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ARTIGO
ORIGINAL
Predictive
capacity
of
anthropometric
indicators
for
dyslipidemia
screening
in
children
and
adolescents
夽
,
夽夽
Teresa
Maria
Bianchini
de
Quadros
a,∗,
Alex
Pinheiro
Gordia
a,
Rosane
Carla
Rosendo
da
Silva
be
Luciana
Rodrigues
Silva
c,d,eaUniversidadeFederaldoRecôncavodaBahia(UFRB),CruzdasAlmas,BA,Brasil bUniversidadeFederaldeSantaCatarina(UFSC),Florianópolis,SC,Brasil
cDepartamentodePediatria,FaculdadedeMedicina(FAMED),UniversidadeFederaldaBahia(UFBA),Salvador,BA,Brasil dServic¸odeGastroenterologiaeHepatologiaPediátrica,ComplexoHospitalarUniversitárioProfessorEdgardSantos(C-HUPES), UniversidadeFederaldaBahia(UFBA),Salvador,BA,Brasil
eProgramadePós-Graduac¸ãoemMedicinaeSaúde,FaculdadedeMedicina(FAMED),UniversidadeFederaldaBahia(UFBA), Salvador,BA,Brasil
Recebidoem21demaiode2014;aceitoem19denovembrode2014
KEYWORDS Dyslipidemia; Bodymassindex; Abdominal circumference; Skinfoldthickness; Child;
Adolescent
Abstract
Objective: Toanalyzethepredictivecapacityofanthropometricindicatorsandtheircut-off
valuesfordyslipidemiascreeninginchildrenandadolescents.
Methods: Thiswasacross-sectional studyinvolving1,139children andadolescents, ofboth
sexes, aged6to18years.Bodyweight,height, waistcircumference(WC), andsubscapular
(SSF)andtricepsskinfoldthickness(TSF)weremeasured.Thebodymassindex(BMI)and
waist--to-heightratio(WHtR)werecalculated.Childrenandadolescentsexhibitingatleastoneofthe
followinglipidalterationsweredefinedashavingdyslipidemia:elevatedtotalcholesterol,low
HDL-C,elevatedLDL-C,andhightriglycerideconcentration.Areceiveroperatingcharacteristic
curvewasconstructedandtheareaunderthecurve,sensitivity,andspecificitywerecalculated
fortheparametersanalyzed.
Results: Theprevalenceofdyslipidemiawas62.1%.WHtR,WC,SSF,BMI,andTSF,inthisorder,
presentedthelargestnumberofsignificantaccuracies,rangingfrom0.59to0.78.The
associa-tionsoftheanthropometricindicatorswithdyslipidemiawerestrongeramongadolescentsthan
amongchildren.Significantdifferencesbetweenaccuraciesoftheanthropometricindicators
wereonlyobservedbytheendofadolescence;theaccuracyofWHtRwashigherthanthatof
SSF(p=0.048)forfemales,andtheaccuracyofWCwashigherthanthatofSSF(p=0.029)and
BMI(p=0.012)formales.In general,thecut-offvaluesoftheanthropometricpredictorsof
DOIserefereaoartigo:
http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2014.11.006
夽 Comocitaresteartigo:QuadrosTM,GordiaAP,SilvaRC,SilvaLR.Predictivecapacityofanthropometricindicatorsfordyslipidemia
screeninginchildrenandadolescents.JPediatr(RioJ).2015;91:455---63.
夽夽
EstudorealizadonoCentrodeFormac¸ãodeProfessores,UniversidadeFederaldoRecôncavodaBahia(UFRB),CruzdasAlmas,BA, Brasil.
∗Autorparacorrespondência.
E-mails:[email protected],[email protected](T.M.B.deQuadros).
dyslipidemiaincreasedwithage,exceptforWHtR.Sensitivityandspecificityvariedsubstantially
betweenanthropometricindicators,rangingfrom75.6-53.5andfrom75.0-50.0,respectively
Conclusions: The anthropometric indicators studied had little utility as screening tools for
dyslipidemia,especiallyinchildren
©2015SociedadeBrasileiradePediatria.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Allrightsreserved.
PALAVRAS-CHAVE Dislipidemia; Índicedemassa corporal; Circunferência abdominal; Dobrascutâneas; Crianc¸a;
Adolescente
Capacidadepreditivadeindicadoresantropométricosparaorastreamento
dadislipidemiaemcrianc¸aseadolescentes
Resumo
Objetivo: Analisaracapacidadepreditivadosindicadoresantropométricoseosseusvaloresde
corteparaatriagemdadislipidemiaemcrianc¸aseadolescentes.
Métodos: Estudo transversalde 1.139crianc¸ase adolescentesdeambos ossexos entre6e
18anos.Pesocorporal,estatura,circunferênciadacintura(CC)epregacutâneasubescapular
(PCSE)e pregacutânea tricipital(PCT) forammedidos.Oíndice demassa corporal(IMC) e
arelac¸ãocintura-estatura(RCE)foramcalculados.Ascrianc¸aseosadolescentesquetinham
pelomenos umadasseguintesalterac¸õeslipídicasforamdefinidoscomotendodislipidemia:
elevadosníveis decolesterol total,HDL-Cbaixo, LDL-Celevado econcentrac¸ãoelevada de
triglicérides.UmacurvaROC(ReceiverOperatingCharacteristics)foiconstruídaeaáreasoba
curva,asensibilidadeeaespecificidadeforamcalculadasparaosparâmetrosanalisados.
Resultados: Aprevalênciadedislipidemiafoide62,1%.RCE,CC,PCSE,IMCePCT,nessaordem,
apresentaramomaiornúmerodeprecisõessignificativasevariaramde0,59-0,78.Asassociac¸ões
dosindicadoresantropométricoscomdislipidemiaforammaisfortesnosadolescentesdoque
nascrianc¸as.Diferenc¸assignificativasentreprecisõesdosindicadoresantropométricossóforam
observadasnofimdaadolescência.AprecisãodaRCEfoimaiordoqueadaPCSE(p=0,048)para
meninaseaprecisãodeCCfoimaiordoqueaPCSE(p=0,029)eIMC(p=0,012)paraosmeninos.
Emgeral,osvaloresdecortedospreditoresantropométricosdedislipidemiaaumentaramcom
aidade,excetoparaRCE.Sensibilidadeeespecificidadevariaramsubstancialmenteentreos
indicadoresantropométricos,de75,6-53,5e75,0-50,0,respectivamente.
Conclusões: Osindicadoresantropométricosestudadosmostrarampoucautilidadecomo
ferra-mentasderastreamentoparadislipidemia,especialmenteemcrianc¸as
©2015SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Todososdireitos
reservados.
Introduc
¸ão
Aaterosclerose é umadoenc¸a cardiovascularinflamatória crônicadeetiologiamultifatorialquecausadisfunc¸ão endo-telial na camada íntima das artérias de médio e grande porte.1Aprogressãodasplacasaterogênicaspoderesultar
emmanifestac¸õesclínicasgraves,comoinfartodo miocár-dioeacidentevascularcerebral,alémdeoutrasmorbidades significativas.1 A aterosclerosese desenvolvelenta e
gra-dualmente durantea vida e suas primeirasmanifestac¸ões podemserobservadasnainfânciaeadolescência.2
Evidênciasindicamqueadislipidemiaéumfator deter-minante paraa ocorrência deaterosclerose na populac¸ão pediátrica.2Aidentificac¸ãoprecocedadislipidemiaéuma
importanteestratégiaparaaprevenc¸ãoprimáriada ateros-clerose. Entretanto,o diagnóstico de dislipidemiaé feito pormeiodetestesdelaboratóriocomopartedaavaliac¸ão doperfil lipídico. Essas técnicassão invasivas e dispendi-osas e o acesso a elasé limitado.Portanto, é necessário identificar métodos fáceis de usar e de baixo custo para o rastreamento epidemiológico de indivíduos em risco de desenvolverdislipidemia.
Umpersuasivocorpo deevidências indicaque a obesi-dade éumimportantefatorderiscoparaaocorrênciade dislipidemianapopulac¸ãopediátrica.3-6Oíndicedemassa
corporal (IMC) é o indicador antropométrico mais ampla-menteusadoparaavaliaroestadonutricionaleoriscode desenvolverdoenc¸ascardiometabólicas,incluindo dislipide-mia,emjovensindivíduos.7Esseíndiceavaliaaquantidade
total de massa corporal e é, portanto, incapaz de distin-guiraquantidadeeadistribuic¸ãodegorduracorporal.Essa característicapodelimitar a capacidadedoIMC de predi-zera dislipidemia,umavezque adistribuic¸ãodegordura corporal, especialmente o acúmulo de gordura na região abdominal,pareceserumelemento-chavequeéaindamais importante doquea obesidadeparadiferenciar os indiví-duoscomumperfilnormaldeoutroscomumperfillipídico anormal.8
entanto,empessoasjovens,aquantidadedegordura visce-ralpodenãoacompanharoaumentodeadiposidadetotale subcutâneanasmesmasproporc¸ões.12 Portanto,aindanão
está claro se os indicadores de adiposidade e obesidade abdominalsãomelhorespreditoresdedislipidemiadoqueo IMCnainfânciaeadolescência.
Aidentificac¸ãodeindicadoresantropométricosque per-mitemorastreamentosimplesdadislipidemiaemdiferentes setoresdesaúdepública(escolas,clínicasdesaúdee hos-pitais)ena atenc¸ãoprimáriapodecontribuirtanto paraa prevenc¸ãodedoenc¸ascardiovascularescomoparareduziras despesasdesaúdepública.Essaferramentapodeser parti-cularmenteútil em paísesde baixa e médiarenda, como oBrasil,ondeoacessoaespecialidadesmédicaseexames laboratoriaisélimitadoedesigual.13Éumfatocomum
nes-ses paísesque crianc¸as e adolescentes setornem adultos semnuncateremsidosubmetidosaumaavaliac¸ãodeperfil lipídico. Portanto,o objetivo do presenteestudo foi ava-liaracapacidadepreditivadosindicadoresantropométricos eestabelecerosmelhoresvaloresdecorteparao rastrea-mentodadislipidemiaemcrianc¸aseadolescentesdaregião NordestedoBrasil.
Métodos
Opresenteestudoépartedeumestudoepidemiológicode base escolar feito em umacidade do Nordeste do Brasil. Apopulac¸ãoestimadaem2012erade34.845habitantes,14
com um índice de desenvolvimento humano de 0,662.15
Apopulac¸ãodoestudoconsistiu em crianc¸ase adolescen-tesemidadeescolardeambosossexosentre6e18anos. Osalunos estavammatriculadosno1◦ ao 9◦ anodoensino
fundamentaleno1◦ ao3◦ anodoensinomédiodeescolas
públicaseparticularesdacidade.
O tamanhodaamostrarepresentativadoestudo maior foicalculado comumaprevalênciaestimadade50%(para desfechosdiferentes),intervalodeconfianc¸ade95%euma precisão de 3 pontos percentuais de acordo com Luiz & Magnanini.16 O tamanho estimado da amostra foi de 971
crianc¸aseadolescentes;20%dessenúmero(n=194)foram adicionadosparaexplicar possíveisdadosincompletosdos indivíduos ou recusa em participar na coleta de dados. A taxa de perdas devido à recusa ou ausência no dia da coletadedadosfoide2,2%,oquecorrespondeauma amos-trade1.139crianc¸as e adolescentes.Aamostraestudada (n=1139) teve um poder de 90% (=10%) e umnível de confianc¸a de95%(␣=5%) paradetectaráreas soba curva ROC(receiveroperatingcharacteristics)de0,58ousuperior comosignificativas.
Osdadosforamcoletadosentreagosto de2011 emaio de2012.Asvariáveissociodemográficasforamobtidaspor meiodeautorrelatoeincluíramidade,sexo,rendafamiliar mensal,númerodepessoasnodomicílio,níveldeeducac¸ão materna, localdeestudo,tipodeescola,e classe socioe-conômica(quefoiestimadacomoCritériodeClassificac¸ão EconômicaBrasil).17
O peso corporal foi medido com uma balanc¸a digital Plenna (Plenna®, SP, Brasil), com capacidade de 150kg,
aproximac¸ãode100g.Aalturafoimedidacomum estadi-ômetroportátilSeca(Seca®,SP,Brasil)de0-220cm,fixado
à parede, com aproximac¸ão de 0,1cm. As duas variáveis
forammedidascomtécnicaspadrão18 eforamusadaspara
calcularoIMC. Paracaracterizac¸ãodaamostraemtermos dapercentagemdecrianc¸aseadolescentescomexcessode peso(sobrepesoeobesidade),oIMCfoiclassificadocomos valoresdecortepropostosporColeetal.19
A CC foi medida com uma fita métrica inelástica com aproximac¸ãode 0,1cm,de acordo com osprocedimentos recomendadospelaOrganizac¸ãoMundialdaSaúde.20
Esta-turaeCCforamusadasparacalcularoRCE.Aadiposidadefoi avaliadapelamedidadapregacutâneasubescapular(PCSE) epregacutâneatricipital(PCT).Essaspregasforam medi-dascomumpaquímetroCescorf(Cescorf®,RS,Brasil),com
aproximac¸ãode0,1mm,deacordocomtécnicaspadrão.21
Asmedic¸ões foramobtidasem triplicataporlocalnolado direitodoindividuo.Amédiadastrêsmedidasfoiusadapara aanálise.
Aavaliac¸ãoantropométricafoifeitanapartedamanhã pordoisexaminadores domesmosexoque osalunospara evitarqualquerconstrangimento.Osdoisavaliadores apre-sentaramerros intra-einterobservadoresmenoresdoque 5%e7,5%paraaespessuradaspregascutâneas, respectiva-mente,emenoresdoque1%e1,5%paraasoutrasmedidas, asquaissãoaceitáveis,deacordocomaliteratura.22
Para a avaliac¸ão do perfil lipídico, amostras de san-guevenoso(10mL)foramcoletadasnasescolasnoperíodo damanhã, após umjejumde 12 horas e dieta normal, e foramtransportadas sob refrigerac¸ão para análise. Trigli-cérides, colesterol total e HDL-C foram medidos no soro comumanalisadorautomático debioquímicamodelo A15 (Biosystems® PR, Brasil) e um método enzimático.
LDL--C foi calculado com a equac¸ão de Friedewald, Levy e Fredrickson.23 Crianc¸as e adolescentes que apresentavam
pelo menos uma das seguintes alterac¸ões lipídicas foram definidoscomo tendodislipidemia:elevac¸ãodocolesterol total(≥ 170mg/dL), HDL-C baixo (< 45mg/dL), elevac¸ão doLDL-C(≥130mg/dL)e alta concentrac¸ãode triglicéri-des(≥130mg/dL),conformeestabelecidopelaIDiretrizde Prevenc¸ãodaAterosclerosenaInfânciaeAdolescência.3
Os dados foram analisados com os programas SPSS 15.0 (SPSSfor Windows,versão 15.0, IL, EUA) e MedCalc (MedCalc for Windows, versão 12.5, Software, Oostende, Bélgica).Aanálisedescritivaconsistiunocálculodamédia, mediana,desviopadrão, percentile frequência.Ostestes tdeStudente Anovaparaumfator foramaplicadospara determinar diferenc¸a no IMC, RCE, PCSE, e PCT entreos sexoseentreasidadesdeacordocomo sexo.Diferenc¸as específicasentreasidadesforamavaliadaspelotestepost hocdeTukey(p<0,05).
As diferenc¸as no perfil lipídico entre os sexos foram testadaspelotestetdeStudentoutestedeMann-Whitney e a tendência linear do perfil lipídico de acordo com as quatrofaixasetárias(6-7anos;8-9anos;10-12anos;13-15 anos e 16-18 anos) foi avaliada por Anova para umfator ouotestedeJonckheere-Terpstra(p <0,05).Opoderdos indicadores antropométricos de predizer dislipidemia foi avaliadopelaconstruc¸ãodecurvasROC(receiveroperating characteristics)paracadasexo,divididasemquatrofaixas etárias (6-7anos; 8-9 anos; 10-12 anos; 13-15 anos e 16-18anos).
Tabela1 Variáveissociodemográficaseprevalênciadeexcessodepesoedislipidemiaentreascrianc¸aseadolescentes
estu-dados.NordestedoBrasil,2011-2012
Variáveis n %(IC95%)
Sexo
Masculino 506 44,4(41,4-46,7)
Feminino 633 55,6(53,0-58,1)
Faixaetária
Crianc¸as(6a9anos) 363 31,9(29,2-34,2)
Adolescentes(10a18anos) 776 68,1(65,2-70,3)
Localdoestudo
Áreaurbana 864 75,9(73,4-77,9)
Árearural 275 24,1(21,5-26,2)
Tipodeescola
Pública 1044 91,7(90,0-93,0)
Privada 95 8,3(6,8-9,7)
Escolaridadematerna
<4anos 264 24,5(21,9-26,7)
4a8anos 389 36,2(33,4-38,7)
>8anos 423 39,3(36,5-41,7)
Rendamensalfamiliara
<1saláriomínimo 614 57,2(54,3-59,7)
≥1saláriomínimo 459 42,8(39,7-45,1)
Classesocioeconômica
AeB(alta) 141 12,4(10,6-14,0)
C(média) 550 48,4(45,3-50,8)
DeE(baixa) 446 39,2(36,2-41,6)
Excessodepeso(excessodepesoeobeso) 181 15,9(13,9-18,1)
Dislipidemia
Colesteroltotalelevado 259 23,1(20,8-25,0)
HDL-Cbaixo 465 41,5(38,6-44,0)
LDL-Celevado 50 4,5(3,2-5,5)
Triglicérideselevados 139 12,4(10,6-14,0)
Osresultadossãomostradoscomofrequênciaabsolutaerelativaeintervalodeconfianc¸ade95%(IC95%). HDL-C,lipoproteínadealtadensidade;LDL-C,lipoproteínadebaixadensidade.
aSaláriomínimoduranteoperíododeestudo:2011=US$325,00;2012=US$371,00.
confianc¸asuperioresa0,50.Adiferenc¸aemprecisãoentre os indicadores antropométricos associados com dislipide-miasfoicalculadadeacordocomHanleyeMcNeil.Osvalores decorteparaosindicadoresantropométricoscomáreas sig-nificantessobacurvaROCforamidentificadoscombaseno equilíbrioentresensibilidadeeespecificidade.
OprotocolodoestudofoiaprovadopeloComitêdeÉtica dauniversidade.Apenasalunosquevoluntariamente aceita-ramparticiparecujospaisouresponsávellegalassinaramo termodeconsentimentolivreeesclarecidoforamincluídos noestudo.
Resultados
Atabela1mostraasvariáveissociodemográficase prevalên-ciade sobrepesoe dislipidemia.Houveumpredomínio do sexofeminino,adolescentes,estudantes de escolas públi-cas urbanas,e alunos com renda familiar mensal inferior a um salário mínimo. Mais de 60% da amostra relataram
escolaridade maternainferior a oitoanos e cerca de 40% pertenciamàsclassessocioeconômicasDeE(baixa).A pre-valênciadeexcessodepeso(sobrepesoeobesidade)e dis-lipidemiafoide15,9%e62,1%,respectivamente.Aanálise individualmostrouumamenorprevalênciadeLDL-Celevado (4,5%)eumamaiorprevalênciadebaixoHDL-C(41,5%).
Tabela2 Perfillipídicodascrianc¸aseadolescentesestudadosdeacordocomsexoeidade.NordestedoBrasil,2011-2012
n Colesteroltotal(mg/dL)a HDL-C(mg/dL)a LDL-C(mg/dL)a Triglicérides(mg/dL)b
Sexo
Masculino 506 146,6(29,3) 47,1(11,4) 82,4(24,0) 77(60,104)
Feminino 633 151,1(30,2) 47,1(10,7) 85,4(25,4) 82(65,111)
pc 0,501 0,296 0,336 0,006
Faixaetária(anos)
6-7 155 155,9(30,1) 50,2(10,8) 88,9(26,4) 80(62,106) 8-9 208 148,9(28,5) 47,8(10,7) 83,7(23,7) 75(60,107) 10-12 314 149,5(31,7) 48,1(11,2) 84,0(25,5) 77(63,105) 13-15 285 157,1(29,7) 45,6(10,5) 82,8(24,9) 85(64,114) 16-18 177 145,9(27,7) 44,4(11,0) 82,5(23,1) 84(65,108)
pd 0,002 0,001 0,022 0,009
Total 1,139 149,1(29,9) 47,1(11,0) 84,1(24,8) 80(63,108)
HDL-C,lipoproteínadealtadensidade;LDL-C,lipoproteínadebaixadensidade. a Média(desviopadrão).
b Mediana(percentis25,75).
c Níveldesignificânciaparaocolesteroltotal,HDL-CeLDL-C(testetdeStudent)etriglicérides(testedeMann-Whitney). d Níveldesignificânciaparaocolesteroltotal,HDL-CeLDL-C(tendêncialinear)etriglicérides(testedeJonckheere-Terpstra).
As áreassob acurvaROCparaasvariáveis antropomé-tricas como preditores de dislipidemia são apresentadas na tabela 3. Para as meninas, RCE, CC, PCSE e IMC, nessaordem, apresentaram o maiornúmero de precisões
significativas. Para os meninos, a RCE mostrou precisão significativaparaquatrofaixasetárias,seguidadeCCePCSE (trêsgrupos)eIMCePCT(doisgrupos).Diferenc¸as significa-tivasentreprecisõesdosindicadoresantropométricosforam
Tabela3 ÁreassobacurvaROCeintervalodeconfianc¸ade 95%dosindicadoresantropométricosparaorastreamentoda
dislipidemiaemcrianc¸aseadolescentesestudadosdeacordocomafaixaetáriaesexo.NordestedoBrasil,2011-2012
Faixaetária(anos) Indicadoresantropométricos Meninos Meninas
AUC(IC95%) AUC(IC95%)
6-7 IMC(kg/m2) 0,61(0,49-0,72) 0,61(0,49-0,72)
CC(cm) 0,64(0,52-0,75)a 0,64(0,52-0,75)a
RCE 0,66(0,55-0,77)a 0,65(0,53-0,76)a
PCSE(mm) 0,55(0,43-0,66) 0,63(0,51-0,74)a
PCT(mm) 0,56(0,44-0,67) 0,55(0,43-0,66) 8-9 IMC(kg/m2) 0,52(0,42-0,63) 0,57(0,47-0,66)
CC(cm) 0,52(0,41-0,62) 0,57(0,47-0,66) RCE 0,57(0,46-0,67) 0,58(0,48-0,67) PCSE(mm) 0,49(0,38-0,59) 0,56(0,46-0,65) PCT(mm) 0,50(0,39-0,61) 0,54(0,44-0,64) 10-12 IMC(kg/m2) 0,58(0,49-0,66) 0,57(0,48-0,65)
CC(cm) 0,57(0,49-0,65) 0,59(0,51-0,67)a
RCE 0,61(0,52-0,68)a 0,59(0,51-0,67)a
PCSE(mm) 0,62(0,53-0,69)a 0,56(0,48-0,64)
PCT(mm) 0,60(0,53-0,69)a 0,57(0,49-0,65)
13-15 IMC(kg/m2) 0,65(0,55-0,74)a 0,54(0,46-0,62)
CC(cm) 0,64(0,54-0,73)a 0,53(0,46-0,61)
RCE 0,65(0,55-0,73)a 0,59(0,51-0,66)a
PCSE(mm) 0,63(0,54-0,72)a 0,54(0,46-0,62)
PCT(mm) 0,60(0,51-0,70)a 0,54(0,46-0,61)
16-18 IMC(kg/m2) 0,63(0,50-0,74)a,b 0,70(0,60-0,78)a
CC(cm) 0,78(0,65-0,87)a,b 0,68(0,59-0,78)a
RCE 0,68(0,55-0,79)a 0,70(0,60-0,78)a,c
PCSE(mm) 0,64(0,51-0,75)a,b 0,62(0,53-0,71)a,c
PCT(mm) 0,62(0,49-0,74) 0,58(0,48-0,67)
AUC,ÁreasobacurvaROC;IC95%,intervalodeconfianc¸ade95%;IMC,índicedemassacorporal;CC,circunferênciadacintura;RCE, Relac¸ãocintura-estatura;PCSE,pregacutâneasubescapular;PCT,pregacutâneatricipital.
a ÁreasobacurvaROCqueindicaopoderdiscriminatórioparadislipidemia(limiteinferiordointervalodeconfianc¸a≥0,50). b Diferenc¸asignificativanaáreasobacurvaentreCCeIMCePCSE(p<0,05).
Tabela4 Valoresdecorte,sensibilidadeeespecificidadedosindicadoresantropométricosparaorastreamentodadislipidemia
emcrianc¸aseadolescentesestudados,deacordocomafaixaetáriaesexo.NordestedoBrasil,2011-2012
Faixaetária
(anos)
Indicador antropométrico
Meninos Meninas
Valorde
corte
Sensibilidade (%)
Especificidade (%)
Valorde
corte
Sensibilidade (%)
Especificidade (%)
6-7 IMC(kg/m2) - - - - -
-CC(cm) 54,2 62,8 58,8 54,3 62,2 55,2
RCE 0,45 53,5 67,6 0,45 60,0 58,6
PCSE(mm) - - - 5,7 60,0 69,0
PCT(mm) - - -
-8-9 IMC(kg/m2) - - - - -
-CC(cm) - - -
-RCE - - -
-PCSE(mm) - - -
-PCT(mm) - - -
-10-12 IMC(kg/m2) - - - - -
-CC(cm) - - - 64,6 57,4 56,7
RCE 0,43 65,6 51,7 0,44 57,4 53,3
PCSE(mm) 5,8 55,9 53,3 - -
-PCT(mm) 8,4 58,1 53,3 - -
-13-15 IMC(kg/m2) 18,1 67,6 63,4 - -
-CC(cm) 68,4 60,6 58,5 - -
-RCE 0,42 64,8 56,1 0,45 58,1 59,3
PCSE(mm) 6,2 62,0 61,0 - -
-PCT(mm) 7,9 56,3 53,7 - -
-16-18 IMC(kg/m2) 19,7 64,4 50,0 19,7 73,7 61,1
CC(cm) 70,5 75,6 65,0 71,8 65,8 55,6
RCE 0,42 60,0 75,0 0,45 67,1 50,0
PCSE(mm) 7,5 64,4 55,0 11,4 67,1 58,3
PCT(mm) - - -
-IMC,índicedemassacorporal;CC,circunferênciadacintura;RCE,Relac¸ãocintura-estatura;PCSE,pregacutâneasubescapular;PCT, pregacutâneatricipital.
Paraascélulas quecontinham‘‘-’’não havia indicadorantropométricocom umaáreasignificativasob acurva ROCparapredizer dislipidemia.
observadas apenas para a faixa etária de 16-18 anos. No sexofeminino,somenteaprecisãodaRCEfoimaiordoque adaPCSE(p=0,048).Parameninos,somenteaprecisãoda CCfoimaiordoqueadaPCSE(p=0,029)eIMC(p=0,012). Na faixa de 8-9 anos, nenhum dos indicadores antropo-métricos foi um preditor significativo de dislipidemia, independentemente do sexo. Por outro lado, as maiores precisõesforamobservadasnogrupoetáriodos16-18anos. Entreosindicadoresantropométricosidentificadoscomo preditores de dislipidemias, os valores de corte para CC eRCE foramsemelhantesem meninose meninasentre 6-7anos.Paraosgruposetárioscorrespondentesà adolescên-cia(10-12, 13-15 e 16-18 anos), osvalores de cortepara RCE foram maiores para as meninas. Para a faixa de 16-18anos,valoresdecorte semelhantesdeIMC eCC foram obtidosparaambosossexos,enquantovaloresdecortede PCSE foram maiores para as meninas. Em geral, os valo-resdecortedospreditoresantropométricosdedislipidemia aumentaramcomaidade,excetoparaRCE.Asensibilidade e especificidadevariaram substancialmente entreos indi-cadoresantropométricos,de75,6a53,5ede75,0a50,0, respectivamente(tabela4).
Discussão
Evidênciassugeremque osfatoresderisco cardiovascula-respresentesnainfânciaeadolescênciatendemapersistir e seagravar na vidaadulta.2 Considerando essefatoe já
queaprevalênciadedislipidemiafoide62,1%nopresente estudo,aidentificac¸ãodeindicadoresantropométricospara o rastreamentodadislipidemia na populac¸ãopediátricaé umaestratégia viável eimportante para aprevenc¸ão pri-máriadedoenc¸ascrônicasquepersistemnavidaadultaem nívelpopulacional.Quesejadenossoconhecimento,esteé oprimeiroestudoepidemiológicodebaseescolar,que ava-liou vários indicadoresantropométricos comoferramentas de rastreamento para dislipidemia em crianc¸as e adoles-centesdeambosossexosdeummunicípionoNordestedo Brasil.
Aprevalênciadealterac¸õesdoperfillipídicoobservadas nopresenteestudo foi semelhanteàrelatadaem estudos nacionais,4,5quetambémusaramosvaloresdecorte
reco-mendados pela I Diretriz de Prevenc¸ão da Aterosclerose na Infância e Adolescência3 para o diagnóstico de
emoutrosestudos,4,5baixosníveisdeHDL-Cforamo
resul-tadomaisprevalente.Esseachadopodetersidofavorecido pelopontodecortemaiorparaessalipoproteínaproposto pordiretrizesnacionais,3emcomparac¸ãocomasdiretrizes
internacionais.7Emboraexistamcontrovérsiasnaliteratura
sobrequais diretrizes devem serusadas,4-6 escolhemos as
diretrizes nacionais, uma vez que são umareferência no Brasil parao estabelecimento deestratégias individuaise populacionais para o controle de fatores de risco para a aterosclerosenainfânciaeadolescência.3
Noquedizrespeitoàcomparac¸ãodosindicadores antro-pométricosdeacordocomsexoefaixaetária,ospresentes resultados mostraram diferenc¸as significativas entre os sexosparatodososindicadoresantropométricos,enquanto osindicadores foramsemelhantes entreas faixasetárias, independentemente dosexo.Portanto,aassociac¸ãoentre indicadores antropométricos e dislipidemia considerou o sexoeafaixaetária.Deve-seenfatizarqueaestratificac¸ão inadequada por sexo e idade pode levar à interpretac¸ão errônea dos resultadospor causa das mudanc¸ascorporais queocorremduranteasfasesdecrescimentoe desenvolvi-mentofísico.24Noentanto,váriosestudosqueinvestigaram
o poder dos indicadores antropométricos em prever fato-resderiscocardiovascularemcrianc¸aseadolescentestêm ignoradoessesaspectos.9,10
Os achados demonstraram pouca diferenc¸a na capa-cidade dos indicadores antropométricos de identificar crianc¸aseadolescentescomdislipidemia.Aanálisedacurva ROCmostrouqueapenasRCEeCCestavamassociadascom dislipidemiaemcrianc¸asdeambosossexosentre6-7anos, comumaprecisãoligeiramentesuperiorparaRCE(sem signi-ficânciaestatística).Emcontraste,nenhumdosindicadores avaliadosfoicapazdeidentificardislipidemiasemcrianc¸as de8-9 anos.Afalta de umaassociac¸ãonessafaixaetária podeestar relacionadacomatransic¸ãodainfânciaparaa adolescência, quandoosníveis delipídiosséricos atingem opico comoresultado dealterac¸õeshormonais,enquanto essepiconãonecessariamenteacompanhaasalterac¸õesna quantidadedegorduracorporal.25
Em adolescentes,a RCEfoioúnicoindicadorassociado coma dislipidemiaem ambos ossexos paraastrêsfaixas etárias(10-12,13-15e16-18anos).Asassociac¸õesdos indi-cadoresantropométricoscomdislipidemiaforammaisfortes entreosadolescentesdoqueentreascrianc¸as, principal-mentenafaixade16-18anos.Essesachadoscorroboramos dadosdaliteraturae indicamque aantropometriaémais útilparadiscriminardislipidemianofimdaadolescência.26
APCTapresentouopiordesempenhoempredizer dislipi-demia,especialmenteemmeninas.Outrosestudostambém relataramumafracaassociac¸ãoentreessamedidadeprega cutânea e fatores de risco cardiovascular na populac¸ão pediátrica.11,27 A PCT é uma medida de gordura
corpo-ral periférica,oque podeexplicar,pelo menosem parte, abaixa capacidadediscriminatóriaparadislipidemia.Tem sidodemonstradoqueagorduralocalizadanaregião abdo-minal, especialmente em tecidos não adiposos (gordura ectópica), é umfator determinante de anormalidades do perfillipídico.8Porconseguinte,espera-sequeos
indicado-res dedistribuic¸ão degordura central tenhamumamaior capacidadepreditivaparaessedesfecho.
RCEeCC,nessaordem,foramosindicadores antropomé-tricosassociadosàdislipidemianomaiornúmerodefaixas
etárias por sexo. Além disso, apenas RCE e CC apresen-taramsignificativamente maiorprecisão do que osoutros indicadores (RCE>PCSE para meninas e CC>IMC e PCSE parameninos,ambos entre16-18anos).Essesindicadores tambémforampropostosemoutrosestudoscomobons pre-ditores de dislipidemias e fatores de risco cardiovascular agrupadosnapopulac¸ãopediátrica.9,10,28
No entanto, a CC não leva em conta as variac¸ões resultantes do processo de crescimento/desenvolvimento físico quando as proporc¸ões e formas corporais mudam durante períodos diferentes e a velocidades diferentes. Essasmudanc¸as variam entre asdiferentes faixas etárias pediátricas.24 Por outro lado, a RCE tem algumas
vanta-gensquedevemsermencionadas:1) sãonecessárias duas medidas antropométricas simples, de baixo custo e não invasivas,queproporcionamumindicadorpromissorde dis-lipidemiaem indivíduosjovens; 2)é umindicador preciso deacumulac¸ãoedistribuic¸ãodegorduracorporalcentral, considerando-seamudanc¸adeestaturaqueocorredurante o crescimento e desenvolvimento físico; e 3) não requer referênciasde populac¸ões específicas e nãotem unidade demensurac¸ão.Noentanto,ospresentesresultados mostra-rampoucaprecisãodesseindicadorparaamaioriadasfaixas etáriasestudadas.Portanto,apesardafácilinclusãodaRCE emavaliac¸õesderotinaemcuidadosdesaúdeprimáriosem escolase unidadesdesaúdedafamília,suautilidadepara orastreamentodadislipidemiaprecisadeumainvestigac¸ão maisprofunda.
Osvaloresdecortepropostosnopresenteestudoforam menores do que os relatados em estudos que envolve-ramamostrasdepaísesdealtarenda,independentemente do indicador antropométrico, sexo ou faixa etária.24,29,30
Na verdade, o uso de valores de corte estabelecidos em paísesdesenvolvidos parao rastreamento dadislipidemia em crianc¸as e adolescentes de populac¸ões em desenvol-vimento não parece ser adequado, uma vez que essa abordagempoderesultaremumgrandenúmerode resulta-dosfalso-negativos,subestimandoaprevalênciadadoenc¸a. Além disso, os critérios menos sensíveis podematrasar a implantac¸ãode programasdeprevenc¸ão e tratamento de dislipidemianainfânciaeadolescência.
O presente estudo tem algumas limitac¸ões, tais como seu desenho transversal, o que não nos permitiu estabe-lecerrelac¸ões decausae efeito, jáque osdadossobrea exposic¸ãoeodesfechoforamcoletadossimultaneamente. Portanto, mais estudos que acompanhem a evoluc¸ão dos indicadores antropométricos e o perfil lipídico de jovens ao longo do tempo são necessários para obter-se mais conhecimentosobreesseassunto.Uma faixaetáriaampla foiinvestigada,oque podeinterferirnosresultados.Uma frequênciamenordedislipidemiaéesperada emcrianc¸as. Além disso, alterac¸ões no perfil lipídico podem ser mais afetadaspormudanc¸as hormonaisnoinício dapuberdade doque peloacúmulodegordura corporal.25 Entre os
ado-lescentes,aquantidadeedistribuic¸ãodagorduracorporal sãofortementeinfluenciadas pelosexo, como avanc¸o da maturac¸ão biológica.12 Esses fatores podem confundir a
natentativademinimizarasinterferênciasde heterogenei-dadedaamostracomosresultados.Entretanto,arelac¸ão entregordurasubcutâneaeectópicapodenãoserlinearem jovens,especialmenteemcrianc¸as,12 umfatoquepoderia
limitar o uso de indicadores antropométricos como uma ferramentaderastreamentoparadislipidemia.
Emgeral,aprecisãodosindicadoresantropométricosfoi ruim,comaobservac¸ãodevaloresmaisexpressivosnos últi-mosanosdaadolescência.RCE,CC,BMI,PCSEePCT,nessa ordem,apresentaramo maiornúmerodeassociac¸õescom dislipidemianasfaixasetáriasestudadas.Osvaloresdecorte aquiobservadosforaminferioresaosencontradosem estu-dosfeitosempaísesdesenvolvidos,umachadoquesugerea importânciadecritériosparaaclassificac¸ãodeindicadores antropométricosespecíficosparaaspopulac¸õesdos países derendamédiaebaixa.EmboraRCEmostrasseresultados promissoresnoestudo e tenha vantagensadicionais sobre aCC,suautilidadecomoferramentaderastreamentopara dislipidemiarequerumainvestigac¸ãomaisdetalhada.
Financiamento
Fundac¸ãodeAmparoàPesquisadoEstadodaBahia(Fapesb).
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
Agradecimentos
ÀsSecretariasMunicipaisdeEducac¸ãoeSaúdedeAmargosa, Bahia,Brasil,porpermitiresseestudo.AoDr.DavidS. Freed-mandoCentrodeControleePrevenc¸ãodeDoenc¸as,Atlanta, GA,EUA,porsuassugestõessobreomanuscrito.
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