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Visualizando os Modos Normais de Vibração com o Computador.

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Visualizando os Modos Normais de

Vibra~ao om o Computador

S.S. B. Jaome,F. F. de Medeiros, G.Corso, e L.S. Luena

InternationalCenterforComplex SystemsandDepartamentode FsiaTeoriae Experimental

Universidade FederaldoRioGrandedoNorte,Campus Universitario

59078970,Natal,RN,Brazil

Reebidoem7demaro,2002. Aeitoem3dejulho,2002.

Neste trabalho desenvolvemos um programa eduativo versando sobre modos normais em uma

adeia de osiladores aoplados. O usuario do programa pode simular a evolu~ao din^amia de

uma adeia de osiladores esolhendo ondi~oes iniiais tanto emoordenadas artesianas omo

em oordenadas normais. Foalizamos o efeito do desaoplamento do sistema deequa~oes

dife-reniais (passagemdeoordenadasartesianasparaoordenadasnormais)sobreastrajetorias dos

osiladores do ponto de vista da din^amia qualitativa. Atraves das araterstias da evolu~ao

din^amia,quase-periodiidadeouperiodiidade,oestudanteganhaintui~aosobreosigniadodas

formasnormais.

Inthisworkwedevelopaneduationalsoftwareaboutnormalmodesinahainofoupledosillators.

Thesoftwaresimulatesthedynamialevolutionofthesystemallowing tohooseinitialonditions

inartesian oordinates or innormalmodes. We fous ontheeet ofdeoupling the system of

dierential equations (transition from artesian oordinates to normal modes) inthe qualitative

dynamisoftheosillators, eitherinthequasiperiodiorintheperiodiregime. Thepurposeisto

givethestudentsomeinsightsaboutthemeaningofthenormalmodes.

I Introdu~ao

A utiliza~ao de programas de omputador no ensino

da fsia vem resendomuitona ultima deada[1-6℄.

Programasdidatiosqueauxiliamoproessode

apren-dizagem se enontram disponveis ao publio

interes-sado tanto em vers~ao omerialomogratuita. Como

partiipantes da universidade publia, nos engajamos

natarefadeaumentaraofertaaosestudantesde

mate-riaisdidatiosomputaionaisn~aopagosquevenhama

auxilia-losnaforma~aodeoneitosemFsia.

Diversamentedamaioria dosprogramasde Ensino

emFsiaquesedestinamaestudantesdenvelmedio,

onossoedirigidoauniversidade.Opublio-alvos~ao

es-tudantesdeFsia,ouEngenharia,queest~aoursando

disiplinasdeMe^aniaClassiaAvanada. Oobjetivo

doprogramaefailitarao usuariooentendimento das

oordenadasnormaisatravesdo jogointerativoomo

omputador. O programa permite que se denam as

ondi~oes iniiais na forma desloamento - veloidade

bem omo em oordenadas normais. Assim, o

estu-dante pode omparar a evolu~ao din^amia em ambas

asformas,fato queoajudaadesenvolverooneitoe

aintui~aodasoordenadasnormais.

Nosso sistema onsiste numa adeia de N

os-iladores (atomos) aoplados. Cada \atomo" se

en-ontra auma dist^ania aum do outroquando em

re-pousoeestaligadoporduasmolas,onformemostraa

Fig. 1. As ondi~oes de ontorno s~ao xas, istoe, as

duasmolasdaextremidadeest~aopresasaumaparede.

Neste sistema de osiladores ligados exploraremos as

oordenadas normais,tambem hamadasde oletivas,

poisdesrevemomovimentoonjunto dosatomos.

Figura1. Esquemadaadeia deosiladores aoplados. q

i

representaodesloamentodoatomodaiesimaposi~ao.

A adeia de osiladores elargamente estudada na

Fsia por dois motivos, pelo menos. Primeiro, por

representarumristal monoat^omiounidimensional, o

maissimplesdosmodelosdesistemasdemuitosorpos

ordenados. Estemodelosimpliadodarederistalina

eutilizadonaestimativadoalorespeodosmetais

desde os primordios da i^enia do estado solido [7℄.

A ontagem estatstia que nos fornee a energia

(2)

ebaseadanasoordenadasoletivas. Estasoman~aoe

feita, omo ingenuamente se poderia pensar, a partir

dasvibra~oesdosatomosisolados. Ademais,noestudo

dosristais,quandodapassagemdaMe^aniaClassia

paraaMeaniaQu^antia,s~aoasoordenadasnormais

ques~aoquantizadas[8℄.

Umsegundoaspeto quetorna as oordenadas

o-letivaspopularesnaFsiaTeoriaesuatransi~aopara

oontnuo,isto e,olimite a!0eN !1. A adeia

deosiladoresnolimiteontnuorepresentaomais

ele-mentardossistemasme^aniosestendidos: aorda. A

analise das osila~oes da orda do viol~ao, ou da viga

deumedifio,temseumodelomaissimplesnavers~ao

ontnuadaadeiadeosiladores. Easmesmas

oorde-nadasnormaisutilizadasnadesri~aodossistemas

dis-retostambems~aouteis namodelagemdosontnuos.

Afora as raz~oes fsias para se estudar

oorde-nadas normais, devemoslevar emonsidera~ao olado

matematio. As oordenadas oletivas, estritamente

falando, s~ao o resultado de um desaoplamento de

equa~oes. Assim, uma solu~ao ompliada em ertas

oordenadas pode assumir uma forma simples em

ou-tras oordenadas. Este proesso de simplia~ao de

um problema atraves de uma transforma~ao de

oor-denadas e omum a muitas areas da Fsia. O

pro-gramaquedesenvolvemostemomoobjetivo,tambem,

fazer que o aluno se d^e onta do quanto uma

trans-forma~ao de oordenadas pode simpliar adesri~ao

deumproblema.

A forma omo o programa foi onebido ressalta

o aspeto din^amio dos osiladores aoplados.

Con-eitos omo periodiidade, quase-periodiidade e aos

podemsurgirdeumaformaespont^aneaeintuitiva

du-rante a utiliza~ao do programa. De fato, sendo o

sis-tema linear, ele n~ao pode apresentar omportamento

aotio, pois a n~ao-linearidade e ondi~ao neessaria

para oapareimentode aosem umsistema din^amio

[10℄. Umaosila~aoquase-periodiaarateriza-sepela

ombina~ao linear de osila~oes de frequ^enias

1 e

2

n~ao omensuraveis entre si, p = 1

2

, p 6= Q.

Isso implia que rigorosamente uma trajetoria do

sis-tema nunavoltaraaomesmo ponto. Umaobserva~ao

apenas visual da evolu~ao din^amia de uma osila~ao

generianemsemprepermitequesediferenieoaosda

quase-periodiidade,enquantoumaosila~aoperiodia

efailmente reonheida. O usuario do programaira

sedefrontar om estasquest~oes; efetivamente,porem,

apenas duas situa~oes s~ao permitidas neste sistema

din^amio: quasiperiodiidadeeperiodiidade.

O nosso trabalho se prop~oe, por um lado, a

aju-darousuarioaentenderasoordenadasnormais,epor

outro,visatambemestimularapratiadaprograma~ao

ienta entre os estudantes. Nosso programa e

ex-posto por dentro e seu algoritmo pode ser entendido

om relativa failidade. Sua utiliza~ao na onstru~ao

deoutrosalgoritmossimilares,ouemseuproprio

aper-feioamento,eenaradapelosautoresomoumpassoa

maisnoproessopedagogio.Nestesentidosomos

ons-trutivistas [9℄. O aprendizado sedaquando o sujeito

seapropriadoonheimento,usaesteonheimento,e

onseguetransforma-lo.

Otrabalhoeorganizadodaseguinteforma: nase~ao

II, o modelo da adeia de osiladores e apresentado

utilizando-seda Me^aniade Newton em oordenadas

onvenionais (desloamento e veloidade) bem omo

emoordenadasnormais. Asnovasoordenadas

faili-tam a desri~ao e o entendimento do problema. Na

se~ao III, o programa desenvolvido e omentado do

ponto de vista de sua logia interna. Na se~ao IV, a

utiliza~ao do programapelo usuario e exploradae,

-nalmente,nase~aoV,onlumosotrabalhoomuma

breveavalia~aopedagogiartia.

II Das oordenadas artesianas

as normais

Nesta se~ao apresentamos a adeia de osiladores nas

oordenadas artesianasq

i

e depois indiaremosomo

serealizaatransforma~aoquelevaasoordenadas

nor-mais Q

i

. No meio do aminho ser~ao apresentadas

as frequ^enias normais,

i

, prosaiamente

denomi-nadas naturais. Maiores detalhes sobre o formalismo

matematiopodem serenontradosem[11,12,13℄.

Consideramos novamente a Fig. 1 e usamos a lei

de Hooke para determinar a fora resultante sobre o

atomodaiesimaposi~ao,oqueenvolveoalongamento

dasmolasadjaentes,istoe,(q

i+1 q

i )e(q

i q

i 1 ). A

segundaleideNewtonseesreve:

mq i = k(q i+1 q i )+k(q

i q

i 1

): (1)

onde os atomost^em massa m ea onstante de ada mola vale k. A ondi~aodas extremidades xas equivale a

q

0 =q

N+1

=0. Emlinguagemmatriialesteproblemaassumeaforma:

m 0 B B B B B  q 1  q 2  q 3 . . .  q N 1 C C C C C A = 0 B B B B B

2k k 0 0

k 2k k 0

0 k 2k 0

. . . . . . . . . . . . . . .

0 0 0 2k

(3)

Atarefadeenontrarasoordenadasnormaisdoponto

de vista da algebra linear onsiste em diagonalizar o

sistema (2). Elas ser~ao as novas oordenadas do

sis-tema diagonalizado, e as frequ^enias normais, os

ele-mentos da diagonal prinipal da nova matriz. Vale a

pena ressaltar que este proessosopode serrealizado

setodososautovaloresdosistemaforemdiferentesaso

ontrario, amatriz an^onia do sistema se enontrara

naformadeJordan[14℄en~aonaformadiagonal.

A transforma~ao desejada se realiza utilizando o

ansatzq

i =Ae

i(tn)

pararesolver(1). Asondi~oes

deontornoaabampordeterminarasfrequ^enias

na-turais: i =2 r k m sen i

2(N+1)

: (3)

As oordenadas q

i

podem ser esritas atraves das

oordenadasoletivasQ

i : q i = r 2

N+1 N X j=1 1 p j sen ij

N+1

Q

j : (4)

Ainvers~aodestesistema(defatoainvers~aodeuma

matriz)permitequeseexpliiteQ

i

emfun~aodeq

i : Q i = r 2 i

N+1 N X j=1 sen ij

N+1

q

j

: (5)

Retornandoaoomeodestase~aoonde

apresenta-mosaequa~aodeNewton,(1),podemosagora

reesre-v^e-laemmodosnormais:

d 2 Q i dt 2 = 2 i Q i : (6)

Esta e a grande vantagem das oordenadas normais:

elas permitem o desaoplamento ompleto do sistema

demolas. Ademais, asolu~aode (6)etrivial,trata-se

do osiladorharm^onio. Desta forma, asoordenadas

normaiss~aoN osila~oesharm^oniasujasfrequ^enias

s~aodadaspelaequa~ao(3). Seosistemainiiaremuma

dessasfrequ^enias,nelasemanteraportempo

indeter-minado. Umaondi~aoiniialgeneria,entretanto,

en-volveuma ombina~aolinearde todosas oordenadas

oletivas. Naproximase~ao,voltaremosomtodo

em-penhoaesteponto.

III O Algoritmo por Dentro

III.1 Metodo de Euler

Um estudante de Fsia passa bom tempo do seu

ursoestudandoequa~oesdifereniais,ondemaiorparte

do seu estudo esta dediada a enontrar

ferramen-tas que possam resolvertais equa~oes . Desde ent~ao,

aprende que ha pelo menos dois metodos basiosque

podem ser lassiados omo analtios e

omputa-Neste artigo, esolhemos o metodo de integra~ao

de Euler por ser bastante eiente, ou seja, solu~oes

numerias por ele enontradas ondizem om a

reali-dade do problema fsio. Alem disto, trata-se de um

metodo intuitivo e de simples entendimento, o qual

podedarsuporteparaseentendereidealizarproessos

numeriosmaisompliados. Umadisuss~aomais

apro-fundadasobreresolu~aonumeriadeequa~oes

diferen-iaispodeserenontradaem[15℄.

Ometodo de Euler onsiste em obter, a partirde

ondi~oesiniiaisdenidas,asolu~aodeequa~oes

difer-eniais ordinarias atraves da integra~ao suessiva das

derivadas de ordemmais alta. Boasrefer^enias sobre

oassuntos~ao [16, 15℄. Ouseja, apartirdaaelera~ao



x (segunda ordem, k =2), obteremos aveloidade x,_

(primeiraordem,k=1),eent~aoaoordenadax(ordem

zero,k=0).

Consideremosaequa~aodiferenial:

dy

dx

=f(x;y) (7)

onde x e uma variavelindependente ey uma variavel

dependente. Emmuitosasos,aderivadaf(x;y)pode

variar om o tempo (variavel independente) e om a

dist^ania e veloidade, (variavel dependente). Uma

formasimplesdesedenirumaderivadaeomoolimite

daraz~aoentreosinrementosemy ex para

inremen-tosnavariavelindependente tmuitopequenos:

dy dx =lim x!0 y x (8)

Se onheemoso valor de y para um determinado

valorx,podemos,ent~ao,determinarovalordavariavel

dependentey paraumvalorposteriordex,atravesdas

deni~oes (7) e (8). Sendo onheidos os valores nos

pontos (x

n ;y

n

), podemos, pordiferenas nitas,

usan-doaequa~ao(8),obterovaloraproximadodey

n+1 da seguinteforma: lim x!0 y x =lim x!0 y n+1 y n x n+1 x n =lim h!0 y n+1 y n h (9)

ondehx

n+1 x

n

edenido omopasso(valor

ons-tante)deintegra~aodaequa~aodiferenial. Sezermos

uma aproxima~aodaeq. (7)usandoaeq. (9)om

va-loresnitosparah,teremos:

y

n+1 y

n

h

=f(x

n ;y

n

) (10)

eaposalgumasaltera~oes:

y

n+1 =y

n

+hf(x

n ;y

n

) (11)

queeonheido omooMetodode Integra~aode

Eu-ler para resolver numeriamente equa~oes difereniais

ordinarias.

(4)

y

n+1 =y

n +(x

n+1 x

n )y(x_

n ;y

n )+

(x

n+1 x

n )

2

2  y(x

n ;y

n

)+::: (12)

d

bastando apenas trunar a serie aima na primeira

derivada dey(x

n+1 ).

Figura2. EsquemadointegradordeEuler. Ograodex

versusy.

Podemosmostrargraamenteoqueaonteeom

oproessodeintegra~aoutilizandoometododeEuler

naFig. 2. Observando,veremosque,sehtenderazero,

o ponto Q se aproximarado ponto y(x

n+1 ;y

n+1 ), em

outras palavras, a ordenada y tendera a y

n+1 .

Uti-lizando esse raionio, poderemos obter a partir do

ponto y(x

n+1 ;y

n+1

), que neste aso fara o papel de

valor iniial, o ponto y(x

n+2 ;y

n+2

) e assim

suessiva-mente ateolimite dointervalo,omo naFig. 3. Note

quehepequenoosuiente;porissoaintegra~ao

om-putaionalaompanhaaurvay(x).

Figura3. Aparti~aoemintervalosnointegradordeEuler.

III.2 Aplia~ao do Metodo de Euler

A partir da Segunda Lei de Newton, podemos

es-reverdeformageneralizadaaaelera~aoaemfun~ao

daposi~ao,veloidadeetempodaseguinteforma:

a(x;v;t)=

f(x;v;t)

m

(13)

Sabemos, tambem, queaaelera~aoeaderivada om

respeitoao tempo daveloidade, eque aveloidadee

aderivadadaoordenadadaposi~ao,ouseja:

a(x;v;t)= dv

dt

(14)

v(x;v;t)= dx

dt

(15)

Comas equa~oes aima, teremos ondi~oes, ent~ao, de

apliarometododeEuler paradesobriraposi~aoea

veloidade,eomessesdadosalularaaelera~aono

proximopasso,desdequesesaibaomof(x;v;t)varia.

Emformaiterativa:

a

n =f(x

n ;v

n ;t)

v

n+1 =v

n +ha

n

x

n+1 =x

n +hv

n+1

(16)

Neste artigo, omo o estudo esta sendo feito

so-bre osiladores harm^onios simples aoplados,

pode-mos imaginar que os mesmos s~ao atomos, de massa

m, ligadosentre sipormolasomonstante k.

Supo-mostambem, para tornar mais fail aimplementa~ao

graanoomputador, queosistematemapenas

qua-troatomos,sendotodasasmassaseonstantesde

mo-lasiguais. Afun~aodaaelera~aof variaapenasom

aposi~aoomonaequa~ao(1):

f(q

1 )=

k(q

1+1 q

1 )+k(q

i q

i 1 )

m

i=0;::;4

(17)

ondeadaq

i

eodesloamento darespetivapartula

i emrela~aoasuaorigem.

Numalgoritmoem C,ometodode Eulerseria

ba-siamente:

t=0.01;

q[1℄=valoriniial;v[1℄=valoriniial;

q[2℄=valoriniial;v[2℄=valoriniial;

q[3℄=valoriniial;v[3℄=valoriniial;

q[4℄=valoriniial;v[4℄=valoriniial;

For(T

i

=0;T

i T

f ;T

i +=t)

(5)

for(i=1;i<5;i++)

a[i℄=(k(q[i+1℄+q[i℄)+k(q[i℄ q[i 1℄))=m;

for(i=1;i<5;i++)

v[i℄=v[i℄+a[i℄t;

for(i=1;i<5;i++)

q[i℄=q[i℄+v[i℄t;

g

ondeT

i

eovaloriniial,T

f

ovalornal,etorresponde

aoh,oinrementonometododeEuler.

O algoritmo ompleto em C, om seus

respe-tivos omentarios, enontra-se disponvel no endereo

http://www.dfte.ufrn.br/pdf.

IV O uso Eduaional do

Pro-grama

Nesteaptulodesrevemosbrevementeautiliza~aodo

programa,asduasjanelasabertaspeloodigode

om-putador exeutavel e as possibilidades basias de

en-trada de dados no sistema. A opera~ao do programa

esimpleseauto-expliativa,n~aoneessitandoqualquer

treino previo em linguagem C, apenas uma

familiari-dade mnima omomputadores. O programasimula

a osilata~ao de quatro atomos em fun~ao do tempo

sendoasondi~oesiniiaisdaesolhadousuario.

Oprogramaeiniiadoaionando-seseuarquivo

exe-utavel,oqualabre primeiramente umajanela ondeo

usuariopodeesolherseentraraomasposi~oesiniiais

na formade oordenadasartesianasou normais.

Es-olhemos,omoondi~aoiniialpadr~ao,asveloidades,

em ambos osasos,iguais azero. Isso signiaque o

programadaliberdadeaosatomosnarededese

deslo-arem em rela~ao a sua origem, sendo ent~ao soltos a

partirdorepouso.

A Fig. 4 retrata ajanela prinipal aberta apos a

esolha das ondi~oes iniiais. Na parte superior da

janela, s~ao visveis os quatro atomos osilando. A

trajetoria de ada atomo em fun~ao do tempo esta

mostradaembaixonagura. Ambasasrepresenta~oes

s~ao dadas em tempo real proporionando ao usuario

umaimagemrealistadosistema. Noantosuperior, a

esquerda,enontram-seosvaloresdasondi~oesiniiais

emoordenadasnormaiseartesianas.

O usuario tem duas alternativas basias de

ini-iar a simula~ao: viamodosnormais, ou oordenadas

artesianas. Iniiando-se omoordenadasartesianas

generias,aevolu~aodin^amian~aoapresenta

periodii-dadevisvel,sendoomovimentodosatomos

aparente-mente desoordenado. Iniiando-se em oordenadas

normais,poroutrolado,asimetriadosistemae

revela-da, podendo failmente aperiodiidade serobservada.

Condi~oesiniiaisondeapenas umadasoordenadase

diferente de zero mostram imediatamente a osila~ao

daquela oordenada. Estequadro pode ser observado

na Fig. 4(a) ondetemos asondi~oesiniiais em

o-ordenadas artesianas q

1

= 15 e q

2 = q

3 =q

4 =0, e

naguraem4(b)ondeasondi~oesiniiaiss~aodadas

emoordendasnormaisQ

1

=15eQ

2 =Q

3 =Q

4 =0.

Saltamaosolhosoaratersimetriodaosila~aoea

pe-riodiidadeem4(b)ontrastadaomafaltadesimetria

eaaperiodiidadede4(a).

V Considera~oes Finais

Podemos estimular nos alunos o interesse pelas

disi-plinasquepossuemaplia~oesomputaionaissimples.

No entanto, epreiso umtreinamento em alguma

lin-guagem deprograma~ao. Neste sentido, alinguagem

C oferee otimos reursos para implementa~oes

om-putaionais desimula~oes paraa edua~ao. Oaluno,

ao mesmo tempo em que seapropria do

onheimen-to desala deaulaoudoslivros,podedesenvolver

me-lhorsuaforma~aoatravesdaonfe~aodeseusproprios

programase douso doomputador omo laboratorio.

Comoagentedoaprendizado,elepassaaserum

produ-tor de onheimento,en~aosimplesmente umreeptor

de informa~oes, um agente passivo. Como o proesso

de onstru~aodo odigo omputaionalenvolvevarias

etapas, entre as quais, odomnio do onteudo teorio

neessario para esrev^e-lo, isso aaba estimulando no

alunoogosto pelo aprender. Dentrodessa novavis~ao,

a partiipa~ao do disente e estimulada pela

riativi-dade. Ao eduador abe despertar a uriosidade do

aluno e propor novos aminhos para o aprendizado.

Oomputador pode setornar,ent~ao, uma ferramenta

impresindvelnesse novoontexto. Embora ouso do

omputadorsejaamplamentedifundidodentrodas

ins-titui~oes de ensino, n~ao s~ao todos os alunos que t^em

aessoaeste equipamento. Alguns atemesmo

alimen-tam uma ertaavers~ao ao omputador. Porisso,

de-vemosbusarsemprenovosaminhosparainentivaro

desejodoestudantepeloaprender.

Nossoprogramasobreformasnormaistemomo

ob-jetivo failitar ao estudante a forma~ao de oneitos

fsios e matematios sobre dois sistemas de

oorde-nadasdistintos. Atravesdaesolhadasondi~oes

inii-ais,oestudanteinterageomoomputadorproduzindo

etestandohipotesessobreasimplia~oesdin^amiasda

esolha de oordenadas feita. Istoe,o programa

per-mite que o estudante brinque om o omputador, e,

atravesdeste jogo de explora~ao , estabelea rela~oes

entreoordenadaseseuomportamentodin^amio.

Umaavalia~aopedagogiadoprogramafoirealizada

om dois tipos de usuario: o iniiante que ainda n~ao

teve ontato om o formalismo das formas normais,

e um outro que ja teve os onteudos disutidos em

aula. Mudando o tipo de entrada de dados,

oorde-nadasartesianas, ou normais,o alunoiniiante

ons-troiumparadigmaproprio.Atravesdatentativaeerro,

ele desenvolveuoseguinte oneitoelementar: existem

oordenadassimples(ondeomovimentoeperiodio)e

oordenadasn~aosimples(ondeomovimenton~ao

(6)

hegouaestesegundotipodeoordenada,mashama aaten~aoasimetriadasolu~ao.

a)

b)

Figura4. Umavis~aodajanela doomputadorabertapelo programa. Na partesuperiorseenontraosatomos osilando,

enquantonaparteinferioratrajetoriadeadaatomonotempo.Em(a)eusadaaondi~aoiniialq1=15eq2=q3=q4=0

emoordenadasartesianas. Em(b),aondi~aoiniialedadaemoordenadasnormais: Q1=15eQ2=Q3=Q4=0.

O estudante que teve, anteriormente,ontato om

o formalismo das oordenadas normais reonheeu de

imediato a implia~ao din^amia dos dois tipos de

o-ordenadas. Os onteudos referentes a separa~ao de

variaveisarammaislaroseauto-evidentes. Este

es-tudante, atravesdousodo omputador, onstruiu

no-vashipoteseseonsolidouosoneitosapresentadosem

aula.

Os pontos que mais vieram a tona durante a

uti-liza~aodoprogramaforam:

(7)

liberdade est~ao aoplados e de difil desri~ao,

poistodososq

i

(parai6=j)inuemnatrajetoria

deumdadoq

j .

Existeumoutrosistemadeoordenadasondeos

graus de liberdade (as vibra~oes) se omportam

deformaperiodia.

Nasoordenadasonvenionais,omovimenton~ao

apresenta periodiidade devido ao aoplamento,

todosgrausdeliberdade interferindoomtodos.

Nasoordenadasnormais,desaopladas,o

movi-mento e simples devido a forma elementar das

equa~oesdemovimento.

Asoordenadasnormaisrepresentammodos

ole-tivosdevibra~aoquepodemservisualizadospelo

omputador.

Osmodosoletivosapresentamsimetria,queesta

intrinseamenterelaionadaaofatodeavibra~ao

envolvertodaarede.

A impress~aoquetivemosequeoaprendizadomais

signiativo se deu quando o estudante teve um

on-tatoomoprogramaantes daaulasobre oassuntoe,

aposter tidoosonteudosdisutidos emsala de aula,

voltouassimula~oes. Deumaformageneria,podemos

dizer que os usuarios do programa avaliaram que sua

ompreens~aodamudanadeoordenadasneste

proble-maoumaislaraeintuitiva. Futurosusuariosdeste

programa s~ao onvidados a nos enviarem sugest~oes e

rtias.

Agradeimentos

OsautoresagradeemaCAPESeaoCNPqoapoio

naneiroaesteprojeto.

Refer^enias

[1℄ MarisaAlmeidaCavalante,AndersonPierePatria

Nakamura,Rev.Bras.Ens.Fis.23108(2001).

[2℄ J.deS.Nogueira,C.Rinaldi,J.M.FerreiraeS.R.de

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