consumo para os assalariados e, consequentemente, do produto total da'economia. Inclui-se ainda nessa secao um modelo de

de-termi.nacao da renda que capta os principais resultados do

racio-cini.o kaleckiano (excluindo-se apenas a dependencia da participa cao dos salarios na renda da razao entre o precos das

mate"rias-primas e da unidade de salario, bem como da composigao indus-trial, o que e deixado para a secao III).

A segao III estende a funcao de produrao ao caso da utilizagao de um insumo importado, captando as resultados ka-leckianos relativos a utilizacao conjunta de capital, trabalho e materia-prima. Tamb6m numa tendencia a maior gene rali_zarao pos

sive]., toma-se uma economia aberta com governo , admitindo-se ain da que os trabalhddores possam ter uma propensao marginal a con-sumir inferior a unidade . Nesse ponto, v5rios dos resultados

tradi_cionais do modelo kaleckiano passam a ser enunciados na condicional, o que em muito contrihui para a analise das

(10)

.7.

A secao IV trata de alguns topicos especiais,

in-cluindo o estudo da funsao investimento, dos efeitos da queda de

salarios nominais, bem como a definicao do "principio do risco

crescente".

Per ultimo, a secao V resolve alguns exercicios de

provas passadas do Concurso Nacional de Selecao ao Mestrado em

Ecoriomia da ANPEC.

Nos topicos IV e VI, os simbolos R.O. e R.T. sao utilizados para denominar "Referencia Original" e "Referencia no Texto". As referencias no original se referem aos livros (L) de Kalecki :

L 1 "Teoria da Dinamica Economiaa". Sao Paulo, No va Cultural, 1985, publicado na Se`rie "Os Eco nomistas".

L 2 "Crescimento e Ciclo das Economias Capitalis-tas". Sao Paulo, Ilucitec, 1977.

As referencias no texto sao efetuadas tomando-se como base a classificarao das segues de I a VI aqui efetuada.

Esse ensaio teve como objetivo original resumir as ideias de Kalecki a respeito das economias capitalistas de uma forma direta e estilizada, visando principalmente a atender aos alunos em pr_epar.a^.ao para a prova de macroeconomia de selegi-io ao mestrado em economia da ANPEC. Para esses, a leitura da secao 111. 3 e dispensavei.. Todas as outras, entretanto, foram or.dena-das tomando-se como base a necessidade de elementos para a

(11)

Cabe aqui uma observagao sobre a terminologia

Ka-leckiana. Esse autor se refere aos custos diretos como o total dado pelo pagamento de salirios e custo das materias-primas. Os custos indiretos sao representados pelos juror, alugueis (renda dos capitalistas exceto os lucros) e ordenados (renda dos assala riados exceto salarios). Os termos "renda total dos

canitalis-tas" (que engloba os lucros, juros e alugueis) e "lucros brutos"

sao utilizados como sin6nimos. Assim,

Lucr_os Brutos (ou Renda dos Capitalistas) = Lucros+ Juros + Alugueis + Depreciagao

E, pelo que vimos acima,

Custos Diretos = Salarios + Custo das Materias-Primas

Custos Indiretos = Ordenados + Juros + Rendas de Aluguel

(12)

.9.

II - ECONOMIA FECHADA E SE M GOVERNO

1-1.1 - A l eterminl:ac,,AC dos L,u o e co Produto

De forma similar u Keynes, Kalecki admite que o pro

duto se determine pela demanda ex-ante, da forma:

Y = CK + CW + I (3)

onde CK e Cw representam, respectivamente o consumo dos cap.ta-l.istas e trabalhadores, e I o investimento planejado. 0 pro du-to da crigem a uma renda de igual valor, que supostamente se dis tribui entre capitalistas e assalariados. Assim, fazendo L re-presentar renda dos capitalistas e Wi a renda dos assalariados, temos:

W + L = Y (4)

De (3) e (4), conclui-se que:

W + L CK + cw + I

Se essa equacao for utilizada para a determinagao de L, teremos

L = CW - W + CK + I

Fazendo SW representar a poupanca dos assalariados,

(13)

L = CK + I - Sw

que corresponde a equacao de determinagao de lucros numa

econo-mia fechada, e sem governo.

Quando se admite que os trabalhadores gastam o que

ganham (ou sej a, Sw = w - Cw = 0) , conclui-se que os capitalistas ga

nham o que gastam. De fato, nesse caso, tem-se

L = CK + I (5)

ou seja,.a renda dos capitalistas se iguala ao total de seus gas tos em consumo e investimento (por hipotese, os assalariados na-da investem).

Trabalhando numa linha tambem utilizada por Marx, Kal.ec]ci em algumas analises divide a economia em tres departamentos. 0 pri meiro produziria bens cl< capital, o segundo bem de consumo Para os capitalistas e o terceiro bem de consumo para os assalariados., Supondo que cada um produza tambem a materia-prima necessiria a elaboray ao do produto final, o valor adicionado se confunde com o valor da produgao. Para um determinado periodo de tempo, pole mos entao esquematizar o processo produtivo da seguinte forma:

I II III TOTAL

L1 L2 L3 L

wl w2 w3 w

I CK Cw y

QUM)RO I

(14)

onde valcm as equacoes

(

3) e (4), e ainda as relacoes

intr_

adepar

tamentais:

L1+W1= I

(6)

L2 + W2 = CK

(7)

L3 + W3 = CW

(8)

Em adicao, a renda total dos assalariados e capi-talistas e igual ao total da soma de cada departamento

L = Ll + L2 + 1,3

W = WI + W2 + W3

(9)

(9A)

Quanto se trabalha com a hipotese SW =0, conclui-se de imediato, a partir de (5), que os lucros independem da pro ducao do terceiro departamento, ou seja

L = CK + I = W1 + W2 + L1 + L2

Essa conclusao pode tambem ser obtida

se que, se SW =0 1

W = W1 + W2 + W3 = CW

(10)

(15)

w1+W2+w3=W3+L3

donde se obtem

w 1 + w 2 =L3

Como L = L1 + L2 + L3, a uti].

izacao de

(11) nos le

va diretamente a equacao (10).

A mensagem economica da equarao (11) pode ser f a-cilmente entendida observando-se o quadro 1: L3 corresponde a produgao de bens de consumo para os assalariados dos departamen-tos I e II (pois L3 = C`a - W3, ou seja, os assalariados do departa mento III ja retiraram a sua parte). Assim, sob a hipotese de que os assalariados consumam toda a sua renda, obtem-se W1+W2=L3. No e assim de estranhar que os lucros brutos independam da pro-dugao do departamento III. De fato, aumentos da producao do de-partamento III nao acompanhados por modificaroes nas producoes dos departamentos I e II implicarao numa queda de L1 +L 2 (devido ac auinento de Wl -+- W2) equivalente a elevagao de L3.

Pode-se observar que a hip6tese adicional de que a distribuirao entre lucros brutos e salarios seja fixes em cada departa-mento implica que a producao dos departadeparta-mentos I e II determine a produgao do departamento III. De fato, se

W1/Ll = a 1 W2/L2 = a2 e W3/.L3 = a3 , (12)

(16)

.13.

L3 = SlI + F,2CK,

onde P = wl. = al e R = W2 =

a2

(13)

1 I 1+a1 2 CK 1+a2

De (12) e (13) obtem- se entao a producao do

depa.r-tamento III,

CW = W3 + L3 = (1+a3)L 3 = (1+a3) QII + (1+a3) R2CK (14)

^i 0 produto total pode tambem ser obtido conhecendo-se apenas os coeficientes de proporcionalidado al, a2, a3 e a produrao-dos departamentos I e II,

Y = I+CK+CW= (1+(1+(x 3)f1) I+ (i+(1+a3)R2)CK

Kalecki batiza os coeficientes al, a2 e a3 (bem como os seus derivados) de "fatores deg distribuigao", e chama atencao para o fato acima, de que apenas as dccis6es de consumo e investimento por parte dos capitalistas, em conjunto com tais fatores, sejam suficientes para determinar a renda e o consumo dos trabalhadores e, em adigao, o produto e o emprego da econo-mic como um todo.

(17)

0-corre, adnlite-se que os "coeficientes de distribuigao"

nao sejam

mais constantes.

11.2 - Um Modelo de Determinagao da Renda

Nos moldes da concepcao kaleckiana, vamos suporque

o grau de competitividade na economia nao seja :nuito elevado, o

que permite as firmas a fixarao do prego de acordo com a regra:

PY = sN(1 +m) (15)

onde PY designa o faturamento total, s o salario nominal,iN o nu-mero de homens-hora empregados na producao, sN a folha salarial e m a aliquota de mark-up. Esta ultima se sup6e fixada com ba-se em algum procedimento racional por parte dos capitalistas. Kalecki assume que os empresarios levem em consideracao nesse processo os custos unitirios de producao e o preco medio cobrado pelas de mais firmas. Uma aliquota de mark-up demasiado elevada coloca-ria o empresario em questao fora do mercado, ao passo que um ex-cesso de mode`stia na fixacao de precos reduziria

desnecessaria-mente os seus lucros.

(18)

.15.

fungao crescente do grau de capacidade ociosa. Esse fato e

mui-to utilizado por alguns economistas, no sentido de argumentar que

a recessao nao levy a uma queda do nivel de pr_egos. Obviamente,

apenas a evidencia empirica pode diriiair a controversia.

n importance salientar que a equagao (15) so pode ser vista como urea regra de formagao de pregos quando associada a uma teoria que explique a formagao da margem de oligop6lio m. Caso contr"rio, ela se torna uma tautologia, pois para qualquer produto pode-se sempre definir a relagao entre a remuneracao nominal

ao capital (PY - sN) e ao trabalho sN:

M = PY - sN sN

Para tuna fungao de producao (que, tal como com rlagao a equagao (15), suporemos representativa do agregado da e-conomia) dada por

Y = bN (16)

temos, dividindo-se membro a membro (15) por•(16), a regra de

pregos :

P = s(1+m)

b

onde b representa a produtividade media (e, no caso tambem mar-ginal) da mao-de-obr.a.

(19)

a) a participacao dos salarios na renda (W/Y):

W/Y sN

PY 1+m

(17)

b) a participacao dos lucros brutos na renda (L/Y) :

PY - sN sN _ m

L/Y = PY 1 PY 1 + m

(18)

c) a renda real dos assalariados (em funcao do pro

duto) :

W _ sN _ Y

P 1+m ( 191)

d) A renda real dos capitalistas (em fungao do pro duto) :

L _ PY - sN = my

P 1+m (20)

Quando houvermos calculado o nivel de produto de equilibrio, poderemos substitui-lo nas equacoes (19) e (20) aci-ma, Para obter as respectivos valores da renda real dos assala-riados e capitalistas em funcao das variaveis exogenas do model.o.

Trabalharemos por enquanto supondo que os

assa-lariados consumam toda a sua renda:

(20)

.17.

e os capitalistas apenas uma fracao a de sua remuneracao:

a my

1+ill

(22)

Na equacao acima, CK representao consumo dos

capi-talistas e a a sua propensao marginal a consumir sobre os lucros.

Admite-se que

0 < a < 1 (23)

e que a demanda agregada seja ainda estimulada por um nivel de investimentos exogeno I (suposto nao nulo) efetuado pelos capita-listas.

Com essas hipoteses, o produto de equilibrio (ou seja, aquele que, ao satisfazer a equar2io(24) adiante, equilibra o mercado de bens e servicos) , fica determinado pe].a demanda efetiva, de acordo com a equacao:

Y = Cw+CK+I=1+m+l+m+

donde se obtem:

Y (].+m)I m(1 - (X)

(24)

(25)

Substituiiido esse valor nas expressoes (19), (20), (21) e (22) ,

(21)

I L = 1-a

CW=W I =m(I-(y)

CK= L=1-a

(27)

(28)

(29)

0 quadro abaixo reproduz o sinal das derivadas par

ciais da participarao dos lucres brutos na renda (L/Y), da participagao dos salarios na renda (W/Y), do produto (Y), da renda real dos as salariados (W), da renda real dos capitalistas (L), do consumo dos assalariados (CW) e do consumo dos capitalistas em funruo das va-riaveis exogenas do modelo,a, m e I. Eles se baseiam, resnecti-vamente nas equacoes (17) , (18) , (25) , (26) , (27) , (28) e (29) .

VARIAVEIS VARIAVEIS ENDbGENAS

EX GENAS W/Y L/Y W L CW CK Y

m - + - 0 - 0

-a 0 0 + + + + +

I 0 0 + + -^- + +

QUADRO 2 (1)

SINAIS DAS DERIVADAS PARCIAIS NO MODELO PARA ECONOMIA FECHADA, SEM GOVERNO E SW=O

aI

(22)

.19.

FUNDACAO GETULIO VARCAS

BIBLIOTEcA

MARIO HENRIQUE SIMONY"

Algumas observacoes interessantes podem ser efetua das a partir do Quadro 2:

A) 0 multiplicador de investimento

_ ay _ 1+m aI m(1 - (X)

e positivo e superior a unidade. Com o aumento dos investimentos, eleva-se a renda e, simultaneamente o consumo de capitalistas e

assalariados. Com isso, o incremento final da demanda (e, logo, do produto) e superior ao incremento inicial de investimento,

AY - AI 1 + ma = m(1 - a)

o multiplicador (bem como a diferenca acima) e uma funcao decres-cente da margem do oligopolio m. Dado o investimento, quanto maior m, menor sera o produto de equilibrio. 0 mesmo resultado vale tambem, obviamente, para as variag6es do investimento (AI) e do produto (AY).

B) As variag6es da margem de oligop6lio nao afetam os

lucros brutos totais dos capitalistas (DL/gym = 0). Maiores valo-res de m implicam em maiores lucros por unidade vendida. Mas 0 que a equagao (27) nos informa e` que a queda das vendas e tal quo o lucro bruto total no se altera.

(23)

dos alssalariados seja superior a aos capitalistas. De fato, subs

tituindo

-se a equacao

(21) por

PY

cw-1+m

sendo 5 a propensao marginal a consumir dos trabalhadores, obte-mos, ao i_nves da equarao (25) ,

Y _ (1 + m) I _ d'I m(1-a) + 1 - 1

Dessa expressao , conclui-se facilmente que:

a - Q

am (m(1-a) + 1- ^)2

(24)

.21.

III - ECONOMIA ABERTA E COM COVEfNO - CASO GERAL

III.1 - A Determina.gao dos Lucros e a Iguaidad.e Ex-Ante Entre Poupanga e Investimento

Relaxaremos agora algumas hip6teses com as quaffs vinhamos trabalhando ate aqui. Em primeiro lugar, introduziremos

o Governo, que apresenta uma renda liquida (RLG) dada por:

RLG = Impostos Diretos + Impostos Indiretos + Outras Receitas Correntes Liquidas -Subsidios - Tr.ansferencias,

um investimento autonomo 19 e gastos de consumo G.

A introdugao do setor externo exige a distincao en tre o produto nacional bruto a pregos do mercado (Y') e o produto interno Y (Y- Y'+ RLE, sendo RLE a renda liquida enviada para o ex-terior). Em adigao a sua participa.^ao na alocagao da renda, o so for externo torn um papel importante na determinagao da desposa agregada ex-ante, visto que a transferencia liquida de recursos para o exterior (H)

H -(Expor.tagoes - importagoes)de Bens e Servigos nao Fatores

representa uma fonte de denianda liquida pelo produto interno.

(25)

Y=CW+CK+Ip+19A- G+H (30)

onde o investimento total I se divide entre o investimento priva-do Ip e o investimento publico Ig.

0 produto determinado pela equacao (30)(por tras

da qual esta o principio da demanda efetiva) gerara uma renda

in-to rna bruta a precos de mercado de mesmo valor, que se repartira entre o governo, o setor externo, capitalistas e assalariados,sob

a forma:

RLG + RLE + W + L = Y (31)

Das expressao (30) e (31) obtem-se a nova expres-sao Para as lucros totais dos capitalistas

L = CK+Ip+Ig+G-RLG+H-RLE+CW-W (32)

.Lembrando que, por definicao,

I g + G - RLG = Deficit do Governo = D g

H - RLE = Saldo em Conta Corrente do Balanco de Pagamenots = T

Cja - W = Menos a Poupanca dos Trabalhadores = -Sw, temos:

L = CK + Ip + Dg + T - SW (33)

(26)

.23.

em conta correrrte do balanco de paganientos e a poupanga dos tra-hallradores sao importantes na determinacao do lucro dos capitalis tas. Com uma economia dividida em quatro agentes, o fato do to-tal da despesa coincidir com o toto-tal da renda implica que ao ex-cesso de renda sobre despesas de um agente (os capitalista, por e-xemplo), se iguale a soma dos excessos de despesa sobre receita nos deiria.is setores

L - (C + I ) =D T - S

K p g W (33a)

Ern (33a), o membro do lado esquerdo (supondo que todo o investimento privado seja realizado pelos capitalistas) a-presenter o excesso de renda sobre a despesa dos capitalistas. Do

lado direito, Dg e o excesso de despesa. sobre receita do governo, T do setor externo (len?re que urn saldo positivo de T equivale a urn deficit do resto do mundo ) e - SW = CW - W dos trabalhadores. Obsor ve em particular que se o governo, o setor externo e os trabalha-dores mantiverem um equilibrio entre despesas e receitas, o ulti-mo agente (capitalista) tambem estara em equilibrio. Nesse ca-so, voltamos a determinagao dos lucros brutos pelo total der des-pesa dos capitalistas dada pela equac_ao (3)

(27)

A igualdade ex-ante entre poupanq'a total e

inves-timento total pode ser trivialmente obtida a partir de (1) e (2), bastando para isso definir --T(deficit em conta corrente do balan-qo de pagamentos) e como poupanca externa (Se) , RLG -G como pou-panca do governo (Sg) e L- CK como poupanga dos capitalistas (SK) ,

temos entao:

L + W + RLG + RLE = C + CK + Ip -r Ig + G + H

LC K + RLG - G + W - Cw + RLE - H = Ip + 19 = I

SK + S9 + Sw + Se = I

Como a poupanga total (ST) e igual a SK+Sg+SW+Se tem-se

ST = I

(28)

.25.

111.2 - A Participacao dos Salarios no Valor Agregado de Producao

Ao inves de funcao da producao Y = bN da

secao

anterior, suporemos agora que o produto Y seja obtido pela utili-zacao de uma proporrao fixa (a2/a1) entre um insumo de producao

M(1)e mao-de-obra:

Y =:- mill N M }

al " a2

alb. 0, a2 > 0

Se s representa o salario nominal inlcuindo or-denados) e F o preco (em moeda domestica) do insu.mo importado,o custo unitario (CU) de producao sera dado por:

l t CU = sa+ Fa

Trabaihhando com a hipotese de que os precos sejam forrnados a partir de uma regra de mark-up m sobre o custo unita-rio, temos:

P = (sa 1 + Fa2) (l + m) (34)

Para uma producao de Y unidades de produto, o fa-turamento (PY) sera dado por:

(29)

PY = (sal +Fa2) (1 +m)Y

Observe que, na expressao acima,

(P-(sa1 + Fa2))Y Custos Indiretos + Lucros

m= --

_-(sa1 + Fa2) Y Custos Diretos

(35)

Dessa forma, as custos indiretos mais as lucros po dem se exprimir em funcao dos custos diretos e da aliquota de mark-up, sob a forma:

Custos Tndiretos(i) + Lucros = m Custos Diretos

A participarao dos salarios no valor agregado de um ramo da industria (x) pode entao ser expressa por:

X =

s a1Y

sa1Y+m(sa1+Fa2)Y 1 +m(1 + Fa2/sat) 1 +m(l + j)

(36)

onde j = Fa2/sat expressa a relacao entre o montante dos custos -da materia-prima (ou insumo importado) e os custos salariais, por

unidade de produto.

Por (36) , conclui-se que(2)

x = x (m, j) (37)

ou seja, a participarao dos salarios num ramo da industria e fun-cao decrescente da aliquota de mark-up m e da relafun-cao entre o cu:,-to das materias-primas e o cuscu:,-to salarial.

(1) Devido a forma como definimos a vari.avel "s", o custo indireto aqui nao inclui os ordenados. Essa hipotese simplificadora em nada al.te ra os re-sult:aclos basicos cla atialise.

(30)

.27.

Nesse ponto, Kalecki lembra que, para o setor in-dustrial como um todo, a participagao dos salarios no valor agre-gado da produgao (x') dependera do valor desta variavel tomada se paradamente em cada ramo da industria. Com isso, acrescenta-se uma terceira variavel a equagao (35), quando se procura explicar

a variavel x', e nao x:

X, = f (mi, ji, composicao da industria) i = 1....n

onde i denota o iesirno ramo da industria.

0 autor contorna esse problema de agregagao tra-balhando com os valores ajustados (ou seja, uma hipotese de media ponderada dos diferentes mi e ji), m' e j':

x f(m', j')

Esse argumento pode ser estendido para o estudo da participagao dos salarios na renda bruta do setor privado como um

todo (x").

Dentro da concepgao de que os bens finais tem oseu prego determinado predcminantemente pela oferta, e as materias-pr:i mas pela demanda, admite-se que j' dependa fundamentalmente dos deslocamentos da demanda por materia-prima (o rationale por tras dessa suposigao e de que a ofert-a de bens industriais seja muito mais elastica com relagao ao prego do que a de materia-prima).

(31)

Ion-go prazo, deprimindo a parcela dos salarios na renda. Adicional mente, m aumen aria e j decresceria nos periodos de depressao,

sendo ambiguo o efeito final sobre a participagao dos salarios na

renda decorrente das flutuacoes da economia. As modificaroes na composigao industrial tambem deveriam influenciar negativamente (tal como o aumento de m) esta variavel (x") nos periodos de de-pressao, pois segundo suas observag6es, a produgao usualmente a-presentaria uma redurao mais acentuada (tomada em relarao a plena utilizagao de capacidade) nos setores de maior p articipagao dos salarios na renda (como as industriais de bem de capital).

De qualquer forma, Kalecki admite que os efeitos liquidos das modificacoes de qualquer uma dessas variaveis em de-correncia do ciclo economico seria pouco relevante, o que explica as pequenas oscilacoes da variavel x" entre as fases de recessao e excitagao da atividade econ6mica.

111.3 - A Determinagao do Produto de Equilibrio num Modelo Mais Abrangente

A partir da equacao (35) obtem-se a participarao da renda dos trabalhadores no total da renda (repare que na segao anterior, efitavamos -interessados apenas na particioacao da folha salarial em relacao ao valor agregado na produgao, e no no valor total da producao, em que se inclui o custo da mate"ria-prima) :

sN sa1Y sal W/Y = Os = - _ =

PY PY (sal+Fa2) (1+m)

(38)

(32)

.29.

L/Y = OK PY-sN-FM (sal+Fa2) m

PY (sa1+Fa2)(1+m) 1+m

a folha salarial real

w = W/Y.Y =

e, os lucros brutos reais

L = L/Y.Y =

s aIY

(sal+Fa2) (1+m)

my 1+m

(39)

(40)

(41)

Denotando por sea, respectivamente, a propensao marginal a consumir dos assalariados e capitalistas(1), temos o consumo dos trabalhadores (CW) e dos capitalistas (Cu) dados par:

a salt

CW = - (42) (sal+Fa2) (1+m)

CK = -amy 1+m

(43)

Igualando o produto a demanda, de acordo com o prin-cipio da demanda efetiva

y =

R sa7Y a.mY

+ + A, (44) (s a1+Fa2) (l+m) 1+m

onde A = Ip+Ig+G+H, obtem-se o nivel de produto de equilibrio:

(33)

Y - - (sal+Fa2 ) ( 1+m) A

(s a1+Fa2) (1-:-m (1-a)) -( s a1

(45)

Utilizando-se as participacoes dos salarios (0s) e dos lu-cros na renda, dados pelas eq uag6es (38) e (39), obtem-se a ex-pressao mais simples:

A

Y = - (46) 1-Res-aO K

Essa equacao de determinagao da renda e exatamen-te equivalenexatamen-te a apresentada na serao anexatamen-terior (equacao 25). Para verificar isto, basta notar que, 1a, Os, OK e R assumiam,

respec-tivamente, os valores 1/(l+m), m/(l+m) e 1. Substituindo-se es-ses valores na expressao acima obtem-se diretamente a equagao

(25). Essa simetria traduz simplesmente a similaridade do processo de determinagao da renda pelo principio da demanda efetiva em am-bos os casos, onde se escreve:

Y = 0 s Y + 0 K Y + A

As expressoes (25) e (46) poderiam ter sido obti-das diretamente a partir dessa eq uagao, sem a necessidade da substituigao previa dos valores de Os e 0K, respectivamente, por (17) e (18) (no caso da equacao (25)) ou (38) e (39) (no outro ca-so).

A equacao (45) apresenta, como vantagem em rela-rao a equacao (46), 0 fato de determinar o multiplicador do pro-duto 0") ern fungao apenas das variaveis exogonas do modelo (s, al,

(34)

.31.

varia positivamente com as propensoes marginais a consumir trabalhadore's e capitalistas.

dos

t interessante, todavia, observar que a conclu-sao bisica Kal.eckiana, obtida na secao anterior, de que um aumen-to da margem do oligopolio levaria a uma queda do produaumen-to e do

emprego j a no se verifica aqui. De fato, o sinal da derivada

parcial W'/gym e o mesmo da expressao (a-S)sa1+aFa2. Assim, se

a>(3, o resultado exatamente o oposto: um aumento de m leva a um aumento de Y. Ainda que se verifique a hipotese, mais plausivel, entretanto, de que os assalariados possuam numa maior propensao a consumir do que os capitalistas, e" possivel que esse resultado opos to sesa•mantenha, caso aFa2 seja superior a (1-a)sa2.

A substituicao do valor de Y dado por (45), nas expresses (40), (41), (42) e (43) permite a determinagao das va-riaveis endcgenas W, L, CW e CK em funcao apenas das variaveis exogenas s, al, F, a2 . m, a, $ e A (As express6es (38) e (39) j i

ha-viam feito isso para 0s e 0K) . Temos entao:

W = -

sal

(sal+Fa2) (1+m (1-a)) -3sa1

L =

-m (s a1+Fa2 )

(sal+Fa2)(l+m(1-(x))-Ssai

Ssa2 CW

CK =

(sal+Fa2) (l+m(1-a))-Rsa1

am(sa1+Fa2)

(sal+Fa2) (1+m (1-0 ) - (^ s al A

A

A

(35)

A estatica comparativa do modelo pode ser resumi-da no quadro^abaixo, que apresenta o sinal de caresumi-da uma resumi-das dife-rentes derivadas parciais:

VARIAVEIS I VARIAVEIS ENDOGENAS

EX(GENI S 01 2 W L CW CK Y

m - + - + - + ?

a 0 0 + + + + +

0 0 + + + + +

s + 0 + + + + +

al + 0 + + + + +

F - 0 - - - -

-a2 - 0 - - - -

-A 0 0 + + + + +

QUADRO 3

SINAS DAS DERIVADAS PARCIAIS PARA UMA ECO-NOMIA ABERTA, COM INSUMO IMPORTADO E SW7^0

(36)

participa-.33.

cao na renda, tanto dos capitalistas como dos assalariados Con forme mencionamos anteriormente, uma maior propensao marginal a consumir por parte dos assalariados continua como condigao neces

saria (ver secao III), mas no mais suficiente para que uma el.e

vagao da aliquota de mark-up implique uma queda do produto e do

(37)

IV - TOPICOS ADICIONATS

IV.l - 0 Principio de Risco Crescente (RO Ll, Cap. 8)

Dado o estoque de capital proprio de uma empresa, quanto maior o montante de capital. de terceiros (ou seja., o volu-me de operaroes ativas no financiadas por capital proprio ), maior sera o risco do empresario medido em termos da varia(^ao inespera-da dos rendimentos com relagao ao total de capital proprio.

Assim, por exemplo, urn empresario que aplica 10 unidades monetarias em algum investimento tomando 9 u.m. empresta das tera perdido todo o seu capital proprio (lu.m.) no caso do in vestimento apresentar um rendimento negativo de 10%. Se, por ou-to lado, a sua aplicagao fosse baseada em l0u.m. de capital pro-prio, a variagao deste ultimo no teria sido de -100% (perda to-tal), mas de apenas -10%. Num mercado de capitais imperfeito, co mo o considerado por Kalecki, a elevagao do coeficiente de alavan

cagem capital de terceiros/capital propio pode, obviamente, impli car na insolvencia da empresa.

Nas palavras de Kalecki:

(38)

35.

IV.2 - Os Determinantes do Investimento Privado: (RO Ll, Ca .9)

A taxa de decis6es de investimento D (que repre-senta um investimento a ser realizado em futuro proximo) e suposta:

a) Funcao crescente da Poupanga Bruta das I resas, Sf (Lu-cros Retidos + Depre ciagao): com o aumento dos lu(Lu-cros retido, a firma passa-nao apenas a dispor de mais recursos para financiar suas operacoes ativas, mas tambe"m a ter maior acesso ao cre"dito de terceiros (ver o "principio do risco crescente"no item ante-rior) . Kalecki inclui tambem nesse montante a subscrirao de novas aq.oes efetuadas no periodo em questao (o que representa uma

se--gunda fonte de acrescimo ao patrimonio liquido da empresa). Su-pondo que a poupanga das empresas seja uma parcela aproximadamen-to constante da poupanga privada bruta , conclui entao esse autor, no contexto de um mercado de capitais imperfeitos como o por ele considerado, que o investimento sera uma funcao crescente da pou-panca total. da economia;

b) Funcao crescente da elevarao dos lucros por unidade

de tempo (AL/At),,

c) Funcao decrescente do incremento lfquido de capital

em equipamento por unidade de tempo AK/At "quando novas

firmaseri-train no ramo, os pianos de investimentos das firmas anteriormente

estabelecidas tornam-se menos atraentes " (R0 Cap. 9, p. 80). Polo que vimos ate aqui , podemos entao escrever:

D = D(S f , AL/At, AK/At)

(39)

Kalecki considera negativa a influencia da taxa de juros de longo prazo na decisao de investir. A no inclusao dessa variavel na equacao acima se deve ao fato dela nao apresen tar, segundo os estudos empiricos efetuados por esse autor, osci-lacoes significativas.

Contrariamente a analise keynesiana, que supoe um mercado de capitais perfeit.o onde qualquer um pode conseguir em-prestimos a taxa de juros r, Kalecki supoe que para a obtencao de financiamento, um minimo de capital proprio que possa servir de garantia e sempre necessario. Com isso, a capacidade de investir passa a depender do capital proprio da empresa. Em suas pala-vras: "o requisito mais importante para algurm se tornar empresa-rio e a propriedade do capital" (RO Ll, Cap. 8, p. 78).

Ainda com relayao a formula acima, se desprezarnos o efeito das variaveis Sf e AK/At sobre D, e lembramos que os lu-cros reais sao uma proporcao fixa do produto no modelo kaleckiano mais simples (ver equagao 20), obtemos uma relacao semelhante a de principio da aceleragao, pela qual o investimento e considerado uma funcao crescente do aumento de produto da economia.

(40)

capi-.37.

tal poderia condena-los rapidamente a uma ineficacia produtiva.

IV.3 - Os Efeitos da Queda de Salarios Nominais: (RO L2, Cap. 8)

Kalecki aborda inicialmente esse t6pico lembrando a dependencia inversa que existe, tanto no "approach" classico quanto no keynesiano, entre salarios reais e niveis de produto e emprego. Essa relagao decorre da hipotese de maximizagao de lu--cros corn retorno decrescentes de escala (hipotese embasada no fa-to do esfa-toque de capital de economic ser aproximadamente fixo no curto prazo). Formalmente, se

Y = f (N) f (0) = 0 f' (N) > 0 f" (N) < 0

e a fungao de produgao agregada, tern-se na maximizagao da fungao lucro

L (N) = Pf(N) - SN - CF (CF = Custo Fixo)

o resultado

f' (N)

P (1)

Como f " (N) < 0 , a equaq ao acima estabeleoe was re 1 a -qao decrescente entre salario real e emprego. Para estende-la no produto, basta lembrar que

(41)

sendo h ' ( . ) = f' (.) (f") < 0

Todas essas relacoes foram obtidas com a hip6tese de uma economia competitiva, isto e, em que cada firma em separa-do toma o prego P e o salario nominal s comp determinasepara-dos e decide sobre a sua pr_odugao a partir desses dados. 0 modelo keynesiano englo-ba esse tipo de hipotese, e dal' a sua relagao negativa entre sala

rios reais, produto e emprego.

Ate agora nao entramos no topico que pretendemos discutir, qual seja, os efeitos de uma queda dos salarios nomi-nais. Iniciaremos pela abordagem keynesiana, passando depois ao enfoque kaleckiano do problema.

Na analise keynesiana, a queda de salarios nomi-nais pode levar ao aumento, a queda ou simplesmente nao afetar c produto e o emprego. Qualquer uma das condigoes abaixo e sufici-ente para que a diminuigao dos salarios nominais contraponha-se um aumento de produto e do emprego (numa economia sem "rentiers" e em que as expectativas sobre o nfvel de inflagao se mahtenham constantes)

a) A economia no se encontre na. armadilha da liquidez e os investimentos privados sejam son siveis a taxa de juros, ou

b) A economia seja aberta, opere .com um c!dDio nominal fi-xo e a transferencia lfquida de recursos para o exterior seja fungao crescente do cambio real.

(42)

.39.

todavia, ser incluido no instrumental analitico .usualmente as-sociado a analise que leva e seu nome).

t possivel, entretanto,que nada ocorra com o em-preqo e o produto ap6s a queda de salarios nominais. Isso ocorre ria (ainda supondo uma economia sem "rentiers" e expectativas es-taticas):

a) No caso de uma economia fechada, em que o con-sumo nao seja funcao de liquidez real e os in-vestimentos sejam insensiveis a taxa de juros, ou,

b) No mesmo caso acima, trocando-se a hi_potese de insensibilidade dos investimentos aos juros pela de armadilha da liquidez (demanda por moeda infinitamente sen

sivel a variacoes dos juros)

Por ultimo, o emprego e o produto cair_ao se:

a) Em adiga.o as hipoteses (a) ou (b) acima supusermos a presences de "rent.iers", ou seja, de uma classe que aufere rendimentos nominais fixos devi-do a posse de titulos, com u.ma propensao marginal a consuinir info rior a do restante da sociedade (ver a f_or_malizacao Besse

em Simonsen, 1983, Cap. 2, topico 2.11).

-ponto

(43)

Como se ve, a analise keynesiana, incluindo as a crescimos de seus sucessores, abrange varias possibilidade (1). Va le ressaltar que, em todos os casos aqui analisados, mantem-se o resultado classico de correlacao negativa entre salarios reais e nivel de produto e emprego. De fato, o nivel de precos e uma va-riavel endogena no processo, sendo determinado pelas equacoes (1) e(2) anteriormente apresentadas.

Essas equacoes, entretanto, nao se coadunam com o raciocinio kaleckiano, visto tratar else autor de economia oli-gopolizadas,e no competitivas. Assim, e perfeitamente possivel, dentro de sua linha de argumentacao, que os salarios reais subam concomitantemente ao aumento do produto e do emprego. Esse pon-to e de fundamental importancia na distincao entre os racioci--nios keynesiano e kaleckiano.

Na concepcao desse ultimo, tuna queda de salarios nominais levara a uma queda da producao e do emprego sempre que o grau de competitividade da economia for pequeno o suficiente para que isso no implique em identica variacao relativa do nivel de precos. Nesse caso, a queda dos salarrios nominais tern se tradu-zido, em termos formais, num aument.o de aliquota de mark-up in, o que como vimos na secao III (num modelo sem insumo importado e on de se supunha que os trabalhadores possuissem uma maior propen-sao a consumir do que os capitalistas), implica numa queda de Y e N. Isso torna a consequ^_ncia macroeconomica da queda de salarios

(44)

.41.

nominais identica ao terceiro caso analisado na abordagem keyne-siana que acabamos de apresentar. Mas com uma grande diferenga: la a diminuigao do produto e emprego era acompanhada de um aumen to dos salarios reais (embora os salarios nominais caiam, a equa-gao (1) ou (2) nos garantem que a queda dos pregos foi ainda maior) . Na analise kaleckiana, contudo, a redug5o do produto e do empre-do decorrente da queda empre-dos salarios nominais contrapae-se necessa riamente uma queda dos salarios reais.

(45)

V - EXERCICIOS

1) (ANPEC-80) - A massa de lucros a nivel macroeconomico Para Ka lecki e det-.erminada

a) pelo nivel total dos salarios pagos.

b) pela rentabilidade do capital, dado o estoque de capital no periodo analisado.

c) pela taxa de juros e pelo estoque de capitais no periodo an terior.

d) pelo dispendio total dos capitalistas.

e) pela margem de lucro fixada pelos oligopolistas no setor industrial

2) (ANPEC-80) - 0 "Principio do risco crescente" de Kalecki diz respeito

a) aos riscos crescentes que os bancos comerciais enfrentam di ante da expansao dos depositor compulsorios pelas Autorida-des Monetarias.

b) ao risco que os oligopolistas enfrentam ao fixar seus pre-cos diante daconcorrencia de seus pares na industria em questao, da concorrencia potencial e da possibilidade de mo tivar a criagao de um sistema de controle de precos.

c) ao risco que as empresas nacionais tem que enfr(--!ntar dian-te da expansao crescendian-te das empresas multinacionais.

d) ao risco que uma firma enfrenta ao expandir sua capacidade, levando em conta que seu risco aumenta com o grau de endivi damento.

e) nenhuma das anteriores.

(46)

.43.

larios e impostos, pode-se afirma em geral que os lucros bru-tos:

a) sao iguais ao produto nacional bruto, deduzido o consumo dos trabalhadores ;

b) sao iguais a soma do investimento bruto e do consumo dos ca

pitalistas;

c) excedem o total da poupanca bruta pela soma do consumo dos capitalistas com o deficit orgamentar_io e o saldo do comer cio exterior;

d) sao inferiores ao dispendio agregado dos capitalistas •_em bens e servigos pelo valor da poupanca dos trabalhadores,se o orrgamento do governo e a balanga comercial estao equili-brados;

e) nenhuma das respostas anteriores.

4) (ANPEC-81) - Considere a divisao de uma economia capitalists em 3 setores integrados que produzem bens finais de investimen tos (I), de consumo p ara os capitalistas (II) e do consumo Pa-ra os tPa-rabalhadores (III). Supondo em dado momento uma eleva.-qao generalizada dos salarios nominais por pressao dos sindica

tos, qual das alternativas abaixo seria valida, ceteris paribus ,

Segundo a teoria de Kalecki? (Por hipotese, sao insignifican-res o sal-do das exportagocs, o deficit publico e a poupanga dos trab alhadores).

a) havendo r_edugao do grau de monopolio, os salarios reais do setor III deverao aumentar e os lucros reais diminuir, am-pliando a part.icipacao dos salarios na renda global;

(47)

c) podera haver mudanca de precos relativos em favor do setor III, devido a ampli.acao da demander de bens de consumo dos assalariados, mas a distribuicao da renda real permanecera constante;

d) os salarios e a renda real poderao atumentar, alterando a

distribuicao do renda em favor dos salarios e mantendo cons

tantes os lucros reais;

e) os salarios reais poderao aumentar, reduzindo-se a producao, dos setores I e II de forma a compensar a reducao dos lu-cros reais nos 3 setores.

5) (ANPEC-81) - Entre os principais f atores que afetam positiva-mente as decisbes de investir das empresas, segun.do Kalecki, se incluem:

a) o aumento da poupanca brutes do setor privado e a reducao da taxa de juros a longo prazo.

b) a diminuicao do grau de endividamento e o aumento do grau de utilizacao da capacidade das empresas.

c) a elevacao do'grau de monopolio das empresas, mantendo inal terada a taxa de lucro esperada.

d) a maior propensao a poupar dos capitalistas e a reducao do estoque de capital.

e) somente uma das respostas anteriores ester errada.

6) (ANPEC-82) - As consequencias de um deficit orgamentirio polo aumento do dispendi_o do governo poderao ser, ceteris paribus, (su ponde quo os trabalhadores consomem todo o saldrio), segundo Kalecki :

(48)

.45.

real e o emprego no poderao aumentar;

(1) os lucros globais aumentarao em quantia inferior ao deficit,

se parte deste for gasta em importagoes;

(2) a renda real e o emprego poderao aumentar mesmo se a

ofer-ta de bens de consumo dos trabalhadores for inelastica,por que o declinio dos salarios reais aumentara o grau de mono polio das empresas, estimulando o investimento.

7) (ANPEC-82) - De acordo com Kalecki, o volume de capital pro-prio de uma empresa e importante na determinagao de sua deci-sao de investir por que:

(0) quanto maior o montante do capital proprio, maior sera o

acesso da empresa as agencias de credito para investimento;

(1) para um dado montante de investimento financiado com em-prestimos , o grau de risco da empresa sera tanto menor quan to maior for seu capital proprio;

(2) um maior montante de capital proprio significa maior taxa de lucro e , portanto, maior estimulo para investir;

(3) um maior montante de capital proprio reflete maior dominio da empresa sobre o mercado (maior grau de monopolio); .- de-sestimulando-a a ampliar-sua produgao e, portanto , seu in-vestimento;

(4) um maior montante de capital proprio gera maior poupanga interna da empresa e, portanLo , maiores recursos para in-vestimento.

8) (ANPEC-83) - Segundo Kalecki:

(0) as capitalistas gastam o que ganham, porque querem manter

elevada a acumulagao de capiLal;

(49)

que os trabalhadores poupem parte

de sua renda.

(2) os trabalhadores ganham o que gastam, porque recebem como salarios o total de seu dispendio em bens de consumo.

(3) os lucros brutos dos capitalistas sao iguais a soma do

in-vestimento bruto corn o consumo dos capitalistas, se se su-p6e que o consumo dos trabalhadores e igual a sua renda.

9) (ANEPC-83) - Kalecki prop6s:

(0) o conceito de "grau de monop6lio" como principio de deter-minagao dos salarios monetarios numa economai capitalista. (1) a inclusao de taxa de juros de curto prazo como um dos

fa-tores mais importantes na determinacao da taxa de investi--mento em capital fixo do setor privado.

(2) a ideia de que os pregos do setor industrial sao extrema-mente sensiveis a variagoes de curto prazo na demanda agre gada real.

(3) que haveria uma relarao direta ligando a demanda agregada real a taxes de salario real.

10)(ANPEC-86) - Para Kalecki, uma redugao nos salarios nominais: (0) leva a um aumento da produq ao do setor de bens de capital

e queda no emprego do setor produtor de bens de consumo o-perario, sob a hipotese de livre concorrencia e custos mar ginais crescentes.

(1) leva a reducao do emprego no setor produtor de bens de con sumo operario e no setor produtor de bens de capital, sob a hipotese de concorrencia perfeita e custos marginais ores. centes.

(2) mantem constante, o emprego e a renda nos setores de produ

(50)

.47.

p6tese de concorrencia perfeita e custos marginais cres-centes.

(3) leva a reduyao do emprego no setor produtor de bens de con sumo operario e manutengHo do emprego no setor produtor de bens de capital, sob a hipotese de concorrencia imperfeita e custos marginais constantes.

11) (ANPEC-86) - Para Kalecki: Para um ramo da industria:

(0) a parcela relativa dos salarios no valor agregado e deter-minada pelo grau de monopolio e pela razao entre custos de materias-primas e custos de mao-de-obra.

(1) a razao entre os preros de materias-primas e os custos de salarios por unidade depende da demanda de materias-primas

em relagao a sua oferta.

(2) o grau de monopolio apresenta uma tendencia geral a dimi-nuir no longo prazo e assim a deprimir a parcela relativa dos salarios na renda.

(3) a parcela relativa dos salarios, quer no valor agregado de um grupo industrial, quer na renda bruta do setor privado como um todo, apresenta fortes flutuaroes ciclicas decor-rentes de mudanca na composicao industrial durante perlo'-dos de depressao.

(1.2)(ANPEC-87) - Segundo a teoria da demanda efetiva de Kalecki, podemos afirmar:

(51)

(1) o gasto capitalista e a distribuigao da renda entre sala-rios e lucros determinam a demanda efetiva e, portanto, o nivel de atividade economica;

(2) diante da rigidez dos pregos, uma reducao dos salarios no-minais acarreta uma reducao dos salarios reais. Esta redu gao vira acompanhada de um auznento e no de uma diminuicao do emprego.

13),(ANPEC- 85) - Com os argumentos de que "os capitalistas podem decidir quanto investirao e consumirao, mas nao podem decidir quanto serao seas vendas e seus lucros" e .que "os trabalhadores gastam tudo o que ganham", Kalecki quis evidenciar que para urn deterininado periodo: (considere o modelo simples de economia fechada e gastos e receitas publicas nulas):

(0) os rendimentos de capitalistas (lucro) e trabalhadores (sa lario) definem seus respectivos niveis de dispendio e pou-panra.

(1) o nivel da renda nacional e determinado pelo dispendio glo bat, ou ainda, simplesmente pelo gasto capitalista se e da da a distribuigao da renda entre lucro e salario.

(2) o lucro da economia, o rendimento que auferem os capitalis tas, e determinado pelo seu proprio gasto em investimento e consumo; e, contrariamente, o rendimento auferido pelos trabalhadores em salario determina seu gasto.

14)(ANPEC-85) - A distribui_gao da renda entra no modelo macroeco-nomico de Kalecki:

(0) para determinar o lucro agregado e a massa de salarios e, portanto, a renda global;

(52)

.49.

dos empresarios, alem da taxa de juros e do "risco cres-cente";

(2) para estabelecer a distribuigao do lucro global entre os departamentos produtores de bens de investimento, bens de consumo capitalista e bens de consumo assalariado;

(3) para determinar o valor da renda nacional, dado o gasto ca

pitalista em investimento e consumo;

(4) como um dos fatores que influenciam a poupanga agregada da

economia.

15) (ANPEC-85) - No que se refere a parcela relativa dos salarios na renda podem ser atribuidas a Kalecki as seguintes constata-goes:

(0) Ceteris paribus, a parcela relativa dos salarios na renda tende a cair quando aumenta o grau de monopolizagao do setor produtivo;

(1) uma queda na relagao entre as pregos das materias-primas e os custos com salarios tende a reduzir a parcela relativa dos salarios•na renda;

(2) ceteris paribus, variagoes na composigao industrial sempre levam a uma queda na parcela relativa dos salarios na ren-da;

(53)

VI - SOLUcAO DOS EXERCICIOS QUESTAO 1 2 3 4 5 6 (0) (1) (2) 7 (0) (1) (2) (3) (4) 8 (0) (2)

RT = Referencia neste texto

RO = Referencia original (ver introducao)

LET RA RT D 11. 1 D IV.1 D D B V V F F F F F F V F F

F

(3) V RO

Ll, Cap. 3, p. 35 L1, Cap. 8, p. 75 L1, Cap. 3, p. 38 Ll, Cap. 2

L1, Cap. 9

L2, Cap. 1,p. 4 Ll, Cap. 3

Ll, Cap. 9 Ll, Cap. 8

Ll, Cap. 3

(54)

.51.

QUESTAO LE T RA RT RO

10 (0) F IV.3 L2, Cap. 8

(1) F IV.3

(2) V IV.3 11

(3) V IV.3

11 (0) V III .1 L1, Cap. 2

(1) V 111.3 Ll, Cap. 2, p. 22

(2) F 111.2 L1, Cap. 2, p. 23

(3) F 111.2 Ll, Cap.2, p.23(ultimo paragrafc

12 (0) V II.1 L1, Cap. 3

(1) V II.1 L1, Cap. 3 e 5

(2) F 11.2 Ll, Cap. 5

13 (0) F II.1 Ll, Cap. 3

(1) V II.1

(2) V 11. 1

14 (0) 11.2 Ll, Cap. 2, 3, 5 e 9

(1) F 11.2 e IV-1

(2) F 11.2

(3) V 11.2

(4) F 11.2

15 (0) V 111.2 Li, Cap. 2

(1)

F

111.2

(2) F 111.2

(55)

VI - REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

BACHA, Edmar. Introducao a Macroeconomi.a: Uma perspectival brasi-leira. Rio de Janeiro. Campus, 1982.

KALECKI, Michal. "Teoria da Dinamica Economics". Sao Paulo, Nova Cultural, 19 85 (Ll) .

. "Crescimento e Ciclo das Economias Capitalistas". Sao Paulo, Hucitec, 1975 (L2).

MIGLIOLI, J. "Acumularao de Capital e Demanda Efetiva". Sao Paulo, T.A. Queiroz, 1982.

(56)

ENSAI OS ECONUttl COS DA EPGE

(a partir de n? 50)

50. JOGOS DE I NFORMA AO I NCOIiPLC TA: UMA I.NTRODUgAO - Serg i o Ri be i ro da Costa Werlang - 1934 (esgotado)

51. A TEORIA MONETARIA MODERN/ E 0 EQUILfOR10 GERAL WALRASIANO COM UM NOMERO INFINITO DE BENS - A. Araujo - 1904 (esgotado)

52. A iNDETERMINAcAO DE MORGENSTERN - Antonio Maria da Si lveira = 1984 (esgotado)

53, 0 PROBLEMA WE CREDIBI LIDADE EM POL(TICA ECONOMI CA Rubens Penha Cysne.

-19841 (esgotado)

54. UMA ANALISE ESIAT(STICA DAS CAUSAS DA EMISSAO DO CHEQUE SEM FUNDOS: FORMU-LAUl1O GE UM PROJETO PILOTO - Fernando do Holanda Barbosa, Clovis do Faro c Aloisio Pessoa de Araujo - 1984

55. POL[TICA MACROECONOMICA NO BRASIL: 196466 Rubens Penha Cysne 1985 -(esgotado)

56. EVOLUi AO UOS PLANOS BAS I COS DE FI NANC I AMENTO PARA AQIJI S I cAO DE CASA PROPRI A DO DAN CO NACIONAL DC HABITAcAO: 1964-198 - Clovis de Faro - 1985 (cs got ado) 57. MOEDA INDIXADA - Rubens P. Cysne - 1985 (esgotado)

58. INFLACAO E SALARIO REAL: A EXPERIENCIA BRASILEIP,A - Raul Jose Ekerman

1985 (esgotado)

-59. 0 ENFOQUE MONETARIO DO BALANQO DE PAGAMENTOS: UM RETROSPECTO - Valdir Ramalho de Melo - 1985 (esgotado)

60. MOEDA C PREQOS RELATIVOS: EVIDCNCIA EMP[R!CA Antonio SaLazar P. Brandao -1985 (esgotado)

61. INTERPRETA;AO ECONOMICA, INFLAYAO E INDEXA4AO Antonio Maria da Silvcira -1985 (esgotado)

62. MACROL CONOMI A - CAP (TULO I 0 Si STEMA MONETARI 0 - Mario Henri que Simonsen

e Rubens Penha Cysne - 1985 (esgotado)

63. MACROECONOMIA -• CAPITULO 11 - 0 BALANQO DE PAGAMENTOS - Mario Heni Iqu.:? Simonsen c Rubens Penlia Cysne - 1985 (es gotado)

64. MACROECONOMIA - CAPCTULO III - AS CONTAS NACIONAIS - Mario Henri quo Simonsen e Rubens Penha Cysne - 1985 (esgotado)

65. A DEM/'\NDA POR DI VI DENDOS : UMA JUSTI FI CATI VA TEORI CA - TOMMY CHIN-CHI U IAN e Sergio RiEelro da Costa Werlang - 1985 (esgotado)

66. BREVE RCTROSPECTO DA ECONUMIA BRASILEIRA ENTRE 1979 e 1984 - Rubens Penha Cysne - 1985

67. CONIRATOS SALARIAIS JUSTAPOSTOS C POL(TICA ANri - INFLACIONARIA - Maria

(57)

Simonsen - 1986

70. CAPITALIZPCC1O CONTINUA: APLICAQ ES - Clovis de Faro - 1986 (esgotado)

71. A RATIONAL EXPECTATIONS PARADOX - Mario Henrique Simonsen - 1986 (esgotado)

72. A

BUSINESS CYCLE STUDY FOR THE U.S. FORM 1889 TO 1982 -

Carlos Ivan

Simonsen

Leal - 1986

73. DIN+.MICA M/,CROECONOMICA - EXERC(CIOS RESOLVIDOS E PROPOSTOS - Rubens Penha

Cysne - 1986 (esgotado)

74. COMMON KNOWLEDGE AND GAME THEORY - Sergio Ribeiro da Costa Werlang - 1986 75•• HYPERSTABILITY OF NASH EQUILIBRIA - Carlos Ivan Simonsen Leal - 1986 76. THE BROWNVON NEUMANN DIFFERENTIAL EQUATION FOR BIMATRIX GAMES

-Carlos Ivan Simonsen Leal - 1986 (csgotado)

77. EXISTENCE OF A SOLUTION TO THE PRINCIPAL'S PROBLEM - Carlos Ivan Simonsen Leal - 1986

78. FILOSOFIA E POLTTICA ECONOMICA I: Variag6es sobre o Fen6meno, a Ciencia c sous Cientistas - Antonio Maria da Silveira - 1986

79. 0 PRE;O DA TERRA NO BRASIL: VERIFICAc O DE ALGUMAS HIPOTESES - Antonio Salazar Pessoa Branda'o - 1986

80. METODOS MATEiATICOS DE ESTATISTICA E ECONOMETRIA: Capitulos 1 e 2 Carlos Ivan Simonsen Leal - 1986 -- (esgotado)

81. BRAZILIAN INDEXING AND INERTIAL INFLATION: EVIDENCE FROM TIME-VARYING ESTIMATES OF AN INFLATION TRANSFER FUNCTION

Fernando de Holanda Barbosa e Paul D. McNelis - 1986

82. CONSORCIO VERSUS CREDITO DIRETO EM UM REGIME DE MOEDA ESTAVEL - Clovis do Faro

L 1986

83, NOTAS DE AULAS DE TEORIA ECONOMICA AVANCADA I - Carlos Ivan Simonsen Lcol -1986 84. FILOSOFIA E POLTTICA ECONOMICA II - InflaG5o c Indexa4ao - Antonio Maria da

S i l vc i ra - 1936 -- (esg oi.ado)

85. SIGNALLING AND ARBITRAGE - Vicente Madrigal e Tommy C. Tan - 1986

86. ASSESSORIA ECONOMICA PARA A ESTRATKIA DE GOVLRNCS ESTADUAIS: ELABOR'\COES SOBRE UMA ESTRUI-UR/\ ABEREA - Antonio Maria da 511 vei ra - 1986 - (i r.yot:t,lo)

87. THE CONSI S T E NCY OF WEI.FARE 3UDGEMI:NTS WITH A REPRESI:.NT ATT V!•:

(58)

88. INDEXAgAO E ATIVIDADE AGRICOLAS: CONSTRUcAO E JUSTIFICATIVA PARA A ADO^,AO DE UM TNDICE ESPECTFICO - Antonio Salazar P. Brandao e Clovis de Faro - 1986

89. MACROECONOMIA COM RACIONAMENTO UM MODELO SIMPLIFICADO PARA ECONOMIA ABERTA - Rubens Penha Cysne, Carlos Ivan Simonsen Leal e Sergio Ribeiro da Costa

Werlang - 1986

90. RATIONAL EXPECTATIONS, INCOME POLICIES AND GAME THEORY - Mario Henrique Simonsen - 1986 - ESGOTADO

91. NOTAS SOBRE MODELOS DE GERAcbES SUPERPOSTAS 1: OS FUNDAMENTOS ECONOMICOS - Antonio Salazar P. Brandao - 1986 - ESGOTADO

92. TOPICOS DE CONVEXIDADE E APLICASOES A TEORIA ECON6MICA - Renato Fragelli Cardoso - 1986

93. A TEORIA DO PREO DA TERRA: UMA RESENHA - Sergio Ribeiro da Costa Werlang - 1987

94. INFLAcAO, INDEXAcAO E OR^ANENTO DO GOVERNO - Fernando de Holanda Barbosa - 1987

95. UMA RESENHA DAS TEORIAS DE INFI.AcAO - Maria Silvia Bastos Marques - 1987

96. SOLUQbES ANALTTICAS PARA A TAXA INTERNA DE RETORNO

- Clovis de Faro - 1987

97. NEGOTIATION STRATEGIES IN INTERNATIONAL ORGANISATIONS:

A GAME -THEORETIC VIEWPOINT - Sergio Ribeiro da Costa Werlang - 1987

(59)

100. JUROS, PREcOS E DIVIDA PUBLICA VOLIZIE I: ASPECTOS TEORICOS -- Marco Antonio C. Martins c Clovis de Faro -- 1987

101. JUROS, PREcOS E DTVIDA PUBLICA VOLUME II: A ECONOMIA BRASILEIRA (1971/1985)

- Antonio Salazar P. Brandao , Clovis de Faro e Marco Antonio C . Martins-1987

Referências

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