• Nenhum resultado encontrado

As recentes mudanças no setor elétrico: do monopólio a abertura de mercado

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "As recentes mudanças no setor elétrico: do monopólio a abertura de mercado"

Copied!
90
0
0

Texto

(1)

FUNDAÇÃO

Getulio

Vargas

Escola

de Pós-Graduação

em Economia

TESE

DE

MESTRADO

"AS

RECENTES

MUDANÇAS

NO

SETOR

ELÉTRICO:

DO

MONOPÓLIO

A ABERTURA

DE

MERCADO"

Aluna:

Elisa

Maria

Costa

Nogueira

Orientador:

Carlos Ivan

Simonsen

Leal

(2)

AGRADECIMENTOS

Ao meu pai,

Que desde cedo teve a preocupação

de orientar e incentivar para que

eu procurasse os caminhos que

me levariam a maior ambição

profissional e realização pessoal.

Esta tese é uma retribuição às

suas palavras e ao seu amor.

A minha mãe,

e meus irmãos,

por todo o carinho,

E ao Cypriano,

pelo apoio,

compreensão

(3)

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO

I - O MONOPÓLIO

NATURAL

E O SETOR

ELÉTRICO

CAPÍTULO

II - AS

FORMAS

DE

REGULAMENTAÇÃO

PARA

O

SETOR

ELÉTRICO

1) Regulamentação

por

Taxa

de Retomo

2) Regulamentação

do

Tipo

price-cap

3) Regulamentação

do

Tipo

Divisão

de Lucros

4) Regulamentação

do

Tipo

yardstick

|CAPÍTULO

IH - AS

EXPERIÊNCIAS

DE

ALGUNS

PAÍSES

COM

RELAÇÃO

À REFORMA

DO

SETOR

ELÉTRICO

Inglaterra

Noruega

Argentina

chile

zzzzzzz'zzzz'zzz

Estados

Unidos

CAPÍTULO

IV-O

SETOR

ELÉTRICO

BRASILEIRO

CAPÍTULO

V - MODELO

CONCLUSÃO

APÊNDICE

BIBLIOGRAFIA

17

(4)

ÍNDICE

DE

GRÁFICOS

E TABELAS

GRÁFICOS

Página

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

GRÁFICO

I - ESTRUTURA

DE

CUSTOS

DE

UMA

EMPRESA

6

2.A-MONOPÓLIO

NATURAL..

6

2.B

- ECONOMIA

COMPETITIVA

7

3-EQUILÍBRIO

COMPETITIVO...

10

4 - EQUILÍBRIO

NO

MERCADO

MONOPOLISTA

11

5 - ESTRUTURA

DO

SETOR

ELÉTRICO

DA

INGLATERRA

E PAÍSES

DE

GALES....

39

6 - PREÇOS

DA

ENERGIA

ELÉTRICA

- TARIFA

RESIDEN

CIAL

E INDUSTRIAL.

43

7 - ESTRUTURA

DO

SETOR

ELÉTRICO

DO»

CHILE

APÓS

A

REFORMA

49

8 - PREÇOS

DA

ENERGIA

ELÉTRICA

- TARIFA

RESIDEN

CIAL

E INDUSTRIAL

49

9 - ESTRUTURA

DO

SETOR

ELÉTRICO

DOS

ESTADOS

UNIDOS

53

10 - PREÇOS

DA

ENERGIA

ELÉTRICA'."-

TARIFA^RESIDEN

CIAL

E INDUSTRIAL...

53

II

- PERCENTUAL

DE GERAÇÃO

HIDRELÉTRICA

NO

TOTAL

DE

GERAÇÃO

58

12 - TOTAL

DE

INVESTIMENTOS

EM

ENERGIA

61

ITABELAS

TABELA

1

TABELA

2

-TABELA

3

-TABELA

4. A

TABELA

4.B

TABELA

4.C

TABELA

5

-TABELA

6

-- PRINCIPAIS

VANTAGENS

E DESVANTAGENS

DAS

SEGUINTES

FORMAS

DE

REGULAMENTAÇÃO..

36

CAPACIDADE

TOTAL

E GERAÇÃO

DE

ENERGIA

DOS

SEGUINTES

PAÍSES

37

MARKET-SHARE

DAS

EMPRESAS

ÒFERTÀdÓRAS

DE

ENERGIA

NO

MERCADO

SEM

FRANCHISE..

42

- SETOR

DE

GERAÇÃO

DE

ENERGIA

56

- SETOR

DE

TRANSMISSÃO

DE

ENERGIA

57

- SETOR

DE

DISTRIBUIÇÃO

DE

ENERGIA

57

DADOS

SOBRE

O CONSUMO

DE

ENERGIA

ELÉTRICA

NOS

SEGUINTES

PAÍSES

60

POSSÍVEL

ESTRUTURA

PARA

Ò SETOR

ELÉTRICO

(5)

INTRODUÇÃO

Nos

últimos

anos,

vários

países

tem

promovido

mudanças

no

setor

de energia

a

fim

de melhorar

sua

eficiência

e incentivar

a participação

da iniciativa

privada

na gestão

dos

negócios.

Com

isto,

uma

nova

configuração

tem

sido

atribuída

ao setor.

As

etapas

de geração,

transmissão,

distribuição

e oferta

de serviços

eram

todas

consideradas

como

monopólio

natural,

e portanto

estavam

sujeitas

a uma

regulamentação

específica

para

evitar

excessos

de poder

da firma

sobre

o mercado.

Atualmente,

a geração

de energia

e a

oferta

de serviços

tratados

diretamente

com

o consumidor

estão

sendo

caracterizados

como

competitivos.

Observa-se

também

mudanças

quanto

a estrutura

das

empresas

do

setor.

Em

muitos

países,

ainda

a integração

vertical

das

empresas

nas

fases

de

geração,

transmissão

e distribuição,

tanto

a nível

regional

quanto

nacional.

Em

geral,

estas

são

empresas

públicas.

Com

a reestruturação

do

setor,

vários

países

eliminaram

esta

verticalização,

separando

a geração

de

energia

das

outras

etapas,

a transmissão

e a

distribuição,

bem

como

os serviços

de oferta.

O setor

de energia

na Inglaterra

constitui

num

bom

exemplo

para

as mudanças

acima

citadas.

Após

a segunda

guerra

mundial,

a indústria

do

setor

elétrico

foi

nacionalizada

e foi

criado

o Central

Electricity

Generating

Board,

monopóüo

estatal,

sendo

responsável

pela

geração

e transmissão

de energia.

Ao

longo

dos

anos,

fatores

como

a deteriorização

da

estrutura

tarifária,

praticada

pela

empresa,

e a escassez

de

recursos

públicos

para

promover

as inversões

necessárias,

comprometeram

a eficiência

(6)

prioritária

para

as

autoridades.

Em

1990,

o governo

britânico

estruturou

uma

nova

configuração

para

a área,

segmentando-a

em

quatro

atividades:

geração,

transmissão,

distribuição

e a oferta

de energia

para

os consumidores.

As

atividades

de transmissão

e

distribuição,

ficaram

sujeitas

à regulamentação

devido

as características

de

monopólio

natural.

Já a geração

de energia

e a oferta

de serviços

foram

consideradas

atividades

do

setor

competitivo

e não

sujeitas

a barreiras

à entrada.

A busca

por

mais

eficiência

nas

empresas

do

setor

de energia

e ao mesmo

tempo

por

mais

transparência

na

política

tarifária,

após

a reestruturação

do

setor,

tem

manifestado

novas

formas

de regulamentação

para

o monopólio

natural.

Cada

sistema

regulatório

deve

balancear

a necessidade

de que

as empresas

pratiquem

preços

eficientes

sem

prejudicar

suas

necessidades

de

financiamento

dos

investimentos.

Na

prática,

modelos

de regulamentação

do tipo

taxa

de retorno

e price-cap

são

os mais

utilizados.

Cabe

observar,

que

estas

formas

de regulamentação

estão

muito

relacionadas

com

a

estrutura

do

setor,

isto

é, se há empresas

públicas

e privadas

disputando

o mercado,

em

que

atividade

concorrência,

e se

esta

deve

estar

ou

não

também

sujeita

a

regulamentação.

Para

melhor

entendimento

do setor

de energia

elétrica,

é importante

explorar

um

pouco

mais

o conceito

de monopólio

natural,

o qual

foi

atribuído

para

caracterizar esta

indústria

durante

muito

tempo.

Algumas

definições

serão

expostas,

bem

como

as

principais

propriedades

deste

monopólio.

Outras

interpretações,

entretanto,

admitem

a

possibilidade

de competição

nas

indústrias

com

estas

características.

Em

seguida,

será

apresentado

algumas

formas

de regulamentação

mais

utilizadas

para

o setor,

bem

como

(7)

países

com

a reestruturação

do

setor

de

energia

elétrica,

seja

esta

reestruturação

implementada

de modo

radical

(como

na Inglaterra

e na Noruega)

ou não,

constituem

num

valioso

material

para

análise.

Serão

citados

neste

trabalho

as reformas

dos

seguintes

países:

Inglaterra,

Estados

Unidos,

Noruega,

Chile

e Argentina.

Durante

a década

de 80,

as empresas

de energia

elétrica

no

Brasil

enfrentaram

crescentes

dificuldades

financeiras

em

função

da política

tarifária

e dos

endividamentos.

Como

conseqüência,

os

investimentos

foram

prejudicados.

Com

o crescimento

da

economia

a partir

da década

de

90,

este

setor

demanda

mais

inversões

nas

quais

os

recursos

públicos

disponíveis

não

são

suficientes.

A participação

do

setor

privado

passa

a ser

considerada

como

uma

alternativa

bem

como

a introdução

da competição

entre

empresas

para

aumentar

a eficiência

dos

serviços,

mais

especificamente,

nos

setores

de geração

e de distribuição

de energia.

A

concorrência

faz

com

que

as empresas

aumentem

seus

investimentos

para

melhorar

a

qualidade

dos

serviços.

Observa-se

que

uma

firma

sendo

primeiramente

monopolista,

quando

passa

a enfrentar

uma

demanda

cada

vez

mais

elástica,

tende

a aumentar

seus

(8)

CAPITULO

I

O MONOPÓLIO

NATURAL

E O SETOR

ELÉTRICO

O conceito

de monopólio

natural

é um

caso

clássico.

Existe

monopólio

natural

numa

economia,

para

um

determinado

bem,

quando

a estrutura

dos

custos

de produção

é

tal que

é mais

barato

para

a sociedade

a situação

de que

apenas

uma

única

firma

opere

neste

mercado.

É importante

salientar,

que

para

este tipo

de mercado,

a definição

de

competição,

que

exige

várias

firmas

no

mercado,

entra

em

conflito

com

o seu

principal

objetivo,

a produção

ao menor

custo

possível.

Nem

todos

os

monopólios

são

naturais.

Como

exemplo,

o monopólio

pode

resultar

simplesmente

do controle

de uma

única

firma

sobre

os insumos

adequados

para

a

produção

do

bem

através

de

patentes

ou

com

o direito

exclusivo

de

vender

num

determinado

mercado.

A característica

essencial

deste

tipo

de monopólio

é que

este

é

baseado

na incapacidade

de outras

empresas

competir

com

os mesmos

direitos.

Este

tipo

de monopólio

é geralmente

transitório.

Pode

ter sua

função

social

para

o país,

na medida

em

que

permite

desenvolver

outras

tecnologias.

Esta

forma

de monopólio,

entretanto,

não

é monopólio

natural.

Em

geral,

os

mercados

com

monopólio

natural

apresentam

algumas

características

comuns

como

por

exemplo:

a indústria

deve

ofertar

um

ou mais

produtos

ou serviços

essenciais

para

a sociedade,

os produtos

ofertados

por

esta

indústria

devem

(9)

demanda

e que

seja

ainda

suficiente

para

atender

aos

períodos

de pico,

a indústria

deve

possuir

elevadas

economias

de escala

em

relação

a demanda

de mercado.

Sem

dúvida,

a questão

das

economias

de

escala

é uma

das

principais

características

de

um

mercado

com

monopólio

natural.

Isto

implica

que

apenas

uma

firma

pode

produzir

o que

o mercado

deseja

obter,

e ainda,

pode

expandir

sua

capacidade

a custos

mais

baixos

do que

em

comparação

a uma

nova

firma

entrante

no

mercado.

Desta

forma,

a concorrência

pode

até

existir

neste

mercado,

mas

será

por

algum

tempo.

Ou

haverá

falência

da

firma

entrante

ou

a sua

fusão

com

a firma

monopolista.

A concorrência

para

este

mercado

é auto-destrutiva.

A conclusão

é que,

de

fato,

uma

única

firma

pode

produzir

mais

eficientemente

do que

duas

ou mais

firmas.

Neste

sentido,

o monopólio

natural

é consistente

com

o máximo

de bem-estar

social.

Define-se

que

uma

indústria

apresenta

economias

de

escala,

quando

o custo

médio

de produção

decresce

quando

o nível

de produto

aumenta.

Quando

esta

relação

é

crescente,

diz-se

que

a curva

de

custo

médio

apresenta

deseconomias

de

escala.

O

gráfico

(1)

abaixo

ilustra

uma

curva

de custo

médio

com

os dois

tipos

de relação

entre

a

(10)

GRÁFICO

1

è

JUSTO

rfÉDIO

, ESTRUTURA

Economias

escala

DE

de

CUSTOS DE UMA EMPRESA

J

Deseconomias de

escala

PRODUTO

No

caso

do monopólio

natural,

a área

de economias

de escala

existe

para

um

trecho

considerável

da produção

em

relação

ao nível

de demanda.

Há possibilidade

de

competição

quando

a economia

de escala

exaure

a um

nível

de produto

que

é pequeno

quando

comparado

com

a demanda

de mercado.

Os

gráficos

(2.A)

e (2.B),

abaixo,

representam

estes

dois

tipos

de

mercado,

respectivamente.

GRÁFICO

2.A

è

^

MONOPÓLIO

NATURAL

Economias de

escala

PRODUTO

C(q)/q

\D

(11)

GRAFICO 2.B

ECONOMIA COMPETITIVA

C(q)/q

q» PRODUTO

dois

tipos

de economias

de escala.

Economias

de escala

pecuniárias

e não

pecuniárias.

A pecuniária

ocorre

quando

a empresa,

ao produzir

uma

elevada

quantidade

do

seu

bem,

consegue

junto

ao fornecedor

reduções

de preços

dos

seus

insumos.

Observe

que

neste

caso,

há uma

transferência

de renda

do fornecedor

para

o produtor,

não

havendo

de fato,

alterado

o custo

de produção

para

a sociedade.

Nas

economias

de

escala

não

pecuniárias,

uma

real

redução

nos

recursos

utilizados

na

produção.

Somente

estas

são

relevantes

do ponto

de vista

social.

O principal

responsável

pela

existência

de economias

de escala,

no sentido

não

pecuniário,

são

os custos

fixos.

Quando

a produção

da empresa

aumenta,

este

custo

é

rateado

por

um

maior

número

de bens

produzidos,

reduzindo

assim,

o seu

custo

unitário

total.

Outro

fator

relevante

também

é a especialização

do uso dos

recursos,

por

exemplo,

a divisão

do

trabalho.

Quando

a firma

produz

mais de

um

bem,

e a produção

desses

bens

pode

(12)

em

comum,

poderá

haver

além

das

economias

de

escala,

ganhos

de

sinergia.

Com

a

produção

de muitos

bens,

pode-se,

as vezes,

dividir

equipamentos

para

a produção,

e

outros

custos

como

energia

consumida,

combustível

etc.

Com

isto,

fica

mais

barato

para

a empresa

produzir

estes

bens

do

que

outra

firma

produzindo

isoladamente

um

desses

produtos.

Isto

é, seja

f(x,y)

a função

que

denota

o custo

para

uma

firma

de produzir

os

bens

1 e 2 nas

quantidades

x e y. Então:

Existirá

ganhos

de

sinergia

se:

f(x,y)<fA(x,0)

+ fB(0,y)

(1)

onde

o índice

denota

o custo

referente

as firmas

A e B.

É possível

também

associar

estes

ganhos de

sinergia

como

a firma

reduzindo

riscos

quando

diversifica

sua

produção.

E importante

ressaltar

que,

para

a firma

que

está

sob

o regime

de monopólio

natural,

os

custos

apresentam

subaditividade.

Uma

curva

de

custo

apresenta

subaditividade

a um

determinado

nível

de um

ou mais

produtos,

quando

o custo

de

produzir

o produto

for

menor

para

uma

firma,

do

que

para

mais

de uma

firma,

não

importando

como

a produção

total

deste

produto

ficou

dividida

entre

as firmas

comparadas.

Pode-se

considerar

duas

formas

de subaditividade:

subaditividade

da planta

e subaditividade

da

firma.

A

primeira,

está

relacionada

a fatores

estritamente

tecnológicos.

O segundo,

se refere

a vantagens

organizacionais

da firma.

É baseada

na

tecnologia

de

transação

no

mercado.

Existe

quando

a organização

das

atividades

(13)

Como

exemplos

de

subaditividade

da

planta,

podemos

citar

as economias

de

escala e

os ganhos

de sinergia.

Um

fator

de economias

de escala

é a indivisibilidade

da

produção,

citado

anteriormente

como

os custos

fixos.

O nível

de

estoques

da

firma

também

é outro

tipo

de

economias

de

escala.

A firma

deve

equilibrar

os

custos

de

carregamento

dos

estoques

vis-a-vis

o comportamento

das

vendas.

Com

relação

à

sinergia,

durante

as etapas

de produção

que

são

comuns

aos

bens,

a utilização

de

mão-de-obra

especializada

constitui-se

num

exemplo.

Observe

a forte

relação

existente

entre

o conceito

de subaditividade

e os conceitos

de economias

de escala

e ganhos

de sinergia.

Estando

o mercado

sujeito

ao

monopólio

natural,

surge

como

preocupação

dos

governantes,

a questão

da

otimização

do

bem-estar

social.

No

caso

da

concorrência

perfeita,

as firmas

irão

produzir

quando

o preço

do bem

for

igual

ao seu

custo

marginal.

O excedente

do

consumidor,

isto

é, a quantidade

em

moeda

no

qual

o benefício

de

consumir

um

bem

excede o

custo

de produzi-lo,

é maximizado.

Este

excedente

é uma

forma

de medir

a maximização

do bem-estar

social.

Então,

na concorrência

perfeita,

o

produto

ótimo,

do

ponto de

vista

social,

é atingido

quando

o preço

for

igual

ao custo

marginal.

No

gráfico

(3)

estão

representados

o equilíbrio

entre

a demanda

e a oferta

de

(14)

GRAFICO 3

à

p

Po

.

EQUILÍBRIO

COMPETITIVO

|j

Exedente

do

/

/

>^ D

Q» Q ^

E - Equilíbrio Competitivo

seu

Na

presença

de economias

de escala,

a firma

perderá

dinheiro

quando

fixar

preço

igual

ao

custo

marginal.

Isto

porque

na área

de economias

de

escala,

o custo

marginal é

menor

do

que

o custo

médio

unitário

do produto.

Quando

a estrutura

de

mercado

é tal

que

há economias

de

escala

para

uma

parte

relevante

da

demanda

de

mercado

(como

no gráfico

2A

acima),

o empresário,

que

busca

maximizar

lucro,

não

praticará

preço

igual

ao custo

marginal.

Neste

mercado,

o equilíbrio

irá ocorrer

quando

a

receita

marginal

for

igual

ao custo

marginal,

isto

é, quando

o ganho

na receita

por

vender

uma

unidade

a mais

do bem

for

igual

ao custo

adicional

de produzir

esta

unidade.

E o

preço

do

bem

será

determinado

pelo

nível

de

demanda

correspondente.

A seguir,

o

(15)

GRÁFICO

4

EQUILÍBRIO

NO

MERCADO

MONOPOLISTA

CMg C(q)/q

Qi Q,

£' - Equilíbrio Monopolista

Observe

que

a área

hachurada

do

gráfico

(4)

representa

o custo

social

neste

mercado

monopolista.

Em

outras

palavras,

para os

níveis

de produto

entre

Qi

e Qo,

o

bem

é valorizado

pelo

consumidor

num

montante

maior

do que

o custo

para

produzi-lo.

Entretanto,

apenas

Q.

está

sendo

ofertado

neste

mercado.

Então,

qual

a melhor

forma

de permitir

um

resultado

socialmente

desejável

sem

que

a empresa

tenha

prejuízos,

e sem

prejudicar

sua

capacidade

de

fazer

novas

inversões?

Ou

também,

como

evitar

que

esta

empresa,

dado

que

é a única

produtora

neste

mercado,

pratique

preços

que

sejam

abusivos,

extraindo

o

excedente

do

consumidor

e produzindo

aquém

do nível

de produto

socialmente

desejável?

Para

este

caso

de monopólio

natural,

a regulamentação

se faz

necessária.

O seu

principal

objetivo

é permitir

resultados

socialmente

desejáveis,

quando

a competição

não

(16)

perfeita.

O regulador

deve

induzir

a firma

a produzir

no nível

socialmente

desejável.

Quanto

melhor

for

a qualidade

das

informações

que

o regulador

tiver

sobre a

estrutura

de custos

e de mercado

da firma,

mais

fácil

será

para

atingir

este

resultado.

O objetivo

central

do regulador

é determinar

o nível

de produto

ótimo

que

irá

gerar

o bem-estar

social

que

seria

equivalente

ao mercado

de concorrência

perfeita,

e a

partir

deste

nível

de

produto,

tentar

desenvolver

algum

mecanismo

regulatório

que

melhor

poderá

induzir

a firma

a produzir

a este

nível.

Por

exemplo,

uma

das

prescrições

mais

antigas

para

o caso

de monopólio

natural,

feita

pelos

governos,

é barrar

a entrada

de novas

firmas

para

estabelecer

o monopólio

e,

com

isto,

minimizar

os custos

da indústria.

Deve

fixar

o preço

igual

ao custo

marginal,

atingindo

o ótimo

social,

e subsidiar

a diferença,

isto

é, o excesso

do

custo

médio

unitário

sobre

o custo

marginal

através

de subsídios

do governo.

Entretanto,

a existência

de subsídios

pode

aumentar

o custo

social,

ao invés

de minimizá-lo,

porque

aqueles

que

não

utilizarem

o bem,

também

estarão

pagando

por

ele.

Por

outro

lado,

argumenta-se

que

a competição

pode

vir a substituir

o papel

do

regulador,

ou pelo

menos,

minimizar

a sua

participação.

E isto

pode

ser

aplicado

ao caso

do monopólio

natural.

De

fato,

extensivas

economias

de escala

resultam

em apenas

um

produtor

para

o mercado.

Entretanto,

se não

há barreiras

à entrada,

se há muitos

interessados

em

entrar

neste

mercado,

e considerando

que

os custos

de cartelização

ou

conluio

entre as

empresas

sejam

suficientemente

altos

para

impedir

a sua

realização,

a

competição

poderá

prevalecer

independentemente

das

economias

de escala.

Observe

que

(17)

terá

este

mercado

ao

final,

mas

não

diz

nada

a respeito

sobre

o número

de empresas

rivais

ou potenciais

competidoras

neste

mercado.

E bem

verdade

que

a empresa

monopolista

sabendo

da existência

dos

potenciais

competidores,

poderá

praticar

preços

predatórios,

isto

é, admitindo

ter

prejuízos

no

curto

prazo

para

garantir

lucros e

a segurança

do

monopólio

no

longo

prazo.

Neste

caso,

a regulamentação,

por

parte

do governo

continua

sendo

importante.

Contudo,

se a firma

monopolista

obtiver

lucros

econômicos

positivos,

produzindo

a um

nível

de

produto

inferior

ao socialmente

desejado,

poderá

dispertar

a atenção

dos

potenciais

concorrentes.

Em

indústrias

em

que

a demanda

apresenta

tendência

de crescimento

ao longo

do

tempo,

é possível

que

possa

haver

espaço

para

mais

de

uma

empresa

no

mercado,

E

ainda,

se esta

nova

empresa

tiver

acesso

a tecnologias

mais

modernas

que

barateiam

os

custos

de produção,

é possível

firmar

uma

competição

neste

mercado.

Toda

esta

abordagem

foi

aplicada

ao

setor

elétrico.

Por

possuir

extensivas

economias

de escala

nos

setores

de geração,

transmissão

e distribuição,

foi considerado

como

monopólio

natural.

A intervenção

do

estado

no

setor

de

energia

elétrica

é a

resposta

deste

frente

as imperfeições

de mercado

causadas

pela

estrutura

de custo

médio

declinante

sobre

toda

a extensão

da demanda

de mercado.

Contudo,

pelos

fatores

acima

mencionados,

como

o aumento

da demanda

e o surgimento

de novas

tecnologias,

esta

indústria

poderá

vir

a se tornar

competitiva,

pelo

menos

nas

etapas

que

estão

mais

(18)

Para

melhor

entendimento

das

características

de

monopólio

natural

desta

indústria,

um

breve

comentário

será

feito

sobre

a sua

estrutura.

cinco

importantes

componentes

da

indústria

do

setor

elétrico,

como

enumerado

a seguir:

1. A geração

de

energia;

2. A transmissão

de

energia;

3. A distribuição

de energia,

que

leva

esta

para

os consumidores

finais;

4. Vendas

ao atacado,

mercado

também

denominado

de "Bulk

Power

Market";

5. Serviços

de venda

ao

varejo.

A geração

de energia

é responsável

por

funções

como

o planejamento,

desenho,

construção

e operação

das

plantas

para

produção

de energia.

Esta

fase

era

considerada

como

monopólio

natural

devido

a existência

de

grandes

máquinas

que

tinham

melhor

eficiência

térmica

e custos

unitários

menores.

A transmissão

de energia

é responsável

pelo

planejamento,

desenho,

construção

e

operação

das

redes

que

transportam

energia

das

empresas

de geração

para

as empresas

distribuidoras

de energia.

Nesta

operação,

o transporte

de energia

é feito

em

alta

voltagem,

mas

ao longo

do transporte,

esta

voltagem

é transformada

para

níveis

menores

compatíveis

com

o de

consumo.

Nesta

etapa,

admite-se

que

a melhor

forma

para

sua

administração

seja

o

monopólio.

Porque

a construção

de uma

outra

rede

paralela

para

a competição,

seria

(19)

esta

atividade.

Mais

uma

vez, é

necessário

ressaltar

o papel

do regulador

para

evitar

os

abusos

do

poder

de monopólio.

Com

relação

a distribuição,

nesta

etapa

as empresas

transportam

a energia,

com

voltagens

mais

baixas,

para

o consumidor

final.

Esta

função

é similar

a da

transmissão

em

vários

aspectos.

Um

deles

é a estrutura

de rede.

É um

setor

intensivo

em

capital,

com

ativos

com

longa

vida

útil.

Observe

que

esta

etapa

apresenta

economias

de

densidade,

isto

é, o custo

médio

por

consumidor

declina

a medida

em

que

a densidade

de

consumidores

aumenta.

Um

outro,

é que

este

setor

é também

considerado

como

monopólio

natural,

e portanto

deverá

estar

sujeito

a alguma

regulamentação

para

proteger

os

consumidores

de

casos

de

abuso

de

poder.

O mercado

de

"bulk

power"

processa

as operações

entre

os

compradores

e

vendedores

de energia

de alta

voltagem,

no atacado.

O comprador

desta

energia

não

é o

consumidor

final,

exceto

nos

casos

de

grandes

consumidores.

Em

geral,

estes

compradores

são

responsáveis

pela

venda

para

os consumidores

finais.

Os

principais

produtos

que

são

negociados

neste

mercado

são

a energia

e a

capacidade.

Para

a negociação,

são

utilizados

vários

instrumentos

de

mercado

como

"pooling"

e contratos

bilaterais.

No

mercado

de vendas

a varejo,

se negocia

energia

para

os consumidores

finais,

(20)

O Sistema

de Planejamento

e Operações

também

pode

ser

considerado

como

outro

componente

da

indústria

de

energia

elétrica.

Tem

como

função

coordenar

e

planejar

a programação

a fim

de dar

confiabilidade

nos

serviços

do setor.

Também

tem

como

função,

assegurar

um

custo

mínimo

para

expansão

do

sistema,

considerando

os

custos

do capital

na geração

e transmissão.

É responsável

também

pelo

planejamento

de

longo

prazo

nos

setores

de

geração

e transmissão.

Isto

porque,

se estes

setores

pertencerem

a diferentes

empresas,

deverá haver

conciliação

dos

investimentos,

de modo

a não

prejudicar

o consumidor

final.

Observe

que

as etapas

de vendas

tanto

a varejo

como

ao atacado

são

passíveis

de

haver

competição.

Não

há necessidade

para

se ter

monopólio

nesta

fase,

uma

vez

que

não

se tenha

mais

a integração

vertical

nesta

indústria.

Por

outro

lado,

a geração

de

energia,

que

a princípio,

tinha

fortes

características

de

ser

um

monopólio

natural,

atualmente

o avanço

tecnológico

tem

tornado

as plantas

muito

mais

eficientes.

Além

disso,

uma

importante

característica

dessas

empresas

é a forte

geração

de caixa

que

possuem,

e por

isso,

acabam

por

atrair

o interesse

de

outras

empresas

para

investir

no

setor.

Aumentando

a geração

de caixa

da empresa,

possivelmente

o acesso

ao

crédito

fica

mais

barato e

ganhos

especulativos

no mercado

de juros

poderão

ser alavancados.

É

com

base

nestes

princípios

que

muitos

países

estão

se engajando

na reestruturação

do

setor,

a fim

de obter

melhores

resultados

que

beneficiem

tanto

os consumidores

como

as

próprias

empresas

da

indústria.

Com

isto,

as formas

de

regulamentação

que

serão

implementadas

para

este

setor

são

de

profunda

importância

e tem

sido

bastante

(21)

CAPITULO H

AS

FORMAS

DF

REGULAMENTAÇÃO

PARA

O SETOR

ELÉTRICO

Como

discutido

anteriormente,

a regulamentação

deve

permitir

a empresa

gerar

um

resultado

que

seja

socialmente

ótimo,

evitando

assim

os abusos

de poder

por

parte

do monopolista.

Com

relação

ao setor

elétrico,

como

apenas

as etapas

de transmissão

e

distribuição

de energia

são

ainda

consideradas

como

monopólio

natural,

os mecanismos

de

regulamentação

aqui

expostos

poderão

melhor

se

enquadrar

a estes

setores.

Entretanto,

as aplicações

destas

formas

de regulamentação

podem

ter

uso

para os

outros

setores também.

A regulamentação

tem

que

incentivar

a realização

de investimentos

por

parte

da

empresa

bem

como

a sua

eficiência.

Os

investimentos

podem

ser

para

a manutenção

e

ampliação

da estrutura

da rede

de transmissão.

No

que

concerne

a eficiência,

espera-se

custos

mínimos

e preços

que

correspondam

ao

real

valor

do

serviço

para

as empresas

distribuidoras

e para os

consumidores.

Ainda

com

relação

à transmissão,

as tarifas

cobradas

não

podem

ser

injustas

no sentido

de que

não

pode

haver

discriminação

entre

dois

ou mais

consumidores

equidistantes

em

relação

à rede.

Neste

aspecto,

a transmissão

é de extrema

importância

para

a eficiência

da indústria,

porque

é uma

etapa

intermediária

entre

a geração

e a distribuição.

Mantendo

a sua

eficiência,

poderá

estimular

investimentos

complementares

a ser realizados

pelos

outros

setores.

O resultado

geral

é

(22)

duas

questões

importantes

quanto

a forma

pela

qual

a regulamentação

pode

ser

implementada.

Uma

delas,

enfoca

a criação

do

corpo

regulatório.

Isto

é, se este

corpo

deverá

ser

formado

por

elementos

do governo

ou por

independentes.

E ainda,

qual

o instrumento

político

que

deverá

ser

utilizado

para

a regulamentação,

lei ou a forma

de

contrato

diretamente

entre

o governo

e a empresa.

Estas

opções

devem

ser

estudadas

de

modo

a melhor

atender

as reais

necessidades

da indústria

e dos

consumidores.

Por

isto,

depende

da estrutura

governamental

de cada

país.

Se a forma

de contrato

se apresentar

a

mais

prática

e transparente,

e for

implementada

em

menos

tempo

do que

a lei,

então

esta

poderá

ser

melhor

opção,

quando

a indústria

demanda

agilidade

e rapidez

na execução

dos

seus

negócios.

A

outra

questão,

igualmente

importante,

é

quanto

aos

métodos

de

regulamentação. Estas

podem

ser

do tipo:

taxa

de retorno,

price-cap,

divisão

de lucros,

e regulamentação

do tipo

yardstick,

este

último

o reajuste

dos

preços

é uma

variável

que

depende

da estrutura

dos

custos

de produção

do setor.

A escolha

de cada

uma

destas

formas

vai depender

do tipo

de indústria,

isto

é, se é integrada

verticalmente

ou não,

bem

como

o tipo

de

geração

de

energia,

se é termelétrica

ou

hidrelétrica;

do

grau

de

informação

do

regulador

sobre

os

dados

da

indústria,

e também,

do

grau de

comprometimento

do

governo

com

o setor.

Este

grau

de compromentimento

é fundamental

para

a formação

das

expectativas

dos

investidores

nesta

indústria.

Quando

se faz

inversões,

os recursos

aplicados

tem

retornos

a médio

e longo

prazo,

e portanto

uma

vez

decidido,

não

se pode

voltar

atrás

sem

que

se gere

perdas.

A regulamentação

deve

ser

firme,

e ao

mesmo

tempo

deve

ter

(23)

tecnológicos

com

o passar

do tempo.

Países

em

que

os governos

não

apresentam

regras

claras

de

suas

políticas

e que

estas,

por

sua

vez,

são

muito

instáveis,

podem

não

se

adaptarem

a este tipo

de regulamentação.

Alguns

exemplos

para

a regulamentação

de preços

são

os seguintes:

1) Regulamentarão

pOr

taxa

de

retnrnn

Com

este tipo

de regulamentação,

fica

assegurado

à empresa

uma

determinada

taxa

de

retorno

do

capital,

podendo

esta

ser

anual

por

exemplo,

obtida

a partir

da

estrutura

de

custos.

Isto

é, determina-se

o valor

da

tarifa

dos

serviços

da

empresa

de

modo

que

a permite

ser

remunerada

a esta

taxa

de retorno.

Esta

taxa

pode

incidir

tanto

sobre

o capital

próprio,

como

sobre

o total

dos

ativos

da empresa.

Entre

as vantagens

dessa

forma

de regulamentação,

pode-se

citar

a facilidade

de financiamentos

a custos

mais

baixos,

devido

à imposta

redução

dos

riscos

na atividade

da empresa.

Entre

as principais

desvantagens

da

utilização

desta

regulamentação,

é que

a

empresa

passa

a não

ter

incentivos

para

reduzir

custos

e a investir

em

inovações

tecnológicas,

uma

vez

que

se acomoda

à taxa

de retorno

calculada.

também

incentivo

para

que

a firma

se capitalize

exageradamente,

isto

é, acima

do

nível

compatível

com

a

sua

eficiência

econômica.

Para

ilustrar

esta

distorção,

o modelo

de

Averch-Johnson

(1962)

retrata

uma

firma

sob

este

tipo

de regulamentação

e conclui

que

a estratégia

ótima,

do ponto de

vista

da empresa,

é capitalizar-se

cada

vez

mais,

a fim

de obter

o

maior

lucro

possível,

em

termos

absolutos.

Averch,

H. and

L. Johnson

(1962).

Behavior

of the

Firm

under

Regulatory

Constraint.

American

(24)

O modelo

considera

uma

empresa

monopolista

que produz

um

único

bem,

com

a

utilização

de dois

insumos,

capital

K e trabalho

L. A função

de produção

é Q=F(L,K).

A

função

de demanda

inversa é

P=G(Q).

Seja

R(L,K)=

F(L,K>P(F(L,K))

a receita

da

firma

quando

utiliza

L do

fator

mão-de-obra

e K de capital.

E ainda,

sejam

w e r a

remuneração

da

mão-de-obra

e do

capital,

respectivamente.

Então

a função

lucro

desta

empresa será:

7t(L,K)

= R(L,K)

- wL

- rK

(2)

Considere

s como

sendo

a taxa

de

retorno

do

capital

para

fins

de

regulamentação.

O valor

de s ótimo

deverá

ser

sufucientemente

grande

a fim

de superar

o custo

do capital

r mais

a taxa

de lucro

da atividade

da empresa

sobre

o capital.

Isto

é,

se s for

menor

que

a soma

das

variáveis

anteriores,

não

faria

sentido

para

esta

firma

monopoüsta

operar

neste

mercado.

Por

outro

lado,

s não

deverá

ser

alto

demais

a ponto

de não

conseguir

restringir

o comportamento

típico

de um

monopolista.

Portanto

s

deverá

ser:

K-i

+ r = s

(3)

O problema

desta firma

é maximizar

(2)

sujeito

à (3).

Isto

é:

MAX

tc(L,K)

= R(L,K)

- wL

- rK

(4)

K,L

(25)

Este

é um

problema de

maximização

com

restrição.

A

solução

pode

ser

encontrada

pelo

método

de Lagrange,

através

da seguinte

equação:

= R(L,K)

- wL

- rK

-X(^p

+ r - s)

(5)

Chega-se

portanto,

aos

seguintes

valores a

partir

da condição

de primeira

ordem

das

variáveis

do

problema:

O valor

de

X é necessariamente

diferente

de zero,

a fim

de

que

se imponha

a

restrição

(3),

e pela

condição

de segunda

ordem

de (5),

obtem-se

que

l<\.

Logo,

pela

equação

(7),

observa-se

que

a produtividade

marginal

do capital

é inferior

ao seu

custo

r,

o que

implica

que

a firma

na otimização

emprega

capital

em

excesso.

Até

aqui,

pode-se

interpretar

a variável

K como

sendo

o total

do capital

próprio.

Contudo,

neste

modelo,

a taxa

de retorno

também

pode

incidir

sobre

o total

do ativo

da

firma.

Para

este

caso,

basta

definir:

(26)

onde:

Kp

= capital

próprio

KT =

capital

de

terceiros

Seja

1 a taxa

de

juros

anual

a ser

cobrada

sobre

o montante

do

capital

de

terceiros.

O capital

de

terceiros

pode

compreender

financiamentos

ou

emissão

de

debêntures,

por

exemplo.

Os

financiamentos

podem

ser

tanto

a curto

como

a longo

prazo,

concedidos

por

bancos

no

país

como

também

no

exterior.

Pode-se

tomar

i como

sendo

uma

média

dessas

taxas

de financiamento.

Então

o problema

de maximização

de

lucro

da firma

regulamentada

será:

MAX

7c(L,K)

= R(L,K)-wL-rKP

(9)

K,L

s/a

O Lagrangeano

desse

problema

está

descrito

a seguir:

R(K,L)

- wL

- rKP

- iKT

- X( R(L,K)

- wL

- sKP)

(10)

Chega-se

a estes

valores

a partir

da condição

de primeira

ordem

das

variáveis

do

problema

(9):

(27)

/l(s-r) i

A equação

(12)

é muito

semelhante

à equação

(7),

apenas

difere

por

mais

um

parâmetro,

a taxa

de juros

do

financiamento.

Observe

que,

dado

as mesmas

condições

para

À, s e r, e impondo

que

s>i

(pois

do contrário,

a firma

não

buscará

financiamento

de

terceiros),

no ótimo

haverá

incentivo

a capitalização

excessiva,

e quanto

maior

for

a taxa

de juros

, menor

será

a produtividade

marginal

do capital

total,

de acordo

com

a equação

(8).

Outra

distorção

deste

modelo,

ainda

em

função

do

resultado

de

capitalização

excessiva,

é com

relação

a depreciação.

Se a base

de cálculo

para

a taxa

de retorno

for

o

ativo

global

da

empresa,

então

a depreciação

terá

um

importante

papel.

Quanto

menor

for

a taxa

de depreciação

dos

bens

do

ativo

imobilizado,

menor

será

a depreciação

acumulada,

e portanto

maior

será

a base

de

cálculo

da

taxa

de

retorno.

A empresa

poderá

então

optar

por

modelos

de taxas

de depreciação

crescentes

ao longo

do tempo,

e estendendo

a vida

útil

dos

bens ao

mais

longo

possível.

Com

isto,

os

dados

patrimoniais

podem

ficar

distorcidos.

E por

fim,

há o

risco

de

super-avaliação

dos

bens

do

balanço

patrimonial.

Em

particular,

o método

de depreciação

que

favorece

a uma

maior

taxa

de retorno

acaba

por

valorizar

em

excesso

o bem

depreciado,

que

distorce

as informações

financeiras

da

empresa.

(28)

Ainda

assim,

para

a determinação

de

s, é importante

o regulador

se basear

nos

dados

históricos

da empresa

regulamentada.

2) Regulamentação

do

tipo

orice-cap

A empresa

sob

este

regime,

pode

alterar

seus

preços,

desde

que

não

ultrapasse

a

variação

máxima

determinada

pela

regra

de price-cap*.

Na

sua

fórmula

constam

três

elementos:

1. Ajuste

pelo

índice

de preços

do

varejo (RPI):

Este

é um

fator

de correção

que

é

dado

pela

inflação

média

da economia,

representada

por

um

índice

de varejo.

2. Um

fator

de ajuste

da produtividade

(X):

Os

possíveis

ganhos

de produtividade

da

empresa

podem

ser

repassados

aos

consumidores

através

de X.

Este

valor

também

pode

ser

determinado

pelo

órgão

regulamentador.

3. Ajuste

em

função

de alguns

custos

da empresa

(T):

Pode

ser

interpretado

como

repasse

da

alta

de

alguns

preços

de

insumos.

Se

deve

ou

não

repassar

algumas

altas

de

custos

para

os

consumidores,

isto

é uma

questão

que

deverá

ser

discutida

pelo

governo,

empresa

e pela

sociedade.

Este

regime

é menos

vulnerável

a ineficiência

de

custos

e de

capitalização

excessiva.

Como

a firma

absorve

todo

o lucro

que

gerar,

esta

tem

incentivo

a aumentar

a sua

produtividade,

maximizando

seu

lucro.

Parte

desse

ganho

pode

ser

passado

para os

Imagem

GRÁFICO 2.A è ^ MONOPÓLIO NATURAL Economias de escala PRODUTO C(q)/q\D Q
GRÁFICO 4
GRÁFICO 5
GRÁFICO 6
+5

Referências

Documentos relacionados

Itaguaí Rio de Janeiro Porto do Açu Vitória Salvador Natal Fortaleza São Luís Belém.. Business Management Head Office: Rio de Janeiro

Apresenta-se neste trabalho uma sinopse das espécies de Bromeliaceae da região do curso médio do rio Toropi (Rio Grande do Sul, Brasil), sendo também fornecida uma chave

CONCLUSÕES E PROPOSTAS PARA TRABALHOS FUTUROS Nesta dissertação, foi apresentada uma avaliação do desempenho das funções de proteção aplicadas em transformadores de potência,

TABELA 11A- Análise da variação e testes de significância para percentagem de contaminação fúngica aos 45 dias de cultivo in vitro em explantes de marmeleiro

Para a variável umidade das sementes houve uma segregação das variedades em seis grupos demonstrando que não foi possível ter um controle quanto a essa variável, o

Assim, a motivac¸˜ao para o desenvolvimento da IoT Smart Lock (ISL), foi de criar um dispositivo de fechadura inteligente de simples instalac¸˜ao para gavetas e arm´arios de

O critério de exigência nula, onde se supõe que toda a energia na entrada é consumida apenas na obtenção do biocombustível, apresentou valores maiores para o etanol de

Para Tagiuri; Davis (1996), uma empresa familiar se dá quando membros da família controlam a direção do negócio em cargos gerenciais ou direito de propriedade;